O martírio do trecho Carié, Canapi e Inajá; será o fim da saga dos esquecidos?

 

Normalmente a classe política recebe montanhas de críticas. Essa é uma atividade na qual os elogios são raros. E, no geral, merecem mesmo muito mais as críticas do que o reconhecimento.

No entanto, uma promessa da presidenta Dilma Rousseff e a confirmação por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte em resposta a uma indagação do presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Fernando Collor (PTB-AL), definiu o prazo para licitação do trecho de 49 quilômetros da BR-316.

Penso que tal notícia merecia mais destaque. Afinal, de contas, é a única parte da BR cujo trecho não é asfaltado. Quem é obrigado a usá-lo anda no barro, no buraco e na pedra. O asfalto vai trazer importantes mudanças na vida da população de Canapi, Inhapi e Mata Grande, municípios que serão direta e indiretamente beneficiados.

A região é sofrida e desassistida. O sentimento de impunidade e abandono por parte do governo Vilela é grande, como também pelos demais poderes. Faltam juízes, promotores, delegados, policiais, saúde, educação, apoio na agricultura com programas e projetos. Vou parar, pois a listado do que falta é bastante extensa.

Lula e agora Dilma têm dado uma atenção mais do que especial a Alagoas e aos alagoanos. Todas as importantes obras no Estado são ações do Governo Federal, embora apropriadas pelo governador na propaganda oficial. No sertão, quando sair essa rodovia, a circulação das pessoas vai beneficiar o comércio e vai trazer um pouco mais de crescimento para a região, que já se desenvolveu um pouco graças programas sociais implantados pela Presidência da República.

E, como podemos sonhar, imagine quando chegar ao sertão os serviços essenciais de obrigação do poder público estadual, principalmente... Ah, será bom demais sentir que a impunidade e o abandono estarão com os dias contados. Mas essa é outra história, um sonho, um desejo.

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A política do “tô nem aí”!

 

 

A política do “tô nem aí” é a que vemos todos os dias nos fatos e atos mais singelos, ou não, mas que trazem a sensação de impunidade e do quanto os governos fecham os olhos para pequenos atos ilícitos ou desrespeita uma categoria ao não cumprir a sua função.

Vejamos alguns exemplos: em Alagoas existem cerca de 70 Defensores Públicos. Esse número é irrisório. A função desse profissional é atender as demandas jurídicas do povo, dos mais pobres, daqueles que não podem pagar a um advogado para representa-lo. Como não é atendida, a sensação é de abandono, de descrédito e decepção porque cabe ao governo do estado garantir este direito para o povo. E isso não é garantido pelo governador Vilela.

Outro caso é quando qualquer um de nós precisa de um atendimento em um hospital público. Meu DEUS! Uma vergonha. Como ser humano a sensação é de descaso completo, no interior ou na capital.

Ou então numa delegacia, seja também na capital ou no interior. Falta policiais, infraestrutura, ambiente adequado. Além disso, os funcionários demonstram insatisfação com o quadro de abandono. E se você, infelizmente, precisar da elucidação de um crime? Já sabe o quanto é improvável que ocorra a solução.

Na educação escolas que não funcionam, professores reclamando, tetos de escolas desabando, e ninguém é responsabilizado por tão má gestão. Decreta-se Estado de Emergência para recuperar a escola – é bom lembrar que o decreto suspende a necessidade de abertura do procedimento licitatório.

São alguns poucos exemplos que reforçam a ideia de que a sensação de impunidade e descaso está dentro da sociedade, seja pobre ou rico, mas sabendo que os que mais sofrem são aqueles que mais precisam, bem sabemos. É como se o governador Vilela, o poder público, tivesse optado pelo abandono aos mais pobres.

Daí, o que vemos, é cada vez os mais jovens optando pelo mundo do crime porque, entre outras coisas, há uma descrença total contra o poder público por não atender as demandas e melhorar as condições de funcionamento da máquina para beneficiar o povo e para punir aos infratores. Por isso digo que o sentimento geral é de decepção e certeza de que a impunidade sempre vence. Por isso trabalhadores fecham ruas e rodovias, motoristas de ônibus interditam o tráfego de veículos e ninguém é punido.

Essa é a política do “tô nem aí”. 

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Ser ou não ser prefeito; ou vale a pena roubar?

 

Não tem sido fácil a vida dos prefeitos brasileiros. Volta e meia essa turma tem frequentado muito mais os noticiários policiais dos meios de comunicação do que outras editorias. As prisões se sucedem por conta de irregularidades.

São rotineiras as denúncias de fraudes em licitações, desvio de recursos, enfim, uma quantidade enorme de irregularidades contra o patrimônio público, assassinatos por motivos banais e por aí vai.

