A PEC das domésticas e a crise dos patrões

 

As notícias que nos chegam trazem exatamente os dois lados da moeda: empregadas domésticas exigindo os seus direitos e os patrões ficando assustados.

Explicando melhor, o que tem ocorrido é que patrões que não cumpriam a legislação anteriormente vigente – não respeitavam os direitos dos empregados domésticos ao não assinar a carteira de trabalho, estão sendo pressionados a cumprir a PEC das Domésticas.

Fui informado que cinco domésticas foram dispensadas no condomínio Parque Jatiúca, no bairro de Stella Maris. Em todos os casos, os empregadores não assinavam a carteira, não pagavam salário mínimo, e por aí vai. O argumento utilizado era de que não tinham como pagar.

Também há casos de domésticos que pediram para sair porque o patrão não queria cumprir a nova legislação. Resultado disso é que estamos passando por um profundo processo de modificação nesse tipo de relação de trabalho.

Por outro lado, há relatos de empregadores que dispensaram o empregado porque não vão poder - ou não querem -, cumprir as atuais obrigações. De qualquer forma, é bom o patrão ficar ligado porque todos os empregados estão sabendo quais são o s seus direitos e gostaram muito deles. Preste atenção que você vai ouví-los conversando sobre a questão em diversos lugares. Hoje não há segredo pra quase nada.

 Se num passado não tão distante tal profissional virava até um membro da família, a partir de agora a relação tende a virar completamente profissional. Mas há uma crise nessa relação cujo resultado será imprevisível. Afinal de contas, não vivemos na Europa nem nos Estados Unidos.

 

OBS – Depois de alguns dias sem conseguir postar os textos por conta de um problema técnico, agora está tudo bem. Peço desculpas.

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O aprendizado de Rui na Universidade chamada Prefeitura de Maceió

 

Não tem sido fácil a rotina do prefeito Rui Palmeira (PSDB). São secretários que não estão apresentando os resultados desejados e erros políticos no entendimento com os vereadores.

 Muitos secretários estão ainda aprendendo como funciona a máquina pública e a burocracia, assim como o próprio prefeito que, também, pela primeira vez assume cargo de gestor.

E tudo foi iniciado com a escolha dos auxiliares para o primeiro escalão. Ao serem nomeados e empossados, os secretários também nomearam os seus assessores.

Só que, por imaturidade, nem o prefeito avisou nem os secretários perceberam que deveriam reservar boa parte dos cargos comissionados para indicações a serem feitas em troca do apoio dos vereadores. Tal apoio existe, por ora, mas a turma da Casa dos Horrores anda pressionando pelo seu direito “adquirido”, como feito com prefeitos anteriores, para fazerem suas muitas indicações.

Outro erro inicial foi o acordo político firmado com os sabichões da Casa dos Horrores: o amigo, aliado e secretário de Governo – que funciona como Gabinete Civil e tem função política e administrativa -, Marcelo Bentes, criou um entendimento político considerado excessivo ao prometer muito aos vereadores. Foi preciso entrar no circuito o experiente político e amigo da família Palmeira, Abraão Moura, para desfazer e refazer o acerto.

Rui Palmeira ainda aguarda resultados em muitas secretarias. Com alguns anda insatisfeito. Politicamente sabe que precisa de resultados e tem que aprender rápido. Até uma empresa estaria sendo usado para avaliar ações pontuais desejadas pela população. Mas sabe que é fundamental o resultado do dia a dia dos seus auxiliares.

Pois bem, como já escrevi em outros textos, “não se faz políticas sem fazer vítimas”, o que significa que o prefeito não deve ter peninha de tirar quem ele escolheu, seja amigo ou aliado, ou amigo e aliado.

 É preciso entender rápido a matéria ensinada pela Prefeitura. Afinal de contas, sob todos paira o fantasma do ex-prefeito Cícero Almeida como excelente administrador para a população.

