Reação de Collor no Senado recebe elogios; veja o vídeo

 

Além de ter recebido o apoio dos demais membros da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), o gesto do senador Fernando Collor repercutiu positivamente entre os leitores de diversos blogs, inclusive daqueles que disponibilizaram o vídeo produzido pela Agência Senado .

Quem imaginava uma reação irritada, excessiva em gestos, viu o presidente de uma das mais importantes comissões do Senado reagir com equilíbrio. Ora, quem poderia imaginar que os dados repassados pelo Dnit ao colegiado eram falsos? "Nós não podemos aceitar informações falseadas. Temos é que rasgar isto aqui e devolver para o diretor-geral do Dnit, para que ele tome providências", disse Collor.

 Quem ajudou a desvendar a farsa montada pelo Dnit foram os senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Acir Gurgacz (PDT-RO), que disseram que as obras de recuperação da BR-364, no estado, estão paradas, ao contrário do que dizia o relatório. Assista ao vídeo produzido pela Agência Senado do senador Collor rasgando e mandando devolver os documentos em envelope.

A atitude do Dnit de encaminhar aos senadores informações diferentes da realidade é um exemplo claro do quanto o respeito à classe política brasileira está em baixa.

É com gestos e atitudes que se consegue resgatar e alterar essa imagem, claro. Porém, é também preciso que o político ocupe o seu espaço cumprindo o seu papel constitucional.

Embora elogiável a atitude do senador Collor, fossem as nossas instituições políticas respeitadas, toda a diretoria do Dnit seria demitida.

Mentir com documentos a Senadores da República. Que coisa!

Veja aqui o video

 

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O banho de sangue em Alagoas e o caso Paulo César Farias

Uma coisa não tem nada a ver com a outra, eu sei, mas será que não tem mesmo? Vamos por partes:

Com relação ao caso do empresário Paulo César Farias, quando fui informado de sua morte encontrava-me em Gravatá (PE), em 23 de junho de 1996, curtindo os festejos juninos. Imediatamente retornei a Maceió para acompanhar a história. Fiz muitas reportagens para TV. E tudo o que tem sido publicado agora sobre a história da morte do empresário e de sua namorada, Suzana Marcolino, é repetição de tudo o que já foi dito, esmiuçado, divulgado.

Verdades e mentiras convivem. Inverdades pela espetacularização dos fatos e depoimentos foram construídas. E no imaginário popular, diversas versões são admitidas. Então, que cada um fique com a sua, seja qual for à decisão a ser tomada pelos jurados.

Bom, e quanto à relação entre o caso PC e o banho de sangue em Alagoas, há relação? Existe sim, mas apenas por serem mortes por arma de fogo.

No entanto, enquanto a imprensa local e nacional priorizam a cobertura do julgamento, o que é natural, o mata-mata segue frenético em Alagoas. 9 assassinatos em 12 horas. É tiro e sangue jorrando pra todo lado.Meu DEUS!

O sangue ta batendo na canela. Enquanto dezenas, centenas, milhares de pais e mães de alagoanos têm chorado os seus mortos e acendem velas, lembro da propaganda do Governador Vilela onde personagens também acendem velas para comemorar o que não é verdade: a PAZ e a diminuição nos índices de violência.

 Continuam matando demais em nossa terra.

Enquanto o governo não agir com a verdade, enquanto não for aumentado o efetivo das polícias, enquanto não for dada a devida infraestrutura para os policiais poderem trabalhar, continuaremos chorando e sangrando pelas mãos assassinas que nos atormentam.

Em política, quando a propaganda destoa da realidade por não condizer, absolutamente, com a verdade, o eleitor se revolta e cobra. E esse tem sido o comentário em todas as camadas sociais e motivo até de piada.

Ano que vem tem eleição. E tem gente que pode sofrer de bico aberto; ou fechado.

 

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Depois de reunião sigilosa com Rui; vereadores discutem verba de enxoval; houve gritos

 

Uma reunião sigilosa ocorreu ontem (6) entre o prefeito Rui Palmeira e os vereadores que o apoiam na Câmara Municipal. O motivo do encontro foi para explicar os vetos a Lei Orçamentária Anual.

Como inexiste segredo quando apenas uma pessoa recebe uma informação e lhe é pedido o maior dos sigilos, imagine quando ocorre uma reunião entre políticos que formam uma bancada de apoio.

