Dilmar Rousseff e as ameaças dos aliados PMDB e PSB para 2014

Os problemas de relacionamento com a base aliada na Câmara e no Senado ainda não esfriaram. Para acalmar os ânimos, Dilma e o PT recebem nesta segunda-feira (3), o vice-presidente Michel Temer e os presidentes das duas casas legislativas, Renan Calheiros e Henrique Alves.

Em alguns Estados, o PMDB ameaça embarcar na provável candidatura de Eduardo Campos, do PSB, mas já se sabe que esta é uma forma de pressionar para obter condições mais favoráveis de negociação.

E por falar no governador de Pernambuco, Eduardo Campos, ele está atuando nos bastidores para acalmar entusiastas de Dilma Rousseff (PT) dentro do PSB. Ciro Gomes foi o primeiro a sentar com Eduardo Campos para conversar sobre a possível candidatura do partido à Presidência. O governador vai precisar, ainda, convencer os demais governadores do partido que estão totalmente alinhados ao projeto de reeleição de Dilma.

 

Leia, abaixo, dois textos retirados do site brasil247:

Por 2014, Campos age para calar rebelião interna

Depois de um longo período de exposição na grande mídia, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), começa a trabalhar por sua provável candidatura à Presidência da República pelos bastidores. E começou pelo próprio partido, onde precisa acalmar ânimos de lideranças mais interessadas hoje na reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo reportagem da Folha, Campos jantou com o ex-ministro Ciro Gomes, no domingo passado, em Recife, quando selou um acordo de “cessar-fogo” com o correligionário. Ciro e o irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes, têm sido os maiores críticos a uma candidatura do PSB em 2014.

No encontro do último final de semana, no entanto, Ciro Gomes e Eduardo Campos fizeram um pacto para só definir no próximo ano se a legenda se arriscará ou não na sucessão presidencial. Ciro teria declarado seu apoio a Dilma novamente no jantar, mas deixou portas abertas para eventualmente rever sua posição no futuro. Eles também combinaram de dialogar com mais frequência.

Os dois teriam reclamado da dependência de Dilma em relação ao PMDB. Além disso, Campos teria pedido a Ciro que lidere no PSB debates sobre a economia e discuta alternativas para tirar o país do ciclo de baixo crescimento. O jantar ocorreu por iniciativa do pernambucano.

Além de Ciro e Cid Gomes, o PSB conta com outros entusiastas da reeleição de Dilma. Há o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), o vice-presidente da sigla, Roberto Amaral, além dos governadores Renato Casagrande (Espírito Santo), Camilo Capibaribe (Amapá) e Wilson Martins (Piauí). No entanto, há quem diga nos bastidores que exista muito jogo de cena, com o único objetivo de ficar bem com o Planalto, por liberação de mais recursos federais para os Estados. 

 

PMDB ameaça, mas não deve romper com Dilma

Tema recorrente de dez entre dez colunas políticas da grande mídia, o esfriamento nas relações entre PT e PMDB não deve prejudicar o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff. Embora existam focos de insatisfação, o PMDB está muito mais interessado em pressionar para obter mais espaços e alinhavar alianças estaduais em condições mais vantajosas do que romper efetivamente. 

Nesta sexta-feira (31), no Rio de Janeiro, onde há uma crise provocada pela possível candidatura do PT ao Governo, através do senador Lyndemberg Farias, o atual governador, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou que o apoio do partido à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) é “total e absoluto”. A declaração de Cabral foi dada durante a inauguração do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no bairro Cidade Nova, com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

“Meu apoio à presidente Dilma é total e absoluto. Nosso governo está totalmente integrado. Não há semana que eu não fale com os ministros da presidente Dilma e com a própria Dilma. O resto é especulação”, ressaltou Cabral. O bom entrosamento foi confirmado pelo colunista Jorge Bastos Moreno, que flagrou a presidente Dilma em conversa com assessores, onde ela ressaltava a parceria que mantém com o governador do Rio. "A gente age em conjunto", teria dito a presidente.

Já no Congresso, os presidentes da Câmara (Henrique Alves) e do Senado (Renan Calheiros) reclamam da falta de interlocução do Governo. Acham que as ministras Ideli Salvatti e Gleise Hoffmann não fazem o diálogo suficiente.  Na segunda-feira (3), os dois representantes do parlamento e o vice-presidente Michel Temer serão recebidos por Dilma.

De acordo com a coluna “Panorama Político”, assinada por Elimar Franco, a premissa das conversas na próxima semana será “sem vitoriosos, sem vencidos”. Para melhorar a articulação da presidente Dilma com o Congresso, será feito esforço dos dois lados, informa o colunista do “O Globo”. “O Planalto negociará com antecedência o envio de projetos polêmicos e se abrirá mais ao diálogo. A interlocução permanecerá com as ministras Gleisi Hoffmann e Ideli Salvatti”, afirma.

Este é o primeiro passo para o armistício entre o Planalto e o PMDB, já que há outros focos de insatisfação. Nos Estados. Na Bahia, no Mato Grosso do Sul, no Rio Grande do Sul, em Rondônia, em Pernambuco e no Paraná são grande os riscos de que a chapa nacional seja contaminada pela montagem dos palanques estaduais. Nestes locais, os diretórios regionais já falam até em dar apoio a uma provável candidatura de Eduardo Campos (PSB).

