Collor e aliados tentarão barrar convocação de Cabral e Queiroz

Dida Sampaio - AE 1335947806collor1

Governistas e oposição vão travar nesta quarta sua primeira grande batalha na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira com um novo personagem no epicentro da luta política, até a semana passada restrita a petistas e tucanos, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Ele é mais um chefe de Executivo estadual a ter o nome envolvido no esquema de contravenção e o terceiro a entrar na mira da comissão parlamentar.

Na sessão marcada para as 10h30 os integrantes da comissão irão receber os 40 volumes do inquérito que investigou o esquema do contraventor e suas ligações com agentes públicos e privados. PMDB e PT pretendem fazer de tudo para blindar Cabral e Agnelo Queiroz (Distrito Federal) e evitar que sejam convocados a depor na CPI a respeito de supostas ligações com o contraventor Carlinhos Cachoeira e o empresário Fernando Cavendish, que se afastou na semana passada da direção da Delta Construções S.A.

Ao mesmo tempo, o PT defende a convocação do governador de Goiás, o tucano Marconi Perilo, sob o argumento de que os grampos feitos pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo escancararam as ligações dele com Carlinhos Cachoeira. "Não quero fazer prejulgamentos, mas todas as conversas gravadas pela PF e que envolvem o governador Marconi Perillo apontam para uma séria relação dele com o bando do Cachoeira", disse ao Estado o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP). "É muito diferente do que ocorreu com o governador Agnelo, que é vítima da organização criminosa."

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), rebateu Tatto. "Nós, do PSDB, já pedimos a convocação do governador Marconi, que concorda em comparecer à CPI para dar explicações. Agora, se o PT e o PMDB querem usar de dois pesos e duas medidas para proteger os seus governadores, nós não vamos aceitar", afirmou. "Se tem três governadores que são suspeitos de ligação com o Cachoeira e com a Delta, que esclareçam tudo à CPI. É isso que defendemos. Não tem de proteger ninguém", disse ainda o senador.

A convocação de Sérgio Cabral será proposta por requerimento do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), que é delegado da Polícia Federal. A sugestão para que ele apresentasse o requerimento de convocação é do deputado tucano Otávio Leite (RJ), que antes pediu a intermediação do presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE). Francischini acusa o governador Agnelo Queiroz de ter montado uma rede de grampos ilegais. Por isso, requereu ao Ministério Público a prisão de Agnelo.

Ao defenderem Cabral dos ataques da oposição, os dirigentes do PMDB afirmam que o governador está sendo vítima de uma briga particular com o ex-governador e deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ). Na semana passada, Garotinho postou em seu blog fotos de Cabral, Cavendish e secretários na Avenida Champs-Elysées, em Paris, durante viagem oficial, e no Restaurante Luis XV, no Hotel de France, em Mônaco, em 2009.

Reação. Aliado do PMDB, com o qual não quer nenhuma confusão, o líder Jilmar Tatto discorda da convocação. "É preciso examinar todos os elementos. Acho que é precipitado convocar o Sérgio Cabral agora", disse Tatto.

O Palácio do Planalto quer manter a CPI sob controle, fazendo com que investigue somente o esquema de Cachoeira e as ligações dele com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), além da construtora Delta.

O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que o governo não quer ter nada sob controle: "Existe uma dinâmica no noticiário. É o chamado comportamento de manada. Atribui-se (isso) ao Planalto e ninguém diz com quem falou. Lamentavelmente, são análises em vez da informação", afirmou.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), voltou a prever que a CPI do Cachoeira será "muito complexa, explosiva, e que vai exigir muita atenção das pessoas ligadas ao mundo da política".

Segundo ele, sua expectativa é de que haja uma "bela investigação", capaz de esclarecer as relações de Carlinhos Cachoeira com o mundo político, com o mundo privado e o setor público. Maia previu ainda que a CPI não vai atrapalhar a pauta da Câmara. Para ele, trata-se de algo independente do trabalho da CPI.

