Joaquim Barbosa e a herança do “O Bem Amado”

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, tem sido aplaudido em suas aparições públicas pelo Brasil. Assim é tratado por estudantes nas universidades e quando encontrado por populares nas ruas que o querem como candidato a Presidência da República. O sucesso do ministro foi alcançado a partir das duras palavras que usou ao defender o seu posicionamento nos debates das sessões no Supremo, especialmente durante o julgamento do mensalão.

No entanto, ele é antipatizado por ministros do STF, profissionais da imprensa e da área jurídica que o consideram um ditador e até uma ameaça a democracia brasileira. O fato é que Joaquim Barbosa é acusado de ter desrespeitado praticamente todos os seus colegas no STF, já chamou um jornalista do Estadão de "palhaço" e, nesta segunda-feira (08-4) ao receber representantes de associações magistrados, os acusou de agir de forma "sorrateira" na aprovação de novos tribunais federais.

Odorico Paraguaçu era um personagem criado por Dias Gomes, na TV Globo, interpretado por Paulo Gracindo, que fez imenso sucesso. Era um prefeito que usava todas as artimanhas para conseguir os seus objetivos políticos. Tramar, enganar o povo para se dar bem eram as suas jogadas. Odorico era, e é, o retrato geral do perfil da nossa classe política, tão desacreditada. Assim como também estão nesse patamar diversas entidades de classe.

De repente, como um milagre, surge uma personalidade que vai pro embate, que conclama os seus pares a escutarem as vozes das ruas, que passa descompostura na frente de todos. Essas atitudes levam esse homem a começar a ser bem amado.
Muitas vezes, realidade e ficção são as mesmas coisas, e vice versa. Mas é fato que a realidade só muda quando a maioria deseja. Caso contrário, ficaremos a viver de personagens, bem amados ou não.

Será que Joaquim Barbosa deseja ser um bem amado?

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Polêmica; revista publica reportagem que desmonta o mensalão

Essa notícia pesquei no site brasil247.com. Achei-a interessante e certo de que vai causar polêmica e um bom debate.

Leia, abaixo, o que está publicado:

Em primeiríssima mão, 247 divulga a reportagem de capa da próxima edição da revista Retrato do Brasil, de Raimundo Rodrigues Pereira; ele demonstra, com documentos, que os empréstimos bancários tomados pelo PT existiram (com os devidos registros) e que foi preciso um grande esforço retórico para transformar as “fragilidades e falhas” no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso “desvio de dinheiro público”; matéria afirma que Justiça no processo faz lembrar "tempos medievais" e que o chamado mensalão faz por merecer o apelido de mentirão; publicação estará nas bancas no próximo fim de semana; leia antes aqui

247 - O acórdão do julgamento do mensalão deve sair nesta semana, mas o mais controverso processo judicial dos últimos anos no Brasil segue com inúmeras questões a serem respondidas. No próximo fim de semana, chega às bancas das princiais capitais do País edição da revista Retrato do Brasil que esmiúça a "construção do mensalão", e a que você tem acesso em primeira mão no 247.

Na reportagem de capa, a publicação promete mostrar que “o mensalão foi uma espécie de maldição aspergida pelo ex-deputado Roberto Jefferson sobre um esquema de financiamento eleitoral por meio do qual o partido do presidente Lula e de seu ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, distribuiu, entre 2003 e 2004, cerca de 56 milhões de reais para vários de seus filiados, para o marqueteiro de muitas de suas campanhas, Duda Mendonça, e para vários partidos da chamada base aliada”.

Entre os questionamentos apresentados pela revista está o fato de que os empréstimos do Banco Rural ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e aos dirigentes da empresa SMP&B, que levaram ex-executivos do banco e da agência à condenação, "estavam perfeitamente contabilizados exatamente para confirmar sua existência e para cobrar do PT que os pagasse", como destacam depoimentos dos ex-executivos do banco. “Eram empréstimos, efetivamente. Esperávamos que o PT os pagasse. Se era dinheiro para corrupção, porque fazer e depois entregar à polícia essa contabilidade minuciosa?”, questiona Ramon Hollerbach, ex-sócio da SMP&B, na reportagem.

