REDE quer lançar Janot como candidato

Mais do que em qualquer outro período democrático em que eleições definem os representantes do povo, no atual momento da história brasileira vários partidos buscam nomes fora da política para o pleito de 2018 com o objetivo de conquistar votos e credibilidade.

Até mesmo iniciantes na política, caso do prefeito de São Paulo, João Doria, se vende como empresário, como alguém de fora da política, o que, no caso específico dele, é uma mentira.

Nos últimos meses muito tem se falado sobre Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, como candidato a presidente. Vários partidos já o convidaram.

Agora surge a ex-senadora Marina Silva (Rede) pretendendo lançar o procurador-geral Rodrigo Janot ao governo de Minas, simplesmente o segundo maior colégio eleitoral do País.

O convite de filiação ao partido deverá ser feito após a saída dele da PGR, agora em setembro, e formalizado em outubro.

Como diz o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, se engana quem pensa que juiz, promotor, ou até o mesmo o Judiciário, caso chegue ao Executivo será capaz de realizar um governo bom, diferente.

De fato, no mundo ideal a política deve ser tocada pelos políticos. O problema é o descrédito quase majoritário por parte da população em seus representantes e partidos e a impressão de que esse ofício é hoje controlado por membros de uma organização criminosa.

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Vitória de Aécio é morte do PSDB, diz fundador

Euclides Scalco participou da fundação do PSDB e é considerado uma figura histórica do partido. Ele coordenou as duas campanhas presidenciais de FHC e foi secretário geral da presidência.

Uma pena que essas análises da turma da velha guarda não foram ouvidas. Caso isso tivesse ocorrido, o País não estaria com a economia tão deteriorada, o crime organizado não estaria no comando da nação e os tucanos teriam candidatura viável em 2018.

Mas o que pensa Scalco?

Ele diz que a legenda corre o risco de acabar caso o senador Aécio Neves (MG) consiga sair vitorioso na disputa interna contra Tasso Jereissati (CE) pelo controle do partido.

É contrário ao pensamento de parte da bancada que defende a implantação do parlamentarismo por alguns motivos: primeiro, não acredita que a mudança no sistema de governo é um caminho para tirar o Brasil da crise. Segundo, considera essa mudança inoportuna neste momento e lembra que no passado, com o PSDB no comando da nação, não comungou com a mudança.

Por fim, é um crítico ferrenho a adesão do partido ao governo Michel Temer em troca de cargos e ministérios.

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Medeiros, Nezinho, fiscalização eletrônica e suas bobagens

Os deputados estaduais Ronaldo Medeiros e Nezinho Pereira têm sido contrários e bastantes críticos quanto ao aumento da fiscalização eletrônica e os limites de velocidade em Maceió. Acusam o município de estar criando uma indústria de multas.

Bobagem deles? Nada disso. É, na verdade, estratégia e sabedoria, dependendo do que pretendem alcançar. Se for para conquistar eleitores revoltados por causa das multas que sofreram, é estratégia. Assim como também pode ser estratégico criar um fato negativo contra o possível candidato e principal adversário do governador Renan Filho em 2018, o prefeito Rui Palmeira.

Mas também pode ser pura sabedoria, daquelas que os deputados alagoanos sempre souberam construir. Primeiro cria-se uma polêmica sobre um tema popular bem pertinho da eleição. Depois é instalada uma CPI que não dá em nada, ou cria-se uma pendenga judicial. Porém, nesse meio tempo, o objetivo é alcançado: cargos, ou ajuda para a eleição, ou as duas coisas.

Desculpe, caro eleitor, mas é só no que dá para pensar. Caso o parlamento tivesse interesse sério sobre o tema consultaria um especialista em segurança no trânsito – no DETRAN tem gente com capacidade, no Crea também.

