O protesto: consciência, alegria, sonho, cerveja, criatividade, erva e polícia

Estive ontem (20) acompanhando o protesto organizado pela meninada. Claramente eram, em sua maioria, jovens da classe média. Alguns, poucos, foram acompanhados pelos pais, mais preocupados com a questão da segurança.  Era gente demais, jovem demais. Avalia-se entre 10 e quinze mil participantes. PMs discretamente presentes no solo e o helicóptero sobrevoando a praça do Centenário. Tudo tranquilo, a não ser pela irritante explosão de bombas comercializadas nas festas juninas.

Encontrei um experiente ativista político. Com mais de 50 anos. Sempre militou em movimentos políticos desde quando descobriu o que é consciência política e social. O bom e agradável Juca Carvalho. Sempre atento, de forma questionadora avaliava pra onde iria o movimento e o que conseguiria conquistar. Uma das suas preocupações era a questão da legalidade. E com razão. Os políticos que nos representam e que não trabalham em prol do povo foram eleitos de forma livre e democrática.

Bom, deixando essa questão de lado, quero contar o que vi e senti. Havia um clima de emoção e alegria. Pela idade da maioria dos milhares de presentes, lembrei-me da primeira eleição direta para Presidente da República em 1989 depois dos governos militares. Ano marcante na vida de muita gente. Botafogo campeão carioca depois de 21 anos. Pense na festa! Eleição vai pro segundo turno. Disputa entre Lula e Collor. Muita emoção e participação popular. O Brasil dividido. A gente reiniciando e vivenciando momentos de democracia. Sonhando em mudar o mundo, em fazer a diferença.

Pois bem, foi o que senti na meninada. Mas havia também beleza, paquera, alegria e criatividade. Vi uma menina, morena, alta, bonita, cerca de 16 anos, com uma blusa bem acima do umbigo e uma calça jeans muito abaixo do umbigo. Nesse espaço descoberto e provocativo estava escrito: Ônibus a 2,30; maconha a 4,50; melhor viajar em casa.

Vi também um garoto carregando dois cigarros de maconha. Depois senti o cheiro da erva queimando. Vi garotos e garotas, na concentração, tomando cerveja. Muita gente bonita. Uns mais ativos outros menos. Se eles sabem o querem? Talvez não. Mas não importa.

 O certo é que estão descobrindo que têm força suficiente para transformar as suas certezas em realizações concretas, mas, desde que atuem de forma coletiva. Pena que os partidos políticos não estão sendo aceitos no meio da garotada. Na democracia e no mundo real ainda é a melhor forma de transformar o satus quo. Afinal de contas, o movimento não propõe nenhuma revolução.

Pra onde vamos, não sei nem posso afirmar. Mas sei que há uma insatisfação com as prioridades definidas pela classe política dominante. Algo está em transformação. Talvez até o enfraquecimento do partido mais poderoso dos últimos 11 anos, o PT.

O Brasil avançou e melhorou muito desde a redemocratização.

 Mas, quase tudo muda, assim como dia sempre encontra à noite.

 Sem saber onde nem quando vamos parar, estamos indo para algum lugar, empurrados pela garotada que está fazendo tremer os poderosos do país.

 

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Agência Brasileira de Inteligência monta sistema para acompanhar protestos

Um órgão público que trabalha com avaliação de fatos e informações de segurança tem obrigação de saber o que está ocorrendo, por quem e quando. E no caso dos protestos que têm varrido o país, os arapongas engoliram mosca, literalmente.

Resumindo, não conseguiram dar nenhuma resposta a qualquer órgão da Presidência da República. Do ponto de vista institucional, do ponto de vista da segurança nacional, é uma falha terrível e uma demonstração de mau gerenciamento.

E a culpa pelas moscas engolidas é das redes sociais. Pelo menos essa é a desculpa. Exatamente por isso, foi criada uma equipe para monitorar o Facebook, Twitter, Instagrm e ainda o serviço de mensagens por celular WhatsApp para acompanhar os manifestantes.

Oficialmente, o objetivo dos homens da Agência é conhecer o roteiro, o volume da manifestação, a infiltração de vândalos, participação de grupos políticos ou de financiadores.

