“Lula condenado, Aécio liberado e Temer protegido”

A frase do título é do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que continuou afirmando, no twitter: “soberania fulminada, trabalhador escravizado, mercado triunfante, até que o Brasil se levante". Atitude do senador foi mais uma entre tantas após a divulgação da condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro.

Ciro Gomes, ex—governador do Ceará, ex-ministro foi na mesma linha, mas com um tom mais crítico contra Lula: “Foi traído, mas a ele, e somente ele, devemos a imposição de um corrupto notório na linha de sucessão do Brasil, o senhor Michel Temer. A condenação acontece ante uma grande revolta dos simpatizantes de Lula, uma estranhíssima e patológica euforia dos que o odeiam e ante uma grande perplexidade da maioria do povo que não consegue entender uma sentença sem uma prova cabal e simples, que todos possamos entender como base de uma pena justa".

O argentino Adolfo Perez Esquivel, prêmio Nobel da Paz em 1980, classificou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um golpe do "Partido Judicial", representado pelo juiz Sergio Moro, contra a democracia brasileira.

E assim seguiu o mundo político, jurídico, sindical e também dos simpatizantes de Lula. Claro que ocorreram elogios ao posicionamento do juiz Sérgio Moro (leia aqui as justificativas que embasaram a condenação de Moro).

Por outro lado, o PT diz que não há plano B para eleição de 2018 se a decisão de Moro for mantida em segunda instância, o que impediria Lula de disputar à Presidência. Claro que os advogados do ex-presidente vão recocorrer. Será uma nova guerra jurídica que poderá ter implicações nas eleições.

Pesquisa

Nesta quinta-feira (13) surgiu uma pesquisa que pode servir de alerta para os alagoanos Maurício Quintella, Marx Beltrão, Biu de Lira, entre outros, o que foi percebido antecipadamente pelo senador Renan Calheiros.  

Dados apurados pelo instituto DataPoder360 revela que 75% dos brasileiros não pretendem votar em deputados que se aliarem a Michel Temer.

O levantamento também mostra que, para 80% dos brasileiros, Temer é corrupto. (Leia mais sobre essa pesquisa aqui)

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

O novo e velho Renan está de volta?

Forjado no interior de Alagoas, no movimento estudantil e no PMDB que combatia a ditadura militar, o senador Renan Calheiros (PMDB) parece muito mais do que a vontade no papel de ferrenho crítico do governo Michel Temer: aparenta ter voltado ao passado, ao início de sua caminhada política.

Ao contrário dos discursos enfadonhos em palanques eleitorais pelo Estado durante as campanhas que disputou pelo Senado – e sempre com o apoio do grupo político vencedor, o Renan que fala aos senadores é contundente, bem articulado, sabe elevar e reduzir o tom do discurso no momento exato e consegue até emocionar.

“Animal político, sobrevivente político”, dizem muitos sobre Calheiros. Mas o fato é que ele, desgastado politicamente por anos no poder, investigações e processos judiciais, sabe que só pode melhorar sua condição política para 2018 se alguns fatores convergirem até lá.

O primeiro deles é que o governo do seu filho seja bem avaliado, o que vem ocorrendo. O segundo ponto, ao contrário de eleições anteriores em que escorou o seu discurso no plano nacional nas conquistas de aliados muito bem avaliados – casos dos governos Lula e Dilma, na próxima eleição ele terá o discurso contra o rejeitadíssimo governo Michel Temer.

Certamente serão temas positivos que serão muito bem explorados. Aliás, isso já vem ocorrendo através das redes sociais com publicações críticas constantes contra o governo e sobre outras questões.

É o Renan Calheiros maratonista correndo para reconstruir a sua imagem, ou ao menos reduzir o seu índice de rejeição.

É como se o novo e velho Renan estivesse de volta. Como se o passado e o presente se aproximassem para definir o próximo passo, o futuro.

