As notas da oposição e do governo e a resposta que não tivemos

Achei bonito, acredite, as farpas trocadas entre os partidos de oposição e os de situação na semana passada. Do ponto de vista político e de tema para a imprensa, foi um prato cheio. Além disso, representou o primeiro ato, o primeiro posicionamento tomado de forma coletiva pelas siglas.

Entretanto, o governo Viela e seus aliados poderiam ter saído amplamente vitoriosos dessa primeira refrega. Para tanto bastaria que tivessem apresentado onde e como foram investidos os recursos oriundos dos empréstimos.

Como não o fez, a oposição espetou, recebeu resposta, atacou de novo e agora recua estrategicamente.

Sinceramente, não entendi o motivo pelo qual o governo não conseguiu ter sido contundente e definitivo ao apresentar as planilhas, áreas atendidas, programas realizados, empreiteiras que tocaram as obras, enfim, uma série de questionamentos.

Afinal de contas, contrair empréstimos de R$ 2,1 bilhões e terminar 2013 com uma dívida acima de R$ 9 bilhões é um prato cheio e suculento para ser explorado pelos oposicionistas, lentamente, lançando escaramuças contra o inimigo, avançando e recuando, mas sempre atacando.

Para o governador foi uma derrota não ter apresentado as respostas. Ou talvez as respostas não existam mesmo. Caso existissem, seriam “esfregadas na cara dos adversários”, com toda pompa e circunstância, sem nenhuma dúvida.

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De Primeira: Partidos se Unem, Assinam Nota Oficial e Rebatem Governador Vilela

Paulo Chancey Junior 13793628653996 Governador Teotonio Vilela Filho

Na postagem publicada neste blog no dia 15 do mês em curso com o título “os bastidores do encontro entre Lessa e Renan”, revelo que o ponto principal para que os partidos de oposição estejam juntos em 2014 é fazer oposição ao governo do PSDB em Alagoas.

A Nota Oficial assinada pelo PDT, PT, PV, PCdoB, PRB e PTB – e que o blog publica em primeira mão - revela exatamente essa posição, além de dar a impressão de união ente os partidos que também fazem parte da base aliada da presidente Dilma Rousseff.

O conteúdo da nota, com o título “Os empréstimos de Vilela e o escuro da noite” diz que o governador “consumiu tempo, papel, energia, computador do Palácio para tergiversar sobre o monstruoso endividamento público que vem praticando”.

Os partidos também lamentam o endividamento de Alagoas e afirmam que o governo deve muitas explicações, solicita que as instituições fiscalizadoras observem o destino dos recursos, “pois, como o próprio Vilela disse, no dia 3 de janeiro de 2010, “são recursos que Alagoas nunca viu...”

Leia, abaixo, na íntegra, a nota oficial:

    Os empréstimos de Vilela e o escuro da noite

O governador Vilela consumiu tempo, papel, energia, computador do Palácio e a paciência do seu escrevinhador de plantão, todos pagos pelo contribuinte, para tergiversar sobre mais um tema que o mantém sob suspeita, e deverá custar muito caro a Alagoas: o monstruoso endividamento público que sua caneta vem praticando.

Quando o senador Fernando Collor qualificou as contas do governo como “maquiagem”, para viabilizar os empréstimos nacionais e internacionais contraídos por Vilela, que já somam a absurda quantia de R$ 2,1 bilhões, ele estava, na verdade, traduzindo uma indignação que já tomou conta da coletividade. Com a legítima prerrogativa de fiscalizador, o parlamentar voltou a cobrar explicações daquele que se diz gestor.

E o que fez Vilela? Faltou mais uma vez com o dever e praticou seu esporte predileto no curso desses quase oito anos: mergulha sonolento no fundo da noite e foge dos esclarecimentos que deve à população, agindo como típico senhor da casa grande. Se é uma lástima essa falta de transparência, como qualificar a bagunça em que se transformaram as áreas da Saúde, da Segurança e da Educação nesse desgoverno estadual?

