José Tavares e Romário poderiam ter ensinado a Marx Beltrão

Já no final de sua carreira quando atuava pelo Fluminense, Romário, em atrito com um jovem treinador do clube, disse que o fulano mal havia chegado e já queria sentar na poltrona da janela do ônibus. Ou seja, sequer havia iniciado a carreira e queria ocupar determinado espaço sem convencer e conquistar os mais antigos já habituados aquele lugar.

José de Medeiros Tavares – que nesta sexta-feira (27) completa 15 anos de sua morte, foi um dos maiores fornecedores de cana de Alagoas, presidiu a Asplana (Associação dos Plantadores) , foi prefeito de Junqueiro, deputado estadual por seis mandatos, presidente da Assembleia duas vezes e governador com a renúncia de Divaldo Suruagy para disputar o Senado -, era o inverso do treinador e de Romário. Era um homem simples.

Certa vez, o vereador por Maceió, Nilton Lins, em 1990, foi surpreendido quando um carro parou na porta da sua casa, no Prado, e dele desceu o governador José Tavares dizendo que queria conversar para pedir-lhe que apoiasse o seu filho candidato a deputado estadual.

Nilton disse que não precisava ter se dado o trabalho de ter ido a casa dele, no que foi retrucado: “meu vereador, um assunto desse não se manda portador”. O filho de Zé Tavares, Raimundo, foi eleito e Nilton Lins construiu uma relação de amizade até o fim por conta da atitude simples do ex-governador.

Tudo exatamente o oposto do jovem deputado federal Marx Beltrão. Segundo pessoas  ligadas ao governo, houve uma grande surpresa quando ele, ministro do Turismo, anunciou que seria candidato ao Senado. A forma foi considerada agressiva, impositiva, estilo coronel ‘Beltrão’ ultrapassado de fazer política.

É que nessa atividade o nome para uma eleição majoritária precisa ser construído, viabilizado com convencimento e conquistas, jamais imposto goela abaixo. E isso teria incomodado demais a diversos políticos, não apenas os Calheiros.

A avaliação é que hoje o parlamentar está sem rumo. Ele ainda é aguardado pelo grupo palaciano para ser candidato a deputado federal, caso contrário vai caminhar sozinho. Marx Beltrão ainda tem sob o seu comando a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e indicações que controlam administrativamente e financeiramente a Casal, mesmo não tendo escolhido o presidente da empresa.

A segunda vaga de senador é de Maurício Quintella, que era a base e o alicerce da oposição. Sem ele por aquelas bandas ‘esfacelou tudo’, diz um palaciano. Quintella esperou a hora acerta, os motivos certos para mudar de lado. Conquistou, agradou, convenceu, tem estrutura partidária e é um dos dois candidatos a senador.

Moral da história: Muitas vezes é preciso esperar a hora certa para sentar na poltrona da janela.

Simples assim.

Ou não.

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Credores da massa falida do Grupo JL fecham rodovia e vão ‘pro confronto’

Foto: Ascom PRF 42ddbd65 aad2 4bf1 ba0f b93fe4b45d07 Rodovia está bloqueada e não tem previsão de liberação

Articulados e organizados administrativamente e juridicamente, os credores trabalhistas da massa falida do Grupo JL iniciaram uma série de ações para chamar a atenção do país para o que consideram aberrações jurídicas e desrespeito aos direitos.

O primeiro passo está sendo dado já nesta quinta-feira (26), em Atalaia, com a interdição da rodovia federal. Ações semelhantes vão ocorrer nos próximos dias em regiões de Minas Gerais, onde também existem milhares de credores, além de outros municípios de Alagoas e, talvez, até nas imediações dos respectivos Tribunais de Justiça.

O mal estar está sendo provocado pelo administrador da massa falida, José Lindoso, a partir da forma como decidiu iniciar a quitação dos débitos, inclusive alterando os valores dos acordos e das decisões firmadas na Justiça do Trabalho.

O fato é que advogados, credores, sindicatos e o comitê de credores preparam, em conjunto, um encaminhamento jurídico único para reverter a situação. Podem pedir, inclusive, o afastamento do administrador. E um dos próximos passos é trazer os sindicatos de Minas para uma atuação conjunta.