Só o tempo dirá qual Renan Calheiros sairá dessa eleição. O do início, o do meio, o do fim, o mesmo, ou nenhum desses?

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Rui é o elo e a ponte para 2018

Crédito: Secom Maceió 72b2676f 50f4 4c62 8eb6 9d7886794d6a Prefeito Rui Palmeira

Da mesma forma que os partidos da base de apoio do prefeito Rui Palmeira (PSDB) defendem que ele dispute o governo de Alagoas, cabos eleitorais de cidades do Sertão também cravam e desejam a sua candidatura. Foi isso que observei durante alguns dias conversando com pessoas em Mata Grande, Canapi, Inhapi, Água Branca e Delmiro Gouveia.

Eles sabem que para existir disputa e “estrutura que os alimente” é preciso uma candidatura viável para enfrentar o govenador Renan Filho (PMDB). E o nome da vez – embora rejeite tratar sobre o tema – é o de Rui.

No campo da oposição Rui também é o elo e a ponte que mantém Ronaldo Lessa, Biu de Lira, Thomaz Nonô e Maurício Quintella, entre outros, no mesmo navio. No entanto, os capitães ainda não sabem exatamente onde vão ancorar. É que há excesso de incertezas na política nacional.

A provável queda do presidente Michel Temer, por exemplo, levará ao cargo Rodrigo Maia, do mesmo partido de Nonô, o que provavelmente dará ao ex-deputado federal e atual secretário municipal de Saúde uma musculatura e influência política imensamente superior a que ele detém hoje.

Exatamente por tudo isso é que o encontro dos caciques da base aliada do prefeito jogou para o futuro qualquer decisão sobre candidaturas. E como ninguém cobrou uma decisão de Rui - nem poderia por conta do excesso de prazo e das indefinições políticas – o jogo está sendo jogado positivamente para Palmeira.

Para muitos ele é o candidato desejado, enquanto outros esperam que permaneça onde se encontra. O fato é que Rui não age como candidato, não visita políticos do interior em suas bases, não vai as suas festas. Ou seja, não se expõe nem alimenta expectativas.

Se assim agisse provavelmente estaria ainda mais bem pontuado nas antecipadas pesquisas eleitorais que têm sido divulgadas. Parte de uma delas, por exemplo, feita pelo Instituto Falpe no município de Estrela de Alagoas, entre os dias 9 e 10, ouviu 1.200 pessoas e mostra Rui Palmeira em segundo lugar, mas os seus aliados figuram nas primeiras colocações na disputa pelo Senado.

Isso significa que numa eleição haveria crescimento de Rui por conta da transferência de votos entre aliados do mesmo grupo. Claro, a pesquisa foi somente em Estrela, só que pesquisas de maior amplitude mostram a mesma semelhança.

Leia os números abaixo:

Governador – Desses nomes citados em quem você não votaria para governador? Rui tem a menor rejeição, 3%. JHC e Renan aparecem com 4,5% e 5%, respectivamente. Nenhum, 27,5%; nada contra, 28% e 32% não opinaram.

Numa disputa entre Renan Filho e JHC o governador aparece com 37%; JHC com apenas 9,5%; nenhum, 33%; não opinaram, 20,5%; nenhum, 33%.

Se for entre Renan filho e Rui Palmeira, o governador tem 36,5% e o prefeito 15,5%; nenhum, 30%; não opinaram, 18%.

Quando os três são apresentados para o eleitor escolher, os números são: Renan lidera com 34,5%; Rui Palmeira, 14%; JHC, 5,5%; nenhum, 27,5%; não opinaram, 18,5%.

Senado – A pesquisa apresentou os nomes e perguntou em quem o eleitor votaria: Biu de Lira lidera, 33,5%; Teotonio Vilela e Heloísa Helena ficaram em segundo, 22%; Ronaldo Lessa, 14%; Renan Calheiros, 11%; Marx Beltrão, 9%; João Caldas, 0,75%; nenhum, 22%; não opinaram, 35%.

