Na sala de aula Jesus recebeu o apelido de Zumbi

Jovem de classe média alta, Lauro tem cerca de 20 anos e recentemente ganhou do pai, empresário bem sucedido uma Hilux. Eufórico com o presente Lauro combina de estrear o carro com a turma de amigos. E por “pura falta de sorte”, na primeiríssima saída de estréia com o carro novo surge a abordagem por uma dupla de agentes da lei que ‘desconfiados’ do “elemento” que dirigia um carro tão caro, parou-o, pediu todos os documentos e não contente “exigiu” o certificado de compra.
Será que o cabelo Black Power do negro Lauro estabeleceu um pré-julgamento dos agentes da Lei?
Jesus é menino esperto, com a vivacidade e inteligência das crianças de 05 anos. Na sala de aula Jesus recebeu o apelido de Zumbi porque para meninos e meninas da turma negro tem a aparência de Zumbi e não de Jesus e ponto final.
Hora de escolhas na escola. Quem fará o papel de anjo na peça teatral? Leandro de sete anos levanta a mãozinha: Tia eu quero! Os outros meninos riem do desejo de Leandro. Ele não pode ser anjo. Ele é negro e pra escola não existe anjos negros.
Especialistas são unânimes em afirmar que é a partir da educação que restabelecermos as regras e normas sociais, conceitos e preconceitos.
Uma educação focada no princípio da igualdade, de modo que enxergamos o respeito às diferenças como a ação ampla do fazer educação, com auto-estima, cidadania e consciência racial
Será que precisamos mesmo da Lei Federal nº 10.639/03 e Lei Estadual nº 6.814/07 para trabalhar a positividade do elemento negro na história das escolas brasileiras e alagoanas?
O Brasil foi o ultimo país do mundo a libertar homens e mulheres escravizadas, não por solidariedade humana, mas por força da economia do país, que era sustentada pela escravidão.
A historiografia contemporânea assinalada nos espaços estruturais do estado é aquela que busca preservar o “esquecimento”. Aquela que vira às costas as ações afirmativas e a reapropriação das identidades étnicas. Enquanto o estado não assumir as políticas públicas de enfrentamento ao racismo, seja a lei de cotas, da implementação da Lei nº 10.639/03, com a especificidade da Lei Estadual nº. 6.814/07 sairemos do período colonial. Dificilmente teremos uma democracia plena .
O país tem, estruturalmente no presente, um saldo histórico com o passado escravocrata. Há mais de trezentos anos o Estado brasileiro está com suas contas no vermelho, um déficit humanitário com um povo que trouxe para a colônia “um conhecimento produtivo que é fundamentalmente africano, nas áreas de mineração, produção de ferro, agricultura produção de açúcar,manufaturas,tecelagem,construção. O mesmo se dá nos campos da política,se considerarmos que os quilombos foram a forma mais sistemática da produção de contestação do Estado escravagista” (Júnior, Cunha Henrique).
Ao estabelecermos conexões da abolição com outras situações, como a imigração, o que é que verificamos? . O Brasil concedeu terras e incentivos fiscais para os imigrantes europeus. O que foi, então, fornecido aos negros libertos? Quanto por exemplo, o Estado gastou com os negros? Nada. E quanto gastou com os imigrantes europeus? Muito.
Recentemente presenciamos no noticiário alagoano a chegada do príncipe Dom João Orleans e Bragança a Alagoas com a missão de lançar junto ao governo do estado a “Rota do Imperador” em homenagem aos 150 anos da passagem de Dom Pedro II, por Alagoas.
O príncipe conseguiu agregar inúmeras autoridades alagoanas ao seu projeto turístico: juízes, políticos, parlamentares, governantes, historiadores.
A idéia é planejar e fortalecer o turismo histórico, de forma sustentável.
O território alagoano possui faz muito o templo da resistência, patrimônio Histórico, Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico e um dos grandes patrimônios da Humanidade chamado Serra da Barriga e poucos, muitos poucos conhecem essa realidade. E plantado na Serra da Barriga está o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, o primeiro complexo arquitetônico de inspiração africana de todas as Américas e o único parque temático cultural afro-brasileiro do país. Um espaço já criado e pronto para desenvolvimento do turismo sustentável. Carece só interesse e visão política para estabelecer uma rota nessa oblíqua travessia de interlocução da matriz européia com a matriz africana.
Marina chegou da creche tristonha e confessou entre soluços para a mãe que as amiguinhas não querem brincar com ela. Afirmaram que ela tem a cor de gente ruim, e Marina não quer mais voltar à creche.
Será que a cor no Brasil não cerceia espaços de oportunidade para os herdeiros e herdeiras das geografias, corpos, feições,trejeitos das áfricas em território brasileiro?
Como é mesmo aquela conversa de que queremos racializar o Brasil ou dividir o país em brancos e negros. O que será que conta nossa história?
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Está na hora deste país encarar uma verdade disfarçada há quatro séculos: quem paga a principal conta da desigualdade neste país é a mulher negra, o homem negro, o idoso negro, o jovem negro, a criança negra.