Em 1997, quando o tucano FHC impôs a Alagoas aquela rolagem da dívida, em condições cruéis para as finanças do Estado, o montante consolidado foi de R$ 1,7 bilhão. Simplesmente atualizando, sem inclusão de juros, até junho deste ano, esse estoque da dívida pelo IGP-DI – o indexador oficial contido no contrato original -, chega a R$ 6 bilhões.

Ao contrair empréstimos de R$ 2,1 bilhões, Vilela adiciona esse valor estratosférico ao principal e passa a ser responsável por 34% desse estoque assustador. No final das contas, 2013 deve fechar com uma dívida total acima de R$ 9 bilhões. Desde já, ele entra na história como o governador que mais endividou Alagoas! O senador Renan Calheiros, em recente e histórico encontro com dirigentes municipais, também tratou em tom preocupante sobre o tema endividamento.

Disse o presidente do Senado Federal: “Tem Estados que já ultrapassaram o limite de endividamento pela Lei de Responsabilidade Fiscal e, mesmo assim, ainda buscam empréstimos perante instituições financeiras nacionais e internacionais, com base em liminares conseguidas na Justiça. Isso é um absurdo, por que esses governos irão entregar a seus sucessores uma herança impagável”.

Buscar solução precária, por liminar judicial, é maquiar, sim, operações de empréstimo. Eis uma das heranças malditas que Vilela deixará. Sem falar na violência, nos 14 mil assassinatos desde 2007, na falência da escola pública e nos vergonhosos serviços de saúde sob domínio do Estado. Em 2010, ano da reeleição, na pressão da imprensa, dos movimentos sociais e dos sindicatos de classe, ele chegou a anunciar que os empréstimos também beneficiariam 1,5 milhão de excluídos.

Um embuste, pois o único programa de renda mínima que funciona é o Bolsa Família, que atende a quase 500 mil famílias e injeta mensalmente R$ 68 milhões em Alagoas. Criado por Lula e mantido por Dilma, o Bolsa Família é desdenhado pela aristocracia tucana, que o qualifica como “esmola”.

Nesse lamentável episódio do endividamento, o governo deve muitas explicações. É importante até que as instituições fiscalizadoras atentem para o destino de tantos recursos, pois, como o próprio Vilela disse, no dia 3 de janeiro de 2010, “são recursos que Alagoas nunca viu...”.

Pois bem, governador, revele o destino dessa dinheirama, com planilhas explicativas e detalhadas, áreas atendidas, programas realizados, empreiteiras licitadas para operá-las e o benefício ofertado àqueles que mais precisam da mão solidária do poder público. Revele tudo, à luz do sol, ou permaneça no escuro, aprisionado numa rede de suspeição.

                 Partido Democrático Trabalhista-PDT

                     Partido Trabalhista Brasileiro-PTB

                     Partido dos Trabalhadores-PT

                     Partido Verde-PV

                     Partido Comunista do Brasil-PCdoB

                     Partido Republicano Brasileiro-PRB

                   

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Os candidatos, os fantasmas e os atores de 2014 saindo dos camarins.

O senador presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG) já decidiu que vai antecipar de março de 2014 para dezembro lançamento de suas propostas, por isso elas estão sendo batizadas de “Agenda do Futuro”. O que ele pretende com isso é ganhar espaço na mídia e ter a mesma exposição, ou até maior, do que a conseguida pela dupla Eduardo Campos e Marina Silva.

De fato, o que as oposições lutam e desejam é levar a eleição presidencial para o segundo turno. Esse é o jogo. Isso significa que a disputa maior ficará entre Aécio Neves e Eduardo Campos porque Dilma Rousseff, caso haja segundo turno, está garantidíssima, pelo menos neste momento, em todos os cenários pesquisados.

Entretanto, Aécio Neves afirma estar convencido de que o candidato da oposição que for enfrentar Dilma no segundo turno vence as eleições. É possível, embora improvável, reafirmo, neste momento.

