Petroleiros filiados a 16 sindicatos programaram para o primeiro minuto desta segunda-feira (23) uma greve nacional.

 

Pretende-se paralisar por cinco dias a produção nas refinarias, nas plataformas marítimas e nos terminais da Petrobras.

 

Em comunicado que levou à web, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) anotou que o limite dos grevistas será medido pela necessidade dos consumidores:

 

“Durate a greve, serão preservadas todas as necessidades da população quanto à produção e transporte de petroleo e gás”, diz o texto.

 

Por que os petroleiros decidiram cruzar os braços? Alegam que se trata de uma resposta a decisões da Petrobras e de suas prestadoras de serviço.

 

A pretexto de ajustar-se à crise, as empresas estariam cortando e flexibilizando “uma série de direitos dos trabalhadores”.

 

O sindicalismo petroleiro sustenta que os cortes orçamentários chegaram mesmo a comprometer a segurança do trabalho nas instalações da Petrobras.

 

De resto, os grevistas reivindicam:

 

1. Preservação dos empregos nas empresas que fornecem mão-de-obra terceirazada à Petrobras;

 

2. Garantia do pagamento das horas-extras nos feriados;

 

3. Fixação de regras para a “distribuição justa” da participação nos lucros da empresa.

 

Na semana passada, a Petrobras abriu negociação com os sindicalistas. As conversas não resultaram, porém, em acordo.

 

Neste domingo (22), horas antes da deflagração da greve, a Petrobras pôs em prática um plano emergencial para tentar esvaziar a paralisação.

 

Inclui, por exemplo, a constituição de grupos de contingência. Trabalhadores que não desejam a greve substituiriam os grevistas em postos esratégicos.

 

A FUP promete resistir: “Não permitamos que aqueles que não defendem o patrimônio público, a vida e o meio ambiente, assumam nossos postos de trabalho”.

 

Nas plataformas marítimas da bacia de Santos, a Petrobras cortou a internet. Com isso, limitou o acesso do sindicalismo aos potenciais grevistas.

 

De resto, orientou os gerentes a desembarcar grevistas das plataformas sob o argumento de que foram matriculados em cursos de treinamento, ministrados em terra firme.