No Dia Nacional do Sono, comemorado neste sábado (21), especialistas afirmam que de cada dez brasileiros, três apresentam problemas para dormir. Eles alertam sobre os prejuízos de uma noite mal dormida, que podem ser muito mais graves do que um simples cansaço no dia seguinte.


“Isso me incomodava, eu acordava indisposta, sonolenta. Tinha muitas dores de cabeça e tudo isso sem contar que incomodava meu marido”, conta a paciente Rosângela Kraus, que decidiu buscar tratamento com a médica Andréia Bacelar.

Rosângela foi submetida a um exame em que passa uma noite monitorada em uma clínica especializada. O diagnóstico apontou para apineia do sono, uma parada de alguns segundos na respiração que se repete 35 vezes por hora durante a noite, problema que atinge cerca de 24% dos brasileiros. Ele é um dos sintomas mais graves da noite mal dormida e pode levar à morte se não for tratado.

“Ter hipertensão arterial, estar fora do peso, estar cansado durante o dia e roncar é igual a ter o diagnóstico de apineia do sono”, explica Bacelar.

Mais de cem distúrbios do sono

A apineia é um dos mais de cem distúrbios do sono existentes, sendo os mais comuns a insônia, que atinge cerca de 20% da população mundial, e a privação voluntária - quando o indivíduo dorme um número de horas menor do que o necessário – , que atinge cerca de 30% das pessoas, de acordo com dados da Academia Americana de Distúrbios do Sono.

Os tratamentos variam de caso para caso, mas é importante que os pacientes não abusem dos remédios. "Esses tranquilizantes geram dependência, tolerância e uma falsa ideia de um sono melhor", diz a médica.

Nem sempre o tratamento vai apontar para uma cura completa, mas pode ajudar o paciente a viver melhor. O projetista Wilson de Santana, por exemplo, buscou ajuda médica e hoje dorme com uma máscara especial. "Me ajudou a dormir bem e a acordar bem. Se você não dorme bem, não tem uma vida boa", diz.