24/10/2009 11:28
O ex-governador Ronaldo Lessa já estava comemorando o recuo da direção nacional do PDT em lançá-lo candidato ao governo do Estado. Tinha anunciado no começo da semana que estava na luta para se eleger senador – que é o seu maior desejo.
Lessa ouve vozes dizendo não; vozes que dizem não à candidatura ao governo do Estado – e as vozes estão certas. Mas, o presidente Lula quer e Lessa não estar sabendo dizer não para o presidente.
E por que o presidente Lula entrou em ação?
Porque a candidatura de Lessa ao Senado pode dificultar a reeleição do senador Renan Calheiros. A Arca de Noé, digo, o chapão montado para enfrentar o governador Téo Vilela elege um senador – e existem três candidatos: Renan, Lessa e Benedito de Lira.
O senador Renan Calheiros não esconde a preocupação com a candidatura de Lessa ao Senado e, ao repassar isso para o presidente Lula, tem dele (Lula) a solidariedade que o caso requer.
Tudo parece arrumado num desenho lógico, tijolo por tijolo; o governador Téo Vilela é do PSDB, que terá candidatura própria à presidência. Todavia, essa oposição tucana em Alagoas pode ser apenas em tese. Vejamos: e se o governador de Minas Gerais Aécio Neves chutar o pau da barraca e rachar o PSDB, Téo ficará com quem?
As vozes que dizem não estão deixando o ex-governador Ronaldo Lessa confuso. E o candidato confuso está a meio caminho da derrota.
Mas, para o presidente Lula, pesa mais a reeleição do senador Renan Calheiros.
23/10/2009 07:58
Resposta do Espelho: Tem. A candidatura do Collor ainda não morreu.
por Roberto Vila NovaO prefeito Cícero Almeida ainda alimenta o sonho de disputar o governo do Estado em 2010. Não é sonho impossível, mas é complicado porque pode virar pesadelo.
Almeida sabe que a chance de disputar o governo do Estado é agora ou nunca – isto, considerando-se seu desempenho junto ao eleitorado; depois de 2012 estará sem mandato e o eleitorado – já se disse – tem memória curta.
E o que impede o prefeito de sair candidato a governador?
São vários fatores, uns mais graves que outros, mas o mais sério deles é mesmo a desconfiança no apoio da sucessora, Lourdinha Lyra – que o prefeito tratou mal, na condição de vice-prefeita.
Almeida é vítima do seu jeito de ser, que fez prosperar a definição de falso amigo. Não sei se é verdade ou não, mas é certo que estereotiparam Almeida como alguém que não hesita em deixar o amigo no meio do caminho; alguém que não costuma cumprir os acordos que faz. – e isto é fatal na composição política.
O padrinho João Lyra que o diga; a relação entre os dois é aparentemente normal, mas João Lyra não esconde que a convivência é com um olho no peixe e outro olho no gato.
Entre o sonho de Almeida e a realidade tem também o silêncio do senador Fernando Collor de Mello – que está sendo embalado para disputar o governo do Estado, mas nada fala sobre a candidatura.
O ex-governador Ronaldo Lessa já anunciou que vai disputar o Senado, mas falta muito ainda para Almeida realizar o sonho.
22/10/2009 08:23
No livro Curral Novo, romance regional do escritor alagoano Adalberon Cavalcante Lins e lançado em 1958, o personagem principal, o fazendeiro Jerônimo Cordeiro, se desentende com o vaqueiro chamado Generoso.
Apesar do nome, o vaqueiro não era nada generoso e partiu para cima do fazendeiro; armado com um facão ia matá-lo quando dona Zefinha, esposa de Jerônimo, apareceu e acertou o vaqueiro com um tiro certeiro de espingarda.
Um escândalo. Dona Zefinha, uma dona de casa avessa à violência; religiosa e de aparência frágil – e quem diria! – teve coragem de matar. Foi um gesto de solidariedade ao marido, sem dúvida, mas um crime.