 E daqui a pouco tem novo vestibular para a escolha de quem vai comandar os destinos de Maceió. Almeida pode voltar nos braços do povo como salvador e de novo falando com DEUS.

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O desejo de Vilela por um Calheiros; uma curta história de traição

 

 

É de conhecimento da classe política o imenso desejo que o governador Vilela (PSDB-AL) tem de levar de volta o poderoso senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para o ninho tucano. Mas tal tarefa encontra obstáculos difíceis e quase impossíveis de serem ultrapassados, me contaram.

A tentativa do governador cercando o senador teve testemunhas durante a inauguração da primeira etapa do Canal do Sertão, evento ocorrido no início deste mês em Delmiro Gouveia. Houve demonstração e declaração de afeto por parte de Vilela. Mas Renan, como político profissional que é, respondia que ainda é cedo, cedo, cedo..., para tomar qualquer decisão.

Na verdade o senador ganha tempo porque ele é uma das vítimas de traição por parte do governador. E isso é muito grave em política. Quem vive do ofício sabe bem que “não se faz política sem fazer vítimas”, porém, gratidão e lealdade são qualidades valorizadas nesse meio.

Vamos ao histórico: a primeira vítima recente de Vilela foi o ex-governador Ronaldo Lessa que o apoiou na disputa ao governo em 2006. Vitorioso, o tucano deu-lhe as costas nas indicações durante a formação do governo e ainda o responsabilizou por erros em sua gestão, atacando-o de forma violenta numa tentativa de desconstruir a sua imagem. Lessa não o perdoa pela atitude e pelos processos que foram surgindo.

Em seguida foi à vez do próprio Renan, e seus aliados, sentirem o sabor do fel tucano. Eles apoiaram o então candidato, receberam cargos e a toda poderosa secretaria de Infraestrutura, mas tiveram os seus indicados exonerados durante as denúncias de irregularidades cometidas na execução de serviços da construtora Gautama. Até o próprio governador foi indiciado, mas ao afastar os indicados de Renan jogou, para a sociedade, a responsabilidade em cima dos Calheiros.

Como escrevi anteriormente, “nãos e faz política sem fazer vítimas”, lembra? Pois bem, o sonho de consumo de muita gente do PMDB é dar o troco a Vilela.  Nas últimas eleições para o Governo do Estado e para a Prefeitura de Maceió muitos pemedebistas marcharam contra o grupo do governador. E assim querem permanecer .

E pelo histórico de Vilela, é melhor os seus próprios aliados, casos do senador Biu de Lira (PP) e do vice-governador Thomaz Nonô (DEM) ficarem de olhos bem abertos. Os dois querem disputar o governo de Alagoas com o apoio do PSDB, mas, pelo histórico, não será surpresa se forem vítimas de uma “tramóia”, como dizem lá em Mata Grande.

 

 

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Lula não descarta voltar à presidência em 2018

 

Li essa entrevista feita pela revista Valor no site 247.com. Achei-a interessante e decidi compartilhá-la. Desejo uma boa degustação.

Em entrevista ao Valor, ex-presidente diz que está na hora de ficar quieto, mas se mostrou disponível para voltar ao cenário político "se precisarem dele"; no momento, concentra toda sua energia em Dilma para 2014: "eu quero palanque. Se eu não puder falar eu levo um cartaz dela na mão"; quanto à oposição, conta que avisou José Serra para se poupar na época da eleição à Prefeitura de São Paulo e que é contra sua índole pedir para Eduardo Campos (PSB) não se candidatar.

247 – A presidente Dilma Rousseff ainda está no início de seu terceiro ano de mandato, mas o ex-presidente já pensa até nas eleições de 2018. Em entrevista ao Valor, ele se mostra cheio de energia para ajudar Dilma a se reeleger em 2014 e, quem sabe, voltar a política na gestão seguinte, "se precisarem de mim", disse. 

