Nova pesquisa: “Nenhum e não opinaram” lideram eleição em AL

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Pesquisa realizada nos municípios localizados na região do Baixo São Francisco e no Litoral Sul de Alagoas, através do Instituto Falpe, entre os dias 1, 2, 3 e 4 de setembro, com 1.534 pessoas para presidente, senador, governador, deputado estadual e federal. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.

É relevante destacar que a maioria desses municípios recebe forte influência política da família Beltrão. Essa região é a base eleitoral do deputado federal e ministro do Turismo Marx Beltrão, que pretende disputar uma das duas vagas para o Senado.

Embora apareça na liderança, Marx deveria ter um resultado mais expressivo, tipo o dobro com o qual pontuou. Por outro lado, há quem avalie que nesse período eleitoral existem muitos indecisos e muita eleitor que prefere não se expor.  Pode ser verdade, o que pode justificar o alto número de indecisos.

Ou seja, os dados mostram, mais uma vez, a força de “Nenhum e não opinaram”. Como você verá a seguir, na imensa maioria dos resultados “nenhum e não opinaram”, juntos ou individualmente, têm percentual maior do que os candidatos com os mais altos índices.

Presidente:

Ente os nomes citados na pesquisa, o ex-presidente Lula lidera com 51,5%; seguido por Marina Silva, 5,75%; Jair Bolsonaro, 4,5%; Geraldo Alckmin, 2%; João Doria, 1,5%; nenhum, 19%; não opinaram, 16%.

Os pesquisados também forma ouvidos sobre em quem não votaria: Lula lidera com 6%; Marina obteve 5,5%; Alckmin, 3%, Bolsonaro, 2%; Doria, 1,5%; Zé Maria, 1%; nenhum, 19%; nada contra, 16,5%; 45,5% não opinaram.

Aprovação do governo do presidente Michel Temer e do governador de Alagoas Renan Filho:

Perguntado sobre a gestão do presidente Michel Temer, 6% aprova; 80% desaprova e 14% não opinaram.

46,5% dos entrevistados aprova o governo Renan Filho; 27% desaprovam e 26,5% não opinaram.

Governador:

Com a mesma pergunta feita para presidente, o nome de Renan Filho ficou na liderança. Ele obteve 34,5%; Rui Palmeira, 19,5%; JHC, 4%; Mario Agra, 1%; nenhum, 20%; não opinaram, 21%.

Caso a disputa seja entre Rena Filho e Rui Palmeira: o governador fica com 36% e o prefeito tem 23,5%; nenhum, 20%, e 20,5% não opinaram.

Entre Renan e JHC:  o primeiro tem 41% e o deputado federal fica 9,5%; nenhum, 28%; não opinaram, 21,5%.

Também foi perguntado em quem o eleitor não votaria para governador. Renan Filho ficou com 5,5%; JHC e Rui empataram, 4,5%; Mario Agra, 4%; nenhum, 26%; nada contra, 15%; não opinaram, 40,5%.

Senador:

Marx Beltrão lidera com 30,5%; empatados dentro da margem erro estão Benedito de Lira, 17%; Teotonio Vilela, 16,5%; Renan Calheiros, 15,5, Heloísa Helena, 10,5%, Rafael Tenório, 3%; João Caldas, 2%; nenhum, 29% e 34% não opinaram.

Se a disputa for entre quatro nomes citados, o resultado é o seguinte: Marx Beltrão, 35,5%; Teotonio Vilela, 19,5%; Benedito de Lira, 19%; Renan Calheiros, 17%; nenhum, 30,5% e não opinaram, 38%.

Deputado Estadual:

Marcelo Beltrão, 8%; Maykon Beltrão, 7,5%; Cidoca, 4,75%; Jó Pereira, 4,5%; Jairzinho Lira, 3%; com 2,5% empatam João Jatobá e Antônio Albuquerque; Bruno Toledo, Marcelo Victor, Crlos Alberto Canuto e Paulo Dantas ficaram com 1,5%; Dudu Ronalsa, Inácio Loiola e Ronaldo Medeiros, 1%; Ângela Garrote, 0,75%; nenhum 29% e não opinaram, 29%. Alguns nomes pesquisados não atingiram percentual algum, por isso não foram citados,

Deputado Federal:

Ronaldo Lessa e Joaquim Beltrão lideram com 8,5%; Carimbão Pai, 5,75%; com 3,75% aparecem Rosinha da Adefal e Arnon (filho de Collor); Arthur Lira, 3,25%; JHC, 2,25%; Sérgio Toledo, 2%; Maurício Quintella, 1,75%; Ivan Beltrão e Junior Dâmaso, 1,5%; Pedro Vilela e Paulão do PT ficaram com 1,25%; Rodrigo Cunha e Nivaldo Albuquerque, 0,75%; Severino Pessoa, 0,5%; nenhum, 26%, e 27% não opinaram.

