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19/06/2009 11:01

 

Vem aí a Secretaria da Paz...de Espirito ou do Cemitério

O governador Téo Vilela estava indo tão bem, mas não resistiu e reedita a prática maléfica de criar secretarias. Vem aí a Secretaria de Promoção da Paz – que vai enfrentar a guerra nas ruas.

Será que vai vencer?

Pois é; esta é a dúvida atroz. Para ocupar a nova Pasta foi convidado o deputado federal Givaldo Carimbão. E por que o Carimbão?

Não sei. Quer dizer: sei. É para a ex-prefeita Kátia Born dá uma voltinha em Brasília – ela é suplente de Carimbão. E é um bom negócio para Carimbão se afastar do mandato para assumir a Secretaria da Paz? É. Claro que é.

A Secretaria de Promoção da Paz vai manipular a verba federal que o ministro da Justiça, Tarso Genro, prometeu para Alagoas combater a violência. É dinheiro urgente, de fácil manipulação e prestação de contas simples – e às vezes nem precisará prestar contas.

É dinheiro para comprar veículos, contratar gente, treinar gente, assistir gente, encaminhar gente e sabe-me muito bem que gente tem votos. Faltando pouco mais de um ano para a eleição do ano que vem, é melhor estar na base com gente que tem votos – e, sendo assim, Carimbão fará bom negócio.

Mas, e a paz será finalmente alcançada em Alagoas? Depende. Tem a paz de espírito e paz dos cemitérios. Qual das duas será alcançada, essa é uma resposta que não se pode carimbar assim à priori.

A não ser com um carimbão desse tamanho, ó!



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18/06/2009 10:37

 

Collor adota número 13, do PT, e revela sonhos possíveis

Na entrevista concedida à agência de notícias Reuters, o senador Fernando Collor de Mello (PTB) deixou claro dois desejos:

1) Que pode disputar a presidência do Senado Federal.

2) Que pode disputar novamente a presidência da República.

O primeiro desejo é novidade, porque Collor somente agora no Senado é que parece estar finalmente afinando-se com a atividade parlamentar – Collor não gostou da experiência na Câmara, quando foi deputado.

Ele chegou ao Senado ressabiado, licenciando-se várias vezes do mandato; todos os seus suplentes assumiram a vaga e se mais suplente houvesse, além de dois, teriam todos assumidos.

Collor foi apeado da Presidência da República num golpe sórdido tramado pelos adversários que derrotou fragorosamente nas urnas, e não lhe perdoaram a humilhação. Ulisses Guimarães, candidato pelo maior partido de oposição na época, o PMDB, ficou em sétimo lugar – uma vergonha para o partido e o candidato.

O impeachment foi na verdade a vingança do status quo nacional, que se sentiu ameaçado quando Collor chamou os automóveis nacionais de carroças e abriu o mercado nacional às importações; se hoje é possível comprar computador e celular em supermercados, isto se deve ao Collor.

Collor também mandou invadir a Folha de S. Paulo, apreendeu um trem com contrabando de cimento em Porto Alegre, chamou o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, a poderosa Fiesp, de capitão-do-mato.

Também mandou o presidente nacional da OAB estudar, tentou montar a partir do Paraná uma rede nacional de televisão, desdenhou da classe política – que ele tratava sempre na defensiva e não ouvia ninguém.

Correndo nas pistas de Brasília – ele era o atleta; acampando na selva amazônica num curso do Exército sobre sobrevivência – ele era o herói; e vencendo a barreira do som num caça da Força Aérea – ele era o super-homem. E pior que se achava mesmo o tal.

O Fiat Elba, veículo que se tornou pivô da crise que levou Collor ao impeachment, poderia ter permanecido no anonimato dos serviços que prestava – o Fiat Elba servia à cozinha da Casa da Dinda; era nele que os empregados abasteciam a despensa.

Os jornalistas de plantão na Casa da Dinda foram surpreendidos com mais uma decisão repentina de Collor – que estava em casa e havia avisado que não iria sair mais, e decidiu o contrário.

Alguns jornalistas degustavam os petiscos que Collor mandava por à mesa farta, na área externa; outros sorviam doses de uísque Longan 12 anos, quando, de repente, o veículo oficial da Presidência da República sai da garagem em desembalada, seguido por batedores da Polícia do Exército em motocicletas.

- É ele! O Collor saiu. Corre! Corre!

