Renan perdeu a guerra contra a violência

Uma pena, mas neste último ano do governo Renan Filho (MDB) está claro e transparente que o combate à violência não saiu vitorioso. O assassinato de Neguinho Boiadeiro, em Batalha, é um exemplo.

O crime pode ter sido e político e envolver membros da família Dantas. Mas tem todo o jeito de que caminha para a impunidade, independente de quem foram os autores dos disparos e o mandante.

Estivesse o governador efetivamente preocupado com o caso teria tomado a frente para cobrar celeridade e dar esclarecimentos à opinião pública. Ao contrário – certamente orientado por seus assessores, evita se aprofundar sobre esse tema quando questionado.

Assim o tempo passa, voa e, quem sabe, talvez caia no esquecimento. Alguém vai lembrar e cobrar no futuro. Mas será uma voz ou outra. São tantos outros crimes de mando sem solução em Alagoas, como foi no passado e como ainda é.

E não são apenas esses os casos de violência e insegurança. Em Mata Grande, no Sertão, a população sofre permanentemente desde que os dois bancos foram explodidos por bandidos, mais de uma vez. Como o medo por falta de policiamento continua imperando, os bancos continuam desativados.

O comércio está enfraquecido e penalizado. Quem tem dinheiro a receber segue para Delmiro Gouveia, onde aproveita a viagem, resolve os problemas bancários e faz compras. A feira semanal (aos sábados) que terminava por volta das 16 horas agora acaba pouco depois do meio dia. A insegurança afeta a economia frágil do município e da região. E tudo por falta de segurança.

 Mais e mais bancos são dinamitados. Falta policiamento no interior e estrutura, ao contrário do que vemos na Ponta Verde, Jatiúca e Pajuçara, em Maceió, por exemplo.

É uma guerra que Renan Filho está perdendo, apesar da propaganda oficial ‘vender’ uma segurança perfeita.

 

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Temendo ingerência política, trabalhadores dos Usineiros ameaçam ir ao MPF

Fundada em fevereiro de 1949 e inaugurado em 26 de janeiro de 1957, a Fundação Hospital da Agro-Indústria do Açúcar e do Álcool de Alagoas, conhecido popularmente como Hospital do Açúcar, planeja mudar a sua razão social e vai se chamar Hospital Veredas.

Eu soube, também, que toda uma estratégia de marketing está sendo planejada para trocar as cores dos prédios, além de uma campanha publicitária que será veiculada nos meios de comunicação.

Excelente ideia, mas que não muda o básico, que é a negativa questão administrativa e financeira golpeada profundamente por sucessivas más administrações e utilização política do Hospital.

Desde o ano passado tem recebido recursos do Ministério da Saúde por influência de políticos alagoanos - um deputado federal e um senador - mas a realidade difícil para os profissionais permanece, no geral, a mesma.

Em 2017, além de salários atrasados, chegou a faltar alimentação para funcionários e pacientes. Essas duas questões foram resolvidas nos últimos meses, mas apenas em parte. A alimentação voltou e alguns médicos tiveram os seus vencimentos colocados em dia. Mas há outros médicos, entre outros profissionais,contando ainda sete meses de atraso salarial.

Também tem sido analisada a possibilidade, por vários profissionais renomados e qualificados, de deixar de trabalhar nos Usineiros. Soma-se a tudo isso o temor pela utilização da unidade hospitalar por políticos influentes no governo Michel Temer, ainda mais por ser 2018 ano eleitoral. Ou seja, o caldo explosivo está formado.

Com o dinheiro agora chegando por influência política no Ministério da Saúde, e sem qualquer mudança na difícil realidade, há uma articulação para pedir ao Ministério Público Federal para acompanhar a utilização dos recursos federais.

Dá pra temer, por conta do histórico nacional, o que pode estar reservado para o futuro, não é mesmo caro leitor?

Sem qualquer julgamento antecipado, é caso para o MPF observar e acompanhar com profunda atenção.

