Política

Postado em 24/10/2010 às 07:55

Lula pede 'surra nas urnas' no dia da votação


Por Redação

Dois dias após ter acusado o presidenciável José Serra (PSDB) de simular uma agressão durante caminhada no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva arrefeceu ontem o tom de seu discurso ao pedir que militantes e simpatizantes do PT não agridam os adversários com gestos ou palavras, mas que deem a "surra nas urnas".

"A surra que a gente quer dar neles é na urna no dia 31. Nós não queremos agredi-los nem com palavras, nem com gestos. O que nós queremos é encher a urna de 13, a urna de Dilma no dia 31", afirmou o presidente, ao discursar em comício no município de Carapicuíba (SP), ao lado da candidata Dilma Rousseff (PT).

A expressão "surra nas urnas" também foi dita há dois anos pelo ex-ministro José Dirceu e vem sendo repetida nos programas eleitorais do PSDB. Tucanos acusam o PT de insuflar a violência eleitoral nas ruas.

Ainda que com um tom menos inflamado, Lula reiterou que o episódio no Rio foi uma "armação". "Tentaram fazer uma armação para dizer que nós somos violentos. E a prova maior é que eu perdi em 89, perdi em 94, perdi em 98, e cada vez que eu perdi não havia da minha parte ataques e nem jogo sujo contra o adversário. Mas eles, que falam em democracia, não sabem perder", atacou o presidente.

Lula afirmou aos presentes no comício que é preciso dar "um exemplo de como ganhar essas eleições", sem reagir a provocações de adversários. O presidente disse ainda que a disputa presidencial é uma disputa de projetos, e não de partidos. "Muito mais que uma disputa entre a Dilma e o seu adversário, muito mais que a disputa entre o PT e o PSDB, muito mais do que a disputa entre uma mulher e um homem, o que está em disputa Brasil avançando ou se a gente quer retroceder o Brasil como era no tempo em que eles governavam esse País."

Segundo Lula, caberá ao eleitor decidir se quer "o futuro das incertezas do passado, do FHC, ou o futuro que o Lula e vocês e a Dilma construíram neste País".

Dilma fez um rápido discurso e agradeceu os votos que recebeu na região. Ao final de carreata e comício, afirmou, em entrevista à imprensa, que a campanha deve ser finalizada sem "clima de ódio", de "desavenças e episódios desagradáveis". "Não é adequado instilar a desavenças, criar calúnias, tentar uma campanha que mais do que tudo cria confusão e conflito. Acho que é muito possível um ambiente de paz neste final de eleição.


Postado em 24/10/2010 às 05:06

Bispo de Guarulhos: PT é o partido da 'morte' e da 'mentira'


Por Redação

Em documento distribuído à imprensa, o bispo diocesano de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, cuja campanha contra o aborto está no epicentro da disputa presidencial, chama o PT de "partido da morte" e da "mentira".

Na coletiva que concedeu ontem, o religioso afirmou: "Não votem em Dilma [Rousseff]", ressalvando que sua recomendação não sugere automaticamente que o eleitor opte pelo adversário da petista, o tucano José Serra.

"Existem opções: anular o voto ou votar em branco. Mas se você me perguntar como vou votar, não respondo."

"Deixo a consciência de cada um fazer sua escolha. Só estou dizendo para não votar na Dilma. Se ela ganhar, vou lamentar, mas vou respeitá-la como presidente e continuar minha campanha contra o aborto."

O aborto se transformou num dos principais temas da disputa. Integrantes da campanha da petista avaliam que Dilma não venceu a corrida no primeiro turno, entre outros motivos, por conta da polêmica criada em torno da opinião dela sobre o tema.

Em 2007, em entrevista à Folha, ela se declarou a favor da descriminalização. Agora diz ser pessoalmente contra a prática.


Postado em 24/10/2010 às 05:04

Próximo da votação, STF procura saída para impasse da ficha limpa


Por Redação

O Supremo Tribunal Federal volta a julgar, nesta quarta-feira (27/10), a aplicação da Lei Complementar 135/10 (Lei da Ficha Limpa) para as eleições deste ano diante de um dilema: achar uma saída para o impasse que rachou o tribunal quando os ministros julgaram o recurso do ex-candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), há quase um mês.

Na ocasião, depois de duas sessões que somaram 15 horas de discussão, o julgamento foi suspenso sem a proclamação do resultado porque cinco ministros votaram pela aplicação imediata da lei e cinco, contra. Com o placar, os juízes passaram a discutir de forma acalorada sobre como desempatar a decisão. A paixão tomou conta das discussões e a única saída foi encerrar a sessão sem qualquer resultado definido.

Na quarta-feira, será julgado o recurso de Jader Barbalho (PMDB-PA) contra a rejeição do registro de sua candidatura pelo Tribunal Superior Eleitoral. O caso é muito semelhante ao de Roriz: Barbalho renunciou ao cargo de senador em 2001 para escapar de um provável processo de cassação. Nas eleições de 3 de outubro, obteve 1,79 milhão de votos e e se elegeu em segundo lugar para representar o Pará no Senado.