A pesquisa também perguntou, apresentando os nomes “em quem você não votaria para senador. Renan Calheiros lidera com 4,5%; Heloísa, 1,75%; Marx Beltrão, 1%; Benedito de Lira e Ronaldo Lessa, 0,75%; Teotonio Vilela, 0,5%; João Caldas, 0%; nenhum, 22%; nada contra, 39%; não opinaram, 29,75%. A margem de erro de 3% para mais ou menos e o intervalo de confiança é de 95%.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Férias

Caro leitor, peço desculpas. É que desde o dia 29 tirei alguns dias de férias e aqui deixei o aviso para justificar o motivo pelo qual o blog não seria atualizado. No entanto, o espaço não foi atualizado, provavelmente por conta de mudanças no novo sistema.

Portanto, reforço o meu pedido de desculpas e até a próxima semana.

Parar um pouco é preciso, reduzir os compromissos, idem. O ócio faz bem e é bastante necessário.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Nova pesquisa aponta os preferidos da Zona da Mata

98933776 0eb7 4dbb b18a c9bcad22922d

Pesquisa saída do forno feita pelo Instituto Falpe ouviu 3 mil pessoas, de 22 a 26 de junho, nos municípios da Zona da Mata alagoana -. Os eleitores revelaram as suas intenções para o pleito de 2018 em todos os cargos que estarão em disputa.

A margem de erro é de 3,5% para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%. Os municípios pesquisados foram: União dos Palmares, São José da Laje, Ibateguara, Branquinha, Murici, Flexeiras, Novo Lino, Jundiá, Campestre, Colônia de Leopoldina e Joaquim Gomes.

Há, inclusive, uma pergunta sobre se o entrevistado aprova ou desaprova a administração do atual presidente Michel Temer. Apenas 7,5% aprovam, enquanto 87% desaprovam e 5,5% não opinaram.

DEPUTADO ESTADUAL:

Na pergunta para escolha espontânea, se a eleição para deputado estadual fosse hoje em quem você votaria, Galba Novaes aparece com 1%; Olavo Calheiros, 0,75%; Chico Tenório, 0,25%. 98% não opinaram.

Na estimulada, quando os nomes são apresentados, Olavo Calheiros lidera com folga, 11,25%; seguido por Antônio Albuquerque e Chico Tenório, 8,5%; Bruno Toledo tem 4,5%; Pedro Acioly, 3,75%; Carlos Alberto Canuto, 1,5%; Paulo Dantas, 1%; com 0,75% aparecem Isnaldo Bulhões, Val Gaia, Davi Maia (filho de Marcelo Lima); Ângela Garrote, 0,25%; nenhum, 35,5%, e 23% não opinaram.

GOVERNADOR:

Foi perguntado ao entrevistado se ele aprova ou desaprova a administração do atual governador Renan Filho. 55,5% aprovam; 27,5% desaprovam e 17% não opinaram.

Em outra questão, o entrevistado apresenta nomes e pergunta em quem o eleitor votaria para governador. Renan filho lidera com 36%; JHC tem 15,5% e Rui Palmeira 12%. Nenhum, 20,5% e 16% não opinaram.

Quando é colocado apenas o prefeito e o governador na disputa, os números foram os seguintes: Renan obteve 38,5% e Rui 17%. Nenhum, 25%. 19,5 não opinaram.

Na disputa entre Renan Filho e o deputado federal JHC: o primeiro mantém os 38,5%. JHC tem 19,5%. Nenhum, 24, 5% e 17,5% não opinaram.

No levantamento sobre rejeição, com a apresentação dos nomes para saber em quem o eleitor não votaria, o resultado foi: Renan Filho, 6,5%; JHC e Rui Palmeira ficaram com 4%. Nenhum, 20,5%; nada contra, 37,5%; não opinaram, 27,5%.

