Pernambucanos organizam grande protesto contra Dilma; tem jogada política

 

A união entre empresários e prefeitos só tem aumentado nos últimos dias. Eles estão organizando os detalhes finais do protesto que vão fazer contra o Governo Federal, no próximo dia 20, quando Dilma Rousseff desembarca no Recife (PE) para a inauguração da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, Zona Oeste da capital pernambucana.

Os motivos alegados são o sofrimento com a maior estiagem dos últimos 50 anos e o veto da presidente aos subsídios voltados para o setor canavieiro. A estimativa é de que três mil produtores de cana do Nordeste participem da manifestação.

Para tornar o protesto ainda mais forte na terra do governador presidenciável Eduardo Campos (PSB), representantes da pecuária e da agricultura, além da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), que tem como presidente o prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), serão convidados.

Nesta segunda-feira (13), Patriota comandou uma manifestação, que contou com 112 dos 184 prefeitos de Pernambuco, na Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), que resultou em um documento que foi entregue ao governador Eduardo Campos (PSB) com as reivindicações da entidade, entre elas o apoio à criação de um fundo federal voltado para o Semiárido.

O protesto está ganhando apoio e crescendo tanto por parte dos produtores como das prefeituras do Nordeste. Quem está organizando tudo isso é o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Lima. Ele garante que “os prefeitos enviarão um, dois representantes. De Alagoas, vão sair 15 ônibus, daqui (PE), 25, da Paraíba, vão sair dez ônibus”.

Por objetivos comuns, prefeitos querendo mais dinheiro e representantes do setor sucroenergético Nordestino insatisfeitos porque não conseguiram os benefícios, somado ao período pré-eleitoral num Estado onde o governador quer enfrentar a atual presidente, o protesto promete. É muita gente sabida querendo uma boquinha na crise aumentada pela estiagem.

Falar, debater e propor medidas efetivas e duradouras que dê condição aos Nordestinos de conviverem com a seca, isso não ocorre. Aqui em Alagoas tá lá o Canal do Sertão. Até agora não foi definido nem divulgado como será feito o processo de exploração e viabilidade econômica da região. Depois, grandes produtores, é verdade que também enfrentam dificuldades, mobilizam-se pensando apenas em si, no imediato e não na solução, assim como pensam os prefeitos.

Como Dilma vai enfrentar ou se livrar desse problema é a grande curiosidade.

 

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Membro do governo faz consulta para saber se Vilela pode ser conselheiro do TC

A consulta, de fato, ocorreu há cerca de duas semanas. A pergunta, por telefone, a um advogado especialista em Direito Eleitoral e Administrativo foi clara: “Dr. fulano, o governador pode ser conselheiro do Tribunal de Contas?” A resposta também foi clara: “sim, não há vedação; desde que preencha os requisitos”.

(A conversa se alongou e alguns pontos que relato abaixo também foram ditos ao consultor do Palácio República dos Palmares).

Os requisitos são reputação ilibada, pelo menos 10 anos de exercício em função pública, notório conhecimento em Direito e/ou Contabilidade, etc, etc. Ora, o governador Vilela preenche tranquilamente tais requisitos. Mais de 10 anos ele tem só como Senador da República. Então, os requisitos não seriam empecilho algum.

O empecilho que existe é que a única vaga existente no momento é motivo de embate jurídico entre a Assembleia Legislativa e Ministério Público Especial junto ao TC – o MP de Contas. Ambos disputam para saber de quem é a vaga ainda não preenchida. A tendência é de que a Assembleia perca essa pendenga.

Acontecendo a derrota, as próximas 4 indicações para o TC serão feitas pelos deputados. E nada impede que um Governador, ou qualquer outro cidadão, seja o indicado, desde que preencha as exigências legais.

E qual a vantagem para o governador Vilela assumir o TC? Várias. O trabalho é mínimo, o salário é muito bom, o cargo é vitalício, só deixando-o ao completar 70 anos, mantém as mesmas prerrogativas de foro, ou seja, da mesma forma como Chefe do Executivo, Conselheiro só pode ser julgado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) - e ele, Téo Vilela, já teve um pedido do STJ para ser processado, mas a Assembleia não autorizou.