Leia abaixo os municípios onde a pesquisa foi realizada:

Feliz Deserto, Penedo, Piaçabuçu, Porto Rela do Colégio, Igreja Nova, Roteiro, São Miguel dos Campos, São Brás, Jequié da Praia, Coruripe, Marechal Deo

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“O mundo perfeito” de Vilela está de volta

O leitor deve lembrar que durante os dois mandatos do ex-governador Teotonio Vilela (PSDB), 2007-2014, Alagoas era um estado perfeito, administrado por um governo transformador. Nas entrevistas e nas intensivas propagandas governamentais a ideia vendida era a de que quem governou anteriormente não prestou e que agora seguíamos para o “paraíso”.

Porém, o desabamento de tetos de escolas, a violência desenfreada, entre outras falhas administrativas, revelaram um governo fraco, uma gestão frágil que “vendia”, na verdade, via marketing intensivo, uma realidade inexistente.

Ao final do governo o desgaste na imagem do chefe do Executivo era tão grande que ele sequer conseguiu disputar um novo mandato, muito menos apresentar nomes competitivos para governo e senado. A verdade é que Vilela ficou até o fim da gestão engessado e impedido pela imensa rejeição popular.

Porém, quatro anos depois e apostando na memória curta por parte da população, prepara o seu retorno mirando uma candidatura majoritária em 2018. Durante este mês ele vai mostrar, em inserções do PSDB na TV e rádio, o "mundo perfeito" que construiu. Vai puxar para o seu governo, por exemplo, as obras do Canal do Sertão.

Obras que, na verdade, tiveram continuidade e só avançaram graças aos governos Lula-Dilma e da ação da bancada alagoana na Câmara e no Senado. Claro, ao Estado cabia o projeto, o gerenciamento e uma ínfima contrapartida.

O fato é que o ex-governador necessita urgentemente de um mandato, do tal ‘foro privilegiado’. É que ele foi citado em situações que ainda precisam de esclarecimentos jurídicos – é o caso da construtora Gautama.

E mais recentemente nas delações de executivos das construtoras flagradas na Lava Jato. Ou seja, as obras do Canal do Sertão também estão no pacote de delação das maiores construtoras brasileiras envolvidas no esquema de distribuição de propinas ao mundo político brasileiro.

Portanto, caro leitor, o “mundo perfeito” do governo Vilela está de volta.

Será uma aposta na falta de memória da população?

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O mercado comemora: Temer vence e fica até o fim

O grande final de mandato pretendido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é um fiasco. Até mesmo a gigantesca apreensão de dinheiro em apartamento ligado ao ex-ministro do governo Michel Temer, Geddel Vieira Lima, obteve um destaque secundário.

Claro, deve ter causado uma imensa inveja no ex-assessor de Temer, Rocha Loures, pego carregando só R$ 500 mil de propina recebidos da turma do Joesley Batista. Outro que deve ter ficado puto é o senador Aécio Neves. Em comparação com o numerário de Geddel, o primo de Aécio e Loures carregaram malinhas de merenda escolar.

Mas quem ficou extremamente feliz foi o presidente da República. E cravo aqui que ele vai ficar no governo até o fim e vai avançar nas reformas que pretende, caso da previdência, privatização e concessão de empresas públicas.

 

Calma, minha gente, que não sou Mãe Diná, mas há uma lógica perversa e universal quando está em disputa uma guerra pelo poder, independente de quem são mocinhos e bandidos, se que essa separação pode ser feita.

 

Apesar de toda ladroagem revelada nos últimos anos, um setor pragmático e capaz de antecipar tendências e fatos sempre se dá bem, caso do mercado financeiro-bolsa de valores que vê o início de um novo ciclo virtuoso no Brasil.

 

O índice Bovespa está nas alturas, podendo atingir os 74 mil pontos graças aos fatos positivos da economia interna e externa, além do o enfraquecimento de Janot perante o STF, o fortalecimento de Temer para dar continuidade aos projetos do mercado (privatizações) e as novas denúncias contra Lula.

 

O fato aparentemente concreto é que Janot se envolveu diretamente no acordo de delação dos donos e executivos da empresa J&F a partir de Marcelo Miller, seu braço direito, que, ainda como procurador da República, teria defendido interesses do grupo empresarial.