Em entrevista nesta sexta-feira (22/10), o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso, chegou a considerar a possibilidade de o tribunal se ver diante de novo impasse: “Possibilidade teórica (de continuar empatado) sempre tem. Eu não saberia fazer uma avaliação hoje”. Mas, em seguida, afirmou que “pode ser até que o tribunal encontre uma solução não aventada até agora”.

Questionado sobre se estaria disposto a proferir o voto de desempate, Peluso respondeu: “Eu estou disposto a aguardar o julgamento de quarta-feira”. A possibilidade de o presidente do STF desempatar o julgamento, apesar de prevista no regimento interno da Corte, foi duramente atacada pelos ministros que defendem a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa. Peluso, que teria o privilégio de votar duas vezes, é contra.

Ministros consideram a possibilidade de haver conversas nos dias que antecedem o julgamento para que seja desenhada uma solução antes de o recurso começar a ser julgado. Advogados consideram que a solução pode partir da ministra Ellen Gracie.

A ministra é a integrante do colegiado que se envolveu de forma menos apaixonada com o assunto. No julgamento em que o Supremo derrubou a verticalização, ela sustentara a inconstitucionalidade de lei eleitoral vigorar no mesmo ano de sua edição. Embora tenha decidido diferente agora, é a única votante que pode ceder no sentido de abrir o segundo voto para o presidente, o que decidiria a questão imediatamente.

Soluções opostas
O voto de desempate é previsto no inciso IX do artigo 13 do regimento interno. O dispositivo determina que cabe ao presidente do tribunal “proferir voto de qualidade nas decisões do plenário, para as quais o regimento interno não preveja solução diversa, quando o empate na votação decorra de ausência de ministro em virtude de: a) impedimento ou suspeição; b) vaga ou licença médica superior a 30 dias, quando seja urgente a matéria e não se possa convocar o ministro licenciado”.

O uso do voto de qualidade foi defendido em plenário pelos ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio no julgamento do recurso de Roriz. Quando estava em jogo a candidatura de Roriz, o presidente do STF foi pressionado por colegas e descartou desempatar a contenda: “Não tenho nenhuma vocação para déspota. E não acho que o meu voto valha mais do que o de outros ministros”.

A segunda saída para o impasse é diametralmente oposta a primeira e está no mesmo regimento interno do STF, no artigo 146: “havendo, por ausência ou falta de um ministro, nos termos do artigo 13, IX, empate na votação de matéria cuja solução dependa de maioria absoluta, considerar-se-á julgada a questão proclamando-se a solução contrária à pretendida ou à proposta”. Neste caso, o desempate se dá com a confirmação da decisão do TSE contestada pela recurso de Jáder Barbalho.

Esta foi a solução proposta pelo ministro Ricardo Lewandowski, duramente rechaçada, então, pelo time que é contra a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa. As duas possibilidades de desempate previstas no mesmo regimento deve ser o alvo das conversas entre os ministros antes do julgamento do recurso do eventual futuro senador.

Processo eleitoral
Em todos os casos nos quais a Lei da Ficha Limpa é contestada, advogados alegam, preliminarmente, que a lei feriu o artigo 16 da Constituição Federal, que fixa o chamado princípio da anterioridade, segundo o qual qualquer lei que influa nas eleições tem de esperar o prazo de carência de um ano a partir da data de sua publicação para ser aplicada.

O artigo 16 diz o seguinte: “A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. O racha entre os ministros, que impediu o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, de proclamar o resultado do julgamento do recurso de Roriz, se deu exatamente pelas diferenças entre o conceito do que é processo eleitoral.

A Lei Complementar 135 foi publicada em 7 de junho deste ano. Assim, só poderia valer para eleição marcada para depois de 6 de junho de 2011. Na prática, só se aplicaria aos candidatos a partir das eleições municipais de 2012. Esse é o entendimento dos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.

Os outros cinco ministros — Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Ayres Britto e Ellen Gracie — entendem que sua aplicação é imediata porque novas hipóteses de inelegibilidade não alteram o processo eleitoral. Logo, não teriam de cumprir o prazo de carência de um ano previsto na Constituição Federal.

Sobre este ponto é que se deu o impasse. Para os ministros que defendem a aplicação imediata da lei, só tem poder de interferir no processo eleitoral uma regra que desequilibra ou deforma a disputa. Como a Lei da Ficha Limpa é linear, ou seja, se aplica para todos indistintamente, não se pode afirmar que ela interfere no processo eleitoral. Logo, sua aplicação é imediata.