Aguardemos.

 

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Alvo da PF, Milton Lyra atuou com políticos e em eleições em AL

Homem silencioso, discreto e temido, Milton Lyra, agora chamado de empresário, na verdade é um lobista que sempre atuou junto aos políticos no Congresso Nacional. Manteve, durante um bom tempo, relação com empresários-políticos (João Lyra), e também com políticos profissionais (senador Renan Calheiros).

Ficou conhecido no estado por ter sido o autor da ideia e executor da ação de intimidação dos famosos ‘homens de preto’, que teriam atuado para beneficiar o candidato a prefeito de Maceió, Cícero Almeida, em sua primeira eleição em 2004, apoiado pelo empresário sucroalcooleiro,derrotando, em segundo turno, o candidato do PSB Alberto Sextafeira, apoiado pelo então governador ronaldo Lessa e pela prefeita Kátia Born.

Pois bem, agora o nome dele volta ao noticiário como sendo um dos alvos de mandado de busca e apreensão no âmbito da operação Pausare. Ele é investigado no mesmo inquérito em que consta o senador Renan Calheiros (MDB) por suposta atuação em investimentos fraudulentos do Postallis.

Aliás, a operação da PF desta quinta-feira(1)  ocorre em Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro e no  Distrito Federal

Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a operação da PF: 

 

A Polícia Federal (PF) informou hoje (1°) que dará início a uma série de ações investigativas com o objetivo de “esclarecer a suposta atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de recursos previdenciários do Fundo Postalis” – o Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos. Em nota, a PF informa que as ações estão no âmbito da Operação Pausare e serão feitas ao longo das próximas 48 horas em São Paulo, no Rio de Janeiro, Distrito Federal e em Alagoas.

Ainda segundo a nota, a operação foi deflagrada depois que o Ministério Público Federal encaminhou à PF auditorias de órgãos de controle que teriam identificado “má gestão, irregularidades e impropriedades” na aplicação dos recursos do Postalis, o que teria contribuído para o déficit de aproximadamente R$ 6 bilhões do fundo.

Ao todo, 62 equipes policiais estão cumprindo aproximadamente 100 mandados judiciais em quatro unidades da Federação: 40 equipes atuam no Rio de Janeiro, sendo três no interior do estado, dez no Distrito Federal, 11 em São Paulo e uma equipe em Alagoas..

As medidas judiciais têm como alvo pessoas físicas – algumas delas empresários, que teriam articulado com gestores do fundo de pensão – e dirigentes de instituição financeira internacional, além de pessoas jurídicas. A nota da PF informa que dentro desse grupo há empresas com títulos em bolsas de valores e instituições de avaliação de risco.

O nome da operação faz referência ao infinitivo presente do verbo latino pauso - pausare -, palavra empregada com o sentido de aposentadoria.

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Pesquisa: Eleição sem Lula e a rejeição de Temer e Collor

Dificilmente o ex-presidente Lula conseguirá ser candidato, após julgamento em segunda instância. Provavelmente irá enfrentar tamanha adversidade através de recursos nas instâncias superiores. Porém, a tendência do momento é que acabe preso após a análise dos embargos apresentados ao TRF4.

Dono de imenso capital de votos, Lula, segundo pesquisa Data Folha divulgada hoje (31), lidera em todos os cenários, contra qualquer candidato, no primeiro turno quase sempre com o dobro de votos do segundo colocado – Jair Bolsonaro - e também lidera com folga no segundo turno. Ou seja, seria eleito.

Entretanto, o cenário interessante para ser observado é como fica a eleição sem Lula e para onde migram os seus votos? Primeiro, observa-se que com Lula o número de votos brancos e nulos é menor do que sem ele. Segundo, nos cenários analisados Bolsonaro fica em primeiro.

Terceiro, há um grande crescimento na intenção de votos para Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PSB). Outro detalhe importante é que se Lula optar por uma das candidaturas pesquisadas consegue leva-la para o segundo turno.  

