A mesma pista que tantos problemas apresentou no final de semana será utilizada nos próximos três anos em corridas da Indy. A primeira medida a ser tomada, segundo o coordenador técnico da corrida, Eduardo Homem de Mello, é alisar o asfalto e eliminar ondulações. "Esse problema era de fácil resolução, mas o Tony Cotman [engenheiro que projetou a pista] quis deixar porque era circuito de rua".
Os outros problemas apontados pelos pilotos (pista escorregadia demais e acúmulo de água) foram resolvidos no próprio domingo, com boa dose de improviso. A reta do sambódromo, chamada de "pista de gelo" e "vergonha" pelos pilotos, passou a madrugada sendo reformada para a prova.
"Se batêssemos o pé, poderíamos ter feito a classificação no sábado, os pilotos aceitariam", disse Marcelo Meira, vice-presidente da Bandeirantes, promotora do evento. "Não quisemos forçar".
A reforma da pista, que foi lixada e ganhou ranhuras, acabou às 5h. "Talvez nem fosse preciso. No final dos treinos do sábado, já tinha grip [aderência]", disse Meira. Caio de Carvalho, presidente da SPTuris, da prefeitura, disse o oposto. "No final da tarde de sábado, a pista estava mais lisa do que antes da entrada dos carros".
Contradições à parte, esse problema foi resolvido. E aí veio a chuva e, antes da metade da corrida, a pista inundou. "Para quem fez uma pista em menos de quatro meses, a chuva foi o de menos", disse Homem de Mello.
Na avaliação de Marcelo Meira, o asfalto não apresentou problemas de drenagem, apesar das poças que se acumularam no traçado.
Caio de Carvalho disse que a chuva "foi boa" para provar que o circuito era "à prova de problemas". ‘Falar em poça é ver pelo em casca de ovo", comentou. Ele também descartou a realização de corridas de outras categorias no Anhembi. "Aqui vamos ter só a Indy mesmo".