Há também outro problema a ser resolvido: o PSDB e o PSB podem chegar na hora da largada e trocar o cabeça da chapa. A questão a ser resolvida é como os tucanos terão um candidato à presidência se dentro do partido há outro nome que aparece melhor colocado nas pesquisas? Refiro-me ao ex-governador José Serra, que supera Aécio nas pesquisas eleitorais.

O mesmo problema ocorre no PSB. Marina Silva sempre foi a segunda colocada nos cenários em que enfrenta todos os candidatos. Como será possível ela ser vice de Campos?

Tirando o fato concreto de que Aécio e Campos podem entrar numa disputa como fato novo, numa eleição em que nunca se apresentaram ao eleitor brasileiro, a única chance pra eles continuarem na disputa será se conseguirem mostrar sinais firmes de crescimento até as convenções. Até lá, os fantasmas de Serra e Marina estarão sempre a rondá-los.

O fato é que os atores das eleições de 2014 estão saindo dos camarins.

 

 

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Renan garante aprovação de polêmica Medida Provisória

Embora os Conselhos Regionais de Medicina sejam contrários, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), promete votar hoje (15) a Medida Provisória que, inclusive, está trancando a pauta de votações. O senador acredita que não haverá problema para a aprovação porque é uma necessidade e já há convencimento da importância por parte dos senadores.

Na MP, caso seja aprovada como foi enviada pelo Governo Federal, o objetivo é aumentar o número de médicos na rede pública, permitir a vinda de profissionais estrangeiros ou brasileiros que se formaram no exterior sendo desnecessária a revalidação do diploma, e a obrigatoriedade de estudantes de medicina atuarem por dois anos no Sistema Único de Saúde, o que valerá como parte da residência médica.

O primeiro balanço divulgado pelo Ministério da Saúde revela que mais de 3,5 milhões de pessoas já foram atendidas pelo programa. Mais de mil profissionais estão trabalhando nos lugares mais carentes, principalmente no Norte e Nordeste.

As entidades médicas podem estar odiando, mas o povo está adorando o Mais Médicos.

Que esse programa vai trazer dividendos políticos para a presidente Dilma não tenho dúvidas. Mas que ajuda o povo desassistido, também não tenho nenhuma dúvida. Como também acredito que após a presença de médicos nas comunidades o próximo passo da população será exigir qualidade no funcionamento das unidades de saúde.

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Os bastidores do encontro entre Lessa e Renan

O encontro entre o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o senador Renan Calheiros (PMDB), ontem (14), foi realizado na residência do ex-deputado estadual e atual prefeito de Canapi, Celso Luiz. Os três conversaram em particular e também almoçaram juntos.

O ponto central da conversa foi a formação de um núcleo de oposição ao governador Vilela (PSDB). Calheiros já conversou sobre o tema com os petistas Joaquim Brito, Paulão e Adelmo dos Santos. Lessa também vai conversar com eles e ainda com Sandra Menezes, do PV, e Eduardo Bonfim, do PCdoB. Claro que as conversas não se limitam apenas ao núcleo de oposição. Elas avançam para possibilidades de coligações na majoritária e na proporcional.

Tanto na conversa de ontem quanto nas anteriores, Renan Calheiros jamais disse a Ronaldo Lessa que será o candidato a governador. Nem fala sobre um suposto apoio que poderia receber do governador Vilela. Especificamente quanto a Vilela, ligo pra Lessa e faço a pergunta sobre essa especulação. Ele me responde que tal possibilidade desmontaria esse grupo, caso ocorresse.

O que Ronaldo Lessa não acredita, pelo menos no momento, é que o senador Renan Calheiros será candidato a governador. Ele avalia que a aliança entre Marina Silva e o governador Eduardo Campos mexe com a base da presidente Dilma. E isso vai obrigar o senador a atuar e a ficar em Brasília para manter o PMDB unido.

 E isso é fato. Renan é importante no cenário nacional, é presidente do Senado Federal, a eleição presidencial passa por ele, que e é fundamental na coordenação política.

