27/11/2009 13:56
Há 50 anos dizia-se que o petróleo teria apenas mais 25 anos de vida, em seguida acabaria - pois é energia não-renovável.
Sabe-se agora que não era verdade; o petróleo é infinito, ou seja, nunca vai acabar. O exemplo mais recente são as jazidas do Golfo do México, consideradas esgotadas, e que voltaram a produzir.
Ninguém sabe quantos anos tem o petróleo, mas sabe-se que está no Velho Testamento – logo, é muito antigo.
As arcas de Noé e de Moisés foram calafetadas com betume – diz o Velho Testamento. O deus Osíres, cultuado pelos egípcios 5 mil anos antes de Cristo, tinha sido assassinado e esquartejado pelo irmão, Set, e sua esposa, Ísis, juntou os pedaços e devolveu-lhe a vida.
Para proteger Osíres do mal, Ísis o envolveu com uma camada de betume - conta a lenda egípcia, de 5 mil anos.
Ainda hoje, com o costume de acender velas, nós repetimos o que os povos antigos faziam em relação ao betume – que é petróleo. O autor da primeira grande reforma religiosa, Zoroastro, mandava acender tochas embebidas com betume, para iluminar o altar.
Mas, por interesse econômico e político, eles mentiram e mentem ainda hoje quando dizem que o petróleo vai acabar; que não é renovável. O petróleo é um hidrocarboneto, mas não se origina de fosseis em decomposição como o definiram.
E, antes de ser energia, o petróleo foi usado como medicamento para tratamento de doenças do fígado. Vem de lá do fundo da terra, onde a vida ferve e ninguém até hoje conseguiu explicar por quê?
Pois é; o petróleo é nosso e nunca vai acabar.
27/11/2009 08:48
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) é prioridade apenas para as Capitais que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. No Nordeste são quatro: Natal, Recife, Fortaleza e Salvador.
Isto quer dizer que o anuncio de que o VLT de Alagoas começa a circular em agosto de 2010 é propaganda enganosa. Não circula não.
Tem outro detalhe: somente em Alagoas o VLT, além de ser intermunicipal, vai substituir o trem de subúrbio – o que não é o objetivo do VLT, que foi inventado para ser mais uma opção no sistema de transporte urbano.
Portanto, qualquer noticia sobre o VLT de Alagoas não deve ser levada a sério.
26/11/2009 18:44
No jogo-da-política o Curinga do baralho é o empresário João Lyra. A candidatura de Almeida ao governo do Estado depende dele (João Lyra) e só e somente só – o resto é figuração.
Se João Lyra disser sim, demonstra que não aprendeu nada de política e vira o Papai Noel de Almeida.E em troca o presente é de grego porque sua filha, Lourdinha Lyra, vira a rainha Elizabeteh – reina, mas não governa.
Se disser não, João Lyra demonstra que aprendeu e, quem pariu seus Mateus que balance.
Por isso, na vida, ninguém vale quanto pesa. Todo mundo vale pelo que é capaz de fazer de bom ou de mal.
Daí, a máxima: você vale pelo mal que você pode fazer.
26/11/2009 08:55
É regra no processo eleitoral: ninguém é candidato de si mesmo. Isto independe de está bem ou não nas pesquisas; é verdade que aparecer bem nas pesquisas ajuda muito, mas erra quem pensa que pode tudo sozinho.
O prefeito Cícero Almeida disse que administrou a prefeitura sozinho nesses quase seis anos – apenas com ajuda de Deus e do deputado federal Benedito de Lira.
Deus é tudo; só não sei se Ele também se mete em política. Se Deus se meter em política, então o prefeito pode entregar a Prefeitura à vice Lourdinha Lyra. Mas, se tem alguma dúvida é melhor não arriscar.
Toda vez que comento acerca do desejo do prefeito em ser candidato a governador, mais me vem à lembrança a extraordinária música Roda Viva, do fenomenal Chico Buarque de Hollanda:
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
A música pode ser comparada a diversas situações que marcaram o relacionamento do político Cícero Almeida com os amigos e correligionários – que hoje se queixam e ajudam a estereotipá-lo como imprevisível; alguém que não costuma cumprir acordos.
Na volta do barco o prefeito estar sentindo o quanto deixou de cumprir; hoje, Almeida depende de João Lyra para ser candidato a governador, e João Lyra não depende dele para se eleger deputado federal.
Alguém tem dúvida?