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Renan destaca ganho real no salário mínimo como conquista do trabalhador

Fotos: Marcos César 1335901856renanarapiraca04 Renan com Luciano e Célia prestigiando a festa do servidor

Ao prestigiar as festividades que comemoraram o Dia do Trabalhador, em Arapiraca, nesta terça-feira, 1º de maio, o senador Renan Calheiros (PMDB) destacou a importância do aumento no poder de ganho dos trabalhadores brasileiros, com o novo modelo de reajuste do salário-mínimo, adotado na gestão do ex-presidente Lula e que está tendo continuidade no governo da presidente Dilma Rousseff.

Para o senador, este molde está possibilitando uma melhor qualidade de vida para todos os brasileiros. “O trabalhador, o servidor público têm muito o que comemorar nesta data”, avaliou, durante uma grande festa promovida pelo prefeito Luciano Barbosa (PMDB) no Clube do Servidor. Renan também falou sobre as eleições municipais de outubro no município e destacou o seu interesse em apoiar a candidata do grupo do prefeito, a deputada federal Célia Rocha (PTB) para poder dar sequencia aos trabalhos realizados pela atual administração.

“A população e todo o Estado de Alagoas reconhecem o brilhante desempenho do prefeito Luciano Barbosa cujo trabalho teve os primeiros passos na gestão da Célia [entre os anos de 1997 a 2004], que o antecedeu na Prefeitura e que possibilitou que a atual realidade pudesse ser implantada em Arapiraca. Daí a exigência da população em relação à sua candidatura e nós estamos aqui juntos para apoiá-la”, destacou o senador.

O senador Renan também participou da entrega de prêmios aos servidores públicos do município, no Clube do Servidor Público, onde também aconteceram atividades como torneio de futsal, torneio de Natação e apresentações musicais.

Solidariedade

Antes de prestigiar o evento festivo em Arapiraca, o senador Renan Calheiros foi a Marechal Deodoro prestar solidariedade à família do ex-prefeito Danilo Damaso, falecido nesta segunda-feira. De Arapiraca, o senador Renan segue para Coruripe, onde participa da tradicional festa em homenagem aos trabalhadores da Cooperativa Pindorama. Renan tem sido um dos maiores apoiadores dos trabalhos desenvolvidos pela cooperativa.
 

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Novo ministro do Trabalho diz que vai atuar por 'união' do PDT

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Indicado pela presidente Dilma Rousseff para comandar o Ministério do Trabalho, o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) afirmou nesta terça-feira (1º) que terá como primeira “tarefa” atuar pela união do PDT. A escolha da presidente por Brizola Neto não agrada a cúpula do partido, que reclama de “falta de diálogo” com o governo federal.

“[Minha primeira tarefa] Será buscar reafirmar a unidade do partido e o apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff”, afirmou o novo ministro durante evento em comemoração ao Dia do Trabalho, em São Paulo. Ele minimizou ainda as insatisfações do partido com sua indicação.

“Em qualquer partido é normal que haja escolhas e preferências pessoais”, avaliou. Nesta segunda, Brizola Neto havia dito que sua nomeação ao cargo "vai ajudar bastante" a pacificar a relação do PDT com o governo.

Ainda nesta terça, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, negou que haja um “racha” no partido por causa da indicação de Brizola Neto.

“O PDT não está rachado. É algo normal. Tiveram três nomes e um deles foi escolhido. As centrais sindicais indicaram o Brizola Neto”, disse. A indicação para o Ministério do Trabalho foi anunciada nesta segunda (30) pelo Palácio do Planalto, após reunião de Dilma com o presidente do partido, Carlos Lupi, que comandou a pasta por mais de quatro anos e deixou o cargo em dezembro do ano passado, após uma série de denúncias de corrupção.

Além de Brizola Neto eram cotados para o cargo o secretário-geral do partido, Manoel Dias, e o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS). O vice-presidente do PDT, André Figueiredo (CE), afirmou na segunda que Brizola Neto não é o nome “que mais agrada” a legenda.

