PSB não deve nada a Dilma; Serra arruma as malas para deixar o PSDB

Se os petistas e os principais aliados da presidente Dilma Rousseff pretendiam cobrar alguma fidelidade do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, melhor esquecer. Pré-candidatíssmo à Presidência da República, o governador disse, durante almoço realizado terça-feira (16-04) com senadores do PR, PTB, PSC e PPL que em “2010 abrimos mão de uma candidatura competitiva (com o ex-ministro Ciro Gomes) para ajudá-la a se eleger presidente da República”.

E, em política, como quem controla o relógio e diz à hora na qual pretende definir os próprios passos, é quem detém o controle partidário – Eduardo Campos é o presidente do PSB e tem controle absoluto sobre a sigla -, ele negou-se a confirmar aos senadores se é mesmo candidato ao Governo Federal. O argumento que usou foi o de que é um “aliado do Planalto debatendo questões importantes para o país”.

Já no PSDB paulista José serra segue cada vez mais isolado desde que o ex-presidente FHC declarou apoio ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os rumores dão como certa a sua saída do partido, especialmente depois que o seu candidato a presidente municipal do partido em São Paulo, foi derrotado. O rumo de José Serra seria integrar a fusão do PPS com o PMN. O desejo do PPS de Roberto Freire tem sido o de ver Serra e Eduardo Campos juntos no palanque de 2014.

Fundador do PSDB e considerado um dos melhores quadros da política brasileira, caso José Serra opte pela saída, será seguido por aliados. Essa possibilidade causa arrepios no ninho tucano e ansiedade do PPS e no PSB.

O jogo da política 2014 já está em pleno andamento. Já está sendo jogado faz tempo.

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Governador Vilela; explosão da DEIC e a sensação de ser um “lixo, um nada”

A entrevista de Iara Maria da Silva ao Jornal Gazeta de Alagoas desta terça-feira (16-04) é daquelas que causam a maior das indignações. Ela é uma das vítimas da explosão na DEIC (Divisão Especial de Investigação e Capturas), ocorrida há 4 meses.

 Passado todo esse tempo nada foi resolvido pelo governador Vilela, apesar das promessas feitas e das ordens ditadas, mas foram mais uma vez palavras ditas ao vento – ou terá sido as tartarugas? -, como tantas outras.

Hoje, Iara Maria da Silva, revela que se sente como se fosse totalmente insignificante para o governo e desabafa: “A impressão que a gente tem é de que a gente não existe, a gente não passa de lixo, de um nada”.

Em todo o seu desabafo Iara consegue ser verdadeira e contundente. Parece até que o governo tucano é completamente omisso e descompromissado com os direitos do cidadão, assim como foi ao demorar a agir com relação aos efeitos da seca. Pois é Iara, o que esperar de quem promete contratar mil novos policiais por ano, repetiu a promessa e não a cumpre?

O que preocupa é que o que está ocorrendo reflete na imagem que o cidadão constrói com relação ao poder público. Ora, se o Estado, na figura de um governante, não cumpre com as suas obrigações quanto à segurança, educação e saúde e quando erra não repara a sua incompetência e ao prometer não cumpre, o cidadão perde o respeito, acredita na impunidade, comete pequenos atos ilícitos, pequenos crimes.

 É assim, também, que um governo contribui com o aumento da violência de forma direta e indireta.

 

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Fusão entre PPS e PMN quer fortalecer a oposição e combater Lula e Dilma

O objetivo primordial da fusão entre PPS e PMN é fortalecer a oposição ao Governo Federal e, naturalmente, ao ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.. E nada disso está sendo feito às escondidas. Essa análise é do próprio presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire(SP). A ideia é cria uma nova legenda: a Mobilização Democrática (MD) e atrair os insatisfeitos da base governista.

Certamente, o tema será a principal pauta política desta semana. O PMN realiza um congresso nesta terça-feira (16-04), o PPS no dia seguinte. Depois, tudo indica que também no dia 17, os dois partidos devem realizar em conjunto mais um congresso.

Ainda não há especulação quanto ao número de parlamentares que deverão migrar para a nova legenda. Porém, fala-se da existência de muitos políticos insatisfeitos e reclamando da falta de diálogo da presidente Dilma com os seus aliados, o que seria a principal justificativa para uma possível debandada da base aliada.

Quanto ao rumo do MD nas eleições do próximo ano, tanto pode ser o colo tucano quanto o peito do PSB de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, que tenta lançar o seu nome para concorrer à Presidência da República em 2014.