 Imaginar que uma lombada física é melhor do que uma eletrônica é como acreditar que é mais seguro e confortável voltarmos a andar em veículos movidos por tração animal – carroças puxadas, por burros, cavalos, jegues, jumentos, boi, vaca, homem, mulher, enfim.

Fiscalização eletrônica surgiu para dar maior segurança aos condutores e pedestres, coisa que o quebra-molas não dá porque atrapalha o fluxo e ainda pode causar acidentes. Ultrapassou o limite de velocidade, descumpriu, vem a multa, está na legislação. E só assim, com punição pecuniária, é que respeito e cidadania funcionam no trânsito.

Os deputados também reclamam que o limite de velocidade, nas madrugadas, vai deixar o condutor exposto à violência. Se esse é o problema, não seria melhor cobrar do governo que defendem mais segurança?

Bom, como tais autoridades procuram um tema que lhes dê um bom discurso, vai aqui uma dica séria e gratuita: Os bancos oficiais e privados em Mata Grande, Canapi e Inhapi ameaçam cerrar – não reabrir - as suas portas definitivamente por conta dos violentos assaltos que sofrem. Caso isso se concretize, o prejuízo para o comércio será imenso, inclusive com desemprego.

Ora, os bancos vão sair dos municípios por falta de segurança, certo? Na região falta policial civil, militar, estrutura, enfim, falta tudo nessa área. Esse é um tema que eles poderiam cobrar do governador, de quem são aliados, não é mesmo?

Será que têm coragem, compromisso e disposição?

Se não têm, o papo é “grosélia”!

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

“Temerista”, o pior cabo eleitoral de Marx, Quintella e Biu

Ferrenhos aliados do presidente Michel Temer (PMDB), os deputados federais e ministros Marx Beltrão (PMDB), do Turismo, e Maurício Quintella (PR), dos Transportes, além do senador Benedito de Lira (PP), terão uma imensa dor de cabeça nas eleições do ano que vem.

Caso o quadro que agora se apresenta permaneça em 2018, de Lira, que deseja renovar o mandato de senador, e Marx, que ambiciona ocupar uma das duas vagas, terão imensas dificuldades, conforme vêm mostrando pesquisas já divulgadas neste espaço onde ambos aparecem nos últimos lugares.

O problema – talvez o maior, é que o cabo eleitoral do trio é considerado o pior do Brasil.

Levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado na coluna de Eliane Cantanhêde, no Estadão, perguntou: “Temer ainda pode conquistar aprovação da sociedade e ter influência para ajudar um candidato em 2018?” 79,3% disseram não; 11.3%, sim; 6,3% talvez; 3,1% não sabem. 

Ou seja, esse números estão de acordo com o nível de rejeição do governo Temer, que vai de 70% a mais de 80%.

Portanto, será um prato cheio para as equipes de marketing dos concorrentes de Biu, Quintella e Marx vinculá-los de forma bastante negativa a um governo francamente rejeitado majoritariamente por todos os brasileiros, que é o governo “Temerista”.

Simples assim.

Vida que segue.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Campanha eleitoral: Lula, Bolsonaro e Doria

Ao seu modo, cada um dos prováveis candidatos à Presidência da República tem buscado expor-se ao eleitorado. Lula e Bolsonaro aparecem nas pesquisas eleitorais na frente dos demais. Já João Doria, recém-eleito prefeito de São Paulo, tem viajado para cidades e capitais na tentativa de tornar-se conhecido e virar a alternativa do PSDB para 2018.

Neste sábado (19), por exemplo, depois de passar a semana viajando pelo Brasil, seguiu para Barretos para participar da festa do Peão de Boiadeiro. Usou chapéu, comeu refeição típica de peões e discursou no palco principal prometendo levar o rodeio para a capital.

Já o ex-presidente Lula, na viagem pelo Nordeste tem mantido contato pessoal e direto com a população, concede entrevistas, não afirma que será candidato, mas diz que quando governou mostrou ser possível o Brasil ser uma nação com crescimento econômico, geração de empregos, distribuição de renda, inclusão social e ampliação das oportunidades educacionais em todos os níveis.

