Nitroglicerina: Livro denuncia que FHC teria comprado reeleição

Nitroglicerina pura, assim é o livro “O Príncipe da Privataria”, do jornalista Palmério Dória. Nele, o autor revela como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso trabalhou e conseguiu que o Congresso Nacional aprovasse uma emenda que lhe dava condição de disputar a reeleição. De acordo com o material de divulgação da Geração Editora, publicado no site brasil247, o livro é uma reportagem sobre todo o período em que FHC se manteve no poder – de 1995 a 2002, as polêmicas e contraditórias privatizações feitas e revela, com profundidade de apuração, quais foram os trâmites para a compra da reeleição.

No livro também a aparece uma misteriosa fonte que gravou deputados confessando venda de votos para reeleição, quem foram os verdadeiros e leais amigos do presidente, o papel da imprensa em relação ao governo tucano e a ligação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com a CIA, além do suposto filho fora do casamento tido com a jornalista Miriam Dutra, das Organizações Globo.

Enfim, tem traição, amizade, negócios escusos da política e relações internacionais em cerca de 20 anos de apuração.

Leia abaixo:

O Príncipe da Privataria revela quem é o “Senhor X”, o homem que denunciou a compra da reeleição

Uma grande reportagem, 400 páginas, 36 capítulos, 20 anos de apuração, um repórter da velha guarda, um personagem central recheado de contradições, poderoso, ex-presidente da República, um furo jornalístico, os bastidores da imprensa, eis o conteúdo principal da mais nova polêmica do mercado editorial brasileiro: O Príncipe da Privataria – A história secreta de como o Brasil perdeu seu patrimônio e Fernando Henrique Cardoso ganhou sua reeleição (Geração Editorial, R$ 39,90).

Com uma tiragem inicial de 25 mil exemplares, um número altíssimo para o padrão nacional, O Príncipe da Privataria é o 9° título da coleção História Agora da Geração Editorial, do qual faz parte o bombástico A Privataria Tucana e o mais recente Segredos do Conclave.

O personagem principal da obra é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o autor é o jornalista Palmério Dória, (Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney, entre outros títulos). A reportagem retrata os dois mandatos de FHC, que vão de 1995 a 2002, as polêmicas e contraditórias privatizações do governo do PSDB e revela, com profundidade de apuração, quais foram os trâmites para a compra da reeleição, quem foi o “Senhor X” – a misteriosa fonte que gravou deputados confessando venda de votos para reeleição – e quem foram os verdadeiros amigos do presidente, o papel da imprensa em relação ao governo tucano, e a ligação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com a CIA, além do suposto filho fora do casamento, um ”segredo de polichinelo” guardado durante anos...

Após 16 anos, Palmério Dória apresenta ao Brasil o personagem principal do maior escândalo de corrupção do governo FHC: o “Senhor X”. Ele foi o ex-deputado federal que gravou num minúsculo aparelho as “confissões” dos colegas que serviram de base para as reportagens do jornalista Fernando Rodrigues publicadas na Folha de S. Paulo em maio de 1997. A série “Mercado de Voto” mostrou da forma mais objetiva possível como foi realizada a compra de deputados para garantir a aprovação da emenda da reeleição. “Comprou o mandato: 150 deputados, uma montanha de dinheiro pra fazer a reeleição”, contou o senador gaúcho, Pedro Simon. Rodrigues, experiente repórter investigativo, ganhou os principais prêmios da categoria no ano da publicação.

Nos diálogos com o “Senhor X”, deputados federais confirmavam que haviam recebido R$ 200 mil para apoiar o governo. Um escândalo que mexeu com Brasília e que permanece muito mal explicado até hoje. Mais um desvio de conduta engavetado na Era FHC.

Porém, em 2012, o empresário e ex-deputado pelo Acre, Narciso Mendes – o “Senhor X” –, depois de passar por uma cirurgia complicada e ficar entre a vida e a morte, resolveu contar tudo o que sabia.

O autor e o coautor desta obra, o também jornalista da velha guarda Mylton Severiano, viajaram mais de 3.500 quilômetros para um encontro com o “Senhor X”. Pousaram em Rio Branco, no Acre, para conhecer, entrevistar e gravar um homem lúcido e disposto a desvelar um capítulo nebuloso da recente democracia brasileira.

