Política

Postado em 03/01/2011 às 08:23

Conversa de Botequim: Joaquim Beltrão é o primeiro entrevistado do ano


Por Redação

Foto Arlindo tavares

Joaquim Beltrão

O deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB) é o entrevistado de Plínio Lins na Conversa de Botequim desta terça-feira, dia 4.Joaquim Beltrão foi reeleito com 77.832 votos. Foi o mais votado em nove municípios, inclusive Coruripe, sua principal base eleitoral, onde foi prefeito e agora obteve 70% dos votos para deputado federal.

Ele foi também presidente da antiga Ceal, hoje Eletrobrás Alagoas. Na entrevista, um dos assuntos mais importantes será a questão do estaleiro Eisa Alagoas, em Coruripe. A Conversa de Botequim acontece todas as terças-feiras, às 9h da noite (mais ou menos), na chopperia Rapa Nui, na orla da Ponta Verde.

 


Postado em 03/01/2011 às 08:59

Alckmin anuncia contingenciamento de gastos de R$ 1,5 bilhão

Cortes foram feitos no custeio e nos investimentos das secretarias. Governador liberou R$ 24 milhões para desassoreamento do Rio Tietê.


Por Redação

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou no fim da manhã desta segunda-feira (2) um contingenciamento de 10% do custeio e 20% dos investimentos das secretarias para reduzir as despesas do estado. De acordo com ele, a medida foi tomada por cautela para aguardar a arrecadação de impostos do primeiro trimestre. O valor total economizado será de mais de R$ 1,5 bilhões – R$ 315 milhões do custeio e R$ 1,259 bilhão na área de investimentos. O anúncio foi feito após a primeira reunião entre o governador e os 26 secretários escolhidos para compor o governo.

De acordo com Alckmin, o orçamento do estado foi feito com base em uma previsão de inflação de 4,5% e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,5% para 2011. Como no ano passado as duas taxas foram maiores do que o previsto, o governador preferiu iniciar o ano fazendo economias.

Apenas as áreas consideradas essenciais foram poupadas do corte – como educação, saúde, segurança, setor de prevenção a enchentes e programas sociais. Para o governo, a contingência de custos é uma oportunidade para as secretarias renegociarem contratos e aumentarem, no futuro, o seu orçamento.

Alckmin também anunciou a liberação de mais R$ 24 milhões para o desassoreamento do Rio Tietê. O valor – retirado da verba da Secretaria de Comunicação, que foi extinta, será repassado para o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) de São Paulo. A obra, que irá retirar 1 milhão de metros cúbicos de material assoreado da beira do rio, deve custar no total R$ 64 milhões – os outros R$ 40 milhões serão custeados pelo DAEE. O órgão já foi autorizado a realizar a licitação para contratar as empresas que irão realizar a obra.

Ainda de acordo com o governador, grande parte do material assoreado consiste em areia, que poderá ser utilizada em construções, rendendo mais verba para o governo.

Outra medida divulgada por Alckmin foi o prazo de 60 dias dado para definir a saída do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo deixar de ser responsabilidade da Polícia Civil. Nesse prazo, será definida como será a transição, que irá liberar mais de mil policiais civis para outras áreas.


Postado em 03/01/2011 às 08:16

Dilma realiza primeira reunião de coordenação do novo governo

Nesta segunda, ela também recebe o presidente do Senado, José Sarney. Presidente despacha com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


Por Redação

A presidente Dilma Rousseff realiza nesta segunda-feira (3) a primeira reunião de coordenação política de seu governo. No governo Lula, as reuniões de coordenação eram realizadas no início da semana e reuniam os principais ministros das áreas econômica e política.

Na manhã desta segunda, o primeiro compromisso da presidente será um despacho interno, seguido por uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Depois, ela recebe o ministro-chefe da Casa Civil , Antonio Palocci.

Dilma reservou o período da tarde para se encontrar com os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS). Ela também recebe o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso.

A presidente encerra o dia recebendo os ministros das áreas política e econômica para a reunião de coordenação.

No sábado (1º), Dilma foi empossada presidente e no mesmo dia, após a cerimônia, participou de coquetel com autoridades estrangeiras no Itamaraty. No domingo (2), ela recebeu no Palácio do Planalto várias autoridades e chefes de estado. O primeiro compromisso foi uma reunião com o príncipe das Astúrias, Felipe de Bourbon. Ele representou a Espanha durante a cerimônia de posse de Dilma.