Ainda ressabiado de 2006 quando lhe tomaram dinheiro e a eleição de governador, João Lyra age com sabedoria e muito precavido.
O prefeito quer entregar a Prefeitura a Lourdinha Lyra, mas exige que ela mantenha a secretária de Finanças e o secretário de Infraestrutura. João Lyra não aceita e com razão; um assessor dele me fez a seguinte comparação:
- É um cheque em branco dado ao portador!
Significa que a vice-prefeita Lourdinha Lyra assumiria a Prefeitura para segurar o ônus; seria ela depois responsabilizada pelos erros que viessem a ser comprovados.
Sendo assim, João Lyra tem razão em não aceitar a imposição do prefeito Cícero Almeida para manutenção dos secretários. Tem tanta razão, que a própria razão reconhece.
25/11/2009 13:52
Para disputar o governo do Estado, Almeida exige a manutenção da secretária de Finanças do secretário de Infraestrutura.
por Roberto Vila NovaO prefeito Cícero Almeida confirmou indiretamente o que se fala nos bastidores – e que foi objeto de comentário no blog e matéria no cadaminuto.
Na manhã desta quarta-feira, em entrevista ao radialista França Moura, o prefeito confirmou tudo quando disse que não poderia deixar a prefeitura nas mãos de quem não está comprometido com o seu projeto.
Pois é este o impasse; nem Cícero é maluco capaz de aceitar que mudem a secretária de Finanças e o secretário de Infraestrutura, nem o empresário João Lyra é doido para aceitar a filha na prefeitura sem o rígido controle dessas duas secretarias.
O prefeito estipulou o prazo até o dia 5 de dezembro para que o chapão defina o candidato ao governo do Estado, mas esqueceu o detalhe importante: quem está com pressa é ele; o empresário João Lyra não está preocupado com prazo.
Ouvi do jornalista Volney Malta, assessor de imprensa do Grupo JL, que o empresário João Lyra está preocupado mesmo é com as empresas – que estão sendo reerguidas.
Pelo menos no momento a preocupação de João Lyra é meramente econômica.
A pressa do prefeito Cícero Almeida se justifica porque o cavalo passa selado e é agora ou nunca; em 2014 o cavalo pode não estar selado novamente para disputar o governo do Estado.
Na entrevista, só não deu para entender o que o prefeito quis dizer ao desabafar que administrou o município até agora apenas com a ajuda de Deus e do deputado federal Benedito de Lyra. Alguns setores entenderam como crítica negativa aos que agora querem ditar a regra e atrasar o jogo.
25/11/2009 07:43
Por que Heloísa deixa o cavalo passar selado e não monta para se candidatar à Presidência da República?
por Roberto Vila NovaA Serra do Parafuso é um paredão avermelhado na divisa de Alagoas com Pernambuco, no extremo Oeste. Está localizada entre Mata Grande e Inajá-PE.
No povoado alagoano de Poço Branco está a árvore genealógica da vereadora Heloísa Helena; na fazenda do avô dela, o velho Mandu, foi onde Virgolino Ferreira teve o batismo de fogo com a polícia, antes de virar Lampião – o mais famoso dos cangaceiros.
O velho Mandu era amigos dos Ferreiras (Virgolino, Antônio e Livino) – que eram almocreves e transportavam algodão para a fábrica que Delmiro Gouveia construiu no sertão.
Na casa grande velha ainda tem marca de tiros na parede e no pé de uma braúna estão enterrados um cangaceiro e um policial.
Heloísa tem essa tradição de sertaneja guerreira, obrigada a ser antes de tudo forte, principalmente para superar as deficiências de saúde na infância.
Conheci uma prima dela, que me apontou a Serra do Parafuso e disse-me:
- Só quem sobe ali é a onça e a Heloísa Helena.
Pois, para quem sobe a Serra do Parafuso, era de se esperar que não perdesse o cavalo selado. É verdade que Heloísa tem tudo para recuperar a vaga no Senado – é da tradição do eleitorado alagoano eleger um senador de oposição. Mas, e se Heloísa disputasse a presidência da República?
Teria duas conseqüências positivas:
1) Consolidaria-se nacionalmente e viabilizaria o Psol.
2) No mínimo, seria eleita governadora de Alagoas em 2014.
Heloísa optou por apoiar a senadora Marina Silva e juntar o Psol ao PV. Será que fez bom negócio para quem está acostumada a subir a Serra do Parafuso? Que acham?