O “Senhor X” aparece – inclusive com foto na capa e no decorrer do livro. Explica, conta e mostra como se fazia política no governo “mais ético” da história. Um dos grandes segredos da imprensa brasileira é desvendado.

20 anos de apuração

Em 1993, o autor começa a investigar a vida de FHC que resultaria neste polêmico livro. Nessas últimas duas décadas, Palmério Dória entrevistou inúmeras personalidades, entre elas o ex-presidente da República Itamar Franco, o ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes e o senador Pedro Simon, do PMDB. Os três, por variadas razões, fizeram revelações polêmicas sobre o presidente Fernando Henrique e sobre o quadro político brasileiro.

EXÍLIO NA EUROPA

Ao contrário do magnata da comunicação Charles Foster Kane, personagem do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, que, ao ser chantageado pelo seu adversário sobre o seu suposto caso extraconjugal nas vésperas de uma eleição, decide encarar a ameaça e é derrotado nas urnas devido a polêmica, FHC preferiu esconder que teria tido um filho de um relacionamento com uma jornalista.

FHC leva a sério o risco de perder a eleição. Num plano audacioso e em parceria com a maior emissora de televisão do país, a Rede Globo, a jornalista Miriam Dutra e o suposto filho, ainda bebê, são “exilados” na Europa. Palmério Dória não faz um julgamento moralista de um caso extraconjugal e suas consequências, mas enfatiza o silêncio da imprensa brasileira para um episódio conhecido em 11 redações de 10 consultadas. Não era segredo para jornalistas e políticos, mas como uma blindagem única nunca vista antes neste país foi capaz de manter em sigilo em caso por tantos anos?

O fato só foi revelado muito mais tarde, e discretamente, quando Fernando Henrique Cardoso não era mais presidente e sua esposa, Dona Ruth Cardoso, havia morrido. Com um final inusitado: exame de DNA revelou que o filho não era do ex-presidente que, no entanto, já o havia reconhecido.  

Na obra, há detalhes do projeto neoliberal de vender todo o patrimônio nacional. “Seu crime mais hediondo foi destruir a Alma Nacional, o sonho coletivo”, relatou o jornalista que desvendou o processo privativista da Era FHC, Aloysio Biondi, no livro Brasil Privatizado.

O Príncipe da Privataria conta ainda os bastidores da tentativa de venda da Petrobras, em que até a produção de identidade visual para a nova companhia, a Petrobrax, foi criada a fim de facilitar o entendimento da comunidade internacional. Também a entrega do sistema de telecomunicações, as propinas nos leilões das teles e de outras estatais, os bancos estaduais, as estradas, e até o suposto projeto de vender a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. “A gente nem precisa de um roubômetro: FHC com a privataria roubou 10 mil vezes mais que qualquer possibilidade de desvio do governo Lula”, denuncia o senador paranaense Roberto Requião.

SOBRE O AUTOR

Palmério Dória é repórter. Nasceu em Santarém, Pará, em 1949 e atualmente mora em São Paulo, capital. Com carreira iniciada no final da década de 1960 já passou por inúmeras redações da grande imprensa e da “imprensa nanica”. Publicou seis livros, quatro de política: A Guerrilha do Araguaia; Mataram o Presidente — Memórias do pistoleiro que mudou a História do Brasil ; A Candidata que Virou Picolé (sobre a queda de Roseana Sarney na corrida presidencial de 2002, em ação orquestrada por José Serra); e Honoráveis Bandidos — Um retrato do Brasil na Era Sarney ; mais dois livros de memórias: Grandes Mulheres que eu Não Comi, pela Casa Amarela; e Evasão de Privacidade, pela Geração Editorial.

 

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Pesquisa eleitoral, os nomes que não entraram e o espelho, espelho meu...

A pesquisa eleitoral realizada pelo Ibrape e divulgada pelos veículos de comunicação do Cada Minuto revelam uma fotografia apenas e deixam um enorme espaço para curiosidades, interpretações e análise de cenários e nomes de políticos que precisam ser visto e revistos. Entretanto, pesquisa eleitoral é assim mesmo porque serve para atender ao pedido do cliente - aqui me refiro a parceria existente entre o Ibrape e o Cada Minuto -, ainda mais quando falta mais de um ano para o pleito.

