Em manifestação afro-artística,no Presídio Santa Luzia, ator alagoano pede a liberdade de Rafael Braga.

Miguel da Conceição é ator, bailarino e ativista das causas de pret@s nas terras das Alagoas dos Palmares. Essa mesma Alagoas que  se faz morena em suas omissões cotidianas.

Miguel da Conceição foi um dos artistas que participou, com manifestação afro-artística, no “Conversa de Bastidores”, idealizado pelo Instituto Raízes de Áfricas e que aconteceu dia 25 de julho- Dia Nacional da Mulher Negra.

O Conversa de Bastidores foi lugar de fala e escuta das mulheres encarceradas, no Dia Nacional da Mulher Negra e de Tereza de Benguela, reafirmando espaços de direitos para mulheres privadas de liberdade, seja nas prisões, nas ruas, quilombos.

Continuadamente, as mulheres em privação de liberdade, tem participado das ações promovidas pelo Instituto Raízes de Áfricas.

A manifestação afro-artística Teatro-dança- O Silêncio das Panelas, de Miguel foi  como um grande convite à ação coletiva, das diversas e múltiplas vozes silenciadas, invisibilizadas.

Foi um  instrumento coletivo  de resistência, insurgirmento ao racismo, instaurado em corpos periféricos, como  lugar de memória escravagista.

Durante a performance  Miguel da Conceição pediu a  Liberdade de Rafael Braga.

Preso, nas prisões do Rio de Janeiro, desde 2013, Rafael Braga é produto da justiça parcial e sectária vigente no país de Michel. O único preso, preto, político das manifestações de 2013.

A prisão de Rafael Braga é cheia de atravessamentos e cartas, racialmente, marcadas.

O Conversa de Bastidores  

O Conversa de Bastidores  idealizado  pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio institucional da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social,  surgiu como uma das demandas propostas pelas presas, durante a 1ª Conferência Livre da Saúde das Mulheres Encarceradas e a Conferência Livre de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, ação inédita do gênero no país, ocorrida dia 21 de junho, no Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL.

 

 

 

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Qual a lição que a tia Patrícia nos ensina?

Carla Perdigão, Doula, enfermeira alagoana e integrante do Instituto Raízes de Áfricas, colhe e rescolhe lembranças para falar sobre o trabalho de Patrícia, uma professora preta, trans,empreendedora.

 

"O Conjunto Selma Bandeira está entranhado em uma das muitas  periferias pobres e distantes das políticas públicas,da  grande Maceió.

Periferias onde a pobreza existe. Metaforicamente real.

O Conjunto Selma Bandeira fica localizado na parte alta da cidade, e foi lá que nos deparamos com a Escola  Comunitária Ponto do Saber.

Paredes bordadas de talento e o olhar humanizador da Patrícia, que se fez Tia, no Conjunto Selma Bandeira.

Nascida na Laje, de São José, Patrícia Preta veio  para  a capital carregada de sonhos. Um deles era  construir sua escola. O sonho durou 15 anos.

Hoje conheci a sonhada escola de uma professora. Preta. Trans. Voluntária.

Tia Patrícia.

Sua vocação é o magistério. Sua formação é amar os que nada têm, mesmo ela tendo tão pouco.

A Escola Comunitária Ponto do Saber fica na Associação de Moradores do Conjunto Selma Bandeira, que exibe uma fachada corroída pelo tempo.

Polivalente, tia Patrícia oferece diariamente, na Escola  Comunitária Ponto do Saber, aulas gratuitas para 30 crianças, em dois turnos e a noite para adultos.

A Tia de tanta gente, hoje muitos  gente grande, tem a determinação de criar futuros para essas e todas as muitas  crianças que já passaram por suas mãos.

Tia Patrícia acredita no pleno desenvolvimento infantil e  a partir de suas mãos feitas de giz e do suor  gestado na luta, não desiste de  acreditar.

Hoje conheci a sonhada escola de uma professora.

 Preta.

 Trans.

 Empreendedora social.

Tia Patrícia.

Qual lição que  Patrícia , que se fez tia de tanta gente, nos ensina?

 

 

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Você é de Alagoas? Perguntou a moça.

