PSB deve deixar o governo; Téo articula e Serra ameaça sair do PSDB

O PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, está a cada dia mais perto de ser afastado da base aliada da presidenta Dilma Rousseff. Personagens importantes do Partido dos Trabalhadores terminaram a semana defendendo essa ideia que vem ganhando força dentro do partido. Tudo isso por conta da movimentação feita pelo governador que articula para ser candidato a Presidência da República.

O primeiro a se posicionar foi o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, que vê Eduardo Campos como candidato à Presidência, por isso já o considera como adversário.

O segundo, e de forma contundente, foi o ex-porta-voz de Lula, jornalista André Singer: “fosse à política brasileira menos acomodatícia, a reforma ministerial em gestação implicaria a retirada dos cargos entregues ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Os últimos gestos do presidente da sigla, Eduardo Campos, indicam a intenção de criar embaraços ao governo federal, que supostamente apoia. O governo parece alimentar a ilusão de que pode recuperar a lealdade de Campos mais à frente. A lógica indica, entretanto, que só a terá se e quando não precisar mais dela” afirmou.

Para ficar mais claro ainda que Eduardo Campos articula a construção do seu nome, há cerca de um mês, um deputado federal alagoano me contou, e pediu que seu nome não fosse revelado, que o governador pernambucano avalia que há espaço para a sua candidatura, sim. Caso chegue ao segundo turno poderia receber o apoio do PT ou do PSDB. E se não conseguir ir para o segundo turno, negociaria com um dos dois partidos o apoio em troca de mais espaço no futuro governo.

Um dos principais interlocutores de Campos no PSDB é o governador alagoano Téo Vilela. Aliás, como já escrevi em outra postagem, Téo, e agora incluo Campos, fazem juras de amor a Dilma. Nos palanques tratam-na com uma delicadeza romântica acima da política, mas articulam contra ela.

Bem, voltando a interlocução de Vilela, o PSDB vive uma grave crise com a possibilidade de que o ex-governador José Serra deixará o partido e apoiará Eduardo Campos, caso não assuma a presidência da legenda. Esse ultimato de Serra foi dado ontem, o que deixou o senador Aécio Neves desesperado.

Dessa forma, Téo Vilela ama Dilma, elogia Dilma e agradece a Dilma os bilhões de reais investidos em Alagoas pelo Governo Federal, mas quer casar mesmo é com Aécio Neves ou Eduardo Campos.

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Poder político e a casa dos horrores ou o clube dos cafajestes?

 

Já está institucionalizado, já virou regra e pronto. Qualquer protesto, seja de sindicatos, professores, motoristas, associações, movimentos sociais, enfim, até de moradores de uma rua, só é feito e só tem efeito, em sua maioria, se ocorrer com a interdição da rua ou de uma avenida e até de uma rodovia.

Engraçado é que para fazer uma greve e até uma passeata deve-se informar aos órgãos competentes de tal decisão, porque pessoas serão atingidas nos serviços que são fornecidos e, talvez, nos seus direitos. Mas para interdição de uma via, na prática, não é preciso nada.

É claro que não discuto se as reivindicações são justas, pelo contrário. No entanto, acredito que o desrespeito das categorias com relação aos direitos das pessoas que precisam circular decorre exatamente da descrença da população com relação ao poder público.

Ora, o ente público é parte da própria classe política; homens e mulheres a quem damos, através do voto, autorização para nos representar. No entanto, sabemos que a maioria da população não respeita os detentores da poder político e/ou do poder público.

É simples de entender um dos motivos disso: A grande maioria da classe política brasileira nas Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais, Congresso Nacional e até na chefia do Poder Executivo representam a Casa dos Horrores reunidos como um Clube dos Cafajestes dada a grande quantidade de escândalos em que se vêm envolvidos. Este é um dos motivos pelo qual ninguém respeita o direito do outro.

