O PSD de Gilberto Kassab tem sido a “bola da vez” no cenário político nacional e local, onde une nomes ditos de peso da política alagoana, como João Lyra (PTB) e o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP). Fora isto, o partido – como já anunciado – conta ainda com a vinda de Dudu Holanda (sem partido) e outros vereadores e deputados estaduais que podem aderir à agremiação ao longo do percurso, caso esta se firme com musculatura suficiente para disputar um pleito em 2012.

Que o PSD é fisiológico e agrupa os “insatisfeitos” em terra de “muito cacique e pouco índio” já é visível. Tão visível quando as posturas pseudo-ideológico-partidárias de um PMDB da vida, por exemplo. O PSD é um trem sem rumo onde cabe todo mundo. O maquinista deste “Frankenstein político” não precisa de um destino, mas sim de um espaço. Na mais natural que na ausência de perspectivas, cada um se aglutine como pode e o futuro...bem, deixa o futuro chegar! Afinal, se até José Sarney (PMDB) inventou uma nova forma de lidar com o futuro que é “apagar o passado!”...

Mais para construir este cenário que só favorece ao PSD e em nada contribui para o povo (como uma imensa maioria de legendas de aluguel; algumas até nas mãos de um único cacique: que o diga, por exemplo, o PSC e PRTB em Alagoas), o desafio do PSD é ser legalizado dentro do prazo previsto por lei. Porém, em entrevista ao Repórter Alagoas, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, anunciou um novo empecilho: a possibilidade de pedir a impugnação do partido, ou ainda dos petebistas irem à Justiça reivindicar o mandato de João Lyra, caso este mude de fato para o PSD. Os questionamentos fazem com o que parecia ser um rumo certo para os “insatisfeitos” com suas siglas, vire uma alternativa não tão confiável.

Quem tem medo de Roberto Jefferson? João Lyra não tem! O raciocínio lyrista – que é diferente da maioria dos “racio-símios” da política local – é de que ainda não foi cometido atentado à fidelidade ao anunciar uma ficha de adesão à ideia da criação do PSD; entre tantas outras “lideranças”, que na verdade são “liderados” por outros tantos que só possuem a ganhar com a agremiação de Gilberto Frankenstein Kassab! (Por que Frankenstein? Bem, o médico Victor Frankestein – da Literatura! - é o único sujeito que eu conheço capaz de criar um monstro aglutinando peças desovadas ao longo de um processo)!

Insatisfeitos, por sinal, é o que não faltam na política local. O próprio PP do senador Benedito de Lira vive uma crise de identidade que ficou clara na última reunião partidária, onde sequer Lira – presidente estadual – e Cícero Almeida se fizeram presentes. Um dos vereadores pepistas revelou que se sente incomodado com a postura da agremiação; que não discute o cenário de 2012 ainda. Em busca de espaço, o PSD poderia ser uma alternativa sem temer a perda do mandato.

Tudo – na maioria dos partidos – se resume a eleição e a acomodação de interesses particulares. Estatuto, luta de causa...para uma grande maioria soa como “balela”. São poucos os que sustentam uma militância sólida...

Mas, as declarações de Roberto Jefferson mudam alguma coisa? O deputado estadual Dudu Holanda acredita que não e segue fazendo convites para todos os parlamentares da Casa de Tavares Bastos. Ele pretende contar com um dos adeptos da “filosofia kassabiana” o deputado estadual Ricardo Nezinho (PTdoB), em função dos recentes desentendimentos com Antônio Albuquerque (PTdoB).

O principal afetado com as declarações de Roberto Jefferson, o deputado federal João Lyra (PTB) se encontra viajando, segundo sua assessoria de imprensa e não teria como rebater as informações. Segundo apurou o Cada Minuto, Lyra só iria para o PSD com a legalidade do partido já definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e assim não seria pego pela “fidelidade partidária”. Por enquanto, o deputado federal não corre riscos por permanecer no “seio petebista” comandado por Roberto Jefferson, com forte influência do senador alagoano Fernando Collor de Mello.

Aliás, as últimas declarações dadas por Jefferson soam tão colloridas!

Gilberto Kassab não se mostra preocupado com as declarações de Roberto Jefferson. O prefeito de São Paulo segue com o recrutamento de “insatisfeitos”. O PSD já conta com 44 deputados federais, dois governadores, cinco senadores, cinco vice-governadores, dezenas de deputados estaduais, prefeitos e vereadores pelo país afora. No corpo do Frankenstein kassabiano, nada combina com nada...é fato! O PSD – para alguns! – é uma forma de permanecer com os dedos, sem perder os anéis (de ouro!) conquistados ao longo da vida pública!
 

Estou no twitter: @lulavilar