O Governo de Alagoas deu continuidade, nesta semana, às parcerias com a Universidade Politécnica de Madri e com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para formação de uma rede de instituições voltadas para o desenvolvimento de tecnologias sociais para regiões de clima semiárido em todo o mundo.

Acompanhados pelo secretário adjunto de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura, Carlos Henrique Soares, uma comitiva com 13 integrantes da Universidade Politécnica de Madri, do IICA, do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (IABS) visitaram o Centro Xingó de Convivência com o Semiárido, no município de Piranhas.

“Nessa etapa, a comitiva internacional vai visitar o Centro Xingó, em Alagoas, e institutos de combate à desertificação na Paraíba e no Ceará. A ideia é que o Centro Xingó seja referência na captação de demandas do Brasil para a rede internacional que está sendo formada no auxilio às populações de  regiões semiáridas em países como África, Israel, Espanha, entre outros”, explicou o secretário adjunto da Agricultura.

Na visita, os técnicos conheceram o trabalho do Centro Xingó – novas técnicas para produção de mudas, criação de aves, ovinos, caprinos, novos modelos de biodigestores e fornos, e, principalmente, métodos de captação de água e otimização de seu uso para irrigação e consumo humano – no desenvolvimento de tecnologias sociais inovadoras que podem ser disseminadas em outros países.

“A nossa missão está inserida em um contexto mais amplo, e muitas das ações passam pelo Centro Xingó. Por isso, começamos as visitas por Alagoas”, disse Luiz Tadeu Assad, diretor presidente do IABS, instituição gestora do Centro Xingó.

O diretor do Centro de Inovações Tecnológicas para o Desenvolvimento Humano da Universidade Politécnica de Madri, Carlos Mataix, reiterou a importância do intercâmbio entre países para o sucesso da rede. “Todos nós temos conhecimento a compartilhar na busca de formas inovadoras e técnicas para solucionar problemas que são comuns a vários países”, lembrou.