A saída de Alfredo pede muita calma nessa hora

Foto: Guilherme Carvalho/CadaMinuto/Arquivo 41f934e9 73f4 45f0 888c 6a1fff307a6a Secretário Alfredo Gaspar

A decisão do STF em proibir que membros do Ministério Público exerçam funções no Poder Executivo caiu como uma bomba em Alagoas, atingindo diretamente o secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça, o mais bem avaliado do governo.

A repercussão foi imediata nas redes sociais, nos grupos de conversa e entre autoridades, que reagiram logo para lamentar a decisão.

A voz geral e os números mostram que Alfredo mudou a cara da segurança e deu novo ânimo às tropas sob seu comando, mas, passado o impacto inicial da decisão do Supremo, é preciso calma e cautela.

No momento que se propaga a saída do secretário da pasta com o fim da segurança pública em Alagoas, só quem perde é a população, já tão assustada e calejada. Cria-se um clima de insegurança que só beneficia os criminosos de plantão.

Também lamento a saída do secretário e gostaria que surgisse uma alternativa mais rápida para sua permanência no cargo, mas, é preciso lembrar que a decisão do STF não foi pessoal e que o Governo do Estado deve manter como prioritário o combate à violência, com ou sem Alfredo.

Que as autoridades e os formadores de opinião pensem nisso com um pouco menos de paixão e muita calma nessa hora.

A propósito das alternativas, o jornalista Edivaldo Júnior publicou em seu blog, no Gazetaweb, que o deputado federal Givaldo Carimbão (PHS) anunciou pretende propor uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), alterando o artigo 128, que veda aos procuradores e promotores de Justiça o exercício de qualquer função no Executivo, exceto o magistério.

Enxergou na crise, a oportunidade...

 

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A SMTT e os exemplos de má educação

Foto: Secom Maceió/Arquivo E9b26fbd 6c43 4911 a074 f517775c0da1 Faixa de pedestre

Uma servidora pública ligou nesta quarta-feira, 09, para o Call Center (118) da SMTT em Maceió, para solicitar a pintura de uma faixa de pedestres - já quase apagada - localizada em uma movimentada rua da Jatiúca, em frente a uma escola.

Ouviu do outro lado da linha, mais ou menos o seguinte: “Apagada ou não, se existe faixa de pedestre devia ser respeitada. A SMTT não pode fazer nada em relação à falta de educação dos condutores”, afirmou o atendente, reforçando que o órgão não tem culpa dessa má educação.

Coincidentemente, nesta mesma manhã, uma ouvinte ligou para a Rádio Globo e contou, no ar, ao jornalista Luis Vilar que, ao tentar registrar uma queixa contra a empresa Real Alagoas, foi aconselhada por um servidor da Superintendência Municipal a procurar as rádios para denunciar.

Voltando a má educação do primeiro caso, até onde sei, está sim entre as competências da SMTT, e de outros órgãos de trânsito, realizar “estudos, campanhas e programas de educação e segurança para o trânsito”.

Se a má educação do condutor não é responsabilidade da SMTT, que se deixe então de multar quem estaciona em local proibido, quem é flagrado por excesso de velocidade, trafegando irregularmente pela faixa azul e por aí vai.

Afinal, o órgão não tem culpa – nem responsabilidade – se o condutor mal educado não respeita as regras.

 

 

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Sem botar fogo na crise, cada um no seu quadrado

Foto: CadaMinuto/Arquivo 0d0b6552 82d6 4172 a947 e1401f8fa9d5 Protesto pelo impeachment de Dilma

O senador Renan Calheiros (PMDB) afirmou que, na condição de presidente do Congresso Nacional, não cabe a ele “botar fogo na crise”. Nesta terça-feira, 08, o peemedebista falou com a imprensa sobre a crise econômica e política do País. “É preciso ter bom senso e serenidade. A sociedade está sendo bombardeada por informações, boatos e disse-me-disse”, ponderou.

Por falar em incêndio, também em conversa com jornalistas, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a possibilidade de duas manifestações (contra e a favor do governo) ocorrerem na mesma data, no próximo domingo, 13.

