O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o Brasil pode prometer a qualquer investidor, brasileiro ou estrangeiro, que não corre o risco de apagão, "em hipótese alguma". Lula referia-se ao Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) da Petrobras na Baía de Guanabara, inaugurado na semana passada.

No programa semanal de rádio "Café com o Presidente", ele afirmou que o terminal "representa mais independência para o Brasil". "O fato concreto é que, com este terminal de gás natural liquefeito na Baía da Guanabara, a gente dá sinal para o Brasil de que não haverá problema de energia no País porque, quando nós tivermos com os lagos das nossas hidrelétricas vazios, que não estiverem produzindo energia, nós poderemos acionar a termoelétrica a gás e ela vai produzir a energia que o Brasil necessita", disse.

De acordo com Lula, com as energias hídrica e termoelétrica a gás, o País tem uma oferta energética que permite a qualquer investidor, brasileiro ou estrangeiro, não ter preocupação ou medo de investir no Brasil. "O que posso dizer ao povo brasileiro é que durma tranquilo, que os empresários invistam tranquilos, porque nós vamos garantir energia para garantir mais emprego, mais salário e mais renda para o povo brasileiro", disse.

O presidente lembrou a crise de energia de 2001. Segundo Lula, na época, o Brasil não tinha linhas de transmissão para transportar eletricidade de lugares que tinham excesso para os locais onde faltava, como São Paulo.

Bolívia

O presidente declarou que, com a nova instalação de GNL na Baía de Guanabara, o País poderá importar gás de outras nações, e não só da Bolívia. Ao recordar a crise de gás com a Bolívia, em 2006, Lula julgou que a nacionalização da matéria-prima era um direito daquele país.

"Agora, ao mesmo tempo em que eu compreendi as necessidades da Bolívia, eu também, como brasileiro e como presidente do Brasil, sabia que o Brasil não podia ficar submetido apenas à pressão de um fornecedor de gás".