Médicos querem parar. É o influente conservadorismo de branco (Parte II)

As reações ao texto publicado anteriormente foram, em sua maioria, agressivas. Faz parte de quem se habilita a expor alguma ideia. O importante, entretanto, é que houve posicionamento.

O fato indiscutível é que é necessário e urgente a presença de médicos nas cidades do interior e nas periferias das grandes cidades. Assim como são juízes, promotores e delegados. Esta é uma necessidade básica, humana e de sobrevivência.

É logico que todos esses profissionais precisam receber do poder público condições para executar com qualidade o seu ofício. Isso não se discute e tem que ser cobrado dos prefeitos, governadores e presidente da República. Como também é lógico que o melhor para a categoria médica é que o atendimento seja centralizado em Maceió e Arapiraca, por exemplo. Do ponto de vista logístico são as duas melhores cidades de Alagoas pra se viver e para ganhar dinheiro porque têm maior população e maior renda e melhor estrutura.

Bom, vamos a outras informações sobre o tema. Apesar da reação conservadora e estúpida das entidades representativas dos médicos, o último dado divulgado pelo Ministério da Saúde revela que quase 12 mil médicos em todo o país fizeram sua inscrição para se habilitar no programa Mais Médicos, criado pelo Governo Federal através de Medida Provisória. 92% dos interessados são brasileiros. A outra boa notícia é que 66 municípios alagoanos estão na lista do Ministério para receber profissionais do Programa.

Os dados acima, porém, são ruins para muitas lideranças da categoria, hospitais e clínicas privados, enfim, é ruim para todos que fazem da medicina apenas um grande negócio lucrativo, incluindo para aqueles que se dedicam ao comércio e ao consumo dos grandes laboratórios internacionais.

Por isso generalizo ao chamar os médicos encastelados em suas entidades de conservadores de branco. Ora, esse pessoal não quer que nada mude, assim como muitos estudantes que frequentam faculdades públicas de medicina, porque do jeito que está à profissão é bastante rentável.

Como pode uma entidade representativa da categoria ser contrária a um programa que paga para médicos trabalharem nos lugares mais pobres e distantes do país, aonde poucos querem ir?

Como pode uma entidade representativa ser contra uma proposta para aumentar em mais dois anos o tempo do curso fazendo com que o estudante de medicina de faculdade pública, orientado por profissionais experientes, atenda aos mais pobres, nos lugares mais distantes?

Será que esse contato humano, em lugares pobres e distantes, não será capaz de mostrar ao estudante de medicina os mundos diferentes e divergentes que existem?

Saúde dá dinheiro, o que é normal e perfeitamente humano. Só que saúde é um direito de todos nós.

De toda forma, desejo sorte aos médicos que estão se inscrevendo no programa e muita sorte, também, aos médicos estrangeiros. O povo agradece. Os mercadores, provavelmente, não.

 

 

 

 

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Médicos querem parar. É o influente conservadorismo de branco

Se existe uma categoria profissional neste país que não tem do que reclamar, é a classe médica. Os salários são ótimos, mesmo para o médico que precisa ter mais de um emprego para sobreviver muito bem. Tanto isso é verdade que há falta de médicos para trabalhar em cidades do interior. Poucos querem. Já as condições de trabalho no setor público, é outra discussão.

Agora, esses profissionais articulam protestos e paralisações por insatisfação com as medidas adotadas pelo Governo Federal. A verdade é que os conservadores de branco estão mesmo é insatisfeito com a vinda de médicos estrangeiros para atuar em cidades distantes e de difícil acesso. Eles também são contrários à medida que vai obrigar os estudantes de medicina a atuarem no Sistema Único de Saúde por dois anos para que possam ter o diploma.

Ora, convenhamos, essa elite profissional também está irritada porque quer a derrubada do veto presidencial sobre o Ato Médico, que fixava a supremacia dos médicos sobre os demais trabalhadores de nível superior da saúde, caso dos enfermeiros, fisioterapeutas, etc.    

Avaliar que a questão fundamental é apenas a condição de trabalho e não a carência de médicos para atender o povo, é não querer mudar nada e olhar para o andar de baixo sem entender a dor enfrentada pelos mais necessitados. Afinal de contas, o que vai custar dois anos a mais na vida de um recém-formado que estuda em faculdade pública de medicina para atender àqueles que a mantêm com o pagamento de impostos?  Sinceramente, isso não é injusto.