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Governadores caçam tempestades

 

Há um ditado que diz que “político é igual a caçador de nuvens, porque nos embates do ofício é também caçado por tempestades, chuvas e trovoadas”.  Tal ideia me leva imediatamente a pensar no governador Téo Vilela (PSDB), que tem acendido velas para Deus, para o Pastor, e até para o diabo.

Pois bem, no mesmo dia em que rasgou elogios a presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula durante inauguração de uma etapa do Canal do Sertão em Alagoas, viajou, em seguida, para participar de uma reunião do seu partido em Brasília, que articula a candidatura de Aécio Neves a Presidência da República. Momentos antes, os companheiros de partido fizeram severas críticas à gestão petista na Petrobras.

Com relação à outra provável candidatura a Presidência em 2014, caso do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), Vilela também mantém muita proximidade e, dizem, é um dos incentivadores. Tanto que ainda não está descartada a ida do deputado federal Alexandre Toledo (PSDB) do ninho tucano para o colo do PSB como alternativa a disputa numa eleição majoritária. Além do mais, é bom lembrar que o PSB local faz parte da gestão tucana ocupando secretarias. E tudo é, e foi, combinado entre os dois governadores.

 

E tem mais: o PSB de Eduardo Campos, que deve deixar a base de apoio da presidenta Dilma nos próximos dias – ou meses – por conta dos seus posicionamentos e de sua candidatura, é mais uma alternativa dos tucanos representantes dos endinheirados da avenida paulista. Ele, Eduardo Campos, surge como uma alternativa - se primeira ou segunda do empresariado paulista irá depender da aceitação popular – contra o governo do PT.

Bom, Campos vai deixar a base aliada da Dilma, é certo. E Alagoas, será que poderá ser penalizado por conta da participação de Vilela em reuniões estratégicas contra o governo do PT?

Lá no interior, em Mata Grande, caçar tempestades dessa forma se chama tramóia.

E você, caro leitor, o que acha? E os nossos representantes no Congresso o que pensam sobre isso?

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Dilma em campanha e o mais petista dos tucanos

 

A eleição de 2014 já começou, é fato. Os lances dos partidos políticos envolvidos na disputa pelo poder são de ocupar espaço na imprensa com inaugurações e promessas de novas obras de um lado e do outro, caso da oposição, com críticas sobre falhas de gestão.

 

Quase no mesmo instante em que a presidenta Dilma Rousseff inaugurava parte do canal do sertão em solo alagoano e anunciava novos investimentos, os tucanos faziam uma discussão em Brasília criticando o governo do PT pelo abandono, pelo uso político e defendendo a reestatização da Petrobras.

 

Aqui em Alagoas, o governador Téo Vilela não tá, e já faz tempo, nem aí pra isso. Ele é só elogios à presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula. Faz tudo para agradá-los, vinculando cada vez mais, de olho na disputa para o senado, o seu nome aos de Dilma e Lula com declarações e gestos de carinho, desde o seu primeiro mandato.

 

Aliás, desde o seu primeiro mandato que o tucano não faz uma crítica ao governo federal e evita participar de eventos políticos do seu partido, o PSDB, principal opositor do PT na esfera nacional.

 

 Afinal de contas, o tucano mais petista de todos sempre soube que sem a ajuda financeira do governo federal seria impossível governar Alagoas.  Sem esse aporte financeiro, talvez o PSDB local não tivesse conseguido manter-se no poder até hoje, dada a péssima gestão nas áreas de saúde, educação, segurança pública, por exemplo.

 

Infelizmente, na propaganda oficial do governo sobre o canal do sertão, assim como ocorrera na duplicação da AL-101 sul e nos recursos liberados para a área de segurança, a ação fundamental do governo federal é deixada de lado, ou seja, o tucano mais petista silencia o bico.

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Dilma em campanha e o mais petista dos tucanos

 

 

 

Dilma em campanha e o mais petista dos tucanos

A eleição de 2014 já começou, é fato. Os lances dos partidos políticos envolvidos na disputa pelo poder são de ocupar espaço na imprensa com inaugurações e promessas de novas obras de um lado e do outro, caso da oposição, com críticas sobre falhas de gestão.