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Você é de Alagoas?  Perguntou a moça lendo a chamada: Alagoas Presente, na plaqueta que carregava eu durante a III Marcha das Mulheres Negras, no 30 de julho, em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Com a resposta afirmativa, a moça começou a espalhar emoção na voz embargada:- Minha mãe nasceu em Alagoas e nunca mais voltou. Me deixa tirar uma foto sua para mostrar para minha mãe? Fez a pergunta, já acrescentando explicações:- É como se fosse um reencontro com a terra  dela- afirmou a moça.

Fiz pose com a plaqueta e a moça tirou o retrato.

O nome da moça é Andrea.

Na confusão daquele mundaréu de gente, o nome  da mãe não perguntei.

Espero que a foto com a presença de Alagoas traga alento para o coração da mãe.

 

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Licença prêmio concedida a representante do SINTEAL causa polêmica entre profissionais de educação do município de Maceió,AL.

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A Portaria nº 2802, de 03 de agosto de 2017, que concede licença prêmio  a um professor de Educação Infantil pertencente ao Quadro de Pessoal da Secretaria Municipal de Educação de Maceió e que faz parte da Diretoria do SINTEAL, tem causado grande polêmica junto a profissionais da educação do município de Maceió, nas redes sociais e nos grupos de whatsapp.

Segundo esses profissionais a Licença Prêmio  consta como extinta,no ordenamento jurídico da SEMED/Prefeitura(?)  e  muitos processos com datas anteriores (2003/2000/1998) foram indeferidos, por essa razão. E não se entende como um profissional pode ter direito a concessão de  uma licença que  já não existe.

“Pode ter ocorrido alguma mudança nas regras funcionais ou caso contrário, poderá ser publicado por incorreção"- especula uma servidora.”

"Passei muitos anos ouvindo que essa licença foi  extinta"- inquieta-se um profissional.

E outras vozes fazem  eco: “- Se um teve, há jurisprudência para todos nós! Eu vou querer as minhas licenças também."

Revoltada uma servidora define a insatisfação de muit@s: “Por que existe para uns e outros não. A SEMED, como orgão gestor nos deve  esclarecimentos urgente".

Ligamos para a SEMED buscando esses esclarecimentos. Por telefone falamos com a recepcionista Jessiane que  direcionou ao Setor  de Comunicação. Informamos a Amanda, da Comunicação, que faríamos a matéria e precisavamos do posicionamento da SEMED. Ela  anotou nosso contato para provável retorno.

Os telefones da página do SINTEAL (+55 (82)3221.0893 / 3221.0305 / 3221.0046), não atenderam as ligações.

O Blog está aberto para os esclarecimentos.

 

 

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Em reunião com representações institucionais e movimento social, Instituto Raízes de Áfricas discute a preservação do Quilombo na terra do mestre José Zumbi,em Alagoas.

A convite da liderança Cícera Bispo, Secretaria do Meio Ambiente do município de Santa Luzia do Norte, o Instituto Raízes de Áfricas participou de reunião com representantes de segmentos do município, ocorrida dia 26 de julho.

A reunião, que aconteceu no no gabinete do prefeito é parte da ação do Projeto Conversa de Bastidores, idealizada pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio da Secretaria de Estado Ressocialização e Incusão Social e SECOM, cuja proposta é afirmar o 25 de julho, como dia Nacional da Mulher Negra e de Teresa de Benguela

 

Diversos assuntos constaram na pauta da reunião, dentre eles, os efeitos nocivos da modernização na preservação das  raízes pretas históricas de Santa Luzia, focando  a recriação do Porto dos Escravos e a criação do Memorial do Quilombo e o pertencimento da comunidade local.

Os quilombolas de Santa Luzia, aos poucos, vão perdendo a ligação com a ancestralidade. Precisamos fazer algo urgente. O Quilombo está morto- afirmou Cícera

O vereador João Maia  reforçou a importância de preservação das valores do quilombo, afirmando que: “Temos compromisso e responsabilidade e temos de alinhar a revitalização do Porto dos Escravos e a preservação do Quilombo como prioridades de políticas públicas.”

Um povo cresce  a partir da valorização da sua história- afirmou o historiador e chefe de gabinete, Eronildo Paz.