O PTB liderado pelo senador Fernando Collor também vem sendo visto com bons olhos. Está se consolidando na oposição ao PSDB. Collor e Renan são considerados por muitos dos dirigentes dos partidos de esquerda como duas grandes lideranças, dois núcleos que estão sendo construídos com discurso de oposição ao PSDB, embora PMDB e PTB possam não se coligar em 2014.

É certo, porém, que não haverá chapão na eleição proporcional nem na majoritária entre os partidos de oposição.

Apesar de tudo ainda estar longe de ser definitivo, há prazos e torcida para que os entendimentos avancem sem surpresas, algo bem difícil de ocorrer na política.

Muito almoço, café, jantar, lanche, uísque, cerveja, cachaça e conversa particular ainda vai rolar entre as peças que já estão se movendo.

 

 

 

 

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Um dia depois, o café da manhã de Rui Palmeira pegou mal

No geral, os políticos presentes ao café da manhã oferecido pelo prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), nesta segunda-feira (14), não digeriram bem o evento.  A chateação se deu porque deputados federais e senadores não puderam debater as propostas apresentadas pelo município referente a obras a serem concluídas ou iniciadas na capital.

Ora, eventos públicos com a presença da imprensa o que o político mais deseja é falar, debater, propor e se posicionar. Retirar dele tal visibilidade e ainda a condição de se comunicar com o seu eleitor, é atirar no próprio pé. Foi o que ocorreu.

Só o deputado federal e coordenador da bancada alagoana no Congresso, Givaldo Carimbão (PROS), teve o direito de ser ouvido por todos os presentes. Mesmo assim, a sua crítica a Caixa Econômica Federal ao dizer que para realização de contratos e liberação de recursos “A Caixa exige até atestado de virgindade da avó”, foi considerada deselegante.

Entre constrangidos e insatisfeitos com a forma como o evento ocorreu, alguns políticos também ficaram surpresos com a Prefeitura que só pediu ajuda para projetos de concreto. O que fez muitos dos presentes lembrarem-se do ex-prefeito Cícero Almeida, chamado de forma pejorativa pelos tucanos como o prefeito do concreto. Outra reclamação é que não houve uma só proposta para setores fundamentais e carentes, casos da educação e da saúde.

Para que Rui Palmeira consiga o devido apoio da bancada federal terá que conversar individualmente. Político não aceita algo que pareça imposição pública, algo que seja empurrado de goela abaixo. E, certamente, os membros da bancada devem ter compromissos e interesses em outros municípios e em outras regiões de Alagoas.

Afinal de contas, 2014 é ano de eleição pra essa turma. As emendas parlamentares individuais e de bancada que irão apresentar para o próximo Orçamento Geral da União são fundamentais para o pleito eleitoral que se aproxima.

Agora é hora de Rui Palmeira reverter, com bastante habilidade, o constrangimento político que foi causado em alguns dos presentes.

Caso contrário, o café político poderá ficar amargo, solitário e quase sem emendas.

 

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O café da manhã de Rui, o pedido de socorro e uma revelação

O café da manhã entre o prefeito Rui Palmeira (PSDB) e a bancada federal foi muito mais do que uma boa refeição. Significa, isso sim, o reconhecimento de que, sem a ajuda dos deputados e senadores na luta pela liberação de recursos previstos e a colocação de novas emendas no Orçamento da União para 2014, a gestão do jovem tucano pode naufragar.

O pedido de socorro à bancada é significante. O prefeito anterior, Cícero Almeida, por exemplo, só conseguiu os altos índices de aprovação em seus oito anos de governo graças aos recursos de emendas. Daí virou o prefeito do “concreto”, como era criticado pelos seus opositores, o que de nada adiantou, nem adianta. Se há problemas, que o prefeito atual resolva, pois foi o que prometeu, assim pensa o povo. Ações concretas e obras é que valem.

Todos nós, assim como os políticos, “somos escravos das palavras ditas e donos das palavras não ditas”. Rui prometeu, Rui tem que fazer, inclusive resolver o prometido problema da Saúde, um desafio enorme. Afinal de contas, virou escravo da palavra dada em campanha. Agora, caso conquiste o apoio da bancada, conseguirá mais e novos recursos disponibilizando, assim, mais dinheiro próprio para investimentos na Saúde.