Quer dizer, além de liderar facilmente em todos os cenários contra qualquer candidato, o petista é o melhor cabo eleitoral do Brasil.44% dos eleitores votariam em um candidato indicado por ele: 27% votariam com certeza em quem ele indicar, e outros 17% poderiam votar.É por isso que no meio político ele é apelidado de “dedaço”.  

E no segundo turno, sem indicação ou escolha de um candidato escolhido para apoiar pelo próprio Lula, fica tudo embolado com Marina, Ciro, Alckmin e Bolsonaro com chances de vitória. 

Em Tempo - O senador Fernando Collor, que anunciou recentemente a intenção de entrar na corrida presidencial, aparece com, no máximo, 3% das intenções de votos. Entretanto, vai pras alturas no quesito rejeição no 1º turno: Michel Temer (MDB), 60%, Fernando Collor (PTC), 44%, Lula (PT), 40%, Jair Bolsonaro, 29%, Geraldo Alckmin (PSDB), 26%, Luciano Huck (sem partido), 25%, Marina Silva (REDE): 23%, Ciro Gomes (PDT): 21%, Rodrigo Maia (DEM): 21%, João Doria (PSDB): 19%, Henrique Meirelles (PSD), 19%, Jaques Wagner (PT): 15%, Paulo Rabello de Castro (PSC): 14%, Joaquim Barbosa (sem partido): 14%.

Leia os números e outras análises da pesquisa clicando nos endereços abaixo:

http://www.infomoney.com.br/mercados/politica/noticia/7237947/datafolha-bolsonaro-lidera-corrida-eleitoral-cenario-sem-lula-disputam-lugar

https://g1.globo.com/politica/noticia/lula-tem-37-bolsonaro-16-alckmin-7-aponta-pesquisa-datafolha-para-2018.ghtml

https://www.brasil247.com/pt/247/poder/339658/Lula-colocaria-qualquer-nome-no-segundo-turno.htm

https://www.brasil247.com/pt/247/poder/339637/Datafolha-mesmo-condenado-Lula-vence-em-qualquer-cen%C3%A1rio.htm

 

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Instituto francês diz que “Brasil é vítima do seu Congresso”

Análise do Observatório Político da América Latina e do Caribe (OPALC), ligado ao reconhecido Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), duvida das chances de o Brasil superar os atuais e graves problemas políticos.

Essa avaliação pessimista faz sentido. É fato que os políticos impedem mudanças. É improvável, por exemplo, que o próximo presidente, seja quem for, consiga escapar do controle e da influência da elite política.

Os escândalos proporcionados pela Lava Jato e seus desdobramentos, além de casos envolvendo prefeitos, Câmaras Municipais e Assembleias legislativas, não tem proporcionado qualquer intenção concreta para realização de uma profunda reforma política.

Na verdade, aquietam-se e por inércia impedem “qualquer projeto destinado a transformar o cenário, as regras e as práticas políticas." O documento também revela o Congresso com força para derrubar ou preservar um presidente, desde que isso lhes traga vantagens políticas e preservação dos seus privilégios.

Dessa forma ocorreu a atuação da maioria dos deputados e senadores para derrubar Dilma Rousseff e proteger Michel Temer. "Mas os congressistas não só têm o poder de derrotar um presidente ou de preservar um. Eles também são os cérebros do sistema político, prevenindo há várias décadas qualquer iniciativa de reforma política que possa pôr em perigo os seus próprios interesses e prejudicar a sua vida política”, diz o texto.

Leia a análise aqui na íntegra e tire as suas conclusões.

 

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Rui, que todos querem, e Quintella, que todos querem

Na política, especialmente na alagoana, situação e oposição caminham de mãos dadas. Os dedos podem nem estar entrelaçados, mas já estiveram unidos no passado e voltarão a ficar no futuro. Tudo depende do momento, da sobrevivência, do jogo jogado.