Leia trechos da entrevista de Lula às repórteres Vera Brandimarte, Cristiane Agostine e Maria Cristina Fernandes do Valor:

Dilma: O Brasil nunca esteve em tão boas mãos como agora. Nunca esse país teve uma pessoa que chegou na Presidência tão preparada como a Dilma. Tudo estava na cabeça dela, diferentemente de quando eu cheguei, de quando chegou Fernando Henrique Cardoso. Você conhece as coisas muito mais teóricas do que práticas. E ela conhecia por dentro. Por isso que estou muito otimista com o sucesso da Dilma e ela está sendo aquilo que eu esperava dela.

Eduardo Campos: Acho muito cedo pra falar da candidatura Eduardo. Ele é um jovem de 40 e poucos anos. Termina seu mandato no governo de Pernambuco muito bem avaliado. Não faz parte da minha índole pedir para as pessoas não se candidatarem porque pediram muito para eu não ser. Se eu não fosse candidato eu não teria ganho. Precisei perder três eleições para virar presidente. Eu não pedirei para não ser candidato nem para ele nem para ninguém. A Marina conviveu comigo 30 anos no PT, foi minha ministra o tempo que ela quis, saiu porque quis e várias pessoas pediram para eu falar com ela para não ser candidata e eu disse: ‘Não falo’. Acho bom para a democracia. E precisamos de mais lideranças.

José Serra e Aécio Neves: O que acho grave é que os tucanos estão sem liderança. Acho que Serra se desgastou. Poderia não ter sido candidato em 2012. Eu avisei: não seja candidato a prefeito que não vai dar certo. Poderia estar preservado para mais uma. Mas Serra quer ser candidato a tudo, até síndico do prédio acho que ele está concorrendo agora. E o Aécio não tem a performance que as pessoas esperavam dele.

Volta em 2018: Não. Estarei com 72 anos. Está na hora de ficar quieto, contando experiência. Mas meu medo é falar isso e ler na manchete. Não sei das circunstâncias políticas. Vai saber o que vai acontecer nesse país, vai que de repente eles precisam de um velhinho para fazer as coisas. Não é da minha vontade. Acho que já dei minha contribuição. Mas em política a gente não descarta nada.

Rio: Não podemos permitir que a eleição da Dilma corra qualquer risco. Não podemos truncar nossa aliança com o PMDB. Acho que o PT trabalha muito com isso e que Lindbergh pode ser candidato sem causar problema. Acho que o Rio vai ter três ou quatro candidaturas e ele, certamente, vai ser uma candidatura forte. Obviamente Pezão será um candidato forte, apoiado pelo governador e pela prefeitura. 

São Paulo: Olha, acho que a gente não tem definição de candidato ainda. Você tem Aloizio Mercadante, que na última eleição teve 35% dos votos, portanto ele tem performance razoável. Tem o [Alexandre] Padilha, que é uma liderança emergente no PT, que está em um ministério importante. Tem a Marta [Suplixy] que eu penso que não vai querer ser candidata desta vez. Tem outras figuras novas como o Luiz Marinho, que diz que não quer ser candidato. Tem o José Eduardo Cardozo, que vira e mexe alguém diz que vai ser candidato e você pode construir aliança com outros partidos políticos. Para nós a manutenção da aliança com o PMDB aqui em São Paulo é importante.

Denúncias: Quando as coisas são feitas de muito baixo nível, quando parecem mais um jogo rasteiro, eu não me dou nem ao luxo de ler nem de responder. Porque tudo o que o Maquiavel quer é que ele plante uma sacanagem e você morda a sacanagem. É que nem apelido: se eu coloco um apelido na pessoa e a pessoa fica nervosa e começa a xingar, pegou o apelido. Se ela não liga, não pegou o apelido. Tenho 67 anos de idade. Já fiz tudo o que um ser humano poderia fazer nesse país.