Para ele, é preciso acreditar que as classes populares não são um problema, e sim uma solução. “Quando os pobres da cidade e do campo puderem voltar a comprar é que o comércio vai vender e a indústria produzir e, com isso, o investimento vai retornar. Será muito importante também elegermos um Congresso melhor que o atual, com mais representantes dos trabalhadores, dos camponeses, das mulheres e dos jovens”.

Viajando bem menos, mas com uma forte atividade nas redes sociais, Jair Bolsonaro não para e se destaca na liderança presidencial em interações no Facebook entre os nove nomes cotados. A página dele é a que gera mais compartilhamentos, comentários e reações.

A página oficial do parlamentar registrou 93,4 milhões de interações com usuários desde janeiro de 2014. Em segundo lugar aparece a de Lula, com 66,4 milhões. Ronaldo Caiado (DEM-GO) fica em terceiro, com 62,4 milhões.

Agora, a partir apenas dos dados acumulados desde maio, o ranking muda. Bolsonaro permanece como líder, com 13,3 milhões de interações, mas João Doria (PSDB) aparece em segundo lugar, com 12 milhões, bem à frente de Lula, em terceiro, com 6,4 milhões.

O motivo por trás do sucesso de Bolsonaro no Face é o uso intensivo de vídeos. Nenhum outro presidenciável publicou mais vídeos do que ele. Foram 1,2 mil em três anos e meio, vistos 740 milhões de vezes.

Os números indicam que Bolsonaro tem uma base militante aguerrida, apesar das reações e comentários negativos de pessoas que dizem que jamais votariam nele.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Pesquisa: Lula, Renan, Vilela, Carimbão e Loiola lideram no Sertão

O Instituto de pesquisas Falpe foi a campo para realizar levantamento no Sertão de Alagoas. Entre os dias 8 e 15 de agosto entrevistou 3.206 pessoas. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

 Pesquisa foi feita para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual nos municípios de Dois Riachos, Minador do Negrão, Cacimbinhas, Olivença, Olho d’água das Flores, Estrela de Alagoas, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, Maravilha, Ouro Branco, Inhapi, Canapi, Mata Grande, Água Branca, Delmiro Gouveia, Olho D’água do Casado, Piranhas, Senador Rui Palmeira, Carneiros, São José da Tapera, Pão de Açúcar, Monteirópolis, Jacaré dos Homens, Batalha, Jaramataia e Major Isidoro.    

Chamo a atenção do leitor para alguns fatos: a manutenção do número elevadíssimo de pesquisados que optaram por não opinar; Renan filho permanece com a mesma intenção de votos de pesquisas anteriores, 39%, 40%, dentro da margem de erro; a folgada liderança do ex-presidente Lula e a boa intenção de votos para o filho do senador Fernando Collor, Arnon, na disputa para deputado federal.

Veja abaixo os números da pesquisa:

Presidente:

A pesquisa mostra que se a eleição fosse hoje o ex-presidente Lula teria 66,5% dos votos. Marina, 4,5%; Jair Bolsonaro, 3,5%; Geraldo Alckmin, 1,75%; João Doria, 1,25%; Zé Maria, 0,25%; nenhum, 10,5%; não opinaram, 11,75%.

Quando os nomes são apresentados, 10% disseram que não votariam em Marina Silva; Alckmin tem 4,5%; Bolsonaro e Doria empatam com 3,25%; Lula, 2,75%; Zé Maria, 2%; nenhum, 10,5%; nada contra, 28%; não opinaram, 35,75%.

Governador:

Quando perguntado, com os nomes sendo apresentados, em quem votaria para governador, Renan Filho obtém 39%; Rui Palmeira, 13,5%; JHC, 3,25%; Mário Agra, 2,75%; nenhum, 22%; 19,5% não opinaram.

