A greve de cinco dias que os funcionários da Petrobras planejam realizar a partir do primeiro minuto de segunda-feira foi antecipada algumas horas neste domingo pelo menos em uma das refinarias da empresa, informaram fontes sindicais.

"Como a empresa tentou reter o pessoal que devia sair na tarde de hoje da refinaria de Cubatão, os que tinham de entrar para substituí-los decidiram não fazê-lo", disse à o líder sindical João Antonio de Moraes, coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

"Sabemos que a empresa está tentando reter aos trabalhadores em outras unidades", acrescentou o dirigente da FUP, uma central que reúne vários dos sindicatos da Petrobras.

Moraes disse que a greve foi aprovada por 17 sindicatos e deve paralisar totalmente a produção de petróleo no Brasil, assim como as refinarias e os terminais de distribuição de combustíveis da Petrobras.

Além dos 11 sindicatos filiados à FUP, a paralisação foi aprovada pelos de petroleiros de Rio Grande do Sul, do litoral paulista, de São José dos Campos, do Rio de Janeiro e de Sergipe.

Segundo a FUP, os trabalhadores de empresas que prestam serviços à Petrobras também decidiram paralisar suas atividades, pelo menos na segunda-feira.

A greve foi convocada e aprovada como uma resposta dos sindicatos às supostas tentativas da Petrobras de flexibilizar os direitos e alguns benefícios de seus funcionários, com o argumento de que são medidas necessárias para combater a crise global.