“O discurso em favor do pernambucano passou a funcionar como ferramenta de pressão contra os petistas, com um único objetivo: obter condições mais favoráveis de negociação nos Estados”, informa reportagem do Estadão deste sábado.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Notas, comentários e algumas histórias políticas para relaxar, ou não

Vilela no TC

No dia 13 de maio postei neste blog que um membro do primeiro escalão do governo do PSDB telefonou para um renomado advogado. A ligação foi feita com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre como seria o procedimento para o governador Vilela assumir uma vaga no Tribunal de Contas de Alagoas.

Pois bem, o tema teve continuidade. Fui informado que, em Brasília, na semana passada, o governador garantiu ao senador Renan Calheiros – naquele momento Presidente da República por um dia – que não seria candidato e que iria ser Conselheiro do Tribunal de Contas.

João Caldas

Lendo o blog do companheiro Edivaldo Junior informando que o governador Vilela pretende ter o suplente de deputado federal, João Caldas, em sua equipe de governo pra ficar bem pertinho assumindo uma Secretaria de Estado, sem ainda ter noção de qual seria, fiquei imaginando a cara do JC passando a mão nos raros fios de cabelos – implantados como os meus – e pensando: “Demorou tanto para cumprir a promessa política. Desejei tanto, já é final de mandato e o governador nem sabe pra qual secretaria eu vou. Será que vai sair mesmo esse cargo? E depois, se ele deixar o governo e Nonô assumir? Aí pode ter tramoia. Mas não sou besta não”!

Pesquisas

O mais lido colunista política de Alagoas, José Elias, na edição do dia 28 do JG informa que Renan Calheiros faz pesquisas todo mês sobre 2014. O senador teria dito a um petista que Collor está na frente do governador Vilela na disputa para o Senado. O fato é que todos os grupos políticos estão realizando pesquisas. E a uma delas, realizada no Agreste para governador, tive acesso. O senador Collor lidera e é seguido por Calheiros. E lá atrás, bem distantes, aparecem Biu de Lira, Nonô e Judson Cabral.

O político, o fotógrafo, o assessor e a ladeira

Um conhecido repórter fotográfico foi fazer à cobertura jornalística da visita do senador Fernando Collor a cidade de Chã Preta. Logo na entrada, há uma grande ladeira. Como sabemos nessas visitas o trajeto a ser cumprido é definido por um assessor do político junto ás lideranças do município. E assim foi. O carro parou, o senador desceu e , bem ao seu estilo saudável e vigoroso começou a subir a ladeira andando de um lado para o outro da rua, sorrindo, cumprimentando, abraçando, conversando, dando tchau. E o fotógrafo acompanhando e registrando, clic, clic, clic.

 Ao fim da ladeira, fotógrafo e senador chegam separados por segundos, respirando fundo, cansados e suados. O senador Collor olha para o fotógrafo e diz: “Fulano, bem que o organizador dessa caminhada poderia ter invertido o nosso trajeto para, em vez de subirmos, descermos, né? O repórter fotográfico, cansado, respira fundo, olha para o senador, depois para o assessor que não pensa que o tempo passa para todos e diz: “senador, esse seu assessor é um $#@%&! 

Falta milho, mas tem Amarok

Dois leitores amigos do blog telefonam para denunciar que em Santana do Ipanema está faltando sementes de milho para o plantio. Esse milho é comercializado aos agricultores através da secretaria estadual de Agricultura. E isso logo agora, depois das chuvas, quando há possibilidade de termos, apesar de tudo, uma pequena safra.

E aqui em Maceió uma atento cidadão ficou estupefato com o que presenciou no bairro da Pajuçara. O procurador-geral do Estado, Marcelo Teixeira, e o todo poderoso secretário Estadual de Infraestrutura, Marco Fireman, em frente a um hotel, cada um dentro de uma Camionete Amarok, da mesma cor, durante um evento. O cidadão me pergunta se os carros são particulares ou locados pelo Estado. Respondo que não sei, mas pode ser.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Adversários da presidente Dilma preparam golpe político em Alagoas

Há um fato que ficou claro durante a visita, esta semana, do ministro da Integração Nacional a Alagoas, o pernambucano Fernando Bezerra, do PSB, para autorizar diversas obras: A excelente relação com os tucanos liderados pelo governador Vilela.

Como sabemos, o Poderoso Chefão do PSB é o governador de Pernambuco Eduardo Campos, candidato à Presidência da República, responsável pela indicação do ministro e amicíssimo de Vilela.

E o que fez Fernando Bezerra em Alagoas além de autorizar as obras? Elogios e mais elogios a administração do PSDB e falta de honestidade intelectual ao não declarar que as obras que serão feitas têm o DNA da bancada federal.

Outro fato que soou estranho diante da platéia foi o fato de não estarem presentes membros da bancada federal, casos dos senadores Collor e Renan, além de deputados federais, pela magnitude das autorizações.