Depois de se encontrar com o príncipe, a presidente se reuniu com José Mujica, presidente do Uruguai, e com o primeiro-ministro da Coréia do Sul, Kim Hwang-Sik. Logo depois, a presidente se reuniu com o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, e com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Dilma recebeu ainda José Ramón Machado Ventura, primeiro vice-presidente de Cuba, e Taro Aso, ex-primeiro-ministro do Japão.

Ministros
Neste domingo, seis cerimônias de transmissão de cargo foram realizadas na Casa Civil, na Secretaria de Comunicação Social, na Secretaria-Geral da Presidência e nos ministérios da Justiça, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e das Relações Exteriores. Nesta segunda, mais 20 cerimônias de transmissão de cargo serão realizadas.

A primeira cerimônia foi no Ministério da Justiça. O novo ministro é José Eduardo Cardozo, secretário-geral do PT. Antonio Palocci assumiu a Casa Civil pregando união entre os ministérios. Cardozo e Palocci foram coordenadores da campanha da presidente.

No Itamaraty, Antônio Patriota prometeu "atenção diferenciada" para os vizinhos. Tereza Campello assumiu o Desenvolvimento Social e Combate à Fome destacou como desafio a erradicação da pobreza.

Ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, novo secretário-geral da Presidência, disse que Dilma pediu a ele "sensibilidade" no governo. Helena Chagas, nova ministra da Secretaria de Comunicação Social, defendeu a liberdade de imprensa.

O primeiro ministro a assumir o cargo foi Alfredo Nascimento, dos Transportes. A cerimônia foi realizada já no domingo (1º), após a posse de Dilma.


Postado em 03/01/2011 às 07:12

Políticos fazem 'pacto' pelo desenvolvimento de Alagoas

O encontro contou com a presença de Renan, João Lyra e Teotônio Vilela


Por Redação

Cadaminuto

Renan Calheiros e João Lyra

Enquanto acontecia a cerimônia de posse da nova Presidente da República do Brasil, Dilma Rousseff (PT), no último sábado, também era realizada uma reunião simultânea, entre o Senador Renan Calheiros (PMDB), Governador reeleito de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB) e o Deputado Eleito João Lyra(PTB). No encontro realizado em Brasília, foi selado “um acordo” de paz entre os grupos políticos.

O Portal Cadaminuto apurou que durante o encontro, João Lyra defendeu que de fato Teotônio Vilela é o Governador de Alagoas, com isso engrossando a canção governista e descartando um possível 3º turno no estado.

Ainda no encontro, Lyra afirmou que tinha chegado a hora dos políticos alagoanos desmancharem os respectivos palanques e trabalhar com único objetivo: trazer ao estado de Alagoas as empresas e/ou investimentos que Pernambuco obteve nesses últimos anos, pontuando ainda que Alagoas não poderia perder esse bonde histórico do desenvolvimento e do crescimento do Brasil.

Logo após o encontro, João Lyra e o Senador Renan Calheiros estiveram em reunião com a Presidente Dilma, onde ouviu por parte dela a reafirmação que até julho estará no estado de Alagoas.

No encontro com Dilma, Renan Calheiros afirmou que como líder do PMDB – principal aliado do Governo Petista- não poderia aceitar que problemas menores interferissem no desenvolvimento de Alagoas. O encontro entre a Presidente, e os políticos alagoanos aconteceu no gabinete de Renan Calheiros.

Em contato com as respectivas assessorias, todas confirmaram as reuniões.
 


Postado em 03/01/2011 às 02:18

Lula: ‘Ainda tenho muita coisa para fazer neste país’


Por Redação

Em seu primeiro pronunciamento como ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva subiu anteontem, às 23h, num palco montado em frente ao condomínio em que mora, em São Bernardo, para, diante de cerca de mil pessoas, defender e pedir apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff com um discurso que se assemelhou a um libelo feminista.

Sem modéstias, enalteceu seu governo, seus índices de popularidade e disse “voltar para casa com a cabeça erguida e com a sensação de dever cumprido”, apesar do preconceito das elites políticas que ele diz ter enfrentado por conta de suas origens humildes.

Visivelmente cansado por causa da maratona da posse, Lula falou durante cerca de dez minutos na festa, organizada pelo Diretório Municipal do PT e pela Prefeitura de São Bernardo, ocupada pelo petista Luiz Marinho, companheiro de sindicalismo.

