Em reunião com o deputado federal, Ronaldo Lessa, Instituto Raízes de Áfricas, discute a implementação de políticas antirracistas.

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A convite do deputado federal, Ronaldo Lessa, a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas participou de reunião, tendo como pauta a discussão sobre os marcos legais antiracistas e a  implementação e das principais políticas de recorte racial nas diversas áreas sociais.

A reunião aconteceu  na terça-feira, 10/01.

A coordenadora fez menção ao período quando  Ronaldo Lessa  exerceu o cargo de chefe do executivo do estado de Alagoas, e a admissão, pelo governo da época, de um conjunto de políticas que visavam reduzir as desigualdades raciais.

Segundo, Arísia Barros, "as ações pactuadas junto  ao poder público são fundamentais para a diminuição do racismo", e acrescenta: “É inconcebível discutir desenvolvimento sustentável  sem agregar nessa sustentabilidade  as diferenças contidas nesse mesmo povo.”

O genocídio da juventude negra foi uma das pautas que mereceu maior atenção  na conversa.

O diálogo  com Lessa trouxe a tona a  trajetória do então deputado pelo PDT, Abdias Nascimento – primeiro representante efetivo da causa afrodescendente na Câmara dos Deputados, filiado ao PDT,  e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras, cujas cinzas foram depositadas na Serra da Barriga, tendo o então Projeto Raízes de Áfricas como um dos coordenadores nacional da ação.

O parlamentar se colocou a disposição para discutir a criação de espaços e estratégias, como instrumentos de ampliação do diálogo, com o governo e a  sociedade.

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Vitima de bullying online ela se matou aos 14 anos.

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Ammy "Dolly" Everett tinha 14 anos, e era ícone  desde os 8 anos de um dos símbolos mais conhecidos na Austrália: o chapéu de pele de coelho com abas largas, normalmente associado à vida no campo.

Pressionada por repetidos atos de violência física e psicológica a menina não suportou e atentou contra própria vida. Aos 14 anos, Ammy se matou, no dia 3 de janeiro deste ano.

Tick Everett, pai da menina, postou um texto nas redes sociais, pedindo  mais atenção aos danos causados pela violência do bullying.“Se nós pudermos ajudar outras vidas preciosas de serem perdidas e aliviar o sofrimento de muitos, então a vida de Doll não será desperdiçada".

Para ele  o suicídio de sua filha foi uma forma dela  "escapar do mal desse mundo".Infelizmente, ela nunca saberá sobre a grande dor e o vazio que ficou para trás”, escreveu o pai. 

A família divulgou um comunicado à imprensa dizendo que Dolly era "a alma mais gentil, atenciosa e bela". "Ela estava sempre cuidando de animais, crianças pequenas e de outras crianças menos afortunadas na escola".A família ainda criou um vídeo com uma campanha para acabar com o bullying contra crianças. (ANSA).

Precisamos conversar sobre suicídios.

Fonte: https://estilo.uol.com.br/gravidez-e-filhos/noticias/bbc/2018/01/10/suicidio-de-garota-propaganda-mirim-apos-bullying-choca-australia.htm

 

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Recy Taylor, a mulher negra estuprada por seis homens brancos que nunca foram condenados.

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Na tarde de 3 de setembro de 1944, Recy Taylor saiu da igreja. Como num outro dia qualquer. “Era a que mais se divertia de nós”, recorda diante da câmera o seu irmão, Robert Corbitt. Já anoitecia, então Taylor, junto com um amigo e seu filho, começou a voltar para casa. Tinha 24 anos, a idade em que sua vida foi destruída. Porque, de repente, um carro se aproximou dos três. Levava sete sujeitos, todos armados, todos brancos. Taylor, por sua vez, era negra. O que deveu parecer aos ocupantes do veículo um motivo suficiente para ameaçá-la e obrigá-la a subir. Levaram-na para um bosque próximo, despiram-na, e seis deles a estupraram. Ela, enquanto isso, chorava: “Tenho que ir para casa a ver o meu bebê”. Quando finalmente conseguiu sair dali, contou tudo ao seu marido. O ataque, as pistolas, como estavam vestidos. Podia ser o primeiro passo para a justiça. Entretanto, só seis anos atrás Taylor receberia algo semelhante a uma reparação: em 2011, o Estado do Alabama lhe pediu desculpas por “falhar na punição aos seus agressores”. O que ocorreu até então? É o que conta o documentário The Rape of Recy Taylor (O Estupro de Recy Taylor), de Nancy Buirsky, revelado na seção Horizontes do Festival de Veneza, em setembro de 2017 (quando este texto foi originalmente publicado). O caso de Recy Taylor inspirou o discurso comovente de Oprah Winfrey no Globo de Ouro 2018, que lembrou sua luta por justiça ao ser homenageada.

