Pesquisa Ipsos desaprova presidenciáveis

Pesquisa Ipsos, para o jornal estado de São Paulo, divulgada neste domingo (4), mostra que todos os presidenciáveis aparecem, neste momento, inviáveis na urna. Mas algo os une, não sei se por simples coincidência: todos, diretamente e/ou através dos seus partidos, participaram do afastamento da presidente Dilma Rousseff e do PT do poder.

Pode não ter nada a ver uma coisa com a outra, tudo bem. Pode ser apenas a decepção popular com a classe política, mas é muita coincidência que une Michel Temer e Rodrigo Maia, Henrique Meirelles, Geraldo Alckmin e jair Bolsonaro

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), é aprovado por apenas 5% da população. Além deles, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), tem taxas de aprovação, desaprovação e desconhecimento similares às de Meirelles – 4%, 69% e 27%, respectivamente.

No campo tucano, Geraldo Alckmin é aprovado por 20% dos eleitores, e desaprovado por 68%. Por fim, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem taxas um pouco melhores que as de Alckmin: aprovação de 24% – oscilação de três pontos para cima desde o levantamento anterior – e desaprovação de 58%.

Lula, ao contrário, aparece melhor situado do que todos os citados acima.

Leia aqui e aqui.

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Pesquisa esquenta bastidores da política alagoana

Antes informo que não posso divulgar os números de pesquisa eleitoral não registrada sob-risco de punição, por parte da justiça eleitoral, de multa a partir de R$ 50 mil. Mas é legal que qualquer cidadão, partido, empresa privada, enfim, contrate pesquisa eleitoral para acompanhar como está sendo desenhando o cenário político e as perspectivas para o futuro.

Tais dados são essenciais para balizar os grupos políticos que avaliam os cenários e os riscos de possíveis candidaturas, convencimento e conquista de novos aliados e, principalmente, os temas políticos e sociais que mais interessam ao eleitorado. Pois bem, essa pesquisa atualíssima feita para consumo interno por um reconhecido instituto animou o grupo da situação.

É que alguns pontoschamaram a atenção:

1 - crescimento da aprovação da administração estadual em Maceió, principalmente;

2 - aprovação positiva do atual governo em comparação ao anterior, o de Teotonio Vilela;

3 – a desistência de Vilela de disputar o Senado foi benéfica para Renan Calheiros, além de abrir espaço para outras candidaturas, caso de Marx Beltrão, principalmente, como também da opoisção;

 4 – Se JHC não for candidato ao governo o indicativo  é que os seus simpatizantes migrem igualmente para os dois principais e prováveis candidatos, Renan Filho (MDB) e Rui Palmeira (PSDB);

5 – o alagoano elegeu como maior problema no estado, respectivamente, saúde (32%), desemprego (23.4%), segurança (21,4%) e educação (6%), demais temas (3%).

Ou seja, esses serão os temas principais da campanha eleitoral, o que não representa novidade alguma. O que situação e oposição terão que disputar nos palanques, nas redes sociais e na propaganda eleitoral é o que foi feito, se foi bem feito, o que não foi feito e o que será feito e como.

Segundo fontes do MDB e do governo com quem conversei, “se a gente tem esses dados a oposição também tem, pois ninguém entra em uma disputa sem avaliar o cenário. Nós abrimos uma boa distância e isso é muito bom, pois a população de Maceió tem reconhecido o trabalho”.  Para esses ‘palacianos’, “os resultados da capital puseram em dúvida possíveis candidaturas ao governo”.

Certamente que do lado da oposição, e até de outros grupos políticos, pesquisas e avaliações também são feitas. Provavelmente, logo, logo teremos acesso a essas análises e visões.

O fato é que o jogo foi iniciado com as etapas sendo ultrapassadas de acordo com o calendário eleitoral. Isso significa que o jogo está sendo jogado.

Em Tempo - O mordomo de filme de vampiro de quinta categoria é um horror, um zero à esquerda, na pesquisa. Ele pode ser, definitivamente, um grande problema para os seus aliados, caso isso seja utilizado na campanha eleitoral.