A lei federal nº 10.639 sancionada em 09 de janeiro de 2003 e a Lei estadual nº6.814/07 surgiram como mediadoras na construção de um novo paradigma pedagógico-histórico. Tornou-se um elo de pertença social, possibilitou espaços para um povo descendente que busca a sua própria história dentro do romantismo da “riqueza da miscigenação brasileira”.
Um povo que “alforriado” agora enfrenta outros modelos de segregação; a do modelo econômico, domínio social e sistema político. Todos ancorados em princípios do colonizador, homem, branco, magro, cristão e heterossexual. O advento das leis significou a possibilidade de transformação real na estrutura curricular das escolas brasileiras. Significou o reconhecimento político da existência do Brasil etnicista, ao mesmo tempo em que legitimou as muitas geografias humanas em território brasileiro, revelou uma quebra de forças com a corrente nacionalista que busca a perpetuação da “nação” dominada por velhas ideologias colonizadoras. A lei para os puristas e “ingênuos sociais” representou um descarrilamento do político-ideológico. Rompeu a noção das classes dominantes. E essa mesma classe viciada aos 100% das cotas históricas sentiu-se violentada. As ações afirmativas quebram a lógica da ciência da dominação e expõem os limites da hierarquização do poder e parafraseando o presidente Luís Inácio Lula da Silva, o Lula em 2003 “Está na hora deste país encarar uma verdade disfarçada há quatro séculos: quem paga a principal conta da desigualdade neste país é a mulher negra, o homem negro, o idoso negro, o jovem negro, a criança negra. É difícil abandonar a própria consciência depois que ela se instala, porque ela cresce, invade cada célula do corpo, questiona cada certeza. Ativa a nossa mente com respostas cada vez mais claras, até que um dia irrompe e vem à luz. E o nosso olhar sobre o mundo nunca mais será o mesmo”.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

O nosso racismo silencioso promove um dálogo perfeito com o padrão eurocêntrico brasileiro.


O racismo é atemporal está sempre à frente das normas do humanismo, subestimando a capacidade social de debelá-lo. Como elemento anônimo circula livremente pelas realidades subterrâneas, os subúrbios dos silêncios sociais. É inventiva e carregada de inteligência a linguagem da discriminação racial brasileira que ao assumir as esferas do poder usurpa espaços, hierarquiza e estabelece o fenótipo “aceitável’ ao “miscigenado” povo. Por que nos é tão fácil esquecer que o Brasil é o segundo país mais negro do mundo?
O movimento da historiografia do Brasil, ainda, promove abordagens estereotipadas sobre a África e todo patrimônio coletivo de saberes incorporados ao cotidiano do país. Essas mesmas abordagens invadem os espaços pedagógicos transformando a construção histórica, social e cultural da etnia negra em leis e mais leis que o poder público simplesmente ignora.
A historiografia negra, ainda é uma micro história social e “o etnicismo educacional é a matriz do predomínio e privilégios. Sua face mais horrenda é perpetuar e negar às massas segregadas o acesso à educação, evitando que se preparem para disputar renda, saúde,moradia,trabalho,cidadania. Essa incapacitação estável forma a base da pirâmide social(...)”( Mir,Luís)
Acreditamos que é a soma e não a exclusão que torna os povos distintos. Desconstruir a história que se conta sobre a construção identitária da etnia negra é tarefa desafiadora.
Exige da escola e da sociedade um exercício diário a fim de revisar perspectivas, interpretações estereotipadas e racistas.
Precisamos de escolas especializadas em formar humanos com inúmeras aptidões desde a matemática a música. Desde o conhecimento da física a apreensão da química do respeito humano. Escolas que sejam instrumental ativo para iniciativas de construção de diálogos de consensos humanos, que promovam as oportunidades de debate, troca e aprendizado mútuo; aumentando o auto-conhecimento, o desenvolvimento pessoal e interpessoal da comunidade escolar. Escolas que alfabetizem tendo como foco a construção de humanos integrais, pois “um cidadão educado, ator político, sujeito do seu próprio destino exige (e luta) independência econômica pessoal e coletiva; se torna um trabalhador moderno, integrado numa economia industrial (...) (Mir; Luís)
Precisamos revisar a ambigüidade dos discursos que evidenciam o nosso racismo e a plena aceitação da não-ascensão do elemento negro. Quantas e quantas vezes não repetimos frases tipo: “Em hipótese alguma passo da minha hora na repartição, afinal não sou nenhum escravo”. De imediato nos remetemos a todos os conceitos estabelecidos no imaginário social sobre as “aptidões” do colonizador e do colonizado.
Permitimo-nos ter laços parentais com os colonizadores, mas em hipótese alguma estabelecemos fios condutores que reflitam a nossa condição de filhos da mãe África. Nossos discursos sociais são eivados de segmentação: estabelecemos a inserção social com um viés extremamente hierarquizado. E um dos maiores problemas é que achamos singular e normal que os não negros assumam os espaços de poder e o “normal” é o negro da subalternidade, na periferia da história.
A associação que fazemos da palavra escravo é com o elemento negro, portanto o nosso racismo silencioso promove um diálogo perfeito com o padrão eurocêntrico brasileiro. Homem, branco, heterossexual e católico. “E anuncia-se mais uma vez o duelo com o analfabetismo na nossa história. Educados basicamente, esses segregados devem ter acesso a tantos outros tipos de investimentos para ingressar no mercado de trabalho mais sofisticado. O custo de socializar, educar, abastecer com serviços, cultura e lazer, transferir renda e empregos para milhões de emancipados quebra a hegemonia de grupo e o monopólio da renda e do Estado.(...)
No Brasil, os proprietários de escravos queriam ser ressarcidos pela perda do seu capital (...) ( Mir, Luís)
Situações como essas tornam imprescindível o debate sobre as dimensões do racismo brasileiro e um redimensionamento das políticas públicas de reconhecimento, valorização e respeito ao povo negro, daí a extrema importância de se tratar do tema no universo das escolas brasileira, desde a educação infantil.


