As aplicações com base no CDI (Certificado de Depósito Interbancário) foram as que mais renderam nestes 20 anos de real, segundo levantamento da consultoria Economatica.

A moeda brasileira comemora 20 anos de existência no próximo dia 1 de julho. De 1994 para cá, o dólar foi a única aplicação que deu prejuízo real (descontada a Inflação) e melhor aplicação foi a do CDI, com ganho real de 631,7% acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do país.

Nestes 20 anos, a aplicação em caderneta de poupança rendeu 103,20% e o ouro 69,03%. Já o dólar Ptax se desvalorizou 51,97%.

O levantamento da economática considera a valorização das principais aplicações até esta quinta-feira (26), ajustadas pela inflação medida pelo IPCA até 31 de maio.

Bolsa rende 221%
Desde julho de 1994, as aplicações na bolsa, considerando o Ibovespa, principal índice da bolsa se valorizaram 221,11% - retorno que nas Américas ficou abaixo do rendimento do índice do Peru (IGBVL – Índice General de la Bolsa de Lima), de 617%, e do índice Nasdaq, de Wall Street, que teve valorização de 285,89%

Nestes 20 anos, as ações que mais se valorizaram foram as da Ambev (4.873,4%) e da Souza Cruz (4.263,4%). Na sequência, se destacaram Guararapes (3.237,5%), Itaú Unibanco (2.671,7%) e Gerdau (1.934,1%).

Na outra ponta, os papéis que mais se desvalorizaram foram os da Inepar (-98,98%) e Coteminas (-95,42%), Light (-82,27%), Eletrobras (-62,53%) e Oi (-55,84%).

Para o cálculo, o levantamento considerou apenas as ações com volume financeiro médio diário superior a R$ 1 milhão (com valores ajustados pelo IPCA).