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Depois de visitar Lula, Renan concede entrevista e faz revelações

Cortesia Agência Senado 13622343102013030100356c Senador Renan Calheiros

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), esteve nesta sexta-feira com o ex-presidente Lula, em São Paulo. O assunto do almoço? "Nossa pauta foi uma pauta ampla, conversar, ouvi-lo, ele continua muito otimista, acha que as coisas estão indo muito bem, a expectativa dele é total", disse o peemedebista ao sair do encontro, realizado no Instituto Lula.

Segundo Renan, o governador Eduardo Campos (PSB) não entrou em pauta no encontro -- o pernambucano é visto como risco permanente à aliança entre PT e PMDB no âmbito federal. "Ele [Lula] é um entusiasta da aliança PMDB-PT, nós também somos", destacou o presidente do Senado. "O PMDB está vivendo um grande momento do ponto de vista da sua unidade. Há um movimento de todas as correntes em torno do vice-presidente Michel Temer. Do ponto de vista da aliança com o PT, nós nunca tivemos um momento assim tão bom como esse", emendou.

Confira abaixo:

 

Como foi a reunião?

RC - eu vim dar um abraço no presidente, conversar um pouco sobre as questões do país e matar as saudades.

 Que questões que hoje o país está precisando que o senhor acha necessário discutir com o presidente?

RC - Nossa pauta foi uma pauta ampla, conversar, ouvi-lo, ele continua muito otimista, acha que as coisas estão indo muito bem, a expectativa dele é total.

 Ele falou alguma coisa do Eduardo Campos?

RC - Não falamos. Ele é um entusiasta da aliança PMDB-PT, nós também somos. O PMDB está vivendo um grande momento do ponto de vista da sua unidade. Há um movimento de todas as correntes em torno do vice-presidente Michel Temer. Do ponto de vista da aliança com o PT, nós nunca tivemos um momento assim tão bom como esse.

 Ontem o Paulo Paim (senador, PT-RS), tem o projeto do Paulo Paim da desaposentadoria e ontem vi críticas do governo federal, inclusive uma crítica do Michel Temer que disse que poderia levar o caso para o Senado...

RC - É o seguinte: é que foi votado terminativamente na Comissão de Assuntos Sociais. O regimento prevê que nesse caso pode haver recurso para o Plenário e eu acho que o recurso é bom porque acaba sendo uma oportunidade para que nós possamos discuti-lo profundamente. A concepção que muitos têm é que na desaposentadoria você continuando a trabalhar sem precisar dos proventos da previdência talvez faça economia para a própria previdência, mas só o recurso poderá criar condições para que esse assunto seja pormenorizado, discutido, aprofundado. O recurso nesse caso é uma coisa recomendada.

 O governo falou com o senhor que vai apresentar recurso?

RC - Não. Eu viajei ontem pra cá, soube que o Garibaldi tinha falado, Michel (Temer, vice-presidente), e é por isso que eu acho que o recurso é importante porque ele, sobretudo, cria uma oportunidade para que nós possamos discutir o projeto, aprofundá-lo, levar em conta os argumentos favoráveis, os argumentos contrários,. O Parlamento existe para que essas coisas sejam discutidas.

 O senhor não acha que onera mesmo a Previdência?

RC - Eu estou dizendo o seguinte: alguns acham que a sua aprovação implicará custo alto para a Previdência Social. Outros acham que na medida em que você continua trabalhando e pagando a aposentadoria você evita que a Previdência tenha este custo, então vamos ver o que este projeto diz mesmo. Ele foi votado numa comissão, é importante que ele seja, em grau de recurso, votado no Plenário para que nós possamos discuti-lo.

Presidente, a respeito da criação dos novos tribunais, hoje saiu à notícia com a possibilidade de que o PMDB trabalhe para que este projeto não avance...

RC - A Proposta de Emenda à Constituição não chegou ainda no Senado. Ela foi aprovada na Câmara e nós ainda não a conhecemos em detalhe. O presidente do Congresso tem um prazo para promulgar. O que as pessoas levantam é que pode ter havido na tramitação, em algum momento da tramitação, algum aspecto ter deixado de levar em consideração. Como nós não recebemos ainda a PEC, efetivamente nós não sabemos. Não com relação à iniciativa, nem com a constitucionalidade, eu falo... Alguns alegam que pode ter havido erro formal. Por que falam isso?