Quase no mesmo instante em que a presidenta Dilma Rousseff inaugurava parte do canal do sertão em solo alagoano e anunciava novos investimentos, os tucanos faziam uma discussão em Brasília criticando o governo do PT pelo abandono, pelo uso político e defendendo a reestatização da Petrobras.

Aqui em Alagoas, o governador Téo Vilela não tá, e já faz tempo, nem aí pra isso. Ele é só elogios à presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula. Faz tudo para agradá-los, vinculando cada vez mais, de olho na disputa para o senado, o seu nome aos de Dilma e Lula com declarações e gestos de carinho, desde o seu primeiro mandato.

Aliás, desde o seu primeiro mandato que o tucano não faz uma crítica ao governo federal e evita participar de eventos políticos do seu partido, o PSDB, principal opositor do PT na esfera nacional.

 Afinal de contas, o tucano mais petista de todos sempre soube que sem a ajuda financeira do governo federal seria impossível governar Alagoas.  Sem esse aporte financeiro, talvez o PSDB local não tivesse conseguido manter-se no poder até hoje, dada a péssima gestão nas áreas de saúde, educação, segurança pública, por exemplo.

Infelizmente, na propaganda oficial do governo sobre o canal do sertão, assim como ocorrera na duplicação da AL-101 sul e nos recursos liberados para a área de segurança, a ação fundamental do governo federal é deixada de lado, ou seja, o tucano mais petista silencia o bico.

 

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O Fator Nonô Em 2014: A Faca, O Queijo E O Mel

 

O político faz a sua caminhada pelo seu trabalho e pelas “circunstâncias”. É assim que uma trajetória política é construída. E para 2014, ano em que teremos eleições gerais no País, podemos dizer que o vice-governador José Thomaz Nonô vai viver exatamente essas “circunstâncias”, que lhe serão benéficas, de uma forma ou de outra.

Definitivamente Téo Vilela será candidato à única vaga ao senado federal. Dizem até que ele vai deixar o governo no início do próximo ano. Como adversário, aparentemente, irá enfrentar o senador Fernando Collor, que já lançou sinais dúbios – por serem exagerados, de que vai para a reeleição.

Afastando-se, refiro-me ao governador Teotônio Vilela, José Thomaz irá complementar o mandato. Mas, como qualquer político, Nonô torce para que as “circunstâncias” do vento da política soprem para o seu lado. Afinal de contas, ele foi fragorosamente derrotado nas eleições de 2006 quando concorreu ao senado tendo sido superado por Fernando Collor e ainda pelo ex-governador Ronaldo Lessa.

Porém, eis que na eleição seguinte ele aparece como vice do atual governador, a quem fez oposição na eleição anterior, após exigir a vaga ameaçando fechar aliança com Collor, o mesmo que motivou a debandada geral que sofreu na eleição de 2006 pelos aliados daquele momento.

E assim Nonô virou vice. Uma circunstância que o fez renascer politicamente, uma vez que também será governador e acalenta o sonho de ser candidato a governador. E o que ele faz para isso: Não cria problemas para o titular, pelo contrário, atua resolvendo questões nos bastidores, não briga com ninguém, não deixa de retornar uma ligação que toque em seu telefone funcional e já fez favores a 62 prefeitos, com os quais vem construindo uma relação política.

E mais, mesmo sabendo que não é queridíssimo pelos tucanos, sabe que já tem a faca (que são o atual cargo e o futuro), o queijo (que significa a divisão do poder com a distribuição de cargos) e o mel, que é ser candidato do grupo que hoje comanda o Alagoas e ser eleito.

Como dizia um político antigo, “eu sou eu e minhas circunstâncias”. Nem Nonô, um dia, no seu auge político, imaginou que seria tão fácil ser governador de Alagoas.

 Ah, as circunstâncias...!
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