Sr. Paulo Ferreira falou que revitalizar os espaços do Quilombo é um dos desafios do poder público.

 

Participaram da reunião o vereador João Maia, Eronildo Paz, chefe de gabinete, Cícera Bispo, Secretaria do Meio Ambiente, Paulo Ferreira e  Claudia Bernardes, representação do movimento social, o  vice prefeito, Jose Ailton, na coordenação do Instituto Raízes de Áfricas, Arisia Barros, Mirian Soares, representante feminista da juventude negra, em Alagoas, José Augusto, Instituto Raízes de Áfricas e Madlene Delfino.

No final da reunião ficou definido a Audiência Pública, com proposição de criação  de um projeto de estudo , visando a preservação  da historicidade de pret@s de Santa Luzia do Norte.

O municipio está localizada na mesorregião do Leste de alagoano, situada a margem direita da laguna Mundaú,  distante a 27 km de Maceió, em Alagoas e  a terra de mestre José Zumba.

 

 

Quem foi José Zumba.

 

José Zumba era um artista plástico brilhante, descendente de africanos, nasceu em Santa Luzia do Norte,  no dia 30 maio de 1920.

A maioria de suas pinturas retrata as figuras de negros velhos, escravizados, cenas de trabalho, belas negras, dentre outras gravuras. Foi agraciado com o diploma de Cidadão de Maceió, do Ordem de Mérito dos Palmares, diploma da Escola de Belas Artes, Comenda Desembargador Mário de Gusmão.

No final da reunião ficou definido Audiência Pública para  discussão de um projeto de estudo , visando a preservação da história da historicidade de pret@s de Santa Luzia do Norte, que está localizada na mesorregião do Leste de alagoano, situada a margem direita da laguna Mundaú, , distante a 27 km de Maceió, em Alagoas e  a terra de mestre José Zumba.

 

Quem foi José Zumba.

 

José Zumba era um artista plástico brilhante, descendente de africanos, nasceu em Santa Luzia do Norte,  no dia 30 maio de 1920.

A maioria de suas pinturas retrata as figuras de negros velhos, escravizados, cenas de trabalho, belas negras, dentre outras gravuras. Foi agraciado com o diploma de Cidadão de Maceió, do Ordem de Mérito dos Palmares, diploma da Escola de Belas Artes, Comenda Desembargador Mário de Gusmão.

 

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Meu pai, Seu Antonio, morreu ouvindo as melodias de Luiz.

 

O ano era 2002, mês de fevereiro e o domingo  espalhava um tempo azul,  cheio de  sol na praia de Guaxuma, litoral norte de Maceió,AL.

 O projeto Som Verão, promovido pela Secretaria Estadual da Cultura fazia, em Guaxuma, o show de encerramento do Projeto,  tendo como estrela convidada, o  cantor e compositor Luiz Melodia.

 Nesse domingo meu pai  pediu para ir a praia e insistiu muito para  que todos se fizessem presentes.

E lá se foi a família Barros  à praia ouvir Luiz e suas melodias.

Estava lá, Seu Antonio,  a mamãe, minhas irmãs e irmão, sobrinhos, netos e etc. Na época minha filha tinha 5 anos.

Nesse dia meu pai iria morrer, pressentimento ou não, ele  queria  o agasalho-essência da família em seu último dia de consciência no plano terreno.

Estávamos tod@s lá ao lado do meu pai para assistir o show do Luís Melodia, na praia de Guaxuma.

Ao lado de Zeca Pagodinho, Martinho da Vila meu pai, o Seu Antonio, o mestre funileiro  nutria simpatias pela música de Luiz.

 Meu pai morreu no show de Melodia e isso ficou marcante em minha memória de filha.

Hoje Luiz morreu e espero que lá nas bandas da outra dimensão eles possam se encontrar e tecerem uma boa prosa.

Meu pai morreu no verão de 2002, aos 72 anos

Melodia foi agora, em pleno inverno.

Descanse em paz, negro gato!

 

 

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Ambos moram na mesma periferia marcada pela arrogância tirana da pobreza.

A menina preta tinha 12 anos quando iniciou o namoro com o menino preto,  de 15 anos.

Ambos moram na mesma periferia marcada pela arrogância tirana da pobreza, dessas gentes expatriadas.