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Na Folha, Lula diz que não vai se matar, fala sobre eleições, justiça, Globo e EUA

A entrevista da maior liderança política é o tema em destaque e em discussão no país. Primeiro colocado em todas as pesquisas divulgadas até o momento, o que praticamente lhe garante disputar  o segundo turno e, ainda, com a possibilidade real de, se for candidato, vencer a disputa no primeiro turno.

O ex-presidente Lula trata de todos os temas, repete alguns já conhecidos e fala também de novas questões, caso do envolvimento dos Estados Unidos na crise brasileira, no afastamento da ex-presidente Dilma e no seu indiciamento.

Reafirmou sua tranquilidade diante da certeza de sua inocência e da ausência de provas que o incriminem. "Sabe por que não tenho medo? Porque eu tenho a consciência tão tranquila. Sabe do  que eu tenho medo de verdade? É se esses caras pudessem mostrar à minha bisneta que fez um ano no domingo que o bisavô dela roubou um real. Isso realmente me mataria".

Rejeitou qualquer comparação do atual momento com o período que antecedeu o suicídio de Getúlio Vargas. “Até porque não vou me matar. Eu gosto da vida pra cacete. E quero viver muito. Tô achando que eu sou o cara que nasceu para viver 120 anos. Dizem que ele já nasceu, quem sabe seja eu?

Sobre sua candidatura, disse que ela incomoda tanto à esquerda quanto à direita e deu uma cutucada em Ciro Gomes. Revelou que só há uma unanimidade hoje no meio político: “as pessoas não querem que o Lula seja candidato. O Temer não quer, o Alckmin não quer, o Ciro não quer. Eles pensam: “ele [Lula] vai para o segundo turno e pode até ganhar no primeiro. Se ele não for candidato, em vez de uma vaga no segundo turno, podemos disputar duas”. Aumenta a chance de todo mundo."

Lula acredita que, de uma forma ou de outra, o enfrentamento deste ano será mais uma vez entre o PT e o PSDB. Também acrescentou que tanto a direita quanto a esquerda só chega ao poder com o apoio do PT e do PSDB.

Leia a entrevista na íntegra de Mônica Bérgamo, na Folha:

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Além do Rio, Temer e aliados querem intervir em outros estados

A perda do discurso da importância da Reforma da Previdência e com a economia sem apresentar os resultados prometidos - taxa de desemprego no Brasil subiu a 12,2% nos três meses até janeiro, segundo o IBGE. A população desocupada no País é de 12,7 milhões. Trabalhadores sem carteira assinada chegam a 23,2 milhões de pessoas -, o presidente Michel Temer aposta todas as fichas no tema Segurança com a intervenção iniciada no Rio de Janeiro.

A estratégia é, caso o próprio Temer não consiga ser mais bem avaliado nas pesquisas eleitorais de maneira que lhe possibilite uma candidatura a presidente, que o governo tenha um nome para colocar na disputa.

Essa é uma perigosa ilusão. Não há como um governo fraco, com aparência de que é formado por corruptos e traidores alterar a sua imagem e se tornar viável do ponto de vista eleitoral. Porém, o grupo do presidente luta como um soldado capaz de cometer suicídio. E é aqui onde está o perigo da falta de limites.

Há o objetivo de intervenção militar em outros estados. Minas Gerais está na mira e para conseguir esse objetivo o governo federal bloqueou R$ 6 bilhões, o que foi entendido pelo governo do Estado como uma “intervenção financeira de Michel Temer”.  Para o secretário de Planejamento de Minas, Odair Cunha, com a medida, o governo federal quer "o modelo do caos do Rio de Janeiro".

É que o bloqueio de recursos inviabiliza financeiramente a administração pública. O caos nos serviços de educação, saúde e segurança levam a uma escalada de insegurança e violência. Daí vem a intervenção em um governo adversário e fundamental do ponto de vista eleitoral.