Até uma reunião com membros do Ministério Público Estadual, que contou com a presença do PGJ Alfredo Gaspar de Mendonça, foi realizada. Promotores presentes ao encontro afirmaram que estão acompanhando o processo e se disseram assustados com a aplicação de deságios nos valores dos créditos a serem recebidos pelos credores trabalhistas.

A panela de pressão está só esquentando. Mas está prestes a explodir. Basta acompanhar alguns grupos que se comunicam pelas redes sociais. Se fizerem tudo o que propõem e programam com relação ao Judiciário e ao administrador da massa falida, entre outros, muita gente vai sair com ‘queimaduras’.

 

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Eletrobras paga para falarem mal da...Eletrobras!

Acredite, acontece sempre - para um lado ou para outro - e isso pode fazer parte de uma estratégia de comunicação de quem está no comando de um governo - de empresa pública (ou privada) -, indicou diretores para comandar a empresa com o objetivo de privatizá-la. Não pense que isso é algo novo, pois não é. Aqui estamos falando de versão e convencimento da sociedade, dos formadores de opinião pública.

Recentemente vimos isso na guerra entre simpatizantes e opositores do governo Dilma. Políticos, empresários, meios de comunicação, procuradores, juízes, entre outros, estiveram mobilizados na disputa de versões que derrubaram o governo já fragilizado politicamente. As promessas de solução para a crise econômica não foram cumpridas, assim como boa parte daquelas vozes estava ainda mais envolvida em casos suspeitos de corrupção, caso de Temer e Aécio Neves, por exemplo.

Voltando para Eletrobras, a ideia era mobilizar a opinião pública para construir um ambiente favorável para a sua privatização. O primeiro plano é revelar um cenário de mazelas e problemas na empresa, incapacidade de investimento, ineficiência, incompetência do setor público versus competência do setor privado, enfim.

O esquema foi iniciado em setembro do ano passado. A estatal assinou um contrato sem licitação com a RP Brasil Comunicações, do grupo FSB Comunicação, a maior assessoria de imprensa do país, que recebeu R$ 2 milhões para executar o serviço. Ou seja, conseguir profissionais de comunicação, meios de comunicação e especialistas para falarem mal da Eletrobras e criar um cenário que tornasse urgente a privatização.

É assim que funciona, em vários casos, na política, nas disputas empresariais e entre países. E se você, caro leitor, não perceber como tocam os sinos e para qual direção, pode ser usado como massa de manobra.

Ou,  se você não perceber a direção do som dos sinos, se não perceber o jogo e quais são os interesses e vantagens e para quem, você não tem importância, você não influencia, você não conta.

Agora, se você perceber como o jogo é jogado, aí sim, você conta de alguma forma.

Simples assim.

Leia mais aqui.

 

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Gaspar e o espírito de Bolsonaro que se espalha

Depois de 30 dias voltei a correr. Precisava sentir de novo essa sensação de bem estar, de alegria e de contemplação no início do dia chuvoso. No fim, de volta pra casa, uma olhada nas notícias em busca de inspiração. Nada bom, achei inicialmente, enquanto pesquisava e lembrava das conversas com fontes, amigos e palpiteiros. 

Lembrei-me também da jornalista Maria Aparecida de Oliveira, presa no caso que envolve Alfedo Gaspar de Mendonça, hoje chefe do MPE, mas que ficou conhecido após assumir o cargo de secretário de Segurança Pública ao atuar sempre próximo e defendendo constantemente os policiais sob seu comando. Mas teve que deixar o cargo porque era ilegal o exercício, era fora da lei deixar o MPE e exercer cargo de confiança no governo de Renan filho.

Sobre o caso que envolve Maria Aparecida nada tenho a opinar, por enquanto, pois tudo está nebuloso, e considero que os companheiros Célio Gomes ,aqui no Cada Minuto, e Ricardo Mota, no Tudo na Hora, foram precisos, cirurgicos e contundentes em suas opiniões.

O danado é que esse caso me remeteu imediatamente ao deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro e aos seus seguidores. Não que, a princípio, seja possível de bate pronto equiparar Alfredo Gaspar aos citados, nada disso. Mas é que a intolerância parece tomar corpo, a crescer, a ser ouvida, inclusive com o excessivo poder do Judiciário e dos MPs. Porém essa é outra discussão, talvez.