 

Como cidadão e eleitor senti falta de alguns dados que considero de extrema importância para um maior entendimento, os quais poderiam servir bastante para o atual momento do quadro eleitoral. Um dos exemplos que cito é o de não haver números referentes à rejeição dos prováveis candidatos ao governo e ao senado.  

 

Outra questão foi a não inclusão do senador Fernando Collor como candidato a governador. A participação dele poderia mudar completamente o resultado da atual pesquisa, principalmente porque até o momento não foi desmentido que o senador não disputará a eleição para governador, embora a preferência seja pela renovação do atual mandato.

Além de Collor, a inclusão do ex-prefeito Cícero Almeida, do ex-governador Ronaldo Lessa, do ex-prefeito de Arapiraca Luciano Barbosa e da atual Célia Rocha e até do médico José Wanderley poderiam, também, trazer fortes alterações. Caso essas alterações fossem confirmadas os nomes que citei mostrariam influência no pleito e musculatura política para pleitearem uma candidatura como vice, ou até mesmo entrar na disputa majoritária para governador ou senador.

Luciano Barbosa e o médico Wanderley são nomes ligadíssimos ao senador Renan Calheiros. Portanto, peças que ele pode usar na mesa de negociações visando 2014. Ronaldo Lessa, e Cícero Almeida, teriam qual influência nas eleições de 2014 e em qual, ou quais, regiões de Alagoas? Ou não teria nenhuma?

Assim, não deu pra saber qual candidato se olha no espelho e pergunta: Espelho meu, espelho meu, existe candidato melhor do que eu?

A resposta fica para as próximas pesquisas, com muita expectativa e um cenário, quem sabe diferente. Como me explicou o responsável pelo Ibrape, Francivaldo Diniz, a pesquisa analisou o cenário com os nomes apresentados e o resultado retratado é exato. Outras pesquisas serão realizadas, certamente. A fotografia será outra e o cenário também.

Como quase sempre a política mostra semelhança com as novelas, somente em outubro de 2014 termina essa parte da história da política alagoana. Até lá pode haver troca de casais, personagem que conquiste simpatia ou antipatia do telespectador, o mocinho de hoje pode ser o bandido de amanhã, enfim, as cenas dos próximos capítulos apenas estão começando a serem escritas.

Até lá, tudo pode acontecer, inclusive nada.

 

 

 

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Lula condena médicos brasileiros e chama vaia a cubanos de “Abominável”

Durante a comemoração dos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores, o ex- Lula presidente Lula fez um duro discurso contra os médicos brasileiros e se mostrou indignado com as agressões sofridas pelos médicos cubanos. 

No discurso, Lula disse achar “abominável” o protesto porque os profissionais estrangeiros estão fazendo um favor ao aceitarem trabalhar onde os médicos brasileiros não querem

Para Lula, os médicos estrangeiros estão tendo grandeza humanitária porque não estão vindo para trabalhar na avenida paulista nem na avenida Copacabana.

Abaixo reportagem publicada pelo brasil247:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ontem participou das comemorações dos 30 anos da Central Única dos Trabalhadores, se mostrou indignado com as agressões contra médicos cubanos, ocorridas em Fortaleza, na última segunda-feira. "Acho abominável um grupo de pessoas ir fazer protesto contra profissionais de outros países que fizeram um favor para nós, de vir aqui cobrir os lugares que os médicos brasileiros não querem ir", disse ele.

O ex-presidente afirmou ainda que os médicos cubanos "fizeram um favor para nós, de cobrir um lugar para onde os brasileiros não querem ir. Imagine a grandeza da atitude humanitária dessas pessoas, que não vêm aqui para a Avenida Paulista, para a avenida Copacabana". Segundo ele, decisão do governo de trazer os cubanos merece aplausos. "Quero de público dizer que sou totalmente solidário à companheira Dilma e ao companheiro Padilha pela coragem de trazer os médicos para o Brasil".