Se fosse uma ação política para reforçar a relação entre a base aliada da presidente Dilma Rousseff em Alagoas, eles não poderiam deixar de, sendo convidado, estarem presentes. No entanto, alguns sequer foram chamados. Mas isso não foi feito à toa, de jeito nenhum. Coisa alguma em política é por acaso.

Fernando Bezerra, cujo cargo alguns petistas defendem que seja retirado do PSB por conta da candidatura de Campos, na ação deixou claro que é favorável a candidatura do seu presidente, ao contrário do que declarava antes.

Como eu já escrevi em blogs anteriores, Vilela tem simpatia pela candidatura de Eduardo Campos, e não pela dos tucanos Aécio Neves ou José Serra. Tanto isso é verdade que o deputado federal Alexandre Toledo (PSDB) vai deixar o ninho tucano para casar com o PSB e ninguém do partido do governador alagoano vai lhe cobrar fidelidade partidária.

Está vendo como está tudo combinado, caro leitor?

Eduardo Campos quer o lugar de Dilma. O ministro Fernando Bezerra assumiu posição contrária ao Governo Federal. De traição em traição política, os adversários da base aliada da presidente Dilma enchem o papo, sem engasgar, por enquanto.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Resolução do TSE que reduz número de parlamentares só pode ser derrubada no STF

Após a Resolução publicada no Diário Oficial de Justiça nesta segunda-feira (27), estabelecendo o número de vagas para o cargo de deputado federal e deputado estadual/distrital, a questão agora só poderá ser resolvida no Supremo Tribunal Federal (STF) através de uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade).

As vagas foram recalculadas após análise de um pedido da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, que foi deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por maioria, na sessão do dia 9 de abril deste ano.

Portanto, a Resolução é o resultado do julgamento da consulta, é a sua materialização. A partir de agora as Mesas das Assembleias Legislativas, da Câmara e do Senado, partidos políticos, entidades de classe com representatividade nacional e o procurador da República Podem apresentar recurso através da ADIN ao STF.

Pra ficar ainda mais claro, a Mesa Diretora da Assembleia de Alagoas Pode recorrer. Afinal de contas, as vagas para deputado estadual diminuem de 27 para 24. Já a bancada federal reduz de 9 para 8 parlamentares.

Será que nós, alagoanos, vamos sentir falta?

Leia abaixo parte do texto publicado pelo TSE que define o número de vagas para deputado estadual/distrital e deputado federal por Unidade da Federação e como fica o quantitativo para todo o país:

De acordo com a resolução, que levou em conta a Lei Complementar nº 78/1993 e os novos dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com relação à população brasileira por Estado a partir do Censo de 2010, para a legislatura que se iniciará em 2015 o Pará é o Estado que mais cresce em bancada na próxima Legislatura, ganhando quatro cadeiras (passando de 17 para 21). O Ceará e Minas Gerais terão mais duas cadeiras cada um (passando o Ceará de 22 para 24 e Minas de 53 para 55). Por sua vez, Amazonas e Santa Catarina aumentam sua respectiva bancada em um deputado federal (com o Amazonas indo de 8 para 9 cadeiras, e Santa Catarina, de 16 para 17).

Já os Estados da Paraíba e Piauí sofrem a maior redução de bancada. Perdem dois deputados federais cada um (passando a Paraíba de 12 para 10 e o Piauí, de 10 para 8). Já Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas e Rio Grande do Sul perdem um deputado na Câmara na próxima legislatura. No caso, Pernambuco vai de 25 para 24 cadeiras, Paraná, de 30 para 29, Rio de janeiro, de 46 para 45, Espírito Santo de 10 para 9, Alagoas de 9 para 8, e o Rio Grande do Sul, de 31 para 30 deputados federais a serem eleitos.

Já no caso das Assembleias Legislativas e Câmara Distrital, no total, o número de integrantes diminuiu de 1.059 para 1.049, sendo que alguns Estados ganharam novas vagas de deputados e outros perderam. Os Estados da Paraíba e Piauí tiveram as maiores perdas, cada uma de seis parlamentares. Paraíba de 36 para 30, e Piauí de 30 para 24. Em seguida,
quem mais perdeu foram os Estados do Espírito Santo (de 30 para 27) e Alagoas (de 27 para 24). Os Estados que menos perderam foram o Rio de Janeiro (de 70 para 69), Rio Grande do Sul (de 55 para 54) e Pernambuco (de 49 e 48).

No sentido inverso, a Assembleia Legislativa do Pará ganhou quatro integrantes (de 41 para 45). Em seguida vem o Amazonas (de 24 para 27), Ceará (de 46 para 48) e Minas Gerais (de 77 para 79) e mais um para os Estados de Santa Catarina (de 40 para 41), Paraná (de 53 para 54).

 O caso

No dia 13 de março de 2012, a ministra Nancy Andrighi, relatora, deferiu o pedido durante sessão plenária, mas o ministro Arnaldo Versiani, que ainda fazia parte do TSE, pediu vista antecipada e, no dia 22 de março, sustentou a complexidade do tema, sugerindo converter o julgamento em um debate ampliado. Propôs, então, a convocação de uma audiência pública para discutir a questão, ouvindo todos os interessados, inclusive representantes de partidos políticos.