Essa estrutura de acompanhamento das manifestações foi montada as pressas. O certo é que os protestos passam agora a ser monitorados diariamente por um sistema online Mosaico. Esse sistema é capaz de acompanhar cerca de 700 assuntos definidos pelo ministro-chefe do GSI, o general José Elito.

Então meninada, agora vocês estão todos monitorados pela Agência Brasileira de Inteligência, seja no chão ou nas redes sociais.

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Os protestos não vão parar. E o discurso da ordem vem aí

Os protesto vinham sendo iniciados perto do final da tarde. Depois se estendiam até altas horas. Agora começam a ocorrer no incício da manhã. Em São Paulo, nesta manhã (19), foram registrados três protestos e mais um em Brasília.

Em São paulo eles ocorrem na Zona Sul da capital, em Taboão da Serra e em   São Bernardo, na grande São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto reivindicando moradia. Em Brasilia manifestantes fecharam  a BR-040 para reclamar por  melhorias no transporte público por conta das altas tarifas, descumprimento de horário e má qualidade dos ônibus que passam pela região.

Ou seja, o processo de questionamento e de reivindicações só aumenta, ao mesmo tempo em que desperta outras categorias para novas e velhas reivindicações. E também chegam ao interior, refiro-me ao ocorrido em Arapiraca, ontem (18).

A verdade é que a insatisfação com situações que deveriam ser básicas, por serem necessárias e cidadãs, chegou ao limite. Até protestos solitários já começaram a ser percebidos. É o povo reivindicando, batendo no peito e lembrando que é cidadão, que tem direitos e que vai lutar por eles.

Quem não participa diretamente dos protestos, concorda com eles e até se emociona. É o caso do relato da jornalista Sarah Mendes registrado em sua página no facebook: “Vindo para o trabalho, ao parar no sinal da Praça Centenário (oh, o lugar me diz alguma coisa, me diz onde é a concentração dos protestos), vi um rapaz entre os carros com um cartaz que dizia "Sou monitor de educação do estado e fiquei 6 meses sem receber".
Agora me diz, esse é o governo que te representa? Esse governo (PSDB) não tem um pingo de respeito pelo trabalhador.
Me diz se todas essas mobilizações estão acontecendo só por centavos. Me diz se você acha que é possível não ir às ruas. Me diz, vc acha que é possível se acomodar?! ”
 Portanto, as vozes das ruas não deverão se calar tão cedo, tamanha é a insatisfação com tantos e tão graves problemas que o Brasil enfrenta e que nos afeta diretamente na saúde, educação, segurança e transporte.

Nas redes sociais e nos cartazes a turma comemora e diz que o gigante acordou.

Mas, é bom ficarmos atentos. Os protestos são legítimos, apesar de alguns marginais infiltrados. Por isso mesmo, um discurso de “ordem” começou a aparecer na grande imprensa com os seguintes dizeres: "PM tarda a agir", na Folha de S.Paulo desta quarta-feira (19), referindo-se ao ataque ao prédio da Prefeitura da capital paulista, saques, depredações e o incêndio a um carro da TV Record.

No Estadão, o título de uma reportagem questiona a ação da PM: "De prontidão desde a tarde, choque só agiu horas após saques”. Por esses títulos, fica claro o questionamento quanto à ação da PM e que não vai tardar para que os agentes da ordem distribuam suas balas de borracha.

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O que querem os jovens com os protestos e o que precisa mudar?

Essa é a pergunta que está na cabeça de todos, especialmente dos prefeitos e governadores das cidades onde os protestos ocorrem com maior intensidade e até na cabeça da presidente Dilma.

É fato que o Brasil avançou bastante nos últimos anos ao reduzir as desigualdades sociais. Entretanto, não avançou satisfatoriamente, por exemplo, nos quesitos segurança, transporte e educação nem no combate a impunidade e a corrupção.

As classes sociais menos favorecidas ascenderam através dos programas sociais e dos diversos incentivos dados pela União.

Mas a classe média não foi tão beneficiada. E sofre para manter os filhos em razoáveis e médias escolas particulares, assim como nas faculdades também particulares. As quotas sociais abriram as portas para os menos favorecidos terem acesso às universidades públicas. Porém, por outro lado, dificulta o acesso da estudantada da escola paga.

O Governo Federal desonera produtos e alimentos. O empresariado não repassa o desconto para o preço final ao consumidor. Os assalariados não têm como fugir dos impostos e descontos obrigatórios em sua renda. O pior é que não vêm o que pagam obrigatoriamente transformado em benefício para o que mais necessita no seu dia a dia.