Com imagens de arquivo e entrevistas com vários protagonistas, o filme narra uma história que reúne policiais mentirosos, racismo, os primórdios das lutas dos negros por seus direitos e o drama de uma família inteira. “Não nos viam como seres humanos, e sim como animais. E alguns ainda acreditam nisso”, diz no documentário um dos netos de Taylor. As recentes manifestações supremacistas em Charlottesville parecem reforçar seu argumento.

O fato é que os agentes foram rapidamente informados sobre o estupro. Identificaram o carro e seu motorista, Hugo Wilson. E este delatou seus seis companheiros. Mas a investigação terminou com uma multa de 250 dólares para Wilson. E ponto. Por isso a comunidade negra local recorreu à Associação Nacional pelos Avanços da Gente de Cor (NAACP). Esta mobilizou a própria Rosa Parks, a ativista negra que 10 anos depois mudaria a história ao se recusar a ceder seu assento de ônibus a um branco.

Com ela, e com uma das maiores mobilizações de associações e da imprensa negra até então, a denúncia chegou a um tribunal. Mas em 4 de outubro de 1944 um júri de homens brancos levou cinco minutos para decidir que não havia base para um processo. Nenhum dos supostos implicados tinha sido chamado a depor; nunca houve qualquer acareação. Um ano depois, porém, seria até pior.

De nada serviram as campanhas dos coletivos negros, seus artigos de denúncia ou que um dos agressores, Joe Culpepper, tenha confessado tudo durante a investigação que o governador do Alabama se viu obrigado a realizar por causa da pressão social. Outros quatro implicados, como se escuta no filme, confirmaram ter feito sexo com Taylor naquela noite, embora dissessem que era “só uma prostituta” e que teria se mostrado de acordo. Mas, quando o promotor pediu a abertura de um processo penal, um júri, novamente composto apenas por brancos, concluiu que não havia indícios suficientes. “Não acredito que os fatos tenham tido qualquer influência. A cor da pele foi tudo”, afirma o atual procurador-geral do Alabama no filme.

“O caso de Recy Taylor foi um ponto de inflexão na histórica cadeia de abusos contra mulheres negras, da escravidão até hoje. Ela falou, e motivou outras a falarem. E as organizações surgidas do seu caso talvez tenham acendido o pavio do começo do movimento pelos direitos civis”, diz Buirsky, a diretora do filme, por email. Além de alterar o destino do seu país, Taylor modificou também o seu: insultada e ameaçada nas ruas, cansada de viver com medo, se mudou para a Flórida.

“Como alguém poderia não se comover com a coragem de Recy Taylor? Ela fala quando pouquíssimas mulheres falariam. Torna-se uma heroína a contragosto”, prossegue Buirsky, explicando o que a motivou a fazer o filme. Depois de descobrir o episódio em At the Dark End of the Street (No fim escuro da rua), um livro de Danielle McGuire, a cineasta viajou às pressas para Abbeville, o povoado natal de Taylor, decidida a contar sua história. A mulher tinha 96 anos na época. “Poderíamos não ter muitas oportunidades de gravar seu relato pessoal”, acrescenta a cineasta.

Ao receber o prêmio Cecil B. De Mille pelo conjunto da carreira na 75ª edição do Globo de Ouro, em 7 de janeiro de 2018, a apresentadora norte-americana Oprah Winfrey escolheu Recy Taylor como símbolo da urgência da luta contra o racismo e a violência contra mulheres. "Recy Taylor morreu há dez dias, perto de seu aniversário de 98 anos. Como todos nós, ela viveu anos demais em uma cultura quebrada por homens brutalmente poderosos. E por tempo demais as mulheres não foram ouvidas ou não se acreditou nelas quando ousaram falar sua verdade contra o poder destes homens. Mas o tempo deles acabou. O tempo deles acabou. O tempo deles acabou", discursou, sob aplausos. Recy Taylor morreu em 28 de dezembro de 2017.