SENADOR:

Quando os nomes foram apresentados ao entrevistado, Renan Calheiros ficou com 22,5%; Teotonio Vilela, 20%; Heloísa Helena, 19,5%; João Caldas, 17%; Benedito de Lira, 16%; Marx Beltrão, 5%; nenhum, 25,5%, e 27% não opinaram.

Também foi perguntado em quem o eleitor não votaria para senador. Renan Calheiros foi o mais citado, com 3,5%. Marx Beltrão e João Caldas ficaram empatados com 1,5%. Em terceiro, com 1%, ficaram Heloísa, Biu de Lira e Vilela. Nenhum, 25,5%, nada contra, 39%; 26% preferiram não opinar.

DEPUTADO FEDERAL

Na pesquisa estimulada Ronaldo Lessa parece com 12%; Rodrigo (prefeito de São José da Laje) obteve 11%; JHC, 9%; Maurício Quintella, 4,5%; com 3,5% empatam Arthur Lira, Marx Beltrão e Pedro Vilela; Augusto Farias, 3,25%; Sérgio Toledo, 3%; Paulão do PT, 2,25%; Nivaldo Albuquerque e Carimbão Pai ficaram 1%. Nenhum, 24,5% e 18 não opinaram.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Lula, Temer e o presidente dos 4ds

Quando digo neste espaço que Michel Temer parece com um mordomo de filme de terror de quinta categoria, a minha mãe sempre liga para reclamar que tal comparação é falta de respeito com um presidente – mesmo sendo quem é o atual, deixa claro ela.

Tudo bem, Mainha, vou mudar.

Michel Temer agora é o presidente 3ds, o primeiro na história do Brasil, e prestes a virar presidente dos 4ds. É que ele levou 40 dias para ser delatado, desmentido e denunciado. Falta o último D, certo?  Certo, mas calma que eu digo: ser derrubado.

Mas antes disso já carrega o troféu de também ser o primeiro presidente da República acusado formalmente de corrupção no exercício do cargo.

 Não é lindo?

Ele deixa de ser mordomo de filme porcaria para ser o primeiro chefe carimbado de uma nação quadrilha. Ou será quadrilha nação?

Temer é fofo na República Bananeira!

Também, com um mulherão daqueles, discreta, musa, rainha do lar! 

Cobiça é pecado, se você ainda se importa com o que diz o Papa, o Bispo, o Padre...

Deixa pra lá.

Voltando ao tema, ele está se agarrando ao cargo e, pelo andar da carruagem, vai pra guerra para não perder o mandato, escapar do D de derrubado.

Mas agora surge no cenário político dois ex-presidentes defendendo, de forma diferente, a saída e o pós Temer. FHC sugere a renúncia e o cumprimento da Constituição que prevê, neste caso concreto, o preenchimento do cargo através de uma eleição feita pelo Congresso Nacional. Já Lula defende convocação de eleição direta.

Sinceramente, de bate pronto, de imediato, se alguém me perguntasse qual das duas opções defendidas pelos ex-presidentes seria a melhor eu não saberia responder. Cada um defende o seu interesse e ambos têm razões objetivas.

FHC para que o PSDB permaneça nos ministérios, no centro do poder decisório e de olho em 2018, além de contar com a possibilidade de eleger dentro do PSDB o presidente tampão.

Lula para ser candidato no momento em que lidera todas as pesquisas, em todos os cenários, contra qualquer candidato e antes que qualquer condenação nos processos que responde possa impedir sua candidatura, especialmente no caso de um julgamento em segunda instância.

Vida que segue.

Mas sinto tanta falta e acho uma pena que aqueles milhares de brasileiros que recentemente protestaram nas ruas silenciaram. Silenciaram como que dorme em berço esplêndido.

E o fundo do poço ainda continua tão distante.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Partidos querem Collor e Biu na majoritária

Apostando que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) não será candidato em 2018, um grupo partidário, da base de apoio ao prefeito, já superou a fase embrionária e agora corre para colocar em prática candidaturas ao governo e Senado Federal.

