‘Velaço’ pela verdade e por ação. Nem Nonô aguenta as velinhas

 

Peço licença ao companheiro Lula Villar para utilizar algumas declarações dadas a ele pelo vice-governador José Thomaz Nonô. É que eu as considerei perfeitamente dentro da realidade. Porque vão ao encontro do que penso e do que tenho publicado em alguns textos sobre violência e a propaganda oficial totalmente desconectada da realidade ao utilizar as “velinhas da paz” para afirmar que a segurança está melhor.

 

Da mesma forma que considero justo, perfeito e inteligente o protesto organizado para esta noite (23), pelos integrantes da Jornada de Lutas em Defesa de Alagoas. A partir de uma caminhada pela orla de Maceió, o “Velaço” tem como objetivo não deixar esquecer os 827 assassinatos ocorridos entre janeiro e maio deste ano e a falta de ação do governador Vilela.

 

Na caminhada, cuja concentração está marcada para acontecer às 18h30, na praia de Sete Coqueiros, seguindo até o bairro de Jatiúca, eles vão estar em silêncio e com velas acesas, claro, nas mãos. Que bom seria que toda insatisfação motivasse um protesto inteligente. Não fechar ruas, rodovias, botar fogo em paus e pneus. Provavelmente nossos representantes agiriam de forma diferente e melhor.

 

E como prometi, leiam, abaixo, os três trechos destacados por mim da entrevista de Nonô ao jornalista Lula Vilar e avaliem se ele diverge, ou não, das críticas feitas, ditas e repetidas por tanta gente em Alagoas por conta das ratadas dadas pelo Governo quanto ao efetivo reduzido de policiais nas ruas e a danada da propaganda das velinhas:

 

 

 

1 - “Eu me orgulho de fazer parte deste governo. Agora, uma crítica que faço porque já fiz até ao governador é a seguinte: o governo se comunica muito mal. O Téo se comunica mal.”

 

2 – “As casas da reconstrução que estão prontas. Não há campanha das entregas, preferem as velinhas.”

 

3 – “Na minha visão, duas coisas ajudariam: colocar todos os policiais nas ruas. Hoje não estão. Estão em prédios públicos alguns. É legal? É, mas politicamente se resolve isso e se aumenta o efetivo na rua.” 

 

 

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Em discurso; Collor teme que Joaquim Barbosa se torne um equívoco "histérico"

Divulgação 13692241902755 Senador Fernando Collor

O senador Fernando Collor (PTB-AL), em discurso no Senado, repercutiu as críticas feitas pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, falando sobre a crise entre os poderes. Collor disse torcer para que Barbosa não se torne, também, “um equívoco histérico, a ponto de aprofundar de vez a crise e o esfacelamento institucional em que lamentavelmente e perigosamente estamos ingressando”.

Para o senador, Barbosa não pode desqualificar os demais poderes, nem desmerecer os partidos políticos, ainda mais na Presidência máxima do Poder Judiciário.

De acordo com Collor, o cenário de distonia entre as três instâncias de poder no país pode ocorrer em razão de um paradoxo de credibilidade versus legitimidade, relativo aos poderes republicanos. Na avaliação de Collor, não são pequenas as chances de que "momentos de insubordinação com a vida pública", como o protagonizado pelo ministro Joaquim Barbosa, resultem em um período de autoritarismo na vida política do país.

Caros leitores, o discurso foi duro, contundente, claro e inteligente no jogo de palavras e na construção das ideias. A questão agora é saber se a crise entre os poderes aumenta ou diminui? Deixo que você tire as suas próprias conclusões. Leia, abaixo, o discurso na íntegra, e assista ao vídeo:

O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco/PTB – AL. Pela Liderança. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente desta sessão, Senador Sérgio Souza, Srªs e Srs. Senadores, por duas oportunidades, nesta tribuna, trouxe à reflexão da Casa a minha preocupação com uma crise que se avizinha, perigosamente, entre os Poderes da República, em virtude do que chamei de esfacelamento institucional por que passamos.


Do mesmo modo, chamei a atenção para o paradoxo da credibilidade versus legitimidade, em que se verifica uma clara inversão de valores, de representatividade, no que tange às instituições, classes e agentes públicos. 


De lá para cá, fatos, iniciativas e manifestações, cada vez mais recorrentes no âmbito dos três Poderes, têm revelado a razão de minha inquietação.


Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, as recentes declarações públicas do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, com críticas diretamente jocosas ao Poder Legislativo e aos partidos políticos brasileiros afrontam a Lei Maior do País. 
A simples distonia entre os Poderes republicanos, por si só, configura um descumprimento da Constituição Federal, cujo art. 2º reza, textualmente, que os Poderes da União são independentes e harmônicos entre si. Ou seja, provocar a desarmonia e a divergência entre o Poder Legislativo e os Poderes Judiciário e Executivo nada mais é do que violar aquele dispositivo constitucional, inserido no texto pelo Constituinte, vale lembrar, exatamente para evitar conflitos dessa ordem entre os Poderes republicanos.


Mais grave ainda é quando opiniões desrespeitosas partem de um membro da mais alta instância do Judiciário, um Ministro do Supremo Tribunal Federal e, pior ainda, no exercício da Presidência daquela Corte.


Trata-se de um lamentável episódio, vale a pena lembrar, sem precedentes – sem precedentes – na história do País.


O Estado de exceção, a ditadura, o absolutismo são materializados sempre pelas revoluções, pelas insurgências, pelas revoltas e pelas insurreições, e essas acontecem exatamente quando a democracia falha e as instituições deixam de funcionar dentro do espírito do Estado democrático de direito.


Assim ocorreu com a Constituição de 1934, resultante da Revolução Paulista de 32; assim foi com a Constituição de 37, redigida por uma única pessoa, num período em que sequer tínhamos um Congresso funcionando, em virtude da Intentona Comunista de 1935. O mesmo se deu com a Constituição de 1967, após o Movimento de 64, novamente fruto de uma instabilidade político-institucional. Ou seja, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, sempre que ocorrem movimentos de insubordinação com a vida pública, corre-se o risco de, ao fim, desaguarmos num indesejado autoritarismo.

E, para tanto, uma relativa e imperceptível crise entre os Poderes, provocada por atos, opiniões e iniciativas fora do contexto da normalidade institucional, pode vir a se tornar a faísca deflagradora de uma crise maior, de um cenário político grave e, pior, irreversível.


É perigoso e desfocado, Sr. Presidente, achar que o simples exercício democrático de votar e exprimir livremente opiniões e que o alastramento e o aumento do número de eleitores são suficientes para avançarmos no aprimoramento da cultura cívica e política do País, muito menos para consolidá-la.


Mesmo a democracia plena tem seus limites estabelecidos na Constituição Federal. Desrespeitá-la, portanto, nada mais é do que ferir a democracia, e quando isso começa a se tornar rotina, a crise, ainda que vagarosamente, instala-se e, com ela, a ameaça de revoltas e levantes que, por reação, podem levar à perigosa seara de um Estado de exceção.


Ainda que possa parecer improvável, uma leitura mais acurada dos acontecimentos pode concluir pelo alto risco que corremos com esse tipo de conduta de um chefe de Poder. 
Ademais, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, como ensinam os precepta juris do Direito romano, o juiz somente pode se manifestar nos autos. Não por outro motivo a Constituição determina que nenhum juiz pode se filiar a um partido político ou se candidatar a um mandato público.


Ora, como pode um Magistrado com a responsabilidade de presidir a Suprema Corte manifestar antecipadamente suas ideias? E que ideias! Ao fazê-lo, ele e qualquer juiz estarão comprometendo seus julgamentos, suas decisões.


Por isso mesmo, a ele, juiz, não é permitido dar entrevistas, emitir opiniões sobre temas que futuramente ele possa vir a julgar. Ao juiz, isto sim, cabe opinar sobre as leis, o direito, sempre nos autos dos processos. Jamais pode se expressar politicamente, pois, além de não fazer parte de suas atribuições, não faz parte de suas atribuições constitucionais, de suas prerrogativas. Uma postura desse tipo compromete até mesmo a própria independência do Magistrado.


E aqui, Sr. Presidente, não adianta alegar que as declarações foram dadas no universo acadêmico. O Ministro Joaquim Barbosa foi convidado a palestrar exatamente por ser o Presidente do Supremo Tribunal Federal. Sua figura e suas funções são indissociáveis. Enquanto exercer a Magistratura, ele jamais – jamais! – vai poder se comportar como agente político, menos ainda com discursos de palanque.


