Política

Postado em 21/11/2010 às 04:38

Lula diz a Téo que Dilma tem que fazer bem mais que ele por Alagoas

Presidente quer reunião com governadores


Por Redação

Depois de uma semana tensa por conta dos “obstáculos” sofridos para a implantação do estaleiro Eisa em Alagoas o governador do Estado ouviu um recado direto do presidente Lula durante o breve encontro que tiveram na semana passada no Rio de Janeiro durante o lançamento do navio Sergio Buarque de Holanda, no Estaleiro Mauá.

“Ola Téo eu fiquei feliz com o resultado das eleições em Alagoas e digo uma coisa para você, vou conversar pessoalmente com a Dilma Roussef, pois ela tem que fazer bem mais que eu fiz por Alagoas” explicou ele.

O diálogo, confirmado por pelo menos duas pessoas ao Cadaminuto, ainda contou com uma promessa de reunião entre o presidente e os governadores de Alagoas e Pernambuco, Eduardo Campos, sobre a situação das verbas das enchentes.

O governador de Pernambuco, um dos maiores aliados de Lula e que virou o maior líder político da região ao ser reeleito com mais de 80% de votos não esconde de ninguém que trabalhou para a eleição de Téo e que discretamente começa a influir no jogo político em Alagoas.

Eduardo é inimigo mortal de Ronaldo Lessa e não tem muita simpatia por Kátia Born, já que segundo ele foram eles que tentaram a alguns anos derrubar seu avô , Miguel Arraes, da presidência do partido.
Com quatro governadores no Nordeste o PSB deve servir de base para Vôos maiores de Eduardo e por isto ele convidou José Wanderley para entrar no partido, outros políticos alagoanos também estariam na “mira” do governador pernambucano.

O encontro de Téo, Eduardo e Lula deve servir, além das verbas das enchentes, para fortalecer a aliança entre os dois governadores.

“Quero deixar meu governo zerado de pendências com Alagoas e Pernambuco” explicou Lula
 


Postado em 21/11/2010 às 03:39

Dilma discute propostas para saúde em almoço com médicos em SP


Por Redação

A presidente eleita Dilma Rousseff participou neste sábado (20) de um almoço com 28 médicos na casa do cardiologista Roberto Kalil Filho, na região dos Jardins, em São Paulo, com a finalidade de discutir propostas para a área da saúde.

Antes do almoço, Dilma esteve no hospital Sírio-Libanês, onde se submeteu a exames clínicos e visitou o vice-presidente José Alencar. Boletim médico divulgado pelo hospital informou que os resultados dos exames foram "satisfatórios". Segundo Roberto Kalil Filho, médico da presidente eleita, os exames são de rotina, e Dilma está bem.

De acordo com a Agência Estado, entre os presentes ao encontro estavam os médicos Drauzio Valella, Raul Cutait e Guilherme Almeida; o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin; o presidente do Instituto do Coração de São Paulo (Incor-SP), Noedir Stolf; o presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), José Luiz Gomes do Amaral; o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d'Ávila; a titular da Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Linamara Batisttella; e o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), um dos coordenadores da campanha de Dilma para a Presidência.

Segundo relatos de parte dos convidados para o encontro, a presidente eleita afirmou que o futuro ministro da Saúde terá perfil técnico, informou a Agência Estado. Eles disseram que o evento foi informal e que Dilma cumpriu a promessa feita ao anfitrião Roberto Kalil de que conversaria com representantes dos médicos, caso fosse eleita presidente.


Postado em 21/11/2010 às 02:53

Presidente russo cobra aprovação de tratado anti-nuclear pelos EUA


Por Redação

O presidente russo, Dimitri Medvedev, pediu neste sábado ao Senado americano que demonstre "responsabilidade", ratificando o tratado russo-americano de desarmamento nuclear START.

"Espero que os legisladores americanos demonstrem uma percepção responsável", declarou Medvedev, considerando que a não ratificação do tratado START pelos Estados Unidos "seria uma vergonha".

Em abril, os presidentes dos EUA e Rússia assinaram o novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start, na sigla em inglês), estabelecendo que os arsenais de ambos os lados deve ser reduzido para um total de ogivas variando entre 1.500 e 1.675. O tratado deve ser aprovado pelo Senado americano e pela Duma, a Câmara baixa do Parlamento russo, antes de entrar em vigor.