A periferia fica na grande Maceió, em Alagoas.

A menina aos 12 anos, descolarizada, hormônios em ebulição  foi namorar o menino, desestudado. 

Aos 12 anos e alguns meses a menina dormiu com o menino, e  nove meses depois, quando completou 13 anos, pariu.

Gravidez de alto risco- diziam os médicos.

Maternidade superlativa em ocasos.

Na hora de parir, a menina sofreu feito gente grande e  suplicou aos céus, piedade.

O médico, impassível jogou no colo da menina:- Não achou bom fazer, agora agüente!

A menina preta sentiu a dor duas vezes.

O pai de 15 anos se negou a segurar a criança nos braços, alegou que  tinha medo de quebrar o bebe.

Havia lágrimas nos olhos assustados do menino-pai, solitário em seu medo enorme dessa responsabilidade não planejada, dessa súbita maturidade.

 Pensava por longos silêncios, intercalados por suspiros de assombro.

Bem feito- diziam alguns- Por que não se preveniu?

A avó- mãe  da menina- toma remédios controlados e não sabe ainda como replanejar a vida doméstica, a partir dos descontroles juvenis.

O Programa  Farmácia Popular foi extinta pelo Governo Federal

E mais uma família preta se forma nas terras das Alagoas de Palmares, moldada a partir da opressão da pobreza que deslocalizam passos para  labirintos escuros.

The End?

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Como protagonistas mulheres encarceradas, em Alagoas, ressignificam o, 25 de julho, Dia Nacional da Mulher Negra.

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Elas são quase todas naturais de Alagoas, a terra preta da guerreira  Aqualtune, primeira grande comandante do Quilombo dos Palmares.

Elas também vêm de outros estados, além de Palmares. São baianas, cearenses...

 O presídio Santa Luzia, em Maceió, Alagoas tem entre suas grades um grande percentual de mulheres pretas. Em torno de 89%. É um espaço negro, em permanente movimento.

Muitas delas analfabetas. Muitas delas saídas de espaços vulneráveis e agora viajando pelas entranhas das consequencias do  crime,  dor e da culpa.

O Encontro, que aconteceu dia 25 de jullho, denominado  “Conversa de Bastidores”, idealizado  pelo Instituto Raízes de Áfricas, com o apoio institucional da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social,  surgiu como uma das demandas propostas pelas presas, durante a 1ª Conferência Livre da Saúde das Mulheres Encarceradas e a Conferência Livre de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, ação inédita do gênero no país, ocorrida dia 21 de junho, no Presídio Santa Luzia, em Maceió,AL.

A ação do Conversas  foi gestada como diálogo direto com as mulheres privadas de liberdade .

Um diálogo que ao mesmo tempo em que impulsiona a  auto-reflexão  serve de acolhimento , afirmação de identidades em conflito e reafirmação  dos espaços de direitos das mulheres encarceradas..

- Um alento. Um suspiro- como definiu uma das mulheres.

O “Conversa de Bastidores” foi pensado para que as mulheres assumissem o protagonismo, e assim foi.

Duas encarceradas desempenharam com desenvoltura o papel de mestras de cerimônia, três sentaram à mesa de abertura e outras 15 outras apresentaram um jogral, com o poema “Retalhos de Palavras”. Poema esse escrito a muitas mãos. Por elas.

O “Conversa de Bastidores” gerou  um enorme contingente de possibilidades de transformação.

Na  Oficina de Escrevinhação: “Carta para a Mulher que existe em Mim”, coordenada por Carla Perdigão e participação de José Augusto, Stephany Mayara e Willames,  muitas mulheres se definiram a partir da  fé e da resistência de continuar caminhando com foco na mudança para  outras vidas:- "Eu sou uma mulher renovada, cheia de sonhos para poder viver. Quero  poder voar, não tenho mais pensamentos inúteis e nada mais me enfraquece. Antes eu era uma “inocente”. Queria viver contos de fadas, mas, depois disso que estou vivendo...Eu não quero só minha liberdade de corpo. Quero ser livre, principalmente, na   minha da mente.”

Sobre o Dia Nacional da Mulher Negra.