Vale destacar que os Ministros do Supremo são nomeados pelo Presidente da República, ou seja, o chefe do Poder Executivo, após seu nome ser aprovado pela maioria absoluta desta Casa, o Senado da República. Portanto, não pode ele agora – não pode ele agora –, em nenhuma hipótese, ainda mais na Presidência máxima do Poder Judiciário, desqualificar os demais Poderes, desmerecer os partidos políticos e subestimar os seus integrantes.

Não foi para isso – definitivamente, não foi para isso – que ele recebeu uma delegação explícita do Poder Legislativo. Dele, o Parlamento, representando legitimamente a população, espera compostura, liturgia do cargo e dever cívico acima de tudo. Caso contrário, seremos obrigados a concordar com as Associações de Juízes do Brasil quando disserem, há cerca de um mês, que a gestão do Sr. Joaquim Barbosa é um equívoco histórico.


Torcemos para que não se torne, também, um equívoco histérico, a ponto de aprofundar de vez a crise e o esfacelamento institucional em que lamentável e perigosamente estamos ingressando.


Era o que tinha a dizer, por enquanto, Sr. Presidente, Sérgio Souza, Srªs e Srs. Senadores.
Muito obrigado.

Veja o vídeo:

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Trecho BR-316, Carié/Canapi/Inajá; sai promessa de publicação de edital

Um dos compromissos assumidos publicamente pela presidente Dilma Rousseff, em Água Branca, quando da inauguração dos primeiros 65 km do Canal do Sertão, está mais perto de se tornar realidade.

De acordo com informações do gabinete do senador Renan Calheiros, está prevista para o próximo mês de junho a publicação do edital de licitação, pelo DNIT, para as obras de implantação e pavimentação dos 49 km da BR-316, entre Carié e Inajá.

Essa informação oriunda do gabinete de Calheiros bate com a expectativa do gabinete do senador Fernando Collor após promessa feita diretamente pelo Diretor Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Jorge Ernesto Pinto Fraxe.

É que aliados de Collor já falavam sobre o anúncio do lançamento do edital para esses dias.

E se tal promessa for confirmada, o vergonhoso isolamento de Canapi está com os dias contados. A obra está prevista no PAC-2. Provavelmente os municípios de Canapi, Inhapi, Mata Grande, Inajá e todo o sertão de Alagoas e parte de Pernambuco vão comemorar demais o início e a conclusão desse trecho.

Inclusive em Canapi há um movimento organizado pelos moradores do município para cobrar a promessa feita pela presidente Dilma.

Vai ficar faltando, apenas, segurança, saúde, educação..., e uma série de outras ações de responsabilidade do Governo do Estado, comandado, nos últimos sete anos pelo governador Vilela (PSDB). 

Já a outra obra anunciada pela presidente Dilma em Alagoas – a construção do viaduto da Polícia Rodoviária Federal – terá o edital de licitação publicado em outubro deste ano. Pelo menos é o que está sendo anunciado como prometido.

 

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Regulamentação do trabalho doméstico e a transformação total; abra o olho

 

Acabou, chegou ao fim. O momento é de transformação e de adaptação a uma nova realidade. Nunca mais o trabalho doméstico terá uma relação de tão profunda intimidade entre patrão e empregado como fora até bem pouco tempo, em muitos casos. Isso ficou no passado. Nem também, como em muitos casos, será uma relação análoga a escravidão.

A relação entre patrão e empregado vem caminhando, nas últimas décadas, apressadamente para ser transformada em uma relação eminentemente profissional. E no futuro, tudo indica, os nossos filhos e os filhos deles serão educados a não dependerem do empregado doméstico da mesma forma como dependemos hoje. Assim como é, atualmente, nos países mais desenvolvidos economicamente e socialmente.

O fato é que, nos últimos dias, muitos patrões começaram a exigir do empregado o cumprimento rigoroso da legislação. Inclusive determinando que o intervalo de descanso de uma hora fosse cumprido na presença de testemunha, ou seja, no hall de entrada do prédio - não dentro do residência -, com o porteiro servindo como testemunha. No caso das babás, tem patroa mandando, determinando, que a trabalhadora vá dormir em casa, também tendo o porteiro como testemunha. Se não tem casa onde dormir, demissão.