Os jornalistas correram para os carros de reportagem, mas quatro deles entraram no veículo que estava mais próximo – e era justamente o Fiat Elba. Sem costume de dirigir carro de reportagem, o motorista ficou nervoso e sobrou na curva da estrada de barro – era de barro – no acesso da rodovia que liga Brasília a Fortaleza à Casa da Dinda.

O motorista sobrou na curva e bateu num ipê à margem da estrada de barro. Ele e os quatro jornalistas saíram apenas com alguns hematomas, mas nada grave. Collor soube que o Fiat Elba tinha colidido, mas não sabia que neles estavam alguns jornalistas que cobriam o dia-a-dia do presidente.

Collor mandou comprar outro Fiat Elba e aí começou a trama do impecheament. A conclusão sobre a história do primeiro presidente da República eleito diretamente após 1964; o mais jovem e o que se elegeu por um partido inexpressivo, é que o Fernando foi vítima do Collor.

Redescoberto pelo ex-amigo e novamente amigo, Renan Calheiros, ele começa a tomar gosto pela atividade parlamentar. Em 1979, quando se iniciou na política, viajou para o Rio de Janeiro com o então governador indicado, Guilherme Palmeira, na condição de secretário da Indústria e Comércio, e retornou como prefeito de Maceió – que na época era indicação do governador, que era indicação do governo militar.

Collor tem em Renan o abre-portas no Senado e Renan tem em Collor a carta final na manga, para o caso do jogo sucessório em Alagoas virar e não contar com o apoio do governador Téo Vilela para se reeleger ao Senado.

Renan já sabe que a questão é: seja quem for o candidato às duas vagas no Senado, alguém vai levar uma rasteira. E não será ele, principalmente com o reforço de Collor.

Não é coincidência o número 13 identificando seu gabinete no Senado. Afinal, quem diria, foi o governo do PT que ensinou Collor a conviver com o Congresso Nacional.



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17/06/2009 11:19

 

Brasil pagou à Holanda para ficar com o Nordeste

Diz-se com propriedade que a historia oficial é, no mínimo, simplória. Não é só a história oficial do Brasil, mas a história oficial da humanidade. Suprimem-se fatos relevantes, dramatizam-se atos comuns, elegem-se falsos heróis e por aí vai.

A história oficial da independência do Brasil, por exemplo, contenta-se no gesto teatral de Pedro I como se alguma Nação pudesse se tornar livre no grito. E omite o mais importante, porquanto é a origem do endividamento externo: o Brasil pagou 2 milhões de libras a Portugal pelo grito de dom Pedro I.

Sobre a invasão holandesa contam-se maravilhas, verdadeiras epopéias capazes de sensibilizar o leitor menos exigente. Mas, não contam que o Brasil pagou para que os holandeses fossem finalmente embora da região.

A invasão holandesa no Brasil não terminou com a Batalha dos Guararapes, como registra a história oficial, mas numa mesa de negociação com o Brasil concordando em pagar 1 milhão e 900 mil cruzados à Holanda como indenização. Só assim os holandeses se comprometeram a não perturbarem mais.

O dinheiro que o Brasil pagou à Holanda para ficar com o Nordeste saiu do bolso da sociedade, na condição de imposto. Seria o caso de a sociedade ter sido informada da transação, mas isto tornaria irrelevantes os atos de bravuras dos heróis que a história oficial consagrou.

A dúvida persiste, caros internautas: quando é mesmo que a história não é estória?

 

 



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13/06/2009 13:47

 

A esposa de Jesus, que o Cristianismo rejeita escondendo as provas

A esposa de Jesus, que o Cristianismo rejeita escondendo as provas

Quase ninguém mais discute a existência de Jesus e, se ainda perdura dúvidas, estas se devem ao próprio Cristianismo com suas intolerâncias e contradições. Mais precisamente, as dúvidas se devem à corrente cristã liderada por Pedro - que fez prevalecer, com a ajuda de Paulo, a tese do sexo masculino como transmissor da fé salvadora.

Particularmente, eu prefiro a tese dos apóstolos João, Felipe e Maria - o sexo feminino é o transmissor da fé salvadora, porquanto só à mulher foi concebido o direito da procriação.

Ocorre que na época de Jesus a mulher não tinha sequer existência jurídica; Maria não precisaria ir a Nazaré para ser recenseada, porque estava dispensada do recenseamento imposto pelos romanos, devido à condição submissa da mulher. Mas Jesus, quebrando o tabu, aproximou-se de Madalena e deu-lhe vez, voto e privilégios que causaram ciúmes entre os homens. Ou seja: deu vez à mulher.