Também foi perguntado, com os nomes citados, em quem o entrevistado não votaria para governador, Renan Filho, JHC e Mário Agra empatam, 5%; Rui, 3,75%; nenhum, 22%; nada contra, 22,75%; não opinaram, 36,5%.

Caso a disputa para governador ocorra entre o governador e o prefeito de Maceió, Renan Filho tem 40% das intenções de votos; Rui Palmeira 20%.

Avaliação de gestão:

A administração do presidente Michel Temer é avaliada como ótima por apenas, 0,75% dos entrevistados; bom, 3,25%; regular, 6,75%; ruim, 10,5%; péssimo, 68%; não opinaram, 10,75%.

Quanto a aprovação ou desaprovação de Temer, os números são: 5,5% aprovam; 82% desaprovam; não opinaram, 12,5%.

O governo Renan Filho é aprovado por 40,75% dos entrevistados e desaprovado por 29,75%. 29,5% não opinaram.

Senador:

Com os nomes sendo apresentados, Teotonio Vilela lidera com 25,75%; em seguida surge Renan Calheiros, 20, 75%; Heloísa Helena, 18,75%; Benedito de Lira, 16,75%; Marx Beltrão, 7,5%; João Caldas, 2,25%; nenhum, 24% e 30% não opinaram.

O eleitor também disse que não votaria para senador: Benedito de Lira, 5,5%;  Renan Calheiros, 5%; Heloísa, 3%; Marx Beltrão, 2%; Teotonio Vilela e João Caldas tiveram 1,5%; nenhum, 24%; nada contra, 18,5%; 39% não opinaram.

Deputado Federal:

Na disputa para deputado federal  Givaldo Carimbão lidera, 18%,seguido por  Ronaldo Lessa 14%; Maurício Quintella, 4,75%; Arnon (filho de Collor), 4,25%; Arthur Lira, 3,75%; Pedro Vilela, 3,25%; Paulão do PT, 2,5%; Cícero Almeida e Nivaldo Albuquerque, 2%; Doutor Wanderley, 1,5%.

Deputado Estadual:

Já para deputado estadual, os cinco primeiros foram:  Inácio Loiola, 10,25%, seguido por Antônio Albuquerque, 7,75%, Isnaldo Bulhões, 7,75%; Paulo Dantas tem 5,25% e Ângela Garrote com 5%.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Distritão será bom para bancada da bala, do boi e da bíblia

Autor do levantamento já publicado em alguns sites – inclusive aqui no CM, na coluna Labafero, sobre deputados estaduais, federais e vereadores que se elegeriam ou não nas eleições de 2012, 2014 e 2016, o professor Marcelo de Melo Bastos analisa que o distritão não vai fazer grande diferença.

Para ele, é uma troca seis por meia dúzia porque o perfil daqueles que se elegeram e dos que nãos e elegeram é o mesmo. “Vai prevalecer o poder econômico. Pedro Vilela (PSDB), por exemplo, nunca foi político, mas foi muito bem votado por causa da estrutura do governo do seu tio, Teotonio Vilela, e por suas condições financeiras. Teve mais de 100 mil votos”.

O professor diz, ainda, que com o distritão “vai perder a importância os partidos que já têm dificuldades com ao atual formato. Esse modelo reforça o voto nas pessoas, não nos partidos. Rede, PSOL, partidos ideológicos, vão sucumbir. Quando o centrão propõe isso, no Congresso, já sabem que será melhor para eles, para quem tem mandato, quem é mais conhecido e tem poder econômico. A reforma teria que ser séria e profunda. Essa não dá chances às minorias”.

Tem razão em sua avaliação o professor Marcelo de Melo Bastos. Integrante na Câmara dos Deputados da turma ‘BBB’ – bancada da bala, do boi e da bíblia – o distritão já é visto como fundamental para expansão dos evangélicos.