Essa estratégia é uma forma de proteção por parte do empregador contra futuras ações trabalhistas. Vai que a babá afirme, através de um advogado, que nas madrugadas cuidava da criança, que não tinha horário de descanso; olhe o problemão.

Como se sabe, a justiça do trabalho tende a ficar sempre do lado mais fraco, que é sempre o empregado. E empregador sem testemunha e sem documentação, já viu né, tá ferrado! 

 

E ninguém duvide que a partir de agora com a regulamentação um advogado procure as domésticas para propor ações trabalhistas. Bons e maus profissionais, gente com bom e mau caráter, verdade e mentira, existem em todos os lugares. Portanto, o patrão não deve aceitar correr risco. É melhor cumprir a lei.

Bom, são muitas as mudanças de comportamento. Não afirmo se será bom ou ruim, mas garanto que essa relação nunca mais será a mesma. Porém, tenho certeza, será mais justa.

Leia, abaixo, texto da Agência Brasil, com as sugestões apresentadas pelo Governo Federal a senadores e deputados para regulamentação da Emenda Constitucional 72:

 

Governo apresenta sugestões para regulamentação do trabalho doméstico

A presidenta Dilma Rousseff entregou hoje (21) ao presidente da Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), e o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), sugestões do governo para regulamentação da Emenda Constitucional 72, que estende aos empregados domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que a presidenta ressaltou a importância da relação com o Congresso e que o governo vai fazer um debate com a comissão mista sobre a proposta. “A presidenta considera que este é um momento histórico em que o Brasil está reconhecendo um contingente expressivo de trabalhadores, que ainda não têm acesso aos direitos da formalidade”.

Romero Jucá disse que apresentará proposta que contemple o posicionamento do governo ainda esta semana na comissão. “Vamos trabalhar rapidamente. Nós sabemos da vontade da sociedade brasileira em ter a regulamentação, para que possa dirimir dúvidas e não haja nenhum tipo de intranquilidade ou precarização do trabalho doméstico”, disse.

O governo defende a contribuição patronal ao INSS de 12%, assim como o pagamento de multa rescisória de 40% do saldo do FGTS, nos casos de demissão sem justa causa. Ficam assegurados também, pelo texto apresentado, seguro-desemprego, auxílio-acidente, salário-família e previdência social.

Gleisi Hoffmann explicou que foram apresentadas três alternativas de jornada de trabalho, que devem ser decididas entre empregador e empregado: 8 horas diárias e 44 horas semanais, com até 4 horas extras por dia; regime de revezamento de 12 horas diárias por 36 horas de descanso e banco de horas. O intervalo de descanso deve ser de 1 hora, podendo ser reduzido para 30 minutos por acordo ou de 11 horas entre as jornadas, com um dia de descanso semanal, preferencialmente aos domingos.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que as sugestões foram elaboradas por uma comissão interministerial e apresentada à presidenta, que acatou e entregou à comissão mista do Congresso.

 

 

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Corredor Vera Arruda sem policiamento até a próxima morte!

Edgar Pedrosa, durante muito tempo dirigiu a Vigilância Sanitária Estadual. Hoje (20), pela manhã, telefonou para o programa do comunicador França Moura. De forma madura e equilibrada fez um desabafo relatando que o corredor Vera Arruda, na Jatiúca, está sem segurança.

De acordo com Pedrosa, os moradores enfrentam, mais uma vez, a falta de policiamento. Os assaltos a moradores e a quem transita pelo local voltaram a ocorrer. Na entrevista contou sobre casos concretos, sobre pessoas que tiveram seus celulares tomados. Três guardas comunitários reagiram e, em suas bicicletas, perseguiram o assaltante em um dos casos, mas não conseguiram alcançá-lo. Vale lembrar que não trabalham armados.

Ou os moradores reagem, protestam, cobram uma posição das autoridades, ou a polícia só retornará após a ocorrência de algo mais trágico, infelizmente. Torço, sinceramente, para que não seja em um assassinato, como no triste caso da morte do médico José Alfredo Vasco Tenório, morto com um tiro nas costas, na tarde de um sábado (26-05-2012), enquanto pedalava no Corredor Vera Arruda.

Depois dessa tragédia, a polícia aparecia no corredor dia sim, dia não. Atualmente é todo dia não, não aparece!