 Da origem...?

RC - Não, não com relação à origem. A origem remete para essa coisa da dúvida sobre a constitucionalidade ou não. Eu falo que pode ter havido algum erro formal. Tem um precedente e por isso que as pessoas falam sobre isso. A PEC que aumentava o número de vereadores nas Câmaras Municipais não foi promulgada pelo presidente do Congresso Nacional exatamente porque havia um erro formal. Não sei se o caso porque nós não recebemos ainda a PEC.

 Mas o aumento de custos também preocupa o senhor, presidente? Porque há uma preocupação geral...

RC - Claro. Nós temos preocupação com o aumento de custo, com a falta  de planejamento, tem outras propostas de emenda à Constituição criando novas tribunas. Então, a oportunidade de observar tudo isso não é durante a promulgação não, é durante a tramitação, por isso que só não será promulgada se houver erro formal, a exemplo do que aconteceu com a PEC que aumentava o número de vereadores.

 Como se o senhor vê esse projeto que está na Câmara que pode limitar o tempo de televisão e o acesso ao fundo partidário para novos partidos? O senhor acha que é realmente necessário?

RC - Eu acho que uma das dificuldades de fazer reforma política é que toda vez que você está pensando em mudar alguma coisa vem alguém e fulaniza. Isso aqui é para prejudicar alguém ou isso aqui é para beneficiar alguém. Isso acaba dificultando o consenso, que não é fácil ser construído internamente no Parlamento.

 O senhor acha positiva a mudança?

RC - Se você continuar permitindo que, ao criar partido, você leve o tempo da televisão, o tempo da campanha e o fundo partidário você acaba estimulando a criação de novos partidos. Então vai votar o fim da coligação proporcional, aí aparece alguém e diz: vai beneficiar o PT, o PMDB. Vai votar o fim do estímulo para criar novos partidos, é contra Fulano, é contra Beltrano, isso só atrapalha a reforma que a sociedade quer e cobra.

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PSD nos braços de Dilma; “PT não pode abrir caminho pra volta do PSDB”

O noviço Partido Social Democrático (PSD) deu esta semana mais um largo passo para cair no colo da presidente Dilma Rousseff (PT). Mais três diretórios estaduais decidiram que vão apoiá-la na eleição de 2014: Paraíba, Sergipe e Distrito Federal.

Ao todo, nove diretórios já se manifestaram favoravelmente. Com essas formalizações, dirigentes da sigla vão continuar consultando os demais diretórios e as suas bases políticas para alcançar uma maior representatividade.

Entretanto, o que se passa dentro do partido comandado pelo ex-prefeito de São Paulo é puro formalismo. Em documento de divulgação do PSD, o próprio Kassab diz que “a percepção é de que o PSD poderá, em breve, definir uma posição favorável à candidatura de Dilma”.

A verdade é que os dirigentes do partido já consultaram as suas bases e não encontraram nenhuma importante rejeição à candidatura da presidente Dilma.

Em Alagoas, o presidente do partido, deputado João Lyra, por inúmeras vezes já declarou a sua admiração por Lula e Dilma. A tendência natural para ele, apesar dos graves problemas que vem enfrentando nas suas empresas, será a de também seguir a tendência nacional.

Bom, enquanto isso, o governador petista de Sergipe, Marcelo Déda, declara que o “PT não pode abrir caminho para volta dos tucanos”. Com essa declaração ele pretende apaziguar a insatisfação de diversos companheiros que defendem o rompimento com governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que tenta lançar-se como candidato a presidência em 2014.

O governador de Sergipe tem sua dose de razão. Ora, todo partido tem o dever de crescer para não ficar pequeno e nenhum partido é obrigado a abrir mão do seu desejo de governar o Brasil.

Porém, diz Déda, “é preciso cautela para analisar a melhor oportunidade para o lançamento da candidatura, para evitar que a possível separação entre PT e PSB permita ao PSDB retornar ao poder”.

Portanto, caro leitor, as circunstâncias e sua excelência “o fato”, vão, como sempre, determinar o caminho da política.

A nós, resta aguardarmos as cenas dos próximos capítulos, porque política é uma atividade muito semelhante à novela das oito. Tem mocinho e vilão, casamento e separação; mas tem mesmo é muita traição.

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Oposição e o exercício legítimo da fiscalização, da crítica e da denúncia

Há muita gente ligada ao governador Vilela (PSDB) soltando fumaça pelas narinas por contas das críticas que ele vem recebendo. Entretanto, é bom que fique claro que essas críticas partem de parlamentares que exercitam a sua mais importante prerrogativa: cobrar, fiscalizar, denunciar.