E esses jovens vêm, diariamente, o sofrimento e as dificuldades dos pais para conseguirem cumprir as suas obrigações. Assim despertam para a realidade e para o futuro perigoso que terão de enfrentar.

As obras para a Copa de 2014 pode estar sendo o estopim de um alerta. Ora, convenhamos, os estádios foram construídos com dinheiro público e muito deles serão entregue a iniciativa privada para explorar e ter lucro. O problema é que a promessa de melhorias no transporte e trânsito, nos aeroportos, na segurança, educação e saúde não foram cumpridas.

Algum político vai pegar essa conta. O dedo da insatisfação será dirigido pra quem nos representa e deve gerenciar os recursos públicos. Alguém, talvez muitos políticos, será responsabilizado. Um movimento crescente como o atual e bastante próximo das eleições de 2014, trará consequências e surpresas.

As redes sociais estão mostrando o seu poder de aglutinação e de força. Do ponto de vista político o momento é de intenso risco para a classe política e é ainda maior para a presidente Dilma

Os protestos ocorrem sem interferência de partidos ou lideranças políticas. Então é puro, digamos assim.

 O chamamento não é mais feito por carro de som, megafone, panfletos, como antigamente. E sim pela sua excelência as redes sociais: facebook, blog, twitter.

Como é bom ter liberdade, apesar de tudo.

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Articulações para 2014 estão passando longe do ex-prefeito Cícero Almeida

No cenário político atual o ex-prefeito Cícero Almeida está tendo um papel reduzidíssimo. Enquanto as principais lideranças políticas ocupam e tomam conta dos postos chaves nas discussões para o pleito do ano que vem, Almeida não é ouvido nas discussões para a formação dos palanques.

Se ainda será, quando isso ocorrer o corte principal no tecido político já terá sido feito. Assim, terá apenas como importância a provável grande quantidade de votos que vai carregar. Mas não vai influir nos nomes que serão definidos para concorrer aos cargos majoritários. É um papel pequeno, portanto.

Porém, é o papel que cabe a quem não foi capaz de demarcar e construir com tijolo e concreto o seu território político. Fruto da incapacidade de falta de visão de líder político. Cícero Almeida não conseguiu construir um grupo político. Sequer consegue ter controle sobre um partido, arma fundamental para demarcar o próprio território.

E todas as oportunidades lhe foram oferecidas, mas sempre desconfiou da oferta e/ou de quem ofertava.

Dizem que a culpa disso tudo é da própria personalidade do ex-prefeito, bastante difícil, e sua dificuldade de construir e manter relacionamentos. Não confia em ninguém e desconfia de todos.

E em política tais características são mortais.

Pela obras que realizou, pela aprovação popular que conquistou, hoje era pra Cícero Almeida estar no centro do furacão, influenciando nas decisões. Mas, apequenou-se de tal maneira que do ponto de vista político está relegado a um plano de muita inferioridade.

É fato que político sem partido e sem grupo é quase nada.

E sem tudo isso, se tiver voto e palavra ainda vale alguma coisa. Mas essa é outra história.

 

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Collor leva Renan, Vilela, Biu e Lobão para inauguração em Arapiraca

Fato quentinho pra você, caro eleitor. E não é que exatamente antes da inauguração da nova subestação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), em Arapiraca, os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Renan Calheiros (PMDB-AL), Biu de Lira (PP-AL), o governador Vilela (PSDB) e o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, se dirigiram para o aeroporto de Maceió para seguir para Arapiraca.

Mas, por conta do tempo chuvoso não conseguiram embarcar na aeronave. Pois bem, para seguir pra Arapiraca só de carro, por conta das condições climáticas. E quem se ofereceu para levar todos guiando o próprio veículo foi o senador Fernando Collor, que dizem ser um bom motorista.

Após lançar Renan Calheiros candidato ao governo de Alagoas, na última sexta-feira (14) em São José da Tapera, Collor, como escrevi acima, levou o também pretenso candidato ao governo, o senador Benedito de Lira.

Juntos, no mesmo carro e tendo apenas os cinco como testemunhas, se discutiram 2014 não posso garantir. Agora, tenho certeza que político quando está junto só fala do que mais gosta e entende que é política, claro.