No Brasil existem 1,8 médicos para mil habitantes. Na Inglaterra esse número é quase o dobro, 2,7. E em Cuba, que muitas idiotas criticam, são 6 médicos para cada mil habitantes. Nos últimos anos surgiram mais de 147 mil novas vagas, mas o mercado só formou 93 mil médicos. Quase três mil municípios brasileiros sofrem com o fato de existir menos de um médico para cada 3 mil habitantes, além de os doutores não terem residência fixa na localidade.

Quando o Governo Federal criou um programa para levar médicos ao interior e bairros paupérrimos das grandes cidades, a necessidade de contratação era de 13 mil trabalhadores. Mesmo com salário de R$ 8 mil,  só 3,8 mil postos foram ocupados.

Portanto, eu quero mais médicos para o povo brasileiro. Não importa o idioma, não importa se é um médico vindo de Cuba. Não pode é faltar médico no interior, o que ocasiona a corrida pelo atendimento nas maiores cidades.

Entretanto, é preciso que também entrem na pauta da discussão as condições de funcionamento e os investimentos necessários para o setor público. O que não é suportável, nem aceitável, é que a classe médica simplesmente diga não a tudo o que é proposto.

Ou, que simplesmente, adira as palavras ditas pelo Instituto Teotônio Vilela – órgão político do PSDB sobre políticas públicas -, que chamou o Programa Mais Médicos, lançado pelo Governo Federal para combater a escassez de médicos no serviço público, de temeridade, ilusionismo, mandracaria, arbitrariedade e excrescência.

O povo precisa de médicos e de melhor atendimento. Esse é o caminho e o debate a ser seguido.

 

 

 

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Apesar da turbulência política, Dilma Rousseff lidera pesquisa

Manifestações nas ruas, críticas duras feitas pelos oposicionistas, saraivada de pancadas de meios de comunicação, racha entre deputados federais do PT, além de amigos, empresários e aliados articulando para que o ex-presidente Lula volte a disputar à Presidência da República. Esse tem sido o roteiro diário enfentado pela presidente Dilma.

Embora ainda não tenha domado essa crise sob suas rédeas, pesquisa realizada pelo instituto MDA a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgada nesta terça-feira (16), Dilma Rousseff lidera a pesquisa contra todos os adversários: Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Educardo Campos (PSB). E na hipótese de segundo turno, sairia vencedora em todos os cenários.

Entetanto, Dilma Rousseff foi atingida pelas manifestações populares ocorridas nas ruas do Brasil, o que é perfeitamente natural e aceitável. Se em junho a aprovação do seu governo atingia 54%, agora está em 31,3%. Já a avaliação negativa mais do que triplicou, passando a 29,5%, ante 9%. E é neste ponto, avaliação negativa, que esta o “X” da questão. Continuará Dilma caindo nas pesquisas e aumentando os índices negativos, ou isso será revertido?

Leia, abaixo, todos os dados e avaliações com informações da Reuters, Agência Brasil e do Brasil247:

A presidente Dilma Rousseff é a candidata à presidência da República em 2014 de 33,4% dos eleitores brasileiros, segundo o último levantamento realizado pelo instituto MDA a pedido da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgado na manhã desta terça-feira 16. A pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 10 de julho com 2.002 pessoas – portanto, depois da onda de manifestações que tomou o País – em 134 municípios de 20 Estados das cinco regiões.

Segundo a mostra, a presidente lidera o ranking de candidatos, que tem em segundo lugar a ex-ministra Marina Silva, do Rede Sustentabilidade, com 20,7% dos votos. Completam a lista o senador mineiro Aécio Neves, do PSDB, com 15,2%, e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com 7,4% da preferência. Em um dos cenários, Marina venceria Aécio no segundo turno, com 35,6% dos votos, contra 23,3% do tucano.

A presidente Dilma Rousseff venceria os três opositores no segundo turno, como mostra o levantamento. Contra Marina Silva, a vitória seria de 38,2% contra 30,5% da ex-senadora. Se disputasse contra Aécio Neves, a petista sairia vitoriosa com 39,6% dos votos, enquanto o tucano teria 26,2%. A vitória contra Campos, da base aliada do governo, seria a de maior vantagem: 42,1% x 17,7%.