 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Uma Missa em Nome da Paz pelo respeito à liberdade de crenças e as diferenças humanas

Os jovens negros morrem duas vezes mais de homicídio do que os brancos. O índice de homicídio de 1995 para cá aumentou 46,3% e, atualmente, 54,4% dos assassinatos vitimam jovens pretos e pardos. Em comparação com a mulheres brancas, as negras são vítimas bem mais freqüentes de assassinato, doenças do fígado e complicação na gravidez. Mulheres e negros encontram mais dificuldade para ocupar postos de trabalho, sejam eles formais ou informais. Entre as crianças negras de 10 a 14 anos o analfabetismo chega a 5,5%. Para crianças brancas da mesma idade, esse número cai para 1,8%.
Dos homens com mais de 10 anos, 10,8% são analfabetos. O número de mulheres com a mesma idade e na mesma situação é 10,2%. Noventa por cento da população que pratica a religião afro-brasileira é analfabeta.
No estado de Alagoas 9,1 da população declarada branca tem acesso à educação e só a 1,8 da população negra é permitido esse acesso.A exclusão étnica gera a ausência de oportunidades; veste a capa da pobreza, empurrando essa população para os grotões da escassez das políticas públicas que, por sua vez, é geradora da pobreza marginal, rimando com miséria que grita pela violência ecoando na sociedade.Por ter um número crítico/extremado de desigualdade em relação à população negra, Alagoas em recente pesquisa foi designado, numa associação racista, como “A Pequena África”.
A miscigenação misturou as raças e esqueceu de dividir direitos e riquezas. No próximo dia 26, às 18 horas, na Catedral Metropolitana, o arcebispo de Maceió, Dom Antonio Muniz, celebra “Uma Missa em Nome da Paz pelo Respeito a Liberdade de Crenças e as Diferenças Humanas”. A Missa da Paz é um fórum permanente, no mês da Consciência Negra, para conscientizar e motivar campanhas pela valorização da vida humana em busca da paz.
Essa é a hora para que cada alagoano/alagoana participe na construção da voz coletiva para pôr fim à política isolacionista e tornar-se co-parceiro/protagonista na ação coletiva do fazer o social participativo e responsável. É preciso que investiguemos nossas possibilidades: em que posso contribuir. Não dá mais para ocultar nossos olhos sob as lentes da imparcialidade. Quando a nossa imparcialidade torna-se omissão a violência que eclode é reflexo.
Precisamos de muitas/muitos embaixadores da paz. Precisamos especialmente de você! Participe! Divulgue essa idéia, coloque-a em circulação e mobilize mais gente para investir na construção de uma rede de diferentes pessoas em nome da paz entre povos.
Precisamos da participação efetiva e eficaz dos ministérios público estadual/federal, das associações de bairro, dos sindicatos, dos organismos governamentais e não-governamentais, da iniciativa privada e tantos e muitos. A redução da desigualdade apresenta-se como prioridade para constituirmos uma sociedade democrática, livre, economicamente eficiente e socialmente justa, sem violência. Vamos lá. Mobilize!Participe!

Escrevi esse texto acima faz quase 365 dias, mas como no contexto social a violência não arrefeceu, o texto continua atual.

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Mestrandas da Bahia ministram oficina em Um Dia de Graça no Terreiro


Localizado em uma região inóspita cercada por carências estruturais gritantes para a sobrevivência humana, o Centro Afro Cultural Abaça de Oxum Panda, dirigido pela Yalorixá conhecida como Mãe Rosa é espaço de acolhimento e aprendizado espiritual para muitas pessoas que desafiam diariamente a dificuldade de acesso, por entre ruas intransitáveis e esgoto a céu aberto no Village Campestre II, bairro do Tabuleiro do Martins.
E foi nesse espaço que Mariluce Santana Vida e Luciana dos Santos Pita, mestrandas do Programa de pós-graduação em Educação e Contemporaneidade da Universidade Estadual da Bahia ministraram no dia 07 de novembro,das 11 às 14 horas a oficina temática Eu, Meus Pais e Meus Avós: uma reconquista da ancestralidade, tendo como objetivo promover entre os cerca de 35 participantes da comunidade local a construção de sua árvore genealógica (simbólica), bem como o reconhecimento de suas matrizes primordiais, tomando como referência o universo nagô.