Pois bem, o mais interessante não foi à maturidade política de Rui Palmeira em conversar com os seus aliados antes de tornar público a sua decisão política e administrativa. O mais interessante ocorreu ao fim da reunião, já sem o prefeito, quando os vereadores iniciaram uma discussão sobre a ajuda de custo paga aos vereadores denominada de “verba de enxoval”. São duas parcelas de R$ 15 mil, sendo que a primeira foi paga em janeiro e a segunda está prevista para ser liberada em julho.

Como existe a possibilidade, pelo menos publicamente, de que essa ajuda de custo será extinta, teve vereador que falou alto, gritou mesmo, posicionando-se contra tal possibilidade, afirmando que o dinheiro era seu e que não foi eleito para abrir mão do “din-din”, da “bufufa”, “do faz me rir”.

Fiquei sabendo, ainda, que um vereador – cujo nome não me foi revelado, apenas pistas foram disponibilizadas, por isso não tenho certeza sobre quem é a figura- está muitíssimo preocupado. Quando recebeu a primeira parcela, em janeiro, depositou em sua conta particular e usou.

O problema é que o recurso deve ser utilizado apenas para gastos com roupas adequadas para o trabalho. A verba é livre de impostos e também de prestação de contas.

Porém, o MPE tem estado de olho aberto e tem querido saber se os recursos têm sido utilizados apenas para compra de roupas e não de outra forma. Se o Ministério público seguir adiante, tem gente que não vai conseguir explicar como gastou a verba. Aí, vai ficar feio demais.

Pode até atingir mortalmente vereador com possibilidades de alçar voos maiores na política.

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Carimbão: “Nonô é o candidato natural ao Governo de Alagoas”. Se...

 

Para o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB) o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) é o candidato natural para substituir o atual governador Téo Vilela (PSDB), desde que este deixe o governo para concorrer ao Senado da República. E Carimbão não tem nenhuma dúvida que Vilela será candidato.

Sendo assim, caneta na mão, o discreto vice, Nonô, vai gastar muita tinta da caneta para construir a sua candidatura. E dentro do grupo palaciano já há um adversário: o senador Benedito de Lira (PP) que também tenta construir a sua candidatura a chefia do Poder Executivo.

Para o deputado Carimbão, apesar de tudo o que está posto, ainda é cedo. Muita decisão política vai depender dos posicionamentos do senador Renan Calheiros (PMDB) e do governador Vilela.

Por contra própria, eu acrescento o senador Fernando Collor como peça fundamental no pleito do ano que vem. Nem Nonô, nem Benedito, tampouco Renan, nem qualquer outro candidato, tem densidade eleitoral suficiente para lançar-se apenas com o seu grupo político, de maneira isolada, na disputa majoritária e ficar seguro quanto ao resultado. Alianças terão que ser feitas e certos posicionamentos precisarão ser repensados.

Em política, milagres são raros, assim como fenômenos eleitorais ou eleições surpreendentes. Tais fatos ocorrem de vez em quando. Sendo assim, na política profissional  2 + 2=4, ou seja: em 2014, candidaturas que não se unirem a outras  objetivando aumentar a perspectiva de votos válidos estará fadada ao fracasso. Por enquanto, tem muito cacique na disputa pleiteando o mesmo posto.

Sobre eleição para Presidente da República, o deputado federal defende a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Carimbão revelou, ainda, que é muito cedo para decidir se o PSB terá chapa majoritária em Alagoas como forma de ajudar o presidenciável Eduardo Campos.

 

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Vereador Wilson Junior já sabe como será decido o seu futuro político

Arquivo Cadaminuto 13675818038559 Wilson Junior

Depois de muitas tentativas durante o dia, somente na metade da noite de ontem (03) é que consegui conversar com o vereador Wilson Junior (PDT). Eleito pela coligação feita entre o PDT, PMDB e o PSD com a expressiva votação de 8.568 votos tem sido desejado por todos os partidos visando 2014. Até os tucanos andaram lhe arrastando as asas e abrindo o bico com cantadas.

