25e14c85 8fc4 4d40 ba9c 976e2a706a3e Nutricionista alerta que obeso não pode desistir

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que a obesidade é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo e, no Brasil, expande-se dia após dia. O preconceito e a falta de informação, entretanto, dificultam a prevenção e o tratamento.

O que o senso comum percebe a questão apenas como estética, para a ciência é fator decisivo de qualidade de vida.  

A nutricionista Mirella Freire explica que a obesidade é uma doença crônica que depende de inúmeras circunstâncias para se desenvolver, desde a genética, maus hábitos alimentares até falta de exercícios físicos.  “A prevenção é aliar atividade física, qualidade de vida e uma boa alimentação”, ressalta.

O que pode parecer uma receita bem simples, na maioria dos casos, esbarra em inúmeras dificuldades de uma rotina agitada, sem horários estabelecidos para alimentação, insegurança para realizar atividades ao ar livre, falta de apoio familiar e, principalmente, preparo psicológico.

Larissa (o nome foi modificado para preservar a personagem) tem 21 anos e, desde a infância, sofre com a obesidade. “Meus pais sempre tentaram me fazer consciente dos problemas de saúde a longo prazo, e a família toda sempre estava em alguma espécie de dieta”, relata. Ela frisa que a adolescência foi a pior fase porque ela se cobrava muito, havia a pressão familiar e a crueldade dos colegas na escola.

A obesidade de Larissa, segundo o diagnóstico médico, está relacionada aos hábitos alimentares e à propensão genética. Apesar de continuar acima do peso, ela afirma que hoje consegue lidar melhor com a doença, mas que, depois de tantas tentativas, “deu um tempo” nos tratamentos.

Para a nutricionista Mirella Freire, o maior erro do obeso é justamente parar o tratamento porque, apesar de estar com taxas normalizadas, o excesso de peso sempre resultará em problemas de saúde.  Entre as doenças decorrentes da obesidade estão, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer.

Além da ajuda médico-nutricional, as pessoas com obesidade precisam ter acompanhamento psicológico para manter o tratamento que deve ser contínuo, como toda doença crônica,  e adequado às necessidades de cada paciente.

Obesidade em expansão

A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 50% da população adulta brasileira está com sobrepeso e obesidade.

O mais preocupante é o crescimento da obesidade entre as crianças. A previsão é de que 11,3 milhões de crianças no país estarão com excesso de peso em 2015. Para prevenir, os pequenos precisam ter uma hora de atividade física, de moderada a intensa, e consumir, ao menos cinco porções de frutas e verduras, todos os dias. Tablets, TVs e celulares, só a partir dos dois anos de idade, e uso de até duas horas por dia.