Aqui nas Alagoas, terra abençoada por DEUS e bonita por natureza, essa turma está sempre presente no noticiário. E isso, infelizmente, não causa mais nenhuma surpresa, nem peninha. Quase todos, comparativamente, apresentam fortes sinais de ascensão social com uma rapidez semelhante à velocidade de um trem bala.

É claro que nem todos são culpados. Existem alguns que cometem irregularidades por desconhecimento, por ignorância quanto à legislação administrativa. Porém, a maioria dessa turma é sabida demais, gente!

Em Alagoas tem também prefeitos e ex-prefeitos que, volta e meia, hospedam-se em uma cela de cadeia. São duas, três, quatro vezes. Não estão nem aí pra exposição. Soltos, depois, contam para os amigos e assessores em tom de piada, como foram os dias sem liberdade. A gargalhada é geral.

É triste, mas é que as penas não são tão duras como deveriam ser.

Pra essa turma, sem dúvidas, vale a pena ser prefeito e roubar.

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O servidor público, o 17 de julho e o risco de Vilela

 

 

Desde o primeiro mandato do governador que ficou claro que servidor público não seria um dos troncos prioritários da sua administração.

Tal posicionamento foi dado pelos próprios secretários, isso lá no comecinho da gestão tucana, ainda em 2007, quando afirmavam que não iriam governar para os funcionários públicos.

Um discurso infantil, despolitizado, é claro. Nenhum governo deve gerir para servidor público, porém, não consegue atingir os seus objetivos sem a atuação desses personagens nos serviços que são ofertados a população.

De 2007 pra cá, o que vemos é uma insatisfação crescente e uma relação pra lá de conturbada. Nenhum governador deve, jamais, esquecer os acontecimentos do histórico 17 de julho de 1997, durante o governo de Divaldo Suruagy, quando movimentos sociais, servidores público e o povo foram às ruas e exigiram a saída do então chefe do executivo.

O risco atual é presente e constante. Basta ver a greve dos médicos, a insatisfação das polícias civil, militar e da sociedade.

A revolta de todos é grande pelas péssimas condições de trabalho e de salários; e também pelos péssimos serviços ofertados a população em áreas essências como saúde, educação e segurança.

Essa insatisfação que cresce a cada dia entre os servidores públicos e os formadores de opinião vem se espalhando como fogo em pólvora, numa rapidez que parece corrida de Fórmula Um.

É que não dão pra aceitar a falta de habilidade no trato e na capacidade de dialogar com os servidores. Essa é uma responsabilidade política que cabe unicamente ao governador.

Portanto, apenas Vilela é quem tem que garantir o diálogo e as soluções.

 

Obs – Peço desculpas pela não atualização do blog nos últimos dias. Uma viagem e questões particulares e profissionais foram os impeditivos.

 

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PSB deve deixar o governo; Téo articula e Serra ameaça sair do PSDB

O PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, está a cada dia mais perto de ser afastado da base aliada da presidenta Dilma Rousseff. Personagens importantes do Partido dos Trabalhadores terminaram a semana defendendo essa ideia que vem ganhando força dentro do partido. Tudo isso por conta da movimentação feita pelo governador que articula para ser candidato a Presidência da República.

O primeiro a se posicionar foi o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, que vê Eduardo Campos como candidato à Presidência, por isso já o considera como adversário.

O segundo, e de forma contundente, foi o ex-porta-voz de Lula, jornalista André Singer: “fosse à política brasileira menos acomodatícia, a reforma ministerial em gestação implicaria a retirada dos cargos entregues ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Os últimos gestos do presidente da sigla, Eduardo Campos, indicam a intenção de criar embaraços ao governo federal, que supostamente apoia. O governo parece alimentar a ilusão de que pode recuperar a lealdade de Campos mais à frente. A lógica indica, entretanto, que só a terá se e quando não precisar mais dela” afirmou.

Para ficar mais claro ainda que Eduardo Campos articula a construção do seu nome, há cerca de um mês, um deputado federal alagoano me contou, e pediu que seu nome não fosse revelado, que o governador pernambucano avalia que há espaço para a sua candidatura, sim. Caso chegue ao segundo turno poderia receber o apoio do PT ou do PSDB. E se não conseguir ir para o segundo turno, negociaria com um dos dois partidos o apoio em troca de mais espaço no futuro governo.

Um dos principais interlocutores de Campos no PSDB é o governador alagoano Téo Vilela. Aliás, como já escrevi em outra postagem, Téo, e agora incluo Campos, fazem juras de amor a Dilma. Nos palanques tratam-na com uma delicadeza romântica acima da política, mas articulam contra ela.

Bem, voltando a interlocução de Vilela, o PSDB vive uma grave crise com a possibilidade de que o ex-governador José Serra deixará o partido e apoiará Eduardo Campos, caso não assuma a presidência da legenda. Esse ultimato de Serra foi dado ontem, o que deixou o senador Aécio Neves desesperado.