As viagens aos exterior custeadas por empreiteiras: O que faz um presidente da República? Como é que viaja um Clinton? A serviço de quem? Pago por quem? Fernando Henrique Cardoso? Ou você acha que alguém viaja de graça para fazer palestra para empresários lá fora? Viajo para vender confiança. Adoro fazer debate para mostrar que o Brasil vai dar certo. Compre no Brasil porque o país pode fazer as coisas. Esse é o meu lema. Se alguém tiver um produto brasileiro e tiver vergonha de vender, me dê que eu vendo.

Fernando Henrique: Você sabe que eu fico com pena de ver uma figura de 82 anos como o Fernando Henrique Cardoso viajar falando que o Brasil não vai dar certo. Fico com pena.

Mensalão: Não vou falar por uma questão de respeito ao Poder Judiciário. O partido fez uma nota que eu concordo. Vou esperar os embargos infringentes. Quando tiver a decisão final vou dar minha opinião como cidadão. Por enquanto vou aguardar o tribunal. Não é correto, não é prudente que um ex-presidente fique dizendo ‘Ah, gostei de tal votação’, ‘tal juiz é bom’. Não vou fazer juízo de valor das pessoas. Quando terminar a votação, quando não tiver mais recursos vou dizer para você o que é que eu penso do mensalão.

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De olho em Brasília, Judson Cabral alinha pensamento aos interesses do PT

 

O posicionamento do deputado estadual Judson Cabral (PT), ao sair em defesa do ex-presidente Lula chamado de Caixeiro Viajante através de texto do Instituto Teotônio Vilela, ligado ao PSDB, virou notícia em sites nacionais, e repercutiu positivamente dentro da cúpula petista em Brasília e São Paulo.

 

Esse posicionamento pode até não ser decisivo, mas também não vai atrapalhar, pelo contrário, o desejo do parlamentar em deixar a Casa dos Horrores – entenda-se a Assembleia Legislativa de Alagoas – para concorrer a uma vaga a Câmara dos Deputados. O PT, além de Judson, terá o deputado Paulão como candidato a reeleição.

 

Bem visto, finalmente, pela cúpula partidária, Judson Cabral parece amadurecer ao tentar sincronizar o seu posicionamento político aos grandes interesses do partido. Sobre as eleições do ano que vem, aguarda a definição do arco de alianças que será montado para reeleger a presidenta Dilma Rousseff, uma ginástica que irá depender de muitos fatos e circunstâncias.

 

Sobre nomes da base aliada de Dilma para disputar a eleição majoritária contra o PSDB em Alagoas – casos do PTB de Collor, PMDB de Renan Calheiros, PDT de Ronaldo Lessa, PR de Maurício Quintella, PSD de Dudu Hollanda, entre outros partidos, e embora reconheça que não tenha propensão a determinados nomes, o deputado pode até não gostar desse ou daquele possível candidato ao senador ou ao governo de Alagoas, mas vai acatar a decisão partidária.

 

 

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Sertanejos organizam pressão; redes sociais ajudam

 

Para o sertanejo palavra dada ainda é certeza de que será cumprida. Entretanto, quando a promessa vem de algum político é muito diferente.  A presidenta Dilma anunciou e garantiu que iria asfaltar a única parte que falta da BR-316, exatamente no trecho Carié-Canapi e Inajá em Pernambuco.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte em resposta a uma indagação do presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Fernando Collor (PTB-AL), na semana passada, definiu o prazo, cerca de 90 dias, para licitação do trecho de 49 quilômetros da BR-316. Mas...

A turma da região está ressabiada com promessas não cumpridas. E com razão. Palavra de político é igual ao caçador de nuvens, muda sempre de lugar levado pelos ventos.

Por isso, nas redes sociais e blogs da região, caso de Márcio Martins, um dos organizadores, já está sendo iniciada uma campanha defendendo o voto em branco caso o asfalto não chegue à região até as eleições de 2014. O movimento está sendo iniciado a partir de Canapi. O medo da turma é que, mais uma vez próximo ao período eleitoral, uma promessa seja feita e não cumprida, o que já ocorreu várias vezes com relação ao asfaltamento da BR em questão.