Os tempos são e estão estranhos. Esta terça-feira (25) amanheceu como outras nos últimos anos, como se as notícias fossem iguais, semelhantes, de alguma forma repetitivas: Jornalista recebe ameaça após criticar Bolsonaro; Milly Lacombe critica o ‘Novo’ de Amoedo:’Novo Temer, Aécio....'

E tudo ainda pode piorar.

Mas também há espaço para melhorar.

 

 

 

 

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‘Credores da Massa Falida do Grupo JL são enganados’, diz site

13942833981873 João Lyra defendendo o atleta ter previdência especial

A repercussão ultrapassou os limites de Alagoas. Vários veículos de notícias publicam a situação da massa falida da Laginha Agroindustrial sobre as dívidas trabalhistas de cerca de R$ 200 milhões a quase 18 mil funcionários.

Promessas não cumpridas, caso do pagamento aos trabalhadores até este mês após a venda de duas usinas em Minas Gerais no ano passado, feita pelo Tribunal de Justiça de Alagoas. Agora, por último, uma decisão que está repercutindo no mundo jurídico e empresarial brasileiro: A 1ª Vara Cível de Coruripe decidiu que a massa falida da Laginha Agroindustrial deverá pagar até cinco salários mínimos a todos os seus credores trabalhistas.

Apesar da venda da Triálcool, adquirida pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) pelo valor de R$ 133,83 milhões, e a Vale do Paranaíba arrematada pelo Grupo Japungu por R$ 212.548. 740,00.

“O que mais revolta os ex-funcionários é que no caixa da administradora da massa falida há dinheiro suficiente para quitar a dívida trabalhista integral com os quase 18 mil ex-funcionários. A preocupação é grande sobre o destino que será dado para esse dinheiro”, diz reportagem publicada no enfoquetriangulo.com.

Leia abaixo na íntegra:

“Novela Massa Falida Grupo João Lyra” se arrasta mais uma vez e credores são enganados

Para ex-funcionários do Grupo João Lyra a decisão judicial de pagar até cinco salários mínimos é calote 

Enfoque Triângulo

"Segue mais um capítulo da novela sobre o acerto de contas das dívidas trabalhistas da massa falida da Laginha Agroindustrial (Grupo João Lyra), no valor aproximado de R$ 200 milhões a quase 18 mil ex-funcionários.

Com a venda em leilão, no final de 2017, das duas unidades do Grupo em Minas Gerais – Triálcool, adquirida pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) pelo valor de R$ 133,83 milhões, e a Vale do Paranaíba arrematada pelo Grupo Japungu por R$ 212.548. 740,00 – a programação era de que até o mês de abril todos deveriam ter recebido.

Mas não foi o que ocorreu. Após muita reclamação e divulgação pela imprensa da falta de pagamento, o Desembargador do Tribunal de Alagoas conversou com os credores trabalhistas e garantiu que até a primeira quinzena de abriu os pagamentos seriam iniciados.

Para revolta dos ex-funcionários, em 17 de abril, a 1ª Vara Cível de Coruripe decidiu que a massa falida da Laginha Agroindustrial deverá pagar até cinco salários mínimos a todos os seus credores trabalhistas.

O administrador judicial da massa falida, que protocolou o requerimento para o pagamento, alega que a medida “atende aos mais necessitados” e não prejudica os credores trabalhistas de valores vultosos. O requerimento foi deferido pelos juízes Leandro Folly, José Eduardo Nobre Carlos e Marcella Pontes, que atuam no processo de falência da Laginha.

O rastro de penúria deixado na região do Pontal do Triângulo parece não ter mais fim e milhares de credores ainda não viram um centavo daquilo que lhes é de direito | crédito: Enfoque Triângulo – 2012

“Considerada a dimensão social da medida, que possui respaldo legal, um grande número de credores, dos quais a maioria é composta por canavieiros e trabalhadores rurais sujeitos à penúria que se arrasta desde o início da crise da pessoa jurídica falida, poderão ter seus créditos iguais ou inferiores a cinco salários mínimos integralmente quitados, conferindo-lhes a dignidade assegurada constitucionalmente”, explicaram os magistrados.

Os juízes ressaltaram, na decisão, que o pagamento é uma espécie de antecipação, cujo valor deverá ser deduzido quando do pagamento final do crédito a quem tem direito. “Como se trata de mera antecipação, tal fato não representa uma preferência. Isto é, a norma que determina o prognóstico não inverte a ordem de pagamentos dos beneficiários na falência, o que corrobora para justificar a adoção da medida”.