Destacando que a Justiça no processo faz lembrar "tempos medievais", a publicação comandada por Raimundo Rodrigues Pereira detalha ainda o caso Visanet, que, no processo, teria provado a existência de dinheiro público no suposto esquema. "Um dos segredos da Visanet nos lugares em que opera é colocar a serviço da venda de seus cartões – e, portanto, do aumento de seu faturamento – bancos rivais entre si, cada um interessado em emitir mais cartões que o outro, disputando cada espaço do mercado", explica o texto, que exemplifica: "se havia, como de fato houve nesse período, um congresso de magistrados em Salvador e o BB queria fazer uma promoção no local, isso não deveria estar escrito num plano a ser discutido dentro da Visanet, onde estava o Bradesco, por exemplo, com mais ações que o BB na empresa e igualmente ávido para vender cartões Visa aos juízes, pessoas de alto poder aquisitivo".

Visanet

A estratégia empresarial explica, segundo a revista, porque "as relações entre Visanet, bancos e agências de publicidade tinham de ser mais frouxas, para que o negócio funcionasse melhor". "Os negócios foram feitos assim e o truque funcionou, especialmente para o BB, que se tornou, nos anos da gestão Pizzolato, líder no faturamento de cartões de crédito entre os bancos associados à Visanet", conta a Retrato do Brasil. "Os auditores foram procurar documentos onde esses documentos não estavam. Notas fiscais, faturas e recibos da agência DNA e de fornecedores que teriam feito para ela as ações de incentivo autorizadas pelo BB foram buscados no próprio BB, onde não estavam. Como quem procura acha, os auditores encontraram 'fragilidades e falhas': descobriram que, nos dois períodos até então (...), as ações com dinheiro do FIV [Fundo de Incentivos Visanet] alocado para o BB, com falta absoluta ou parcial de documentos nos arquivos do próprio BB, chegavam quase à metade dos recursos despendidos", lembra o texto.

"Ao procurarem os mesmos documentos na Visanet, os auditores os encontraram. Evidentemente, a grande mídia – cujos colunistas mais raivosos chamam os petistas de petralhas – divulgou apenas que os auditores tinham achado, nos arquivos do BB, 'fragilidades e falhas' que mostravam indícios de que os serviços da DNA para o BB poderiam não ter sido realizados. A transformação das 'fragilidades e falhas' no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso 'desvio de dinheiro público' não se deu por força de afirmações contidas nos frios relatórios da auditoria feita pelo banco nesse fundo. Essa metamorfose ocorreu após a denúncia do escândalo na Câmara dos Deputados, um local no qual o PT sofrera uma grande derrota no início de 2005, com a perda da presidência da Casa, cargo em que estava seu deputado João Paulo Cunha, um ex-metalúrgico, como o presidente Lula", conta a revista.

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O desafio de Collor; será que Vilela vai topar?

As eleições em Alagoas começam a ficar do jeito que o diabo gosta; quero dizer, do jeito que a gente gosta. É que a política está no sangue do alagoano desde muito tempo, basta ver como são acirradas as disputas, algumas vezes, como a história registra, descampando para à violência, infelizmente.

Bom, refiro-me a entrevista do senador Fernando Collor (PTB) ao jornal Tribuna Independente, na edição deste domingo, que chegou a esgotar em algumas bancas no início da manhã. E o desafio lançado pelo senador é claro, direto e objetivo para o governador Vilela (PSDB): pacificar Alagoas.

Resta saber se o governador Vilela vai aceitar o desafio. É provável que não aceite, é inteligente que não aceite ir para o embate. Estes, certamente, serão os conselhos que irá receber dos seus assessores. A justificativa do governo tem sido, até o momento,  de não antecipar o processo eleitoral. Tudo bem. Há uma certa lógica política neste caso.