A especulação dando conta que vai deixar o PDT tem ocupado bom espaço no meio político alagoano. O desejo por Wilson tem sentido. Jovem, bonitão, ótimo comunicador, sem desgaste, eleito sem comprar votos e sem herdar a votação do titio ou do papai político, tem um potencial de crescimento enorme, dependendo das decisões que tem tomado no dia a dia e que ainda vai tomar em sua atividade parlamentar. 

Bom, vamos ao que interessa que é o que o vereador revelou. Leia abaixo e tire as suas conclusões:

1 - Vai deixar o PDT para ser candidato em 2014?

R – Especulações acontecem. Em nenhum momento eu disse qualquer coisa. Pode ser que passem informações para confundir o eleitor. Na verdade estão me candidatando. No aniversário de Ronaldo Lessa (presidente do PDT-AL), dia 25, conversei com ele e fechamos que vamos decidir juntos o meu futuro. Eu, o PDT e os meus eleitores, mas tudo dentro dos meus princípios.

2 – É possível ser candidato no ano que vem?

R – Não sei. Para vereador foi decisão do povo. É difícil querer fazer, querer realizar, mas o jogo da política é bruto. Ouvi conselhos de uma ouvinte no meu programa de rádio quando comentei com ela sobre desistir da política e ela disse: “Wilson, peço que não desista, porque se você desistir está desistindo de mim”. Então, é possível ser candidato até por algum outro partido que não seja o PDT, mas desde que seja combinado com o meu partido para ajudar e também para ajudar o grupo político que integrei na eleição municipal do ano passado. Ronaldo (Lessa) confia em mim.

 

 

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Poder e traição, criador e criatura e o medo que o político tem de ser engolido

 

É por isso que boa parte dos políticos profissionais prefere buscar dentro de seu círculo familiar alguém para ocupar cargos eletivos. É a esposa, o irmão, o filho, o tio. No máximo alguém próximo que fique refém, seja financeiramente ou por algum possível futuro problema jurídico que possa causar-lhe a perda do mandato.

Aqui em Alagoas são muitos os casos de políticos do mesmo sangue permanecerem no poder. A família Calheiros, hoje, é o melhor exemplo em quantidade e Poder: Renan (senador), Renan Filho (deputado federal), Olavo (deputado estadual), Remi (prefeito).

Quem está em alta e não tem essa possibilidade, vive com medo, tem pesadelos e só dorme a base de remédios, especialmente quando o período eleitoral está próximo.

E ninguém pense que deixa de ter razão quem teme perder o poder de, como criador, ser engolido pela criatura. Ou seja: apoiar alguém e depois ser deixado pra lá. Vou lembrar só um caso recente: o empresário Geraldo Sampaio e a criatura, o ex-prefeito Cícero Almeida.

Neste instante, situação conflituosa entre criador e criatura está ocorrendo no Rio de Janeiro. O maior destaque do governo Sérgio Cabral (PMDB) é o secretário de segurança José Mariano Beltrame. Ele foi convidado para ser vice do atual vice, Luiz Fernando Pezão – homem de confiança da cúpula do PMDB -, em 2014, mas que enfrenta grandes dificuldades para decolar e alcançar os líderes nas pesquisas Anthony Garotinho e Lindenbergh Farias.

Beltrame é o responsável pela principal bandeira do PMDB: a pacificação das favelas com a política das UPPs. Embora gaúcho, ele é considerado um herói. Pois bem, Beltrame até agora não respondeu ao convite.

E o motivo – olha a criatura se rebelando contra o criador, Sérgio Cabral – é que já foi convidado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para entrar no PSB e ser candidato a governador do Rio. O PSDB também está de olho no secretário de Segurança porque seria um nome com enorme potencial de votos e a formação de um palanque que nenhum partido de oposição a Dilma Rousseff tem no Rio de Janeiro.

A lógica dos que estimulam a candidatura de Jose Beltrame é que “se Beltrame serve para ser vice, por que não serviria para ser o próprio governador”? Uma pergunta com muita lógica política, sem dúvida.

Por outro lado, é o maior exemplo do conflito diário na política entre o criador e a criatura. Sérgio Cabral deu vida a Beltrame. Este fez nome como secretário e criou uma marca para o governo. Agora Cabral vê o risco de perder o subordinado e, junto com o seu grupo, perder o governo e até ser derrotado em sua candidatura ao senado.