Nessa história, se quisermos acreditar em boníssimas intenções, no mínimo Janot não quis afundar sozinho assim que percebeu que ele e a PGR haviam sido manipulados por Joesley e Ricardo Saud,  por isso atacou o STF ao dizer que ministros haviam sido citados na gravações.

E se você acreditar em espionagem e acordos, não duvide que todos os erros que redundaram em benefícios para alguns tenham sido combinados. Tramas existem e elas surpreendem como em alguns filmes e novelas.

Temer venceu. E não só ele. Mas uma rede de políticos, empresários e servidores públicos.

 

 

 

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Pesquisa, corrupção e o voto sem valor

Se você se deu ao trabalho de ler pesquisas eleitorais recentemente divulgadas deve ter percebido que, se a eleição fosse hoje, o mais votado não levaria. Nem poderia, certamente. Nenhum, não sabe, não opinou vencem fácil, mas representam apenas o descrédito de uma terra arrasada.

Pois bem, uma nova rodada de pesquisa está sendo feita nos municípios do baixo são Francisco e Litoral Sul, região de forte influência do ministro do presidente Michel Temer, Marx Beltrão, do Turismo. Os responsáveis pelo levantamento estão estupefatos e fizeram o seguinte comentário: “Difícil líder. Só dá o tal de branco e nulo!”

Há, de fato, uma antipatia quase total pela política. O significado é que o que está aí não representa o cidadão, ainda mais com Temer presidente. Quem votou em Dilma acredita que foi um golpe, além de discordar das medidas do governo federal porque não votou para presidente nessas propostas.

Majoritariamente, aqueles que protestaram nas ruas defendendo a queda de Dilma também se sentem traídos, alguns até envergonhados sabedores que foram usados. Da mesma forma os eleitores do senador Aécio Neves, flagrado com a os olhos, nariz e beiços no esquema de propina.

Agora surge o possível esquema que envolve o STF, MPF e os delatores da JBS. Duvido que haja alguém surpreso. O Poder sem transparência alguma é o Judiciário. Mas o problema é ainda maior. Os delatores e donos da empresa, a partir de um áudio, revelaram condutas que podem levar à anulação do acordo de colaboração premiada.

O pior é que o maior beneficiário de tudo isso é o presidente da República. Temer vai ao ataque desqualificando tanto o processo de delação dos empresários quanto o procurador-geral Rodrigo Janot e deve pedir, ainda, a anulação da denúncia anterior, a de corrupção passiva que foi rejeitada pela Câmara e que só terá prosseguimento quando o presidente deixar o cargo.

Basicamente a estratégia será a mesma para a esperada segunda denúncia. O que pode alterar essa situação é a liberação dos áudios que envolvem ministros do STF. Caso sejam mantidos em sigilo, todos da Corte Suprema são suspeitos, o que representa vitória de Temer.

Enquanto isso, nós, pacatos cidadãos, aguardamos de maneira ordeira 2018.

Será que o voto terá valor?

Vida que segue.

 

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A morte do PSDB, Marina e o diálogo entre Lula e FHC

Até mesmo os intelectuais do PSDB reconhecem que o partido morreu, virou defunto. Se até bem pouco tempo estava apoiado em nomes como Mário Covas, Franco Montoro, Serra, FHC – e mais recentemente Aécio Neves -, entre outros, agora não mais.

Alguns foram atingidos pelo tempo. Outros pela suspeita de graves irregularidades, de recebimento de propina. Assim, hoje, falar do PSDB é falar de defuntos.

“O PSDB não é mais um partido. Funcionava como um partido quando as decisões eram tomadas em bons restaurantes e todos estavam de acordo. Agora isso não há mais. E não existe alguém como Lula para aglutinar todos", diz o filósofo e professor universitário José Arthur Giannotti, principal referência intelectual do PSDB.

De fato, uma pena que o PSDB tenha chegado a esse ponto. E isso ocorre no momento em que o País enfrenta uma crise política, policial, social, econômica e jurídica de maior gravidade do que a de 1964.

Só que naquela época a saída veio com os militares. Eles mataram, perseguiram, torturaram, mas botaram ordem. Hoje essa possibilidade é inviável. Então qual é a única saída possível? Ora, a política, por mais incrível que possa parecer.

E a proposta, que não é nenhuma novidade, voltou a ser citada pela ex-senadora Marina Silva. Ela defende um diálogo entre Lula e FHC, os dois maiores representantes das forças políticas, para que uma saída para o estrago causado pela própria política seja encontrada.

Recentemente éramos a oitava economia do mundo, agora temos 14 milhões de desempregados, desesperança e um governo comandado por uma organização criminosa.