A garoa e o vento frio não esfriaram o ânimo dos presentes, que sacudiam bandeiras e gritavam o nome de Lula a cada frase do ex-presidente, especialmente no momento em que ele disse que nem de longe pensa em se afastar da política.

— Depois de oito anos na Presidência da República, acho que é justo que Marisa e eu tiremos uns dias de férias. Quero descansar por pelo menos 20 dias. Quero colocar a cabeça no lugar para começar a pensar no que vou fazer neste país. Estejam certos de uma coisa: o fato de eu ter deixado a Presidência da República não significa que deixei a política. Tenho muita coisa para fazer neste país. Tenho muita coisa a fazer mundo a fora. Quero levar para a África e à América Latina as experiências bem sucedidas no Brasil. Mas quero continuar, aqui dentro do Brasil, ajudando a companheira Dilma quando ela precisar — afirmou.

Ainda na defesa do governo de Dilma, Lula lembrou o preconceito que sofreu por ser metalúrgico e pediu que a população ajude sua sucessora para que ela não sofra preconceito por ser mulher:

— Eu precisava provar algumas coisas neste país. Porque durante décadas eu fui vítima de muito preconceito. E quando eu me elegi presidente da República, estava imbuído da necessidade e da determinação de provar que um metalúrgico de São Bernardo do Campo, que tinha apenas um diploma primário e um do Senai, seria capaz de governar este país com mais qualidade e mais competência do que a elite política brasileira que tinha governado por tanto tempo. Hoje, posso voltar na frente do meu povo e dizer com muito orgulho que depois de provar que um metalúrgico tem competência, a gente consegue eleger a primeira mulher presidenta da República deste país.

Para reafirmar o seu ponto de vista, o ex-presidente lembrou que as mulheres sempre foram consideradas “cidadãs de segunda categoria” no país, e nem mesmo o trabalho doméstico era considerado um trabalho, mas uma obrigação das mulheres em casa.

— As coisas começaram a mudar. As mulheres aprenderam a levantar a cabeça, aprenderam a querer serem tratadas em igualdade de condições. As mulheres querem ter direitos, e o homem, para ser um bom homem, precisa repartir com ela os afazeres de casa. Se a mulher pode lavar um prato, o homem pode lavar um prato. (...) Se a mulher pode trocar fralda, o verdadeiro homem, aquele que ama a sua mulher, também pode trocar fralda. Não é apenas um trabalho doméstico — afirmou.

Sobrou ânimo para uma rápida brincadeira com seu status de ex-presidente. Como quando afirmou, em meio ao discurso, que quando era presidente sempre tinha um copo de água à disposição enquanto falava, mas que agora ele era obrigado a pedir água.

Nesse momento, alguém lhe ofereceu um copo de caipirinha, prontamente recusado com certo constrangimento. Marisa Letícia estava bem mais entusiasmada que o marido e passou boa parte do tempo no palco gritando para conhecidos na plateia: “Voltei!”.

Lula lembrou que ele sai do governo com um índice de aprovação popular maior do que quando iniciou o segundo mandato, em 2007 — 87%, hoje, comparado com 80% de expectativa positiva em 2006 —, um indicador longe de ser um embaraço para um ex-presidente.

Na verdade, o momento “ex-presidente” de Lula ficou óbvio mesmo na organização do evento em si. Sem o apoio de cerimoniais, tanto a chegada de Lula a São Bernardo quanto sua saída do palco para atravessar a rua de volta até o edifício onde mora foram uma prova de força que só não descambou num tumulto maior pelo corredor humano montado pelos próprios sindicalistas e militantes petistas. Todos queriam cumprimentar ou tirar uma foto do ex-presidente em clima de histeria.


Postado em 02/01/2011 às 12:42

José Alencar deve retomar quimioterapia em breve, diz médico

Estado de saúde do ex-vice-presidente segue estável


Por Redação

O ex-vice-presidente José Alencar segue internado em um quarto do Hospital Sírio Libanês neste domingo (2). De acordo com informações da assessoria de imprensa, nesta manhã o estado de saúde de Alencar é estável.

De acordo com o médico Roberto Kalil Filho, que integra a equipe médica que acompanha Alencar, o ex-vice-presidente deve retomar o em breve o tratamento com quimioterapia, utilizado contra o câncer no abdômen.