 

Agora, imaginem como seria interessante e positivo se os moradores da região realizassem protestos contra o descaso do governo Vilela na segurança pública, saúde, educação. As redes sociais são uma ferramenta fenomenal. Como ele será candidato em 2014, pode dar certo porque é mais uma arma, além de fechar rodovias, por exemplo

 

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O martírio do trecho Carié, Canapi e Inajá; será o fim da saga dos esquecidos?

 

Normalmente a classe política recebe montanhas de críticas. Essa é uma atividade na qual os elogios são raros. E, no geral, merecem mesmo muito mais as críticas do que o reconhecimento.

No entanto, uma promessa da presidenta Dilma Rousseff e a confirmação por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte em resposta a uma indagação do presidente da Comissão de Infraestrutura, senador Fernando Collor (PTB-AL), definiu o prazo para licitação do trecho de 49 quilômetros da BR-316.

Penso que tal notícia merecia mais destaque. Afinal, de contas, é a única parte da BR cujo trecho não é asfaltado. Quem é obrigado a usá-lo anda no barro, no buraco e na pedra. O asfalto vai trazer importantes mudanças na vida da população de Canapi, Inhapi e Mata Grande, municípios que serão direta e indiretamente beneficiados.

A região é sofrida e desassistida. O sentimento de impunidade e abandono por parte do governo Vilela é grande, como também pelos demais poderes. Faltam juízes, promotores, delegados, policiais, saúde, educação, apoio na agricultura com programas e projetos. Vou parar, pois a listado do que falta é bastante extensa.

Lula e agora Dilma têm dado uma atenção mais do que especial a Alagoas e aos alagoanos. Todas as importantes obras no Estado são ações do Governo Federal, embora apropriadas pelo governador na propaganda oficial. No sertão, quando sair essa rodovia, a circulação das pessoas vai beneficiar o comércio e vai trazer um pouco mais de crescimento para a região, que já se desenvolveu um pouco graças programas sociais implantados pela Presidência da República.

E, como podemos sonhar, imagine quando chegar ao sertão os serviços essenciais de obrigação do poder público estadual, principalmente... Ah, será bom demais sentir que a impunidade e o abandono estarão com os dias contados. Mas essa é outra história, um sonho, um desejo.

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A política do “tô nem aí”!

 

 

A política do “tô nem aí” é a que vemos todos os dias nos fatos e atos mais singelos, ou não, mas que trazem a sensação de impunidade e do quanto os governos fecham os olhos para pequenos atos ilícitos ou desrespeita uma categoria ao não cumprir a sua função.

Vejamos alguns exemplos: em Alagoas existem cerca de 70 Defensores Públicos. Esse número é irrisório. A função desse profissional é atender as demandas jurídicas do povo, dos mais pobres, daqueles que não podem pagar a um advogado para representa-lo. Como não é atendida, a sensação é de abandono, de descrédito e decepção porque cabe ao governo do estado garantir este direito para o povo. E isso não é garantido pelo governador Vilela.

Outro caso é quando qualquer um de nós precisa de um atendimento em um hospital público. Meu DEUS! Uma vergonha. Como ser humano a sensação é de descaso completo, no interior ou na capital.

Ou então numa delegacia, seja também na capital ou no interior. Falta policiais, infraestrutura, ambiente adequado. Além disso, os funcionários demonstram insatisfação com o quadro de abandono. E se você, infelizmente, precisar da elucidação de um crime? Já sabe o quanto é improvável que ocorra a solução.

Na educação escolas que não funcionam, professores reclamando, tetos de escolas desabando, e ninguém é responsabilizado por tão má gestão. Decreta-se Estado de Emergência para recuperar a escola – é bom lembrar que o decreto suspende a necessidade de abertura do procedimento licitatório.

São alguns poucos exemplos que reforçam a ideia de que a sensação de impunidade e descaso está dentro da sociedade, seja pobre ou rico, mas sabendo que os que mais sofrem são aqueles que mais precisam, bem sabemos. É como se o governador Vilela, o poder público, tivesse optado pelo abandono aos mais pobres.

Daí, o que vemos, é cada vez os mais jovens optando pelo mundo do crime porque, entre outras coisas, há uma descrença total contra o poder público por não atender as demandas e melhorar as condições de funcionamento da máquina para beneficiar o povo e para punir aos infratores. Por isso digo que o sentimento geral é de decepção e certeza de que a impunidade sempre vence. Por isso trabalhadores fecham ruas e rodovias, motoristas de ônibus interditam o tráfego de veículos e ninguém é punido.

Essa é a política do “tô nem aí”. 

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Ser ou não ser prefeito; ou vale a pena roubar?

 

Não tem sido fácil a vida dos prefeitos brasileiros. Volta e meia essa turma tem frequentado muito mais os noticiários policiais dos meios de comunicação do que outras editorias. As prisões se sucedem por conta de irregularidades.

São rotineiras as denúncias de fraudes em licitações, desvio de recursos, enfim, uma quantidade enorme de irregularidades contra o patrimônio público, assassinatos por motivos banais e por aí vai.

Aqui nas Alagoas, terra abençoada por DEUS e bonita por natureza, essa turma está sempre presente no noticiário. E isso, infelizmente, não causa mais nenhuma surpresa, nem peninha. Quase todos, comparativamente, apresentam fortes sinais de ascensão social com uma rapidez semelhante à velocidade de um trem bala.

É claro que nem todos são culpados. Existem alguns que cometem irregularidades por desconhecimento, por ignorância quanto à legislação administrativa. Porém, a maioria dessa turma é sabida demais, gente!

Em Alagoas tem também prefeitos e ex-prefeitos que, volta e meia, hospedam-se em uma cela de cadeia. São duas, três, quatro vezes. Não estão nem aí pra exposição. Soltos, depois, contam para os amigos e assessores em tom de piada, como foram os dias sem liberdade. A gargalhada é geral.

É triste, mas é que as penas não são tão duras como deveriam ser.

Pra essa turma, sem dúvidas, vale a pena ser prefeito e roubar.

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O servidor público, o 17 de julho e o risco de Vilela

 

 

Desde o primeiro mandato do governador que ficou claro que servidor público não seria um dos troncos prioritários da sua administração.

Tal posicionamento foi dado pelos próprios secretários, isso lá no comecinho da gestão tucana, ainda em 2007, quando afirmavam que não iriam governar para os funcionários públicos.

Um discurso infantil, despolitizado, é claro. Nenhum governo deve gerir para servidor público, porém, não consegue atingir os seus objetivos sem a atuação desses personagens nos serviços que são ofertados a população.

De 2007 pra cá, o que vemos é uma insatisfação crescente e uma relação pra lá de conturbada. Nenhum governador deve, jamais, esquecer os acontecimentos do histórico 17 de julho de 1997, durante o governo de Divaldo Suruagy, quando movimentos sociais, servidores público e o povo foram às ruas e exigiram a saída do então chefe do executivo.

O risco atual é presente e constante. Basta ver a greve dos médicos, a insatisfação das polícias civil, militar e da sociedade.

A revolta de todos é grande pelas péssimas condições de trabalho e de salários; e também pelos péssimos serviços ofertados a população em áreas essências como saúde, educação e segurança.

Essa insatisfação que cresce a cada dia entre os servidores públicos e os formadores de opinião vem se espalhando como fogo em pólvora, numa rapidez que parece corrida de Fórmula Um.

É que não dão pra aceitar a falta de habilidade no trato e na capacidade de dialogar com os servidores. Essa é uma responsabilidade política que cabe unicamente ao governador.

Portanto, apenas Vilela é quem tem que garantir o diálogo e as soluções.

 

Obs – Peço desculpas pela não atualização do blog nos últimos dias. Uma viagem e questões particulares e profissionais foram os impeditivos.

 

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