Avaliação do governo

As manifestações populares que tomaram as ruas em todo o país continuam cobrando seu preço do governo da presidente Dilma Rousseff, que viu sua avaliação positiva despencar para 31,3% neste mês, ante 54,2% em junho, mostrou pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira.

Segundo o levantamento do instituto MDA, 38,7% vêem o governo como regular, ante 35,6% no mês passado. Já a avaliação negativa mais do que triplicou, passando a 29,5%, ante 9%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2%.

O desempenho pessoal da presidenta foi avaliado como positivo por 49,3% dos entrevistados. O dado mostra queda, em comparação a última pesquisa quando o percentual foi de 73,7%. No total, 47,3% desaprovam a gestão de Dilma. Em junho, os que desaprovavam o governo eram 20,4% dos entrevistados.

A pesquisa registra que a queda na avaliação da atuação da presidente Dilma ocorre após as manifestações públicas realizadas por todo o país "as quais foram motivadas, principalmente, por insatisfação elevada com a qualidade dos serviços públicos, gastos com a Copa do Mundo e com a corrupção", diz o texto.

 

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Curto-circuito político: O racha tucano e o racha petista

Embalado pelas vozes das ruas e pela queda vertiginosa da presidente Dilma nas pesquisas para as eleições de 2014, o ex-governador de São Paulo, José Serra, saiu do casulo para ocupar todo o espaço possível nas redes sociais e nos meios de comunicação.

Para quem estava praticamente fora da disputa, o tucano está de volta com carga total pra ser candidato à Presidência da República pelo seu partido ou pelo PPS que, inclusive, já o convidou para essa tarefa. Também tem conversado com o PSD do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab.

Para ser indicado pelo PSDB, José Serra aposta que pode tomar o lugar do senador mineiro Aécio. Para tanto toma como base pesquisas recentes que o colocam em empate técnico com Marina Silva em segundo lugar nas intenções de voto.

Para evitar qualquer racha dentro do ninho tucano e abrindo a possibilidade efetiva da sua candidatura, ele também defende entre os companheiros de partido que, não sendo candidato pelo PSDB, a sua candidatura pelo PPS reforçaria os partidos de oposição e levaria a disputa presidencial para o segundo turno.

E o candidato de oposição ao PT pelo PPS e pelo PSDB que chegasse ao segundo turno seria apoiado pelo outro. Mas não é o que deseja o senador Aécio Neves, que quer o partido unido em torno de uma única liderança, portanto, sem divisões. Quando perguntado sobre o tema, a resposta é a mais política possível: "Respeito qualquer que seja a decisão do companheiro José Serra. É uma decisão muito pessoal. Desejo pessoalmente que ele seja feliz e que as oposições possam vencer as eleições. Vou trabalhar muito para o PSDB vencer as eleições."

Já no PT, o racha atinge o partido dividindo-o entre os simpatizantes de Lula que ainda não desistiram de convencê-lo a ser candidato a Presidente e entre os deputados federais Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Henrique Fontana (PT-RS). Enquanto no primeiro caso Lula nega qualquer intenção, na Câmara os dois deputados e seus aliados estão em clima de guerra. Tudo por causa do grupo de trabalho criado para discutir a reforma política.

A origem desse conflito está na decisão dos líderes dos 13 partidos que integram o plenário de que cada um indicaria um representante. Só que o PT tem dois. O presidente Henrique Alves deveria ter colocado Fontana, indicado pela legenda para ser o coordenador por ser do partido com o maior número de deputados. Mas o presidente preferiu colocar Vaccarezza.

Por conta desse curto-circuito, o grupo criado ainda não foi instalado e há ameaças de renúncia. Claramente há uma divisão entre os parlamentares mais fieis ao Planalto, do lado de Fontana, e outros mais alinhados acreditem, com o PMDB de Alves, apoiadores de Vaccarezza.

De acordo com o site brasil247, quem está no time oposto do deputado paulista diz que ele é contra o plebiscito sugerido pela presidente Dilma Rousseff e contra a própria reforma política.

E a prova de que ele estaria mais próximo do PMDB foi uma declaração sua de que não há tempo hábil para que a reforma valha já para 2014, enquanto o partido governista luta para convencer o Congresso de que o plano ainda é possível.

Do outro lado, os opositores do parlamentar gaúcho criticam sua habilidade na relatoria da comissão especial de reforma política da Casa. De acordo com eles, Henrique Fontana teria sido um mau articulador político, pois, em mais de dois anos, não foi capaz de convencer a maioria de seus aliados a apoiar o projeto de reforma.