Como muita gente diz, o tempo é o senhor da razão, certo? Porém, o clima, muitas vezes, é definitivo como arma para conquista da razão, não é verdade? E o aeroporto sem condições de funcionar, será que não construiu qualquer clima, ou abriu alguma porta, digamos assim, de entendimento político? Pode ser que sim e não.

O certo é que Collor, Renan e Biu são, neste momento, as principais lideranças da base aliada da presidente Dilma em Alagoas. Se conversaram sobre a formação do palanque único da presidente Dilma, só o tempo irá dizer e não demoraremos a saber.

Agora, que a conversa principal foi sobre política e 2014, eu não tenho dúvida nenhuma. Afinal de contas, político fala e entende mesmo é de estratégia e acordo político, o resto fica por conta dos assessores.

Até mesmo a presença do governador Vilela sendo guiado no mesmo carro, e que não é da base aliada, mostra como está o clima de civilidade entre eles, principalmente entre Collor, o maior crítico da administração tucana em Alagoas, e o governador Vilela.

Entretanto, independente do que conversaram entre eles, é certo que o veículo que os levou a Arapiraca não deverá ser o mesmo que os transportará  em 2014. Afinal de contas, a base aliada é preferência na construção do palanque de Dilma visando 2014.

Ou alguém duvida?

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Construindo o palanque da base aliada, Collor lança Renan ao governo

A última sexta-feira (14) foi repleta de ministros em Alagoas – caso do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves e o do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, além de dirigentes da Codevasf efetivando ações políticas e administrativas do Governo Federal.

Entretanto, o que poderia ter sido apenas mais uma ação entre tantas outras já realizadas desde o ex-presidente Lula, passando agora pela presidente Dilma em benefício dos alagoanos, as atividades de sexta-feira tiveram um significado político para 2014 pra lá de representativo.

Primeiro, que os senadores Collor (PTB-AL) e Renan Calheiros (PMDB-AL) chegaram juntos a Maceió na noite de quinta-feira. E no dia seguinte, com os ministros, participaram em Maceió e no interior da entrega de equipamentos agrícolas e de inauguração de agência do INSS.

E o segundo, e mais importante, ocorreu no final da tarde em São José da Tapera, no alto sertão das Alagoas, quando o senador Collor, no meio da festa, referiu-se a Renan dizendo que todos esperam que ele confirme a decisão de sair candidato a governador de Alagoas. E foi além, ao afirmar arrancando aplausos de deputados, prefeitos, vereadores e da população da região: “Ele vai tomar essa decisão num momento oportuno. Mas se ele quiser, em 2014, o governador de Alagoas tem um nome: Renan Calheiros”.

Do ponto de vista político, claramente Collor lançou Renan ao governo.  Mais do que isso, publicamente avançou ainda mais o sinal ao dar o ponta pé para a construção efetiva de um palanque único para a base aliada da presidente Dilma Rousseff em Alagoas.

Agora, é aguardar o futuro e o desenrolar dos próximos acontecimentos políticos para sabermos se os alicerces da ponte da base aliada para 2014 serão construídos de forma eficiente.

Afinal de contas, o palanque de oposição ao governo Dilma Rousseff é formado pelo DEM do vice-governador Nonô e o PSDB do governador Vilela. Ambos apostam suas fichas no senador Aécio Neves (PSDB-MG) e no governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

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Uma foto que pode dizer tudo; e os fanfarrões da política

Eu havia decidido dar um tempo nas avaliações de probabilidades de entendimentos entre este ou aquele grupo político visando 2014. Assim como sobre quem será candidato a governador ou senador.

É que a coisa está muito repetitiva. O que vem sendo escrito já foi dito e especulado. No meu caso em particular, já anunciei, faz tempo, que Nonô só é candidato se o governador Vilela deixar o executivo e que o senador Fernando Collor pode ser candidato a governador ou senador.

Renan Calheiros só decide ano que vem e Biu de Lira quer viabilizar a sua candidatura, mas, só será candidato ser tiver apoio do governo de Alagoas e chances concretas de vitória.

Esse negócio de que não abre nem pra um trem é blefe. Político não é suicida nem idiota, político não arrisca o seu dinheiro e a sua imagem. Qualquer um desiste não por causa de um trem, mas por algo bem menor, melhor e menos arriscado.

