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Dilma Rousseff planeja dar no próximo domingo, dias antes de deixar o poder, um inédito indulto de Dia das Mães para todas as presas do Brasil. Hoje, aproximadamente 34 mil mulheres estão encarceradas. Assim informou Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo. Deixando de lado o absurdo de se liberar, sem qualquer critério, milhares de criminosas, falemos da assustadora simbologia contida nessa aparentemente tresloucada ação.

Não é de hoje que a esquerda nutre forte simpatia pelos encarcerados, pelos criminosos, pelos facínoras de toda espécie. Aliás, não se trata de simpatia, mas sim de empatia e isso já foi retratado em diversos artigos, falo disso em minhas palestras sobre como o Brasil chegou aos 60 mil assassinatos por ano e até no cinema. E após ler essa notícia sobre a liberação de milhares de presos, inevitável não lembrar do discurso de bane em Batman: o Cavaleiro Das Trevas de Christopher Nolan que é uma das melhores trilogias produzidas em Hollywood e, Nolan, é um dos poucos conservadores sobreviventes por lá. No excepcional Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, o discurso revolucionário do vilão que ocorre justamente em frente à prisão de Blackgate e é um resumo do Corolário esquerdista a que estamos tão acostumados. Vejam:

"Vocês foram presenteados com um falso ídolo para impedi-los de destroçar esta cidade corrupta. Deixe-me contar-lhes a verdade sobre Harvey Dent, nas palavras do comissário de polícia de Gotham, James Gordon: 'O Batman não assassinou Harvey Dent; ele salvou meu filho e depois assumiu a culpa dos terríveis crimes do Harvey para que eu pudesse, para minha vergonha, construir uma mentira em torno deste falso ídolo. Eu louvei o homem que tentou matar meu próprio filho, mas não posso mais viver com minha mentira. É hora de confiar ao povo de Gotham a verdade e é hora pedir minha exoneração.' E vocês aceitam a demissão deste homem? Aceitam a demissão de todos esses mentirosos? De todos os corruptos? Nós tomaremos Gotham dos corruptos! Dos ricos! Dos repressores de gerações, que as oprimiram com mitos de oportunidade, e a devolveremos a vocês... o povo. Gotham é sua! Ninguém irá interferir. Façam como quiserem. Comecem invadindo Blackgate e libertando os oprimidos! Apresentem-se, aqueles que desejam servir. Pois um exército será formado. Os poderosos serão arrancados de seus ninhos decadentes e lançados no frio mundo que nós conhecemos e suportamos. Tribunais serão convocados. Despojos serão repartidos. Sangue será derramado. A polícia irá sobreviver, aprendendo a servir à verdadeira justiça. Esta grande cidade... ela perdurará. Gotham sobreviverá!".

Não, não sobreviverá, pelo menos se depender dele. Bane nutre pela cidade um profundo desprezo pelo que ela representa, é uma alma ressentida, um invejoso, alguém que, como tantos por aqui, mesmo no poder, mesmo conseguindo sua revolução proletária, deseja que Gotham pereça. Ele sabe que o povo não é e nunca será o que ele deseja. Ele entende, mesmo não assumindo isso, que o povo nunca será espelho de sua alma retorcida e é daí surge seu incontido ódio.