Taylor, uma vez mais, falou, como já havia falado na noite do estupro. Mas agora para uma câmera. “Ela quer que as pessoas saibam o que lhe aconteceu, e acredita que tem que dizer a verdade”, escreve Buirsky. E acrescenta: “Fico impressionada com a sua coragem perante a injustiça. Ela nunca perdeu a fé. Nunca se envergonhou. Sabia que o que lhe fizeram foi errado”. Os tribunais, por sua vez, não deixaram isso tão claro. Mas o caso dela, e agora o filme, ficam como lição para a história. Por isso, o documentário termina com uma dedicatória “às incontáveis mulheres cuja voz não foi ouvida”. Como a própria Recy Taylor, a quem as primeiras desculpas chegaram com 67 anos de atraso.

Fonte: https://brasil.elpais.com/…/…/cultura/1503335815_821547.html

 

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A prisão foi uma das maiores injustiças que vivi. Vi como nós pobres e negros somos tão vulneráveis.

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Luiz Roberto Lima, fotojornalista e  ativista escreve do Brooklyn, New York, Estados Unidos e o blog reproduz:


"Se eu soubesse que todas as mazelas que eu passei, me transformaria na pessoa que eu sou hoje, teria aproveitado mais cada lição que a vida queria me ensinar. 
As ruas me ensinou a me virar sem criar expectativas em relação à nada. 
As coisas podem dar certo ou erradas, mas você tem que descobrir sozinho.
Não ter meus pais me fez desenvolver um amor maior pelas pessoas, que ultrapassa a relação cosanguenia, onde qualquer pessoa pode ser parte da sua família.
O orfanato foi um lugar necessário, mas nunca mais deve existir, toda criança precisa de um núcleo famíliar, mesmo temporário.
O abuso sexual me ensinou que não existe nada, exatamente nada, que não possa ser superado, por mais horrenda que for. 
Você é capaz de prosseguir.
O racismo foi a pior parte, me fez descobrir o homem que eu podia ser, não o que as pessoas esperavam que eu fosse. 
Com isso, compreendi que eu podia e estaria em qualquer lugar que o meu coração quisesse e não o que a sociedade determinasse o que era para mim.
A prisão foi uma das maiores injustiças que vivi. Vi como nós pobres e negros somos tão vulneráveis. Que a fé pública de um policial corrupto guiando uma vítima no calor da emoção pode destruir a vida de um inocente. 
Os 3 meses ali custaram 15 anos da minha vida, esse foi o tempo em que não tive um documento sequer. 
Não existia nas estatísticas, vivia como um clandestino dentro do próprio país. 
Porque quando você tem uma "passagem" mesmo inocente a chance de te jogarem lá aumenta exatamente em 1.000%.
Você pode ficar preso mesmo do lado de fora, foi o que aconteceu comigo. 
Levaram 15 anos de mim, mas aprendi a multiplicar o meu tempo.
Sempre tive muita urgência com tudo, sabia que não teria uma segunda chance.
Assim como fiz todo o Supletivo do ensino fundamental ao médio em 3 meses e entrei numa universidade pública, assim foi com tudo. 
Tudo tinha que ser muito intenso.
Se fosse para amar uma mulher, seria da melhor maneira. Se fosse para ser um fotojornalista, eu teria que atravessar portas e estar em lugares que não foram feitos para nós.
Se fosse para fazer amigos que fosse para a vida.
Isso me ensinou a viver cada dia como o dia da minha vida e tem dado certo.
Se fosse para ter um lar eu teria inúmeros para poder votar quando quisesse.
O que quero dizer com tudo isso é que você pode ser quem você quiser.
A vida é fantástica, mesmo que te arranquem tudo, se você ainda pode respirar, você pode definir para qual direção ir.
Só você poderá definir o que será eterno em você.

2018 é seu tempo ❤️"
 

Fonte: https://www.facebook.com/luiz.robertolima.3

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As tranças do Salão da Manu tecem fio a fio uma rede do empoderamento de pretas.