Em 1994 os evangélicos tinham 21 deputados federais. Atualmente o número quadruplicou, passando para 85. Sem o distritão a meta era, para 2018, aumento de 10% no número de cadeiras na Câmara. Com o distritão, essa previsão cresce, podendo superar os 20%.

Com o fim da eleição no sistema proporcional e suas coligações, os evangélicos teriam uma boa vantagem. Eles são conhecidos, têm celebridades, caso de cantores gospel e apresentadores de programas religiosos na televisão – os televangelsitas -, além de vários pastores capazes de influenciar o voto dos seus liderados.

Hidekazu Takayama (PSC-PR), líder da bancada, admitiu na Folha que "A maior parcela [dos deputados evangélicos] prefere o distritão”. Em abril, ele foi orar com o presidente Michel Temer no Planalto. Nesse encontro aproveitou para reforçar que é contra o debate da ideologia de gênero nas escolas, o aborto, a legalização das drogas e a permissão para que o aluno transgênero use o banheiro que preferir, feminino ou masculino.

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Almeida, Temer e o ridículo criminoso

Antes de pretender acusar qualquer um dos dois políticos citados no título de algum crime, esclareço que esse não é o objetivo. O ridículo criminoso significa que atualmente a política não mais é feita para beneficiar a sociedade.

Ações e objetivos em prática visam apenas o benefício do indivíduo ou do seu grupo sem que haja uma visão de sociedade, de nação, de futuro. Talvez por isso o cidadão encontra-se tão distante da política uma vez que ela não é feita para beneficiá-lo.

Esclarecida essa questão – espero - do significado do ridículo criminoso, o deputado federal Cícero Almeida e o presidente Michel Temer deram um exemplo concreto dessa prática.

Não fiquei surpreso, absolutamente, quando a coluna radar desta terça-feira (15) noticiou que Almeida votou “por Temer na denúncia da PGR para poder sair do PMDB, já se filiou ao seu novo partido. Ele assumirá também a presidência do Podemos em Alagoas.”

Isso é Almeida. Isso é Michel Temer. Essa é a atual política do ridículo criminoso. Os sujeitos políticos envolvidos pensam apenas em seus interesses (ridículo).

 E nesse caso concreto não importava para Almeida se o presidente havia ou não cometido um crime. Queria sair do PMDB, principalmente, e mais alguns cargos, é claro (criminoso).

Assim é a trajetória política de Almeida e Temer: Um é o primeiro presidente brasileiro denunciado no exercício do cargo. Já o ex-prefeito de Maceió tem um rosário de mudanças de atitudes e de relações.

Já teve o empresário Geraldo Sampaio como um pai que lhe ajudou a ser um conhecido repórter policial que depois virou vereador por Maceió, deputado estadual e prefeito da capital.

Mas entrou na história o empresário João Lyra que lhe deu a ‘estrutura’ que faltava para ser o prefeito da capital. JL também virou ‘papi’ e Sampaio foi, digamos, relegado, pouco ouvido, escanteado, esquecido.

Contudo, Lyra também levou algumas pancadas. Uma delas quando queria que o seu protegido e líder nas pesquisas disputasse o governo - com o apoio de Renan, Lessa e Collor, entre outros - contra Teotonio Vilela, em 2010.

Almeida deu corda, titubeou, não se decidiu. Mas, surpresa! Um dia Cícero Almeida amanheceu acertado em apoiar Vilela que, depois, eleito e desconfiado isolou o aliado de ocasião.

Nessa mesma campanha imaginava-se que Cícero Almeida fecharia apoio completo e único a João Lyra, candidato a federal, por amizade, alguma gratidão, certo?

Bom, durante a disputa Almeida gravou propaganda eleitoral pedindo votos também para o deputado federal Maurício Quintella, candidato à reeleição, o que deixou JL extremamente sentido.

Mas como as suas empresas passavam pelo processo de recuperação judicial foi obrigado a engolir - a muito custo porque precisava demais daquele apoio - a desculpa, uma daquelas que a gente só acredita quando não há saída aparente.

