A Promotoria Coletiva de Defesa do Consumidor convocou os revendedores de gás liquefeito de petróleo (GLP) para uma audiência pública com o objetivo de traçar um panorama da situação atual na venda e distribuição clandestina de gás de cozinha em Maceió.

A ideia dos promotores de Justiça Max Martins e Denise Guimarães é criar um grupo de trabalho que possa coibir e combater a prática ilegal. O Corpo de Bombeiros e a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) também participarão da reunião. O encontro acontece amanhã (23), às 10h, na sede do Ministério Público Estadual.

Segundo denúncias apresentadas pela Associação dos Revendedores de Gás de Cozinha de Alagoas (Argal), a clandestinidade tem ganho proporções elevadas nos últimos meses. De acordo com a entidade, existem centenas de pontos de venda irregular, como por exemplo, bares, padarias, bazares, lava-jatos, farmácias, abatedouros, casa de materiais de construção e até mesmo, residências, que armazenam grande quantidade do produto, sem a menor condição de segurança, colocando em risco a segurança de todos.

O Corpo de Bombeiros também foi convidado para o encontro para discutir a implementação de uma campanha de segurança, já que na maioria dos casos de revenda clandestina, os botijões ficam acomodados sem as condições mínimas de segurança, o que pode vir a causar um grave acidente. Já a Sefaz participa da audiência devido a evasão de tributos que é causada pela revenda clandestina sem tributação do GLP.