Tem sido um pouco assim na Câmara de Vereadores de Maceió com Wilson Junior (PDT) criticando a violência e, surpreendentemente, com o vereador Silvânio Barbosa (PSB) que, apesar de ser um defensor da gestão do governador, acabou reconhecendo que os dois mandatos consecutivos do tucano não foram suficientes para encontrar uma solução pra falta de estrutura na segurança pública.

Já na Assembleia Legislativa, as críticas partem dos deputados petistas Judson Cabral, Ronaldo Medeiros e Henrique Madeira. Algumas vezes o pmedebista Olavo Calheiros também dá as suas cutucadas. Porém, é só de vez em quando.

Mas, é da bancada federal que tem partido a cobrança mais forte e clara, o que tem deixado o governador Vilela e seus auxiliares atônitos porque estão sendo atingidos na ferida. O senador Fernando Collor (PTB) é o único da bancada que botou as cartas na mesa e assumiu o legítimo papel de oposição.

E o discurso tem sido oportuno, pois ele jogou novamente luz num tema dramático para as famílias alagoanas: a violência. Além do mais, repercutiu o novo número de homicídios relativo a março: 207 mortes, um triste e desumano recorde. Supera inclusive a março de 2012, quando não havia o Plano Brasil Mais Seguro em Alagoas.

E se ninguém cobrar e fiscalizar, o Plano Brasil Mais Seguro pode até morrer de inanição, caso o governo do Estado não faça a sua parte: contratação de policiais para reforçar o combate e a prevenção na capital e no interior

É fato que a polícia está despreparada, com efetivo esvaziado, com policiais obesos e envelhecida. Além do que, o governador Vilela não cumpriu a promessa de inserir novos efetivos anualmente. Como já disse o senador Collor sobre essa questão, ´"palavra de palanque deve ser palavra de governo". Claro que sim, e por que não?

É exatamente isso que a nossa democracia necessita. Imagine só como seria bom se a maioria dos parlamentares exercitasse esse papel. Porque é uma forma de acordar os gestores, de retirá-los de uma perigosa zona de conforto e de exigir que olhem mais e trabalhem mais pelo povo.

Meu caro leitor, governo sem oposição é perigoso demais porque compromete a democracia e a busca pela transparência de quem cuida da chave do cofre público.

É importante demais cobrar, fiscalizar, denunciar. E que as vozes da oposição não se calem, não silenciem. E que surjam mais vozes e que falem ainda mais alto e forte!

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VIVA, VIVA, teremos menos deputados na Casa dos Horrores!

Pois é, gente, os celulares estão funcionando a pleno vapor desde a noite desta terça-feira. Já tem deputado com calo nos dedos de tanto fazer e receber ligações. As perguntas são: e agora, como vai ser?  O que vamos fazer? Quantos votos mais ou menos vamos precisar? Como devo fazer coligação? Vou me reeleger?

Isso porque o pleito do ano que vem será ainda mais disputado, bem mais difícil com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de reduzir o número de vagas para Alagoas na Câmara dos Deputados e também para a Assembleia Legislativa.

Um cidadão – vou guardar o nome – me contou que fazia um tempão que não dormia tão bem, tão leve,o que conseguiu depois que foi informado sobre a redução. Sonhou que o empresário-fogueteiro-vereador pelo PSD de Murici, Plínio Batista, vendeu tantos fogos de artifício que recuperou o prejuízo de R$ 1 milhão que sofrera num assalto.

No sonho desse conhecido, milhares de alagoanos foram às ruas comemorar. Maceió ficou com o céu mais iluminado do que nos festejos de réveillon. No embalo do sonho, visualizou uns quatro ou cinco parlamentares barra pesada chorando porque não conseguiram retornar ao legislativo. Acompanhou, ainda, os 24 parlamentares eleitos e reeleitos para o novo mandato decidindo reduzir o duodécimo do Poder. Afinal de contas, menos cadeiras menos despesas, certo?

Ao acordar, sorrindo, contente, viu a realidade, relembrou a história, visualizou o rosto de alguns políticos e ficou sobressaltado com um pensamento que lhe veio à mente: quem irá morrer?  Como? É, isso mesmo, quem irá morrer? Ficou pensando e depois respondeu: “alguém, bom de urna e sem histórico de violência, poderá ser eliminado porque é preciso diminuir a concorrência para a eleição, ou reeleição, ficar menos disputada”.