 No entanto, o problema maior e verdadeiro ao aceitar o desafio de “pacificar Alagoas” é ter que combater efetivamente à violência, é ter que cumprir a promessa feita durante a campanha eleitoral de que contrataria mil homens por ano para a PM.

De qualquer forma, não há coisa melhor na política e na democracia do que o debate de ideias. Torço, sinceramente, para que o governador estufe o peito, se encha de coragem e tope o desafio.

E você, caro leitor, acha que o governador deveria aceitar o desafio lançado pelo senador Collor de pacificar Alagoas?

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Indiciado, ex-presidente Lula poderá até ser preso

O indiciamento do ex-presidente Lula pela Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) deve levar o PT, o povo e os movimentos sociais às ruas. O inquérito é par apurar denúncia feita pelo publicitário Marcos Valério, condenado pelo STF a 40 anos de prisão.

A denúncia feita por Valério é que Lula teria negociado, em 2005, com o presidente da Portugal Telecom o repasse de recursos para o PT.

Por ser este o primeiro inquérito para apurar se o ex-presidente atuou no caso do mensalão, pensadores e intelectuais do petistas começam reclamar da desmobilização do partido para protestar em defesa de Lula.

O fato é que Lula jamais havia sido indiciado ou alvo das investigações. Por isso, há uma crença de que o Judiciário e o MPF poderão ser utilizados por adversários e pela imprensa em determinado instante político, o que começa a preocupar as lideranças petistas e causar arrependimentos aos que não agiram no início do processo de julgamento do mensalão pelo STF, considerado por muitos juristas como uma excrescência.

Até mesmo a presidente Dilma, acreditam os pensadores petistas, que se manteve distante do julgamento dos seus companheiros de partido, poderá ter que pagar um preço acima do que se pode imaginar para a sua reeleição, com o seu principal cabo eleitoral, Lula, atingido por uma ação penal no Supremo.

Abram os olhos petistas e simpatizantes: Lula é hoje o maior cabo eleitoral deste País. Odiado pelos adversários e por muitos poderosos da economia e da mídia brasileira, já imaginou ele preso e desmoralizado? É bom imaginarem porque isso não é impossível, especialmente na política e na versão dos fatos que podem ser construídos diariamente pela imprensa.

E o principal: ano que vem tem eleição presidencial e a turma do PSDB da avenida paulista está fora do poder e muito irritados com os programas sociais criados e aprofundados nos governos de Lula e Dilma que distribuem renda para os brasileiros mais pobres.

 

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PSDB apresenta projeto contra a PEC das domésticas

O texto abaixo, publicado na Folha e no brasil247.com, trata da questão da PEC das empregadas. A polêmica está grande. Na relação entre patrão e empregado doméstico existem demissões e cobranças para que os direitos sejam respeitados. O tema é motivo de conversa e alegria entre empregados e de preocupação entre muitos empregadores.

Leia:

A bancada do PSDB na Câmara dos Deputados, através do parlamentar paulista Carlos Sampaio, apresentou um projeto para isentar os patrões do pagamento de 40% de multa sobre o FGTS em caso de demissão sem justa causa. O temor da bancada são as possíveis demissões em massa para empregados domésticos.

A bancada também quer diminuir o percentual de recolhimento da alíquota do INSS, de 20% – 12% recolhidos pelos patrões e 8% pelos trabalhadores – para 8% – sendo 5% dos patrões e 3% dos trabalhadores.

De acordo com líder da bancada do PSDB, Carlos Sampaio, a proposta é simplificar e reduzir a cobrança de encargos. Para ele a PEC veio para garantir direitos não para provocar demissões. Por outro lado, o parlamenta justifica a retirada da multa dos trabalhadores domésticos em caso de demissão sem justa causa, que os empregadores de trabalho doméstico não são empresas, não visam lucros, e merecem um tratamento diferenciado em relação ao recolhimento de encargos.