Sobre os problemas da saúde pública no país, ele responsabilizou o Congresso Nacional, pelo fim da CPMF. "A elite brasileira derrotou no primeiro ano do meu segundo mandato a CPMF, tirando R$ 50 bilhões por ano. Se tivessem feito um pouco de manifestação naquele momento, não teríamos perdido. Aquela cobrança era a forma mais eficiente de fiscalizar a sonegação."

Ontem (28), no Twitter, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado eleito pelo PT, postou uma foto de uma manifestação de médicos brasileiros, em que questionava a atitude "mercenária". Uma médica exibia uma nota de R$ 100,00 e, segundo a postagem, havia dito que queria, sim, mais dinheiro.

 

 

 

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Três horas sem energia e a instalação do caos. Cadê os guardas da SMTT?

O apagão que atingiu oito dos nove estados da região Nordeste trouxe o caos. Sem falar deste blogueiro que ficou impedido de publicar qualquer postagem, as cerca de três horas sem energia em Maceió deixaram a população a beira de um ataque de nervos.

Sem o funcionamento dos semáforos, o trânsito virou um inferno, lento, complicado, o que já era esperado. O que não estava programado era a falta de guardas de trânsito para organizarem o fluxo de veículos e de pedestres.

A verdade é que nessas horas mostramos o melhor e o pior de nós. Alguns motoristas são educados. Outros – e parece ser o caso da maioria - agem desrespeitando qualquer regra básica, simples, que signifique uma boa convivência e o mínimo de consideração pelo direito do outro.

E sem a presença de uma autoridade que represente o poder público, a ignorância e a força desrespeitosa de alguns preponderam sobre as mais elementares regras de respeito ao outro e da boa educação.

Outro fato concreto é que a Prefeitura, através da SMTT, não tem nenhum plano pra enfrentar esse tipo de problema.

Onde estavam as autoridades responsáveis pelo trânsito?

Você viu algum guarda de trânsito?

 

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Domada (?), Dilma estreia nova relação com os políticos ao confirmar visita

A visita confirmada, anunciada e divulgada pela assessoria do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acontece nesta terça-feira (27). Ao que parece, a presidente Dilma Rousseff está estreando uma nova relação com a classe política, especialmente com o principal aliado do PT, o PMDB.

Além de ter sofrido grandes derrotas em votações na Câmara e no Senado nas últimas semanas, Dilma também teve muitas dificuldades em aprovar projetos simples, mas de interesse do governo, sem falar das duras críticas que recebeu de lideranças do PMDB, do próprio PT, entre outros aliados.

A ida da presidente é o cumprimento de uma garantia dada por ela a Renan Calheiros que o receberá semanalmente para ouvir conselhos e opiniões, esteja ele acompanhado ou não por outras lideranças do PMDB. Quem pavimentou essa estrada de entendimento foi o ex-presidente Lula, de olho em 2014 e na manutenção dos pemedebistas na base de apoio.

Abaixo, nota divulgada pela assessoria do senador:

O presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciou a vinda da presidente Dilma Rousseff ao Senado, nesta terça-feira, dia 27.

Segundo Renan, a presidente Dilma participará da sessão solene e receberá o relatório final da CPMI (Comissão Mista de Inquérito) da violência contra a mulher.

A Comissão mista que investigou a violência contra a mulher no país funcionou durante 18 meses, realizando 37 reuniões e 30 audiências públicas em vários estados do país.

 O relatório da CPMI da Mulher que será entregue à presidente Dilma Rousseff, nesta terça-feira (27), com mais de mil páginas, revela que, nas três últimas décadas, 92 mil mulheres foram assassinadas no Brasil.

São 4,6 homicídios por 100 mil vítimas do sexo feminino, o que coloca o Brasil na sétima posição em assassinatos de mulheres no mundo.

O texto oferecerá sugestões, além de 14 projetos visando fortalecer o combate à violência contra a mulher.

Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros, a sessão solene também vai celebrar a Lei Maria da Penha, criada em agosto de 2006.

 

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Terá Renan Calheiros conseguido “domar” a enfezada Dona Dilma?

Uma nota publicada pelo colunista Cláudio Humberto neste domingo (25), repercute fortemente na imprensa e no mundo político. Segundo a nota, Dilma prometeu ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que vai recebê-lo semanalmente e que vai ouvir os seus conselhos.