Todavia, dona Zefinha não podia aparecer no inquérito. Imaginem a mulher de Jerônimo Cordeiro respondendo a processos! E aí entrou em cena o coronel João Cordeiro, tio de Jerônimo, que acertou tudo com o delegado Clementino e o inquérito foi concluído sustentando que o vaqueiro morreu de Sucesso.
E o que é morrer de Sucesso?
Sucesso nesse caso não é êxito profissional, mas impunidade. No inquérito policial significava que não se havia chegado à causa nem ao autor do crime. Diz-se significava porque caiu em desuso, a partir da década de 50, mas isto não quer dizer que todos os crimes são apurados.
A tese do desembargador aposentado Fernando Tourinho é esclarecedora. Advogado criminalista com larga experiência, Tourinho sustenta que : se o crime de mando não for esclarecido em dez dias, é porque não será apurado nunca.
E isto não é coisa só de Alagoas; é uma tendência mundial.
No caso do estudante Fábio Acioly, que morreu devido às conseqüências de ter o corpo queimado, a seqüência de erros contribuiu para o desfecho do inquérito – que chega à Justiça pela metade.
Primeiro, um parente da vítima se apressou para dizer que Fábio tinha sido seqüestrado e aproveitou para atacar o governo do Estado – que não garante segurança pública. Disse até que, no mesmo dia, além de Fábio outras cinco pessoas tinham sido vítimas de seqüestro – e não era verdade.
Depois, a polícia se apressou para dizer que tinha gente grande envolvida no crime. Portanto, não foi a imprensa que especulou os fatos.
Mas, antes concluir que a vítima morreu de Sucesso a condenar inocentes.Não é?
21/10/2009 16:01
O governador Téo Vilela não diz se fez bom negócio ao trocar o senador Renan Calheiros pelo governador de Minas Gerais, Aécio Neves, mas pela tranqüilidade que exibe não deixa dúvida: acha que fez ótimo negócio.
Renan estava com as Secretarias de Infraestrutura e Educação nas mãos; se ainda estivesse no governo, o governador Téo Vilela estaria enfrentando problemas em duas áreas cruciais – que, plagiando meu amigo major Burtiti, envolve duas secretarias operacionais.
O governador tem motivos para se mostrar tranqüilo; apesar do rompimento temporário, o senador Renan não tem atrapalhado o governo. E, caso ocorra problemas no relacionamento com o governo Lula, o governador Aécio Neves atuará como intermediário.
Nesse particular, o governador Téo não precisa mais do senador Renan Calheiros. As obras financiadas pelo governo federal estão sendo tocadas no mesmo ritmo; nada mudou quando Téo e Renan estavam assim, ó, unha e carne.
Renan sabe disso; sabe que o governador Téo Vilela é beneficiário da amizade do governador Aécio Neves com o presidente Lula.
Aliás, nesse outro particular, o governador Téo é mesmo o cara. Quando se elegeu governadfor não foi pedir opinião a José Serra - que era o esperado considerando-se a escala de importância no ninho tucano. Mas, o Téo montou seu governo com base nas opiniões do Aécio Neves.
Pense na sacada! Ou será que o Téo já sabia que teria de se afastar de Renan; que o governador Aécio Neves seria seu interlocutor junto ao presidente Lula. Ou será que o Téo advinhou?
Daí, o que o amigo internauta acha:
1) O Téo fez bom negócio ao se separar de Renan?
2) O Renan fez bom negócio ao se separar de Téo?
21/10/2009 08:02
Quase 500 anos após a revolta do frei Martinho Lutero, que levou ao protestantismo, o Vaticano adota medidas que marcam a história do Cristianismo.
A revolta de Lutero não se deu por questão teológica; o frade se revoltou com o Vaticano porque sua ordem religiosa não foi escolhida para comandar a arrecadação do dinheiro das indulgências.
Mas, o que ficou para o grande público foi o cisma marcado por divergências quanto aos dogmas. Pura alegoria, todavia a humanidade gosta e segue as alegorias.
Da mesma forma, a opção dos Estados Unidos pelo protestantismo é meramente econômica; é da lógica imperialista não aderir a crenças, senão, como controlar os costumes?