 

 

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O risco das redes sociais; a falta de equilíbrio do gestor e o “já vai tarde”

Não é a primeira vez, nem será a última, que artistas, atletas, políticos e candidatos ao estrelismo derrapam em opiniões, revelações e fotos de suas atividades públicas ou privadas postadas em suas redes sociais.

O caso da opinião postada pelo secretário Estadual de Educação, Adriano Soares, em sua página no Facebook foi de uma estupidez imensa. Não ter capacidade de medir que uma sugestão de agressão moral vai repercutir é de uma infantilidade sem tamanho. Ainda mais contra um movimento político-sindical. E mais, não imaginar que sugerir um vídeo de uma cantora e apresentadora em um programa em rede nacional não iria repercutir, é tolo, e sem noção.

Não ter o discernimento de que o gestor público deve ter um comportamento exemplar em sua vida privada, em sua rede social, é não ter conhecimento do que é ser gestor público, claro.

O difícil é imaginar que uma pessoa com o nível de formação do ex-secretário não tenha esse conhecimento, esse discernimento. Será que teve um momento de fúria, um dia de cão, um profundo desentendimento qualquer que embotou sua capacidade de análise, ou, supondo e divagando, tomou algum remédio na hora errada?

É que Adriano Soares é muito bem preparado e reconhecido como advogado capaz e competente. O seu escritório é um dos mais conceituados, por isso é reconhecido no meio jurídico brasileiro. Passou em concurso para juiz e desistiu do ofício. Então, não dá pra imaginar que ele não saiba que somos donos da palavra não dita e escravos da palavra dita, especialmente em redes sociais. E isso em política e em cargo de confiança, é fatal.

Entretanto, desde o princípio Adriano Soares se mostrou pouco tolerante na relação com os sindicatos vinculados aos profissionais da Educação. Era pancada daqui, pancada de lá. Divergência nas negociações tornadas públicas de maneira açodada. Isso não dá certo. E, suponhamos, desgastado na relação, tentou atingir o movimento como um adolescente raivoso.

O tiro saiu pela culatra. Agora, se o vídeo não repercutiu com o tal do “Vá tomar no...” contra o movimento sindical, repercute o desequilíbrio do profissional e o adeusinho irônico do Sinteal com o “Já vai tarde”.

Isso deve doer na alma e muito.

Por volta das nove horas desta sexta-feira (12), Adriano Soares voltou na utilizar a sua página no Facebook. Leia abaixo:

Tomei a decisão, ontem, de sair da Educação Alagoas. Já vinha cansado, pelos inúmeros embates travados nesses últimos dois anos. Mudar a educação, enfrentar feudos, mudar o foco para a gestão, conviver com uma histórica falta de estrutura... Tudo isso vinha me desgastando e sendo muito custoso pessoalmente. Afetou até a minha família.


Ontem, depois da história do vídeo, ponderei que preciso da minha vida de volta. Cansei da vida pública. Estou farto de defender a tantos e do silêncio pouco solidário de alguns.

Quem conhece o trabalho que foi feito nesses dois anos sabe que a educação está mudando e muito.

Ontem à noite estive com o Governador e entreguei o meu cargo de modo irrevogável. Tivemos uma longa conversa, expus meus motivos e posso novamente voltar à minha vida, à advocacia e aos meus livros, além de recompor a minha família.

Aos que têm apego a cargos públicos poderão estranhar a minha decisão. Nunca me aprendi a eles. Meu espírito sempre foi livre. Deixo um abraço carinhoso a todos que contribuíram para mudarmos a educação. E não foram poucos.
Que Deus nos ilumine a todos.

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Profeta? José Serra diz que o ciclo econômico lulopetista chegou ao fim

Em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, Estadão, o ex-governador José Serra reclama que falta ao PT governar. Afirma, ainda, que durante a campanha presidencial de 2010, sabia que por trás da euforia de consumo do fim do governo Lula viriam às dificuldades econômicas.

Para Serra, “o mal do governo foi mesmo a arrogância e, não sei em que medida, a ignorância, somada a uma excepcional inaptidão executiva”. Duro na análise, ele diz que o governo navegou sem rumo durante o primeiro mandato e que o ciclo econômico lulopetista chegou ao fim por causa do lento crescimento da economia, desaceleração do consumo, criação de empregos e aumento da inflação.