Com 20 anos na presidência do PSDC em Alagoas, Eudo Freire tem se dividido entre Maceió e Brasília. O grupo partidário que ele representa – PSL, PTC e PSDC, quer o senador Fernando Collor como candidato a governador.

A justificativa é que Collor tem votos, não tem nada a perder e a disputa em 2018 será do jeito que “ELLE” gosta: poucos recursos, muita fiscalização para combater compra de votos e pé na estrada para o corpo-a-corpo com o eleitor.

Conversas sobre o tema já ocorreram e outras estão agendadas. O senador não discordou da ideia, mas pediu calma. Só que o grupo partidário está acelerado nas conversas com outros atores políticos.

Tanto que já ocorreram duas reuniões com o senador Biu de Lira (PP), em Brasília. A ideia é que Benedito seja o candidato à reeleição. Outro membro da base aliada do prefeito de Maceió que será procurado é José Thomaz Nonô, do DEM. Os temas da reunião já estão definidos: coligação e cenário.

Esse grupo partidário também tem sofrido assédio do PMDB. Mas a ideia é construir uma candidatura dentro da base aliada de sustentação do prefeito Rui Palmeira, por isso reagiu e saiu em disparada para iniciar as discussões sobre a construção de uma chapa para 2018.

EM TEMPO

1 - Tudo indica que o filho do ex-deputado federal Euclides Mello, Jorge Mello, que é vereador em Marechal Deodoro, será candidato a deputado estadual.

2 – Arnon Mello, filho do senador Collor, também deverá disputar uma vaga para deputado federal.

3 – Atenção: Está sendo mantido em segredo, mas tudo indica que um pequeno partido expulsou um vereador eleito por Maceió. O motivo da expulsão teria sido “indisciplina”. Tem uma fila imensa de suplentes tentando descobrir quem é para ver, em seguida, se há alguma brecha jurídica para tomar o lugar do punido. Mas essa história está sendo muito bem guardada. Sequer consegui descobrir se o parlamentar é ou não estreante na Câmara de Vereadores.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Pesquisas mostram 'abismo' entre Renans

Comecemos pela pesquisa estimulada. Ela foi realizada pelo Instituto Falpe apenas no município de Porto de Pedras, entre os dias 21 e 22 de junho, para o governo de Alagoas e Senado Federal, ouviu 700 pessoas. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.

Governo : Renan Filho obteve  39,5%; Rui Palmeira ficou com 17%. Nenhum 30% e 13,5% não opinaram

Senado: Benedito de Lira com 30%; Teotonio Vilela aparece com 22,5%; seguido por Heloísa Helena, 14,5%; Renan Calheiros, 12,5%; Marx Beltrão, 12%; e João Caldas, 4,5%.

Também foi levantado dos entrevistados a avaliação da gestão do prefeito Henrique Vilela (PSDB). Aprova: 82%. Desaprova: 7,5%. Não opinaram: 10,5%. Provavelmente a aprovação do prefeito beneficiou o ex-governador Vilela, especialmente porque o partido é o mesmo e o sobrenome também.

Deixando esse pormenor de lado, quando analisamos as duas pesquisas anteriores divulgadas neste espaço e somamos a esta feita em Porto Calvo alguns detalhes podem ser observados:

1 – Sem mover uma palha, sem mexer numa peça e mesmo sem dar um sinal qualquer sobre se será ou não candidato em 2018, Rui Palmeira (PSDB) aparece muito bem avaliado. Aliás, o seu nome vem sendo divulgado pelo bom trabalho na Prefeitura de Maceió e exatamente pela falta de candidatos capazes de enfrentar o atual chefe do Executivo. Ou seja, é o segundo colocado e é um nome viável.     

2 – Também é importante notar uma vitória pessoal do governador Renan Filho. As pesquisas mostram que ele conseguiu desvincular o seu nome ao nome do seu pai, senador Renan Calheiros. Há um abismo gigantesco ente a pontuação entre o governador e a do senador, o que provavelmente signifique que o pai não contaminou o filho com a sua rejeição.