Para os que sustentam que a lei deve obedecer ao prazo fixado no artigo 16 da Constituição Federal, não ha interferência maior no processo eleitoral do que estabelecer novas regras que criem restrições para que um cidadão se candidate. Os ministros discordaram até de quando se inicia o processo eleitoral. Para a maior parte do time pró aplicação imediata da lei, o processo se inicia com as convenções partidárias, que pela Lei Eleitoral devem ser realizadas entre 10 e 30 de junho, e com os registros de candidatura, que devem ser feitos até as 19h do dia 5 de julho.

Para a outra metade do Supremo, o processo eleitoral começa um ano antes das eleições, com o fim do prazo para as filiações partidárias. Se para concorrer o candidato tem de estar filiado ao partido um ano antes das eleições, é nesta data que começa o processo rumo ao próximo pleito.


Postado em 24/10/2010 às 04:26

Candidatos ao governo "invadem" a Orla Marítima de Maceió neste domingo


Por Redação

No último domingo antes das eleições os correligionários e militantes dos candidatos Teotônio Vilela Filho e Ronaldo Lessa tomam hoje a Orla marítima, em caminhadas que prometem levar milhares as ruas.

Assim como no primeiro turno, os dois candidatos apostam na caminhada da orla como a atividade do último fim de semana e marcaram o mesmo horário, em dois pontos diferentes para fazer esta ação.

A caminhada de Teotônio Vilela sai às 9 horas da manhã, de frente da Praça Vera Arruda, na Ponta Verde e deve seguir até as imediações do Hotel Ponta Verde. Já a caminhada de Ronaldo Lessa deve sair de frente do CRB, na Pajuçara e deve seguir até o Clube do Alagoinhas.

As duas caminhadas devem durar toda a manhã e o trânsito nestes locais deve ser suspenso.
 


Postado em 23/10/2010 às 17:54

Frei Betto diz que Igreja introduziu "vírus oportunista" na campanha


Por Redação

Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, 66, afirma que a forma como são abordados religião e aborto nesta campanha está "plantando no Brasil as sementes de um possível fundamentalismo religioso".

O frade dominicano responsabiliza a própria Igreja Católica por introduzir um "vírus oportunista" na disputa eleitoral.

E define como "oportunistas desesperados" os bispos da Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) que assinaram no fim de agosto uma nota, depois tornada panfleto, recomendando aos fieis não votar em candidatos do PT.

Em entrevista à Folha, o religioso analisa que os temas ganharam espaço na agenda porque "lidam com o emocional do brasileiro". "Na América Latina, a porta da razão é o coração, e a chave do coração é a religião. A religião tem um peso muito grande na concepção de mundo, de vida, de pessoa, que a população elabora."

Amigo do presidente Lula, de quem foi assessor entre 2003 e 2004 e a quem depois manteve apoio crítico, e eleitor de Dilma Rousseff, Frei Betto defende que as políticas sociais do atual governo evitaram milhões de mortes de crianças e, por isso, discuti-las é mais importante do que debater o aborto.

Folha - Desde que deixou o cargo de assessor de Lula, o sr. manteve um apoio crítico ao governo, um certo distanciamento. A pauta religiosa --ou a forma como ela foi introduzida na campanha-- lhe reaproximou do governo e do PT?
Frei Betto - Eu nunca me distanciei. Sempre apoiei o governo, embora fazendo críticas. O governo Lula é o melhor da nossa história republicana, mas não tão ideal quanto eu gostaria, porque não promoveu, por exemplo, nenhuma reforma na estrutura social brasileira, principalmente a reforma agrária.

Mas nunca deixei de dar o meu apoio, embora tenha escrito dois livros de análise do governo, mostrando os lados positivos e as críticas que tenho, que foram "A mosca azul" e "O calendário do poder", ambos publicados pela Rocco. Desde o início do processo eleitoral, embora seja amigo e admire muito a Marina Silva, no início até pensei que Dilma venceria com facilidade e que poderia apoiá-la [Marina], mas depois decidi apoiar a candidata do PT.

Mas você entrou com mais força na campanha por conta da pauta religiosa, sem a qual talvez não tivesse entrado tanto?
Eu teria entrado de qualquer maneira dando meu apoio, dentro das minhas limitações. Agora essa pauta me constrange duplamente, como cidadão e como religioso. Porque numa campanha eleitoral, penso que o mais importante é discutir o projeto Brasil. Mas como entrou o que considero um vírus oportunista, o tema do aborto e o tema religioso, lamentavelmente as as duas campanhas tiveram, sobretudo agora no segundo turno, que ser desviadas para essas questões, que são bastante pontuais. Não são questões que dizem respeito ao projeto Brasil de futuro. Ou, em outras palavras: mais do que se posicionar agora na questão do aborto é se posicionar em relação às políticas sociais que evitam a morte de milhões de crianças. Nenhuma mulher, nenhuma, mesmo aquela que aprova a total liberalização do direito ao aborto, é feliz por fazer um aborto.