A audiência pública aconteceu no dia 28 de maio do ano passado, no TSE, com a presença de deputados e especialistas no assunto. Parlamentares do Amazonas defenderam, na ocasião, a redefinição das bancadas estaduais na Câmara dos Deputados para as eleições de 2014, ressaltando que o Estado deveria ter mais do que os oito deputados federais que hoje tem – podendo chegar a 10, caso a redistribuição das vagas ocorresse. Lembraram que, atualmente, o Amazonas tem uma população maior do que Alagoas e o Piauí, que têm, respectivamente, nove e dez deputados federais.

Legislação

Cabe à Justiça Eleitoral redefinir o número de deputados de acordo com a proporção de cada uma das populações nos Estados. De acordo com o artigo 45 da Constituição Federal, o número total de deputados e a representação por Estado e pelo Distrito Federal devem ser estabelecidos “por lei complementar, proporcionalmente à população, procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma das unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de 70 deputados”.

A Lei Complementar nº 78, de 30 de dezembro de 1993, estabelece que o número de deputados não pode ultrapassar 513 e que cabe ao IBGE fornecer os dados estatísticos para a efetivação do cálculo. Feitos os cálculos, o TSE deve encaminhar aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e aos partidos políticos o número de vagas a serem disputadas.

Confira a nova tabela estabelecida pela Resolução:

CÂMARA DOS DEPUTADOS:

São Paulo 70

Minas Gerais 55

Rio de Janeiro 45

Bahia 39

Rio Grande do Sul 30

Paraná 29

Ceará 24

Pernambuco 24

Pará 21

Maranhão 18

Goiás 17

Santa Catarina 17

Paraíba 10

Amazonas 9

Espírito Santo 9

Acre 8

Alagoas 8

Amapá 8

Distrito Federal 8

Mato Grosso do Sul 8

Mato Grosso 8

Piauí 8

Rio Grande do Norte 8

Rondônia 8

Roraima 8

Sergipe 8

Tocantins 8

TOTAL: 513

 

ASSEMBLEIAS LEGSLATIVAS E CÂMARA DISTRITAL:

São Paulo 94

Minas Gerais 79

Rio de Janeiro 69

Bahia 63

Rio Grande do Sul 54

Paraná 53

Ceará 48

Pernambuco 48

Pará 45

Maranhão 42

Goiás 41

Santa Catarina 41

Paraíba 30

Amazonas 27

Espírito Santo 27

Acre 24

Alagoas 24

Amapá 24

Distrito Federal 24

Mato Grosso do Sul 24

Mato Grosso 24

Piauí 24

Rio Grande do Norte 24

Rondônia 24

Roraima 24

Sergipe 24

Tocantins 24

TOTAL: 1049

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Deus trouxe um pouco de chuva para o sertão; mas liberou a Lagarta do cartucho

Basta chover um pouco, um pouquinho só no sertão para o agricultor pegar os equipamentos, chamar a família e arar a terra para plantar milho e feijão.

O pouco de chuva das últimas semanas trouxe a certeza de que foi uma ação divina para minorar o sofrimento do povo e trazer de volta a bela paisagem da terra verdejante.

O pouco de chuva fez o capim brotar. Certeza de algum pasto para o gado. Homens, mulheres, velhos, crianças e animais comemoraram certos de que as rezas para os santos e os pedidos insistentes foram ouvidas e estava decretado o fim do sofrimento, da fome e das mortes, o fim da terra esturricada e poeirenta.

Entretanto, como o bem e o mal caminham juntos, a chuva trouxe também a Lagarta-do-cartucho. Na terra que brotou capim e onde foi feita uma roça, a praga está dominando e destruindo tudo.

Santana do Ipanema, Pão de Açúcar, Mata Grande e Canapi, enfim, toda a plantação do sertão agora está sendo destruída por uma coisa pequena, mas em grande quantidade.

E como o sertanejo é antes de tudo um valente porque não desiste nunca e tem fé, em tom de ironia escutei de um que a única forma de proteger o capim e a roça é cavando um buraco que cerque toda a terra; e que esse buraco tenha água constante para evitar que o bichinho rastejante possa ultrapassar essa barreira.

Essa ironia também pode ter outro sentido: o sertanejo sabe que está sozinho, mais uma vez, pois o Governo do Estado vai demorar a chegar com ajuda ou solução para a praga.

 Assim, só rezando mesmo para pedir, como sempre, ajuda ao Divino Espírito Santo e a todos os santos.

 

Abaixo, um pouco de informação sobre a Lagarta:

Lagarta-do-cartucho
Spodoptera frugiperda

 

Características:

·         Ovos - coloração verde-clara passando a alaranjado. Colocados cerca de 100 por vez em camadas sobrepostas, na parte superior das folhas, duração de 3 dias a 25ºC.

·         Lagarta - inicialmente  claras, passando para pardo-escuro a esverdeada até quase preta. Chega a atingir 50 mm de comprimento, duração de 12 a 30 dias, ocorre dentro do cartucho da planta.