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A Emanuely Vital, a Manu, aos 27 anos  é um mulherão desse tamanho todo, como ela mesma diz. De uma simpatia a flor da pele e sorrisos com essência de acolhimento.

O salão que leva o nome da dona é um misto de uma rede entrelaçadas de boas conversas e profissionalismo a todo vapor.

Manu conta que sempre gostou de fazer tranças e depois de se especializar, fez disso uma profissão. Junto com a irmã , a Edislany Vital, a Laninha , de 23 anos, abriu o salão em um  quarto da casa, depois que os clientes começaram a se avolumar , investiu na construção de um anexo para melhor recepcionar a clientela.

Hoje as meninas tem um empreendimento afro de sucesso.

“Aqui também é um espaço de resistência. Nosso público é quase todo de gente que quer assumir  seus fios da raiz identitária até as pontas do cabelo, e para nós isso é muito bom- diz Laninha.

Foi Carla Perdigão quem me passou o contato da Manu e fui lá trabalhar minha auto-estima, através da técnica do aplique de cabelos. O processo é demorado ( umas quatro horas)  e o puxa, repuxa de fazer as tranças  produzem incômodos inquietantes, mas, o resultado final vale muito a pena.

 A equipe do Salão faz diversos tipos de penteados afros, desde os simples aos elaborados, dependendo do modelo que você escolher. 

O que dá personalidade ao Salão da Malu é a cumplicidade amorosa que existe entre a equipe. As meninas empregam duas pessoas.

Aline é  uma das funcionárias afirma que trabalhar no Salão de Manu é uma honra, porque são muito poucos os espaços afros, em Maceió, ao mesmo tempo, diariamente tem aulas de valorização negra.

O outro funcionário é o Anderson que acredita que cada pessoa precisa trabalhar as especificidades de sua beleza e o salão é uma opção maravilhosa- diz

O Salão da Manu é uma referência do mercado e você precisa conhecer.

Interessad@ em  conhecer o Salão da Manu?

Passa  um zap pra ela 82 98861-5158

 

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PMDB Afro lança nota de repúdio à possível filiação da Ministra Luislinda Valois ao partido.

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Em reunião realizada hoje  (18), a Executiva Nacional  e os Núcleos dos Estados do PMDB Afro elaboraram uma nota de repúdio contra  a possível filiação de Luislinda Valois ao partido.

 Luislinda Valois se desfilou do PSDB, quinta-feira (14) tentando para permanecer a frente da pasta de Direitos Humanos ,no governo Temer.

A nota foi elaborada em reunião realizada, no Plenário 1  Anexo 03 , da Câmara dos Deputados.

*Com informações de Brasília

 

 

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PMDB Afro indica Maria da Penha de Souza Menezes como nova ministra dos Direitos Humanos.

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Em reunião que está sendo realizada, no Plenário 1  Anexo 03 , da Câmara dos Deputados,  nesta segunda-feira (18), em Brasília,a Executiva Nacional do PMDB Afro  oficializa o nome de Maria da Penha de Souza Menezes  , como substituta da atual ministra, Luislinda Valois, sem partido.

O nome de Penha foi aclamado pela Executiva Nacional, com adesão dos estados, inclusive Alagoas.

Atualmente, Maria da Penha ocupa o cargo de Secretaria Municipal de Saúde Pública (Semusp) , em Cocal, Rondonia.

 As 16h, o presidente do partido Senador Romero Jucá oficializa, a  indicação , que vem sendo tratada com o presidente Michel Temer.

 

* Com informações de Brasília

 

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Ligia tinha 26 anos e se jogou do alto de um prédio.

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Ligia tinha 26 anos e se jogou do alto de um prédio.

Faz três dias.

Ligia era médica recém formada e  aprendeu na cartilha de  Hipocrates a zelar pelas vidas, mas, Ligia tirou a própria vida.

Dra. Ligia era muito jovem e tinha uma vida inteira pela frente.

Planos, caminhos, possibilidades, mas, Ligia se matou.

Amigos afirmam que Ligia sofria de depressão e estava em tratamento médico.

Ligia só tinha 26 anos e se matou.

Quais seriam as dores da Dra. Lígia?

A depressão e o suicídio são problemas letais de saúde pública e devem se tratados, bem mais além do que o setembro amarelo.