 E por que o governador e seu auxiliar avaliam tal possibilidade? A família dele tem um histórico sério de problemas de saúde. Por conta disso, analisa-se a possibilidade de redução no ritmo de trabalho, menos carga, tensão e pressão que a política profissional provoca, além de poder ficar mais próximo dos parentes.

Como não há vaga, se interessar tanto o cargo será preciso convencer algum Conselheiro a antecipar a sua aposentadoria. O que está mais próximo de completar o prazo é Luiz Eustáquio Toledo. Dia 15 deste mês completa 68 anos. Não seria a primeira vez que um membro do TC opta por sair antes da idade máxima, 70 anos. Porém, é preciso que haja convencimento, negociação. Aí já é outra conversa.

Bom, depois da primeira consulta, o interessado ainda não telefoneu para novas indagações ao advogado.

 

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2014 e a leitura dos sinais emitidos por Collor, Renan, Vilela, Biu e Nono

Já estamos vivendo o período em que as forças políticas começam a mover as suas peças no tabuleiro do xadrez. Collor, Renan, Benedito, Nonô e Vilela emitem sinais que precisam ser interpretados sobre o que querem para 2014. Alguns com clareza. Outros, não.

O senador Benedito de Lira já botou o bloco na rua. É candidato a governador, tem dito. O vice-governador José Thomaz Nonô também, mas, só se a caneta de Chefe do Executivo for transferida da mão do governador Vilela para a sua.

Já o titular do Governo não tem sido tão claro, como sempre, sobre seus desejos para o futuro. Porém, há uma exceção, um caso em que foi claro, quando demonstrou publicamente o que já vinha fazendo nos bastidores: elogios e uma forte vontade de reatar seus laços políticos com o senador Renan. Calheiros, por sua vez, não diz que sim nem que não e joga qualquer decisão para 2014. Inclusive se será candidato a governador.

Porem, nesta sexta-feira (10) liberou um sinal claríssimo. Evento em Santana do Ipanema organizado pela AMA e Uveal  para traçar uma radiografia das potencialidades de cada município e as linhas de ações que precisam ser definidas para estimular o desenvolvimento socioeconômico de cada região.  Ninguém do grupo do governador foi convidado. Nem o próprio. Mas a oposição foi chamada, especialmente o também senador Fernando Collor.

Terá sido esse convite um sinal de proximidade? Só o tempo vai nos responder.

Quanto a Collor, também tem deixado mais do que claro que é oposição ao governo tucano ocupando esse espaço com maestria. Seus aliados afirmam que é candidato natural ao Senado, mas não fecham a porta para uma possível disputa ao governo.

Como na novela das oito, o enredo está apenas começando a se desenvolver. São vários os protagonistas, como também variadas são as opções de namoro e casamento político, como também de rompimento.

Hoje não dá para afirmar como será o fim dessa novela, caro leitor. Então, só nos resta aguardar as cenas dos próximos capítulos. Mas os sinais estão aí. Façam as suas apostas.

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Política e traição; já tem sabido fazendo jogo duplo

Se há uma coisa perigosa em política é assessor que faz jogo duplo. Há casos de eleição que foi perdida por conta desse tipo de atitude. Contam que isso ocorreu numa cidade aqui perto de Maceió. O candidato a prefeito discutia com dois ou três assessores quais residências iria visitar, sigilosamente. Um dos presentes a reunião, logo depois, repassava o mapa das visitas para o adversário.

De posse da informação, quem passa por último em política se dá melhor, certo? Pois é, lá ia, sigilosamente, o segundo candidato, a todas as mesmas casas que já haviam sido visitadas, com o objetivo desfazer os acordos, o que conseguiu na maioria dos casos. No final, urnas abertas, votos contados,  ganhou a eleição.

Esse assessor a que me referi acima continua agindo da mesma forma o meio político, mas está deixando suas pegadas.

Ex-assessor do senador Renan Calheiros, ex-assessor do prefeito de Pilar, Carlos Alberto Canuto e também ex do deputado federal João Lyra, foi demitido por todos esses patrões de forma desagradável e humilhante: escorraçado. Em todos os casos surgiram suspeitas fortíssimas de traição, venda de informação, enfim, resumindo, jogo duplo, trairagem da grande.