A atividade que dá continuidade a programação do Novembro em Movimento, iniciado dia 06 de novembro com o II Colóquio Internacional Brasil x Áfricas Arte, Culturas/Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió-Alagoas abriu a 1ª edição do Projeto “Um Dia de Graça no Terreiro.
A ação do Projeto Raízes de Áfricas pretende constituir-se em um espaço de desmistificação, discussão e reflexão sobre as concepções sócio-culturais relacionadas aos espaços dos terreiros.
A proposta é mobilizar redes de pessoas e instituições visando à quebra dos paradigmas marginais que cerca o conhecimento compartilhado nos espaços dos terreiros.
Segundo Mãe Rosa, yalorixá responsável pelo Centro Afro: “a sociedade ainda não reconhece e acolhe a atividade social dos terreiros e o projeto Um Dia de Graça abre portas para se trabalhar a intolerância religiosa, cria pontes para que se perceba que nos terreiros existe a crença na universalidade do conhecimento,do amor fraterno, solidariedade e respeito ao próximo.
A Oficina: Eu, Meus Pais e Meus Avós foi uma experiência rica, emocional, conscientizadora e humanizadora que integrou o reconhecimento ancestral e a afirmação da identidade religiosa, partilhando e conferindo sentimentos de pertencimento, numa linguagem capaz de ser percebida,compreendida e vivida por todo o grupo, composto de 30 pessoas entre crianças, adolescentes da comunidade local.
O encerramento da atividade foi marcado pela graça das expressões artísticas das adolescentes, através de cantos e danças realizados com entusiasmo, palmas, saudações aos orixás e a diversidade humana. Mais informações estão disponíveis no link http://www.cadaminuto.com.br/ index.php/blog/blog-raizes-da-africa

Serviço:

O Quê? Projeto Um Dia de Graça no Terreiro
Quando: 07 de novembro de 2009
Onde: Centro Afro Cultural Abaça de Oxum Panda/Village Campestre II/Tabuleiro dos Martins.
Sujeitos de direito: participação da comunidade local
Promoção: Projeto Raízes de Áfricas/ONG Maria Mariá,, com o apoio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade/SECAD/MEC, vereadora Fátima Santiago, /Movimento pela Paz, Polícia Civil,Secretaria de Defesa Social,Corpo de Bombeiros,Secretaria de Estado da Paz.
Informações: (82)8815-5794/9444-7968

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

A intolerância da discriminação racial tira o fôlego do crescimento pessoal e social.

O sistema escravocrata e a pseudolibertação ajudaram a implodir a lógica do separatismo étnico atrelados a conceitos sociais forjados numa falsa propaganda ideológica da inferioridade africana, visando a depreciação étnico-nacional.
Dono de uma linguaguem muitíssimo particular o ideal do colonialismo brasileiro mantém um ambíguo e constante diálogo com a lógica contemporânea do apartheid étnico. Como reprodutora dos conceitos sociais, a escola brasileira traduz em seu currículo a segregação ao diferente e estreita os campos das oportunidades de ascensão estabelecendo caminhos para que ocorra uma carga maior de evasão, repetência da população negra.
O racismo brasileiro estabelece condições políticas, econômicas,culturais e sociais não equitativas, gerando com isso a imobilidade social dos ditos diferentes. Ser pobre é fator gerador de conflitos na convivência social e quando a essa característica soma a questão étnica, de gênero e sexual o seletivo funil social estreita-se e a desigualdade na atividade humana exacerba-se. A intolerância da discriminação racial impede a população negra de ter acesso a bens e serviços, tira o fôlego do crescimento pessoal e social.
É urgente que o estado alagoano consolide políticas criadas, dentre elas a implementação da Lei Federal nº 10.639/03 e Lei Estadual nº 6.814/07 que visam a valoração social e histórica dos direitos da população negra. É preciso investigar e combater a ausência de oportunidades e mobilidade para segmentos sociais que vivem situações de desigualdades histórico-sociais. A  criação de políticas diferenciadas é estratégia inteligente na busca da diminuição das manisfestações de racismo.
Também é necessário estabelecer políticas de orçamento específico para o desenvolvimento de pesquisas que investiguem os problemas vividos pela população negra, seja na educação, saúde e mercado de trabalho para conduzi-la a uma participação igualitária no seio da sociedade.
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Tia, por que dói tanto ser negro!?