Bom, e lá no café da manhã estavam deputados federais, os senadores Collor e Biu de Lira. Quem da bancada não compareceu - foram poucos – enviou justificativa. O primeiro escalão da administração municipal compareceu em peso. Já do secretariado do governo Vilela não vi ninguém. Será que não foram convidados? Prefeito e governador são do mesmo partido, poderiam, até, fazer algumas obras em parceria, não é mesmo?  São coisas da política. Vamos adiante.

Givaldo Carimbão, agora no PROS, carregava um ipad com o qual tirava fotos e pegava o número do telefone do fotografado porque havia perdido o celular com a agenda telefônica. Além disso, comemorava a maciça adesão dos irmãos ex-PSB Ciro e Cid Gomes e aliados no Ceará. Arthur Lira, ex-líder da bancada do PP na Câmara, também apareceu com alguns assessores, dos quais um tem um comportamento não recomendado, dizem.  Paulão  (deputado federal do PT, claro), ficou na mesma mesa que Collor. Anunciaram que Paulão e Carimbão estavam aniversariando.

E lá no título falei em revelação, pois vamos a ela: Conversei com o senador Benedito de Lira (PP). Perguntei dizendo que não entendia como ele vinha afirmando que era candidato a governador de todo jeito, há mais de um ano das eleições. Biu de Lira me disse que os que dizem que ele é candidato de todo jeito querem prejudicá-lo. “Quero ser candidato. Trabalho para concorrer ao governo e preciso construir uma base política e partidária, além do apoio do povo. Qual a primeira coisa que você faz quando vai plantar na terra? Ara a terra e tem que ter a semente. Quando você se interessa por uma mulher e quer namorar com ela, você olha, analisa, avalia e tenta chegar junto dela. Se não conseguir, parte pra outra. Assim é política”, ensina Biu de Lira.

Pergunto, por fim, onde ele tenta buscar apoio, se só no governo de Vilela ou na oposição, cujos partidos integram a base de apoio a presidente Dilma, assim como o PP? Diz Biu que o cenário nacional será importante nas definições para 2014. Mas que está arando a terra e paquerando e reafirma que ninguém é candidato sozinho nem candidato de si mesmo.

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Decreto de emergência de Rui Palmeira na Saúde causa calafrios!

A decretação de situação de Emergência na Saúde em Maceió assusta bastante porque comprova que o prefeito Rui Palmeira errou feio na escolha do gestor anterior, João Marcelo Lyra.  Outro problema é que o decreto de Emergência nos remete a uma lembrança muito ruim, muito ruim mesmo.

Não sei se vocês lembram que, no início deste ano, mais da metade dos prefeitos alagoanos, ao assumirem os seus cargos, decretaram estado de Emergência porque o município teria sido entregue quebrado, esculhambado, esse era o argumento.

Em muitos casos era tudo mentira. O que alguns queriam era fugir da obrigação de fazer licitação. O Ministério Público prometeu investigar, assim como o Tribunal de Contas, o que causou a desistência de muitos dos novos caciques municipais.

E o que causa calafrios, muitos calafrios mesmo, é que essa história nos remete ao governo do também tucano Vilela. Você lembra-se do decreto de Emergência na educação, por exemplo? Pois é. Tetos de escolas caíram, decretaram emergência e nada da questão foi resolvida. Tantas denúncias surgiram sobre contratos feitos sem licitação baseados no tal do decreto.

E agora vem esse decreto de Emergência na Saúde, além da possibilidade de também ser decretada Emergência na Educação.

Se o planejamento público é decretar emergência, fazer compras, tomar decisões sem licitação, isso dá calafrios fortes. E pelo histórico em Alagoas, assusta e muito.

Ainda mais quando percebemos que além do erro na escolha do secretário de Saúde de Rui, quase um ano depois percebemos que faltou - ou falhou? -  planejamento na Saúde da capital.

