Instituto Raízes de Áfricas faz Bate Papo com o escritor Martinho da Vila, na 8ª edição do Ciclo Nacional de Conversas Negras, na Bienal.

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Com uma programação diversificada a 8ª edição do Ciclo Nacional de Conversas Negras: Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta acontece dia 30 de setembro, das 10 às 18 horas, na Sala Jatiúca, no Centro de Convenções Ruth Cardoso e tem como um dos palestrantes, o escritor e  embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Martinho da Vila.

Na ocasião Martinho fará lançamento do  livro,  Conversas Cariocas (Editora Malê).

O tema dessa vez é  Conversa sobre Territórios, Desterritorialização e a  Reterritorialização, sob a ótica racial e de gênero, e o  Ciclo  tem como um dos objetivos aprofundar o diálogo social que contemple e problematize temas relacionados à questão estrutural do racismo.

A realização do  Ciclo Nacional de Conversas Negras do 8º Ciclo, que é parte integrante da programação da 8ª Bienal Internacional do Livro em Alagoas,conta com o patrocínio do Governo do Estado, através da Secretaria da Ressocialização e Inserção Social, Fazenda , SEDETUR, UNCISAL  e EDUFAL.

Sobre o Ciclo

O Ciclo Nacional de Conversas Negras:”Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”  idealização do Instituto Raízes de Africas, vem pontuando, ao longo dos últimos oito anos, a discussão de abordagens e os aspectos críticos fundamentais das temáticas, envolvendo a questão das africanidades em terras brasileiras, como também a gestão política das relações sócio étnica.

A primeira e segunda edições do Agosto Negro aconteceram em Maceió,AL , a terceira edição teve Uberlândia- Minas Gerais como palco de realização, o quarto Ciclo aconteceu em Belém do Pará e o quinto em 2014, no Rio de Janeiro.

A sexta edição Ciclo Nacional de Conversas Negras:”Agosto Negro ou o que a História Oficial Ainda Não Conta”  foi acolhido por Brasília, no Senado Federal. A 7ª edição ocorreu na PUC de Goiânia, Goiás e em sua  8ª edição, o Ciclo reestréia em seu lugar de origem, na programação da 8ª Bienal Internacional do Livro.

As inscrições serão limitadas.Para inscrever-se basta enviar um e-mail com nome, instituição,celular para raizesdeafricas@gmail.com.

Mais informações:  (82) 98827-3656/3231-4201

Entrada franca

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Pessoas riam enquanto eu era levada, dizendo: leva essa negra. Leva ela pra senzala. Faculdade não é lugar dela, não.

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Sobre a prisão estúpida de Mayara Avilla, no  dia 15/09/17,  durante a estadia  de Jair  Bolsonaro em uma Universidade em Belo Horizonte, Mayar assim se manifestou sobre o episódio:

 

" Fui detida. Ouvi discursos fascistas.Racistas.

Doeu.Doeu muito.

Eu estava lá, lutando, indignada pelo fato da Universidade, a qual eu estudo receber um cidadão que vai contra TODOS OS DIREITOS HUMANOS.

Ainda está doendo.

Pessoas riam enquanto eu era levada, dizendo leva essa negra. Leva ela pra senzala, faculdade não é lugar dela não.

Mas eu acredito que o meu lugar é onde eu quiser. E eu venho lutando para que seja em lugares que possam me dar a  sensação de enfim ser valorizada.

Protestamos, contra o que?

Contra um cara chamado Jair Bolsonaro, já ouviu falar?

Seu discurso é de ódio, ódio pela humanidade. Falo  de Gays, Pobres, Negros, Mulheres.

Eu fui detida hoje, o único crime que cometi foi lutar, gritar e chorar por não esta acreditando no que estava acontecendo.

JAIR BOLSONARO prega discurso de ódio, Jair Bolsonaro profere palavras que doem a alma.

Me liberaram, mais a marca vai ficar por um longo tempo, apanhei, minhas costelas estão doendo muito, mas ninguém irá tirar os meus direitos.

Lugar de pobre, gay, negro, mulher é onde a gente quiser!".

 

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Minha família só não morreu de fome, porque o “dono da grota” foi lá e botou comida na minha mesa.

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É uma família pobre dessas de marré-marré deci. Mora bem distante, nessas periferias da capital Maceió,AL, nas quais as políticas públicas, não chegam.

Mesmo morando em uma grota insalubre, ele se esforça o máximo para tentar dar o mínimo de dignidade à família. Não se envolve com negócios ilícitos e educa os filhos com a perspectiva de trilharem pelos caminhos probos da honestidade.