Na eleição deste ano o político mais desejado e bajulado é o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), pela oposição ou situação. Aqueles contrários ao governo Renan Filho querem o prefeito candidato ao governo. O núcleo central do governo estadual deseja que Rui permaneça na Prefeitura.

O senador Benedito de Lira, por exemplo, já tentou fazer com que Rui assumisse publicamente sua candidatura ao governo de Alagoas. No dia 12 deste mês, durante um evento no bairro do Vergel, Biu disse que os partidos aliados vão lançar Rui candidato, com ele presente ou não na reunião de lançamento e que não tem o direito de recusar.

Envolvido na política desde o berço, Rui rebateu, quando chegou a sua vez de falar, com maestria.  Toparia o desafio, desde que o experiente senador aceitasse ser o seu vice. De Lira, que busca renovar o seu mandato, permanece em silêncio até hoje sobre essa questão.

De fato, Rui Palmeira é, de longe, o melhor nome, por uma série de questões, para enfrentar Renan Filho. Mas é também quem pode perder tudo, caso derrotado, ao contrário do senador Benedito de Lira que, caso não vença para o Senado, permaneceria ainda no centro da política através de Marcelo Palmeira, vice-prefeito da capital.

É fato que toda eleição é uma arrumação e reagrupação para a próxima. Rui Palmeira, mesmo não sendo candidato, pode sair dessa eleição e permanecer como grande alternativa para 2022. Tudo depende das escolhas que serão tomadas neste pleito e da eleição municipal de 2020.

Maurício Quintella

Antigo aliado do prefeito Rui Palmeira, desde os últimos meses do ano passado - e isso vem numa crescente - surgem comentários daqui e dali sobre uma aproximação entre o ministro Maurício Quintella e os Calheiros. Fala-se sobre uma possível candidatura a vice-governador porque depois ocuparia o governo e disputaria a reeleição, ou uma dobradinha com Renan Calheiros para o Senado.

Contam os mais velhos na política que entre os políticos alagoanos mais jovens Maurício Quintella é o mais pragmático de todos. É bem possível e o seu passado mostra isso. Começou na política através de Ronaldo Lessa, mas não seguiu com ele.

Na primeira eleição de Teotonio Vilela acabou, no final, levando o seu apoio para João Lyra porque teria, do empresário, a estrutura que lhe foi negada. No governo federal sempre participou da base aliada dos governos Lula e Dilma, mudou de lado, apoiou Temer e ganhou o ministério.  Nas eleições que disputou para vereador e deputado federal nunca foi o mais votado. Organizado e prático sempre buscou os votos necessários.

Bom, e agora, será que já está de namoro com os Calheiros? Será que haverá casamento? Rui Palmeira será o padrinho? Ou tudo não passa de fofoca?

Aguardemos.

Porém, os mais velhos da política dizem que Maurício Quintella é muito bem preparado nessa atividade porque tem, também, como qualidade a capacidade de enxergar oportunidades e a ambição de ser governador.

De alguma forma e de acordo com o interesse de cada grupo político, Rui, todos querem, e Quintella, todos querem.

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ONU vai receber relatório sobre julgamento de Lula

Apesar de ter a sua devida importância, o relatório que será entregue à ONU não terá implicações jurídicas nem vai afetar as decisões da justiça brasileira, mas poderá ter desdobramentos políticos.

O relatório será feito e entregue na segunda-feira (29) pelo advogado australiano Geoffrey Robertson, que já trabalhou como promotor em ação de direitos humanos contra o general Augusto Pinochet e também participou de acusações contra o cartel de Medelín.

Robertson acompanhou o julgamento do ex-presidente Lula presencialmente e adiantou ter visto, com tristeza, normas internacionais sobre o direito a um julgamento justo serem descumpridas no sistema brasileiro, o que é impensável numa corte europeia.

Reclamou e ficou preocupado com a opinião formada pelos três magistrados por terem levado os seus votos prontos e escritos, evidenciando que tinham opinião formada antes de ouvirem a defesa.