O menino chega junto à tia e do alto de seus seis anos fala: Tia, não tem lápis - de cor-da-cor-da- minha- pele!
A turma de meninos e meninas se entrelaça em sorrisos grotescos das ressonâncias sociais apreendidas. Sendo a única criança negra de uma turma homogeneamente branca, de uma escola seletivamente particular, a criança sintetiza o colorido do diferencial, pois antes lápis-cor-da- pele simbolizava a analogia as crianças ditas brancas. Foi a tia quem ensinou e a criançada absorveu o ensaio pedagógico do poder étnico e suas representações. Afinal, conclui didaticamente a tia: porque trabalhar a temática negra se em nosso universo escolar não existem crianças negras? Não existia! E olhando para o menino que-não-tem-a-pele-da-cor-do-lápis-da-escola-hermeticamente hegemônica a tia ensaia um discurso carregado de sentidos sociais: Coitado, nós vamos cuidar do seu problema! O racismo é uma personagem mítica que domina o discurso pedagógico dando-lhe um viés ideológico
O grande problema no Brasil miscigênico é a inversão de valores impondo à vítima a condição de usurpadora de seus próprios direitos. A naturalização do racismo pode ser percebida em alguns discursos que tendem a diminuir a importância da discriminação racial no universo social.
O lápis-cor-de- rosa realça a ambigüidade das relações raciais que ilustram o pensamento do ideário coletivo. Nosso país mesmo sendo o 2º país mais negro do mundo assume um fenótipo eurocêntrico como aparência nacional. A criança negra ainda não se via racializada até ter o contato com os conceitos de cotas raciais ditados pela pedagogia da sua escola. A primeira experiência de vida escolar determinou seus conceitos da invisibilidade, da não existência. Tia não tem lápis da minha cor!?
Como trabalhar a auto-estima de uma criança dita diferente se a nossa escola estabelece privilégios simbólicos resultantes do possível mérito da criança não ser negra? Essa criança representa um caso atípico: ela não faz parte das ruas oblíquas e apertadas da extrema pobreza que agarra o povo negro, é filha de família tradicional, estuda em um colégio tradicional, entretanto isso não a livra de ser racializada na escola. Como é mesmo aquela velha máxima de que negro é excluído porque é pobre? Negro é excluído porque é negro e essa exclusão social aprofunda o fosso da pobreza.
Tornou-se natural para o pensamento dominante pensar a escola pela lógica escravocrata, branca, masculina e cristã e pegando carona no discurso da miscigenação, a construção da identidade negra no currículo escolar reside, sempre,na periferia da importância histórica. A história do guerreiro povo negro recusa condescendências! Mesmo estando em um colégio em que a educação é de extrema qualidade a criança negra sente refletida em sua auto-estima a desigualdade e o desconhecimento histórico que a escola brasileira criou, consolidou e vivencia em seu processo de desenvolvimento curricular.?Se não soubermos de onde viemos, dificilmente saberemos para onde iremos? , diz um provérbio africano. Nos planejamentos pedagógicos da tia da escola onde se ensina que cotas raciais são permitidas sim, quando isso não mexe com os privilégios históricos, simbólicos e materiais de ter nascido não- negro, urge pela construção de historinhas que conte contos universais, desde a torre de babel até a interlocução de vozes, culturas, de povos em contraposição à lógica hegemônica.Crianças brancas, índias, negras e outras tantas categorias ditadas pelo IBGE precisam se sentir sujeitos partícipes na construção escolar para se perceberem refletidas no espelho da coletividade e assim construir a sua auto-imagem positiva.
Ao impor um currículo imperialista e secular com concepções colonizadoras e legitimadas, a escola retrai o pensamento crítico, a visão da diversidade e a percepção das muitas alternativas e investimentos para a formação de projetos voltados para a cultura ética e étnica contra preconceitos e discriminações. O universo pedagógico precisa trabalhar a sua criticidade e estruturar paradigmas calcados nos quatro pilares da educação:
1- Aprender a conhecer, é necessário que cada um e cada uma de nós se perceba,conheça a si mesmo,ou seja, o autoconhecimento permite uma maior comunhão com a nossa história identitária.
2- Aprender a fazer- é preciso aprender como os meus fizeram, como fazem os outros, como podemos fazer juntos e o que podemos fazer. Há uma interação permanente nesse princípio, não se deve fazer apenas para si mesmo, mas ao fazer, eu preciso saber que faço com e para o outro, estimulando assim a cooperação entre os diferentes sujeitos.
3- Aprender a viver juntos, é preciso aprender a reconhecer no outro a sua humanidade. Aprender a ter uma visão crítica de que é preciso estabelecer pontos comuns nas inúmeras diferenças que possuímos como seres humanos. É acentuar a consciência de que os valores da diversidade devem ser preservados e/ou conquistados como princípio de convivência. Sendo necessário para isso, em alguns casos, compreender os conflitos gerados na conquista da igualdade dos bens civilizatórios materiais e simbólicos para todos.
4- Aprender a ser- é preciso saber de onde se é e por quem somos constituídos, ninguém apenas é de modo individualizado, saber ser no sentido mais amplo desse conceito, inclui saber que só se é com o outro, para ser eu preciso aprender como foram os meus pares e como são hoje os iguais e os diferentes de mim ou seja, o eu se constrói no coletivo.Reconheço-me como humano ao conviver com outras humanidades/ diversidades. As escolas brasileiras - principalmente as da terra negra de Zumbi - precisam urgentemente fazer valer o que diz a legislação federal nº10. 639 de 09 de janeiro de 2003- que cria a obrigatoriedade do estudo da África e dos afro descendentes no currículo escolar- para que possamos ter mais e mais gente envolvida com um novo tempo- o tempo presente do respeito à diversidade humana.
Um tempo em que não precisaremos responder perguntas como essas, de um garoto negro de 08 anos: Tia, por que dói tanto ser negro!?