Será mesmo?

Bom, foi apenas um sonho, ou pode ser um prenúncio sobre o futuro da Casa dos Horrores?

 

 

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Joaquim Barbosa e a herança do “O Bem Amado”

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, tem sido aplaudido em suas aparições públicas pelo Brasil. Assim é tratado por estudantes nas universidades e quando encontrado por populares nas ruas que o querem como candidato a Presidência da República. O sucesso do ministro foi alcançado a partir das duras palavras que usou ao defender o seu posicionamento nos debates das sessões no Supremo, especialmente durante o julgamento do mensalão.

No entanto, ele é antipatizado por ministros do STF, profissionais da imprensa e da área jurídica que o consideram um ditador e até uma ameaça a democracia brasileira. O fato é que Joaquim Barbosa é acusado de ter desrespeitado praticamente todos os seus colegas no STF, já chamou um jornalista do Estadão de "palhaço" e, nesta segunda-feira (08-4) ao receber representantes de associações magistrados, os acusou de agir de forma "sorrateira" na aprovação de novos tribunais federais.

Odorico Paraguaçu era um personagem criado por Dias Gomes, na TV Globo, interpretado por Paulo Gracindo, que fez imenso sucesso. Era um prefeito que usava todas as artimanhas para conseguir os seus objetivos políticos. Tramar, enganar o povo para se dar bem eram as suas jogadas. Odorico era, e é, o retrato geral do perfil da nossa classe política, tão desacreditada. Assim como também estão nesse patamar diversas entidades de classe.

De repente, como um milagre, surge uma personalidade que vai pro embate, que conclama os seus pares a escutarem as vozes das ruas, que passa descompostura na frente de todos. Essas atitudes levam esse homem a começar a ser bem amado.
Muitas vezes, realidade e ficção são as mesmas coisas, e vice versa. Mas é fato que a realidade só muda quando a maioria deseja. Caso contrário, ficaremos a viver de personagens, bem amados ou não.

Será que Joaquim Barbosa deseja ser um bem amado?

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Polêmica; revista publica reportagem que desmonta o mensalão

Essa notícia pesquei no site brasil247.com. Achei-a interessante e certo de que vai causar polêmica e um bom debate.

Leia, abaixo, o que está publicado:

Em primeiríssima mão, 247 divulga a reportagem de capa da próxima edição da revista Retrato do Brasil, de Raimundo Rodrigues Pereira; ele demonstra, com documentos, que os empréstimos bancários tomados pelo PT existiram (com os devidos registros) e que foi preciso um grande esforço retórico para transformar as “fragilidades e falhas” no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso “desvio de dinheiro público”; matéria afirma que Justiça no processo faz lembrar "tempos medievais" e que o chamado mensalão faz por merecer o apelido de mentirão; publicação estará nas bancas no próximo fim de semana; leia antes aqui

247 - O acórdão do julgamento do mensalão deve sair nesta semana, mas o mais controverso processo judicial dos últimos anos no Brasil segue com inúmeras questões a serem respondidas. No próximo fim de semana, chega às bancas das princiais capitais do País edição da revista Retrato do Brasil que esmiúça a "construção do mensalão", e a que você tem acesso em primeira mão no 247.

Na reportagem de capa, a publicação promete mostrar que “o mensalão foi uma espécie de maldição aspergida pelo ex-deputado Roberto Jefferson sobre um esquema de financiamento eleitoral por meio do qual o partido do presidente Lula e de seu ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, distribuiu, entre 2003 e 2004, cerca de 56 milhões de reais para vários de seus filiados, para o marqueteiro de muitas de suas campanhas, Duda Mendonça, e para vários partidos da chamada base aliada”.

Entre os questionamentos apresentados pela revista está o fato de que os empréstimos do Banco Rural ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e aos dirigentes da empresa SMP&B, que levaram ex-executivos do banco e da agência à condenação, "estavam perfeitamente contabilizados exatamente para confirmar sua existência e para cobrar do PT que os pagasse", como destacam depoimentos dos ex-executivos do banco. “Eram empréstimos, efetivamente. Esperávamos que o PT os pagasse. Se era dinheiro para corrupção, porque fazer e depois entregar à polícia essa contabilidade minuciosa?”, questiona Ramon Hollerbach, ex-sócio da SMP&B, na reportagem.