 A verdade é que falta efetivo e a policia trabalha enxugando gelo. Quando moradores de uma localidade, ou empresários, reclamam com força de algo, logo vem uma operação direcionada. Para isso, parte do efetivo é retirado de outra localidade, de outro tipo de ação. Essa localidade fica sem segurança, até que a PM tenha que retornar.

O efetivo é pequeno para as necessidades atuais. Hoje funciona da seguinte forma: quem reclama primeiro, quem protesta com mais força e quem tem maior influência recebe alguma atenção. Até que a questão esfrie.

De pouco adianta helicópteros cortando o céu se no solo falta polícia.

As velas usadas na propaganda oficial continuam comemorando não se sabe o que, ou talvez esteja apenas rindo de nós. Mas, tem sempre dezenas de pessoas chorando, diariamente, com velas acesas pelo sangue derramado.

 

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D. O.U. publica pagamento de auxílio aos produtores de cana e etanol do NE

Agora é oficial e já está publicado no Diário Oficial da União: a Agência Brasil informa que o governo federal está autorizando o pagamento de auxílio extraordinário aos produtores da safra 2011/2012 de cana-de-açúcar e aos produtores de etanol da Região Nordeste. A autorização faz parte da Medida Provisória (MP) nº 615, publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União.

Com essa decisão e oficialização da medida, milhares de alagoanos serão beneficiadas por conta das perdas ocorridas em decorrência da maior estiagem dos últimos 50 anos. No caso de Alagoas, especificamente, a seca atingiu municípios de todas as regiões, caso dos localizados na Zona da Mata. O auxílio, certamente, vai ajudar a enfrentar os prejuízos causados.

O pagamento extraordinário vai beneficiar os produtores independentes, atingidos pela estiagem, durante a colheita 2011/12. O recurso será concedido diretamente ou por intermédio das cooperativas.

De acordo com a publicação, o auxílio será de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar e é limitado a dez mil toneladas por produtor fornecedor independente. O pagamento do auxílio será feito em 2013 e 2014, “referente à produção da safra 2011/2012 efetivamente entregue a partir de 1º de agosto de 2011”.

A medida trata também do financiamento da renovação e da implantação de canaviais com equalização da taxa de juros, arranjos de pagamentos e instituições de pagamento integrantes do Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB).

 

 

 

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De férias e com dinheiro público, ministros do STF vão ao exterior com as esposas

 

O levantamento foi feito pelo Estadão. Não há nenhuma ilegalidade. Porém, são regalais com o dinheiro público. Joaquim Barbosa e outros ministros do Supremo Tribunal Federal, entre 2009 e 2012, usaram recursos para realizar voos internacionais com suas mulheres, exatamente no recesso forense.

Leia, abaixo, resumo da reportagem que repercute por todo o país e tire suas próprias conclusões:

Em quatro anos, as mordomias custaram R$ 2,2 milhões aos cofres públicos. De 2009 a 2012, o Supremo destinou R$ 608 mil para a compra de bilhetes aéreos para as esposas de cinco ministros, em 39 viagens: Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski - ainda integrantes da Corte -, além de Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso e Eros Grau, hoje aposentados.

Além das passagens, os ministros recebem verba para custear gastos com hospedagem, locomoção e alimentação no período fora de Brasília, calculada em cerca de R$ 1 mil.

O gasto é permitido por uma resolução de 2010. O ato diz que as passagens devem ser de primeira classe e que esse tipo de despesa deve ser arcado pela Corte quando a presença do parente for "indispensável" para o evento do qual o ministro participará.

O atual vice-presidente do Supremo foi o mais "esbanjador". Ricardo Lewandowski usou R$ 43 mil nesses anos.

No caso do presidente do STF, Joaquim Barbosa não fica longe disso. Utilizou passagens aéreas pagas pela Corte em períodos nos quais estava licenciado do tribunal em razão de problemas de saúde. Ele sofre de dores crônicas na coluna e se submete a diversos tratamentos. Barbosa fez 19 viagens para quatro cidades nos anos de 2009 e 2010 em datas nas quais estava afastado de seus trabalhos na Corte.

Em períodos de recesso, antes de assumir o comando do tribunal, foram registradas 27 viagens ao Rio, São Paulo, Fortaleza e Salvador. Ele também tem o hábito de usar passagens pagas com recursos públicos para passar finais de semana em sua residência, no Rio.