Uma pena. Contabilizamos um ano perdido. Um ano de sofrimento pra tanta gente que precisa.  

Muita promessa foi feita na campanha, ou alguém esqueceu?

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Resposta da SMCCU ao Blog

Publico na íntegra resposta da SMCCU a um texto divulgado neste blog no último dia 7 de outubro com o título: “No trânsito e nas calçadas salve-se quem puder. É a crise de educação e de autoridade”.

 Aproveito para garantir a qualquer cidadão, assim como a representante de empresa pública ou privada, que esse direito de apresentar explicações e opiniões será sempre respeitado e publicado, desde que respeitosos e esclarecedores.

Abaixo a resposta da SMCCU. Em seguida o texto que motivou o esclarecimento para que o leitor tire as suas conclusões. 

                   Resposta da SMCCU ao Blog de Voney Malta

A Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), em reposta a uma publicação do dia 08/10/13, no Blog de Voney Malta, vem informar que o órgão mantém equipes de fiscalização percorrendo, diariamente, toda a cidade de Maceió para coibir irregularidades em calçadas de diversos bairros.

No caso específico da Avenida João Davino, na Jatiúca, o Departamento de Fiscalização e Posturas informa que já realizou notificações a diversos proprietários de imóveis e fez a retirada de equipamentos que obstruíam o passeio público. Em outros casos, o setor aguarda a tramitação de processos para fazer melhorias na região.

O setor informa ainda que mandará uma equipe de fiscais ao local para verificar possíveis irregularidades cometidas pelas lojas. Segundo o diretor de fiscalização da SMCCU, Jamerson Oliveira, o grande problema é a reincidência dos comerciantes à irregularidade.

“Nós mandamos retirar o equipamento, o proprietário retira, mas, logo após a nossa saída, ele volta a obstruir a calçada. Nossa fiscalização é constante, mas não pode percorrer a cidade e coibir tudo de uma só vez”, disse o diretor.

Ao constatarem irregularidades, como piquetes, barras de ferro, rampas mal feitas ou placas e coberturas que obstruem a passagem de pedestres, os fiscais notificam o proprietário do imóvel para que ele faça a retirada do equipamento. Caso não seja cumprida a determinação, uma equipe do setor de Demolição da SMCCU vai até o local para fazer a remoção.

Construção ou Reforma de Imóveis

A SMCCU, por meio da Comissão de Acessibilidade, é a responsável por avaliar e aprovar projetos para a construção ou reformas de imóveis em Maceió. O objetivo é garantir segurança, conforto e autonomia a todos os cidadãos, principalmente, aos portadores de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida.

Composta por engenheiros da superintendência, a Comissão trabalha, primeiramente, com a análise do projeto de Alvará de Construção observando as condições adequadas de acessibilidade.

Concluídas as obras, a Comissão vai até o local para verificar se tudo foi realizado de acordo com o projeto apresentado inicialmente. A partir daí, o órgão emite o Habite-se certificando que a edificação está em condições de ser habitada.

Segundo Claudilson Sampaio, engenheiro da SMCCU, um dos objetivos dessas exigências é padronizar as calçadas da cidade.

“Há vários anos, estamos cobrando nos projetos de construção de imóveis uma padronização das calçadas, pois elas devem ser antiderrapantes, ter sinalizações táteis de alerta e identificar as faixas de pedestres e de serviços, onde são instalados postes e placas”, afirmou.

A fiscalização da superintendência segue o que determina o artigo 339, do Código de Urbanismo e Edificações do Município, onde é informado que compete ao proprietário ou possuidor de cada terreno a construção, reconstrução e conservação dos passeios públicos, inclusive cumprindo os requisitos de durabilidade e facilidade de manutenção.

Abaixo o texto publicado no dia 7 de outubro:

No trânsito e nas calçadas salve-se quem puder. É a crise de educação e de autoridade

Ao sair de casa a gente tem que estar preparado para usar totalmente a paciência e a tolerância. Isso se quisermos retornar inteiros. Se estivermos no trânsito é susto por todos os lados. Olhamos por um retrovisor e nos assustamos quando um motociclista nos ultrapassa pelo lado contrário tirando um fino daqueles.

