No post anterior fiz considerações gerais sobre o PSD, colocando o partido como puro fisiologismo, até mesmo inodoro e incolor. Sem rumos - nem para a direita, nem para esquerda ou para o centro - o PSD é uma sigla que nasce ao sabor dos ventos e das velas erguidas por seus futuros integrantes.

Assim é com Ricardo Nezinho (PTdoB). Dentro de um partido onde é só “mais um”, teve que bater continência apulso para os desejos do cacique Antônio Albuquerque (PTdoB) em relação aos caminhos na Casa de Tavares Bastos. Um desentendimento que faz com que os dois não sentem mais na mesma mesa. Sair do partido é expor a revolta, não ficar sob tutela.

Aliás, o PTdoB, em Alagoas – que abriga ainda a deputada federal Rosinha da Adefal e o vereador Théo Fortes – também tem seu “quê” de PSD no que diz respeito a fisiologismo em busca de surfar na melhor onda. Para quem não lembra, há algum tempo o presidente do PTdoB, Marco Toledo, defendia a união das “forças jovens” em torno de uma nova Alagoas, o que favoreceria e muito a Rosinha da Adefal MP pleito por uma cadeira de vice na disputa pela Prefeitura Municipal de Maceió, em qualquer chapa. Enfim, teorias...por uma “nova Alagoas”...ah tá!

Mas, deixando o PTdoB de lado, vem o caso do deputado estadual Ricardo Nezinho. O PSD se encaixa como luva em suas pretensões de disputar a Prefeitura Municipal de Arapiraca. Ele teria – em caso de confirmação do partido e da filiação – um diretório em suas mãos, com direito a voz na direção regional, que fica nas mãos de João Lyra (PTB).

E o problema de Lyra é outro! O deputado federal – como já dito no post anterior – apenas terá que cuidar das “vozes colloridas” que sopram em ouvidos “jefferianos”. Lidar com mágoas, encontros e desencontros faz parte da atividade política...de que forma?! Bem, cada um tem sua criatividade nesse “meio de campo”.