Por fim, José Serra explica que as pessoas estão se dando conta das ilusões vendidas nestes últimos 11 anos nas áreas de saúde, educação, transportes - e mesmo na moralização da vida pública.

O fato é que o ex-governador José Serra aparece bem em todas as pesquisas de opinião feitas até o momento. Inclusive superando o seu companheiro de partido e presidente nacional do PSDB, o senador por Minas Gerais Aécio Neves.

Analisando agora a situação política e econômica do Brasil volta ao noticiário e pode atrapalhar a candidatura de Aécio. Além do mais, o empresariado paulista tem preferência por José Serra. Então, ninguém duvide se José Serra tomar o lugar de Aécio e for o candidato do partido a Presidência em 2014

Agora, é a hora exata para análises e pancadarias no governo da presidente Dilma. Política, como já disse em outros textos, é também a arte de aproveitar as oportunidades.

Leia, abaixo, o artigo publicado no Estadão:

 

Uma crise em busca de um governo 

"Estou convencido de que nada é mais necessário para os homens que vivem em comunidade do que ser governados: autogovernados se possível, bem governados se tiverem sorte, mas, em qualquer caso, governados". W. Lippmann

Ninguém está exigindo da presidente da República ou mesmo do PT que façam um grande governo. Só se está pedindo que façam algum governo. Quem está no poder tem o direito de errar. E o eleitor julga. Mas não tem o direito de não governar.

Quando, em 2010, fui candidato à Presidência, sabia bem que por trás da euforia de consumo do fim do governo Lula estava o espectro de grandes dificuldades para seu sucessor, fosse quem fosse. A inusitada bonança externa que cercava a economia brasileira não se prolongaria indefinidamente. Não daria para conciliar por muito mais tempo o crescimento rápido do PIB, puxado pelo consumo, com desindustrialização e investimentos baixos. Tampouco seria possível, para uma economia de crescimento lento, manter a combinação do aumento acelerado das importações com o desempenho modesto das exportações sem que voltasse o fantasma do desequilíbrio externo.

Mesmo assim, essa estratégia foi levada adiante, sob aplausos quase unânimes. Não se enganem: um erro da magnitude do que foi cometido no Brasil não se faz sem o apoio de muita gente. Alguns colunistas, naquele ano, chegaram a lançar a tese do "risco Serra", segundo o qual eu não poderia vencer a eleição porque representaria uma ameaça - imaginem! - à estabilidade da economia...

Ora, eu procurava então advertir para o que aconteceria caso não houvesse uma mudança de rumo na gestão governamental. Não era uma questão de opinião, mas de fato econômico e de lógica. Como poderia crescer de maneira sustentada um país que tinha as menores taxas de investimentos governamentais, o câmbio mais valorizado, os maiores juros do mundo e a maior carga tributária entre os países emergentes? Todos sabem que, para mim, a política consiste em ampliar os limites conhecidos do possível. Já os que insistem, na vida pública, em ampliar os limites comprovados do impossível estão apenas jogando com a sorte alheia.

Não se trata agora de ser engenheiro de obra feita. Algumas das atuais dificuldades estavam mesmo escritas na estrela do PT. Mas o encantamento basbaque com as circunstâncias da economia, que não tinham como perdurar, tornou o novo governo impermeável à realidade. Não vou dizer que ele ficou cego e surdo, porque as pessoas com essas problemas desenvolvem outras faculdades para perceber o que vai à sua volta.

O mal do governo foi mesmo a arrogância e, não sei em que medida, a ignorância, somada a uma excepcional inaptidão executiva. Tudo amenizado pela boa vontade até da oposição. O marketing e a publicidade exacerbados se encarregaram de inflar resultados e expectativas.

Foi assim que o governo navegou sem rumo durante a primeira metade do mandato, sem chegar a lugar nenhum, como é típico de quem não sabe para onde vai. No início da segunda metade veio o estalo criativo: definir um rumo não para o Brasil, mas para o PT, com a antecipação da campanha eleitoral de 2014. Ou seja, não sabiam o que fazer com o Brasil, mas sabiam o que queriam para si: levar o País a se engalfinhar na luta político-partidária e desviar a atenção dos problemas e frustrações, confundindo promessas com realizações.