Domada ou não, a missão de dar mais jogo político a presidente é considerada quase impossível, mas parece que Calheiros obteve êxito. Tanto que Dilma vai fazer uma visita ao Congresso Nacional. Essa aproximação política teria contado com a participação do ex-presidente Lula.

Dessa forma, fica claro o crescimento político de Renan Calheiros nas discussões dentro do governo. E, claro, o objetivo principal dessa aproximação política são as eleições de 2014. Dilma é candidata à reeleição e o PMDB é o principal aliado.

Leia abaixo a nota do jornalista Cláudio Humberto:

RENAN ALCANÇA META AMBICIOSA DE ‘DOMAR’ DILMA

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), uma das mais hábeis raposas da política brasileira, conquistou o que nem mesmo aquelas mais experientes, como o senador José Sarney, conseguiram: “domar” a enfezada presidente Dilma. Ele já celebra os primeiros êxitos: Dilma concordou em recebê-lo semanalmente, ao lado ou não da cúpula do PMDB, e prometeu observar os “conselhos” do senador.

OBEDIÊNCIA

Para testar sua nova influência, Renan sugeriu a Dilma uma visita ao Congresso. Ela topou na hora: e marcou para esta terça-feira (27).

LULA AJUDOU

Aliados dizem que Calheiros convenceu o ex-presidente Lula, em recente encontro, a ajudá-lo na tarefa de tentar “domar” a presidente.

SINAL VERDE

Ao retribuir a visita de Renan Calheiros, dias atrás no Senado, Lula contou que, conforme prometera, Dilma estava “pronta”.

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José Serra e Aécio Neves estão no ringue; Rui Palmeira não fica em cima do muro

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), não esconde a sua preferência pela candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG), à Presidência da República em 2014. Para ele, é hora de o partido apresentar um candidato com um perfil mais jovem, que desempenhou um papel satisfatório como governador de Minas Gerais.

 Mas, a caminhada do senador ao comando da nação não terá apenas como enfrentamento os adversários dos demais partidos que postulam o comando do Governo Federal. Dentro do próprio PSDB há um grupo que não considera Aécio Neves o melhor nome e esse grupo é ligado ao ex-governador de São Paulo, José Serra.

Candidato derrotado por duas vezes à Presidência, as últimas pesquisas eleitorais apontam Serra com maior intenção de votos do que Aécio. Na realizada pelo Datafolha, na metade deste mês, ele aparece com quatro pontos percentuais a mais do que o seu companheiro de partido, apesar de todos os diretórios estaduais do PSDB apoiarem a candidatura de Aécio Neves.

Empolgado com as pesquisas, José Serra quer ser o candidato do partido e quer que o PSDB realize prévia para indicar o candidato à Presidência. Dessa forma, o debate está reaberto, embora lideranças partidárias discordem da realização de prévias porque o candidato já está escolhido e definido e ele é Aécio Neves.

O problema, então, é à força representativa de José Serra. Caso ele não seja convencido a desistir da candidatura ou não seja atendido no seu pleito pela realização da prévia, pode mudar de partido – já foi convidado pelo PPS, inclusive. E só ainda não decidiu pela mudança porque seus aliados não aceitam deixar o partido em direção a outra sigla, embora o queiram como candidato mais uma vez. Além disso, os demais caciques tucanos também não o querem em outra sigla como candidato dividindo os votos dos simpatizantes dos tucanos, o que poderia impedir a chegada do PSDB ao segundo turno das eleições presidenciais.

Bom, entre as muitas qualidades que um político deve ter, virtude e sorte devem estar entre elas, assim como conseguir compreender as diferenças entre ver e perceber no mundo político.

Enquanto Aécio é mais jovem, exerceu o cargo de governador de Minas e não tem tanto desgaste político, José Serra tem rejeição alta, não é jovem, e agora enfrenta denuncias de supostas irregularidades nas linhas de trens e metrôs de São Paulo. E passar uma campanha se explicando, é quase certeza de derrota.

Porém, cada eleição é uma eleição.

 

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Vilela trai a Comunicação; faz jogada pra 2014 e Biu leva bico na canela

A escolha de um economista para a Comunicação do governo de Vilela significa total desrespeito a jornalistas, radialistas, publicitários e relações públicas. A justificativa de que o novo secretário, o economista Keylle Lima, é um excelente gestor, faz parte da tática do “me engana que eu gosto”.