Agora o que uma parcela conservadora da Igreja se esquece é que políticas sociais evitam milhões de abortos. Porque as mulheres, quando fazem, é por insegurança, frente a um futuro incerto, de miséria, de seus filhos. Esses 7,5 anos do governo Lula certamente permitiram que milhares de mulheres que teriam pensado em aborto assumissem a gravidez. Tiveram seus filhos porque se sentem amparadas por uma certa distribuição de renda que efetivamente ocorreu no governo Lula, tirando milhões de pessoas da miséria.

Por que aborto, crença e religião entraram tão fortemente na pauta da campanha?
Porque eles lidam com o emocional do brasileiro. Como o latino-americano em geral, a primeira visão de mundo que o brasileiro tem é de conotação religiosa. Sempre digo que, na América Latina, a porta da razão é o coração, e a chave do coração é a religião. A religião tem um peso muito grande na concepção de mundo, de vida, de pessoa, que a população elabora.
Mas não foi a população que levou esse tema [à campanha], foram alguns oportunistas que, desesperados e querendo desvirtuar a campanha eleitoral, introduziram esses temas como se eles fossem fundamentais.

O próprio aborto é decorrência, na maior parte, das próprias condições sociais de uma parcela considerável da população.

Quem são esses oportunistas?
Primeiro os três bispos que assinaram aquela nota contra a Dilma, diga-se de passagem à revelia da CNBB. Realmente eles se puseram no palanque, sinalizando diretamente uma candidata com acusações que considero infundadas, injustificadas e falsas.

A Dilma, que já defendeu a descriminalização do aborto, recuou em relação ao tema.
Respeito a posição dela. Agora eu, pessoalmente, como frade, como religioso, como católico, sou a favor da descriminalização em determinados casos. Pode colocar aí com todas as letras. Porque conheço experiências em outros países, como a França, em que a descriminalização evitou milhões de abortos. Mulheres foram convencidas a ter o filho dentro de gravidez indesejada. Então todas as estatísticas comprovam que a descriminalização favorece mais a vida do que a descriminalização. É importante que se diga isso, na minha boca.
Na Itália, que é o país do Vaticano, predominantemente católico, foi aprovada a descriminalização.

O sr. acha que o recuo da Dilma é preço eleitoral a pagar?
Respeito a posição dos candidatos, tanto da Dilma quanto do Serra, sobre essas questões. Não vou me arvorar em juiz de ninguém. Como disse, acho que esse é um tema secundário no processo eleitoral e no projeto Brasil.

Pelo que se supõe, já que não há muita clareza nos candidatos, nem Dilma nem Serra são favoráveis ao aborto em si, mas ambos parecem abertos a discutir sua descriminalização. Por que é tão difícil para ambos debater esse tema com clareza e honestidade?
Porque é um tema que os surpreende. Não é um tema fundamental numa campanha presidencial. É um vírus oportunista, numa campanha em que você tem que discutir a infraestutura do país, os programas sociais, a questão energética, a preservação ambiental. Entendo que eles se sintam constrangidos a ter que se calar diante dos temas importantes para a nação brasileira e entrar num viés que infelizmente está plantando no Brasil as sementes de um possível fundamentalismo religioso.

Como o sr. vê a participação direta de bispos, padres e pastores na campanha, pregando contra ou a favor de um ou outro candidato?
Eu defendo o direito de que qualquer cidadão brasileiro, seja bispo, seja até o papa, tenha a sua posição e a manifeste. O que considero um abuso é, em nome de uma instituição como a Igreja, como a CNBB, alguém se posicionar tentando direcionar o eleitorado. Eu, por exemplo, posso, como Frei Betto, manifestar a minha preferência eleitoral. Mas não posso, como a Ordem Dominicana à qual eu pertenço, dizer uma palavra sobre isso. Considero um abuso.

E a participação de uma diocese da CNBB na produção de panfletos recomendando fieis a não votarem na Dilma?
É uma posição ultramontana, abusiva, de tentar controlar a consciência dos fieis através de mentiras, de ilações injustificadas.

O sr. acredita, como aponta o PT, que o PSDB está por trás da produção dos panfletos?
Não, não posso me posicionar. Só me posiciono naquilo em que tenho provas e evidências. Prefiro não falar sobre isso.

Quais as diferenças de tratamento do tema aborto nas diferentes religiões?
Ih, meu caro, isso é muito complexo. Agora, na rua... Eu estou na rua, indo para a PUC [para ato de apoio a Dilma, na última terça à noite]. Para entrar nesse detalhe... Eu escrevi um artigo até para a Folha, anos atrás, sobre a questão do aborto. É muito delicado analisar as diferenças. Há nuances. Mesmo dentro da Igreja Católica há diferentes posições sobre quando é que o feto realmente se transforma num ser vivo. Não é uma questão fechada na Igreja. Ainda não há, nem do ponto de vista do papa, uma questão dizendo: o feto é um ser vivo a partir de tal data. É uma questão em discussão, teologicamente inclusive. São Tomás de Aquino dizia que 40 dias depois de engravidar. Isso aí depende muito, é uma questão em aberto.