Mas o ciclo econômico lulopetista chegou a fim: lento crescimento da economia, desaceleração do consumo e da criação de empregos e aumento da inflação. As pessoas vão-se dando conta das ilusões vendidas nestes últimos 11 anos nas áreas de saúde, educação, transportes - e mesmo na moralização da vida pública. Quando as ruas pedem "hospitais e escolas padrão Fifa", estão a exigir efetividade nas politicas públicas. Eis que surge, então, a líder insegura, incapaz de lidar com as expectativas das ruas e do empresariado.

Longe de mim reduzir as manifestações apenas a essa reversão do quadro econômico. Mas é fato que elas não ocorrem no vazio. Uma faísca é inócua se produzida ao ar livre; se, no entanto, em meio a barris de pólvora... Os protestos serviram para evidenciar a todos que o governo não governa, que lhe falta a faculdade fundamental de atuar para diminuir o tamanho das crises. Ela e seus maus conselheiros fizeram o contrário.

A Nação assistiu, então, a uma presidente desorientada. Sua primeira reação foi deslocar-se para São Paulo à procura das luzes de Lula, seu criador. Em companhia da chefe da Nação, seu marqueteiro... Seguiram-se duas falas desconexas em redes nacionais, em tom de campanha eleitoral. O País esperava que ela transmitisse segurança, compreensão, disposição e liderança. Em vez disso, promessas vagas e a ideia de transformar os médicos brasileiros na caveira de burro dos problemas da saúde. Contra as evidências, a presidente até negou que o governo injete dinheiro público a fundo perdido na Copa do Mundo.

No auge da alienação, foi proposto instaurar uma Assembleia Constituinte só para a reforma política e, posteriormente, de se fazerem mudanças na legislação político-eleitoral via plebiscitos. Algo espantoso: a presidente e seus assessores mais próximos não tinham lido a Constituição. O Planalto tentava responder à crise que está nas ruas demonizando o Congresso Nacional e propondo saídas inconstitucionais.

Dilma passou dois anos envolta pela "bolha de Brasília", conferindo-se ares de majestade, impermeável à realidade. Mas essa bolha estourou, como evidenciou o cerco aos três Poderes. E pasmem: não obstante a voz clara das ruas e a voz rouca da economia sob estagflação, o governo ainda encontrou tempo para reiterar o bilionário e inútil trem-bala, o mais alucinado projeto da era petista e não petista.

Um governo não tem o direito de não governar. E o atual passou a ser governado pelos fatos. A presidente não conduz, mas é conduzida.

 

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Alguma coisa está fora de ordem

A estratégia do PT e do governo da presidente Dilma é ter de volta bandeiras de reformas defendidas pelo partido. Por isso os protestos organizados para está quinta-feira (11) por centrais sindicais e diversos movimentos sociais, claramente têm essa intenção.

Afinal de contas, depois que a milhares de jovens foram às ruas do Brasil em protesto, o alerta vermelho foi aceso pelas lideranças petistas e sindicais. Some-se a surpresa inicial a queda vertiginosa na aprovação da presidente Dilma Rousseff.

Como a turma hoje detentora do poder construiu o partido a partir de uma intensa participação nos movimentos sociais, ir pra rua, agora, é uma forma de tentar retomar os anseios da população e frear os movimentos que, com naturalidade, foram pras ruas reivindicar.

Além do mais, é também uma forma de demonstrar aos opositores e a classe política que o governo do PT ainda tem o apoio popular através de sindicatos e movimentos sociais.

Entretanto, alguma coisa está fora da ordem, creio. O sentimento de que pouco é feito pelos gestores públicos, em todas as esferas, pode estar levando o país a uma divisão. E se isso permanecer sem solução o Brasil corre o risco de ficar dividido e cheio de protestos atazanando a vida de todos.

No que tudo isso vai dar, não sei, embora a impressão seja a de que o Governo Federal está perdendo o controle da situação. E é para esse mesmo governo que está sendo canalizada toda a insatisfação.

Pra população atingida pelos protestos fica o sentimento de permissividade, de impunidade, de que os seus direitos não são respeitados e de que falta governo. Os comerciantes contam os prejuízos e reclamam também.

Certamente, muita coisa está fora de ordem, mas a democracia deve ser mantida, acima de tudo e de todos. O desagradável você ver e sentir que o seu direito não é respeitado. Aí você pergunta: que diabos de democracia é essa em que sou quase obrigado a fechar a minha loja por temer um protesto?

Alguma cosia está fora de ordem mesmo.