Ora, convenhamos, se a questão é meramente de gestão, sugiro a colocação de um psicólogo ou psiquiatra na secretária da Fazenda. Um profissional com tal qualificação seria capaz de compreender o que se passa na cabeça dos sonegadores e dos usineiros.

Seguindo esse raciocínio, outra sugestão seria um membro do Sinteal na Educação, ou o pai, ou a mãe, de um aluno de escola pública. Ou melhor, que tal  um pai professor e membro do Sindicato? Um profissional assim entenderia o sofrimento enfrentado pelos alunos e as necessidades dos servidores. Claro que o nível de escolaridade seria uma exigência para assumir tal cargo.

Continuando o tal critério de excelente gestor de uma área desconhecida, sugiro um delegado ou um coronel na Saúde. O objetivo seria dar ordem e organização para que o cumprimento de horários nos hospitais seja feito com rigor e para que nada faltasse.

E na Defesa Social é que é preciso inovar mesmo. A minha sugestão é colocar alguém que saiba trabalhar o desenvolvimento motivacional dos colaboradores, policiais civis, militares e o pessoal administrativo. Acredito que um profissional com essa capacidade seria capaz de reduzir a insatisfação dos chatos dos policiais civis que reclamam de tudo e dos PMs que, em número reduzido e trabalhando demais, não dão conta do combate a criminalidade.

cAgora, falando sério, a impressão que tenho é que temos gente no governo que administra tendo como lema a filosofia do cantor Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar, vida leva eu...”.

E, de novo, falando sério, a verdade é que a saída de Rui França, indicado para o cargo por Biu de Lira por ter sido o responsável pela sua vitoriosa campanha para o senado em 2010, é um bico na canela do senador. O resto, essa historinha sobre a necessidade de um gestor, é conversa pra boi dormir. Rui França estava incomodando a pessoas influentes dentro do governo pelas suas ligações com Biu de Lira, que quer ser o candidato a governador do grupo palaciano.

E antes que você, leitor, pense que o vice José Thomaz Nonô seria um dos insatisfeitos e que tem envolvimento com o caso, digo que não. O sonho de consumo do governador Vilela é que o senador Renan Calheiros seja ou indique um candidato a governador e que o candidato a senador em 2014 seja ele, Téo, claro. Este é o acordo tentado e intensamente desejado pelo governador e seus homens gestores de confiança.

Portanto, se Benedito de Lira tomou o primeiro chega pra lá ao perder alguém de confiança comandando um órgão com muitos recursos e que mantém contatos diretos e constantes com produtoras, agências de publicidade e meios de comunicação, o próximo a receber o seu chega pra lá será Thomaz Nonô, que também almeja ser o candidato majoritário do grupo. 

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Atuação de senador evita “explosão do vulcão” de Palmeira dos Índios

Usando uma figura de linguagem, a questão da demarcação de terras indígenas em Palmeira dos Índios estava quente como a larva vulcânica. Pequenos conflitos foram registrados, como se fossem pequenas erupções.

Nos últimos anos, e principalmente nas últimas semanas, o clima de animosidade só aumentou. Não estava distante a possibilidade de confronto armado. De um lado produtores rurais que há décadas e gerações tomaram conta das terras. Do outro, os verdadeiros donos, os descendentes indígenas, que ganharam na justiça o direito à demarcação.

Há que ser reconhecido, entretanto, que a atuação política e pacificadora do senador Fernando Collor (PTB-AL), em Brasília, reduziu a temperatura que estava a ponto de explodir, a tal ponto que, não seria surpresa, poderia se transformar num banho de sangue.

Ao chamar para participar da questão o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que virá a Alagoas, Collor evita uma ruptura, traz o Governo Federal para participar da questão, e abre uma janela para a possibilidade de entendimento, de uma solução que não seja totalmente negativa para um dos lados.

E é essa a consciência que produtores e a comunidade indígena devem ter: Uma negociação só prospera se inexistir vencedores e vencidos, pois é uma questão que só pode ser resolvida com o estabelecimento do diálogo. Caso não ocorra e caso haja um vencedor, o vulcão pode explodir definitivamente.