 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Adido Cultural da Embaixada de Angola participa de II Colóquio Internacional em Alagoas.

O historiador angolano, Camilo Afonso, adido cultural da Embaixada de Angola e diretor geral do Centro Cultural Casa de Angola, na Bahia estará representando o embaixador da República de Angola no Brasil, Leovigildo da Costa e Silva no II Colóquio Internacional Brasil x Áfricas: Artes, Cultura e Literaturas, promovido pelo Projeto Raízes de Áfricas, sob o patrocínio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e apoio de outros parceiros, entre eles a Faculdade Maurício de Nassau.
Para o historiador angolano que participará de uma mesa redonda sobre o tema “Arte, Cultura e Literatura – As possibilidades das Relações de Cooperação Cultural entre Brasil-África”, no II Colóquio Internacional e ministrará uma segunda palestra sobre – “A Rota dos Escravos em Angola- A Promoção do Turismo de Memória”, reconhecer o valor histórico do tráfico negreiro e da escravatura é contribuir para a preservação da memória dos povos que foram atingidos", além de permitir "arrecadar para o país meios financeiros que permitirão garantir o desenvolvimento do turismo e da cultura".

A Rota dos Escravos em Angola
Angola, que foi um dos países onde o tráfico de escravos assumiu maiores dimensões, possui, acrescenta Camilo Afonso, 23 monumentos e sítios identificados em nove províncias que podem ser considerados de interesse para a promoção do denominado turismo de memória. A Casa dos Escravos do Ambriz, na província do Bengo, os sítios históricos de concentração e embarque de escravos na província de Cabinda, o antigo Porto de Pinda, na província do Zaire, e o Palácio Dona Ana Joaquina, em Luanda, foram alguns dos locais referidos pelo historiador.
O projeto da Rota dos Escravos uma iniciativa conjunta da UNESCO e da Organização Mundial do Turismo, tenta aumentar a compreensão mútua entre os povos na criação de uma dinâmica para ajudar a desenvolver novas formas de cidadania, de respeito pela diversidade cultural, de um diálogo intercultural e da luta contra preconceitos e racismo. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) prevê uma aplicação de meio milhão de dólares americanos para a implementação do programa “A Rota dos Escravos”, nos próximos dois anos. Angola tem participação nas ações previstas para o projeto “A rota dos escravos” que tem como metas a preservação dos arquivos e dos corpus das tradições orais, a continuação do inventário dos lugares de memória, a investigação científica, a produção de suportes pedagógicos, a promoção dos aportes culturais de África e a contribuição da Diáspora africana na civilização universal, de forma a permitir um melhor conhecimento da realidade daquela época e, conseqüentemente, um novo relacionamento entre as diferentes partes que estiveram envolvidas naquele processo
Na perspectiva de Camilo Afonso, "divulgar o patrimônio cultural sobre o tráfico negreiro e a escravatura em Angola é legar para o futuro uma história nobre e abrangente sobre este acontecimento da história da humanidade”.Afonso defende, ainda, a necessidade de ser feita a identificação dos sítios e lugares de memória, a reabilitação dos monumentos e a recolha e sistematização de dados que permita a edição de roteiros e de material de apoio, como CD-ROM e DVD.
A elaboração de cartas turísticas e de mapas, a criação de infra-estruturas hoteleiras e a formação de guias turísticos especializados são também defendidas pelo historiador.