Foi dito que a gravação de vídeo em prol de Quintella era pra ser usada apenas nas redes sociais, jamais na propaganda eleitoral gratuita. Ou seja, o parlamentar não cumpriu o combinado, portanto enganara o inocente prefeito da capital.

O ridículo criminoso tem vida de várias formas, atitudes e ações. E nunca foi tão representativo em quantidade e poder como nos dias atuais.

Apesar disso, Vida que Segue.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

“Lava jato e a marca da infâmia”

Tenho uma baita admiração pelo jornalista Luis Nassif desde quando ele basicamente atuava como jornalsita econômico. Esse respeito aumentou agora com ele transitando pelo jornalsimo de análise política. Mesmo quando discordo dos seus argumentos considero respeitável e de grande qualidade as ideias que defende e sos eus questionamentos.

Por isso, enquanto reorganizo algumas questões particulares de grande importância emocional, uso um texto dele publicado nesta segunda-feira (14) no jornal GGN.

Considero que devemos pensar, repensar e lutarmos por tolerância, respeito pela diversidade, pelos direitos humanos e sociais, enfim. Leia abaixo e tire as suas próprias conclusões

Lava jato e a marca da infâmia, por Luis Nassif

Venezuela é aqui!, não se tenha dúvida.

No STF (Supremo Tribunal Federal), um Ministro acusa o Procurador Geral da República (PGR). Na PGR, o pedido ao Supremo para que o Ministro se considere suspeito de analisar as contas do réu presidente da República, com quem ele se encontra à noite para planejar jogadas jurídicas. Em São Paulo, o procurador de Curitiba pavimenta sua futura carreira de advogado especializado em complience, desancando sua chefe, a Procuradora Geral, pelo fato de ter aceitado o convite do presidente para uma reunião noturna no Palácio do Jaburu.

Na baixada, a Policia Militar, responsável por centenas de assassinatos em maio de 2006, invade reuniões de conselhos de direitos humanos no campus da Universidade Federal para bradar contra o termo direitos humanos.

No salão de festas do lupanar, o Ministro maneirista vale-se da visibilidade proporcionada pelo Supremo e pela radicalização da mídia para se lançar como palestrante de obviedades e de senso comum. Mais ao sul, o presidente de Tribunal enaltece a sentença absurda do juiz, mesmo admitindo não ter analisado o mérito. Enquanto o procurador vingador enche seu cofre com palestras em que fatura o que a corporação lhe proporcionou. E nada ocorrerá com eles porque os conselhos de fiscalização restam inertes, emasculados ou cúmplices do grande bacanal.

Enquanto isto, nas redes sociais, a música do maior lírico brasileiro é espancada por feministas exaltadas, porque ousou retratar o homem brasileiro convencional. E tribos selvagens lançam ataques recíprocos contra seus líderes, seus atletas e cantores. E ganham visibilidade os que conseguem exercitar melhor o ódio.

E me lembrei de Caetano Velloso sendo vaiado no Festival Internacional da Canção por uma turba sanguinária e supostamente libertária, os jovens que enfrentavam a PM nas ruas e proibiam músicas “alienadas” nos palcos, que eram proibidas de se manifestar nas universidades, e reagiam exercitando a proibição contra os não alinhados.

A cada dia perpetra-se um estupro contra a Constituição, contra a civilização, contra os direitos sociais e individuais e até contra aspectos mais prosaicos de manifestação, o pudor público. Perdeu-se não apenas o respeito às leis como o próprio pudor e, com ele, o respeito mínimo pelo país.

Até onde irá essa selvageria? Quando começou essa ópera dantesca? Foram anos e anos de exercício diuturno do ódio por parte de uma imprensa tipicamente venezuelana.

