23/11/2009 11:12
O prestígio do presidente Lula está em alta fora e dentro do País. A última pesquisa realizada dá o presidente com aprovação de quase 80 por cento.
Em setembro a aprovação do governo era de 76% e agora subiu para 78 por cento. Nunca, na história deste País, um presidente da República esteve tão bem na fita.
E imagine que muita gente duvidava da capacidade do Lula; uns até o chamaram de sapo barbudo e outros temiam que implantasse a República Sindical no País.
E ainda tem quem atire pedras no presidente, igual ao músico Caetano Veloso – que não o perdoa por não tê-lo nomeado ministro.
Caetano disse que Lula não sabe falar. Que bom que o presidente não sabe falar, porque os presidentes que sabiam falar e eram doutores nada fizeram pelo País.
Um presidente não precisa falar; precisa é fazer.
22/11/2009 15:02
Os moradores do Condomínio Mangabeiras, em frente a Blumare, vivem agora no Inferno depois da inauguração de uma Igreja, cujo pastor acha que Jesus é mouco.
O labafero começa cedo desrespeitando o limite dos decibéis; aos berros, o pastor tenta auto-sugestionar os incautos a abrirem a carteira de dinheiro.
E consegue, pois tem bôbo pra tudo.
A igreja tem um mês de inaugurada, mas o pastor já derrotou Jesus e realizou 148 milagres; só no domingo passado foram 18 milagres.
Cotó saiu da igreja jogando sinuca, gago foi transmitir partida de pingue-pongue, cego quer ser atirador de elite e até o Saci Pererê saiu da igreja dançando a música da Eguinha Pocotó.
Pense na sacagem!
Tudo bem que o Sol nasceu para todos e ninguém tem nada a ver com quem se deixa leva no Kahô. Mas, desde que não prejudique o próximo – ainda que o próximo esteja longe.
Os moradores do Condomínio Mangabeiras vão entrar com ação no Ministério Público; outros defendem o protesto com o fechamento da Avenida Gustavo Paiva em pleno pique de uma segunda-feira.
É isso; inferno por inferno tanto faz como tanto fez.
20/11/2009 12:29
Ninguém sabe o dia que Zumbi morreu, mas um grupo de ativistas negros do Rio Grande do Sul determinou que foi no dia 20 de novembro e a data virou lei.
Tudo bem; vale a intenção de reverenciar o mito e lembrar a luta contra a exploração do homem pelo homem.
Mas, por dever de justiça deve-se falar que o movimento na Serra da Barriga marcou a miscigenação dos excluídos; não havia apenas negros revoltados, mas também índios, mestiços, caboclos e brancos excluídos pelo sistema – que é um vampiro.
Congratulo-me com todos nessa data, mas deixo registrado o protesto contra mais uma sacanagem que fizeram contra os negros – que é o sistema de cotas para acesso ao ensino superior.
Na condição de negro, irmão e primo de negro, repilo veementemente o sistema de cota porque é mais uma humilhação imposta aos irmãos de cor.
Antes, o diploma de nível superior do negro era resultado exclusivo da sua capacidade; hoje, é resultado da cota – que vai formar muitos doutores Cotas.
Dizer que o sistema de cota repara as injustiças praticadas ao longo da história contra os negros é desculpa de amarelo. Não repara nada e, pior, humilha.
O negro não precisa de cota para se sentir gente igual a gente; quem precisa de cota para se sentir gente é porque se sente incapaz.
No Dia da Consciência Negra - que deveria se chamar Dia da Consciência dos Excluídos - deixo o meu protesto contra a cota; e contenho a vontade de mandar enfiar a cota naquele lugar.
O negro que precisa de cota para obter dignidade, não é digno de nada.
20/11/2009 08:10
Na década de 80, quando o governador Guilherme Palmeira lutava para implantar em Alagoas o pólo cloroquímico, um bando de traidores rotulados de ecologistas trabalhou contra o Estado.
Alagoas disputava o terceiro pólo cloroquímico do País com o Rio Grande do Sul; a parada era dura, mas, o Estado tinha em seu favor a maior e a melhor reserva de sal-gema do País e o Eteno do álcool.
Com isso, o governo federal era simpático à proposta apresentada por Guilherme para dividir a planta de produção de PVC e MVC em metade para Alagoas, metade para o Rio Grande do Sul.
O projeto do pólo cloroquímico alagoano era tocado com competência pelo secretário de Planejamento, Evilásio Soriano. Mas, os gaúchos se organizaram; havia na Secretaria de Planejamento um gaúcho chamado Gino que engrossava o coro dos contrários; esse tal de Gino também se fazia passar por ambientalista radical.