·         Pupa - A lagarta sai do cartucho e penetra no solo como pupa de 15 mm  - coloração avermelhada ou amarronzada, duração de 10 a 12 dias.

·         Adulto - A mariposa mede cerca de 35 mm de coloração das asas anteriores parda-escuras e posteriores branca, duração de 12 dias.

·         O ciclo completo do inseto é de pouco mais de 30 dias.

Danos:

·         É a principal praga da cultura do milho no Brasil, atualmente atacando também a cultura do algodão.

·         No início, apenas raspam a folha, mas quando desenvolvida  perfura a mesma danificando-a por completo e destruindo o cartucho.

·         O inseto ataca a planta desde sua emergência, cortando-a rente ao solo, até a fase produtiva, destruindo as espigas em formação.

·         O  período crítico é o próximo ao florescimento. No milho, ocorre tanto nos cultivos de verão como nos de segunda safra (“safrinha”).

·         O grande problema com a praga é o desenvolvimento de populações resistentes aos produtos químicos utilizados objetivando seu controle.

·         Altas infestações podem acarretar prejuízos que variam de 20 até 50% da produção.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Carta do senador Suplicy revela que ele está sendo rifado pelo PT e por Lula

 

 

Eduardo Suplicy é senador pelo PT desde 1991. Polêmico, meio porra louca, divulgou hoje uma carta dirigida ao ex-presidente Lula na qual afirma estar disposto a ser candidato ao Senado em 2014. No entanto, soa estranho um antigo companheiro de partido, em pleno exercício do mandato, comunicar-se com outro companheiro através de uma carta tornada pública e, certamente, enviada aos meios de comunicação.

A verdade é que o senador Suplicy teme estar sendo deixado de lado para a disputa no ano que vem. A situação é tão grave que ele revela estar tentando um encontro com Lula, mas não consegue. Na carta, o senador revela que o PT quer que ele seja candidato a deputado federal e que Lula seria o responsável por convencê-lo.

Segundo o senador Eduardo Suplicy, a única possibilidade de não tentar renovar o mandato em 2014, apenas ocorreria se o candidato fosse o ex-presidente Lula.

Leia abaixo:

"Caro presidente Luiz Inácio Lula da Silva,

Sempre teríamos na transparência de nossos atos e na ética da vida pública os valores fundamentais do PT, foi o que muitas vezes ouvi de você. Nesses 33 anos de militância honrei esses valores e objetivos.

Quero lhe transmitir pessoalmente a minha disposição de ser candidato ao Senado em 2014 e naquela casa continuar a honrar o PT. Tenho procurado marcar um encontro pessoal, há meses, mas por alguma razão tem sido sempre adiado.

Gostaria de relembrar que, em 2011, quando éramos cinco os pré-candidatos a prefeito de São Paulo, você convocou os demais para dialogarem com você no Instituto Lula para que desistissem em favor de Fernando Haddad. Imagino que tenha avaliado que não precisava conversar comigo.

Há cerca de duas semanas, conforme soube pela imprensa, houve reunião no Instituto Lula, em que estiveram presentes os presidentes nacional e estadual, Rui Falcão e Edinho Silva, outros importantes dirigentes e pelo menos oito prefeitos do PT. Não fui convidado, embora ali se tenha discutido a campanha de 2014, os procedimentos para a escolha do nosso candidato ao governo de São Paulo, ao Senado e possíveis coligações. Segundo o divulgado, os presentes teriam solicitado à direção organizar uma pesquisa de opinião para saber qual o candidato a governador mais viável. Ademais, cogitou-se a possibilidade de que eu pudesse ser candidato a deputado federal para fortalecer a legenda do PT, com a informação de que caberia a você convencer-me desta alternativa.

Considero justo que o PT me aponte como candidato ao Senado. Por uma questão de respeito à minha contribuição para o PT desde a sua fundação e também por ter sido eleito por votações cada vez maiores para o Senado, em 1990 com 4.229.706 votos, 30%; em 1998 com 6.718.463, 43,07%; em 2006, com 8.986.803 votos, 47,82%.

Poderemos fazer uma prévia aberta a todos os filiados e eleitores interessados em participar como mais e mais se faz em todos os países democráticos. Lembro que José Dirceu certa vez defendeu que nossas prévias deveriam ser abertas a todos os eleitores.

Há apenas uma hipótese de eu abrir mão de disputar o Senado em 2014: caso você queira disputar. Por respeito aos seus oito anos como Presidente da República, por já ter disputado uma prévia com você em 2002 e você ter ganho por larga margem.

Sempre observei que você acompanhou com grande interesse tudo o que se passa ali, pois sempre comentou conosco que costumava assistir à TV Senado. Acredito que considere algo positivo tornar-se Senador".

Eduardo Matarazzo Suplicy

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

‘Velaço’ pela verdade e por ação. Nem Nonô aguenta as velinhas

 

Peço licença ao companheiro Lula Villar para utilizar algumas declarações dadas a ele pelo vice-governador José Thomaz Nonô. É que eu as considerei perfeitamente dentro da realidade. Porque vão ao encontro do que penso e do que tenho publicado em alguns textos sobre violência e a propaganda oficial totalmente desconectada da realidade ao utilizar as “velinhas da paz” para afirmar que a segurança está melhor.