E haja médicos e remédios para aplacar os medos e pesadelos que o conflito político entre criador e criatura provoca. 

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A felicidade de Sua Excelência; o presidente da ALE

É visível a felicidade no rosto do presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Fernando Toledo. Quem o vê correndo pela orla de Maceió percebe o quanto o homem está feliz. Rápido, magro, camisa de malha sem mangas, boné enfiado na cabeça, quase irreconhecível, lá vai ele correndo e cumprimentando oralmente quem reconhece pelo caminho, mas sem parar.

Ex-prefeito de Cajueiro, deputado estadual, presidente da ALE, Fernando sabe que entra para a história como o primeiro membro dos usineiros da família Toledo a assumir o Governo do Estado.

A corrida matinal que vem mantendo e a rapidez com que a executa passa a impressão que está se preparando para uma maratona. Será majoritária? Sabe lá. Fato é que tanto o titular, Téo Vilela, quanto o Toledo, se entendem na política – ambos são do PSDB – e nos negócios também, unidos na poderosa cooperativa regional dos produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas.

No meio político é sabido que os usineiros não confiam – mas já confiaram - na maioria dos políticos profissionais de expressão de Alagoas.

Apostaram e arriscaram em Téo Vilela na surpreendente vitória contra o empresário João Lyra em 2006, e ficaram satisfeitos com a forma como são tratados e atendidos pelo tucanato palaciano. 

Portanto, agora no Poder os indústriais do Açúcar  não teriam a intenção de perder ou entregar o comando do Estado para um que não seja do seu íntimo e restrito círculo.

Será esse o motivo de tanta felicidade de Fernando Toleldo? Será ele o nome escolhido por Téo Vilela e pela cooperativa? Será que assumir o Governo foi um sinal? Bom, só nos resta aguardar.

Mas, o fato é que desde segunda-feira (29) ele, Fernando Toledo, comanda o Poder Executivo. Em suas mãos a caneta mais poderosa do Estado, por 7 dias.

E em 7 dias ele vai assinar documentos que serão publicados no Diário Oficial, registrando, definitivamente, a sua passagem pelo Palácio do Governo.

Dará tempo de fazer favores, receber amigos, empresários, aliados, parentes e, quem sabe, organizar as informações com o seu primo e secretário da Fazenda, Maurício Toledo, sobre os recursos repassados do Executivo para o Legislativo, além do previsto no Orçamento, como já solicitou o Ministério Público, inclusive determinando prazo.

 

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Por dinheiro; "sabidos" prefeitos do NE vão protestar contra o Governo Federal

 

E a turma mais sabida da política brasileira já decidiu que vai protestar contra Dilma por ações mais efetivas no combate à estiagem. Quem articula os prefeitos é a Confederação Nacional dos Municípios. Eles reclamam da burocracia no repasse de recursos, da demora no reconhecimento da Situação de Emergência, nas verbas destinadas aos governos estaduais que não chegam aos municípios, enfim, uma série de lamentações.

Os protestos vão ocorrer ainda este mês nas capitais nordestinas. Em junho, dia 4, os prefeitos vão fazer uma marcha prévia em Brasília, e de 8 até 11, também de junho, será realizada a Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios, porque estão em crise.

Os sabichões municipais estão agindo com o calendário eleitoral embaixo do braço para pressionar o Governo Federal. Exatamente no momento em que os pré-candidatos começam a desfilar pelo palco político. E essa pressão funciona.

Infelizmente, o que não é feito pelos prefeitos, especialmente os alagoanos, é uma preparação para conviver com a estiagem. Programas e projetos existem, mas, no geral, essa turma não tá nem aí. E assim alimentamos a tão falada Indústria da Seca.

Aliás, por conta da crise anunciada pelos administradores – refiro-me aos atuais e aos do passado – parece que vivem em miséria, certo? Só que a gente não vê um só desses desistir da política por falta de dinheiro, ou deixar de melhorar a sua condição de vida depois que passa alguns anos comandando o município.

A verdade é que tudo é feito por mais dinheiro, que a gente quase nunca vê ou sente que melhora nos municípios. Eles são é sabidos demais.