3 – Por outro lado, também parece claro que o governador, pelo menos neste instante, não consegue transferir parte de sua aprovação para Renan pai. Claro que na disputa em 2018 isso tende a se modificar nos dois sentidos, positivo e negativo, mas só quando chegar o período eleitoral é que saberemos qual tendência irá prevalecer.

4 – O fato é que, ao que parece, o filho conseguiu abandonar o colo do pai definitivamente. Entretanto, 2018 ainda não chegou e até lá a política vem sendo assustada pelo imprevisível e imponderável como nunca visto antes, atingindo partidos e detentores de mandato.

Resumidamente, é isso, e vida que segue.

Aguardemos, portanto.

Leia aqui a pesquisa anterior feita nos municípios do Vale do Paraíba e aqui a realizada nos municípios do Litoral Norte.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Pesquisa: Lula e Bolsonaro lideram, mas...

Bem interessante pesquisa realizada pelo DataPoder360. O estudo, realizado de 17 a 19 de junho de 2017, entrevistou 2.096 pessoas com 16 anos de idade ou mais, em 217 municípios.

Os dados mostram um cenário absolutamente aberto, com uma certa tendência, claro, mas totalmente factível para o surgimento de algo novo.

É o caso, por exemplo, quando são somados os votos brancos e nulos, 31%, com os eleitores indecisos, 12%. Ou seja, 43% dos entrevistados, um exército não simpático aos nomes postulados. Além disso, os brancos, nulos e indecisos superam qualquer nome apresentado.

O presidente Lula lidera em todos os cenários. 90% dos entrevistados querem mudanças em 2018.

Leia a pesquisa na íntegra aqui.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Candidatura de Rui causa ‘calafrios’

Silencioso, reservado, cauteloso com as palavras. Assim tem sido Rui Palmeira sobre 2018. Ser ou não ser candidato? Aos assessores mais próximos responde que ‘não é hora de tratar disso’ e proíbe que o tema volte a ser tocado.

Desconfio que Rui responda da mesma forma se for questionado pelos mais íntimos: seus pais, tios e esposa. E tem razão. Dos detentores de cargos majoritários em Alagoas apenas ele e o senador Fernando Collor não terão que passar pelo julgamento das urnas em 2018, ao contrário de Renan Filho e dos senadores Renan Calheiros e Biu de Lira.

Portanto, a situação do prefeito de Maceió é mais do que confortável, é privilegiada. É o candidato para qualquer cargo, caso queira.

Mas também sabe que se cometer o erro de antecipar uma possível candidatura terá que, já agora, com quem buscar ou fechar acordo, abrir espaço na estrutura do município.

Além disso, há o financiamento das candidaturas para deputado estadual e federal, geralmente cabendo a maior parte do custo aos candidatos mais importantes, caso do governador e senadores.

Ou seja, precisa construir um grupo de amplitude estadual. E aí corre o risco de desorganizar a máquina administrativa e a relação com a Câmara Municipal. Some-se a isso o fato de que 2018 ainda não está claro. O imponderável e o imprevisível rondam a política com tantas operações, delações e prisões numa história sem fim.

Definitivamente, Rui tem sido tratado como candidato a governador ou a senador sem jamais ter dado qualquer sinal. É um nome falado tanto quanto os mais citados. Dessa forma é feita uma propaganda enorme sobre o fato, o que lhe dá ainda maior visibilidade em Alagoas, como revelam as pesquisas que lhe dão excelente pontuação em todos os quesitos.

Nunca o estilo silencioso, reservado e cauteloso com as palavras de um político alagoano causou tão fortes calafrios e expectativas tanto nos possíveis adversários quanto nos simpatizantes. é que todos sabem que uma coisa será a eleição em 2018 com Rui Palmeira candidato. E outra sem ele.

Como diz o ditado, ‘a gente é dono da palavra não dita; e escravo da palavra dita’, o que talvez explique a estratégia do prefeito. 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com