Em artigo recente na Folha, o sr. disse que conhecia Dilma e que ela é "pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica". O que diria sobre a formação e a religiosidade de Serra?
Eu sou amigo do Serra, de muitos anos, desde a época do movimento estudantil. Nunca soube das suas opções religiosas. Da Dilma sim, porque fui vizinho dela na infância [em Belo Horizonte], estivemos juntos no mesmo cárcere aqui em São Paulo, onde ela participou de celebrações, e também no governo. Não posso de maneira alguma me posicionar em relação ao Serra. Respeito a religiosidade dele.

Se você me perguntasse antes da campanha sobre a posição religiosa do Serra, eu diria: não sei. Mas considero uma pessoa muito sensata, que respeita crenças religiosas, a tolerância religiosa, a liberdade religiosa. Nesse ponto os dois candidatos coincidem.

O que achou do material de campanha de Serra que destaca a frase "Jesus é a verdade e a vida" junto a uma foto do candidato?
Não cheguei a ver e duvido que seja material de campanha dele. Como bom mineiro, fico com pé atrás. Será que é material de campanha, será que é apócrifo?... Agora mesmo estão distribuindo na internet um texto, que me enviou hoje o senador [Eduardo] Suplicy, [intitulado] "13 razões para não votar em Dilma", com a logomarca da Folha, de um artigo que eu teria publicado na Folha, assinado por mim. Não dá para dizer que [o santinho] é da campanha dele.

Mas tem foto dele, o número dele [tem inclusive o CNPJ da coligação]...
Bem, espero que a campanha, o comitê dele desminta isso e, se não desmentir, quem cala, consente.

No mesmo artigo o sr. diz que torturadores praticavam "ateísmo militante". O sr. não respeita quem não crê em Deus?
Meu caro, eu tenho inúmeros amigos ateus. Nenhum deles tirou do contexto essa frase. Com essa pergunta você me permite aclarar uma coisa muito importante: que a pessoa professe ateísmo, tem todo o meu apoio, é um direito dentro de um mundo secularizado, de plena liberdade religiosa.

Agora, a minha concepção de Deus é que Deus se manifesta no ser humano. Então toda vez que alguém viola o ser humano, violenta, oprime, está realizando o ateísmo militante. Ateus que reivindicam o fim dos crucifixos em lugares públicos, o nome de Deus na Constituição --isso não é ateísmo militante, isso é laicismo, que eu apoio. O ateísmo militante para mim é profanar o templo vivo de Deus, que é o ser humano.

Tiraram do contexto, não entenderam...

É que houve queixas de ateus em relação àquele trecho do seu artigo, tido como discriminatório...
Podem ter se sentido ofendidos por não terem percebido isso. Para mim o ateísmo militante é você negar Deus lá onde, na concepção cristã, ele se manifesta, que é no ser humano. Você professar o ateísmo é um direito que eu defendo ardorosamente. Agora, você não pode é chutar a santa, como fez aquele pastor na Record. Ou seja, eu posso ser ateu, como eu sou cristão, mas eu não digo que a fé do muçulmano é um embuste ou que a fé do espírita é uma fantasia. Isso é um desrespeito.

O sr. relatou no artigo que encontrou Dilma no presídio Tiradentes [em São Paulo] e que lá fizeram orações. Como foram esses encontros?
Ela estava presa na ala feminina, eu na ala masculina e, como religioso, eu tinha direito de, aos domingos, passar para a ala feminina para fazer celebrações. E ela participava. O diretor do presídio autorizava isso.

O sr. já comparou o Bolsa Família a uma "esmola permanente"...
[interrompendo] Não, eu não usei essa expressão. Eu sempre falei que o Bolsa Família é um programa assistencialista e o Fome Zero era um programa emancipatório. Nunca chamei de esmola não. Se saiu isso aí, puseram na minha boca.

Deixa eu buscar aqui o contexto exato...
Quero ver o contexto. Dito assim como você falou agora eu não falei isso não.

Vou achar aqui o texto, espera aí.
Bem, mas não importa o que eu disse. Eu te digo agora o seguinte: o Bolsa Família é um programa compensatório e o Fome Zero era um programa emancipatório.

* Você falou o seguinte [numa entrevista à Folha em 2007]: "Até hoje o Bolsa Família não tem porta de saída. O governo inteiro sabe qual é, mas não tem coragem: é a reforma agrária, a única maneira de 11 milhões de famílias passarem a produzir a própria renda e ficarem independentes, emancipadas do poder público. Você não pode fazer política social para manter as pessoas sob uma esmola permanente. Nem por isso considero o Bolsa Família negativo, devo dizer isso. O problema é que não pode se perenizar".*
Ótimo que você pegou o texto, muito bem, é isso mesmo. Veja bem, não vamos tirar de contexto não.

