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Milhares de pessoas, integrantes de movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis, participaram de um ato contra a Reforma da Previdência, nesta sexta-feira (31), em Maceió. A manifestação percorreu ruas do Centro e se dirigiu até a sede do Tribunal Regional do Trabalho, onde os manifestantes fecharam os dois sentidos da Avenida Assis Chateaubriand.

A manhã foi repleta de manifestações. O primeiro aconteceu no Centro de Pesquisas e Estudos Aplicados (CEPA), onde integrantes do Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar do Estado de Alagoas fecharam a unidade no início da manhã.

Já os rodoviários paralisaram cerca de 20% da frota de ônibus da capital entre as 9 horas e o meio-dia. O bloqueio se concentrou na Praça do Centenário, mas a fila de ônibus tomou boa parte da Avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol, o que obrigou vários passageiros a seguirem o restante do trajeto a pé.

Na Praça Deodoro, no Centro, o Sinteal, Sindicato da Saúde, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Sem Terra (MST), Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho, Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), Sindicato dos Urbanitários, Sindicato dos Bancários, movimentos estudantis, entre outras categorias, se concentraram e de lá seguiram em passeata até a sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), situado na Avenida Assis Chateaubriand.

A organização estimou que cerca de 5 mil pessoas participaram da manifestação, que bloqueou ainda os dois sentidos da Avenida.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários, Jairo França, as manifestações realizadas hoje são importantes para mostrar a população os efeitos da proposta de Reforma da Previdência. Ele criticou a medida afirmando que caso seja aprovada como está, a Reforma causará diversos prejuízos aos trabalhadores.

“Os bancários participam junto com outras categorias porque entendemos que o movimento é legítimo e visa derrubar a intenção do governo e do congresso de implantar as Reformas Trabalhistas e Previdenciárias. É interessante que as pessoas se conscientizem, já que isso não afeta só os trabalhadores. Se as pessoas não se aposentam, não abre vagas para as pessoas que estão fora do mercado de trabalho”, disse.

Já o integrante do Sinteal de Pão de Açúcar, Erivaldo Valentim, também se posicionou contrário à Reforma e disse que o principal objetivo do ato é conscientizar a população para a importância de protestar contra a reforma.

“A grande injustiça do país será se essa reforma passar. A idade para se aposentar segundo a proposta do governo prejudica os trabalhadores e principalmente as mulheres. Hoje fazemos aqui uma concentração de todas as áreas para ver se conseguimos embargar essa reforma”, completou.