Segundo a equipe médica que trata de Alencar, ele voltou a fazer fisioterapia na manhã deste domingo. Outro dos médicos da equipe, Raul Cutait, afirmou que o ex-vice-presidente “está bem”. “Ele não estava bem para ir para a posse, mas está bem para ficar aqui”.

Ao longo do dia, o hospital poderá divulgar boletim atualizado.

Posse
No início da tarde de sábado, o ex-vice-presidente conversou com os jornalistas e disse que se dependesse dele, iria à posse da presidente Dilma Rousseff, em Brasília.

“Sei que estou em condições (de ir para a posse). Só que há algo que poderia acontecer”, afirmou. De terno e gravata, sorridente e com a voz fraca, Alencar disse que a opinião da esposa pesou na decisão de não viajar à capital federal. “Hoje, minha mulher falou que eu não poderia contrariar os médicos.”

Segundo o médico Raul Cutait, o vice tinha "enorme vontade de ir à posse, mas ele permanecerá no hospital para evitar riscos desnecessários com o traslado e a viagem".

Alencar saiu na quinta-feira (30) da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele foi internado por causa de uma hemorragia intensa e se recupera de um procedimento cirúrgico realizado na tarde da última terça-feira (28) para estancar um sangramento em um tumor que invade o intestino delgado.

Em setembro, o ex-vice-presidente foi internado no mesmo hospital em razão de um edema agudo de pulmão. Em julho, por causa de uma crise de hipertensão, ficou hospitalizado e passou por um cateterismo. Em novembro, durante outro período de internação, sofreu um infarto.


Postado em 02/01/2011 às 14:20

Palocci assume a Casa Civil e prega união entre ministérios

Tenham-me como um de vocês, um do time’, disse em discurso


Por Redação

O novo ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, assumiu o cargo na manhã deste domingo (2) afirmando que pretende dar “todo o apoio” aos demais colegas de governo e confirmando a transferência da gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida para o Ministério do Planejamento.

Em uma cerimônia de pouco mais de 20 minutos no Palácio do Planalto, Palocci discursou para líderes políticos, servidores da Casa Civil e pediu a compreensão da imprensa ao dizer que “será extremamente econômico” em entrevistas ou declarações sobre as atividades do governo. Ele disse que só irá conceder entrevistas quando a presidenta Dilma Rousseff “assim ordenar”: “Esperem desta Casa Civil todo o apoio. Tenham-me como um de vocês, um do time.”

O novo ministro recebeu o cargo do ministro interino, Carlos Eduardo Esteves Lima, que ocupava o cargo desde outubro de 2010, depois de a ex-ministra Erenice Guerra pedir demissão devido a denúncias de tráfico de influência no órgão. Segundo Palocci, Esteves Lima aceitou continuar na Casa Civil como seu assessor especial.

Palocci explicou o motivo de não conceder entrevistas: “Por não ser um ministério fim, a Casa Civil não deve expressar opiniões e vontades próprias. Não lhe cabe emitir opiniões sobre todas as coisas. Serei extremamente econômico em entrevistas e pronunciamentos.”

Sobre a transferência de atribuições da Casa Civil para outras pastas, além do PAC e do Minha Casa, Minha Vida, Palocci afirmou que a pasta também irá transferir a Secretaria de Administração, responsável por coordenar os serviços nos palácios, para a Secretaria Geral da Presidência, comandada pelo ministro Gilberto Carvalho.

A Casa Civil também irá transferir a gestão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) para o Ministério da Defesa, sob o comando de Nelson Jobim. Por fim, o Arquivo Público Nacional irá voltar ao comando do Ministério da Justiça, chefiado pelo ministro José Eduardo Cardozo.

“A Casa Civil é um órgão da Presidência dedicado a servir as determinações da presidenta. Esperem, por tanto, da Casa Civil a execução de suas elevadas funções de assessoramento baseado nas melhores práticas da função pública”, discursou Palocci.


Postado em 02/01/2011 às 13:55

'É discretíssima, minha mulher e mãe do meu filho', diz Temer sobre esposa

Marcela Temer é cerca de 40 anos mais jovem que o vice-presidente


Por Redação

Na saída da visita que fez na manhã deste domingo (2) ao antecessor no cargo, José Alencar, internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o recém-empossado vice-presidente Michel Temer falou sobre os comentários a respeito de sua mulher, Marcela Temer, cerca de 40 anos mais jovem.