A proposta do PSDB é que seja criada a figura do microempregador doméstico para pessoas ou empresas que contratem trabalhadores domésticos, sem fins lucrativos, para viabilizar o regime diferenciado no recolhimento dos direitos trabalhistas.

A bancada tucana também propõe a criação de um sistema simplificado para a cobrança destes encargos sobre o trabalho doméstico por meio da unificação do documento de arrecadação do INSS e do FGTS para os trabalhadores domésticos.

O partido sugere ainda a autorização para contratar trabalhador por regime temporário em caso de afastamento por acidente de trabalho ou licença-maternidade dos trabalhadores domésticos e que sejam considerados motivos para demissão sem justa causa a morte ou invalidez do empregador ou seu cônjuge e motivos econômicos que comprometam a renda familiar um período superior a três meses.

A PEC das domésticas foi promulgada nesta semana, mas o recolhimento do FGTS ainda precisa de regulamentação.

E você, empregado ou empregador, o que acha dessa questão?

 

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A PEC das domésticas e a crise dos patrões

 

As notícias que nos chegam trazem exatamente os dois lados da moeda: empregadas domésticas exigindo os seus direitos e os patrões ficando assustados.

Explicando melhor, o que tem ocorrido é que patrões que não cumpriam a legislação anteriormente vigente – não respeitavam os direitos dos empregados domésticos ao não assinar a carteira de trabalho, estão sendo pressionados a cumprir a PEC das Domésticas.

Fui informado que cinco domésticas foram dispensadas no condomínio Parque Jatiúca, no bairro de Stella Maris. Em todos os casos, os empregadores não assinavam a carteira, não pagavam salário mínimo, e por aí vai. O argumento utilizado era de que não tinham como pagar.

Também há casos de domésticos que pediram para sair porque o patrão não queria cumprir a nova legislação. Resultado disso é que estamos passando por um profundo processo de modificação nesse tipo de relação de trabalho.

Por outro lado, há relatos de empregadores que dispensaram o empregado porque não vão poder - ou não querem -, cumprir as atuais obrigações. De qualquer forma, é bom o patrão ficar ligado porque todos os empregados estão sabendo quais são o s seus direitos e gostaram muito deles. Preste atenção que você vai ouví-los conversando sobre a questão em diversos lugares. Hoje não há segredo pra quase nada.

 Se num passado não tão distante tal profissional virava até um membro da família, a partir de agora a relação tende a virar completamente profissional. Mas há uma crise nessa relação cujo resultado será imprevisível. Afinal de contas, não vivemos na Europa nem nos Estados Unidos.

 

OBS – Depois de alguns dias sem conseguir postar os textos por conta de um problema técnico, agora está tudo bem. Peço desculpas.

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O aprendizado de Rui na Universidade chamada Prefeitura de Maceió

 

Não tem sido fácil a rotina do prefeito Rui Palmeira (PSDB). São secretários que não estão apresentando os resultados desejados e erros políticos no entendimento com os vereadores.

 Muitos secretários estão ainda aprendendo como funciona a máquina pública e a burocracia, assim como o próprio prefeito que, também, pela primeira vez assume cargo de gestor.

E tudo foi iniciado com a escolha dos auxiliares para o primeiro escalão. Ao serem nomeados e empossados, os secretários também nomearam os seus assessores.

Só que, por imaturidade, nem o prefeito avisou nem os secretários perceberam que deveriam reservar boa parte dos cargos comissionados para indicações a serem feitas em troca do apoio dos vereadores. Tal apoio existe, por ora, mas a turma da Casa dos Horrores anda pressionando pelo seu direito “adquirido”, como feito com prefeitos anteriores, para fazerem suas muitas indicações.