Na Avenida João Davino, na Jatiúca, já há um bom tempo as calçadas deixaram de servir aos pedestres. Elas foram tomadas, roubadas. Farmácias, hotéis, pousadas, escritórios, enfim, fazem da calçada um prolongamento do negócio particular ao transformá-la em estacionamento.

Daqui a alguns anos, o número de idosos irá aumentar. Do jeito que as coisas caminham, os futuros senhores estarão impedidos de ir e vir por falta de autoridade e educação.

O transporte clandestino disputa com os ônibus que circulam em Maceió. Invadem calçadas para chegarem primeiro nos pontos. Uma guerra por passageiros.

Em todos os casos citados, a fiscalização cabe ao poder público, a autoridade pública. Mas que parecem fechar os olhos, simplesmente.

As calçadas invadidas e a permissão de funcionamento dos empreendimentos comerciais cabem a fiscalização a SMCCU (Superintendência Municipal de Controle e Convívio Urbano) e a SMTT (Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito). A esta também cabe fiscalizar os clandestinos e o modo perigoso como guiam os motociclistas.

Caso não atuem e fiscalizem, falta autoridade e existe omissão. E então tudo é uma grave crise de responsabilidade e de educação

 

 

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A greve, o sofrimento do povo e o desrespeito dos banqueiros e bancários

A greve dos bancos está próxima de completar um mês. Mas o entendimento está muito distante. A Federação Nacional dos Bancos oferece 7,1%. O Comando Nacional dos Bancários quer 11,93%, além de aumento no piso salarial para os caixas e na participação de lucros.

O número de pessoas em busca de crédito diminuiu. O comércio prevê perdas significativas nas vendas podendo chegar a 30% em regiões como o Nordeste, onde o hábito do uso do dinheiro em espécie é bem maior do que em outras regiões.

Contudo, os efeitos da greve são mais sentidos, como sempre, pelo povo. Aposentados, pensionistas, pessoas doentes que precisam comprar remédios, fazer feira e pagar as suas contas são os mais perversamente atingidos. Ou seja, os bancários estão mesmo é castigando as pessoas mais necessitadas, que mais precisam do sistema.

Será que não seria mais inteligente deixar um ou dois bancos - tomando Maceió como exemplo - funcionando pra atender especificamente esse tipo de cliente? Assim, o ruim, o impiedoso, seria o banqueiro, não o bancário como o povo está achando e sentindo raiva agora.

É que através da tecnologia, da internet, empresas e cidadãos de classe econômica mais elevada conseguem resolver diversas pendências. Pagam contas, fazem transferência, tiram dinheiro de caixa eletrônico ou em casa lotérica, recebem o pagamento do salário, enfim, uma série de questões pode ser resolvida. Mas o povão não. O povão tá é %&#@$ e mal pago!

Observem que os banqueiros patrocinam os principais meios de comunicação, os principais eventos. Patrocinam até o Jornal Nacional, da Rede Globo. Por isso não vemos notícias negativas sobre a greve e o sofrimento do povão.

A greve é justa, isso nem se discute. Todo banqueiro é um filho da @&*$% que só pensa no lucro e não está nem aí pros bancários e pro povo. O lucro dos bancos nos últimos sete anos cresceu 120%, ou 55% acima da inflação.

Aliás, desconfio que os banqueiros devam mesmo é estar felizes porque a greve faz com que eles economizem energia, água, material de escritório, transporte.

Por isso acho que os bancários deveriam ser criativos, inventar algo que beneficie os mais simples, humildes e necessitados. E não simplesmente repetir o que fazem outras categorias como rodoviários, taxistas, sem-teto, sem-terra, enfim, que quando protestam atingem mesmo é o povo fechando ruas, avenidas e rodovias.

Quem tem que sentir no bolso e no estômago não é o povo, como mais uma vez está ocorrendo.

Uma pena que o “pau só arrebenta nas costas dos mais fracos”.

 

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