Constrangido, conta que certa feita, em que a falta de perspectivas era avassaladora, ele, pensou em fazer algo trágico para aliviar a família da dor, da humilhação, a vergonha  de passar fome.

Como o chefe, o homem da família não suportava acompanhar o definhamento dos filhos, até podia ouvir os pequenos estômagos roncando.

O choro, sem lágrimas da mulher.

A vergonha em expor o sofrimento mexia com os brios do homem pobre e preto, mas, como nas periferias os fatos se alastram,  um dia o dono da grota chegou e botou comida na mesa da família.

E foi por isso que a gente  não morreu- fala o pai da família..

E eu só quero dizer a senhora, que continuo a ser  a pessoa honesta que sempre fui- diz o homem. Mas, que sou agradecido a quem matou a fome da minha família, isso não nego. Eu Sou!

A miséria nas terras pretas de Palmares produzindo suas mazelas. seculares e cotidianas.

 

 

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Uma mulher de pele preta e cabelos encarapinhados pela pretitude é o bicho papão da infância do menino.

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O menino tem a pele tão clara que dá para contar os inúmeros vasinhos sanguíneos que bordam vermelhidão em sua pele. A pele do menino é quase translúcida. O menino se achega entre as pernas da mãe soluçando e dizendo: é o bicho!
O menino assusta a mãe com aquele desespero fora de hora. A mãe desnorteada pelo descontrole do filho,  na tensa e lenta fila do supermercado,  busca irritadiça a causa do repentino medo.

O medo do menino é agudo. A mulher agora já absorvida pela inquietação do filho sacode-lhe o fino braço e ordena: Você quer me dizer o que foi?
O menino colhido pelo susto aponta a causa do desatino: uma mulher de pele preta e cabelos encarapinhados pela negritude é o bicho papão da infância do menino.
A mulher preta de cabelos montados de história é o bicho papão do menino. O bicho papão que um dia trabalhou como doméstica e sua babá e a mãe para conter as estripulias infantis ameaçava dá-lo para a empregada-bicho-papão.
A mãe conta a história na fila do supermercado e ri do medo do filho, trazendo consigo muitas gargalhadas de solidariedade.
A mãe incorporou à alma do menino, de pele translúcida, o medo do povo de pele preta.

O menino estabeleceu com as lições de casa que a mãe lhe ensina, o princípio de isolamento de quem não é igual, ou tem a pele tão clara como a sua.
A mãe já ensina ao pequeno menino a naturalização da violência gratuita contra a ampla maioria minorizada.
A mãe exercita nos valores domésticos o significado do apartheid.
O pequeno menino não sabe o que apartheid, mas enxerga na empregada de pele preta o bico papão que assusta. É a sociedade escravagista transcendendo a linha do tempo.
A mulher de pele preta com as mãos engessadas pelos séculos de servidão recusa a leitura pública, que a mãe do menino faz dela, e envolta numa certeza de dignidade sai do seu lugar e ocupa os territórios da resistência , investe-se da sabedoria acumulada e consciência do mundo confrontando a ex-patroa: Porque a senhora faz isso com o seu filho?
O silêncio que agarra os ruídos da fila é então quebrado pela arrogância da mãe do menino, de pele translúcida, que tem medo da ex-babá-que-a-mãe-afirmara-que-era-o-bicho-papão: Ah! Esses negros, não conseguem nem ri de uma piada inocente !
E achega o menino nos braços sussurrando em seu ouvido: era só uma brincadeirinha, meu filho. Ela não morde! E ri, com gosto, de mais uma piada. E todos na fila riem solidários.
No arremate final desdenha: Esses negros são os primeiros racistas.Levam tudo muito a sério!
E acarinhando o menino: não chora meu filho, mamãe vai te proteger!
O racismo não é brincadeira!

O racismo é arrogante!


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A Emancipação Política de Alagoas,ainda nos traz a representação genocida da paz  dos cemitérios.Emancipação para quem?

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A menina, de quase 10 anos, coloca batom na boca borrada de infância, e sai às ruas oferecendo os seios púberes por míseros contos de réis.
A outra, também menina, nas esquecidas esquinas da vida inventa um choro descontrolado, como artimanha para despertar a piedade alheia.
Quem tem pena de crianças pretas soltas ao vento, cuspindo as balas do abandono?
As periferias organizadas em terreno minado contam as histórias das desigualdades sócio étnica.
Por que pobreza ainda rima com cor de pele?