Outro erro inicial foi o acordo político firmado com os sabichões da Casa dos Horrores: o amigo, aliado e secretário de Governo – que funciona como Gabinete Civil e tem função política e administrativa -, Marcelo Bentes, criou um entendimento político considerado excessivo ao prometer muito aos vereadores. Foi preciso entrar no circuito o experiente político e amigo da família Palmeira, Abraão Moura, para desfazer e refazer o acerto.

Rui Palmeira ainda aguarda resultados em muitas secretarias. Com alguns anda insatisfeito. Politicamente sabe que precisa de resultados e tem que aprender rápido. Até uma empresa estaria sendo usado para avaliar ações pontuais desejadas pela população. Mas sabe que é fundamental o resultado do dia a dia dos seus auxiliares.

Pois bem, como já escrevi em outros textos, “não se faz políticas sem fazer vítimas”, o que significa que o prefeito não deve ter peninha de tirar quem ele escolheu, seja amigo ou aliado, ou amigo e aliado.

 É preciso entender rápido a matéria ensinada pela Prefeitura. Afinal de contas, sob todos paira o fantasma do ex-prefeito Cícero Almeida como excelente administrador para a população.

 E daqui a pouco tem novo vestibular para a escolha de quem vai comandar os destinos de Maceió. Almeida pode voltar nos braços do povo como salvador e de novo falando com DEUS.

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O desejo de Vilela por um Calheiros; uma curta história de traição

 

 

É de conhecimento da classe política o imenso desejo que o governador Vilela (PSDB-AL) tem de levar de volta o poderoso senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para o ninho tucano. Mas tal tarefa encontra obstáculos difíceis e quase impossíveis de serem ultrapassados, me contaram.

A tentativa do governador cercando o senador teve testemunhas durante a inauguração da primeira etapa do Canal do Sertão, evento ocorrido no início deste mês em Delmiro Gouveia. Houve demonstração e declaração de afeto por parte de Vilela. Mas Renan, como político profissional que é, respondia que ainda é cedo, cedo, cedo..., para tomar qualquer decisão.

Na verdade o senador ganha tempo porque ele é uma das vítimas de traição por parte do governador. E isso é muito grave em política. Quem vive do ofício sabe bem que “não se faz política sem fazer vítimas”, porém, gratidão e lealdade são qualidades valorizadas nesse meio.

Vamos ao histórico: a primeira vítima recente de Vilela foi o ex-governador Ronaldo Lessa que o apoiou na disputa ao governo em 2006. Vitorioso, o tucano deu-lhe as costas nas indicações durante a formação do governo e ainda o responsabilizou por erros em sua gestão, atacando-o de forma violenta numa tentativa de desconstruir a sua imagem. Lessa não o perdoa pela atitude e pelos processos que foram surgindo.

Em seguida foi à vez do próprio Renan, e seus aliados, sentirem o sabor do fel tucano. Eles apoiaram o então candidato, receberam cargos e a toda poderosa secretaria de Infraestrutura, mas tiveram os seus indicados exonerados durante as denúncias de irregularidades cometidas na execução de serviços da construtora Gautama. Até o próprio governador foi indiciado, mas ao afastar os indicados de Renan jogou, para a sociedade, a responsabilidade em cima dos Calheiros.

Como escrevi anteriormente, “nãos e faz política sem fazer vítimas”, lembra? Pois bem, o sonho de consumo de muita gente do PMDB é dar o troco a Vilela.  Nas últimas eleições para o Governo do Estado e para a Prefeitura de Maceió muitos pemedebistas marcharam contra o grupo do governador. E assim querem permanecer .

E pelo histórico de Vilela, é melhor os seus próprios aliados, casos do senador Biu de Lira (PP) e do vice-governador Thomaz Nonô (DEM) ficarem de olhos bem abertos. Os dois querem disputar o governo de Alagoas com o apoio do PSDB, mas, pelo histórico, não será surpresa se forem vítimas de uma “tramóia”, como dizem lá em Mata Grande.