A um repórter que afirmou que Marcela "chamou muita atenção na posse" e perguntou o que achava de estar se "ventilando que ela é a nova Carla Bruni", Temer sorriu e respondeu: “Ah, ela é discretíssima, é minha mulher e mãe do meu filho”. Em seguida, o vice-presidente deixou o local.

Comentários
Marcela Temer ganhou destaque no Twitter durante a posse da presidente Dilma Rousseff, em Brasília, neste sábado (1º), evento do qual participou ao lado do marido. No final da tarde, ela chegou a ocupar o terceiro lugar entre os tópicos mais comentados no Twitter mundial, atrás somente de outros tópicos sobre a posse de Dilma e sobre o Ano Novo no Brasil e no mundo.

Hoje com 27 anos, Marcela se casou com o então presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer (PMDB-SP) em 2003. Na época, Temer tinha 62 anos, e ela, 21 anos. Marcela é formada em Direito e mãe de um filho, também chamado Michel.

Visita a Alencar
A visita do atual vice-presidente Michel Temer foi rápida, com duração de aproximadamente dez minutos. Na saída, Temer conversou com os jornalistas e disse que encontrou Alencar “animado” e com “aquela força interior extraordinária”. “Vim prestar uma homenagem ao (ex) vice-presidente sabendo, naturalmente, do seu estado...Eu fiquei muito feliz em visitá-lo.”

Temer disse que os dois conversaram sobre a posse da véspera e que Alencar recebeu uma proibição por escrito para não participar da cerimônia, em Brasília. “Ele me contou que insistiu muito em ir à posse de ontem, mas foi proibido pelo médico. O doutor Roberto Kalil me contou que a dona Mariza [mulher de Alencar] o convenceu a não ir”.

Temer se licenciará do PMDB
Temer, recém empossado, afirmou que vai se licenciar da presidência do PMDB e que, no período, deverá assumir o vice, senador Valdir Raupp.

“Vou me licenciar, vou combinar com o vice Raupp amanhã (dia 3). Vou me licenciar simplesmente. Não vou me afastar em definitivo. Vou me licenciar da presidência. Ele assume enquanto eu estiver licenciado”.


Postado em 02/01/2011 às 13:35

Ex-presidente Lula acena da sacada do apartamento em São Bernardo

Por volta das 11h, ex-presidente acenou para pessoas à frente do prédio


Por Redação

Após ser recepcionado com festa na noite anterior na cidade, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu na manhã deste domingo na sacada do apartamento onde mora, em São Bernardo, e acenou para as pessoas à frente do prédio.


Postado em 02/01/2011 às 13:15

Sindicância do caso Erenice termina sem punições, informa Casa Civil

Ministro interino assinou portaria no último dia de governo e encerrou caso


Por Redação

A comissão de sindicância interna instalada na Casa Civil em 18 de outubro para apurar denúncias de supostos atos de tráfico de influência durante a gestão da ex-ministra Erenice Guerra chegou ao fim sem sugerir punição a ex-servidores, segundo informou ao G1 a assessoria da Casa Civil.

A apuração do caso Erenice ainda segue no âmbito da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União. Ao deixar o cargo, a ex-ministra pediu investigação aos dois órgãos.

Com base no relatório final, a comissão de sindicância interna propôs a abertura de um processo administrativo para investigar um convênio da pasta firmado em fevereiro de 2005 com uma empresa de telecomunicações. Segundo a assessoria da Casa Civil, a comissão não encontrou o documento original do convênio. A portaria que instituiu a Comissão de Processo Administrativo Disciplinar criada para apurar esse caso foi publicada na edição extra do "Diário Oficial da União" desta sexta (31), último dia de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O chamado caso Erenice eclodiu em setembro de 2010, em meio à campanha eleitoral. Erenice assumiu o comando da Casa Civil em março, no lugar de Dilma Roussef, que deixou o governo para se candidatar à Presidência da República.

Em setembro, uma série de reportagens da revista "Veja" e de jornais indicou a possível existência de uma rede de tráfico de influência na Casa Civil.

Vinicius Castro e Stevan Knezevic, servidores relacionados às supostas irregularidades, deixaram o órgão no ano passado, após reportagens que denunciaram tráfico de influência e recebimento de propina na Casa Civil. Eles sempre negaram as acusações.