"Atuaremos de forma recíproca, em função do que ocorrer nos Estados Unidos", advertiu durante uma coletiva de imprensa ao término de uma cúpula em Lisboa com os dirigentes da Otan.

Pouco antes, o presidente americano, Barack Obama, garantiu ter obtido um "amplo apoio" de seus aliados da Otan para a ratificação do tratado, "elemento essencial para a segurança europeia e americana".

IMPASSE

A Casa Branca quer que o acordo seja aprovado antes do ano que vem, quando a maioria democrata no Senado vai encolher. Os democratas perderam várias cadeiras no Senado para os republicanos nas eleições de 2 de novembro, além de cederem também a maioria na Câmara dos Representantes.

Para a aprovação do Start, assinado por ambos os presidentes em abril passado em Praga, são necessários os votos favoráveis de 67 das 100 cadeiras do Senado dos EUA.

Até agora, o Partido Democrata liderado por Obama contava com 59 cadeiras, mas a vitória republicana nas legislativas do dia 2 supõe que na nova legislatura terá apenas 53, o que complicaria muito as possibilidades de ratificação do tratado, fruto mais importante obtido por Obama até agora no âmbito da política externa.

Como uma grande parte dos republicanos no Senado bloqueiam a ratificação do novo tratado START, Obama esforça-se para convencer um grupo de republicanos reticentes para que votem a favor deste texto antes do final do ano.


Postado em 21/11/2010 às 02:08

Candidatos à Presidência do Haiti querem adiar eleições após surto de cólera


Por Redação

A oito dias das eleições, quatro dos 18 candidatos à Presidência do Haiti pediram que a votação de 28 de novembro fosse adiada por conta de epidemia de cólera no país.

"Pedimos às autoridades que desloquem a data das eleilções e que estabeleçam e publiquem um plano de luta contra a epidemia de cólera que ameaça a vida de todos os haitianos", escreveram Josette Bijou, Gérad Blot, Garaudy Laguerre e Wilson Jeudy, quatro candidatos que têm baixos percentuais nas pesquisas de intenção de voto.

Os políticos desejam criar uma comissão independente para que se investigue a origem da epidemia de cólera, que há mais de um século já se havia erradicado do país.

Segundo os candidatos, uma investigação deveria aponta se houve responsabilidade da ONU (Organização das Nações Unidas) por reintroduzir a doença.

Alguns oponentes não gostaram da proposta de suspender as eleições. "Não é razoável falar de postergação. Estamos a um ponto que as pessoas estão prontas para votar", disse a candidada Mirlande Manigat, favorita a vencer a disputa eleitoral.

EPIDEMIA

As autoridades haitianas e a comunidade internacional estão preocupadas pela situação gerada no Haiti por causa da cólera, que deixou 1.186 mortos em um mês e que tem provocado protestos contra a Missão da ONU no país, acusada de originar a epidemia.

A situação do Haiti alertou a Assembleia Geral da ONU, que nesta sexta-feira (19) anunciou em Nova York que se reunirá no dia 3 de dezembro para analisar os eventos na nação caribenha.

A origem da doença no Haiti continua sendo desconhecida, mas, segundo testes realizados pelos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC), em Atlanta (EUA.), foi causada por uma cepa igual a uma encontrada na Ásia meridional.

No entanto, centenas de manifestantes acusaram nos últimos dias a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) de ter originado a epidemia ao despejar material fecal em um rio que atravessa o departamento de Artibonite, onde o surto começou.

Os manifestantes acusam o batalhão nepalês que, segundo denúncias, utiliza um dispositivo perto do rio Artibonite para depositar seus materiais fecais, o que foi negado pela missão da ONU, que garante que manejou em forma correta o material.

Os protestos e enfrentamentos dos manifestantes com tropas da Minustah causaram, esta semana, três mortes e deixaram mais de 30 feridos em Cap-Haïtien, o que poderiam agravar a epidemia e a situação geral do país, que em 28 de novembro realizará eleições presidenciais e legislativas.

Após os incidentes desta semana, o país viveu nesta sexta-feira (17) um dia de aparente calma e não foram reportados incidentes apesar das barricadas na região da Universidade de Porto Príncipe, um dos pontos de partida da manifestação de estudantes contra a Minustah realizada nesta quinta-feira.

