Desde que começou a fazer denúncias sobre supostas irregularidades cometidas pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, o deputado estadual João Henrique Caldas (PTN) parece sofrer de uma doença contagiosa que ninguém quer se aproximar.

Nenhuma entidade da sociedade civil organizada, partidos políticos, centrais sindicais e até mesmo deputados que criticam os comandantes da Mesa Diretora da ALE fizeram qualquer declaração de apoio ou de solidariedade ao deputado JHC.  

O máximo que vimos foi o deputado estadual Judson Cabral (PT) propor uma auditoria externa na folha de pessoal da ALE, oferecendo, inclusive, que a investigação começasse pelo seu gabinete.

Entretanto, considero esse posicionamento pequeno, miúdo, diante da relevância da questão e das denúncias de que 61 comissionados teriam recebido R$ 7 milhões em um ano. Era pra ser mais e maior a reação.

Sozinho e isolado, e, dizem, até ameaçado de morte, o deputado JHC vai tirar, naturalmente, dividendos eleitorais por estar enfrentando e denunciando o Poder Legislativo. Talvez isso explique o não recebimento de apoio e solidariedade de outros parlamentares e, quem sabe, de entidades que mantêm proximidade com algumas figuras do mundo político.

 E isso é uma pena.