“O partido não tem indicação nenhuma neste processo. É uma indicação da presidente. Ela [Dilma] nunca chamou o partido para conversar. Esta relação [com a presidente] vem arranhada desde dezembro. [...] Ainda não houve diálogo. O que houve foi uma comunicação do novo ministro. A falta de diálogo é algo que nos desagrada", criticou o deputado

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Cachoeira negociou compra de partido político, diz jornal

O contraventor Carlinhos Cachoeira negociou a compra do controle de um partido político segundo as gravações feitas pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo. Uma sequência de diálogos ocorridas em 2011 faz referência ao negócio e cita o nome do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e o de um assessor do governador Agnelo Queiroz (PT-DF). No dia 6 de maio, Cachoeira conversa com Edivaldo Cardoso, ex-presidente do Detran-GO, com quem havia jantado na noite anterior, junto com Perillo, na casa do senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM). "O partido que o Marconi falou ontem é o P de pato, R, P de pato?", pergunta Cachoeira, se referindo ao nanico PRP (Partido Republicano Progressista). Três dias após a conversa, Cachoeira fala com o sargento da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, apontado como araponga do grupo, que sugere contato com outro nanico, o PRTB. "Lá é o Levy Fidelix o presidente. Aí alguém tem que ligar lá para falar para ele vir a Brasília", diz Dadá. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
No mesmo dia, Cachoeira pede para o ex-vereador Wladimir Gacez, apontado pela PF como seu assessor direto, mandar mensagem "para o nosso maior", perguntando "se é bom pegar o PRTB". No dia 16, Dadá diz a Cachoeira que Levy Fidelix do PRTB, chegaria a Brasília para tratar do assunto. Um dia antes, porém, Cachoeira havia manifestado estar "de olho" no PRP e que o objetivo era "tomar o partido". O atual presidente da sigla em Goiás, Jorcelino Braga, se filiou à legenda em setembro, quatro meses após o diálogo. Em outra conversa, aparecem menções a valores a serem pagos a um partido, não identificado. Dadá informa que o valor teria aumentado, de R$ 200 mil para R$ 300 mil. "Que isso? Está roubando", reclama Cachoeira. Dadá diz que, feito o pagamento, Cachoeira poderia nomear o presidente estadual e, posteriormente, os diretórios municipais, ficando com o controle da sigla. Cachoeira diz para oferecer R$ 150 mil, podendo chegar a R$ 200 mil. Levy Fidelix negou encontro com qualquer um dos citados, já o presidente do PRP em Goiás, Jorcelino Braga, e Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz, não foram encontrados pelo jornal.
Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.
Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.
Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.
Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.
O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir ouros políticos, agentes públicos e empresas.
Após a publicação de suspeitas de que a construtora Delta, maior recebedora de recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo (PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira. 

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Governador reúne prefeitos para definir ações de combate à estiagem

O governador Teotonio Vilela vai se reunir nesta quarta-feira (2), às 10 horas, no Palácio República dos Palmares, com os prefeitos dos municípios afetados pela seca. O objetivo é definir ações para combater os efeitos da estiagem, que em Alagoas atinge 33 municípios.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, Jorge Dantas, os agricultores familiares já começaram a receber as sementes, mas muitos ainda não iniciaram o plantio por conta da falta de chuvas.

“No semiárido alagoano as principais culturas são o feijão e o milho, mas precisam de chuva”, disse o secretário. “Outra atividade que sofre com os efeitos da estiagem é a pecuária de leite, porque o gado vai ficando sem alimento. Por isso, temos que adotar ações emergenciais para atender a esses produtores”.

Na semana passada, o governador participou de uma reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Condel/Sudene), na qual foram definidas ações que atenderão aos Estados da região afetados pelos efeitos da estiagem.

Uma das ações já aprovadas pelo conselho foi a criação de uma linha de crédito emergencial em condições especiais para o setor produtivo do semiárido. Outra medida confirmada na reunião foi a assinatura de termos de cooperação técnica do Programa Água para Todos.

