Ba8f8020 7be4 48a5 8f4e b3940671b77d Genoíno

O ex-deputado José Genoíno sofreu uma tentativa de assalto ao chegar em sua residência. Dois assaltantes armados – ué? E o Estatuto do Desarmamento que o ex-deputado ajudou a aprovar? – invadiram sua garagem e anunciaram o assalto. Genoíno, que recentemente cumpriu pena por corrupção, fez o que o próprio pessoal dele prega que não deve se fazer: reagiu. A reação foi um tanto quanto atabalhoada, pois tudo que o petista pode fazer foi jogar uma sacola de livros nos criminosos que revidaram dando-lhe uma coronhada, mas acabaram fugindo. Imediatamente após o ocorrido recorreu à polícia “opressora” para perseguir e prender as “vítimas da sociedade capitalista” e, tenho certeza, acabarão presos e condenados. Eu acho justo que os bandidos sejam presos? Juntíssimo! Mesmo a vítima sendo um egresso? Sim! Mas calma... Eu não virei à esquerda...

Providencialmente, enquanto matutava aqui sobre o ocorrido, recebi do amigo Filipe Bezerra uma citação do filósofo Mário Ferreira dos Santos: “Para o bárbaro, o criminoso é visualizado duplicemente: segundo o seu crime atinja a tribo ou alguém da tribo, ou se atinge quem não é da tribo ou se além disso é um inimigo. No primeiro caso, há crime pleno; no segundo, atenua-se, no terceiro, anula-se. O crime não é concebido enquanto em si mesmo, ou em relação à coletividade, mas apenas em relação ao objeto da lesão criminosa, a vítima. O mesmo ato lesivo pode ser considerado infame ou nobre, tudo dependendo de quem ou do que sofre”.

É isso! O crime deve ser definido pelo ato criminoso e não por sua vítima ou cairemos na mesma armadilha da esquerda onde alguns merecem ser vítimas dos criminosos por serem ricos, por morarem em mansões, por possuírem um relógio que aquele “coitadinho” sem opção, vítima do sistema capitalista malvadão nunca lhe dará oportunidade de adquirir.

E que fique clara toda a ojeriza que me impregna a alma no que diz respeito à essa vítima em questão. Genoíno é aquele esquerdista que acredita que os fins justificam os meios. Que defendeu ferozmente a aprovação do Estatuto do desarmamento enquanto no passado pegou em armas para impor sua ideologia, que enquanto dizia que “armas não protegem” requisitou à Polícia Federal porte de arma para seu motorista e segurança. E da turma do ex-senador Eduardo Suplicy – como paulista peço perdão ao Brasil por isso – que chegou a dormir em uma cadeia rebelada para garantir a integridade física dos presos e que ao ter seu celular roubado negociou com o bandido a devolução do mesmo e ainda impediu que os policiais que atenderam a ocorrência prendessem o criminoso. Pelo menos Suplicy fez o que prega ideologicamente. Já Genoíno agiu como o bárbaro descrito por Mário Ferreira e, sendo ele a vítima, considerou pleno o crime pois, sabemos muito bem, quando os crimes foram contra o erário público e em favor do seu partido, de punho estendido, defendeu veementemente a nobreza dos atos praticados pela quadrilha que se instalou no poder.

Dito tudo isso, que fique clara minha posição de que torço para que os criminosos sejam presos e que não acredito que ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. O que não me impede, e não há nenhuma contradição nisso, que eu diga em alto e bom som: BEM FEITO, GENOÍNO!