O que o sr. pensa do Bolsa Família hoje?
Isso que eu te falei: é um programa compensatório. Eu gostaria que voltasse o Fome Zero, que tem um caráter emancipatório, tinha porta de saída para as famílias. E o Bolsa Família, embora seja positivo, até hoje não encontrou a porta de saída, o que eu lamento.

O sr. continua a ser um defensor inconteste do regime cubano? Ainda é amigo de Fidel?
Não, veja bem. A sua afirmação... Não põe na minha boca o que você acabou de falar. Eu sou solidário à Revolução Cubana. Eu faço um trabalho em Cuba há muitos anos, de reaproximação da Igreja e do Estado. Estou muito agradecido a Deus e feliz por poder ajudar esse processo, que resultou recentemente na liberação de vários presos políticos.

O sr. participou diretamente desse processo, dessa última libertação?
Indiretamente sim. Mas não é ainda o momento de eu entrar em detalhes.

O sr. acha que essa tendência de abertura do regime é inexorável?
Sim, claro, tem que haver mudanças. Cuba está preocupada em se adaptar. Mas nada disso indica a volta ao capitalismo.

Sobre o desrespeito aos direitos humanos em Cuba, ainda há presos políticos...
Meu caro, ninguém desrespeita mais os direitos humanos no mundo do que os Estados Unidos. E fala-se pouco, lamentavelmente. Basta ver o que os Estados Unidos fazem em Guantánamo.

Cuba ocupa o 51º no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, que é insuspeito. O Brasil, o 75º


Postado em 23/10/2010 às 13:31

Marcos Barbosa trabalha para reeleger Teotônio Vilela


Por Redação

Deputado Estadual Marcos Barbosa

Eleito com mais de 24 mil votos, o deputado estadual Marcos Barbosa (PPS), agora está empenhado para reeleger o governador Teotônio Vilela Filha (PSDB). O parlamentar reuniu todas as suas bases e colocou a disposição do candidato tucano.

Segundo o parlamentar,diariamente mais de 2 mil pessoas só na parte baixa de Maceió realizam caminhadas e fazem panfletagens com ações que foram desempenhadas pelo atual governador.

“Estamos engajados para reeleger o melhor governador que Alagoas já teve. Primeiro agradeço a toda população alagoana por depositar confiança a minha pessoa para poder representá-los na Assembleia Legislativa de Alagoas, agora não tenha dúvidas, eu estou ao lado do governador que está fazendo Alagoas crescer: gerando empregos, investindo na segurança, preocupado com o desenvolvimento social do Estado, entre outras ações que são vistas por todos”, declara Marcos Barbosa, reeleito deputado estadual.

Barbosa disse ainda que está notório que por anda verifica a gratidão do povo pelos trabalhos que são desempenhados Vilela.

Entretanto, com a aliança partidária que foi feita entre o Partido Popular Socialista (PPS) e o Partida da Social Democracia Brasileira (PSDB), um dos maiores líderes do Estado, Marcos Barbosa, também apóia ao tucano José Serra, na corrida para a presidência do Brasil por mais quatro anos.

 


Postado em 24/10/2010 às 04:00

Em Araraquara, Serra ataca governo Lula e "violência do PT"


Por Redação

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, fez duras críticas ao que chama de "modelo petista" durante visita a Araraquara, no interior de São Paulo, neste sábado (23). Para ele, esta forma de governar está se esgotando e o governo Lula "tem dois ou três escândalos por dia". O candidato afirmou que o uso da máquina pública pelo governo para atacar adversários é, como diriam os espanhóis, "comun y corriente (comum e corrente), habitual neste governo".

Ao lado de governador do Estado, Alberto Goldman, do senador eleito, Aloysio Nunes e do governador eleito por São Paulo, Geraldo Alckmin, Serra fez ataques ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal, e criticou a falta de planejamento do programa, que é a principal plataforma eleitoral de sua adversária Dilma Rousseff (PT).

O tucano afirmou que os governistas fazem mais propaganda do que as obras efetivamente e os chamou de "profissionais da mentira e da violência". "Quando é pego com a mão na cumbuca, diz que todo mundo faz isso. Mas não faço não".

Goldman e Aloysio Nunes também fizeram discursos bastante críticos em relação ao governo federal. "Eles organizaram grupos de corrupção que começaram nas prefeituras e o secretário particular do presidente Lula acabou de ser denunciado", afirmou o governador de São Paulo, em referência à denúncia contra Gilberto Carvalho feita na edição da revista Veja desta semana - de que o secretário pediria ao Ministério da Justiça a produção de dossiês contra adversários - e as acusações de recebimento de propina em administrações petistas de Santo André, no ABC paulista. Ele ainda comparou Lula a Hitler e disse que o governo ameaçou as prefeituras.

Aloysio Nunes criticou o comportamento da militância do PT e referiu-se aos adversários por "chavismo vagabundo": "trata-se de uma tropa de choque fascista treinada e dirigida pelo PT".