Política é conversa, namoro, noivado e casamento. Política muda como as nuvens. E não se faz política sem fazer vítimas. Política é como a novela das oito: tem mocinho, bandido, vilão, amor, ódio e surpresas. Essas frases de efeito que repito refletem tudo isso que já está ocorrendo e muito mais ainda vai acontecer a partir, principalmente a partir do ano que vem.

Veremos um capítulo final que ainda não foi definido, é claro, e ficará sob suspense, mas será assim: Nonô ou Biu vão ficar decepcionados com Vilela seja qual for a posição que ele venha a tomar.

Renan Calheiros vai decidir se é ou não candidato e se vai ou não indicar um nome do seu grupo para concorrer ao governo e ao senado só em 2014.

Collor vai aguardar as decisões para escolher qual caminho vai seguir.

Os caminhos são estes e ponto. Agora, alguns sinais precisam ser interpretados porque podem ser definitivos. Vi na edição da Gazeta desta sexta (14) uma foto dos senadores Collor e Renan acompanhados do ex-prefeito de Arapiraca, Luciano Barbosa, e da atual prefeita, Célia Rocha. Ora, um monte de aliados do senador Renan Calheiros não admite qualquer aliança com o PSDB porque se sentem traídos por Vilela.

Caso queira, será muito difícil para o senador construir tal ponte. Basta vermos o posicionamento de ferrenho opositor do irmão dele, o deputado estadual Olavo Calheiros, na Assembleia. É pancada em Vilela o tempo todo.

Portanto, a foto remete a uma interpretação sobre a união da base aliada da presidente Dilma Rousseff em Alagoas. A partir de agora vem à construção de um caminho. O resto, tipo candidatura de Alexandre Toledo ao governo e neguinho dizendo que não abre nem pra um trem, é só fanfarronice de político querendo ocupar espaço. E só.

 

 

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Dilma, Lula, Collor e a orquestra desestabilizadora da grande imprensa

Mudam os presidentes, mas nada muda com relação ao jornalismo “declaratório”.

Antes de seguir adiante com a frase acima, explico que o termo jornalismo declaratório foi usado pelo jornalista Caco Barcellos, da Tv Globo, durante o Seminário “Poder Judiciário e Imprensa”, promovido pela Escola de Magistratura da Justiça Federal da Terceira Região, que fica em São Paulo. O texto que tomo como base retirei do blog do jornalista Paulo Henrique Amorim quase literalmente.

Disse Barcellos que a diferença entre o jornalismo “investigativo” e o jornalismo “declaratório” é que o investigativo é o do “repórter ativo que investiga antes de a informação se tornar pública, ouvindo os envolvidos e, a partir das declarações, começa a investigar, confrontar a declaração com os fatos apurados.”

E o declaratório é o jornalismo “praticado na maioria das redações brasileiras. Basta uma fonte da área pública ou privada e isso, por si só, se torna uma notícia”. Ao ouvir o “outro lado”, continua Caco Barcellos, o que o jornalismo declaratório consegue é criar polêmica.

 Ele deu dois exemplos desastrosos de jornalismo declaratório: Um ocorreu no lado direito do espectro político e outro, no lado esquerdo. “No lado direito, o impeachment do Presidente Collor se iniciou na imprensa com a entrevista de um irmão ressentido. A imprensa não provou uma linha do que ele disse. Collor sofreu uma punição política, mas não se provou nada contra ele. A denúncia judicial e a denúncia de imprensa devem ter sido, portanto, incompetentes”.

No lado esquerdo, se fala de um mensalão. “A partir de uma declaração de um deputado advogado criminalista que disse existir um mensalão. Mas, cadê a prova? Bom, a imprensa não conseguiu produzir uma prova de que havia um mensalão”. Caco Barcellos, em seguida, falou do preconceito de classe na Justiça e na imprensa, quando, por exemplo, “se denúncia corruptos e não se identifica, nunca, os corruptores. Quem corrompia o PC Farias? Quem botava grana no valeriodantas? Ninguém jamais respondeu”, questionou Barcellos.

Bom, e qual a semelhança que eu vejo entre Dilma, Lula e Collor? Que o alagoano foi vítima da desestabilização emocional do povo criada pela grande imprensa. Pagou caro por isso ao perder o cargo, sem jamais ter sido condenado por coisa alguma que lhe foi imputado.