 

 

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Lula não descarta voltar à presidência em 2018

 

Li essa entrevista feita pela revista Valor no site 247.com. Achei-a interessante e decidi compartilhá-la. Desejo uma boa degustação.

Em entrevista ao Valor, ex-presidente diz que está na hora de ficar quieto, mas se mostrou disponível para voltar ao cenário político "se precisarem dele"; no momento, concentra toda sua energia em Dilma para 2014: "eu quero palanque. Se eu não puder falar eu levo um cartaz dela na mão"; quanto à oposição, conta que avisou José Serra para se poupar na época da eleição à Prefeitura de São Paulo e que é contra sua índole pedir para Eduardo Campos (PSB) não se candidatar.

247 – A presidente Dilma Rousseff ainda está no início de seu terceiro ano de mandato, mas o ex-presidente já pensa até nas eleições de 2018. Em entrevista ao Valor, ele se mostra cheio de energia para ajudar Dilma a se reeleger em 2014 e, quem sabe, voltar a política na gestão seguinte, "se precisarem de mim", disse. 

Leia trechos da entrevista de Lula às repórteres Vera Brandimarte, Cristiane Agostine e Maria Cristina Fernandes do Valor:

Dilma: O Brasil nunca esteve em tão boas mãos como agora. Nunca esse país teve uma pessoa que chegou na Presidência tão preparada como a Dilma. Tudo estava na cabeça dela, diferentemente de quando eu cheguei, de quando chegou Fernando Henrique Cardoso. Você conhece as coisas muito mais teóricas do que práticas. E ela conhecia por dentro. Por isso que estou muito otimista com o sucesso da Dilma e ela está sendo aquilo que eu esperava dela.

Eduardo Campos: Acho muito cedo pra falar da candidatura Eduardo. Ele é um jovem de 40 e poucos anos. Termina seu mandato no governo de Pernambuco muito bem avaliado. Não faz parte da minha índole pedir para as pessoas não se candidatarem porque pediram muito para eu não ser. Se eu não fosse candidato eu não teria ganho. Precisei perder três eleições para virar presidente. Eu não pedirei para não ser candidato nem para ele nem para ninguém. A Marina conviveu comigo 30 anos no PT, foi minha ministra o tempo que ela quis, saiu porque quis e várias pessoas pediram para eu falar com ela para não ser candidata e eu disse: ‘Não falo’. Acho bom para a democracia. E precisamos de mais lideranças.

José Serra e Aécio Neves: O que acho grave é que os tucanos estão sem liderança. Acho que Serra se desgastou. Poderia não ter sido candidato em 2012. Eu avisei: não seja candidato a prefeito que não vai dar certo. Poderia estar preservado para mais uma. Mas Serra quer ser candidato a tudo, até síndico do prédio acho que ele está concorrendo agora. E o Aécio não tem a performance que as pessoas esperavam dele.

Volta em 2018: Não. Estarei com 72 anos. Está na hora de ficar quieto, contando experiência. Mas meu medo é falar isso e ler na manchete. Não sei das circunstâncias políticas. Vai saber o que vai acontecer nesse país, vai que de repente eles precisam de um velhinho para fazer as coisas. Não é da minha vontade. Acho que já dei minha contribuição. Mas em política a gente não descarta nada.

Rio: Não podemos permitir que a eleição da Dilma corra qualquer risco. Não podemos truncar nossa aliança com o PMDB. Acho que o PT trabalha muito com isso e que Lindbergh pode ser candidato sem causar problema. Acho que o Rio vai ter três ou quatro candidaturas e ele, certamente, vai ser uma candidatura forte. Obviamente Pezão será um candidato forte, apoiado pelo governador e pela prefeitura. 