Aí, só teremos lamentações. E perdedores.

 

 

 

 

 

 

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O polêmico Joaquim Barbosa e o artigo que o coloca em seu devido lugar

Diretor da sucursal da revista Istoé em Brasília, Paulo Moreira Leite, consegue ser ao mesmo tempo claro e contundente ao comentar os fartos e graves escorregões provocados pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa.

Constantemente envolvido em polêmicas que trazem para si criticas de entidades representativas de advogados, juízes, Barbosa passa a impressão de que não está a altura do cargo. Ele simplesmente não consegue respeitar o contraditório, a opinião divergente, como quem pretende ser o dono absoluto da verdade.

A partir daí, é capaz de interromper um julgamento, é capaz de impedir um ministro a expor os eu ponto de vista jurídico. Se pudesse, Joaquim Barbosa seria capaz de fechar o Congresso Nacional como se fosse um beato que acredita ter sido abençoado para representar as vozes das ruas.

Leia, abaixo, o artigo de Paulo Moreira Leite:

O jogo feio dos bonzinhos

Nenhum ministro, nem o presidente do STF, podem tratar os direitos dos réus como aquilo que ele gostaria que fossem

Quando faltam 48 horas para o reinício do julgamento do mensalão, interrompido de forma abrupta por Joaquim Barbosa na quinta-feira da semana passada, é bom ir à substância das coisas.

Ao interromper o julgamento, Joaquim impediu o ministro Ricardo Lewandovski de expor seu ponto de vista sobre um recurso do deputado Bispo Rodrigues. 

Condenado pela nova lei anticorrupção, Rodrigues quer que sua pena seja definida pela legislação em vigor no momento em que os fatos ocorreram, e não pela legislação posterior, que agravou as condenações. É um recurso simples, com fundamento em regras tradicionais do Direito, e tem muito fundamento lógico. 

O mesmo princípio aplica-se a qualquer cidadão obrigado a prestar contas à Justiça, mesmo que envolva delitos mais leves, como o do estudante apanhado com um cigarro de maconha na mochila. 

É claro que o tribunal precisa realizar este debate. A fase atual, de recursos declaratórios, destina-se exatamente a sanar dúvidas e contradições dos acórdãos. 

E se alguém não enxerga uma contradição tão elementar como condenar uma pessoa com base numa lei que não estava em vigor no dia em que o crime foi cometido deveria voltar ao primeiro ano de Direito, certo? 

O problema é que todos sabem do que estamos falando. A truculência de Joaquim, expressa uma questão de natureza muito mais grave, que vai além das boas maneiras e da cortesia. 

Coloca em risco o direito dos condenados a apresentar recursos, o que, afinal, é um direito assegurado pela legislação. É disso que estamos falando. 

Nenhum ministro, nem o presidente do STF, podem tratar os direitos dos réus como aquilo que ele gostaria que fossem. 

A Constituição não é aquilo que o Supremo diz que ela é, mas aquilo que o povo, através de seus representantes eleitos, diz que é. 

Tem gente que diz que Joaquim e Lewandovski tiveram um “atrito” na quinta-feira. Que vergonha. O presidente do STF tomou a palavra de um ministro que tinha todo direito de exercê-la. Lewandovski reagiu com a dignidade que a situação impunha. Que “atrito” é este?

Outro truque é falar que há uma “divergência” de opinião entre os ministros. É inacreditável. Os fatos ocorreram numa data e a nova lei estava em vigor em outra. Cadê a "divergência"? 

Procurando livrar a cara de Joaquim, o último recurso de nossos conservadores é sugerir que ele peça desculpas a Lewandovski pelas palavras grosseiras que empregou na quinta-feira. Que bonito. 

Compreende-se a origem de uma sugestão tão cavalheiresca. Gratificados pelos serviços políticos prestados por Joaquim Barbosa no julgamento, nossos conservadores querem lhe dar uma saída honrosa, inofensiva e fútil. 

Topam fingir que assistimos a um incidente semelhante a um esbarrão numa escada no metrô, por exemplo. Ou à milésima reação “intempestiva”, “descontrolada”, do presidente do Supremo. Desculpas, desculpas. É, a palavra é mesmo apropriada. 

