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A surrealidade brasileira costuma não respeitar barreiras, isso todos sabemos. Quando o assunto é arma nem se fala então. Eis que no meio desse caos que vive o Espirito Santo com a greve de policiais que deixaram os cidadãos totalmente à mercê da bandidagem surge mais uma dessas histórias fantásticas que, tal qual a jabuticaba, você verá apenas no Brasil.

Frédéric Decatoire, um amigo de Cachoeiro Do Itapemirim no Espirito Santo, tentou tempos atrás adquirir legalmente uma arma de fogo. Apresentou toda a documentação, fez todos os testes, tem mais de 25 anos, trabalha, tem família, renda lícita e todo o mais que seria necessário para lhe assegurar esse direito. Seria, senão fosse a tal declaração de efetiva necessidade exigida pela legislação atual e que, por sua subjetividade, acaba sendo usada com total arbitrariedade para negar a compra de armas legais. E assim ocorreu com Frédéric que teve seu pedido negado com a seguinte justificativa:

“A utilização da força na prevenção e combate à criminalidade é exclusiva e dever do Estado, através de seus órgãos de segurança pública. A aquisição de uma arma de fogo pode lhe dar uma falsa sensação de segurança, contrariando ao que se preconizam as campanhas em favor do desarmamento...”

Para o delgado da Polícia Federal, é a polícia que deve cuidar da segurança do cidadão, 24 horas por dia, 7 dias por semana e em todos os lugares! Não bastasse o absurdo utópico de uma declaração dessas - oras vejam só! – as polícias daquele estado estão nesse momento em greve e os cidadãos simplesmente sem ter a quem recorrer, acuados em suas casas, assustados, rezando para que o pior não aconteça e uma turba de bandidos irrompam pela porta. É, realmente o Estado cuida muito bem da segurança do cidadão, não é mesmo senhor delegado? Além de que, como já escrevi em outro artigo, o cidadão que busca a compra de uma arma não está atrás de justiça e muito menos em sair por ai combatendo a criminalidade. O que esse cidadão quer é o direito de sobreviver!

Não bastasse tudo isso, Frédéric Decatoire, é um ex-legionário francês – tropa de elite do Exército daquele país – que serviu de 1989 até 1994, participando de quatro operações militares na África e uma em Sarajevo. É, meus amigos, foi para ele que um delegado da Polícia Federal veio dizer que armas não trazem segurança. Muito fácil para quem está com uma Glock 9mm na cintura e não precisa ligar 190 para ser socorrido. Quando o 190 estiver funcionando novamente, claro.