Nunca é tarde para o entendimento. Aliás, é urgente que isso ocorra. Caso contrário continuaremos em queda livre até o fundo do poço, que ninguém conhece onde termina.

 

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Joaquim Barbosa: Cruzada contra Lula o obriga a ser candidato

1 - Se o Brasil fosse um país sério Michel Temer não permaneceria no cargo após ser gravemente acusado de levar propinas da Odebrecht e OAS.

2 – O governo brasileiro foi tomado de assalto de assalto por ladrões, que liquidaram as instituições.

3 - O Brasil foi sequestrado por um bando de políticos inescrupulosos que reduziram as instituições a frangalhos.

4 - Essa gente é tão sem escrúpulo que vai tentar impor o parlamentarismo para angariar a perpetuação no poder e se proteger das investigações. Esse é o plano. Seria mais um golpe brutal nas instituições.

5 - O Brasil já fez, nos últimos 50 anos, dois plebiscitos. Em ambos, a votação contrária foi avassaladora. Em 1993, o parlamentarismo não obteve, se não estou enganado, mais de 25% dos votos. É uma ideia absolutamente exótica à organização institucional brasileira. O país vive há quase 130 anos sob um regime presidencialista. Seria uma irresponsabilidade absurda testar um experimento exótico desse, como se fosse um brinquedinho, um ioiô.

6 - O Brasil passa por um retrocesso institucional que se reflete em sua imagem externa. É um país incontornável, mas que está impedido de exercer seu papel internacional por força da conjuntura triste pela qual passamos. É triste ver os grandes líderes mundiais evitarem o Brasil".

7 - Eles instauraram no Brasil a ordem jurídica deles, e não a das nossas instituições. O Brasil teve um processo de impeachment controverso e patético e o mundo inteiro assistiu. A sequência daquele impeachment é o que estamos vendo hoje. Não há parâmetro de comparação entre a gravidade dos fatos. Michel Temer deveria ter tido a honradez de deixar a Presidência.

Sobre o ex-presidente Lula:

8 –Acho que ele não deveria ser candidato. Vai rachar o país ainda mais. Já está em idade de usufruir da vida e do dinheiro que ganhou com suas palestras. Só que o estão empurrando para ser candidato, com essa cruzada que o coloca contra a parede. É um ódio irracional esse que apareceu no país.

EM TEMPO: As frases acima ou ideias são um resumo da entrevista concedida pelo ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, à jornalista Maria Christina Fernandes, do Valor.

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Feliz aniversário! 1 ano de Michel Temer

Pode ser que na China, onde se encontra, o presidente Michel Temer comemore 1 ano no comando do País. Pode ser que até você ao ler esse texto também comemore. Pode ser que você seja um felizardo brasileiro satisfeito com o governo “Temerista”, também conhecido como governo “Pinguela”.

Porém, tenho a impressão de que o presidente que mais parece um mordomo de filme de terror de quinta categoria está assustadíssimo consigo mesmo. É como se o personagem Michel causasse pânico a Temer e ao seu entorno. Processos, denúncias, investigações, rejeição astronômica, revelações de esquemas.

Nessa marca de um ano muitos fatos aconteceram não só com o presidente – que depois de chegar à Presidência foi citado na delação da JBS e é investigado em mais um inquérito. Os seus amigos e aliados também têm mais motivos para preocupação do que para comemoração.

 Leia abaixo levantamento feito por o Globo que, no entanto, esqueceu na relação abaixo de citar os senadores tucanos José Serra – ex-ministro das Relações Exteriores do atual governo - e Aécio Neves. O primeiro é investigado e denunciado. Já o ex-presidenciável também foi denunciado e hoje enfrenta o ostracismo político:

Aloysio Nunes Ferreira: O ministro das Relações Exteriores responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht. Há ainda um inquérito que surgiu como desdobramento da Lava Jato.

Blairo Maggi: O ministro da Agricultura responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht. Também foi citado na delação do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa.

Bruno Araújo: O ministro das Cidades responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht.

Eliseu Padilha: O ministro da Casa Civil responde a dois inquéritos no STF com base na delação da Odebrecht.

Geddel Vieira Lima: Ex-ministro da Secretaria de Governo, saiu do governo em novembro do ano passado, após o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero dizer que foi pressionado por ele para liberar licença de um empreendimento. Em julho deste ano foi preso após acusações de ameaçar o doleiro Lúcio Funaro. Está atualmente em prisão domiciliar.

Eduardo Cunha: O ex-presidente da Câmara está preso em Curitiba desde outubro do ano passado. Já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro.

