O político faz a sua caminhada pelo seu trabalho e pelas “circunstâncias”. É assim que uma trajetória política é construída. E para 2014, ano em que teremos eleições gerais no País, podemos dizer que o vice-governador José Thomaz Nonô vai viver exatamente essas “circunstâncias”, que lhe serão benéficas, de uma forma ou de outra.

Definitivamente Téo Vilela será candidato à única vaga ao senado federal. Dizem até que ele vai deixar o governo no início do próximo ano. Como adversário, aparentemente, irá enfrentar o senador Fernando Collor, que já lançou sinais dúbios – por serem exagerados, de que vai para a reeleição.

Afastando-se, refiro-me ao governador Teotônio Vilela, José Thomaz irá complementar o mandato. Mas, como qualquer político, Nonô torce para que as “circunstâncias” do vento da política soprem para o seu lado. Afinal de contas, ele foi fragorosamente derrotado nas eleições de 2006 quando concorreu ao senado tendo sido superado por Fernando Collor e ainda pelo ex-governador Ronaldo Lessa.

Porém, eis que na eleição seguinte ele aparece como vice do atual governador, a quem fez oposição na eleição anterior, após exigir a vaga ameaçando fechar aliança com Collor, o mesmo que motivou a debandada geral que sofreu na eleição de 2006 pelos aliados daquele momento.

E assim Nonô virou vice. Uma circunstância que o fez renascer politicamente, uma vez que também será governador e acalenta o sonho de ser candidato a governador. E o que ele faz para isso: Não cria problemas para o titular, pelo contrário, atua resolvendo questões nos bastidores, não briga com ninguém, não deixa de retornar uma ligação que toque em seu telefone funcional e já fez favores a 62 prefeitos, com os quais vem construindo uma relação política.

E mais, mesmo sabendo que não é queridíssimo pelos tucanos, sabe que já tem a faca (que são o atual cargo e o futuro), o queijo (que significa a divisão do poder com a distribuição de cargos) e o mel, que é ser candidato do grupo que hoje comanda o Alagoas e ser eleito.

Como dizia um político antigo, “eu sou eu e minhas circunstâncias”. Nem Nonô, um dia, no seu auge político, imaginou que seria tão fácil ser governador de Alagoas.

 Ah, as circunstâncias...!