Dessa forma, Téo Vilela ama Dilma, elogia Dilma e agradece a Dilma os bilhões de reais investidos em Alagoas pelo Governo Federal, mas quer casar mesmo é com Aécio Neves ou Eduardo Campos.

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Poder político e a casa dos horrores ou o clube dos cafajestes?

 

Já está institucionalizado, já virou regra e pronto. Qualquer protesto, seja de sindicatos, professores, motoristas, associações, movimentos sociais, enfim, até de moradores de uma rua, só é feito e só tem efeito, em sua maioria, se ocorrer com a interdição da rua ou de uma avenida e até de uma rodovia.

Engraçado é que para fazer uma greve e até uma passeata deve-se informar aos órgãos competentes de tal decisão, porque pessoas serão atingidas nos serviços que são fornecidos e, talvez, nos seus direitos. Mas para interdição de uma via, na prática, não é preciso nada.

É claro que não discuto se as reivindicações são justas, pelo contrário. No entanto, acredito que o desrespeito das categorias com relação aos direitos das pessoas que precisam circular decorre exatamente da descrença da população com relação ao poder público.

Ora, o ente público é parte da própria classe política; homens e mulheres a quem damos, através do voto, autorização para nos representar. No entanto, sabemos que a maioria da população não respeita os detentores da poder político e/ou do poder público.

É simples de entender um dos motivos disso: A grande maioria da classe política brasileira nas Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais, Congresso Nacional e até na chefia do Poder Executivo representam a Casa dos Horrores reunidos como um Clube dos Cafajestes dada a grande quantidade de escândalos em que se vêm envolvidos. Este é um dos motivos pelo qual ninguém respeita o direito do outro.

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Governadores caçam tempestades

 

Há um ditado que diz que “político é igual a caçador de nuvens, porque nos embates do ofício é também caçado por tempestades, chuvas e trovoadas”.  Tal ideia me leva imediatamente a pensar no governador Téo Vilela (PSDB), que tem acendido velas para Deus, para o Pastor, e até para o diabo.

Pois bem, no mesmo dia em que rasgou elogios a presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula durante inauguração de uma etapa do Canal do Sertão em Alagoas, viajou, em seguida, para participar de uma reunião do seu partido em Brasília, que articula a candidatura de Aécio Neves a Presidência da República. Momentos antes, os companheiros de partido fizeram severas críticas à gestão petista na Petrobras.

Com relação à outra provável candidatura a Presidência em 2014, caso do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), Vilela também mantém muita proximidade e, dizem, é um dos incentivadores. Tanto que ainda não está descartada a ida do deputado federal Alexandre Toledo (PSDB) do ninho tucano para o colo do PSB como alternativa a disputa numa eleição majoritária. Além do mais, é bom lembrar que o PSB local faz parte da gestão tucana ocupando secretarias. E tudo é, e foi, combinado entre os dois governadores.

 

E tem mais: o PSB de Eduardo Campos, que deve deixar a base de apoio da presidenta Dilma nos próximos dias – ou meses – por conta dos seus posicionamentos e de sua candidatura, é mais uma alternativa dos tucanos representantes dos endinheirados da avenida paulista. Ele, Eduardo Campos, surge como uma alternativa - se primeira ou segunda do empresariado paulista irá depender da aceitação popular – contra o governo do PT.

Bom, Campos vai deixar a base aliada da Dilma, é certo. E Alagoas, será que poderá ser penalizado por conta da participação de Vilela em reuniões estratégicas contra o governo do PT?

Lá no interior, em Mata Grande, caçar tempestades dessa forma se chama tramóia.

E você, caro leitor, o que acha? E os nossos representantes no Congresso o que pensam sobre isso?

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Dilma em campanha e o mais petista dos tucanos

 

A eleição de 2014 já começou, é fato. Os lances dos partidos políticos envolvidos na disputa pelo poder são de ocupar espaço na imprensa com inaugurações e promessas de novas obras de um lado e do outro, caso da oposição, com críticas sobre falhas de gestão.

 

Quase no mesmo instante em que a presidenta Dilma Rousseff inaugurava parte do canal do sertão em solo alagoano e anunciava novos investimentos, os tucanos faziam uma discussão em Brasília criticando o governo do PT pelo abandono, pelo uso político e defendendo a reestatização da Petrobras.

 

Aqui em Alagoas, o governador Téo Vilela não tá, e já faz tempo, nem aí pra isso. Ele é só elogios à presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula. Faz tudo para agradá-los, vinculando cada vez mais, de olho na disputa para o senado, o seu nome aos de Dilma e Lula com declarações e gestos de carinho, desde o seu primeiro mandato.

 

Aliás, desde o seu primeiro mandato que o tucano não faz uma crítica ao governo federal e evita participar de eventos políticos do seu partido, o PSDB, principal opositor do PT na esfera nacional.