“São forças antagônicas. As manifestações devem ocorrer de acordo com o Estado Democrático de Direito, mas que cada seguimento tenha seu dia. Não interessa ao povo brasileiro o conflito”, frisou o ministro.

A propósito, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT/CE), garantiu que, ao contrário do que vem sendo divulgado, o partido não está convocando manifestação para o domingo, o que poderia gerar embates nas ruas. 

“O PT, nem nos tempos da ditadura, incitou a violência e não é agora que vai fazer”, disse Guimarães em entrevista ao portal Política Real. Ele defendeu que só existe uma solução para evitar confronto entre oposicionistas e governistas: desarmar os ânimos e construir o entendimento dentro da democracia.

Que comece, então, no próximo domingo, com cada um no seu quadrado.

*Com agências

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Barrada tentativa de rebatizar Praça Pingo D’ Água

Foto: Google Maps Fd126262 fbc2 469f 8262 c6a28e93b42d Praça Pingo D’ Água

A vereadora Fátima Santiago (PP) tentou modificar, por meio de projeto de lei, o nome da tradicional Praça Pingo D’ Água, no Trapiche da Barra, para Soldado Izabelle Pereira dos Santos.

Mas, esbarrou no parecer contrário – e no voto pelo arquivamento - da vereadora Tereza Nelma (PSDB), em uma das comissões da Câmara Municipal de Maceió (CMM).

Em seu parecer e voto, a tucana argumentou que o PL esbarra na legislação municipal que determina que, “ao denominar logradouros, deve-se respeitar as denominações históricas tradicionais, que definem o perfil de uma cidade”, como é o caso da Praça Pingo D’ Água.

Tereza Nelma destacou ainda que Fátima Santiago não apresentou nenhuma comprovação de que teria consultado a população sobre a troca de nomes.

Sem, de modo algum, questionar o merecimento ou a biografia da jovem policial, morta em circunstâncias ainda não esclarecidas, dentro de uma viatura da Polícia Militar, tenho que concordar com o entendimento de Tereza Nelma.

Com tantas ruas, conjuntos, escolas e outros prédios públicos ainda não batizados, não faz sentido modificar o nome de uma praça tão conhecida da população inteira.

Seria mais uma homenagem para inglês ver, que certamente não vingaria.

 

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David Maia: de candidato a 100% soldado

Foto: Assessoria 1b8655bf 150a 4732 bf79 c7a0f3d2f167 Secretário Davi Maia

Dada como certo até pouco tempo, a candidatura do secretário de Meio Ambiente de Maceió, David Maia, a uma vaga na Câmara Municipal está praticamente sepultada. A expectativa é que ele continue nos quadros da prefeitura, desta vez à frente da Superintendência de Limpeza Urbana (Slum).

Caso a dança das cadeiras se concretize, a tendência é que Maia passe a integrar o ciclo restrito de confiança de Rui Palmeira (PSDB) e tenha seu “sacrifício” recompensado no caso de um segundo mandato do tucano.

Sem entrar em detalhes, o secretário falou um pouco sobre o assunto na manhã desta segunda-feira, 07, em entrevista ao jornalista Luis Vilar, na Rádio Globo.

“Ainda não posso anunciar muita coisa, mas sou um soldado. Se for para ser candidato eu sou e, se não for e ele (Rui) quiser que eu jogue em outra posição eu jogarei”, comentou, frisando ter colocado seu futuro (ao menos o político, no momento) 100% nas mãos do prefeito.

Lembrando que o próprio chefe do Executivo Municipal colocou seu nome como possível candidato a vereador, Maia disse imaginar que haverá mudanças, devido às composições com outros grupos e partidos para robustecer a candidatura à reeleição.

Na entrevista, ele demonstrou ainda gratidão ao deputado federal João Henrique Caldas pela indicação de seu nome para a pasta, em 2014, e a Palmeira "por todas as portas abertas e por tudo que fez pelo meio ambiente”: “Nunca me ligou para barrar nada das minhas atitudes. Sempre nos deixou trabalhar”.  

