Os protesto vinham sendo iniciados perto do final da tarde. Depois se estendiam até altas horas. Agora começam a ocorrer no incício da manhã. Em São Paulo, nesta manhã (19), foram registrados três protestos e mais um em Brasília.

Em São paulo eles ocorrem na Zona Sul da capital, em Taboão da Serra e em   São Bernardo, na grande São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto reivindicando moradia. Em Brasilia manifestantes fecharam  a BR-040 para reclamar por  melhorias no transporte público por conta das altas tarifas, descumprimento de horário e má qualidade dos ônibus que passam pela região.

Ou seja, o processo de questionamento e de reivindicações só aumenta, ao mesmo tempo em que desperta outras categorias para novas e velhas reivindicações. E também chegam ao interior, refiro-me ao ocorrido em Arapiraca, ontem (18).

A verdade é que a insatisfação com situações que deveriam ser básicas, por serem necessárias e cidadãs, chegou ao limite. Até protestos solitários já começaram a ser percebidos. É o povo reivindicando, batendo no peito e lembrando que é cidadão, que tem direitos e que vai lutar por eles.

Quem não participa diretamente dos protestos, concorda com eles e até se emociona. É o caso do relato da jornalista Sarah Mendes registrado em sua página no facebook: “Vindo para o trabalho, ao parar no sinal da Praça Centenário (oh, o lugar me diz alguma coisa, me diz onde é a concentração dos protestos), vi um rapaz entre os carros com um cartaz que dizia "Sou monitor de educação do estado e fiquei 6 meses sem receber".
Agora me diz, esse é o governo que te representa? Esse governo (PSDB) não tem um pingo de respeito pelo trabalhador.
Me diz se todas essas mobilizações estão acontecendo só por centavos. Me diz se você acha que é possível não ir às ruas. Me diz, vc acha que é possível se acomodar?! ”
 Portanto, as vozes das ruas não deverão se calar tão cedo, tamanha é a insatisfação com tantos e tão graves problemas que o Brasil enfrenta e que nos afeta diretamente na saúde, educação, segurança e transporte.

Nas redes sociais e nos cartazes a turma comemora e diz que o gigante acordou.

Mas, é bom ficarmos atentos. Os protestos são legítimos, apesar de alguns marginais infiltrados. Por isso mesmo, um discurso de “ordem” começou a aparecer na grande imprensa com os seguintes dizeres: "PM tarda a agir", na Folha de S.Paulo desta quarta-feira (19), referindo-se ao ataque ao prédio da Prefeitura da capital paulista, saques, depredações e o incêndio a um carro da TV Record.

No Estadão, o título de uma reportagem questiona a ação da PM: "De prontidão desde a tarde, choque só agiu horas após saques”. Por esses títulos, fica claro o questionamento quanto à ação da PM e que não vai tardar para que os agentes da ordem distribuam suas balas de borracha.