 

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Fusão entre PMN e PPS para criar o MD melou; Tenório reassume diretório em AL

Agência Câmara 1279213394pec443 Deputado Chico Tenório

A tão aguardada e anunciada fusão entre o PPS e o PMN para o surgimento da nova sigla partidária, o MD – Mobilização Democrática, foi pro vinagre, literalmente. No próximo dia 28 já está convocada uma reunião do PMN  pela secretária-geral do partido, em São Paulo, apenas para ratificar o que já foi definido nesta terça-feira (9), em Brasília.

O que levou o PMN a tomar essa decisão foi a demora por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em dar a resposta a uma consulta realizada pelo PSD, temeroso em sofrer uma revoada de políticos do seu quadro para o MD. A pergunta feita ao TSE pelo partido do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi para saber se a fusão dos dois partidos para criar outro significava o surgimento de um novo partido ou não?

Caso a resposta tivesse sido positiva, um novo questionamento queria esclarecer se a nova sigla poderia receber políticos detentores de mandato sem risco de perda do cargo? Como até agora não houve resposta às indagações, e embora o PPS pretendesse permanecer aguardando, o PMN achou que estava demorando demais e suspendeu o casamento partidário.

Sendo assim, o MD, que seria parido pelo PMN e pelo PPS, permanece congelado e fora do processo político brasileiro, pelo menos até que outros pais desejem dar vida a uma cria partidária.

 Por conta dessa decisão, a direção nacional decidiu que o deputado federal Chico Tenório (PMN) vai reassumir o comando do partido em Alagoas no lugar de Gerson Guarines. O deputado federal vai formar uma diretoria executiva provisória para ser ratificada pela direção nacional que, em seguida, irá informar os nomes dos novos dirigentes ao TSE.

 

 

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Plebiscito morreu; Aécio diz que governo do PT desmoralizou a reeleição

O sepultamento da proposta de plebiscito sobre reforma política apresentada pela presidente Dilma foi feito pelos líderes da Câmara dos Deputados. Logo após uma reunião com o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o argumento utilizado pelas lideranças de diversos partidos foi um só: A realização do plebiscito com as regras entrando em vigor em 2014 não é possível.

E quando se quer enterrar uma idéia considerada desinteressante pela classe política, basta criar uma comissão, o que pode ocorrer a qualquer momento, por decisão do Colégio de Líderes¶. Ou seja, enterraram o plebiscito, mas não sepultaram o corpo, cujo papel ficará a cargo da Comissão, do tempo e do esfriamento da vontade das ruas.

O PT ainda defende a idéia, embora saiba que pouco vai adiantar. A não ser que algo mude milagrosamente, tipo o povo voltar a protestar ou coletar assinaturas. É, pode ser.

O fato é que o PT está isolado na Câmara, pelo menos no que se refere ao seu ponto de vista político e a estratégia adotada de apresentar uma resposta a todos que foram as ruas protestar.

Do outro lado, lá vem à oposição disparando seus ataques, sabedora de que política é a arte de saber o momento e a oportunidade ideal de fustigar o adversário, ainda mais quando esse adversário começa a enfrentar sinais de desgaste popular e político.

O senador e presidenciável pelo PSDB mineiro, Aécio Neves, apresentou um projeto de reforma política com seis temas que valeriam apenas para 2018, que são: Voto distrital, fim das coligações proporcionais, suplência de senador, cláusula de desempenho, contabilidade do tempo de TV de acordo com chapas majoritárias e o fim da reeleição, com mandatos de cinco anos para cargos do Executivo

 

E para fustigar a presidente Dilma Rousseff, Aécio Neves chamou-a "para assumir responsabilidade pelos problemas do País e pelos equívocos do governo", criticou o Programa Mais Médico por considerá-lo uma ideia apenas paliativa e marqueteira e disse ainda que esse governo desmoralizou o instituto da reeleição quando deixou de governar para fazer campanha antecipada".

Portanto, os ataques estão apenas começando. Até o momento, o governo petista luta para tentar reconquistar a vanguarda que detinha ao representar a maior parte dos anseios da população, o que não está fácil.

Principalmente com uma base de apoio formada por interesses de proximidade com o Poder. Para piorar, o ano é pré-eleitoral, o que significa que o político está pensando em como sobreviver ao julgamento a que será submetido em 2014.

Vale a regra: Salvem-se quem puder!

