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Um grupo de aproximadamente mil pessoas, formado por plantadores e fornecedores de cana, realizaram um grande protesto na manhã desta segunda-feira (21) em frente à Asplana (Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas) no bairro de Jaraguá. O motivo é um possível calote por parte dos usineiros que mantém uma dívida milionária com os trabalhadores.

De acordo com informações do comando do manifesto, há quatro anos a dívida dos usineiros com fazendeiros e plantadores de cana só aumenta e já atinge a casa dos R$ 250 milhões.

Ao todo, 10 usinas estão na lista de devedores, o que tem prejudicado diretamente a produção, além de deixar famílias desempregadas. Por exemplo, na safra entre os anos de 2012-2013, cerca de 9 mil pessoas estavam em atividade no setor e no período de 2014-2015, esse número caiu bruscamente para 5 mil e pode reduzir ainda mais no próximo ano.

Um dos fornecedores da cana de açúcar, Aloísio Cézar, explicou a conflituosa relação entre trabalhadores e usineiros. “Existem usinas que devem há quatro anos os fornecedores e não pagam. Fazemos propostas, mas as deles [propostas] são sempre sem juros e sem correção, e ainda não pagam de jeito nenhum. E ainda são ridículas. Um deles devia R$500 mil a um fornecedor e disse que pagaria apenas R$2mil. Aceitamos porque se não perdemos e ainda falham com o compromisso proposto. Vamos incomodá-los durante a safra que é onde damos prejuízo a eles”, disse o fornecedor que ainda completou. “Apenas três usinas honram com o compromisso. As piores são as que fazem parte da cooperativa, essas não pagam de jeito nenhum.”

O manifesto segue na Asplana, mas ainda existe a possibilidade de passeatas e carreatas pelo Centro de Maceió. A ideia do grupo é uma reunião com os usineiros para definir medidas imediatas para pagamentos de atrasados e melhorias no setor. Caso isso não aconteça, os manifestantes pretendem entrar com uma ação na justiça e fechar a entrada das usinas.

*Colaboradora