Além disso, o governo federal aperta Minas porque quer que estatais sejam privatizadas, o que não é aceito pelo governador Fernando Pimentel (PT), (leia aqui).

Alguns aliados de Michel Temer estão espalhando, inclusive em Alagoas, que o estado precisa de intervenção na segurança. Isso é uma mentira, mas lhes dá discurso para defender um tema central e justificar a proximidade com o desgastado governo.

Uma pena que as Forças Armadas, embora cumpram o seu papel constitucional, estejam sendo usadas para dar credibilidade as medidas paliativas e midiáticas de ichel Temer.

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Até General de Temer foi condenado por irregularidades

Dá até pra pensar que é regra, mas prefiro acreditar que não é e que tudo não passa de uma grande e infeliz coincidência o fato de boa parte dos ministros do governo Michel Temer, incluindo o próprio presidente, responder a algum processo, ter sido condenado e ter recorrido, estar sendo investigado ou já foi denunciado por suspeitas de cometimento de algum crime. Kassab, Moreira Franco, Padilha, Marx, Quintella, entre outros tantos, carregam consigo essa credencial.

O danado é que até o general Joaquim Silva e Luna, indicado para o ministério da Defesa, foi condenado em 2013 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por irregularidades em um convênio autorizado por ele em 2011, quando era chefe de gabinete do Comandante do Exército.

O TCU determinou que o general pagasse uma multa de R$ 4 mil reais. Ele recorreu, perdeu, recorreu outra vez e o tribunal considerou que houve “boa fé” do general na realização do convênio e considerou a multa “insubsistente” e a anulou. Mas, entenda bem, a multa foi, digamos, perdoada, mas ele foi condenado.

O convênio – de quase R$ 5 milhões foi feito com a Fundação Roberto Trompowsky Leitão de Almeida - uma entidade sem fins lucrativos para os Jogos Mundiais Militares. O TCU entendeu que o convênio foi irregular porque ocorreu sem licitação, entre outros problemas no contrato.

Ainda bem que o governo do garçom de filme vampiro de quinta categoria está próximo do fim, mesmo que decida disputar a reeleição.

Mais informações sobre o caso leia aqui.

 

 

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Juízes definem data da ‘Greve do privilégio’

Recesso duas vezes ao ano, auxílios-moradia, livro, educação, plano de saúde, poder ser professor e por aí seguem vários privilégios – para muitos penduricalhos – voltados para os juízes federais engordarem os seus ganhos mensais. Também acabam beneficiados os juízes estaduais, os do trabalho, membros dos ministérios públicos, além de conselheiros dos tribunais de contas dos estados, municípios e da união.

É por conta exclusiva da marcação para o dia 22 de março do julgamento, no STF, que vai decidir se os juízes têm direito ou não ao benefício do auxílio-moradia que permite que a maioria deles ganhe acima do teto constitucional, hoje em R$ 33,7 mil, que os juízes federais ameaçam uma paralisação no dia 15.

O argumento da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) é que outra ação que poderá definir os tipos de benefícios aos quais todos os magistrados brasileiros têm direito permanece ainda sem data marcada de julgamento. A Ajufe também alega que é justo o pagamento e diz que o benefício passou a ser questionado devido à “atuação imparcial e combativa contra a corrupção” dos juízes.

O esquema desse penduricalho funciona da seguinte maneira: A menos que o próprio juiz recuse o benefício, o auxílio-moradia é pago em todo o Brasil, mesmo àqueles que têm imóvel na cidade onde trabalham ou os que moram lá há anos.

Muitos magistrados, caso de Sergio Moro, da Lava-Jato, já declararam que o auxílio-moradia é uma forma de compensar a falta de reajuste da categoria. Há casos de juízes dono do próprio imóvel na cidade em que trabalha, casado com outra juíza, em que cada um recebe o seu auxílio. E tem ainda aqueles que são proprietários de vários imóveis.

Torçamos para que seja o fim desse e de outros privilégios. Só que não apenas do Judiciário. E sim também no Legislativo e no Executivo. Não como uma guerrinha entre os poderes, mas com uma discussão profunda com a sociedade.