O II Colóquio Internacional

O II Colóquio visa divulgar novas pesquisas na área e promover um intercâmbio de experiências cujas idéias fortaleçam a igualdade de oportunidades e às reparações ao patrimônio cultural africano e negro construído ao longo da história da humanidade enquanto elemento fundamental à formação da cultura e identidade do país. Parte integrante da IV Bienal Internacional do Livro (www.edufal.com.br/bienal2009) as inscrições para o II Colóquio Internacional estão disponíveis apenas pela internet e podem ser solicitadas pelo e-mail negrasnoticias@yahoo.com.br,ou informações no link http://www.cadaminuto.com.br/ index.php/blog/blog-raizes-da-africa
Sobre o Centro Cultural Casa de Angola na Bahia
Erguida em 1735 como Solar do Gravatá, a casa bege localizada na Praça dos Veteranos se destaca na cidade por sua beleza e por estar bem cuidada. Desde 1999, abriga a Casa de Angola na Bahia, que representa uma conexão cultural entre África e Brasil e mais especificamente, entre Angola e Bahia. O espaço foi reformado pela Organização Odebrecht na época da revitalização do Centro Histórico, e é uma extensão da embaixada angolana no Brasil

Serviço:
Quando: 06 de novembro de 2009, das 10 às 17 horas
Onde: Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió-Alagoas/Jaraguá
Sujeitos de direito: professores,pesquisadores,estudantes,representantes de movimentos sociais
Inscrições: gratuitas negrasnoticias@yahoo.com.br
Informações no link http://www.cadaminuto.com.br/index.php/blog/blog-raizes-da-africa
Promoção: Projeto Raízes de Áfricas/Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.


 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Alunas do Colégio Militar prestam homenagem a Rubim e Barenco, em Agenda Social de Diálogos Alagoanos.


Discutir as questões de segurança pública e ressaltar a importância da integração de ações estatais visando o fortalecimento da política integrada de segurança pública em Alagoas é a proposta da Agenda Social de Diálogos Alagoanos sobre Segurança Pública e a Promoção da Igualdade Humana: Conseguiremos?!? O encontro, promovido pelo Projeto Raízes de Áfricas (ONG Maria Mariá) com o patrocínio da Federação do Estado de Alagoas, Secretaria de Estado e Defesa Social e Direção Geral da Polícia Civil, acontece das 08 às 17 horas, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas.
Na parte da manhã serão realizadas duas palestras a primeira delas será conduzida por nove jovens do sistema de ensino em Alagoas e representante juventude negra.
Denominada “Olhares contemporâneos de Meninas e Meninos sobre Adolescência, Sexualidade, Drogas, Racismo,Exploração Sexual e Infantil, Pobreza, LGBT,Educação, Saúde, Lei Maria da Penha e a definição dos territórios humanos de paz na política de segurança pública”, a mesa subdividida em tópicos será palco para a representação da juventude alagoana expor pontos de vista e propor novos olhares e olhares novos na construção de política de segurança pública como promoção da igualdade humana.
No segundo momento as secretarias convidadas presentes participarão de mesa temática para socialização das ações internas, práticas e estratégicas de apoio ao desenvolvimento de uma política integrada de segurança pública.
Foram convidadas as Secretarias de Estado da Educação e do Esporte, Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria de Estado da Comunicação, Secretaria de Estado da Infra-Estrutura, Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos, Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Secretaria de Estado do Planejamento e do Orçamento, Secretaria de Estado do Turismo e Secretaria da Paz.
A partir das 14 horas uma mesa formada por mulheres da segurança pública alagoana discutirá o tema: Olhares contemporâneos de Mulheres sobre a Política Intersetorial e Transversal de Segurança Pública que contemple o acesso integral e irrestrito às garantias do Estado de Direito”.
Durante a programação da Agenda Social alunas do Colégio Tiradentes prestarão uma homenagem ao Secretário de Defesa Social Paulo Rubim e o Delegado Geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco pela constante parceria e participação em fóruns de diálogos na troca de experiências aprofundando as discussões na área de segurança pública, contemplando,especialmente a integração entre os órgãos de Segurança Pública e Sociedade Civil.
Segundo Gabriela Feitosa do Colégio Militar Tiradentes: a homenagem é justa pelo papel relevante que os delegados vêm desempenhando no Estado de Alagoas.

 

 

 

 


Programação:

08h00: Abertura:
Palestra I” Agenda Social de Diálogos Alagoanos sobre Segurança Pública e a Promoção da Igualdade Humana: Conseguiremos?!?
Paulo Rubim- Secretário de Defesa Social
Marcílio Barenco: Diretor Geral da Polícia Civil
Tenente Coronel Cristiano Pinto Sampaio-Comandante do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado
Mediadora: Maria Gabriela Feitosa- aluna do Colégio Militar Tiradentes
10h00-
Palestra II- Olhares contemporâneos de Meninas e Meninos sobre Adolescência, Sexualidade, Drogas, Racismo,Exploração Sexual e Infantil, Pobreza, LGBT,Educação, Saúde, Lei Maria da Penha.
Palestrantes: Maria Gabriela Feitosa Pinheiro, Islane Tatiane Tenório, Rosicleide Monteiro, Emerson - Colégio Tiradentes
Ailton Coelho Júnior- Escola Estadual Afrânio Lages
Rosana Maria dos Santos e Nilberto Ribeiro do Instituto Federal de Alagoas,
Rosemar Farias do 7º período do curso de Serviço Social- Faculdade Integrada Tiradentes e a representante da rede privada (Colégio Agnus Dei)
11h00- Exposição das Secretarias de Estado presentes
14h00-: Palestra III- “Olhares contemporâneos de Mulheres sobre a Política Intersetorial e Transversal de Segurança Pública que contemple o acesso integral e irrestrito às garantias do Estado de Direito”
Barbára Arraes- Delegada da Polícia Civil
Maria Angelita Romero- Delegada da Polícia Civil
Valdenize Ferreira- Major e coordenadora Estadual do Programa de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).
Mediador: Emerson - Colégio Tiradentes