Henrique Alves: O ex-ministro do Turismo está preso desde junho deste ano, acusado de receber recursos desviados dos cofres públicos.

Moreira Franco: O ministro da Secretaria-Geral da Presidência responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht.

Gilberto Kassab: O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações responde a dois inquéritos no STF com base na delação da Odebrecht.

Helder Barbalho: O ministro da Integração Nacional responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht.

Marcos Pereira: Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht.

Rocha Loures: Ex-assessor de Temer e ex-deputado, Loures foi denunciado pela PGR, acusado de ser intermediário da propina paga pela JBS a Temer. Responde a outro inquérito ao lado do ex-chefe.

Romero Jucá: O senador, presidente do PMDB e ex-ministro do Planejamento saiu do governo em maio do ano passado após dizer em gravação que era preciso “estancar a sangria”, em referência à Lava-Jato. Responde a 14 inquéritos no STF, tendo sido citado em algumas delações. Desde a semana passada, a PGR ofereceu três denúncias contra ele.

Tadeu Filippelli: Ex-assessor de Temer foi citado na delação da Andrade Gutierrez e chegou a ficar preso em maio acusado de desvios em licitações no DF, onde já foi vice-governador.

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Temer prepara privatização do Banco do Brasil

A denúncia é do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e trata da “raposa colocada dentro do galinheiro”, o Banco do Brasil. Bom, quem a colocou lá dentro foi o presidente Michel Temer, que quer vender a Eletrobras, Petrobras, Banco do Brasil, Casa da Moeda, privatização da Transposição do Rio São Francisco, exploração da Amazônia, enfim.

A raposa esfomeada dentro do galinheiro de ovos de ouro é representada por Pedro Moreira Salles, do Itaú Unibanco, o maior banco privado do país. Salles faz parte da empresa Falconi Consultores de Resultado, contratada para reestruturar o BB. Mas, segundo o Sindicato dos Bancários, prepara o desmonte do Banco do Brasil. Ou seja, o maior banco privado do país estaria de olho na privatização dos bancos públicos.

Enquanto isso, tem gente apostando que delação do operador financeiro do PMDB - Lúcio Funaro e que ainda precisa ser homologada no STF, implicará praticamente todos os aliados do presidente da República no PMDB. Também irá apontar o próprio Michel Temer como beneficiário de desvios da Caixa e de dinheiro escondido no exterior.

Expectativa é de que a delação de Funaro também atinja os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Uma opinião do jornalista Esdras Gomes dirigida ao também jornalista Marcelo Firmino em um grupo de WhattsApp sobre o Rio São Francisco resume bem o que é essa turma do governo federal: “Marcelo, acho que esse  maluco vai privatizar a PAPUDA e demais presídios federais. Sérgio Cabral seria um ótimo negociador. O conselho penitenciário  teria Moreia Franco como presidente e Romero Juca como secretário executivo. Vai haver briga para preencher os demais cargos de conselheiro. Meu pobre Brasil!”.

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Quaquá defende Lula e Renan e quer o PT 'lulista, reformista e burguês'

Quaquá, como é mais conhecido, é Washington Siqueira Quaquá, presidente do diretório estadual do PT do Rio de Janeiro, é importante figura local do partido e bastante respeitado internamente. Feita a apresentação, vamos aos fatos.

Ele usou as redes sociais para contestar aqueles que criticaram Lula junto do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no mesmo palco na passagem da caravana do ex-presidente por Alagoas.

Quaquá foi além ao defender que Lula volte a se aproximar de setores do empresariado brasileiro e trabalhe para a criação de apoios de centro. Assim, caso venha a ser eleito, teria uma base de sustentação sólida.

Segundo o presidente do PT do Rio, que atravessou com Lula o Rio São Francisco, de Sergipe para Penedo, “A vinda do Renan estabelece um novo passo na disputa política do Brasil. Um passo à frente diante da hegemonia golpista. É o primeiro peso-pesado do establishment político que se desloca para o nosso campo. Abre caminho pra outros e também daqui há pouco para setores da elite econômica”.

Para Quaquá, é possível organizar a força de centro-lulista em cada Estado a partir de lideranças estaduais do “PMDB, PSB, PP, e de tudo que é "P", ávidas para receber apoio do Lula e apoiá-lo nas eleições de 2018”. Por isso, um novo partido precisa surgir, nem que seja reformando um dos já existentes, para não ficarmos eternamente reféns do PMDB e dos "partidos de ajuntamento e o presidente Lula deveria organizar diretamente um partido burguês para chamar de seu. Por isso, é centro da estratégia política montar um partido lulista, burguês e reformista!”