Nossos cavalheiros dizem que estão em desacordo com a forma, um pouco grosseira demais, digamos assim. Querem esconder que apoiam o conteúdo. O problema, porém, é de conteúdo.

Recusar o debate sobre embargos declaratórios implica em atropelar direitos assegurados em lei. Não é um problema de boas maneiras. Nem de psicologia. Nem de saber se Joaquim força uma crise diante das câmaras de TV para renunciar ao cargo e lançar-se candidato à presidência. Vai ser escandaloso se isso acontecer, é claro. Mas é uma especulação. 

É um problema de natureza política. 

O erro consiste em bloquear um debate sobre erros e contradições dos acórdãos. Joaquim intimida dissidentes e discordantes. Interrompe o julgamento quando lhe convém. 

E isso não é aceitável. 

Este é o direito ameaçado por suas atitudes. Não é um problema pessoal entre dois ministros. 

Depois de cobrir o julgamento como um espetáculo, sem o mais leve espírito crítico tão presente em seus editoriais, nossos meios de comunicação estão unidos a Joaquim Barbosa no esforço para acabar o show de qualquer maneira. 

Com graus variados de sutileza, a postura de muitos observadores é de chantagem em torno de um novo fantasma, o 7 de setembro. 

Perguntam: como “a rua,” “o monstro”, vai reagir, se até lá ninguém tiver sido preso? 

Em vez de assumir seu papel social com dignidade e explicar por que nem sempre a Justiça anda nos prazos de uma novela de TV ou no CSI, pretende-se fazer o contrário: subordinar o mundo e os direitos das pessoas às regras da sociedade de espetáculo. 

Estas regras, como se sabe, consistem em mostrar que tudo muda para que nada mude. 

Depois de seguir o mandamento de Rudolf Hearst, inescrupuloso magnata da imprensa norte-americana, para quem ninguém perderia dinheiro investindo na “pouca inteligência do leitor,” usa-se a “pouca inteligência do leitor” para justificar uma política sem escrúpulos. 

E aí chegamos ao verdadeiro problema. 

O espetáculo não foi tão bom como nossos críticos querem nos fazer acreditar. 

A contradição absurda entre datas, que chegou a consumir longos debates durante o julgamento, o que torna o tema ainda mais espantoso, é o primeiro ponto que precisa ser colocado em pauta. E é muito maior do que você pode imaginar. 

Os grandes troféus do julgamento, José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, também foram prejudicados por essa falha “técnica”, digamos assim. Olhe, então, o tamanho do estrago que esse debate pode produzir – só no capitulo “datas”.

Será por isso que querem acabar logo com o show?

Sem dúvida. Há muito mais a ser debatido. E aí não vamos imbecilizar o diálogo. É claro que os condenados querem expor seu ponto de vista e provar suas teses, aproveitando cada brecha, cada pequeno respiro, que a legislação oferece. Isso não quer dizer que eles não tenham argumentos reais que devam ser considerados. 

Essa atitude não transforma seu esforço em malandragem – embora a cobertura tendenciosa, facciosa, dos meios de comunicação, como definiu mestre Janio de Freitas, destine-se a sugerir que toda visão discordante contenha elementos de desonestidade. 

Não é Fla x Flu. É Flu x Flu. Ou Fla x Fla. 

Os condenados precisam de tempo, que não tiveram na primeira fase do julgamento.

A leitura de muitas alegações sugere que não tivemos um julgamento de verdade em 2012.

Não se considerou os argumentos da outra parte, nem se deu a atenção devida a contradições entre as acusações e as provas. Estamos falando do direito de pessoas, não de personagens de um programa de TV. Estamos falando da liberdade individual – um bem que não pode ser tratado com pressa nem com desprezo, vamos combinar. 

Para quem está impaciente, fazendo a chantagem da rua, do monstro, não custa lembrar que não se teve a mesma impaciência com o propinoduto tucano, que começou a ser denunciado em 1998 e teve seu primeiro indiciamento há apenas quinze dias. Isso mesmo: há quinze dias. 

Mesmo assim, já tem gente reclamando contra o uso da teoria do domínio do fato contra o PSDB.

 

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