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PSDB e PSB já costuram acordo para segundo turno em 2014 contra Dilma

O acordo entre Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) seria o seguinte: quem chegar ao segundo contra a presidente Dilma Rousseff receberá o apoio do outro com o compromisso de não haver reeleição e de aumentar o mandato de presidente para cinco anos. Caso um dois se torne presidente em 2014 apoiaria o outro em 2019.

A proposta agrada aos principais nomes dos dois partidos. Aécio e Campos são políticos ainda jovens, da mesma geração e com tempo para esperar a oportunidade para o pleito seguinte.

Não só na última eleição em 2010, mas, também, em 2012, os dois partidos firmaram alianças em diversas cidades. Aqui em Alagoas, por exemplo, o PSB é completamente vinculado ao projeto dos tucanos. Além disso, o governador Vilela (PSDB) é amigo íntimo de Eduardo Campos.

Toda essa leitura política do quadro nacional já foi captada pelas lideranças do PMDB e do PT. Já perceberam, inclusive, o quanto o PSDB tem estimulado a candidatura de Eduardo Campos.

E essa é uma estratégia que fatalmente levará a eleição presidencial para um segundo turno, quando um novo pleito é iniciado, não do zero, é claro, mas com o eleitor podendo escolher apenas entre dois candidatos.

Por enquanto, essa estratégia está corretíssima. Porém, a decisão será do eleitor, que vai escolher se permanece confiando na administração petista ou se deseja fortes mudanças.

 

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Ministro Joaquim Barbosa é convidado para ser candidato em 2014

 

Ele é midiático e é um sucesso na imprensa, nas redes sociais e nos lugares públicos que frequenta como restaurantes e em palestras para estudantes. Reconhecido por ser firme em suas posições no Supremo Tribunal nos embates com os demais ministros, por outro lado Joaquim Barbosa não é visto como um grande jurista. Mas, fala a língua do povo e tem atributos positivos enquanto produto para ser explorado pelos meios de comunicação e, principalmente, numa disputa eleitoral. De origem humilde e o primeiro negro a ocupar tão alto posto no Judiciário brasileiro, seus atributos têm sido desejado como sonho de consumo por diversos partidos.  E qual político ou partido não gostaria de ter a sua imagem ligada a de Barbosa? E essa poderá ser a grande surpresa das eleições de 2014. O convite foi feito a ele na cerimônia do Grande Colar da Inconfidência, em Ouro Preto, no último domingo.

Leia, abaixo, essa informação que retirei do brasil247.com e tire as suas conclusões:

Uma informação bombástica começa a ser sussurrada nos meios políticos mineiros: a de que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, foi, sim, convidado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo governador Antônio Anastasia, também tucano, para ingressar na política. Mas não como vice de Aécio, conforme se especulava. A notícia surpreendente é outra. Se estiver disposto a trocar a toga pelo palanque, o mineiro de Paracatu (MG), que no último domingo recebeu o Grande Colar da Inconfidência, maior comenda de Minas Gerais, em Ouro Preto, terá apoio de Aécio e Anastasia para concorrer ao Palácio da Liberdade.

Com esse movimento, Aécio poderia associar sua imagem à de um personagem que, embora polêmico, ainda desfruta de boa popularidade junto a diversos setores da sociedade. No último fim de semana, o colunista Elio Gaspari afirmou que Barbosa poderá deixar o Judiciário, posando de herói, caso haja a revisão dos resultados da Ação Penal 470 – uma hipótese cada vez mais provável, nesta fase de apresentação dos embargos.

Gaspari cogitou uma candidatura presidencial, enquanto Claudio Humberto informou que Barbosa poderia ser vice de Aécio. Mas esta hipótese foi descartada, pelo próprio Anastasia, em entrevista ao 247. Segundo ele, em sua chapa, Aécio deveria buscar uma composição que agregue mais do ponto de vista regional – e não faria sentido ter dois mineiros, um de São João del Rey e outro de Paracatu na mesma chapa. 

Localmente, o PSDB, que já está na sua terceira gestão consecutiva em Minas (duas com Aécio e uma com Anastasia, que não tem direito à reeleição, por ter assumido antes), não tem uma candidatura natural. Cogitava-se o nome do vice Alberto Pinto Coelho, do PP, e também do deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). Joaquim Barbosa, no entanto, vem sendo considerado a opção com maior potencial, por, supostamente, representar o "novo" – carimbo que Aécio também pretende ter em sua disputa nacional.

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