Serra aproveitou também para falar das agressões que sofreu no segundo turno. "É um episódio de violência, mas o pior foi a organização deles para não nos deixar passar. Isso é o que gera violência. Aconteceu comigo várias vezes... aqui mesmo entrou um rapaz. Imagina, entrar um petista no meio de uma reunião para agitar, é uma procura por encrenca".

Serra se referia a um agente escolar que subiu no palco do salão onde ocorreu o encontro e começou a gritar, protestando contra a política adotada por Serra referente à valorização do trabalho dos professores. O manifestante é funcionário de uma escola que reivindica reajuste salarial não só para professores.


Postado em 24/10/2010 às 03:14

Ex-governador do PMDB diz que Lula "fechou as portas" para SC


Por Redação

O ex-governador de Santa Catarina e senador eleito pelo PMDB, Luiz Henrique da Silveira, acusou o governo federal de ter "fechado as portas" para o Estado desde o seu anúncio de apoio ao candidato do PSDB à presidência, José Serra, realizado há quase um ano.

Coordenador de campanha de Serra entre os catarinenses, Luiz Henrique disse que pedidos de financiamentos junto a órgãos federais estariam "emperrados" desde que sua posição política foi anunciada. O peemedebista nunca escondeu a "mágoa" com a oposição feita pelos petistas ao seu governo e contrariou a direção nacional do seu partido ao trabalhar em favor de tucanos e democratas.

"Desde outubro do ano passado, quando declarei o meu apoio a Serra, as portas de Brasília se fecharam para Santa Catarina", afirmou. "Existem projetos e pedidos de financiamentos em diversos ministérios e órgãos como BNDES e INSS, que totalizam R$ 2 bilhões. O valor seria usado para alavancar a economia catarinense mas continuam travados".

Silveira é considerado um "dissidente" entre os dirigentes do PMDB local, que defendem a campanha de Dilma Roussef e Michel Temer. Ao participar de ato da "caravana do agradecimento" pelos 1,8 milhão de votos recebidos na eleição para o Senado, o ex-governador atacou os petistas e disse que José Serra voltaria a abrir as portas para o governo catarinense.

"Temos certeza de que essa trava será rompida e o Estado sairá ganhando", afirmou. "E acredito também que Raimundo Colombo fará um grande governo à frente do Estado, independente de quem for o presidente eleito".


Postado em 23/10/2010 às 16:30

Serra admite preocupação com ausência de eleitores em feriado


Por Redação

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra (PSDB), admitiu neste sábado (23) preocupação com a viagem dos eleitores no feriado prolongado e convocou a militância para convencer as pessoas a viajarem apenas após o voto. “Perca um feriado e ganhe um feliz ano novo”, brincou ele urante um discurso em um clube de Araraquara, no interior de São Paulo. Serra esteve na cidade acompanhado do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do senador eleito Aloysio Nunes (PSDB), e do governador Alberto Goldman (PSDB).

“É muito importante as pessoas se darem conta da importância que tem essa eleição para o futuro do Brasil e adiarem um pouquinho a curtição do feriado. Em vez de viajar na sexta, viajem no domingo de manhã, depois de votar”, pediu o candidato do PSDB. Durante os discursos, Serra e outros tucanos falaram sobre pesquisas eleitorais e citaram exemplos em que elas não refletiram com precisão o resultado das urnas.

Serra voltou a citar a agressão que sofreu durante um evento no Rio de Janeiro e disse não ser a primeira vez que vive momentos de tensão durante a campanha. “É um episódio a mais, porque episódios de violência têm ocorrido vários. O pior na questão do Rio de Janeiro foi a organização, porque estávamos fazendo uma passeata na rua e eles estavam organizados aguardando para não deixar passar. Isso que gera violência”, afirmou.

Pouco depois do governador eleito Geraldo Alckmin discursar, um jovem subiu ao palco e começou a gritar. Ele foi retirado por seguranças e disse que estava protestando porque “não recebia aumento salarial desde 1994”. O jovem se identificou como Nathan, de 21 anos, e afirmou trabalhar como secretário de uma escola estadual. Ele disse que um processo de promoção por mérito criado para os professores não beneficia outros funcionários. Alckmin minimizou o episódio. “Somos favoráveis à liberdade absoluta. Eu nem vi, mas não vejo nenhum problema [no protesto]”, disse. Serra criticou o fato. “Imagine entrar um petista no meio de uma reunião para agitar. É à procura de encrenca.”

Em relação a propostas de governo, Serra citou três projetos para a área social: elevar o salário mínimo a R$ 600, reajustar as aposentadorias em 10% e instituir o 13º pagamento do Bolsa-Família. O candidato afirmou que é possível compatibilizar esses aumentos com o Orçamento. “Isso é factível do ponto de vista orçamentário. Nós estudamos e tomamos a decisão desse anúncio com responsabilidade”, disse.