E estranhou o fato de o promotor Mauricio Gotardo Gerum, responsável pela acusação, sentar-se junto do relator e ter conversas particulares com os desembargadores ao longo do julgamento e ainda de ter almoçado ao lado dos três juízes.

Deixando essa questão da ONU para o futuro, os dias que estão por vir também trarão novos fatos sobre justiça e política. O Supremo Tribunal Federal (STF) está pressionado e deve rediscutir, após o recesso, se réus condenados em segunda instância, caso de Lula, podem já começar a cumprir a pena.

 

 

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Declarações e o dia depois do julgamento de Lula

São diversas as opiniões sobre o resultado do julgamento do ex-presidente Lula. Contra ou a favor, muitas são emotivas, outras tantas são técnicas, algumas são neutras com objetivos políticos.

Mas o fato é que o caso terá desdobramentos, inclusive jurídicos, e ninguém pode prever o resultado. É certo, porém, que o ex-presidente terá imensa influência nas eleições deste ano. Preso ou solto, candidato ou não, Lula da Silva tem um grande capital político.

Abaixo algumas declarações sobre o resultado do julgamento:

1 - Ex-presidente Fernando Henrique diz que o "jogo começa agora”, referindo-se as composições políticas. Ele também afirma que o apresentador da Rede Globo  "Luciano Huck não desistiu".

2 – O ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello afirmou que uma eventual prisão do ex-presidente Lula, líder absoluto em todas as intenções de voto para a Presidência em 2018, incendiaria o País; "Eu duvido que o façam, porque não é a ordem jurídica constitucional. E, em segundo lugar, no pico de uma crise, um ato deste poderá incendiar o País". O ministro disse ainda acreditar que o caso de Lula levará a uma revisão na jurisprudência sobre prisões após condenação em segunda instância; "Eu quero ver, é uma prova dos nove dessa nova jurisprudência, como eu disse, se forem determinar a prisão do ex-presidente. Eu não acredito”.

3 – Ex-ministro Ciro Gomes: “Assisti com tristeza a condenação pela 8ª turma do TRF-4 do meu amigo e ex-presidente Lula. O Brasil vive mais um capítulo dolorido de sua curta e dramática história democrática. Penso que o momento exige muita reflexão e, mais do que nunca, atenção para que o devido processo legal seja respeitado. Sigo na torcida para que Lula consiga reverter a decisão nas próximas instâncias”.

4 - O economista norte-americano Mark Weisbrot diz que “o Brasil terá que ser reconstituído como uma forma de democracia eleitoral muito mais limitada, na qual um judiciário politizado pode excluir um líder político popular de concorrer a um cargo público. Isso seria uma calamidade para os brasileiros, para a região, e para o mundo”.

5 – Luis Fernando Veríssimo: "Não sei de onde o mr. Weisbrot tira sua informação, e qual é o apito ideológico que ele toca; mas, fora alguns exageros como o abismo que vai nos engolir, o Brasil que ele enxerga lá de Washington é esse mesmo. Ele identifica a deposição da Dilma como o primeiro ato da exceção que vivemos agora, cujo objetivo indiscutível é barrar o futuro político do Lula e do PT. Enfim, no momento em que escrevo, ninguém sabe o que aconteceu ontem — pra que lado pulou o canguru — e muito menos o que vai acontecer amanhã. Só espero que poupem o país da imagem do Lula arrastando correntes com os pés."

6 - "Quem considerava Lula inocente e quem entendia faltarem provas indispensáveis para sua condenação, continuam, uns, convictos da inocência e, outros, da insuficiência de comprovação. Quem o achava culpado não mudaria e não foi tentado a fazê-lo. Ilações preencheram faltas de demonstração em alguns buracos, mas trataram de revestir-se de fartas quantidades de extratos de depoimentos contrários a Lula”, escreveu Jânio de Freitas, jornalista.