É fato que há uma disparidade imensa de excessivos benefícios para várias categorias dos funcionários de carreira do Estado, ao contrário do que ocorre com trabalhadores do setor privado, inclusive quanto a remuneração fixa.

Aliás, o país precisa rediscutir o seu pacto social, digamos assim, construído a partir da Constituição Cidadã aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte em 22 de setembro de 1998 e promulgada em 5 de outubro de 1988.

Bem antes, porém, desse sonho vem aí a “Greve do Privilégio”.

E na manhã desta sexta-feira (23) o senador Roberto Requião (MDB-PR) leu o relatório que propõe o fim do auxílio-moradia de R$ 4,3 mil mensais para juízes e procuradores.

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Intervenção no Rio: Militares são ‘bucha de canhão do gato angorá'

Publiquei terça-feira (20) um texto questionando se na intervenção do Rio Temer era o fantoche ou os militares eram ‘bucha de canhão’ (leia aqui). Dois dias depois, de acordo com os desdobramentos, afirmo que os militares foram transformados, infelizmente, em solução para a ambição e sobrevivência política do presidente mais detestado na história da política brasileira.

Toda uma estratégia de marketing em curso foi montada por publicitários ligados ao governo federal. Uma campanha publicitária sobre a intervenção militar foi lançada nos veículos da Globo. Ela firma que a ação dos militares “vai tirar o Rio de Janeiro das mãos da violência”.

O idealizador da intervenção é o ex-governador do Rio, Moreira Franco (1987-1991), atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência e amigo do peito (e de negócios?) de Michel Temer.

Ele teve maior visibilidade recentemente ao ser chamado nas planilhas de propinas das construtoras como “gato angorá’, no âmbito das investigações da Lava Jato.

Questionado pela Folha se foi feita análise de riscos da intervenção se algo der errado e toda a culpa recair sobre Temer, ele disse que “Aqui não tem amador. As pessoas têm 50, 45, 40 anos de vida pública. Claro que fez.”

O ex-governador reconhece, na mesma entrevista, que é uma ação de risco: “O cálculo é que na vida, tem certas horas, que você tem que assumir riscos, tem que decidir. Nessas circunstâncias, não dá para ficar empinando pipa, tem que mergulhar com coragem e convicção.”

Ou seja, a turma do Temer foi ‘pro tudo ou nada’, e usa as forças armadas para tentar sobreviver e até se manter no poder. A tentativa clara é resgatar a imagem de Temer e tentar viabilizá-lo como candidato á Presidência.

Mas quem é Moreira Franco, o ‘gato angorá? Reportagem de Laura Capriglion, no Jornalistas Livres (leia aqui), revela que ele foi o primeiro governador do Rio a andar para cima e para baixo acompanhado de Nazareno Barbosa Tavares, homem do Comando Vermelho.

Foi ele que organizou e comandou o sequestro do empresário Roberto Medina, dono do Rock in Rio. Nazareno e outros criminosos da época participaram de campanhas de Moreira, trabalharam no governo do Rio. Vários deles foram mortos depois de presos. Contam que para não revelar os nomes dos envolvidos do andar de cima.

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Arthur, Cunha, Quintella e Vilela podem formar ‘Chapa da Morte’

Divulgação Daedf133 d71f 49c3 bfaa e2541f12930c Arthur Lira

Muitas vezes nem percebemos, mas a matemática, como ciência exata, está constantemente presente em nosso dia a dia e também na política, especialmente em ano eleitoral. Partidos, candidatos e especialistas estão debruçados fazendo cálculos em torno de nomes e coligações.

Daí surgem avaliações que batizam este ou aquele grupo, ou coligação, que pode, ou deverá se formar, de ‘Chapa da Morte’. Tive acesso a uma dessas análises que alguém pode dizer que é apenas especulativa, tudo bem, mas é assim que funciona a tal análise de cenário que define, consequentemente, aceitação de candidatos e formação de grupo político.