Resignado com o novo desafio no front. Assim me pareceu David.

Nada foi dito sobre as coisas que ainda não estão claras: Quais os reais motivos da dança das cadeiras? E, porque o secretário de Esporte, Antônio Moura – virtual substituto de Maia na Sempma - não assume diretamente a Slum?

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Impasse entre Mova e Mellina não gera frutos para cultura

Foto: Agência Alagoas/Arquivo F24ecc5e 7626 4333 8d0e 38959f0ed980 Mellina Freitas

“O Mova manterá seu posicionamento firme diante de qualquer cenário”, responderam os representantes do Movimento Cultural Alagoano ao serem questionados, pelo blog, se as políticas que envolvem a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) ficarão suspensas enquanto a pasta tiver sob o comando de Mellina Freitas.

As principais diretrizes culturais (contidas na página oficial movacultura.wordpress.com)  do Mova são: a criação de um novo Conselho de Cultura e de uma Lei de Incentivo à Cultura Alagoana; investimentos na reestruturação, fortalecimento e democratização da gestão dos equipamentos culturais; adoção da política de editais para acesso aos recursos e reestruturação da Secult.

A questão é: para que esses pontos principais caminhem é necessário o canal com a Secretaria, mas, a principal bandeira do movimento é justamente a mudança da titular da pasta.

Chegamos a um impasse?

O grupo reclama que, há alguns meses, vem buscando, sem êxito, diálogo com o Governo do Estado, e confirma aguardar que a Secretaria de Cultura seja comandada por um “gestor preparado para o cargo e com ficha limpa”.

O governador Renan Filho (PMDB), por outro lado, demonstra, indiretamente, que não pretende intervir no assunto, já que existe uma pasta para isso – gostem ou não do gestor escolhido para comandá-la. Sem contar, que o chefe do Executivo está satisfeito com o trabalho desenvolvido pela secretária.

E se houver um convite para o diálogo apenas com a Secult?

“Será uma decisão dos segmentos culturais e das entidades de classe aceitarem ou não. Esse não é um papel do Mova”, responderam os representantes.

"Consideramos que a nomeação de Mellina Freitas à Secretaria de Estado da Cultura é um ato de violência contra o setor. É do conhecimento de todos que ela ocupa o cargo para usufruir de foro privilegiado e escapar das acusações que sofre na justiça. Uma situação escandalosa e ultrajante, que não pode de modo algum ser ignorada”, destacou o Movimento.

Já ficou mais do que claro que Mellina não representa os interesses do Mova, que tem todos os motivos para criticar a escolha, mas, até agora, o impasse não gerou frutos positivos para a cultura.

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Pardais: Antonio Albuquerque usa LAI para cobrar informações sobre contrato

Vanessa Alencar/CadaMinuto/Arquivo 14072725788944 Deputado Antonio Albuquerque voltou a presidir Assembleia em 2015

O deputado Antonio Albuquerque (PRTB) protocolou, nesta quinta-feira, 03, um ofício destinado ao prefeito Rui Palmeira (PSDB) e ao superintendente de Transporte e Trânsito de Maceió, Tácio Melo, solicitando, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), o envio de todo o processo de licitação e contratação da empresa Velsis Sistema e Tecnologia Viária, responsável pela instalação dos pardais eletrônicos nas ruas da capital.

Na condição de presidente da 7ª Comissão de Administração, Segurança, Relações de Trabalho, Assuntos Municipais e Defesa do Consumidor, o deputado disse que também pretende realizar audiências públicas para discutir o assunto.

No documento, Albuquerque advertiu ainda que, “a não apresentação de tais informações e documentos, no prazo legal, fará com que adotemos as providências legais e pertinentes”.

A instalação dos pardais eletrônicos foi bastante criticada pelos parlamentares na sessão de ontem, 02, na Casa de Tavares Bastos. O Pastor João Luiz (DEM) anunciou que irá requerer oficialmente a SMTT cópia do estudo técnico que deveria ter sido feito para autorizar a instalação dos equipamentos, com custo estimado em R$ 10 milhões.