Além de prefeitos, são esperados para a reunião desta quarta-feira representantes do setor produtivo rural, do governo federal, bancos, conselhos estaduais e secretarias do governo do Estado.

 

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Planalto anuncia Brizola Neto como novo ministro do Trabalho

(Foto: Agência Câmara) 1335807491brizolaneto300300 Brizola Neto (PDT-RJ), anunciado como novo ministro do Trabalho

O Palácio do Planalto anunciou nesta segunda-feira (30) o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) como o novo ministro do Trabalho. A nomeação era cobrada pelo PDT e pelas centrais sindicais e saiu na véspera do Dia do Trabalho, 1º de maio.

O anúncio foi feito pela ministra da Comunicação Social, Helena Chagas. A posse deve ocorrer nesta quinta-feira (2).

O nome, que era o preferido da presidente Dilma Rousseff para o cargo, foi definido após reunão de Dilma com o presidente do PDT, Carlos Lupi (PDT-RJ), que comandou a pasta por mais de quatro anos e deixou o cargo em dezembro do ano passado, após uma série de denúncias de corrupção na pasta. Desde então, o secretário-executivo da pasta Paulo Roberto Pinto estava interinamente no comando do ministério.

Em nota - veja no fim da reportagem -, a presidente Dilma "manifestou confiança" de que Brizola Neto "prestará grande contribuição ao país".

"A presidenta agradeceu a importante colaboração do ex-ministro Carlos Lupi, que esteve à frente do Ministério no primeiro ano de seu governo, e do ministro interino Paulo Roberto dos Santos Pinto na consolidação das conquistas obtidas pelos trabalhadores brasileiros nos últimos anos", diz a nota.

Brizola Neto será o ministro mais jovem da equipe da presidente Dilma. Ele tem apenas 33 anos e é neto do fundador do PDT e ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, que morreu em 2004.

Nesta segunda, o vice-presidente do PDT, deputado André Figueiredo (CE), afirmou que Brizola Neto não era o preferido da legenda. “É uma decisão pessoal da presidenta. Dentro do partido não é o que agrada mais”, afirmou. Também eram cotados Manoel Dias, secretário-geral do PDT e o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), nome de preferência da bancada do PDT na Câmara.

Em março, em meio à crise do governo com a base aliada, Figueiredo chegou a criticar, em discurso no plenário da Câmara, a demora da presidente Dilma em indicar um nome apoiado pelo partido para o Ministério do Trabalho.

Saída de Lupi
Em dezembro do ano passado, Lupi encerrou no Trabalho uma trajetória que teve início em março de 2007, no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por indicação do PDT, permaneceu no cargo no começo do governo Dilma Rousseff, em 2011.

Ao deixar o cargo, Lupi diz que sofreu "perseguição política e pessoal da mídia".

As denúncias contra o ministro Lupi começaram no começo de novembro do ano passado, quando surgiu a informação de que haveria um esquema de cobrança de propina de ONGs contratadas para capacitar trabalhadores.

Em 12 de novembro, reportagem da revista "Veja" informou que ele teria utilizado um avião alugado por um empresário dono de ONG, que, por sua vez, tem contratos com o Ministério do Trabalho. Até hoje, ainda não foi esclarecido quem pagou pelo avião.

Além disso, surgiu denúncia de que Lupi teria trabalhado, durante cinco anos, na Câmara Municipal do Rio e, ao mesmo tempo, como funcionário-fantasma na Câmara. A Procuradoria-Geral da República diz que acúmulo de cargos públicos, em tese, é crime.

Como ministro do Trabalho, Lupi tinha por costume dar declarações polêmicas. Após as denúncias, disse que só sairia do cargo "abatido à bala", o que não foi bem recebido no Palácio do Planalto. No dia seguinte, se desculpou com a presidente Dilma Rousseff. "Presidente, desculpe se eu fui agressivo, não foi minha intenção, eu te amo", declarou na ocasião.

Veja nota sobre anúncio do novo ministro do Trabalho.