Por que será que Ligia se matou, aos 26 anos?

Precisamos falar sobre suicídios.

 

Fonte: http://www.oclicdanoticia.com.br/2017/12/tragico-jovem-medica-comete-suicidio.html

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Na véspera da parada LGBTI, Sophia Braz, mulher trans e preta, é vitima de homofobia.

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Sophia Braz, vice presidenta do Conselho de Saúde do município de Coruripe, AL, foi vítima de homofobia neste sábado  (16).

O caso aconteceu em uma barraca da orla, bairro de Jatiuca, em Maceió, AL.

Com gritos  de “saia daqui”, “aqui não é o seu lugar”, “viado”,  entre outras  expressões chulas, a conselheira d foi   insultada, por uma cidadã,.

 A agressão  surgiu no momento que, ao passar  pela mesa onde estava a agressora, Sophia  foi elogiada por alguns componentes , fato que irritou a cidadã, como também a utilização do banheiro feminino pela mulher trans.

Para registrar a ocorrência de agressão, Sophia Braz  utilizou o celular, que foi arrancado de suas mãos pela cidadã, que encontrava-se visivelmente transtornada.

A  agressora estava tão possessa que precisou ser  contida pelos ocupantes da mesa.

Abalada, Sophia  fala de constrangimento, preconceito e homofobia: "Eu me senti humilhada, tolhida. Bateu insegurança. As pessoas acham que tem o poder de violar nossos direitos. O ódio na expressão daquela moça foi terrível.  Estou em choque.

Infelizmente esta é a realidade  de violência  para quem foge dos padrões sociais,como a  população trans. Falta respeito, sobra violência.

Mas, é claro que não podemos baixar a cabeça.Precisamos juntar forças nessa luta contra a homofobia e fazer valer as políticas públicas que garantam o direito de toda pessoa de ir  e vir. Precisamos juntar forças nessa luta contra esse conservadorismo que quer nos matar".finalizou

Sophia Braz, que é blogueira do CadaMinuto , Eu,Mulher Trans,  está em Maceió para participar da 16ª Parada do Orgulho LGBTI+ de Maceió/AL, que acontece neste domingo, a partir das 14 horas.

Procurado, para falar sobre o ocorrido, o  responsável pela barraca não quis não quis se pronunciar.

 

 

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Há um genocídio em curso, negligenciado e consentido da juventude preta, nas terras de Zumbi. Para o seu Governo vidas pretas importam, Excelência Renan Filho?

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O blog  raizes da africa vai repetir o que muitos órgãos da imprensa já noticiaram:

Em Alagoas, um jovem negro tem quase 13 vezes mais chances de morrer assassinado do que um jovem branco.

 A informação é do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017 (IVJ 2017), elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 O índice divulgado nesta segunda-feira (11/12) nos fala  de uma população segregada. Corpos feito  números. Meras estatísticas. Expõe a letalidade juvenil de pret@s.

A pesquisa nos alerta  que  morrem mais pret@s do que branc@s, na terra de Zumbi. Então dá para constatar, cientificamente, que existe algo fora de ordem.

A  violência contra a juventude preta das Alagoas já explode em números alarmantes. É como um processo de desfiguramento de mais da metade da nossa população.

Os discursos de paz perdem seus significados, quando essa paz é seletiva, Excelência.

É preciso sair do lugar de conforto.

Há um genocídio em curso, negligenciado e consentido da juventude preta, nas terras de Zumbi.

Nós, do Instituto Raízes de Áfricas sugerimos a Vossa Excelência a criação de uma Mesa Preta Especial de Negociação, visando  estabelecer um fórum  entre as representações da sociedade civil, conhecedoras e atuantes na questão e o Governo, tendo como objetivo a execução de um Planejamento Estratégico para que  mais muitas vidas sejam poupadas.

Ações além da Segurança Pública.

Precisamos falar sobre a efetivação real de políticas públicas especificas para o povo preto, como Política de Estado, na busca da equidade, entre as gentes. E a busca da equidade pede o olhar estatal às desigualdades raciais.

Precisamos dialogar, sobretudo sobre Racismo Institucional.

Para o seu Governo Vidas Pretas  importam, Excelência?

 

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