Críticas
Serra disse durante o discurso que teme que os escândalos se banalizem. “Os escândalos agora já são dois ou três por dia. É realmente incrível”, afirmou, em relação a seus opositores nas urnas. Ele disse que ainda não havia lido denúncias publicadas neste fim de semana pela revista “Veja”. “Não me surpreenderia, mas eu ainda não vi a matéria, por isso prefiro não comentar, mas o uso da máquina do governo para atacar adversários com espionagem é comum, habitual neste governo”, afirmou.

Segundo reportagem publicada pela revista "Veja", o secretário nacional de Segurança Pública, Pedro Abramovay, teria reclamado de supostos pedidos para a produção de dossiês feitos pelo chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, e pela candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, quando ela ainda era ministra-chefe da Casa Civil.

De acordo com a reportagem, em uma conversa gravada com o ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Jr., Abramovay teria dito a seguinte frase: "Não aguento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho pra fazer dossiês (...) eu quase fui preso como um dos aloprados". A revista não informou quem fez as gravações, mas afirma que os registros foram "gravados legalmente e periciados".

Por meio da assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, Gilberto Carvalho afirmou que "jamais pediu qualquer coisa ao senhor Pedro Abramovay". Dilma Rousseff também negou que tenha pedido a elaboração de dossiês.


Postado em 23/10/2010 às 09:45

''Entrego decisão da ficha limpa nas mãos de Deus'' diz deputado


Por Redação

Cada Minuto

Mesmo com o fim do primeiro turno, as cadeiras da Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE) não estão devidamente compostas, existe a questão da ficha limpa que tramita Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso seja aprovada a retroatividade da lei, o deputado reeleito, João Beltrão (PMN), em tese, não poderá tomar posse e com isso cederá a vaga ao candidato João Henrique Caldas (PTN).

João Henrique Caldas participou da coletiva que Aécio Neves concedeu em Maceió, na manhã deste sábado e contou que espera com fé em Deus que o resultado seja favorável a ele. Disse também que na lista do TRE seu nome aparece como deputado e assim espera que se concretize até o dia 25 de dezembro de 2010, quando ocorre a diplomação dos ‘novos’ candidatos eleitos no pleito do corrente ano..

‘’Estou vivendo um momento de expectativa, os advogados dizem que vou fazer parte da ALE. No mais, aguardo e entrego nas mãos de Deus. Agora só me resta esperar’, destacou João Henrique Caldas.
 


Postado em 23/10/2010 às 14:40

Humberto Costa diz que Serra vai levar "de chinelada" em PE


Por Redação

 

Em comício de campanha de Dilma Rousseff (PT), em Pernambuco, o senador eleito Humberto Costa (PT) afirmou que o presidenciável José Serra (PSDB) vai levar "de chinelada" no Estado. O termo é utilizado pelos pernambucanos para dizer que alguém vai "perder de muito".

"Aqui em Pernambuco, o candidato do atraso vai levar de chinelada. O povo de Pernambuco sabe o que mudou nesses últimos oito anos. Hoje, as pessoas comem melhor, se vestem e moram melhor. Mas a melhor coisa que o povo adquiriu nesse período foi o direito de sonhar", disse o petista, nesta sexta-feira (22).

Humberto Costa disse ainda que Pernambuco dará a "maior vantagem de todos os Estados" para Dilma no segundo turno. Ainda no discurso, O ex-ministro da Saúde falou sobre o episódio envolvendo o lançamento de objetos contra o tucano no Rio de Janeiro. "Não somos adeptos da violência. Violentos são eles que exploraram o nosso Brasil nesses 500 anos. Eles querem ganhar na base da baixaria, da farsa e mentira. Mas não vão prevalecer. Vamos continuar lutando", disse.

O comício foi realizado na Praça do Carmo, logo após caminhada no centro do Recife. De acordo com a assessoria, cerca de 30 mil pessoas acompanharam o evento.


Postado em 23/10/2010 às 09:07

Aécio Neves diz que será mais um senador por Alagoas


Por Redação

Marciel Rufino

Durante encontro que reuniu grandes 'caciques' tucanos, tanto de Alagoas quanto do Brasil, na manha deste sábado. O senador eleito pelo PSDB de Minas Gerais , Aécio Neves não poupou elogios ao governador e candidato a reeleição Teotônio Vilela Filho, destacando pontos importantes da gestão tucana em Alagoas.

De acordo com Aécio o modelo de gestão de Vilela se aproxima do modelo do estado  de São Paulo, que será composto agora pelo candidato eleito ao governo, Geraldo Alckmin,-também tucano- atribuindo que o estado só pode crescer com o modelo de política fiscal de credibilidade, resultando com isso, maior investimento por partes dos investidores.

Durante o discurso, o ex-governador de Minas Gerais, acrescentou que no próximo mandato será mais um senador por Alagoas, em busca de emendas que tragam benefícios aos alagoanos.

Após a coletiva, Aécio Neves, Teotônio Vilela Filho e  Sergio Guerra seguiram para cidade de Arapiraca onde participarão de uma caminhada no começo da tarde deste sábado.