De acordo com a assessoria da Casa Civil, a comissão de sindicância não investigou Erenice. Os trabalhos se limitaram a apurar a conduta dos ex-servidores.

Segundo a assessoria, não houve sugestão de punição a Vinicius Castro porque a investigação não comprovou envolvimento dele com as denúncias. No de Knezevic, como ele é servidor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e estava cedido à Casa Civil, teve o direito de não prestar depoimento à comissão de sindicância.

Por isso, informou a Casa Civil, a comissão de sindicância remeterá ao Ministério da Defesa, ao qual a Anac é subordinada, uma cópia do relatório final do caso. O relatório também será remetido à Comissão de Ética Pública da Presidência.

O ministro interino Carlos Eduardo Esteves Lima transmitiu o cargo neste domingo ao novo chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, que não concedeu entrevistas. Esteves Lima foi nomeado depois que a ex-ministra Erenice Guerra pediu demissão, em 16 de outubro, motivada pelas denúncias.

A ex-ministra entregou a carta de demissão ao presidente Lula. Ela negou envolvimento com tráfico de influência no Palácio do Planalto para supostamente beneficiar empresas privadas que teriam contratos com a Capital Assessoria e Consultoria, empresa na qual atuavam seus dois filhos, Saulo e Israel Guerra.

O primeiro era dono da empresa. O segundo teria atuado em nome da ministra para conseguir contratos. Ambos negam ter cometido irregularidades.

Segundo as denúncias, Israel Guerra teria Vinicius Castro como suposto parceiro nas atividades de tráfico de influência coordenadas pela Capital a partir das relações de Erenice no governo, mesma situação de Stevan Knezevic.


Postado em 02/01/2011 às 12:55

'Não tenho dúvida de que decisão sobre Battisti foi correta', diz Cardozo

Ministro da Justiça falou sobre o caso após cerimônia de posse


Por Redação

O novo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou neste domingo (2) que acredita que a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de negar à Itália o pedido de extradição de Cesare Battisti foi acertada. Ele falou à imprensa após a cerimônia de transmissão de cargo no Ministério da Justiça, em Brasília.

"Já como deputado eu tinha manifestado minha opinião de apoio à decisão do ex-ministro Tarso Genro em relação ao caso Battisti. E após ler o parecer da Advocacia-Geral da União, que elogio, não tenho a menor dúvida de que a decisão do presidente Lula foi correta", declarou.

Segundo ele, são "absolutamente naturais" a divergência e a discordância. "Mas o Brasil é um país soberano, e o presidente da República decidiu de acordo e em estrita consonância com o nosso direito e com aquilo que o Supremo Tribunal Federal havia determinado", disse. Em novembro de 2010, o STF decidiu que caberia ao presidente a decisão final sobre o caso.

Cardozo disse não acreditar em retaliação por parte do governo italiano. "O Brasil tem relações históricas com a Itália, os italianos são nossos irmãos. (...) Neste caso, estamos exercendo nossa soberania, da mesma forma que outros países exercem sua soberania quando tomam decisões dessa natureza", afirmou.

Prioridades
O novo ministro também falou sobre as prioridades do Ministério da Justiça a partir deste ano, ressaltando o combate à criminalidade. "O Ministério da Justiça terá que tomar conta de algumas prioridades do governo, que é a questão do combate à criminalidade e ao crime organizado. Esse é um dos grandes desafios que temos para o próximo período, que vai exigir todo um conjunto de articulações entre as unidades federativas e entre os três poderes", disse.

Em tom de promessa, afirmou que o desafio será vencido. "Nós venceremos o crime organizado, nós venceremos toda a situação de violência que ainda hoje marca o país."

Cardozo falou também sobre a necessidade de uma aliança entre as esferas de governo, independentemente de partido político. "A ideia é fazer um pacto, e um pacto pressupõe igualdade de compreensão, compartilhamento e posições igualitárias que se respeitam. Então nesta perspectiva não cabe a nós impor, nós vamos sugerir", disse.

"Já no início de fevereiro, nossa ideia é fazer uma reunião com os governadores dos estados com o objetivo de prepararmos todo um processo conjunto de integração e de atuação nesse plano. Eu sei que não é fácil, sei que nós temos dificuldades, mas chegou a hora de superarmos nossas divergências políticas, partidárias e ideológicas para que possamos combater o crime organizado", afirmou.