 

Da mesma forma que considero justo, perfeito e inteligente o protesto organizado para esta noite (23), pelos integrantes da Jornada de Lutas em Defesa de Alagoas. A partir de uma caminhada pela orla de Maceió, o “Velaço” tem como objetivo não deixar esquecer os 827 assassinatos ocorridos entre janeiro e maio deste ano e a falta de ação do governador Vilela.

 

Na caminhada, cuja concentração está marcada para acontecer às 18h30, na praia de Sete Coqueiros, seguindo até o bairro de Jatiúca, eles vão estar em silêncio e com velas acesas, claro, nas mãos. Que bom seria que toda insatisfação motivasse um protesto inteligente. Não fechar ruas, rodovias, botar fogo em paus e pneus. Provavelmente nossos representantes agiriam de forma diferente e melhor.

 

E como prometi, leiam, abaixo, os três trechos destacados por mim da entrevista de Nonô ao jornalista Lula Vilar e avaliem se ele diverge, ou não, das críticas feitas, ditas e repetidas por tanta gente em Alagoas por conta das ratadas dadas pelo Governo quanto ao efetivo reduzido de policiais nas ruas e a danada da propaganda das velinhas:

 

 

 

1 - “Eu me orgulho de fazer parte deste governo. Agora, uma crítica que faço porque já fiz até ao governador é a seguinte: o governo se comunica muito mal. O Téo se comunica mal.”

 

2 – “As casas da reconstrução que estão prontas. Não há campanha das entregas, preferem as velinhas.”

 

3 – “Na minha visão, duas coisas ajudariam: colocar todos os policiais nas ruas. Hoje não estão. Estão em prédios públicos alguns. É legal? É, mas politicamente se resolve isso e se aumenta o efetivo na rua.” 

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Em discurso; Collor teme que Joaquim Barbosa se torne um equívoco "histérico"

Divulgação 13692241902755 Senador Fernando Collor

O senador Fernando Collor (PTB-AL), em discurso no Senado, repercutiu as críticas feitas pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, falando sobre a crise entre os poderes. Collor disse torcer para que Barbosa não se torne, também, “um equívoco histérico, a ponto de aprofundar de vez a crise e o esfacelamento institucional em que lamentavelmente e perigosamente estamos ingressando”.

Para o senador, Barbosa não pode desqualificar os demais poderes, nem desmerecer os partidos políticos, ainda mais na Presidência máxima do Poder Judiciário.

De acordo com Collor, o cenário de distonia entre as três instâncias de poder no país pode ocorrer em razão de um paradoxo de credibilidade versus legitimidade, relativo aos poderes republicanos. Na avaliação de Collor, não são pequenas as chances de que "momentos de insubordinação com a vida pública", como o protagonizado pelo ministro Joaquim Barbosa, resultem em um período de autoritarismo na vida política do país.

Caros leitores, o discurso foi duro, contundente, claro e inteligente no jogo de palavras e na construção das ideias. A questão agora é saber se a crise entre os poderes aumenta ou diminui? Deixo que você tire as suas próprias conclusões. Leia, abaixo, o discurso na íntegra, e assista ao vídeo:

O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco/PTB – AL. Pela Liderança. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente desta sessão, Senador Sérgio Souza, Srªs e Srs. Senadores, por duas oportunidades, nesta tribuna, trouxe à reflexão da Casa a minha preocupação com uma crise que se avizinha, perigosamente, entre os Poderes da República, em virtude do que chamei de esfacelamento institucional por que passamos.


Do mesmo modo, chamei a atenção para o paradoxo da credibilidade versus legitimidade, em que se verifica uma clara inversão de valores, de representatividade, no que tange às instituições, classes e agentes públicos. 


De lá para cá, fatos, iniciativas e manifestações, cada vez mais recorrentes no âmbito dos três Poderes, têm revelado a razão de minha inquietação.


Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, as recentes declarações públicas do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Joaquim Barbosa, com críticas diretamente jocosas ao Poder Legislativo e aos partidos políticos brasileiros afrontam a Lei Maior do País. 
A simples distonia entre os Poderes republicanos, por si só, configura um descumprimento da Constituição Federal, cujo art. 2º reza, textualmente, que os Poderes da União são independentes e harmônicos entre si. Ou seja, provocar a desarmonia e a divergência entre o Poder Legislativo e os Poderes Judiciário e Executivo nada mais é do que violar aquele dispositivo constitucional, inserido no texto pelo Constituinte, vale lembrar, exatamente para evitar conflitos dessa ordem entre os Poderes republicanos.


Mais grave ainda é quando opiniões desrespeitosas partem de um membro da mais alta instância do Judiciário, um Ministro do Supremo Tribunal Federal e, pior ainda, no exercício da Presidência daquela Corte.


Trata-se de um lamentável episódio, vale a pena lembrar, sem precedentes – sem precedentes – na história do País.


O Estado de exceção, a ditadura, o absolutismo são materializados sempre pelas revoluções, pelas insurgências, pelas revoltas e pelas insurreições, e essas acontecem exatamente quando a democracia falha e as instituições deixam de funcionar dentro do espírito do Estado democrático de direito.