E essa mesma cor redesenha a cartografia de Áfricas nas periferias brasileiras/alagoanas?
Os números da desigualdade sócio étnica segregam, estigmatizam e separam como códigos de valores distintos internalizados e aceitos pela sociedade, que vive do outro lado da curva do “esquecimento político.
Qual a real possibilidade de suprimir a pobreza , ou seria “eliminar” o monte de pobres, como representação de uma grosseira ofensa ao bem estar da elite escravocrata?
Já estamos em guerra civil , ou em um estágio avançado do extermínio social e econômico das amplas maioria minorizada?
Pret@ também é gente, diz a professora à turma de meninos e meninas pequenos.
O que é ser gente?
Emancipação é palavra decomposta nos livros da escola, tal qual a palavra democracia.
Não nascemos para gaiolas ou correntes, mas, para as possibilidades dos caminhos.
O naturalizado extermínio de tantos e muitos jovens pret@s em idade produtiva é o confronto contemporâneo do bem x mal?

A Emancipação Política de Alagoas,que completa seus 200 anos , nesse 16 de setembro de 2017, ainda nos traz a representação genocida da paz  dos cemitérios.

Emancipação para quem?

 

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Preto, ex-morador de rua e agora tuberculoso. O racismo continua a ser o algoz de Rafael Braga. Quem vai pagar essa conta?

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Rafael Braga, o único preso-preto-político das manifestações de junho de 2013, está tuberculoso.

A tuberculose de Rafael é produto das condenações espúrias e o prolongado encarceramento  a que vem submetido, de uma forma arbitrária e racista.

Segundo dados do Ministério da Saúde,presos tem 28 vezes maior do que a população em geral de contrair tuberculose. 

O crime de Rafael? De ser o típico  elemento suspeito. E portar uma garrafa de desinfetante e outra contendo água sanitária.

Rafael é  pobre, preto e ex-morador de rua.

 Tuberculoso, Rafael Braga foi liberado pelo  Superior Tribunal de Justiça (STJ), para cumprir prisão domiciliar, enquanto durar o tratamento.

Mas, não só a saúde de Rafael Braga que está extremamente debilitada, a vida material da família,moradora de uma das favelas sitiadas do Rio de Janeiro, também.

Mesmo estando em casa, Rafael Braga continua preso pelas grades da prisão. Está tuberculoso.

E é imperioso perguntar: Quem vai custear o tratamento, que envolve não só remédios, mas alimentação regrada, de Rafael Braga?

Quem vai pagar essa conta?

O judiciário brasileiro percebe Rafael Braga como  desigual e dessemelhante.

A vida de pret@s não importa?

 

 

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Com tuberculose,Rafael Braga sai da prisão e volta para casa.

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O ministro Rogério Schietti, do STJ, acabou de conceder liminar autorizando a prisão domiciliar a Rafael Braga, morador de rua do Rio de Janeiro que, preso e condenado a 11 anos de cadeia por tráfico de drogas, contraiu turberculose no presídio.

A sentença anterior, que determinou sua prisão, foi duramente criticada por movimentos sociais. Ele ficou conhecido por ter sido detido com uma garrafa de desinfetante durante os protestos de julho de 2013. Recebeu pena de 4 anos e oito meses de prisão, progrediu para o semiaberto, mas voltou a ser preso em 2014 por portar 0,6g de maconha e 9,3g de cocaína.

O ministro Schietti reconheceu não ser a prisão o ambiente adequado para tratar Rafael, conforme defenderam seus advogados.

Sentenciou o ministro:

— A carência de condições adequadas e suficientes ao tratamento dos detentos torna-se ainda mais evidente quando contraposta à conjuntura necessária ao tratamento de Rafael Braga Vieira. A superlotação da Penitenciária de Alfredo Tranjan, bem como as péssimas condições higiene verificadas na unidade e o irrisório contingente de profissionais técnicos e medicamentos constituem terreno fértil à proliferação e ao alastramento da tuberculose pulmonar, doença que se transmite por via aérea, mormente para alguém com a doença em estado ativo.

Ele poderá permanecer em prisão domiciliar enquanto durar seu tratamento.

 

 

Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/stj-concede-prisao-domiciliar-para-rafael-braga.html

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"Um Secretário de Saúde precisa entender de gente. E esse é meu principal aprendizado" - afirmou Christian Teixeira.

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A frase foi dita pelo Secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, durante a abertura da 1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde Dr. José Maria Constant (1ª CEVS), que acontece entre os dias 11 e 12 de setembro, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, em Maceió,AL.