7 – Paulo Coelho, escritor, pelo twitter: "Finalmente! Agora está tudo 100% no mundo político. Ministros impolutos, Congresso honesto, deputados que pensam apenas no bem do país, senadores que não acobertam crimes de seus pares, juízes que não se deixam pressionar pela mídia e, completando o quadro #LulaCondenado".

8 – Citado pelo desembargador João Pedro Gebran Neto no voto em que o magistrado condenou Lula, o advogado e professor de Direito da USP Alamiro Velludo Nettoafirmou, pela rede social, que "o  pior de tudo é ser citado no voto por meio de um texto meu totalmente descontextualizado".

9 – Ex-presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), o atual governador do Maranhão, Flávio Dino: "O aumento da pena de Lula fica mais esquisito quando se nota que objetivo nítido é evitar prescrição. Mas este critério não consta do Código Penal como legítimo para sustentar dosimetria das penas. Nem Lula, nem ninguém, pode ser condenado a 12 anos de prisão com base em alegados indícios e em palavra de delator. Ou seja, provas de baixíssima qualidade. É o que dizem a Constituição e as leis brasileiras".

10 - Lula: "Eu agora estou condenado outra vez por um desgraçado dum apartamento que eu não tenho. Ora, se eles me condenaram, me deem o apartamento, poxa. Eles podem prender o Lula, mas não podem prender o sonho de liberdade, a esperança”.

 

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A calma de Rui, o vice de Renan e o efeito Collor

Nos últimos dias, entre Barra de São Miguel, Maceió e Brasília, alguns dos principias personagens da novela eleições deram passos importantes. Mestres e maestros ouviram, conversaram e ultrapassaram algumas casas do tabuleiro.

Do ano passado até agora o prefeito Rui Palmeira aumentou a sua visibilidade em eventos públicos, atacou adversários e se defendeu através dos meios de comunicação, abrindo assim ainda mais a possibilidade de realmente ser o candidato de oposição ao governo de Alagoas.

Além disso, o tempo ainda não joga contra o fato de não ter decidido se vai ou não para a disputa. Ele suporta as pressões e a pressa de aliados. Analisa com frieza possibilidades, alianças e perspectivas.

 De todos os atores é quem mais tem a perder, caso seja derrotado, porque terá antes que renunciar e entregar o cargo de prefeito ao seu vice, Marcelo Palmeira, ligado politicamente e familiarmente ao senador Benedito de Lira.

Renan Filho, por sua vez, além de aparecer muito bem cotado nas pesquisas, tem um cargo atraente e ambicionado para oferecer: o de vice-governador. É que, caso reeleito, as conversas vazadas da paradisíaca Barra de São Miguel indicam que ele, na próxima eleição, em 2022, deixará o cargo de governador para disputar a única vaga ao Senado.

Ou seja, o vice assumiria e disputaria o governo de Alagoas. É daí que surgiram especulações oriundas da Barra sobre dois nomes que estariam sendo sondados para ocupar esse cargo: Ronaldo Lessa e Maurício Quintella.

Porém, apesar das citadas possibilidades há o efeito dos movimentos do senador Fernando Collor de Mello, fundamental em qualquer eleição por essas bandas porque carrega e entrega, como ninguém, milhares de votos dos seus seguidores.

E esses movimentos foram iniciados –apenas para nos situarmos - já na eleição para prefeito de Maceió, quando Collor lançou sem estardalhaço um candidato desconhecido e no segundo turno apoiou a reeleição do prefeito Rui Palmeira contra o candidato dos Calheiros, Cícero Almeida.

Pois bem, atualmente Fernando Collor tem indicações no primeiro escalão do governo da capital e também tem indicação no primeiro escalão do governo Renan Filho, aliado na eleição de 2014. Daí fica a pergunta: Para onde seguirá o senador? Difícil hoje de responder.

No entanto, ele deixou algumas portas abertas. Ao anunciar que quer disputar outra vez á Presidência da República – uma ferida não cicatrizada em sua trajetória -, pode estar sinalizando que não estará tão focado no pleito em Alagoas.