O ministro falou sobre o desafio de lidar com governadores de estados importantes, como São Paulo e Minas Gerais, que são da oposição e podem não se dispor por completo a participar do pacto proposto por já visarem as próximas eleições.

"Eu sei que tanto o governador Geraldo Alckmin (SP) quanto o governador [Antônio] Anastasia (MG) são governadores que não pertencem ao meu partido político e nem temos a relação de estarmos no mesmo lado nas últimas eleições. Mas isso não afasta o fato de que todos nós somos agora agentes públicos. Antes de sermos militantes partidários ou de uma ideologia, nós temos um papel de Estado", disse.

Cardozo disse que, neste caso, a oposição deve deixar de lado as diferenças ideológicas. "na medida em que nós tentarmos colocar isso com espírito aberto, mostrando claramente a governadores e prefeitos que não é nossa intenção tirarmos um dividendo político eleitoral disso, mas que a intenção é construir algo de importante e maduro para a sociedade brasileira, acho que nós estamos na hora certa para que isso seja feito", afirmou.


Postado em 02/01/2011 às 12:30

Premiê português defende maior espaço ao Brasil na ONU

Primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, se reuniu com Dilma Rousseff


Por Redação

Após se reunir com a presidente Dilma Rousseff, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, disse neste domingo (2) que apóia o pleito brasileiro de “conquistar espaço” na Organização das Nações Unidas. O Brasil deseja ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

“Portugal apóia o Brasil para conquistar seu espaço no Conselho das Nações Unidas, tanto na questão geopolítica, quanto na geoeconômica”, disse.

Sócrates afirmou que o Brasil “se afirmou” no cenário internacional nos últimos anos. “O mundo mudou muito nos últimos anos em várias dimensões. E umas das delas é de maior importância para Portugal: foi a afirmação do Brasil tanto no plano econômico como no geopolítico. Em função disso, a parceria de Portugal com o Brasil, que já era prioridade, transformou-se em uma ainda maior prioridade”, disse. O premiê destacou a importância de ampliar parcerias entre empresas brasileiras e portuguesas.

“Tenho certeza que as empresas brasileiras se lançarão ao mercado de Potugal. Não vão deixar de olhar para Portugal como um dos países que mais poderão fazer investimentos para obter ganhos no mercado europeu.”

Caso Battisti
Ele também comentou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não extraditar o ex-ativista italiano Cesare Battisti. Segundo Sócrates, a posição do governo brasileiro, que contraria os apelos da Itália, não afetará as relações com a União Europeia.

“Tenho certeza de que nada afetará a relação do Brasil com a União Europeia”, disse. Sócrates afirmou ainda que não tratou da proposta de vender de títulos da dívida pública portuguesa ao governo brasileiro, mas, a jornalistas, recomendou o investimento. “Este é um assunto que compete aos ministros de finanças. Mas comprar títulos portugueses é um ótimo investimento, que recomendo a todos vocês.”

Em 9 de dezembro, o ministro das Finanças de Portugal, Fernando Teixeira dos Santos, afirmou, após audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que a conversa abordou a possibilidade de "entidades governamentais" do Brasil comprarem títulos públicos emitidos pelo governo daquele país, ou seja, financiarem a economia portuguesa.

"O Brasil é estratégico. Nas emissões da dívida pública portuguesa, entidades brasileiras podem estar presentes. Entidades governamentais. Mas não se falou em valor. Falamos também sobre comércio e investimentos. Na relação de financiamento de nossas nações e sobre a possibilidade de haver investimentos na dívida pública portuguesa", afirmou Teixeira dos Santos, na ocasião.

Primeiro dia
A presidente Dilma Rousseff dedicou o seu primeiro dia de trabalho a reuniões com autoridades estrangeiras. O primeiro compromisso dela foi uma reunião com o príncipe das Astúrias, Felipe de Bourbon. Ele representou a Espanha durante a cerimônia de posse de Dilma. Depois de se encontrar com o príncipe, a presidente se reuniu com José Mujica, o presidente do Uruguai, e com o primeiro-ministro da Coréia do Sul, Kim Hwang-Sik.

O premiê de Portugal foi a quarta autoridade estrangeira a se encontrar com Dilma neste domingo. Na agenda da presidente também constam reuniões com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, o vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado, e com o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso.