Raízes da África
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Postado em 03/01/2017 às 22:21 por Arísia Barros em Raízes da África 0

Presidente do Senado recebe carta pela liberdade de Rafael Braga.




Por Arísia Barros

 

Em reunião ocorrida na noite desta terça-feira, 03/01, o presidente do Senado, Renan Calheiros recebeu a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros e a presidenta estadual do PMDB Afroabrasileiro, Fernanda Monteiro.

A reunião teve como pauta pedir o apoio da presidência do senado para  a campanha internacional que pede a liberdade de Rafael Braga, o morador de rua, preso injustamente  e condenado por portar uma garrafa de pinho sol, nas manifestações de junho de 2013.

Rafael Braga é o único preso das manifestações de 2013 e segundo Carlos Eduardo Martins, do Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (DDH): “Se trata do caso mais simbólico de racismo institucional da última década no Rio de Janeiro”.

Na ocasião, o presidente do Senado recebeu a carta formal pela liberdade de Rafael Braga, já entregue pelo Instituto Raízes de Áfricas, ao presidente Michel Temer, quando de sua vinda a Alagoas, no dia 27 de dezembro.

Renan Calheiros colocou-se a disposição para dar o suporte necessário ao esclarecimento do caso e afirmou que apesar  do recesso parlamentar e da justiça  buscará agilizar o processo.

Arísia Barros reafirmou sobre a omissão do estado brasileiro sobre o crimedo  racismo que mata e criminaliza, preferencialmente, a população preta.

Participaram da reunião, o cardiologista José Wanderley Neto, membro do Diretório estadual do partido e  o advogado,Luciano Guimarães.. 

Entenda o caso Rafael Braga:

Acusado de portar material explosivo quando levava apenas duas garrafas plásticas de produtos de limpeza – uma de água sanitária da marca Barra e outra de desinfetante da marca Pinho Sol -, Rafael foi preso enquanto acontecia, no Centro do Rio, a grande manifestação de 20 de junho de 2013. Mesmo sem ter qualquer ligação com a manifestação, durante a qual outras pessoas foram presas e logo liberadas, ele foi denunciado pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) e, com uma agilidade atípica em processos judiciais, condenado em primeira instância apenas cinco meses depois – tendo permanecido preso enquanto aguardava o julgamento por um crime que nunca cometeu.

 

 

 


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