Uma outra porta é lançar o filho candidato ao Senado, o que já foi mostrado, segundo pesquisas, como algo viável para Arnon Filho de Collor. Ou, quem sabe, indica-lo como vice de Renan Filho, o que garantiria a Collor certa tranquilidade para 2022, quando termina o seu mandato de senador.

No entanto, essa porta não parece das mais agradáveis para Renan Filho que, aparentemente, ficaria praticamente impossibilitado de disputar essa única vaga de senador da República, que é uma natural estratégia futura dos Calheiros.

Collor pode, também, fechar uma aliança com Rui Palmeira, é claro. E ainda, em qualquer situação ou grupo que optar, posicionar o seu filho para uma disputa mais tranquila para deputado federal.

Conclusão: São muitas as possibilidades, apesar dos avanços dos mestres e maestros. Porém, o quadro permanece bastante nebuloso, embora esteja claro que há uma forte presença do senador Fernando Collor na definição de grupos e candidaturas.

Resta aguardar a passagem do carnaval, talvez da Semana Santa para, quem sabe, próximo aos festejos juninos os entendimentos e decisões locais - além de questões nacionais como a situação de Lula, Aécio, Alckmin e Temer, além dos desdobramentos dos processos jurídicos contra políticos alagoanos e partidos – ocorram para que o quadro político local fique claro.

Aguardemos.

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Uma opinião sobre Rui e Rosa; e férias

A atividade política é em sua essência voltada para o bem comum, por isso é de caráter nobre, pois deve estar a serviço da sociedade. Porém, na prática diária não é bem assim. E isso vimos com clareza, mais uma vez, na semana passada, quando o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), deixou o seu estilo tranquilo e disparou contra o Tribunal de Contas de Alagoas.

De fato, faz tempo que os TCs são questionados sobre o papel que executam na estrutura estatal. São caros e servem apenas, em sua maioria, para empregar ex-políticos ou parentes e ainda para pressionar governos estaduais e prefeitos. Outras vezes estão envolvidos em denúncias de esquemas de corrupção como já observado no passado em Alagoas e ainda mais recentemente no Rio de Janeiro.

No caso atual que envolve Rui Palmeira e Rosa Albuquerque, não tenho nenhuma dúvida que cabe ao zeloso Ministério Público Estadual entrar no caso. O prefeito foi claríssimo ao afirmar que espera há quase três meses um documento que depende da assinatura da presidente do TCE/AL, Rosa Albuquerque.

E que tal lentidão é intencional e visa prejudicar o município na liberação de recursos com instituições bancária para obras que vão melhorar a vida de cidadãos em vários bairros da capital. Ora, se isso for verdadeiro estamos diante de um crime que precisa ser investigado. E se for apenas burocracia excessiva, incompetência, descaso ou má vontade, também precisa de avaliação e punição, caso haja previsão legal.

Até mesmo a suspeita levantada de que o irmão de Rosa, o deputado estadual Antônio Albuquerque, estaria por trás dessa suposta estratégia política precisa de apuração, assim como um possível envolvimento de outros interessados ainda com um poder maior do que o do parlamentar, o que nos remete ao Palácio Floriano Peixoto.

Por isso, repito, o MPE precisa entrar no caso. A sociedade não pode ser prejudicada e ficar refém de supostos interesses de algum grupo ou de que qualquer político. Que Rosa Albuquerque só chegou ao Tribunal de Constas por ser irmã do deputado é fato indiscutível, independente de suas prováveis qualidades jurídicas. E do parente a quem é umbilicalmente ligada, é mais do que amiga leal e grata por tudo aquilo que lhe foi dado profissionalmente.

Portanto, a linha de investigação do Ministério Público é simples, clara e fundamental para que a população não seja prejudicada caso exista algum interesse mesquinho impedindo ações benéficas para a comunidade.

Em tempo: A partir desta quarta-feira (27) estarei de férias. Volto em janeiro. Desejo tudo de bom pra você, leitor, em 2018.

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