Depois que Alagoas perdeu a disputa o Gino sumiu! Coincidência?
Pois bem; eu acompanhei o governador Guilherme Palmeira numa audiência com o ministro da Indústria e Comércio, Camilo Pena. O secretário Evilásio Soriano também estava presente.
Surpreendi-me quando o ministro Camilo Pena entregou ao Guilherme o relatório que os gaúchos lhe mandaram criticando a proposta do pólo alagoano; o documento denunciava que o pólo cloroquímico de Alagoas tinha sido construído sobre o mangue.
Era mentira.
Pior é que a mentira foi assinada por esse bando de alagoanos traidores e aproveitadores, o que fez o relatório ganhar consistência. Conhecendo alguns dos signatários do documento e sabendo que são na verdade oportunistas, a partir desse episódio tomei-me de precaução contra ecologistas.
A priori, não confio em nenhum ambientalista. E se estiver ligado a ONGs, aí é que não dá para confiar mesmo. Os ambientalistas que conheci são na verdade eco-corruptos.
Os alagoanos traidores que impediram a instalação do pólo cloroquímico estão todo calados diante do gravíssimo problema que causaram: onde era para ser o pólo, hoje é o lixão químico da Braskem e do pólo de Camaçari – e eles estão calados.
O amigo internauta sabia que o lixo químico de Camaçari é depositado em Marechal Deodoro? Pois é.
Agora, os ambientalistas se voltam contra a instalação de uma Usina Nuclear em Alagoas. Na condição de gato escaldado, eu desconfio deles todos – até porque, entre eles, estão alguns dos traidores de Alagoas na questão do pólo cloroquímico.
Dia 4 de dezembro, no Ritz Lagoa de Anta, será realizada uma oficina de trabalho sobre Energia Nuclear. A promoção é do governo do Estado e da Eletronuclear e é bom participar para não ser enganado pelos eco-corruptos.
Araruta, araruta! Quem for contra a Usina Nuclear em Alagoas é...
19/11/2009 20:02
O deputado estadual Temóteo Correia (DEM) pediu esclarecimento à Mesa Diretora da Assembléia Legislativa, acerca da validade da Carteira de Parlamentar como identidade com fé de ofício.
Caso a resposta seja afirmativa, o deputado vai processar o funcionário da OI que recusou a Carteira de Deputado como identidade dele numa operação comercial.
Temóteo quer indenização por constrangimento e danos morais, uma vez que o funcionário se referiu à Carteira de Deputado como documento que não vale nada.
O funcionário da OI pode ter sido mal-educado, quando recusou a Carteira do Deputado, mas a mal-educação não deve ser de berço; ela é muito mais reflexo do conceito que a sociedade faz sobre os parlamentares.
Ou seja: a reputação do Parlamento depende do comportamento dos parlamentares.
19/11/2009 16:41
O deputado federal Maurício Quintella (PR) é um homem de sorte; no governo passado era primo de Ronaldo Lessa e no governo atual é primo de Téo Vilela pelo lado materno – a mãe do governador era irmã do ex-deputado estadual e médico Jorge Quintella.
Mas, pelo vinculo partidário da vice-prefeita Lourdinha Lyra tentou se instalar na Prefeitura e foi impedido; saiu de lá dizendo cobras e lagartos do prefeito Cícero Almeida – que, segundo Maurício, não compre com os compromissos que assume.
Maurício quer se reeleger e, para isso, necessita repetir o que fez na primeira eleição; quem o elegeu foi a máquina administrativa. O primo governador acena com a possibilidade de apoio; Téo e Maurício vão conversar para definir o acordo.
A prefeita Lourdinha Lyra rompeu o silêncio e, depois de declarar fidelidade ao prefeito, prometeu lutar para os dois – Cícero e Quintella – reatarem a amizade. Vale o esforço, mas pelo que o deputado tem falado sobre a personalidade do prefeito é melhor não apostar no sucesso da missão.
Quintella diz que não confia no prefeito Cícero Almeida e conta pelo menos cinco exemplos de deslealdade – um exemplo é ele próprio, que se diz vítima.
Além disso, tem a tentação; o governador Téo Vilela está disposto a pagar o preço para tê-lo perto, e isto é um desejo muito mais para desfalcar o adversário que para se fortalecer.
Pois é; no jogo da sucessão estadual as pedras comuns também ajudam a fazer diferença.
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