Mas, segundo os ex-funcionários, a decisão dos juízes vai contra a lei que regulamenta a recuperação social e a massa falida, que coloca como limite o pagamento no valor de até 150 salários mínimos e não cinco salários mínimos para cada credor trabalhista.

O que mais revolta os ex-funcionários é que no caixa da administradora da massa falida há dinheiro suficiente para quitar a dívida trabalhista integral com os quase 18 mil ex-funcionários. A preocupação é grande sobre o destino que será dado para esse dinheiro.

“Até a semana passada, esse caso havia dado como liquidado, já iam até soltar a lista com os nomes para o pagamento. Agora vem essa decisão de juízes que não são nem de primeira instância e muda as regras, isso é manobra de calote”, diz um dos ex-funcionários do Grupo João Lyra, que preparam manifestação contra a decisão.

Para quem já fazia planos para o dinheiro que receberia nos próximos dias, resta a frustração de ver seus direitos legítimos desrespeitados. Mais uma vez."

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O aumento dos PMs e os 'assessores' que salvaram o governo

Os nomes dos auxiliares do governo Renan Filho envolvidos nessa história não vou revelar pois me comprometi em mantê-los em sigilo, mas adianto que são influentes, do alto escalão da máquina administrativa e preferem atuar protegidos pelo anonimato.

A pressão dos PMs pelo reajuste deixou todos nervosos. Uma massa bruta exigindo com força aumento salarial. As informações dos bastidores revelavam que eles estavam prontos pra tudo, especialmente quando o ano é eleitoral. O aquartelamento era algo provável.

Representantes da área de segurança são difíceis de negociação, esse é o lado ruim, pois conhecem a sua força e a importância do seu serviço, mas tem o lado ruim. Como dizia um conhecido, se os policiais tivessem sensibilidade e visão política dominaria a máquina pública porque detêm informações estratégicas de todas as áreas de qualquer governo.

O exemplo concreto dessa limitação ocorreu agora. Escorregaram por não ter – ou não pensaram em ouvir - uma assessoria jurídica para orientar sobre legislação, ano eleitoral, negociação, enfim. Dizem que as lideranças militares olharam apenas para os possíveis dividendos que alcançariam com o reajuste para as candidaturas que terão na eleição deste ano. Pode ser.

E se o céu parecia o limite para os PMs, o governo pensava em não chegar ao inferno, no máximo se aproximar do purgatório. Se foi capaz de uma engenharia quase perfeita na montagem para as eleições de 2018, o governo Renan Filho via crescer o risco de uma crise que podia sair do controle administrativo, além de gerar fatos políticos negativos.

Porém, uma simples conversa entre dois importantes assessores do governador desmontou toda essa teia, mesmo ambos não atuando diretamente na área jurídica. Em um bate papo informal um deles suspeitou que aumento salarial não poderia ser concedido de qualquer forma em ano eleitoral e que depende de regras.

Na dúvida, se despediram e foram pesquisar. Esse levantamento levou pouco tempo e logo um deles chegou a conclusão que o reajuste não poderia ser concedido agora e sim só após a eleição. Também perceberam que se algum acordo fosse fechado a qualquer instante também poderia causar um sério atrito para o Renan Filho.

É que dificilmente os PMs e a sociedade acreditariam que o governo havia fechado um acordo, mas não podia implantá-lo por impedimento legal e que desconhecia que só teria sido possível até 10 de abril, ou seja, desconhecia essa limitação, esse ordenamento jurídico. Soaria, certamente, como um discurso mentiroso.

Tudo isso foi levado ao governador Renan Filho. No final, a decisão estratégica foi encaminhar o caso e consultar a PGE e revelar a questão, que também atinge todas as categorias de servidores estaduais, aos PMs. Pelo menos por enquanto e até a eleição deste ano, a bomba da pressão por reajuste dos servidores públicos está praticamente desmontada.

Portanto, o governador foi salvo de uma crise de proporções imprevisíveis a partir de um leve e relaxante bate papo no início de uma noite por dois dos seus auxiliares.