Destacando que a Justiça no processo faz lembrar "tempos medievais", a publicação comandada por Raimundo Rodrigues Pereira detalha ainda o caso Visanet, que, no processo, teria provado a existência de dinheiro público no suposto esquema. "Um dos segredos da Visanet nos lugares em que opera é colocar a serviço da venda de seus cartões – e, portanto, do aumento de seu faturamento – bancos rivais entre si, cada um interessado em emitir mais cartões que o outro, disputando cada espaço do mercado", explica o texto, que exemplifica: "se havia, como de fato houve nesse período, um congresso de magistrados em Salvador e o BB queria fazer uma promoção no local, isso não deveria estar escrito num plano a ser discutido dentro da Visanet, onde estava o Bradesco, por exemplo, com mais ações que o BB na empresa e igualmente ávido para vender cartões Visa aos juízes, pessoas de alto poder aquisitivo".

Visanet

A estratégia empresarial explica, segundo a revista, porque "as relações entre Visanet, bancos e agências de publicidade tinham de ser mais frouxas, para que o negócio funcionasse melhor". "Os negócios foram feitos assim e o truque funcionou, especialmente para o BB, que se tornou, nos anos da gestão Pizzolato, líder no faturamento de cartões de crédito entre os bancos associados à Visanet", conta a Retrato do Brasil. "Os auditores foram procurar documentos onde esses documentos não estavam. Notas fiscais, faturas e recibos da agência DNA e de fornecedores que teriam feito para ela as ações de incentivo autorizadas pelo BB foram buscados no próprio BB, onde não estavam. Como quem procura acha, os auditores encontraram 'fragilidades e falhas': descobriram que, nos dois períodos até então (...), as ações com dinheiro do FIV [Fundo de Incentivos Visanet] alocado para o BB, com falta absoluta ou parcial de documentos nos arquivos do próprio BB, chegavam quase à metade dos recursos despendidos", lembra o texto.

"Ao procurarem os mesmos documentos na Visanet, os auditores os encontraram. Evidentemente, a grande mídia – cujos colunistas mais raivosos chamam os petistas de petralhas – divulgou apenas que os auditores tinham achado, nos arquivos do BB, 'fragilidades e falhas' que mostravam indícios de que os serviços da DNA para o BB poderiam não ter sido realizados. A transformação das 'fragilidades e falhas' no processo de controle dos recursos do Fundo de Incentivos Visanet pelo Banco do Brasil num clamoroso 'desvio de dinheiro público' não se deu por força de afirmações contidas nos frios relatórios da auditoria feita pelo banco nesse fundo. Essa metamorfose ocorreu após a denúncia do escândalo na Câmara dos Deputados, um local no qual o PT sofrera uma grande derrota no início de 2005, com a perda da presidência da Casa, cargo em que estava seu deputado João Paulo Cunha, um ex-metalúrgico, como o presidente Lula", conta a revista.

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O desafio de Collor; será que Vilela vai topar?

As eleições em Alagoas começam a ficar do jeito que o diabo gosta; quero dizer, do jeito que a gente gosta. É que a política está no sangue do alagoano desde muito tempo, basta ver como são acirradas as disputas, algumas vezes, como a história registra, descampando para à violência, infelizmente.

Bom, refiro-me a entrevista do senador Fernando Collor (PTB) ao jornal Tribuna Independente, na edição deste domingo, que chegou a esgotar em algumas bancas no início da manhã. E o desafio lançado pelo senador é claro, direto e objetivo para o governador Vilela (PSDB): pacificar Alagoas.

Resta saber se o governador Vilela vai aceitar o desafio. É provável que não aceite, é inteligente que não aceite ir para o embate. Estes, certamente, serão os conselhos que irá receber dos seus assessores. A justificativa do governo tem sido, até o momento,  de não antecipar o processo eleitoral. Tudo bem. Há uma certa lógica política neste caso.

 No entanto, o problema maior e verdadeiro ao aceitar o desafio de “pacificar Alagoas” é ter que combater efetivamente à violência, é ter que cumprir a promessa feita durante a campanha eleitoral de que contrataria mil homens por ano para a PM.

De qualquer forma, não há coisa melhor na política e na democracia do que o debate de ideias. Torço, sinceramente, para que o governador estufe o peito, se encha de coragem e tope o desafio.

E você, caro leitor, acha que o governador deveria aceitar o desafio lançado pelo senador Collor de pacificar Alagoas?

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