O Brasil celebra, nesta segunda-feira (25), o Dia Nacional da Mulher Negra. A data foi instituída pela Lei nº 12.987/2014, inspirada no Dia da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha, criado, em julho de 1992, como um marco internacional da luta e resistência da mulher negra no mundo. Essa data também é o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola que viveu no atual Estado de Mato Grosso durante o século XVIII.

 

 

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Segunda-feira,31/07, às 17 horas, no Tribunal de Justiça do RJ tem Ato pela Liberdade de Rafael Braga. Vamos?!

No domingo, 30/07,  estávamos tod@s, pret@s politizad@s, em Copacabana, na III Marcha das Mulheres Pretas.
Hoje, na segunda-feira, 31/07 no Tribunal de Justiça, do Rio de Janeiro, é dia de abraçar e partilhar da luta/dor da irmã preta, Adriana Braga, mãe de Rafael Braga.
O ATO PELA LIBERDADE DE RAFAEL BRAGA é uma forma de resistência.
Resistir ao Judiciário racista que condena um jovem preto, ex-morador de rua, sem provas e liberta jovens brancos, da elite, comprovadamente culpados.
Rafael Braga, o único preso político das manifestações de 2013, por portar uma garrafa de Pinho Sol, deverá ser julgado na terça-feira, 01/08.
O julgamento do pedido de Habeas Corpus foi feito pela defesa do Rafael Braga. E para fortalecer a unidade de luta,  a Campanha Pela Liberdade de Rafael Braga  convoca todas as pessoas e coletivos apoiadores da Campanha para nesta, segunda-feira, às 17 horas,pressionar o judiciário e pedir a libertação do Rafael.
A hora deve ser agora.
Tod@s ao Tribunal.
#2013-não-terminou-pela-liberdade-de Rafael-Braga.

Serviço:
O que: Ato pela Liberdade de Rafael Braga
Quando: Segunda-feira, 31/07, 15 horas
Onde: No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

 

Fonte: https://www.facebook.com/liberdaderafaelbragavieira/photos/a.1547187762176072.1073741829.1469106926650823/2028427294052114/?type=3&theater

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Não existe racismo no Rio de Janeiro, afirma o simpático Antonio, na III Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana.

É domingo, 30 de julho, e estamos na III Marcha das Mulheres Negras, em Copacabana, no Rio de Janeiro, como parte da viagem missão, da delegação de Alagoas,com o  objetivo de  vivenciar "in loco"  experiência da reconhecimento da rota,territórios, resistência e as invenções/transformações realizadas  graças  a intervenção e trabalho de ativistas e pesquisador@s.
Há um sol escaldante ( apesar do termômetro indicar, só,  25º graus) e uma multidão de pret@s ocupa espaços, demarca terreno, no  bairro, dito nobre.
Estávamos por ali, observando e matutando sobre os territórios urbanos e o padrão das suas gentes,quando o cabra se aproxima, cordato, simpático, com um enorme sorriso de amistosidade nos lábios.
O cabra se aproxima e faz a intervenção:- Que caminhada é essa? É contra o Crivella?
-Não, respondo. É contra o racismo, machismo e opressão que sofrem as mulheres negras, no Brasil.  
E o cabra, olha para mim, meio que surpreso e exclama, incomodado:- Mas,não existe racismo, no Rio de Janeiro!
Pergunto-lhe de qual sua região de morada no Rio. E me afirma ser de tal região. E Luciana Mello, da Incubadora Afro Brasileira, ao meu lado, que conhece o Rio, afirma ser uma das regiões mais abastadas  e elitizada.
Ficamos conversando com Antonio buscando embaralhar  as certezas dele, mas,o mundo do simpático Antonio tem argumentações fundamentadas em cartilhas próprias, e é muito dificil descontruí-las.
Perguntei se podia tirar um foto dele e prontamente fez a pose.
E  após mais uns tantos de palavras, foi-se, embora o simpático Antonio, mastigando entre os dentes:
-Se, ainda fosse contra o Crivella, mas,não é.  Não exIste racismo no Rio de Janeiro!

E o tal do racismo amigável, como nos fala o carioca Marcos Romão.
Tirei a foto, mas, não vou postá-la. Por quê?

Depoois te conto.

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