Assim ocorreu com a Constituição de 1934, resultante da Revolução Paulista de 32; assim foi com a Constituição de 37, redigida por uma única pessoa, num período em que sequer tínhamos um Congresso funcionando, em virtude da Intentona Comunista de 1935. O mesmo se deu com a Constituição de 1967, após o Movimento de 64, novamente fruto de uma instabilidade político-institucional. Ou seja, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, sempre que ocorrem movimentos de insubordinação com a vida pública, corre-se o risco de, ao fim, desaguarmos num indesejado autoritarismo.

E, para tanto, uma relativa e imperceptível crise entre os Poderes, provocada por atos, opiniões e iniciativas fora do contexto da normalidade institucional, pode vir a se tornar a faísca deflagradora de uma crise maior, de um cenário político grave e, pior, irreversível.


É perigoso e desfocado, Sr. Presidente, achar que o simples exercício democrático de votar e exprimir livremente opiniões e que o alastramento e o aumento do número de eleitores são suficientes para avançarmos no aprimoramento da cultura cívica e política do País, muito menos para consolidá-la.


Mesmo a democracia plena tem seus limites estabelecidos na Constituição Federal. Desrespeitá-la, portanto, nada mais é do que ferir a democracia, e quando isso começa a se tornar rotina, a crise, ainda que vagarosamente, instala-se e, com ela, a ameaça de revoltas e levantes que, por reação, podem levar à perigosa seara de um Estado de exceção.


Ainda que possa parecer improvável, uma leitura mais acurada dos acontecimentos pode concluir pelo alto risco que corremos com esse tipo de conduta de um chefe de Poder. 
Ademais, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, como ensinam os precepta juris do Direito romano, o juiz somente pode se manifestar nos autos. Não por outro motivo a Constituição determina que nenhum juiz pode se filiar a um partido político ou se candidatar a um mandato público.


Ora, como pode um Magistrado com a responsabilidade de presidir a Suprema Corte manifestar antecipadamente suas ideias? E que ideias! Ao fazê-lo, ele e qualquer juiz estarão comprometendo seus julgamentos, suas decisões.


Por isso mesmo, a ele, juiz, não é permitido dar entrevistas, emitir opiniões sobre temas que futuramente ele possa vir a julgar. Ao juiz, isto sim, cabe opinar sobre as leis, o direito, sempre nos autos dos processos. Jamais pode se expressar politicamente, pois, além de não fazer parte de suas atribuições, não faz parte de suas atribuições constitucionais, de suas prerrogativas. Uma postura desse tipo compromete até mesmo a própria independência do Magistrado.


E aqui, Sr. Presidente, não adianta alegar que as declarações foram dadas no universo acadêmico. O Ministro Joaquim Barbosa foi convidado a palestrar exatamente por ser o Presidente do Supremo Tribunal Federal. Sua figura e suas funções são indissociáveis. Enquanto exercer a Magistratura, ele jamais – jamais! – vai poder se comportar como agente político, menos ainda com discursos de palanque.


Vale destacar que os Ministros do Supremo são nomeados pelo Presidente da República, ou seja, o chefe do Poder Executivo, após seu nome ser aprovado pela maioria absoluta desta Casa, o Senado da República. Portanto, não pode ele agora – não pode ele agora –, em nenhuma hipótese, ainda mais na Presidência máxima do Poder Judiciário, desqualificar os demais Poderes, desmerecer os partidos políticos e subestimar os seus integrantes.

Não foi para isso – definitivamente, não foi para isso – que ele recebeu uma delegação explícita do Poder Legislativo. Dele, o Parlamento, representando legitimamente a população, espera compostura, liturgia do cargo e dever cívico acima de tudo. Caso contrário, seremos obrigados a concordar com as Associações de Juízes do Brasil quando disserem, há cerca de um mês, que a gestão do Sr. Joaquim Barbosa é um equívoco histórico.


Torcemos para que não se torne, também, um equívoco histérico, a ponto de aprofundar de vez a crise e o esfacelamento institucional em que lamentável e perigosamente estamos ingressando.


Era o que tinha a dizer, por enquanto, Sr. Presidente, Sérgio Souza, Srªs e Srs. Senadores.
Muito obrigado.

Veja o vídeo:

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Trecho BR-316, Carié/Canapi/Inajá; sai promessa de publicação de edital

Um dos compromissos assumidos publicamente pela presidente Dilma Rousseff, em Água Branca, quando da inauguração dos primeiros 65 km do Canal do Sertão, está mais perto de se tornar realidade.

De acordo com informações do gabinete do senador Renan Calheiros, está prevista para o próximo mês de junho a publicação do edital de licitação, pelo DNIT, para as obras de implantação e pavimentação dos 49 km da BR-316, entre Carié e Inajá.

Essa informação oriunda do gabinete de Calheiros bate com a expectativa do gabinete do senador Fernando Collor após promessa feita diretamente pelo Diretor Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Jorge Ernesto Pinto Fraxe.

É que aliados de Collor já falavam sobre o anúncio do lançamento do edital para esses dias.