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Grupo JL: Justiça apoia e administrador interpreta lei de falência

Foto: Agência Câmara/Arquivo 651c545c f209 433c a80a fd3099cf47e0 João Lyra

O que era para trazer alguma tranquilidade para os credores trabalhistas da massa falida do Grupo JL, para os escritórios de advocacia em Alagoas e Minas Gerais, está gerando exatamente o contrário, além de suspeição.

O risco é grande neste momento de interdição de rodovias nos dois estados. E tudo, segundo os envolvidos, por conta de interpretações da legislação por parte do administrador da Laginha Agroindustrial, José Lindoso, acatadas pela justiça alagoana.

É que uma lista com os nomes dos credores, divulgada no início desta semana, altera frontalmente não só os valores – que foram diminuídos - de créditos trabalhistas transitados, acordados e julgados pela justiça do Trabalho, mas também quem tem e quem não tem valores a receber.

Exemplo disso é TRT de Alagoas ter definido lá atrás valores e o administrador judicial ter alterado esses mesmos valores. Outro caso é o artigo da Lei 11.101 (Lei de Recuperação e Falência), de onde o Administrador interpreta de forma errada para pagar apenas 5 salários mínimos aos credores.

O artigo 151, por exemplo, diz que os créditos trabalhistas de natureza estritamente salariais vencidos nos 3 (três) meses anteriores à decretação da falência, até o limite de 5 (cinco) salários-mínimos por trabalhador, serão pagos tão logo haja disponibilidade em caixa. Porém esse artigo é para ser aplicado somente no momento da falência, onde os funcionários estão com até três salários atrasados e não agora, já com quatro anos de falência.

E da forma como o administrador e os juízes estaduais estão interpretando a lei, entendimentos estão surgindo, segundo advogados envolvidos no caso:

1 - O administrador pega o valor de uma certidão e faz uma redução conforme entendimento próprio. Com isso, a partir de agora - dizem juristas de forma irônica que Alagoas está criando jurisprudência -, nas falências ninguém mais precisa procurar a justiça trabalhista, mas sim o administrador e perguntar a ele quanto pretende pagar aos credores trabalhistas.

2 – A interpretação errônea do artigo 151 da Lei de Recuperação e Falência faz com que a prioridade dos créditos preferenciais citados da mesma lei seja esquecida, pois essa interpretação faz com que outros credores sejam beneficiados, o que quebra a ordem prevista na legislação.

Bom, Contam que dentro do Tribunal de Justiça de Alagoas quem trata dessa questão é o desembargador Tutmés Airan, reconhecidamente capaz e honesto e com histórico nos movimentos sociais.

 Entretanto, alguma coisa está fora de ordem. Ou tudo está mesmo fora de ordem uma vez que as leis podem ser interpretadas e alteradas conforme a anuência de algum juiz e o interesse de ocasião da administração.

Ou não?

O fato é que advogados e os credores estão preparando uma série de duras ações em Alagoas e Minas no campo jurídico e político. O caso pode envolver até denúncias.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

 

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Vox: Condenado e preso, Lula lidera pesquisa

Tudo bem que a maioria da população não esquece os momentos positivos que o Brasil alcançou nos seus dois governos, no primeiro de Dilma e em parte do segundo da presidente. Tudo bem que ninguém esquece o quanto o país alcançou reconhecimento internacional, os programas sociais, o investimento na educação.

Agora, condenado, preso e mesmo assim ainda liderar pesquisas eleitorais é algo que parece fora da normalidade que precisa de um estudo de caso maior e mais profundo do que o que ouvimos e dizemos para justificar tamanha popularidade.

A pesquisa quentíssima divulgada nesta terça-feira (17) pelo Vox Populi, realizada entre os dias 11 e 15, repete basicamente o que outras têm dito: 41% dos brasileiros consideram que Lula foi condenado sem provas, 44% consideram que a prisão foi injusta e 58% acham que ele tem o direito de ser candidato novamente à presidência da República, mesmo depois da prisão.

Na espontânea sobre intenção de votos para presidente da República, Lula marcou 39% (eram 38% na pesquisa Vox de dezembro de 2016). Bolsonaro tem 9%, Marina e Joaquim Barbosa, 2%, Alckmin, Ciro e Álvaro Dias, 1%.

Na estimulada, Lula tem 47%, contra 11% de Bolsonaro, 9% de Barbosa, 7% de Marina, 3% de Alckmin e 2% de Ciro.