Além de terem optado pelo protestantismo, os Estados Unidos tentaram criar uma religião do Tio Sam; eles inventaram um tal de Smith, que ilustra a Bíblia dos Mórmons – que não difere da Bíblia comum, exceto pelo Smith.
Não deu certo.
A recente medida do Vaticano, abrindo vagas nos Estados Unidos para pastores que desejam ser padres, é algo inacreditável; um verdadeiro milagre de São Pedro, porquanto existe pelo menos uma centena de pastores pleiteando trocar o terno pela batina.
A medida do Vaticano é ainda mais revolucionária, porque não faz restrição quanto ao estado civil do pastor – que pode ser casado. A única restrição é que não pode chegar a bispo, por conta do requisito celibatário para chefia da Diocese - que se mantém como condição sine qua non.
Mas, por que nos Estados Unidos?
Vamos recapitular: graças ao papa João Paulo II a religião derrotou o anti-Cristo na Europa sem disparar um tiro. Enquanto o poderoso exército dos Estados Unidos não conseguiu impedir o comunismo de se instalar na Coréia e no Vietnã, o exército desarmado do Vaticano derrubou o Muro de Berlim e rasgou a Cortina de Ferro que separava a Europa Cristã da Europa Marxista-Leninista.
O feito do papa João Paulo II foi tão estupendo, que o presidente Bush, que é evangélico-bebum, mas evangélico da mesma seita da senadora Marina Silva, teve de se render a Sua Santidade.
O papa João Paulo II não teve tempo de implementar a política ecumênica que defendeu, mas, seu substituo, Bento XVI, para plagiar meu amigo major Buriti, é o operacional. O primeiro papa chamado Bento (Bento VI) entrou para a história por ter sido um dos cinco papas assassinados; e Bento XVI entrará para a história como o operacional do legado deixado por João Paulo II.
E tudo isto, amigos internautas, porque os Estados Unidos querem dar um freio na expansão islâmica; não é coincidência a eleição do presidente Barack Obama, de raiz negra e procedência mulçumana – mas, ele mesmo cristão- evangélico.
Arrisco em dizer que o próximo papa será negro; assim como os Estados Unidos elegeram o primeiro presidente negro, o próximo papa deve ser negro.
Já houve papas africanos. Vitor I, Melquíades e Gelásio foram papas nascidos na África, mas nenhum era negro.
20/10/2009 16:53
Sou Flamengo por procedência; quando aprendi as primeiras letras e pude decorar nomes, a primeira escalação de um time de futebol repassada vibrantemente por meu pai foi:
- Aníbal, Pavão e Tomires; Dequinha, Jadir e Jordan. Joel, Paulinho, Evaristo, Dida e Zagalo.
O quadro pendurado na parede era um pôster da Revista Ilustrada homenageando o tri-campeonato do Flamengo, no início da década de 50. Eu nasci em 1951, o pôster era de 1953, mas a recordação é eterna. Na escalação, três alagoanos: Tomires, Dida e Zagalo.
De lá para cá o amor pelo Flamengo virou devoção. Eu teria um desgosto profundo, se faltasse o Flamengo no mundo.
E, como não gosto de injustiça e não me incomodo se tiver de penitenciar-me diante de um erro de avaliação, ou do que for, quero pedir desculpas ao Petkovisk – este sérvio que está me dando muita alegria.
Peço desculpas porque também fui um dos que não acreditavam na contratação do Pet, depois de vê-lo sem aquele brilho que lhe agigantou no Vitória da Bahia e na primeira passagem pelo Flamengo.
- O Pet está velho, já deu o que tinha de dar – diziam e eu concordava.
Felizmente não é verdade. Como diz o presidente falastrão Márcio Braga, o Petkovisk é um jovem senhor de 38 anos – na verdade são 37 anos – que confirma uma coisa: o futebol é o único esporte onde só o talento prevalece.
E o futebol é ainda mais apaixonante porque o talento não tem idade, cor, raça nem altura.
Viva pois esse jovem senhor, que me tem dado tantas alegrias.