O Evangelho Segundo Tomás, cujos manuscritos foram encontrados em uma cidade do Egito em 1945, cita Jesus relacionando-se com o sexo feminino. O Evangelho de Felipe diz que Jesus beijava Madalena na boca - o que irritava profundamente Pedro. Ora, sendo Jesus chamado por todos de Rabi e sabendo-se que a condição sine qua non para ser rabino era estar casado, então Jesus foi casado com Madalena.

O que os amigos internautas acham?



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12/06/2009 11:49

 

Em Maceió, a vida está pela hora da morte

A morte de mais um taxista em Maceió é apenas estatística que ganhou dimensão pela condição da vítima. Todos os dias em Maceió a polícia prende traficantes de drogas, que são levados ao xadrez e no dia seguinte a cena se repete com mais prisões, e assim tem sido sucessivamente.

Os bandidos que mataram o taxista Severino dos Santos, 61 anos, são viciados em crack, a droga mais perversa que o homem já produziu – é mais devastadora que o ópio.

O taxista teria reagido ao assalto e um dos bandidos se assustou – e disparou a arma contra a vítima. É mais um caso, entre tantos casos que se tornaram banais na Capital alagoana. Ora, se ninguém dá conta da praga; se todos os dias prendem-se traficantes e bandidos, e no dia seguinte torna-se a prender e nada se resolve, então tem alguma coisa de errado no processo.

A violência é nacional e não deve ser individualizada, mas, é imperioso se comparar a densidade de Maceió – que é uma das menores Capitais do País; por exemplo: a população de Taguatinga, cidade satélite de Brasília, é maior que a de Maceió.

A sociedade colhe agora os frutos de muitas drogas – e já não se sabe qual a pior, se a droga do crack ou a droga do político songamonga, desonesto e inoperante. Não é coincidência o fato de as favelas em Maceió terem-se expandido concomitantemente com o desmonte do Estado.

A partir de 1990, o Estado de Alagoas entrou em decadência administrativa, moral, econômica, política e social. Nada do que hoje assistimos é produto do acaso; tudo tem a força – do bem ou do mal – que impulsiona à desordem ou à ordem e progresso.

Maceió é uma Capital cercada de miséria por todos os lados, e em contraste permanente com a exibição de riquezas – a Capital alagoana tem a frota de veículos mais novos circulando no País.

Uma coisa é certa: o modelo de combate à violência está errado, porque a questão não é meramente policial; não adianta contratar mais policiais, quando falta água no Instituto Médico Legal; quando falta esperança nos guetos, onde o poder público colocou os rebotalhos sociais.

PS - Quero parabenizar o jornalista Maikel Marques, uma das estrelas da nova safra de jornalistas competentes, pelos três anos de seu Blog. Sucesso e muita paz.

 



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12/06/2009 10:24

 

Almeida cria sinecuras e aumenta despesa na Prefeitura

O prefeito Cícero Almeida (PP), que estava indo tão bem, deu uma ré que lhe pode ser fatal na pretensão de disputar o governo do Estado no ano que vem. Ele acaba de criar mais duas secretarias municipais.

Para iludir os incautos, os nomes das duas novas secretarias são pomposos; uma vai se chamar Secretaria Municipal de Economia Solidária e Qualificação Profissional e a outra é a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania.

Pense em nomes supimpas!

Mas, para que servem? Para nada; ou melhor, servirão para acomodar a leva de desempregados do PDT - que estão a pão e água. A finalidade das novas secretarias é a mesma da meia-lua na grande área de um campo de futebol – que serve de enfeite; falta na meia-lua da grande área não é pênalti.

Das duas, só a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania poderá dar lucro. Isto porque o objetivo da Pasta é pegar uma fatia do bolo financeiro do Ministério da Justiça – que lançou o programa Território da Paz.A outra Pasta, de Economia Solidária e Qualificação Profissional, para dar lucro vai depender de o secretário já indicado, Arnóbio Cavalcante, dizer finalmente onde instalou a fábrica de helicópteros construída no governo Lessa.

Ao expandir as despesas do município com a criação de duas sinecuras, o prefeito Cícero Almeida baixou a guarda:

1) Mostra que está nadando em dinheiro e não poderá negar reajuste maior ao funcionalismo.

2) Imita o modelo socialista derrotado, que tanto mal fez ao Estado.



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