"Nota à Imprensa

A presidenta da República, Dilma Rousseff, convidou hoje o deputado Brizola Neto para assumir o Ministério do Trabalho e Emprego. A presidenta manifestou confiança de que Brizola Neto, ex-Secretário de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro, ex-vereador e deputado federal pelo PDT, prestará grande contribuição ao país.

A presidenta agradeceu a importante colaboração do ex-ministro Carlos Lupi, que esteve à frente do Ministério no primeiro ano de seu governo, e do ministro interino Paulo Roberto dos Santos Pinto na consolidação das conquistas obtidas pelos trabalhadores brasileiros nos últimos anos.

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Planalto anuncia Brizola Neto como ministro do Trabalho

Foto: Agência Câmara 1335803329brizolaneto300300 Brizola Neto (PDT-RJ), anunciado como novo ministro do Trabalho

O Palácio do Planalto anunciou nesta segunda-feira (30) o deputado federal Brizola Neto (PDT-RJ) como o novo ministro do Trabalho. A nomeação era cobrada pelo PDT e pelas centrais sindicais e saiu na véspera do Dia do Trabalho, 1º de maio.

O anúncio foi feito pela ministra da Comunicação Social, Helena Chagas. A posse deve ocorrer nesta quinta-feira (2).

O nome, que era o preferido da presidente Dilma Rousseff para o cargo, foi definido após reunão de Dilma com o presidente do PDT, Carlos Lupi (PDT-RJ), que comandou a pasta por mais de quatro anos e deixou o cargo em dezembro do ano passado, após uma série de denúncias de corrupção na pasta. Desde então, o secretário-executivo da pasta Paulo Roberto Pinto estava interinamente no comando do ministério.

Em nota - veja no fim da reportagem -, a presidente Dilma "manifestou confiança" de que Brizola Neto "prestará grande contribuição ao país".

"A presidenta agradeceu a importante colaboração do ex-ministro Carlos Lupi, que esteve à frente do Ministério no primeiro ano de seu governo, e do ministro interino Paulo Roberto dos Santos Pinto na consolidação das conquistas obtidas pelos trabalhadores brasileiros nos últimos anos", diz a nota.

Brizola Neto será o ministro mais jovem da equipe da presidente Dilma. Ele tem apenas 34 anos e é neto do fundador do PDT e ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, que morreu em 2004.

Nesta segunda, o vice-presidente do PDT, deputado André Figueiredo (CE), afirmou que Brizola Neto não era o preferido da legenda. “É uma decisão pessoal da presidenta. Dentro do partido não é o que agrada mais”, afirmou. Também eram cotados Manoel Dias, secretário-geral do PDT e o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), nome de preferência da bancada do PDT na Câmara.

Em março, em meio à crise do governo com a base aliada, Figueiredo chegou a criticar, em discurso no plenário da Câmara, a demora da presidente Dilma em indicar um nome apoiado pelo partido para o Ministério do Trabalho.

Saída de Lupi
Em dezembro do ano passado, Lupi encerrou no Trabalho uma trajetória que teve início em março de 2007, no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por indicação do PDT, permaneceu no cargo no começo do governo Dilma Rousseff, em 2011.

Ao deixar o cargo, Lupi diz que sofreu "perseguição política e pessoal da mídia".

As denúncias contra o ministro Lupi começaram no começo de novembro do ano passado, quando surgiu a informação de que haveria um esquema de cobrança de propina de ONGs contratadas para capacitar trabalhadores.

Em 12 de novembro, reportagem da revista "Veja" informou que ele teria utilizado um avião alugado por um empresário dono de ONG, que, por sua vez, tem contratos com o Ministério do Trabalho. Até hoje, ainda não foi esclarecido quem pagou pelo avião.

Além disso, surgiu denúncia de que Lupi teria trabalhado, durante cinco anos, na Câmara Municipal do Rio e, ao mesmo tempo, como funcionário-fantasma na Câmara. A Procuradoria-Geral da República diz que acúmulo de cargos públicos, em tese, é crime.

