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        Os estudantes secundaristas estão resistindo ao conservadorismo do governo Temer. O início dessa resistência foram as ocupações das escolas; são mais de 1.200 em todos os estados. A reforma do ensino e a PEC 241 são os alvos.

        O movimento cresce, consolida-se e se amplia com a adesão das universidades federais e dos institutos federais de ensino. A organização e a disposição da garotada têm surpreendido o país. As redes sociais têm sido o canal de comunicação onde são exibidos vídeos contando o dia a dia das ocupações.

        As novas lideranças têm aparecido em cada uma das escolas ocupadas. A pouca idade não tem sido um fator inibidor para esses milhares de jovens estabelecerem o diálogo com as autoridades, inclusive com o Poder Judiciário, nesses dias que antecederam às eleições do segundo turno.

        O Ministro da Educação, representante da direita pernambucana e do Partido Democrata (DEM), não consegue entender que há uma nova sociedade civil no país e que os jovens que estão organizados em cada escola do país são jovens que pensam e querem participar das decisões políticas.

        A política é assunto também da juventude, dos adolescentes estudantes secundaristas. Os velhos políticos conservadores e de direita ainda não conseguiram captar que haverá muita resistência na base da sociedade e que as conquistas alcançadas pelos pais e avós desses jovens não serão transformadas em pó sem resistência.

        A esquerda tradicional também esta perplexa com o tamanho da mobilização e da qualidade das lideranças. Estas novas lideranças têm surgido do meio da massa, das salas de aulas, e não da militância tradicional dos partidos políticos de esquerda, visto que estes envelheceram.

        Organizar uma rede de apoio aos estudantes, professores, trabalhadores da educação e aos pais dos estudantes é uma tarefa necessária e urgente para ampliar a luta e derrotar a política conservadora do governo Temer e do ministro Mendonça Filho.

        Os intelectuais, cientistas, escritores, artistas, profissionais liberais, esportistas, professores, alunos, cidadãs e cidadãos alagoanos e brasileiros democratas de vários matizes políticos e ideológicos temos esse desafio pela frente que é apoiar o movimento de resistência deflagrado pelos estudantes.

Todo o apoio possível aos estudantes, professores e trabalhadores da educação.

Ocupar e resistir é o caminho!