E essa chamada ‘Chapa da Morte’ poderá ser formada na oposição, desde que nomes com a densidade eleitoral de Arthur Lira (PP), Pedro Vilela (PSDB), Rodrigo Cunha (PSDB) e Maurício Quintella (PR) disputem coligados o mandato de deputado federal.

A aposta é que desse quarteto com grande potencial de votos apenas três sejam eleitos. E é aqui onde entra exatamente a matemática. Para eleger o primeiro deputado a soma dos candidatos tem que chegar a 170 mil votos. Para eleger quatro são necessários em torno de 640 mil votos.

Aparentemente esse número, analisando politicamente, é improvável de ser alcançado – embora não seja matematicamente. Na eleição anterior, com JHC na coligação e com uma votação surpreendente, esse grupo ficou distante dos 640 mil votos, e elegeu três federais.

O que também leva esses quatro prováveis integrantes de uma coligação a estarem numa ‘Chapa da Morte’ é a mudança na legislação eleitoral. Na última eleição, 2014, a chapa que atingia o quociente eleitoral e obtinha a maior sobra conquistava a última vaga.

Agora é apenas a maior sobra - independente da chapa – coligação - que ocupa essa última vaga, o que, segundo os especialistas, tende a beneficiar Heloísa Helena uma vez que ela vai disputar com condições e pode conquistar essa última vaga dada a sua provável alta votação.

Ou seja, HH é competitiva, porém - neste cenário, repito -, ela vai disputar o chamado ‘voto de opinião’ com Ronaldo Lessa (PDT), Rodrigo Cunha (PSDB), entre outros nomes que deverão surgir. E isso pode ser um problema para Heloísa.

Voltando a ‘Chapa da Morte’, caso Teotonio Vilela decida entrar verdadeiramente na disputa para ajudar o seu sobrinho Pedro Vilela (PSDB), esse apoio será decisivo por conta da sua liderança política. Por outro lado, irá colocar rochas e espinhos na caminhada de Rodrigo Cunha (PSDB).

Talvez por isso o ex-governador já deu declarações indicando o aliado e companheiro de partido para o Senado.

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Intervenção: Temer é fantoche ou os militares são ‘bucha de canhão’?

Coleção de improvisos; ‘me engana que eu gosto’; democracia ameaçada, intervenção de Temer foi acertada com os seus marqueteiros; Bolsonaro diz que Temer não vai roubar o seu discurso; vídeo dá dicas de como sobreviver à abordagem indevida de policiais e militares; Alexandre de Moraes, ministro do STF, se reúne com Temer para sugerir alterações legislativas, administrativas e medidas operacionais para tentar equacionar a crise na segurança pública.

Ufa!

Enfim, essa série série de frases do parágrado acima trazem ideias, notícias e posicionamentos que estão sendo colocadoas pelas mais variadas personalidades publicas sobre o decreto que dá ao Exército o comando total da estrutura de segurança do Rio de Janeiro.

Uma análise que deve ser observada é a do presidente do PCO, Rui Costa Pimenta. Ele entende que a esquerda erra ao avaliar que os militares foram transformados em bucha de canhão, ou em "porteiros de favelas", na intervenção do Rio, com o propósito de servir a um projeto demagógico e eleitoreiro de Michel Temer. "A meu ver, os militares estão no comando desse processo, atuando nos bastidores, e fazendo aproximações sucessivas para a tomada do poder, como disse o general Mourão", diz ele.

 

Tem lógica, claro, porque Michel Temer é um político fraco, um personagem frágil, sem apoio popular, portanto, não seria estranho se não passasse de um simples boneco nas mãos dos militares, certo?

 

Ainda segundo Rui Costa Pimenta, a posição do governador Luiz Fernando Pezão não foi uma escolha, mas uma imposição dos militares.

 

“O Brasil corre o sério risco de cair numa nova ditadura militar. Mas a tendência maior é tentarem realizar eleições controladas – e sem Lula, portanto – para dar aparência de legitimidade ao golpe de 2016”, acredita o presidente do PCO.