 Teixeira enfatizou que, a partir da realização de duas conferências em tempo recorde, estamos procurando inovar, aproximando o diálogo entre  a sociedade e o governo.

Não é fácil quebrar paradigmas, do que vem ocorrendo há décadas.

Alagoas é um  estado pequeno territorialmente, mas, repleto de gente de grande valor. E com empenho e responsabilidade lutamos para fazer   um estado menos desigual.

É isso que tem me dado ânimo para seguir em frente. Que a coisa possa funcionar com mais celeridade.

Vai chegar um dia que o alagoano dirá: "Eu pago meu imposto em dia e eles estão sendo bem investidos, como política pública para uma saúde que acolha todas as pessoas."

Eu acredito que um secretário de saúde precisa,principalmente, entender de gente. E esse é meu grande aprendizado- sintetizou.

1ª Conferência Estadual de Vigilância em Saúde Dr. José Maria Constant (1ª CEVS) sob o tema Vigilância em Saúde: Direito, Conquistas e Defesa de um SUS Público de Qualidade é uma ação do Conselho Estadual de Saúde – CES-AL,  em parceria com a SESAU.

 

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Um homem safado já tentou abusar de mim - disse nêga, de 9 anos, sobrevivente das ruas.

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Era uma manhã de sábado chuvarenta, ela caminhava descontraidamente,  no passeio das bicicletas, na orla de Cruz das Almas, em Maceió,AL.

Estava só, uma criança miúda, com roupas rotas. Aproximei-me para conversar:

- Ôxe, menina. Por que você está sozinha na rua? Por que não vai para casa?

A criança fez o gesto secular de que precisava de dinheiro e explica: Preciso comprar  pão, café e margarina e levar para minha   avó, que mora, lá embaixo,no morro.

Qual é o seu nome, menina? Meu nome é S*, mas, o povo me chama de nêga- diz.

Falou ainda  que a mãe morava no Biu. O pai com a namorada na rua.

Antes a  família morava na casa da avó, mas, aí teve uma confusão,porque todo mundo tomava cachaça e avó  expulsou eles todos,  e depois parou de beber.

Falou que tinha 4 irmãos, contando nos dedos.

E dos seus irmãos quem bebe cachaça? Perguntei.

Só fulano disse. Quis saber se fulano tinha uns 15 anos. Não, balançou a cabeça veemente. Ele é pequeno.

Conversamos, longamente, no trajeto da caminhada. Alertei-a para tomar cuidado com os convites de homens. E ela:- Ah! Eu sou esperta. Uma vez um homem safado chamou eu e minha irmã para ir pra praia do Guaxuma e eu disse que não. Ele ainda ficou atrás da gente, mas, eu fiquei de olho. No outro dia ele apareceu de novo, mas sei que ele quer abusar da gente.

Mas, você é pequena ele pode te pegar e colocar no carro. Ela:- Não, eu já sou grande e  esperta!

Era uma pequena sobrevivente das ruas.  9 anos cheiinho de experiências.

Antes do até logo ( eu estou sempre por aqui-disse ela) olhei para o rostinho daquela menina  franzina, com sobrancelhas tão bem delineadas e mesmo com uma pequena  confusão na fala, tinha desenvoltura para contar histórias.

Sabe qual o maior sonho da nêga:- Ter comida suficiente na mesa.

Afinal o que  estamos fazendo com nossas crianças? 

Tirando-lhe a infância?

E fim?!

 

 

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Movimento Sem Terras organiza caravana para ensinar o povo do sertão alagoano a ler. Isso sim é revolução!

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Em Alagoas, estado que tem a maior taxa de analfabetismo no país. De cada 100 pessoas, com 15 ou mais anos de idade, 22 não sabem ler e escrever, o MST propõe a criação da  caravana "Campanha de Alfabetização: Sim, Eu Posso!" que vai ocupar o sertão alagoano para ensinar o povo ler.

E Débora Nunes da coordenação nacional do MST fala: “Com a leitura das letras o povo aguça uma consciência crítica, adquirindo não só uma real visão social, mas também a  questão política da terra. Aprendendo a ler  o povo faz todas as leituras do mundo.

O movimento vai arregaçar as mangas formar uma caravana e sair pelo sertão ensinando o povo a ler. Ensinar o povo a ler para o MST é estratégia de luta e resistência, uma das diferentes formas de mobilização e de organização da luta por terras, no Brasil”- acrescenta.

O MST vai formar uma caravana para ensinar o povo  do sertão a ler.

É uma construção real de territórios de saberes e fazeres.

Avante MST!

Isso sim é revolução.

 

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