A Secretaria Estadual de Saúde (SESAU), o Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a Companhia de Saneamento de Alagoas (CASAL) realizaram neste domingo (22) na Orla da Praia da Pajuçara, em Maceió, várias palestras para comemorar o Dia Mundial da Água. Em Alagoas, a programação segue até a próxima sexta-feira, dia 27. No local, a população era orientada a evitar o gasto do líquido desnecessariamente.

 

Para a Diretora de Saúde Ambiental, Elizabete Rocha, as pessoas não são educadas para economizar a água. “Hoje é um dia muito importante para que a mídia mostre a importância ao seu público na hora de tomar um banho demorado, deixar uma torneira aberta e assim por diante. Temos que economizar”, advertiu a diretora.

 

Elizabete reconhece à dificuldade na região sertaneja e garantiu que o governo do estado tem um projeto para diminuir o sofrimento na zona rural. “O governo deve começar nos próximos dias as construções de cisternas de placas na região do sertão. Só assim vai existir uma forma para armazenar a água e amenizar o agonia”, explicou.

 

O empresário Altair Amaral, que mora em Palmeira dos Índios esteve no local e procurou se informar de como evitar o desperdício. “Já tirei todas dúvidas, agora é só partir para prática, principalmente em Palmeiras dos Índios, que só chega água uma vez por semana”.    

 

A Casal enfrenta ultimamente uma crise no abastecimento de água no sertão. As cidades de Canapi, Mata Grande, Pariconha, Água Branca e Inhapi  são as mais prejudicadas. Água só uma vez por mês. O gerente de planejamento da Casal, Ricardo Vieira, admite a crise e garante que a solução é cause impossível.

 

“A Casal não vende água. Ela apenas paga o tratamento, o transporte através dos canos, e aos funcionários. No sertão o que as pessoas pagam pela água e insuficiente, não dá nem para pagar a energia, precisamos pagar os custos com recursos de outras regiões. Para chegar água diariamente nas torneiras, é impossível o custo é altíssimo e a população da região não vai ter como pagar”, admitiu Ricardo.

 

Em entrevista a um telejornal nacional, o diretor da Agência Nacional de Águas, Benedito Braga, explicou que investir em saneamento é investir na saúde. “Nós sabemos que o investimento de R$ 1,00 em saneamento traz um retorno de R$ 5,00 na área de saúde pública porque não vamos precisar de tantos hospitais, não vamos ter tantas pessoas enfermas não trabalhando e não produzindo”.