Nos cenários comparáveis de segundo turno, Lula marca 56% x 12% contra Geraldo Alckmin do PSDB (eram 50% x 14% em dezembro), 54% x 16% contra Marina Silva, da Rede, (eram 52% x 21%) e 54% x 20% contra Joaquim Barbosa, do PSB (eram 52% x 21%).

O diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, avalia que a pesquisa mostra que aumentou o sentimento de que o ex-presidente é vítima de uma injustiça e de que recebe um tratamento desigual por parte do Judiciário.

A pesquisa constata o aumento da simpatia ao PT e a diminuição da rejeição a Lula. É como se prisão do ex-persidente, da forma como ocorreu, parece ter afetado a visão do cidadão comum, de forma a torná-la mais favorável ao ex-presidente, analisa Coimbra.

 

 

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O que mostram as pesquisas em AL e no Brasil

O que muitos institutos de pesquisas evitam alardear é a altíssima tendência de votos brancos, nulos e indecisos, seja ela especificamente para a disputa dos cargos em Alagoas ou na eleição presidencial.

Levantamento feito por um importante instituto em suas pesquisas feitas desde o ano passado mostra que o número de votos brancos e nulos no estado pode chegar a 50%, o que é altíssimo.

Não que isso altere de maneira importante a tendência de eleição para senador e governador uma vez que as alternativas de escolhas são basicamente as já conhecidas, mas mostra que o grau de insegurança é bastante alto.

Risco de fato existe para a eleição proporcional. São muitos candidatos disputando, provavelmente, um número menor de eleitores. Ainda é cedo, mas a cada dia vai se consolidando a tendência de testemunharmos um recorde de eleitores que, de uma forma ou de outra, não vão indicar um nome como seu representante para o Legislativo estadual ou federal.

Indefinição semelhante ocorre na disputa presidencial. Os eleitores que não sabem em quem votar ou afirmam votar nulo ou em branco ainda somam dois terços do total na pesquisa espontânea, o mesmo patamar registrado há um ano, segundo análise da pesquisa do Datafolha divulgada neste fim de semana.

Até na pesquisa estimulada é altíssima a proporção de indefinidos para uma eleição que será realizada daqui a pouco: 15% no cenário com Lula; entre 26% e 28% sem Lula.

Ou seja, revela absoluta indefinição. É que em outros pleitos, nessa altura do campeonato, já se observava alguma polarização ou tendência mais clara entre os partidos ou nomes com chances de chegar ao segundo turno.

 

Os pesquisadores do Datafolha afirmam "que 37% dos eleitores integram um grupo que pode oscilar tanto contra quanto a favor de Lula, cuja prisão será um tema inevitável na campanha. É um contingente suficiente para levar a eleição a qualquer rumo. Tudo está em aberto”.

Leia mais sobre a pesquisa Datafolha aqui e aqui.

 

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“A coisa por aqui tá preta!”

Imagine que você olha de cima, do alto e tenta se dissociar um pouco da realidade para não ser afetado por ela. Daí você verá que temos um ex-presidente preso e outros sendo investigados e mais senadores, deputados federais, estaduais e empresários. Tem também um bocado de prefeitos presos ou foragidos.

Ainda olhando de cima dá pra ver que “a coisa por aqui tá preta!” Assassinatos, milícias, tráfico de armas e drogas, polícia marcando aquartelamento, impressão e até certeza de que os políticos fazem parte de uma organização criminosa. Somar tudo isso a comprovada falta de lideranças políticas dá, o que é pior, a certeza de que não há saída.

Um olhar um pouco mais de cima e a gente percebe que as tensões entre as principias potências bélicas – EUA e Rússia, entre outras – chegaram a níveis superiores ao período da Guerra Fria. Armas e homens estão sendo enviadas para a Região da Síria. O risco de confronto não é pequeno.

'A coisa por aqui tá preta ou sou eu  que tô sendo negativo e pessimista?'

Pode ser.

Bom, o Botafogo foi campeão de forma heroica. O CSA também abocanhou o seu título, deixei de fumar tranquilamente, tenho planos pro futuro e...

E você, leitor, consegue também fazer uma lista citando pontos positivos e negativos e perceber pra onde a balança tá apontando?

Mas que “coisa por aqui tá preta”, isso tá, ou não?

O danado é que a cada dia o fundo do poço parce mais distante.

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