E não é que esse moço, agora, já está trabalhando para dois figurões da política alagoana! Está e já foi descoberto. É claro que um figurão não sabe do outro, não sabe que está sendo enganado, por enquanto. Por sorte, aliados do político que está sendo enganado já descobriram tudo e estão montando o bote final, a revelação, o momento em que a máscara vai cair. As pegadas deixadas são claras e a qualquer momento tudo vai explodir em Maceió, Capela, Pilar e até em Brasília...

Vai ter neguinho chorando depois que tudo for revelado aqui, porque só sabe agir com desonestidade e mau caratísmo.

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Produtores de cana e canavieiros do Nordeste marcam protesto contra Dilma

 

Deu agora a pouco no site pe247:       

A União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), em parceria com os órgãos de classe do setor canavieiro, promete atrapalhar a festa de inauguração da Arena Pernambuco com a realização de um protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT). A visita presidencial foi confirmada para o próximo dia 20. O estopim do protesto foi o veto da petista aos subsídios econômicos à  21 mil produtores de cana de açúcar afetados pela maior seca dos últimos 50 anos.. O setor canavieiro classificou o veto como uma “insensibilidade presidencial”.

“Mostraremos nossa insatisfação seja em Pernambuco, ou em qualquer outro evento presidencial no Nordeste”, declarou o presidente da Unida, Alexandre Lima. De acordo com dados do Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar-PE), houve uma redução de quase 25% na produção de cana de açúcar, ao passar de 17.515.890 toneladas na safra 2011/2012 (setembro a março) para 12.149.783 na safra seguinte – 2012/2013. A produção de etanol também foi afetada, ao cair de 357.606 metros cúbicos (m³) para 265.219 m³.

Os municípios mais atingidos pela queda na produção de cana são os da Zona da Mata, onde 102.233 pessoas foram afetadas pela estiagem. Segundo o último balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Agricultura e Reforma Agrária, 13 dos 43 municípios da região decretaram estado de emergência, sete deles reconhecidos. Em nível estadual, a seca atingiu 134 municípios pernambucanos (127 reconhecidos) e afetou 1.389.621. “O Congresso Nacional pode vetar o veto da presidente, e é isso que vamos solicitar”, disse Alexandre Lima.

 

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Reação de Collor no Senado recebe elogios; veja o vídeo

 

Além de ter recebido o apoio dos demais membros da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), o gesto do senador Fernando Collor repercutiu positivamente entre os leitores de diversos blogs, inclusive daqueles que disponibilizaram o vídeo produzido pela Agência Senado .

Quem imaginava uma reação irritada, excessiva em gestos, viu o presidente de uma das mais importantes comissões do Senado reagir com equilíbrio. Ora, quem poderia imaginar que os dados repassados pelo Dnit ao colegiado eram falsos? "Nós não podemos aceitar informações falseadas. Temos é que rasgar isto aqui e devolver para o diretor-geral do Dnit, para que ele tome providências", disse Collor.

 Quem ajudou a desvendar a farsa montada pelo Dnit foram os senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Acir Gurgacz (PDT-RO), que disseram que as obras de recuperação da BR-364, no estado, estão paradas, ao contrário do que dizia o relatório. Assista ao vídeo produzido pela Agência Senado do senador Collor rasgando e mandando devolver os documentos em envelope.

A atitude do Dnit de encaminhar aos senadores informações diferentes da realidade é um exemplo claro do quanto o respeito à classe política brasileira está em baixa.

É com gestos e atitudes que se consegue resgatar e alterar essa imagem, claro. Porém, é também preciso que o político ocupe o seu espaço cumprindo o seu papel constitucional.

Embora elogiável a atitude do senador Collor, fossem as nossas instituições políticas respeitadas, toda a diretoria do Dnit seria demitida.

Mentir com documentos a Senadores da República. Que coisa!