E se tal promessa for confirmada, o vergonhoso isolamento de Canapi está com os dias contados. A obra está prevista no PAC-2. Provavelmente os municípios de Canapi, Inhapi, Mata Grande, Inajá e todo o sertão de Alagoas e parte de Pernambuco vão comemorar demais o início e a conclusão desse trecho.

Inclusive em Canapi há um movimento organizado pelos moradores do município para cobrar a promessa feita pela presidente Dilma.

Vai ficar faltando, apenas, segurança, saúde, educação..., e uma série de outras ações de responsabilidade do Governo do Estado, comandado, nos últimos sete anos pelo governador Vilela (PSDB). 

Já a outra obra anunciada pela presidente Dilma em Alagoas – a construção do viaduto da Polícia Rodoviária Federal – terá o edital de licitação publicado em outubro deste ano. Pelo menos é o que está sendo anunciado como prometido.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Regulamentação do trabalho doméstico e a transformação total; abra o olho

 

Acabou, chegou ao fim. O momento é de transformação e de adaptação a uma nova realidade. Nunca mais o trabalho doméstico terá uma relação de tão profunda intimidade entre patrão e empregado como fora até bem pouco tempo, em muitos casos. Isso ficou no passado. Nem também, como em muitos casos, será uma relação análoga a escravidão.

A relação entre patrão e empregado vem caminhando, nas últimas décadas, apressadamente para ser transformada em uma relação eminentemente profissional. E no futuro, tudo indica, os nossos filhos e os filhos deles serão educados a não dependerem do empregado doméstico da mesma forma como dependemos hoje. Assim como é, atualmente, nos países mais desenvolvidos economicamente e socialmente.

O fato é que, nos últimos dias, muitos patrões começaram a exigir do empregado o cumprimento rigoroso da legislação. Inclusive determinando que o intervalo de descanso de uma hora fosse cumprido na presença de testemunha, ou seja, no hall de entrada do prédio - não dentro do residência -, com o porteiro servindo como testemunha. No caso das babás, tem patroa mandando, determinando, que a trabalhadora vá dormir em casa, também tendo o porteiro como testemunha. Se não tem casa onde dormir, demissão.

Essa estratégia é uma forma de proteção por parte do empregador contra futuras ações trabalhistas. Vai que a babá afirme, através de um advogado, que nas madrugadas cuidava da criança, que não tinha horário de descanso; olhe o problemão.

Como se sabe, a justiça do trabalho tende a ficar sempre do lado mais fraco, que é sempre o empregado. E empregador sem testemunha e sem documentação, já viu né, tá ferrado! 

 

E ninguém duvide que a partir de agora com a regulamentação um advogado procure as domésticas para propor ações trabalhistas. Bons e maus profissionais, gente com bom e mau caráter, verdade e mentira, existem em todos os lugares. Portanto, o patrão não deve aceitar correr risco. É melhor cumprir a lei.

Bom, são muitas as mudanças de comportamento. Não afirmo se será bom ou ruim, mas garanto que essa relação nunca mais será a mesma. Porém, tenho certeza, será mais justa.

Leia, abaixo, texto da Agência Brasil, com as sugestões apresentadas pelo Governo Federal a senadores e deputados para regulamentação da Emenda Constitucional 72:

 

Governo apresenta sugestões para regulamentação do trabalho doméstico

A presidenta Dilma Rousseff entregou hoje (21) ao presidente da Comissão Mista de Consolidação das Leis e Regulamentação da Constituição, deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), e o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), sugestões do governo para regulamentação da Emenda Constitucional 72, que estende aos empregados domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse que a presidenta ressaltou a importância da relação com o Congresso e que o governo vai fazer um debate com a comissão mista sobre a proposta. “A presidenta considera que este é um momento histórico em que o Brasil está reconhecendo um contingente expressivo de trabalhadores, que ainda não têm acesso aos direitos da formalidade”.

Romero Jucá disse que apresentará proposta que contemple o posicionamento do governo ainda esta semana na comissão. “Vamos trabalhar rapidamente. Nós sabemos da vontade da sociedade brasileira em ter a regulamentação, para que possa dirimir dúvidas e não haja nenhum tipo de intranquilidade ou precarização do trabalho doméstico”, disse.

O governo defende a contribuição patronal ao INSS de 12%, assim como o pagamento de multa rescisória de 40% do saldo do FGTS, nos casos de demissão sem justa causa. Ficam assegurados também, pelo texto apresentado, seguro-desemprego, auxílio-acidente, salário-família e previdência social.

Gleisi Hoffmann explicou que foram apresentadas três alternativas de jornada de trabalho, que devem ser decididas entre empregador e empregado: 8 horas diárias e 44 horas semanais, com até 4 horas extras por dia; regime de revezamento de 12 horas diárias por 36 horas de descanso e banco de horas. O intervalo de descanso deve ser de 1 hora, podendo ser reduzido para 30 minutos por acordo ou de 11 horas entre as jornadas, com um dia de descanso semanal, preferencialmente aos domingos.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse que as sugestões foram elaboradas por uma comissão interministerial e apresentada à presidenta, que acatou e entregou à comissão mista do Congresso.

 

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com