Será?

Pois bem, caro leitor, escolha VERDADEIRO ou FALSO:

Na intervenção no Rio...

A - Temer é fantoche

B - Os militares são ‘bucha de canhão’

C -Tudo não passa da famosa 'teoria da conspiração'

D - Nenhuma dessas opções

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Teoria da conspiração (2)? O jogo que une Renan e Biu

Ainda nos gabinetes políticos e de análises em Alagoas e em Brasília onde as decisões estão sendo tomadas e avaliadas, alguns fatos estão mais do que claros. O prefeito Rui Palmeira (PSDB) é o único nome da oposição competitivo para disputar o governo de Alagoas.

O seu partido comanda os dois maiores colégios eleitorais, Maceió e Arapiraca, entre outros municípios importantes. Além disso, Rui faz uma boa gestão, sem crises, e ainda pode utilizar no seu discurso político o fato de ser um administrador livre de qualquer processo ou suspeita de corrupção, o que é muuuuito nesse período em que são poucos os políticos livres do bafo da PF ou dos MPs em seus calcanhares.

Mas para ser candidato efetivamente competitivo para enfrentar a máquina estadual e um governador bem avaliado é necessário mais do que isso. É preciso formar uma chapa majoritária forte. Ou seja, bons nomes para ocupar o cargo de vice e as duas vagas de senador, o que Rui tem entre os partidos que o apoiam.

É aí onde está um grande problema. A análise dos especialistas é que interessa ao senador Benedito de Lira (PP) a candidatura de Rui por todas as qualidades citadas acima, mas não interessa ter um segundo nome competitivo na disputa pelo Senado, o que significa que Maurício Quintella (PR), ou qualquer outro com alguma força eleitoral, não terá o apoio da Prefeitura da capital.

É que Rui Palmeira candidato terá que renunciar ao mandato e quem assume é o vice. Só que Marcelo Palmeira, o vice, além de ser indicado por Biu de Lira é um querido enteado do senador. Será natural que com a caneta na mão Marcelo foque e priorize o seu padrasto, mentor e chefe político.

Para o governador Renan Filho (MDB) e para o senador Renan Calheiros (MDB) o raciocínio é o mesmo. É desinteressante ter um segundo candidato competitivo dentro do grupo da situação para o Senado, o que inclui Marx Beltrão (MDB).

Essa questão une, de alguma forma, os Renans a Biu, e vice versa. Interessa aos dois eliminar qualquer chance de surgimento de um terceiro ou quarto nome com densidade eleitoral. Dessa forma a reeleição de Renan e Biu será provável. E é isso que interessa, de preferência que o companheiro de chapa não tenha força eleitoral, repito, e que não tire nem dispute votos.

Isso significa que o acertado entre Rui e Marcelo Palmeira pode furar por conta da questão política e familiar, o que é natural, bem ao contrário dos Renans. Outro fator que une o objetivo de Renan ao de Lira é que ambos não podem ficar sem mandato, independente de quais sejam os motivos.

Ao contrário de Rui, Renan Calheiros tem o apoio de um filho que vai permanecer com a caneta na mão. Renan Pai e Renan Filho, que ninguém se engane, se dão muito bem e sincronizam todos os passos estratégicos e o discurso para sobreviverem.

São situações familiares como essas que podem fazer muita diferença. Eleição é soma e multiplicação de apoios, jamais divisão, subtração ou neutralidade. Mas eleição também deixa pra trás no seu rastro, historicamente, dezenas de vítimas. É uma corrida formada por um grupo que quer alcançar um objetivo, mas é também um salve-se quem puder num esforço muitas vezes individual.

O fato é que as cartas estão na mesa. Dependendo de como elas forem sendo reveladas também é aberto um novo campo de possibilidades e perspectivas. Collor, João Caldas, Alfredo Gaspar de Mendonça, Rodrigo Cunha, entre outros, acompanham esse capítulo cuja data de término não pode ultrapassar 7 de abril.

Aguardemos.

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