Veja aqui o video

 

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O banho de sangue em Alagoas e o caso Paulo César Farias

Uma coisa não tem nada a ver com a outra, eu sei, mas será que não tem mesmo? Vamos por partes:

Com relação ao caso do empresário Paulo César Farias, quando fui informado de sua morte encontrava-me em Gravatá (PE), em 23 de junho de 1996, curtindo os festejos juninos. Imediatamente retornei a Maceió para acompanhar a história. Fiz muitas reportagens para TV. E tudo o que tem sido publicado agora sobre a história da morte do empresário e de sua namorada, Suzana Marcolino, é repetição de tudo o que já foi dito, esmiuçado, divulgado.

Verdades e mentiras convivem. Inverdades pela espetacularização dos fatos e depoimentos foram construídas. E no imaginário popular, diversas versões são admitidas. Então, que cada um fique com a sua, seja qual for à decisão a ser tomada pelos jurados.

Bom, e quanto à relação entre o caso PC e o banho de sangue em Alagoas, há relação? Existe sim, mas apenas por serem mortes por arma de fogo.

No entanto, enquanto a imprensa local e nacional priorizam a cobertura do julgamento, o que é natural, o mata-mata segue frenético em Alagoas. 9 assassinatos em 12 horas. É tiro e sangue jorrando pra todo lado.Meu DEUS!

O sangue ta batendo na canela. Enquanto dezenas, centenas, milhares de pais e mães de alagoanos têm chorado os seus mortos e acendem velas, lembro da propaganda do Governador Vilela onde personagens também acendem velas para comemorar o que não é verdade: a PAZ e a diminuição nos índices de violência.

 Continuam matando demais em nossa terra.

Enquanto o governo não agir com a verdade, enquanto não for aumentado o efetivo das polícias, enquanto não for dada a devida infraestrutura para os policiais poderem trabalhar, continuaremos chorando e sangrando pelas mãos assassinas que nos atormentam.

Em política, quando a propaganda destoa da realidade por não condizer, absolutamente, com a verdade, o eleitor se revolta e cobra. E esse tem sido o comentário em todas as camadas sociais e motivo até de piada.

Ano que vem tem eleição. E tem gente que pode sofrer de bico aberto; ou fechado.

 

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Depois de reunião sigilosa com Rui; vereadores discutem verba de enxoval; houve gritos

 

Uma reunião sigilosa ocorreu ontem (6) entre o prefeito Rui Palmeira e os vereadores que o apoiam na Câmara Municipal. O motivo do encontro foi para explicar os vetos a Lei Orçamentária Anual.

Como inexiste segredo quando apenas uma pessoa recebe uma informação e lhe é pedido o maior dos sigilos, imagine quando ocorre uma reunião entre políticos que formam uma bancada de apoio.

Pois bem, o mais interessante não foi à maturidade política de Rui Palmeira em conversar com os seus aliados antes de tornar público a sua decisão política e administrativa. O mais interessante ocorreu ao fim da reunião, já sem o prefeito, quando os vereadores iniciaram uma discussão sobre a ajuda de custo paga aos vereadores denominada de “verba de enxoval”. São duas parcelas de R$ 15 mil, sendo que a primeira foi paga em janeiro e a segunda está prevista para ser liberada em julho.

Como existe a possibilidade, pelo menos publicamente, de que essa ajuda de custo será extinta, teve vereador que falou alto, gritou mesmo, posicionando-se contra tal possibilidade, afirmando que o dinheiro era seu e que não foi eleito para abrir mão do “din-din”, da “bufufa”, “do faz me rir”.

Fiquei sabendo, ainda, que um vereador – cujo nome não me foi revelado, apenas pistas foram disponibilizadas, por isso não tenho certeza sobre quem é a figura- está muitíssimo preocupado. Quando recebeu a primeira parcela, em janeiro, depositou em sua conta particular e usou.

O problema é que o recurso deve ser utilizado apenas para gastos com roupas adequadas para o trabalho. A verba é livre de impostos e também de prestação de contas.

Porém, o MPE tem estado de olho aberto e tem querido saber se os recursos têm sido utilizados apenas para compra de roupas e não de outra forma. Se o Ministério público seguir adiante, tem gente que não vai conseguir explicar como gastou a verba. Aí, vai ficar feio demais.