Leia abaixo a íntegra do texto de Washinton Quaquá e tire suas conclusões:

Por um partido lulista, burguês e reformista!

Por Washington Siqueira Quaquá

O título parece uma provocação. E é! Mas não no sentido negativo e sim no positivo de provocar o debate sobre nosso projeto político para o Brasil. A entrada de Renan Calheiros e de seu filho governador na caravana de Lula quando passou por Alagoas suscinta o debate sobre nossa política de alianças. Não há voto popular e democracia, sobretudo no nordeste, sem Lula.

O golpe de estado sob verniz parlamentar que sofremos no país, em 2016, evidencia a permanência do profundo descompromisso que as elites econômicas têm com a democracia e com o projeto inconcluso de construção da nação brasileira. O golpe parlamentar compõe um quadro dramático de fascistização da sociedade e das instituições. Os direitos e garantias liberais e burgueses foram suprimidos e um estado de exceção policialesco, comandado pelo aparelho judiciário, está em vigência.

Um forte aparelho midiático, comandado pela Rede Globo e pelas outras redes de TV de propriedade de poucas famílias bilionárias - associadas a um trabalho cirúrgico feito nas redes sociais, incitam, diariamente, o ódio ideológico e de classe contra a esquerda, compondo um ambiente social fascista. Recrutam, assim, seu exército social de combate das causas burguesas nas classes médias.

O establishment político executou o golpe a partir de um Congresso corrupto e de péssima qualidade política e moral. A diretoria do “sindicato do crime parlamentar”, presidida pela dupla Cunha/Temer, deu o golpe financiado pela grande burguesia estrangeira e seus parceiros na gerência dos negócios tupiniquins.

Juntou a fome com a vontade de comer. Ao se apossarem do governo federal, tomaram o controle dos fundos públicos para que pudessem roubar, sem qualquer pudor, de um lado; e por outro criaram perspectivas de tentar salvar suas cabeças, postas na guilhotina pelo judiciário de exceção. Assim, o estado policial e o judiciário de exceção passaram a perseguir e empastelar apenas a esquerda lulista e alguns aliados do passado. Em troca, entregam à burguesia os direitos sociais e a soberania nacional. Este é o estado da arte, como se diz na academia, ou o “estado do crime”, como bem quiserem.

Mas como o establishment político, que esteve majoritariamente com o lulismo, de 2005 até 2013, nos abandonou em bloco? Um tempestade perfeita se formou contra nós e, vou entrar aqui numa discussão que virou tabu entre nós, mas como eu não tenho língua pra guardar na boca, vou colocar clara minha avaliação do que ocorreu.

Para não cometer uma injustiça completa na avaliação do estopim dos problemas que nos levaram ao golpe de 2016, precisamos analisar o conjunto do material explosivo e ver que o PT - e a esquerda - tiveram muita culpa na criação destes elementos que compuseram a tempestade perfeita.

Vivemos os governos Lula e Dilma um republicanismo de dar inveja a um liberal inglês do século XVIII, na desesperada sanha de nos livrar das vergonhas patrimonialistas que, para alguns, só nossa tradição lusitana tem. E que seria a causadora de todos os nossos males, como se nenhum estado burguês fosse patrimonialista! Como era gostoso o meu inglês... ou francês... Há no fundo, nesta teoria republicanista, o sonho burguês e pequeno-burguês brasileiro de uma origem mais nobre.

Tratamos, desde a constituinte de 1988, de liderar a montagem de um estado de exceção, comandado pelo que temos de pior na sociedade brasileira: sua pequena burguesia, que consegue ser ainda pior que a burguesia, já que dela é um espelho e uma imagem falsificada.

Um Ministério Público poderosíssimo foi criado; um judiciário com superpoderes; tudo isso indecentemente caro aos cofres públicos e funcionalmente operado para atrapalhar o desenvolvimento nacional. Estes aparelhos, verdadeiros poderes moderadores, acima da vontade e do voto popular, foram entregues ao extrato mais reacionário, antinacional e antipopular da sociedade brasileira: sua pequena burguesia! Dominaram e passaram, aos poucos, a comandar a nação.

Também, temos que admitir que nunca assumimos, de verdade, como fez Leonel Brizola, uma briga frontal contra os meios de comunicação antinacionais e antipopulares, em especial a Rede Globo. Sequer construímos paralelamente nossas redes alternativas de comunicação com a prioridade de que essa tarefa exigia e exige!