Como ministro do Trabalho, Lupi tinha por costume dar declarações polêmicas. Após as denúncias, disse que só sairia do cargo "abatido à bala", o que não foi bem recebido no Palácio do Planalto. No dia seguinte, se desculpou com a presidente Dilma Rousseff. "Presidente, desculpe se eu fui agressivo, não foi minha intenção, eu te amo", declarou na ocasião.

Veja nota sobre anúncio do novo ministro do Trabalho.

"Nota à Imprensa

A presidenta da República, Dilma Rousseff, convidou hoje o deputado Brizola Neto para assumir o Ministério do Trabalho e Emprego. A presidenta manifestou confiança de que Brizola Neto, ex-Secretário de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro, ex-vereador e deputado federal pelo PDT, prestará grande contribuição ao país.

A presidenta agradeceu a importante colaboração do ex-ministro Carlos Lupi, que esteve à frente do Ministério no primeiro ano de seu governo, e do ministro interino Paulo Roberto dos Santos Pinto na consolidação das conquistas obtidas pelos trabalhadores brasileiros nos últimos anos.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República"

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Agentes de saúde pedem a Renan audiência pública para debater o piso salarial

Assessoria 1335803026agentes1 Profissionais procuraram senador do PMDB para agradecer pelas conquistas da categoria

Representantes do Sindicato dos Agentes de Saúde em Alagoas (Sindacs-AL), se reuniram com o senador Renan Calheiros, na manhã desta segunda-feira, 30. O encontro aconteceu na sede do PMDB em Maceió, onde os profissionais agradeceram o apoio de Renan pela aprovação da Emenda 51, que permite a efetivação desses profissionais. Na oportunidade, pediram empenho do senador, pela regularização da Emenda 63, que estabelece um piso salarial nacional de dois salários mínimos para a categoria. Esta emenda já foi aprovada pelo Congresso, bastando seguir para a sanção da presidente Dilma Roussef, para que comece a vigorar.

O presidente do Sindacs-AL, Fernando Cândido do Nascimento , pediu a Renan Calheiros que provoque uma audiência pública, para debater esse assunto, com a presença de ministros e autoridades ligadas ao setor. “Um debate como esse, com a intermediação do senador Renan, que vem acompanhando a nossa causa ao longo dos anos, seria importante para confrontarmos todas as propostas e melhorias para a categoria”, avaliou Fernando Cândido.

“Podem contar comigo, estaremos sempre juntos nessa luta”, colocou o senador”, informando que irá tentar agendar a audiência pública no Senado Federal. “Havíamos assumido o compromisso de voltarmos a nos encontrar, para conversarmos sempre que necessário, para tratarmos das prioridades da categoria, do piso nacional. Estamos sempre à disposição para fazermos o que está ao nosso alcance, para facilitar as negociações “, destacou Renan, lembrando a importância da categoria nas últimas eleições que o reconduziram ao Senado Federal.

Nelson Araújo Cordeiro, agente de saúde em Maceió, que também integra a diretoria do Sindacs-AL, agradeceu o empenho de Renan e informou que ele mesmo foi beneficiado pela emenda 51, já estando efetivado desde janeiro deste ano, tendo, inclusive, recebido o terceiro salário.

No próximo dia 19 de maio, a categoria elege sua diretoria, para os próximos três anos. Duas chapas estão concorrendo.

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Prefeitura decreta luto oficial após morte de Dâmaso

Em respeito a morte do ex-Prefeito Danilo Dâmaso, o atual prefeito Cristiano Matheus decretou luto oficial de três dias úteis no município. Neste período está suspensa qualquer festa ou comemoração. A bandeira permanecerá a meio palmo. Embora os servidores públicos deem expediente normalmente.

Com a decretação do luto oficial foi suspensa a festa do trabalhador com show de prêmios, prevista para esta terça-feira, dia do trabalho. Esta festa foi transferida para a próxima sexta-feira, dia quatro.