Pode até atingir mortalmente vereador com possibilidades de alçar voos maiores na política.

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Carimbão: “Nonô é o candidato natural ao Governo de Alagoas”. Se...

 

Para o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB) o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) é o candidato natural para substituir o atual governador Téo Vilela (PSDB), desde que este deixe o governo para concorrer ao Senado da República. E Carimbão não tem nenhuma dúvida que Vilela será candidato.

Sendo assim, caneta na mão, o discreto vice, Nonô, vai gastar muita tinta da caneta para construir a sua candidatura. E dentro do grupo palaciano já há um adversário: o senador Benedito de Lira (PP) que também tenta construir a sua candidatura a chefia do Poder Executivo.

Para o deputado Carimbão, apesar de tudo o que está posto, ainda é cedo. Muita decisão política vai depender dos posicionamentos do senador Renan Calheiros (PMDB) e do governador Vilela.

Por contra própria, eu acrescento o senador Fernando Collor como peça fundamental no pleito do ano que vem. Nem Nonô, nem Benedito, tampouco Renan, nem qualquer outro candidato, tem densidade eleitoral suficiente para lançar-se apenas com o seu grupo político, de maneira isolada, na disputa majoritária e ficar seguro quanto ao resultado. Alianças terão que ser feitas e certos posicionamentos precisarão ser repensados.

Em política, milagres são raros, assim como fenômenos eleitorais ou eleições surpreendentes. Tais fatos ocorrem de vez em quando. Sendo assim, na política profissional  2 + 2=4, ou seja: em 2014, candidaturas que não se unirem a outras  objetivando aumentar a perspectiva de votos válidos estará fadada ao fracasso. Por enquanto, tem muito cacique na disputa pleiteando o mesmo posto.

Sobre eleição para Presidente da República, o deputado federal defende a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Carimbão revelou, ainda, que é muito cedo para decidir se o PSB terá chapa majoritária em Alagoas como forma de ajudar o presidenciável Eduardo Campos.

 

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Vereador Wilson Junior já sabe como será decido o seu futuro político

Arquivo Cadaminuto 13675818038559 Wilson Junior

Depois de muitas tentativas durante o dia, somente na metade da noite de ontem (03) é que consegui conversar com o vereador Wilson Junior (PDT). Eleito pela coligação feita entre o PDT, PMDB e o PSD com a expressiva votação de 8.568 votos tem sido desejado por todos os partidos visando 2014. Até os tucanos andaram lhe arrastando as asas e abrindo o bico com cantadas.

A especulação dando conta que vai deixar o PDT tem ocupado bom espaço no meio político alagoano. O desejo por Wilson tem sentido. Jovem, bonitão, ótimo comunicador, sem desgaste, eleito sem comprar votos e sem herdar a votação do titio ou do papai político, tem um potencial de crescimento enorme, dependendo das decisões que tem tomado no dia a dia e que ainda vai tomar em sua atividade parlamentar. 

Bom, vamos ao que interessa que é o que o vereador revelou. Leia abaixo e tire as suas conclusões:

1 - Vai deixar o PDT para ser candidato em 2014?

R – Especulações acontecem. Em nenhum momento eu disse qualquer coisa. Pode ser que passem informações para confundir o eleitor. Na verdade estão me candidatando. No aniversário de Ronaldo Lessa (presidente do PDT-AL), dia 25, conversei com ele e fechamos que vamos decidir juntos o meu futuro. Eu, o PDT e os meus eleitores, mas tudo dentro dos meus princípios.

2 – É possível ser candidato no ano que vem?

R – Não sei. Para vereador foi decisão do povo. É difícil querer fazer, querer realizar, mas o jogo da política é bruto. Ouvi conselhos de uma ouvinte no meu programa de rádio quando comentei com ela sobre desistir da política e ela disse: “Wilson, peço que não desista, porque se você desistir está desistindo de mim”. Então, é possível ser candidato até por algum outro partido que não seja o PDT, mas desde que seja combinado com o meu partido para ajudar e também para ajudar o grupo político que integrei na eleição municipal do ano passado. Ronaldo (Lessa) confia em mim.

 

 

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