 

 Afinal de contas, o tucano mais petista de todos sempre soube que sem a ajuda financeira do governo federal seria impossível governar Alagoas.  Sem esse aporte financeiro, talvez o PSDB local não tivesse conseguido manter-se no poder até hoje, dada a péssima gestão nas áreas de saúde, educação, segurança pública, por exemplo.

 

Infelizmente, na propaganda oficial do governo sobre o canal do sertão, assim como ocorrera na duplicação da AL-101 sul e nos recursos liberados para a área de segurança, a ação fundamental do governo federal é deixada de lado, ou seja, o tucano mais petista silencia o bico.

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Dilma em campanha e o mais petista dos tucanos

 

 

 

Dilma em campanha e o mais petista dos tucanos

A eleição de 2014 já começou, é fato. Os lances dos partidos políticos envolvidos na disputa pelo poder são de ocupar espaço na imprensa com inaugurações e promessas de novas obras de um lado e do outro, caso da oposição, com críticas sobre falhas de gestão.

Quase no mesmo instante em que a presidenta Dilma Rousseff inaugurava parte do canal do sertão em solo alagoano e anunciava novos investimentos, os tucanos faziam uma discussão em Brasília criticando o governo do PT pelo abandono, pelo uso político e defendendo a reestatização da Petrobras.

Aqui em Alagoas, o governador Téo Vilela não tá, e já faz tempo, nem aí pra isso. Ele é só elogios à presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula. Faz tudo para agradá-los, vinculando cada vez mais, de olho na disputa para o senado, o seu nome aos de Dilma e Lula com declarações e gestos de carinho, desde o seu primeiro mandato.

Aliás, desde o seu primeiro mandato que o tucano não faz uma crítica ao governo federal e evita participar de eventos políticos do seu partido, o PSDB, principal opositor do PT na esfera nacional.

 Afinal de contas, o tucano mais petista de todos sempre soube que sem a ajuda financeira do governo federal seria impossível governar Alagoas.  Sem esse aporte financeiro, talvez o PSDB local não tivesse conseguido manter-se no poder até hoje, dada a péssima gestão nas áreas de saúde, educação, segurança pública, por exemplo.

Infelizmente, na propaganda oficial do governo sobre o canal do sertão, assim como ocorrera na duplicação da AL-101 sul e nos recursos liberados para a área de segurança, a ação fundamental do governo federal é deixada de lado, ou seja, o tucano mais petista silencia o bico.

 

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O Fator Nonô Em 2014: A Faca, O Queijo E O Mel

 

O político faz a sua caminhada pelo seu trabalho e pelas “circunstâncias”. É assim que uma trajetória política é construída. E para 2014, ano em que teremos eleições gerais no País, podemos dizer que o vice-governador José Thomaz Nonô vai viver exatamente essas “circunstâncias”, que lhe serão benéficas, de uma forma ou de outra.

Definitivamente Téo Vilela será candidato à única vaga ao senado federal. Dizem até que ele vai deixar o governo no início do próximo ano. Como adversário, aparentemente, irá enfrentar o senador Fernando Collor, que já lançou sinais dúbios – por serem exagerados, de que vai para a reeleição.

Afastando-se, refiro-me ao governador Teotônio Vilela, José Thomaz irá complementar o mandato. Mas, como qualquer político, Nonô torce para que as “circunstâncias” do vento da política soprem para o seu lado. Afinal de contas, ele foi fragorosamente derrotado nas eleições de 2006 quando concorreu ao senado tendo sido superado por Fernando Collor e ainda pelo ex-governador Ronaldo Lessa.

Porém, eis que na eleição seguinte ele aparece como vice do atual governador, a quem fez oposição na eleição anterior, após exigir a vaga ameaçando fechar aliança com Collor, o mesmo que motivou a debandada geral que sofreu na eleição de 2006 pelos aliados daquele momento.

E assim Nonô virou vice. Uma circunstância que o fez renascer politicamente, uma vez que também será governador e acalenta o sonho de ser candidato a governador. E o que ele faz para isso: Não cria problemas para o titular, pelo contrário, atua resolvendo questões nos bastidores, não briga com ninguém, não deixa de retornar uma ligação que toque em seu telefone funcional e já fez favores a 62 prefeitos, com os quais vem construindo uma relação política.

E mais, mesmo sabendo que não é queridíssimo pelos tucanos, sabe que já tem a faca (que são o atual cargo e o futuro), o queijo (que significa a divisão do poder com a distribuição de cargos) e o mel, que é ser candidato do grupo que hoje comanda o Alagoas e ser eleito.

Como dizia um político antigo, “eu sou eu e minhas circunstâncias”. Nem Nonô, um dia, no seu auge político, imaginou que seria tão fácil ser governador de Alagoas.

 Ah, as circunstâncias...!
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