Serviço:
O Que: Agenda Social de Diálogos Alagoanos sobre Segurança Pública e a Promoção da Igualdade Humana: Conseguiremos?!?
Quando: 30 de outubro de 2009
Onde: Federação das Indústrias do Estado de Alagoas- Bairro: Farol
Horário: 08 às 17 horas
Promoção: Projeto Raízes de Áfricas (ONG Maria Mariá) com o patrocínio da Federação do Estado de Alagoas, Secretaria de Estado e Defesa Social e Direção Geral da Polícia Civil.
Participação gratuita
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Raízes de Áfricas divulga trabalhos selecionados para do II Colóquio Internacional

O Projeto Raízes de Áfricas sob patrocínio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e apoio de outros parceiros, dentre eles a Faculdade Maurício de Nassau, promovem dia 06 de novembro no Centro de Convenções Ruth Cardoso em Maceió-Al, o II Colóquio Etnicidades Internacional Brasil x Áfricas: Artes, Culturas e Literaturas como parte da programação da IV Bienal Internacional do Livro.

Com 20 (vinte) trabalhos inscritos, o II Colóquio Internacional Brasil x Áfricas contará com a apresentação de 08 (oito) trabalhos selecionados em forma de pôsteres, relacionados a eixos tais como: Lei Federal nº 10.639/03; Cultura e Simbolismo da Religião, releitura livro didático, entre outros.

Os trabalhos selecionados demonstram que instituições diversas têm construído experiências positivas e existem muitas outras em desenvolvimento. Experiências que merecem ser difundidas, reconhecidas e incentivadas.
As experiências selecionadas foram produzidas por profissionais e universitários/universitárias da Universidade Federal de Alagoas, Paraíba, Amapá, da UNEAL Arapiraca/AL, bem como por mestrandas de Salvador.
Segue o resultado:
1- Alcilene da Costa Andrade- Os caminhos e as “pedras” na implementação da Lei 10.639/2003- Universidade Federal da Paraíba.
2- A imagem da mulher negra no livro didático, na mídia e similares - resgate e reparação de Ângela Maria Benedita Bahia e Maria de Fátima Barros -Universidade Federal de Alagoas,
3-Anna Kelmany da Silva Araújo e Clébio Correia de Araújo da Universidade Estadual de Alagoas de Arapiraca/Alagoas com o trabalho África e negritude no imaginário escolar arapiraquense,
4- Irani da Silva Neves e Clara Suassuna Fernandes apresentarão o trabalho Lei 10639/03 em Alagoas - possibilidades e reflexões na Formação Continuada dos/as professores /as, Fórum de Educação e Diversidade/NEAB
5- José Aparecido dos Santos e José Roberto Santos Lima da Universidade Federal de Alagoas/ Instituto de Ciências Humanas, com Centro Afro Oxum Minaguaci: a resistência dos deuses,
6- Luciana dos Santos Pita Ogum entre guerreiros Malês: Insurreições Negras na Bahia do século XIX e o Livro Didático de História do Brasil
7- Marluce Santana Vida mestranda em Educação e Contemporaneidade – UNEB, ano 2009 expõe o trabalho com o tema A construção da identidade africano-brasileira entre jovens negros/as da Omí-Dudù: referências que consubstanciam a sua formação para o mercado de trabalho na última década do século XX
8- Márcia Cristiane da Silva e Alexandre Gomes Galindo- Centro de Ensino Superior do Amapá-CEAP- Implementação da Lei nº 10.639/07 no município de Santana-AP. Um diagnóstico de como as questões etnicorraciais estão sendo abordadas nos sistemas municipal e estadual de ensino.Além da apresentação de trabalhos (pôsteres) a programação englobará palestras, mesas-redondas e muita troca de experiências.

A Braskem, Hotel Ponta Verde, Restaurante Akuaba e vereadora Heloísa Helena são outros parceiros do II Colóquio. A programação completa pode ser encontrada no link http://www.cadaminuto.com.br/index.php/blog/blog-raizes-da-africa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Serviço:
Quando: 06 de novembro de 2009, das 10 às 17 horas
Onde: Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Maceió-Alagoas,
Bairro Jaraguá
Sujeitos de direito:professores,pesquisadores,estudantes,representantes de movimentos sociais
Inscrições: gratuitas negrasnoticias@yahoo.com.br
Informações no link http://www.cadaminuto.com.br/index.php/blog/blog-raizes-da-africa
Promoção:Projeto Raízes de Áfricas/Federação das Indústrias do Estado de Alagoas

 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com