Na verdade, nossa tática depois de 1989 e, em especial,
no ano da vitória em 2002, foi a da conciliação de classe sem construção de retaguardas. Havia a crença de que era possível estabelecer um pacto social com a burguesia para um processo lento, gradual e seguro de mudanças sociais que, em médio prazo, nos levariam à construção do tão sonhado estado de bem estar social à brasileira.

Não politizamos e nem organizamos suficientemente o povo. Perdemos uma geração inteira, durante os nossos governos, que mais degenerou gente, formando burocratas longe da luta social, do que forjou militantes da transformação social. É verdade que vivíamos já um longo período de descenso dos movimentos sociais, mas formar quadros aptos a governar não deixa de ter grande importância para a luta popular.

De certo, podíamos ter utilizado todo o aparato governamental para organizar a massa beneficiada por nossos programas sociais. Tivéssemos dez milhões de militantes organizados e politizados, a partir do Bolsa Família; Minha Casa Minha Vida; Prouni; Mais Médicos; etc... Se isso tivesse sido feito, a direita não conseguiria dar nenhum golpe. Fica a lição para o próximo governo Lula!

Mas, apesar de todos estes erros que vieram se acumulando no passado, a posse da poderosíssima máquina do governo federal, habilmente manejada pelo presidente Lula, garantia um pacto social que equilibrava as forças sociais e garantia uma vida melhor para todos.

Com a posse da presidenta Dilma sobre o aparelho de estado federal, perdeu-se a capacidade de equilibrar forças. Perdeu-se a capacidade de fazer política com os diversos atores econômicos e políticos. Uma arrogância desmedida tomou conta do centro de decisões. Perdemos o poder de articulação social e política, o único centro real de poder que dispúnhamos, que era a Presidência da República e a máquina poderosíssima do governo federal. Não tínhamos povo organizado para defender o legado das políticas públicas; e nem alianças no Congresso para nos sustentar; não havia ponte e pactos burgueses para amenizar a crise.

Isolados, por erros e arrogância, fomos facilmente derrotados por uma coalizão que ajudamos a unificar. Nós ajudamos a criar todas as condições para "a tempestade perfeita". Mas disso falarei em outro artigo. Vamos ao que interessa aqui neste artigo. Do futuro!

Mas, afinal, teremos um próximo governo Lula? E se ele acontecer, haverá maioria no parlamento? Os movimentos sociais que hoje não tem força para barrar o golpe e a quebra de direitos históricos vai sustentar todas estas mudanças por nós pretendidas? Nós que enchemos o peito pra dizer que o próximo governo Lula tem que fazer as reformas que não fizemos nos primeiros anos, temos certeza de que a correlação de forças da sociedade permitirá isso? Basta vontade para fazer as reformas populares ou o buraco é mais embaixo?

Por isso que, quando atravessei o Rio São Francisco, de Sergipe para Penedo e, em Alagoas, encontramos Renan Calheiros e seu filho à espera do Lula e da sua Caravana, fiquei feliz! A vinda do Renan estabelece um novo passo na disputa política do Brasil. Um passo à frente diante da hegemonia golpista. É o primeiro peso-pesado do establishment político que se desloca para o nosso campo. Abre caminho pra outros e também daqui há pouco para setores da elite econômica.

Porque não se ganha eleição e não se governa sem conseguir deslocar uma parte da elite política e econômica. Não estamos brincando de disputar eleição. Não estamos marcando posição ideológica. Estamos disputando uma eleição para decidir os destinos do povo brasileiro e da nação. Precisamos ganhar e governar para fazer outra política de distribuição de renda e de afirmação da soberania nacional. Para reconstruir a trajetória democrática e popular. Não se trata de luta do bem contra o mal. O jogo da vida não é simples assim, como um desenho de super herói...

É claro que não podemos cometer os erros dos nossos governos passados. Mas nosso erro não foi ampliar alianças. Nosso erro foi não ter organizado o povo para sustentar reformas mais potentes e impedir a sanha golpista de sempre da burguesia. Nosso erro foi não ter fortalecido o núcleo central de esquerda do governo, achando que as alianças eleitorais e congressistas eram suficientes...

Fazer autocrítica é necessário, mas com o devido rigor para não jogar a criança fora junto a água do banho.

Lula é maior do que o PT e a esquerda. Lula é o único pólo catalizador que pode permitir que, neste engenho colonial devorador de gente, retomando mais uma vez o universo de entendimento de Darcy Ribeiro, se construa um país de verdade. Que nesta máquina de moer carne humana, pobre, negra, indígena, que se chamou de Brasil, se construa de fato uma nação soberana e mais justa, onde o povo possa exercer seu desejo natural de felicidade.