Outro evento que foi suspenso foi a vinda do Governador Teotonio Vilella à Marechal Deodoro, prevista para a próxima quinta-feira. Ele iria inaugurar o novo posto do Sine e também o posto de salva vidas do Corpo de Bombeiros que a prefeitura construiu na Paia do Francês.

Uma etapa do campeonato estadual de Voleibol, que seria realizada em Marechal Deodoro nos próximos dias, também foi suspensa. Ainda em respeito a morte de Danilo Dâmaso o atual prefeito, Cristiano Matheus, divulgou uma nota oficial lamentando o ocorrido.

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PDT apresenta Software de “Controle Eletrônico da Fiscalização Eleitoral”

O Partido Democrático Trabalhista - PDT, Diretório de Maceió, através de seu Presidente Jurandir Boia, dando continuidade ao trabalho objetivando o preparo do partido e companheiros para as eleições 2012, apresentou no último dia 25 de abril aos companheiros pré-candidatos a prefeito e vereador em todo Estado de Alagoas e dirigentes de partidos políticos aliados, o Corintho Software “Controle Eletrônico da Fiscalização Eleitoral”. O companheiro Jurandir Boia apresentou o Software, dizendo: “trata-se de uma inovadora ferramenta de trabalho para atender partidos políticos e candidatos a cargos eletivos em todo Brasil”.

O Escritório Jurídico Brabo & Magalhães, representado pelo Dr. Daniel Brabo, discorreu que “depois da implantação de Urna Eletrônica pelo TSE e a biometria, em tese teríamos mais segurança na totalização de votos, mas não é o que ocorre, pois um mesário pode liberar manualmente a Urna para que um eleitor vote. Por isso, existe a necessidade dos partidos se modernizarem para que possam realizar uma Fiscalização Eleitoral com eficiência, evitando perdas aos partidos com ações judiciais posteriores ao pleito” e salientou que o Software -Controle Eletrônico da Fiscalização Eleitoral- “é uma ótima ferramenta para realizar com eficiência a Fiscalização, desde seu o início no TSE acompanhando hashs e log, passando ao dia da eleição e posteriormente com a totalização paralela”.

O companheiro Sergio Corintho - Secretário Estadual do PDT/AL e colaborador na idealização e no desenvolvimento do Software apresentou o projeto. Trata-se de um programa de computador para realizar o controle eletrônico da fiscalização eleitoral em todo território Nacional, tendo seu registro perante o INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O trabalho de fiscalização envolve milhares de pessoas e a falta de controle, organização e treinamento, fazem com que os partidos tenham enorme prejuízo. A necessidade de informações rápidas no processo de fiscalização torna a informática uma excelente ferramenta. Com o programa podemos por exemplo: Cadastrar online todos os advogados, coordenadores, delegados, fiscais envolvidos com o processo, ter a estatística do cadastro, saber a composição real do gasto da fiscalização, emitir a relação de fiscais para remeter a Justiça Eleitoral, emitir credencias de delegados e fiscais personalizadas, totalizar online os Boletins de Urna, monitorar equipe e o treinamento antes e no dia da eleição, prestar contas da fiscalização, auditar o resultado da eleição entre outras coisas.

O Analista de Sistema Sancler Santana, em São Paulo, através de videoconferência, demonstrou o funcionamento do sistema.

Este programa foi utilizado com sucesso nas eleições 2010 e sofreu melhorias tecnológicas para atender a todos os municípios brasileiros. Poderá ser utilizado por todos os partidos políticos do Brasil, e já se encontra disponível para esta próxima eleição, prevista para 2012.

A apresentação do programa encontra-se no site: www.corinthosoftware.com.br, a partir de 05 de maio do corrente ano.

Colaboram na melhoria tecnológica do projeto, os engenheiros Corintho Campelo, Amilcar Bruzano Filho, equipe de analista de sistema chefiados pelo Dr. Sancler Santana, advogada Maria Cortiz, os empresários Claudio Simas e Sérgio Corintho; e os parceiros: CADD - Tecnologia e Inteligência Geográfica, SOFTWELL Solutions e DVI Soluções em mídias digitais.
 

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