Quanto ao ex-presidente Lula, também foi a grande imprensa que tentou colocar sob os seus ombros o envolvimento com o escândalo do mensalão. Dessa vez a estratégia falhou. Mas, enfrentar a grande imprensa não é fácil. Como exemplo, numa longa entrevista que concedeu ao sociólogo Emir Sader, sobre os primeiros dez anos do PT no poder, Lula afirmou que uma de suas decisões mais importantes foi tomada em 2005.

 Naquele ano, no auge do escândalo do chamado "mensalão", ele parou de ler os jornais e decidiu tocar o governo adiante. Foi reeleito e terminou seu segundo mandato como o presidente mais popular da história.

E, por fim, Dilma Rousseff. Quando a grande imprensa – refiro-me ao Sistema Globo, jornais Folha e Estadão e revistas Veja, Época e Isto é -, não consegue se mover sob um caso relativo à corrupção, investe em desestabilizar a confiança da população, o que vem exatamente sendo feito.

De acordo com o site brasil247, a presidente Dilma está a ponto de repetir a decisão tomada por Lula em 2005. Incomodada com o retrato que vem sendo pintado pelos grandes jornais e revistas sobre um Brasil supostamente em crise, a presidente enxerga uma realidade completamente distinta. Nas lentes do Palácio do Planalto, o que existe hoje no Brasil real é um país com a menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE, com a inflação em queda, com recuperação da produção industrial e contas públicas em ordem. No entanto, editoriais de jornais apontam um Brasil à beira do abismo.

Hoje, em editorial, o Estadão diz que é ato populista o crédito facilitado para que os beneficiários do programa “Minha Casa, Minha Vida” comprem móveis e eletrodomésticos. Porém, o mesmo argumento não é utilizado quando o estímulo vai para o capital e não para o consumo.

Portanto, Collor sofreu a desestabilização e foi apeado da Presidência da República. Lula sofreu os tiros da desestabilização, mas sobreviveu. Agora é a vez de Dilma. E que ninguém seja inocente de achar que não existe uma relação direta e convergente entre os interesses políticos, empresarias e jornalísticos. Existe sim. Observem como  o Sistema Globo está batendo pesado nos preços dos produtos, nas manifestações violentas e estúpidas em São Paulo e no Rio. Observe o enfoque dado à notícia e nunca esqueça que nada é por acaso, especialmente em política, e principalmente quando se quer criar um clima de insegurança. Basta que não esqueçamos o que é jornalismo investigativo e jornalismo declaratório.

 

 

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Está faltando magistrado em Alagoas! Sem juiz não há justiça

Quando falta juiz, temos a sensação de que não temos a quem recorrer para que os nossos direitos e garantias, numa instância superior, sejam definitivamente preservados. Mesmo sendo o Poder Judiciário reconhecidamente lento, ainda é o lugar onde o enfrentamento jurídico entre partes discordantes, porém civilizadas, encontram espaço para a solução das questões. Mas, está faltando juiz e isso causa insegurança.

Esse problema está numa crescente porque muitos magistrados estão sendo convocados como substitutos. É o caso do 12º JECC - Juizado Especial Civil e Criminal da Capital, que cuida dos crimes de trânsito, cujo titular Dr. José Cícero Alves da Silva, foi convocado como substituto após a aposentadoria compulsória do desembargador Aderbal Mariano da Silva. Enquanto isso, o juizado está sem substituto e a população sem o devido andamento de suas ações.

Doutor Cícero, como é chamado, foi convocado por méritos e não tem culpa alguma, que fique claro. Ele é considerado capaz e gentil. O seu substituto natural seria, via de regra, o juiz do 11º JECC. No entanto, não pode porque foi convocada para o TRE. O próximo substituto seria o do 9º JECC, mas, não é possível, pois já está respondendo por outro juizado. Resultado: até o mês de julho o 12º Juizado fica sem juiz.

A mesma situação ocorre no 3º Juizado Especial. O titular, Dr. Celyrio Adamastor Tenório Accioly, também considerado célere e capaz em suas decisões, foi convocado para substituir o desembargador aposentado Edivaldo Bandeira Rios.

 E onde não tem magistrado, falta justiça na praça.

Será que já não passou da hora de ser realizado um novo concurso?

 

 

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