Para isso, o Presidente Lula deveria trabalhar em dois movimentos sincronizados, usando o exemplo de Getúlio Vargas. O Presidente Lula devia reorganizar a política brasileira utilizando toda a sua força popular. Pela esquerda, já há uma movimentação grande de revitalização do PT e dos partidos da área de influência lulista; de constituição da Frente Brasil Popular, etc. E ele tem tido uma generosidade imensa e um papel fundamental neste processo de revitalização do PT.

É preciso fortalecer e avançar na organização e na potencialização da esquerda. O PT, o partido de Lula, a base e o coração do lulismo, devem se equipar, saber liderar coalizões políticas e organizativas para se tornar, cada vez mais o intelectual coletivo e o coordenador pedagógico do “pobretariado brasileiro”. O partido líder de uma ampla coalizão de partidos de esquerda, movimentos sociais e personalidades que comandam a construção da nova, justa e potente nação brasileira sob a liderança do Presidente Lula.

Mas há também a necessidade de se organizar a influência lulista ao centro. É possível, em cada estado, organizar as forças de centro-lulistas. Vi, nesta caravana do Nordeste, lideranças estaduais do PMDB, PSB, PP, e de tudo que é "P", ávidas para receber apoio do Lula e apoiá-lo nas eleições de 2018. Um novo partido precisa surgir, nem que seja reformando um dos já existentes, para não ficarmos eternamente reféns do PMDB e dos "partidos de ajuntamento". devíamos fazer como a direita faz, pegando um partido velho e colocando na oficina para reformar e mudar de nome. Devíamos operar seriamente a organização de uma nova agremiação, que talvez nasça maior até que o PT, e que seja a base das alianças com o establishment político-burguês. Fazer como Getúlio fez com o PSD. O presidente Lula deveria organizar diretamente um partido burguês para chamar de seu.

O Brasil precisa de um novo partido burguês, com programa reformista mínimo, pactuando com as lideranças políticas regionais. Um partido que banque a proposta de uma nova constituinte e que avance na construção do estado burguês de bem estar social. O socialismo é uma aposta futura e de transição. Nesse período, a transição ainda é burguesa e o será por muitos anos. Por isso, é centro da estratégia política montar um partido lulista, burguês e reformista!

Washington Quaquá também foi prefeito de Maricá por oito anos e elegeu o sucessor.

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Desencanto com eleição no Amazonas vai se repetir pelo Brasil

É fato concreto que há um tremendo desencanto com a política. Os números das eleições municipais do ano passado refletem isso. Na disputa de 2016, o número de eleitores que não compareceram às urnas no segundo turno das eleições municipais, somado aos votos brancos e nulos, foi de aproximadamente 10,7 milhões de pessoas - ou 32,5% do eleitorado.

E do ano passado pra cá o que mudou foi a certeza, no imaginário popular, de que grupos criminosos controlam a maioria dos partidos e os políticos não representam os anseios da população.

O exemplo concreto ocorreu neste domingo (27) na eleição para o preenchimento dos cargos de governador e vice do Amazonas, determinada após a cassação dos mandatos do ex-governador José de Melo (PROS), e do vice, Henrique Oliveira, por compra de votos das eleições de 2014.

O número de eleitores que não compareceram às urnas no segundo turno, somado aos votos brancos e nulos, foi de mais de um milhão de pessoas. Ou seja, quase incríveis 50% das pessoas aptas não votaram, mesmo com os candidatos sendo os conhecidos e tradicionais políticos Amazonino Mendes PDT – eleito, e Eduardo Braga (PMDB).

As pesquisas divulgadas neste espaço sobre o pleito de 2018 em Alagoas também revelam esse fenômeno para todos os cargos em disputa: Governador, senador, presidente, enfim. A maioria da população prefere não opinar, diz que não vota em nenhum, e esse percentual supera em muito o número daqueles que definiram em quais candidatos pretende votar.

Bom, mas você pode pensar que isso não importa e o que vai valer no final para o eleito é o número de votos válidos. Tudo bem, é fato que o que conta para uma eleição são os votos válidos.

No entanto, essa crise de representatividade e de desesperança que dissocia o povo da política é extremamente perigosa. Uma cisão entre sociedade e classe política pode ser o caminho para uma convulsão social e uma ruptura entre a população e o Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário.

O que pode surgir dessa questão é imprevisível. Mas os resultados das urnas e das pesquisas mostram que caminhamos para um momento em que o brasileiro rejeita fortemente os políticos porque não se sente representado. E isso pode ser o início do fim de um modelo.

Agora, o que virá em seguida não dá para prever, nem quando.

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