Mas, por mais que passem os anos, jamais se apagarão da minha memória duas cenas catárticas: os aviões trombando com as torres gêmeas de Nova York, em 2001, e a divulgação de conversas privadas de uma presidente e um ex-presidente da República pela Rede Globo e, depois, as conversas familiares dele e sua esposa.  Levei um tempo para acreditar no que estava vendo e ouvindo. Por mais que o país houvesse se rebaixado, por mais abjeta que tivesse se convertido a mídia brasileira, por mais parcial que fosse, nada explicava aquela infâmia, produzida por um juiz infame, em uma rede de televisão infame, ante o silêncio amedrontado do Supremo e do país.

Foi ali, no episódio mais indigno da moderna história brasileira, que a selvageria abriu as correntes nos dentes, escancarou as portas das jaulas e invadiu definitivamente o país.

Depois daquilo, tudo se tornou natural, conduções coercitivas, torturas morais até obter confissões sem provas, oportunismo de procuradores, juiz e Ministros do Supremo enveredando pelo mercado das celebridades e das palestras pagas, a aceitação tácita de todos os abusos.

É uma mancha que perdurará por anos e anos, porque o Brasil é um país selvagem, dotado de convicções frágeis, de homens públicos débeis, de instituições que não são respeitadas por seus próprios integrantes.

Mas, em um ponto qualquer do futuro, a democracia estará de volta e, com ela, os direitos fundamentais. E, com ela, uma justiça de transição que supere o medo.

Nesse dia, não haverá como fugir do acerto de contas, com a punição mais severa ao ato mais infame produzido por esse casamento espúrio de mídia e justiça.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Governo não tem dinheiro para pagar deputados que comprou

O presidente Michel Temer já teria sido alertado pela equipe econômica que vai faltar dinheiro para cumprir as promessas feitas aos deputados que o livraram da denúncia de corrupção passiva apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República). 

Com o aumento do rombo fiscal, queda na arrecadação no mês de julho e a provável suspensão do reajuste dos servidores públicos ficam cada vez menores a margem para que Temer consiga liberar os bilhões de reais prometidos aos parlamentares.

Com isso desagradou o grupo que o apoia na Câmara, formado majoritariamente pela turma do BBB – que é a bancada do Boi, da Bíblia e da Bala. Essa turma está ameaçando o presidente. Primeiro com a reforma da previdência e a agenda econômica, depois dizendo que pode não barrar uma eventual segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Temer.

A bancada BBB também exige que o governo redistribua os cargos na administração federal, que estão nas mãos dos chamados “infiéis”, para os que votaram majoritariamente para barrar a primeira denúncia por corrupção passiva contra Temer.

Ou seja, a política atual parece uma atividade voltada para o ridículo criminoso. Explico: Atualmente a política não mais é feita para beneficiar a sociedade. Não quero dizer, por outro lado, que antes era melhor, porém, não era da forma como é hoje.

É que todas as ações e objetivos políticos em prática visam apenas o benefício do indivíduo ou do seu grupo político, sem que haja uma visão de sociedade, de nação, de futuro.

Talvez seja por isso que o cidadão encontra-se tão distante da política. Provavelmente percebeu que a política não é feita para beneficiar a maioria.

Daí concluiu que nesse ofício só há espaço para bandidos que amealham poder a partir de uma organização criminosa. Sendo assim, a tendência é que a convulsão social, a crise de representatividade, de descrença nos partidos e nas lideranças aprofunde ainda mais esse distanciamento.

O resultado final disso é incerto e desconhecido, mas não será bom, como já não é, só que será ainda pior.

Isso é revelado pelas pesquisas eleitorais – divulgados em textos anteriores neste espaço - onde serão vitoriosos os candidatos “nenhum, não sabe, não opinaram”. Ou seja, o ridículo criminoso é uma perigosa tendência, o que pode ser mais bem percebido nas ações, declarações e visão de política e sociedade quando a turma BBB age ou abre a boca para explor as suas posições.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com