São Paulo: Olha, acho que a gente não tem definição de candidato ainda. Você tem Aloizio Mercadante, que na última eleição teve 35% dos votos, portanto ele tem performance razoável. Tem o [Alexandre] Padilha, que é uma liderança emergente no PT, que está em um ministério importante. Tem a Marta [Suplixy] que eu penso que não vai querer ser candidata desta vez. Tem outras figuras novas como o Luiz Marinho, que diz que não quer ser candidato. Tem o José Eduardo Cardozo, que vira e mexe alguém diz que vai ser candidato e você pode construir aliança com outros partidos políticos. Para nós a manutenção da aliança com o PMDB aqui em São Paulo é importante.

Denúncias: Quando as coisas são feitas de muito baixo nível, quando parecem mais um jogo rasteiro, eu não me dou nem ao luxo de ler nem de responder. Porque tudo o que o Maquiavel quer é que ele plante uma sacanagem e você morda a sacanagem. É que nem apelido: se eu coloco um apelido na pessoa e a pessoa fica nervosa e começa a xingar, pegou o apelido. Se ela não liga, não pegou o apelido. Tenho 67 anos de idade. Já fiz tudo o que um ser humano poderia fazer nesse país.

As viagens aos exterior custeadas por empreiteiras: O que faz um presidente da República? Como é que viaja um Clinton? A serviço de quem? Pago por quem? Fernando Henrique Cardoso? Ou você acha que alguém viaja de graça para fazer palestra para empresários lá fora? Viajo para vender confiança. Adoro fazer debate para mostrar que o Brasil vai dar certo. Compre no Brasil porque o país pode fazer as coisas. Esse é o meu lema. Se alguém tiver um produto brasileiro e tiver vergonha de vender, me dê que eu vendo.

Fernando Henrique: Você sabe que eu fico com pena de ver uma figura de 82 anos como o Fernando Henrique Cardoso viajar falando que o Brasil não vai dar certo. Fico com pena.

Mensalão: Não vou falar por uma questão de respeito ao Poder Judiciário. O partido fez uma nota que eu concordo. Vou esperar os embargos infringentes. Quando tiver a decisão final vou dar minha opinião como cidadão. Por enquanto vou aguardar o tribunal. Não é correto, não é prudente que um ex-presidente fique dizendo ‘Ah, gostei de tal votação’, ‘tal juiz é bom’. Não vou fazer juízo de valor das pessoas. Quando terminar a votação, quando não tiver mais recursos vou dizer para você o que é que eu penso do mensalão.

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De olho em Brasília, Judson Cabral alinha pensamento aos interesses do PT

 

O posicionamento do deputado estadual Judson Cabral (PT), ao sair em defesa do ex-presidente Lula chamado de Caixeiro Viajante através de texto do Instituto Teotônio Vilela, ligado ao PSDB, virou notícia em sites nacionais, e repercutiu positivamente dentro da cúpula petista em Brasília e São Paulo.

 

Esse posicionamento pode até não ser decisivo, mas também não vai atrapalhar, pelo contrário, o desejo do parlamentar em deixar a Casa dos Horrores – entenda-se a Assembleia Legislativa de Alagoas – para concorrer a uma vaga a Câmara dos Deputados. O PT, além de Judson, terá o deputado Paulão como candidato a reeleição.

 

Bem visto, finalmente, pela cúpula partidária, Judson Cabral parece amadurecer ao tentar sincronizar o seu posicionamento político aos grandes interesses do partido. Sobre as eleições do ano que vem, aguarda a definição do arco de alianças que será montado para reeleger a presidenta Dilma Rousseff, uma ginástica que irá depender de muitos fatos e circunstâncias.

 

Sobre nomes da base aliada de Dilma para disputar a eleição majoritária contra o PSDB em Alagoas – casos do PTB de Collor, PMDB de Renan Calheiros, PDT de Ronaldo Lessa, PR de Maurício Quintella, PSD de Dudu Hollanda, entre outros partidos, e embora reconheça que não tenha propensão a determinados nomes, o deputado pode até não gostar desse ou daquele possível candidato ao senador ou ao governo de Alagoas, mas vai acatar a decisão partidária.

 

 

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