Em viagem recente a San José, na Costa Rica, Barbosa recebeu quatro diárias. O deslocamento aéreo foi feito em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Em abril, ele esteve nos Estados Unidos para dar uma palestra a estudantes da Princeton University, em New Jersey, e participar de evento da revista Times. O portal do Supremo registra o pagamento de seis diárias internacionais, num total de R$ 6.023,70.

A reportagem do Estadão promete despertar novos embates com Joaquim Barbosa. No início de março, Barbosa chamou de "palhaço" e mandou "chafurdar no lixo" o repórter do jornal Felipe Recondo. Tudo porque ele tentava fazer perguntas sobre críticas feitas a Barbosa por entidades que representam os magistrados. As associações se incomodaram com a declaração do presidente do Supremo em uma entrevista coletiva, quando ele disse que os juízes brasileiros têm cultura pró-impunidade.

Mas Barbosa se revoltou e não quis responder. Na presença de jornalistas de vários veículos, se voltou para Recondo, aos gritos: "Me deixa em paz, rapaz. Me deixa em paz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre".

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Senador derrotado se curva ao alagoano Renan Calheiros

Derrotado em fevereiro na disputa pela presidência do Senado, o senador Pedro Taques (PDT-MT) se curvou ao vitorioso na eleição, o atual presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB).

Nesta quinta-feira 16, antes de entrar no mérito da questão que desejava, durante sessão que apreciava a MP dos Portos, Taques cumprimentou Renan por sua atuação como presidente.

"Eu gostaria de cumprimentar V. Exª pelos 105 dias em que V. Exª está a exercer a Presidência desta Casa", disse o parlamentar do Mato Grosso.

"Quero cumprimentá-lo pela forma como vem conduzindo. E eu, que perdi a eleição para V. Exª, reconheço isso, porque é a verdade", continuou, concluindo que Renan "tem conduzido esta Casa com decência e com espírito republicano".

Os elogios têm sido muitos e constantes a atuação política e administrativa do senador alagoano. Que, aliás, tem atuado como se lutasse para resgatar a sua imagem, tão arranhada ficou quando enfrentou, em 2007, o que ficou conhecido como Renangate,  o apelido dado ao escandâ-lo de corrupção envolvendo o senador  Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de receber ajuda financeira de lobistas ligados a construtoras, que teriam pago despesas pessoais, como o aluguel de um apartamento e a pensão alimentícia de uma filha do senador com a jornalista mineira Mônica Veloso.

Nessa época, Renan se dispôs a apresentar toda a documentação necessária para que as investigações fossem realizadas, inclusive sua movimentação bancária. O senador argumentou e provou que tinha condições de custear a pensão para a filha que teve com a jornalista, não necessitando de meios ilícitos para tal atividade. Após votação no Senado, Renan foi absolvido da acusação.

E agora parece querer trilhar um caminho que busca a reconstrução de seu nome e de sua trajetória política. Para isso tem sido bem assessorado, de olho na imagem nacional como presidente o Senado Federal e também de olho em Alagoas. 2014 vem aí e cada eleição é um novo julgamento através do voto livre.

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Políticos duvidam da candidatura de Ronaldo Lessa ao governo. “Ôxe, e ele tá doido, é!”.

Depois de sofrer três derrotas consecutivas em eleições majoritárias, alguns deputados e ex-deputados, aliados e ex-aliados, amigos e ex-amigos do ex-governador Ronaldo Lessa, reagiram com a seguinte frase à informação de que ele vai articular a sua candidatura ao Governo de Alagoas: “Ôxe, e ele tá doido, é!”.

Com todos com quem falei - muitos estavam em Arapiraca acompanhando a entrega de equipamentos agrícolas feita pelo Governo Federal - com o senador Collor presente -, através do Ministério do Desenvolvimento Agrícola (MDA), a avaliação é de que é uma candidatura sem lógica, isolada e, no momento, sem força política.

Essa análise tem lógica. De 2006 até o ano passado, Lessa disputou três eleições majoritárias. Perdeu para o senado (2006), para o governo (2010) e para prefeito de Maceió (2012). É natural o enfraquecimento de sua influência política após três sucessivos fracassos.