Na ocasião, o único a sair em defesa da prefeitura foi o tucano Bruno Toledo, correligionário de Rui.

Pelo andar da carruagem, parece que não será tão fácil manter os pardais na ativa, mas, o prefeito demonstra tranquilidade ao falar sobre o assunto e garante a legalidade do processo. Parece, intimamente, declamar Quintana:

“Todos esses que aí estão 
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!”.

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Deputado aposta em novela para alavancar turismo

Foto: Ascom/ALE 13d6e153 943e 4f9c 810d 2c84c2dc474c Deputado Inácio Loiola

Um dos maiores entusiastas do Sertão na Casa de Tavares Bastos, o deputado Inácio Loiola (PSB) usou a tribuna nesta quarta-feira, 02, para falar sobre a nova novela das 21h da Rede Globo: Velho Chico, que estreia no dia 14 de março.

O parlamentar lembrou que Alagoas, sua cultura e seu povo serviram de cenário para os primeiros capítulos da trama, gravados em cidades às margens do São Francisco, a exemplo de Piranhas, e em outros estados nordestinos.

“Essa novela vai ser a porta de entrada do desenvolvimento regional. Milhares de pessoas terão oportunidade de assistir as belezas do nosso Sertão. Imagino que deveremos ter muitos turistas e estamos consolidando o turismo histórico, cultural e ecológico, abrindo mais uma janela de oportunidades de emprego e geração de renda”, avaliou otimista.

“É preciso Alagoas estar atento a essa mídia positiva e investir na divulgação dessas potencialidades turísticas e culturais”, finalizou.

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“Tenho muito orgulho de ter tirado a prefeitura das páginas policiais”, diz Rui

Foto: Vanessa Siqueira/CadaMinuto B2b365f9 08eb 4812 9e75 f6eaef759e6d Prefeito Rui Palmeira

Em entrevista ao jornalista Fábio Atual, da Rádio Globo, na manhã desta quarta-feira, 02, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) mostrou tranquilidade ao falar sobre os questionamentos envolvendo o contrato para instalação de pardais nas ruas da capital. Ele reforçou que tudo foi feito dentro da legalidade e resumiu: “Quem tiver dúvidas vá ao Ministério Público Estadual”.

O gestor, no entanto, não perdeu a oportunidade de alfinetar o deputado federal Cícero Almeida, ex-prefeito e seu principal oponente no pleito de outubro.

“Tenho muito orgulho de ter tirado a prefeitura das páginas policiais, o que acontecia em um passado recente com muita frequência”, tascou Palmeira, encerrando a entrevista.

Ontem, o deputado federal Marx Beltrão disse que irá protocolar denúncia contra o Município no MPE, questionando a contratação da empresa responsável pela instalação dos pardais.

Como gosta de dizer a vereadora Heloísa Helena, quem for podre...

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Distribuição de repelentes: boa intenção x Constituição?

Foto: Assessoria A8a91633 961c 4c8f b2cd a0857360e794 Deputado João Luiz

Tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei 207/2015, de autoria do deputado Pastor João Luiz (DEM), que autoriza o Estado a fornecer repelentes contra insetos para famílias de baixa renda que residam em regiões com epidemias de dengue, zika e chikungunya.

Segundo a assessoria do parlamentar, João Luiz defende que, caso aprovado, o projeto representaria uma importante medida preventiva, colaborando no combate ao avanço das doenças e gerando economia para a saúde pública.

A intenção é boa, mas, pode um projeto parlamentar gerar despesa para o Poder Executivo, ainda que estime o impacto financeiro e indique os recursos disponíveis (o que não é o caso da matéria)?

A CCJ irá dizer se o projeto caminha para se tornar mais um para inglês ver. Nesse caso, ou ele recebe o carimbo de “inconstitucional” da Comissão ou é aprovado no plenário para, em seguida, ser vetado pelo governador.

Paralelamente a tramitação, o deputado pode indicar ao chefe do Executivo a ideia da distribuição dos repelentes.

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