 

 

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Malucos (?) da Avaaz querem intervenção militar no Brasil. Petição está na internet

Pode parecer brincadeira, mas decididamente não é. Fiquei surpreso ao descobrir que tem gente fazendo manifestos na internet clamando por intervenção militar no Brasil. Meu Deus!

Antes de tudo, quero dizer que sou absolutamente contrário. Acredito que o sistema político, jurídico, enfim, acredito que nossa sociedade precisa vivenciar o que existe para evoluir e exigir transformações.

Quem vem defendendo a intervenção militar é uma comunidade de petições online chamada Avaaz. Além da intervenção, defende que haja declaração de guerra a Cuba, cujo regime é responsabilizado por todos os problemas que o Brasil atravessa. Um dos seus membros no Brasil foi secretário Nacional de Justiça, Pedro Abramovay.

O danado é que uma ideia maluca dessas pode crescer. E você pode perguntar como eu sou contra e publico, dou publicidade a tamanho absurdo? Exatamente por vivermos numa democracia. E na democracia temos que respeitar todos os malucos e, em vez de esconder, expor suas idiotices.

Não vivenciei o período da ditadura militar brasileira. Mas sei que prefiro votar, prefiro escolher os meus representantes, prefiro reclamar, criticar e defende os meus pontos de vista. Não quero que, caso o que penso divirja da ideologia oficial, que alguém decida que devo ser preso.

Leia, abaixo, a petição:

 

Por que isto é importante

AS FORÇAS ARMADAS ESTÃO ESPERANDO A ORDEM DIRETA DO POVO PARA AGIR, E ENQUANTO NAO FIZERMOS ISSO, ELAS ESTARÃO SUBORDINADAS A DILMA, MESMO SEM CONTAR MAIS COM LEGITIMIDADE. ENTÃO VAMOS FAZER ISSO PARA ELES AGIREM LEGALMENTE.

Enviem para o clube militar a seguinte declaração, e peçam a todos em sua rede para fazer o mesmo, enviem por mensagem e pelo seu mural, copie e imprima fazendo copias colhendo assinaturas para levar ao clube militar pessoalmente. Os esquerdopatas irão sinalizar como spamm para retirar do ar, mas se todos insistirem eles ficarão ocupados demais e os enlouqueceremos. Eu ja enviei!

segue o texto:

Declaro que é de minha vontade a intervenção das forças armadas na atual crise nacional com fins de restaurar a ordem.
Reconheço os partidos: PT, PDT, PCdoB, PCB, PPS, PSTU, PMDB, e demais apoiadores do governo como uma conspiração contra o Brasil sendo estas forças destrutivas da nação brasileiras e traidores do povo brasileiro.

Para tal, autorizo as forças armadas a executar as seguintes missões:

1 - destituir a presidente Dilma Rousseff do cargo de presidente da republica, do vice presidente Michel Temer por estarem inaptos a ocuparem seus cargos por não mais contarem com a legitimidade emanada pelo povo brasileiro.

2 - dissolver o congresso nacional seguindo-se de eleições gerais com plebiscito prévio sobre regime de governo com escolha entre: republica presidencialista, república parlamentarista, ou restauração da monarquia constitucional parlamentarista.

3 - prisão de todos os conspiradores por alta traição, ao servirem voluntáriamente a interesses estrangeiros contra o Brasil através do foro de São Paulo, que é uma invasão sigilosa do território nacional executada por países estrangeiros liderados pelo regime de Cuba através de agentes infiltrados, também por associação aos narcotraficantes das FARC e pelo desvio das riquezas nacionais para beneficiar países inimigos.

4 - dissolução de todos os partidos integrantes ou apoiadores do Foro de São Paulo.

5 - Intervenção em todos os governos estaduais e municipais e seus respectivos legislativos sob a mesma forma dos ítens 1 e 2.

6 - combate à subversão.

7 - intervenção no supremo tribunal federal, cuja presença de ministros simpáticos aos conspiradores é clara e evidente.

8 - Suspensão provisória do direito de manifestações coletivas de cunho político com repressão às que desobedecerem entendendo-se como crime de desobediência.

9 - Declaração de guerra à Cuba, cujo regime é a raiz de todos os problemas que o Brasil atravessa hoje.

Ficam o Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, Marinha do Brasil, Policias Militares, autorizados por mim a executar todos os itens aqui descritos através de seus comandantes.

Brasil acima de tudo!
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