No ano passado, por exemplo, além de sua candidatura ter sido abatida e sangrada por problemas jurídicos, ainda enfrentou muitas dificuldades em conseguir apoio financeiro, fato que também havia ocorrido em 2010. Se for candidato em 2014, o problema será ainda maior porque ainda não saldou dívidas assumidas durante a campanha eleitoral do ano passado.

Para recuperar um pouco da força política que detinha até bem pouco tempo, o pedetista necessita de um mandato, inclusive para enfrentar alguns processos judiciais. O caminho mais prático e menos difícil avaliado por todos – e de custo financeiro menor, é lutar para se eleger deputado federal. Assim, terá influência em Brasília, conseguirá recursos através de emendas e ocupará espaço na mídia para reconstruir a sua carreira política e disputar qualquer outro cargo no futuro.

Entretanto, há também quem aposte que o anúncio da possível candidatura é uma estratégia para que seja convencido do contrário e que tudo não passa de um blefe político. Quer dizer, Lessa quer ser ouvido e consultado pelos dois principais líderes da base aliada da presidente Dilma em Alagoas, os senadores Collor e Renan.

E como em política a fila anda e cada um tem a sua vez, os dois senadores já se distanciaram bastante nas alianças e na construção de candidaturas majoritárias para 2014, seja pro Senado, seja para o Governo, inclusive com relação a políticos ligados ao próprio Ronaldo Lessa.

É preciso reconhecer a importância política e administrativa de Lessa na sua passagem pela Prefeitura de Maceió e pelo Palácio dos Martírios. Em política, entretanto, é preciso saber a hora de recuar e garantir a sobrevivência para readquirir gordura política, o que ele ainda tem, mas que perdeu muitos quilos. Recuar para reconquistar espaço é sabedoria. Mas, no meio político humildade é atributo difícil de ser encontrado.

E você, leitor, acha que Ronaldo Lessa deve ser candidato ao governo ou deveria disputar outro cargo com risco reduzido? Ou ele é doido mesmo?

 

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Guerra entre PT e PMDB no Rio chega ao Congresso; 2014 sob risco

 

PT e PMDB são os dois maiores partidos da base aliada da presidente Dilma. Juras de amor sobre o casamento já foram feitas para toda a eternidade. Porém, o momento é de muita arenga entre os “pombinhos”. Em política, amor e ódio caminham juntos, porque dependem de interesses localizados e de momento.
 
E isso ocorreu ontem (14) na sessão da Câmara que votou a medida provisória do setor portuário. O que se viu, foi governo lutando para derrotar seu maior aliado, que, no plenário, era liderado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), bancado na liderança do partido pelo governador Sergio Cabral.
 
Depois de ser derrotado, Cunha colocou em marcha uma manobra para ganhar tempo. Exigiu que todas as votações, assim como de sua emenda derrotada em plenário, fossem feitas nominalmente – o que impediu o término da sessão na noite de ontem. Com isso, ainda falta apreciar 14 destaques e talvez não se consiga promulgar a MP na Câmara e no Senado até quinta-feira, prazo final.
 
Com essa guerra explícita entre PT e PMDB dentro do plenário, a dúvida que paira é sobre o impacto que isso poderá ter na relação entre a presidente Dilma Rousseff e seu vice Michel Temer. Em tese, uma coalizão liderada por dois grandes partidos deveria ser capaz de propor reformas e aprová-las de forma suave. Não foi o que se viu no plenário. 
 
Se o choque entre os dois partidos traz riscos no plano nacional, mais grave ainda é a situação no Rio de Janeiro. O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi transformado em inimigo público número 1 do Palácio do Planalto. E ele, assim como seus aliados, tem feito intensa pressão sobre o PT para que o partido desista da candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) em favor do vice Luiz Fernando Pezão, que patina nas pesquisas pré-eleitorais.
 
O Rio é o que o PMDB tem hoje de mais importante. Numa guerra com o PT, as chances de vitória, que hoje não parecem animadoras, se tornariam ainda mais remotas. Quem assiste a tudo de camarote é justamente o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que lidera as pesquisas e, alinhado com o Planalto, liderou o embate com Eduardo Cunha.
 
Realmente, com 2014 distante muita coisa pode mudar. Principalmente quando o casamento é meramente político. Mas, a crise é bastante grande. A sorte é que o "casal" pode chamar o Padre -  nesse caso o ex-presidente Lula - para aparar as arestas e fazer o entendimento. 
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