Ao se completar um mês desde a aparição dos primeiros casos da doença na país caribenho, as autoridades sanitárias informaram que o surto ocasionou a hospitalização de 19.646 pessoas, das quais 18.872 ficaram curadas após receber o tratamento correspondente.

A doença causou a morte de 19 presos em quatro prisões do país, disse nesta sexta-feira à imprensa o porta-voz adjunto da Polícia Nacional do Haiti (PNH), Garry Desrosiers.

A fonte disse, além disso, que 50 presos foram atendidos por apresentar sintomas da doença.

"A Polícia tem muita dificuldade para fazer frente à progressão da epidemia", devido às condições nas amontoadas prisões haitianas, disse Desrosiers.

A prisão da capital, cujos espaços foram desinfetados como prevenção da cólera, conta com 1,5 mil prisioneiros, sendo que entre 30 e 60 compartilham o mesmo quarto.

Esta situação representa "um perigo", não somente para os prisioneiros, mas também para os policiais e o pessoal administrativo, acrescentou a fonte.

A epidemia, que afeta oito dos dez departamentos do país, atravessou a fronteira com a República Dominicana, onde esta semana foram confirmados três casos, embora não existam vítimas fatais.


Postado em 21/11/2010 às 00:59

Lula foi o presidente que mais visitou a África


Por Redação

Com 12 viagens durante os oito anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o governante brasileiro que mais visitou o Continente Africano, segundo o subsecretário-geral de Assuntos Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Piragibe Terragô. Essa intensa relação também fez com que líderes africanos viessem ao Brasil. Em oito anos de governo Lula, segundo Terragô, praticamente todo mês há uma autoridade visita o Brasil. Eesta semana, o presidente da Zâmbia, Rupiah Bwezani Banda, passou por Brasília.

“O empenho do Brasil é recebido de forma muito positiva e, com isso, os africanos querem cada vez mais. Os últimos pleitos envolvem pedidos para buscar financiamentos para a compra de maquinário agrícola, por exemplo”, disse o embaixador.

Nas conversas com as autoridades africanas, Lula costuma dizer que o ideal é a parceria para o fortalecimento do desenvolvimento comum e o esforço para superar as dificuldades. Para o presidente, o caminho é o da cooperação principalmente na área social e de apoio logístico.

Alvos de secas, quebras de safra e inundações, os países africanos sofrem com a falta de comida e as consequências causadas pela fome. Constantemente o governo brasileiro envia remessas de alimentos e medicamentos. Uma das remessas de ajuda humanitária do Brasil para a África foi para a Somália que há quase 20 anos está em guerra civil.

Paralelamente, Senegal, Zimbábue e Tanzânia desenvolvem projetos relativos ao etanol. A ideia é produzir para a exportação. Com isso, além dos ganhos econômicos, os países se credenciam de forma positiva para as discussões sobre o desenvolvimento sustentável e as mudanças climáticas, destacou Terragô.


Postado em 20/11/2010 às 23:44

Lula considera estratégica e convergente parceria entre Brasil e França


Por Redação

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou de estratégica a relação entre o Brasil e a França e disse que os dois países têm uma crescente sintonia sobre agendas emergentes no plano multilateral.

Lula foi homenageado ontem (19) à noite pela Câmara de Comércio França-Brasil que lhe entregou o Prêmio Personalidade França-Brasil 2010, em solenidade nos jardins do Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

“Falo de percepções convergentes sobre o necessário controle dos capitais especulativos, a reforma da ONU [Organização das Nações Unidas], para torná-la mais representativa, a parceria contra a fome e a miséria, bem como o inadiável equilíbrio entre o desenvolvimento e o meio ambiente”, citou Lula, em seu discurso de agradecimento.

O presidente frisou ainda que a relação bilateral foi reforçada nos últimos anos por meio de acordos de apoio mútuo e trocas de tecnologia. “Nossa convergência de ponto de vista com a França consolidou-se em um acordo de parceria estratégica, lançado por ocasião de nossa visita a Paris, em julho de 2005, no governo do presidente [Jacques] Chirac, e concretizado com a adoção do plano de ação da parceria estratégica, firmado em dezembro de 2008, na visita do presidente [Nicolas] Sarkozy ao Brasil.”

Segundo Lula, a cooperação entre os dois países se estende desde o campo da defesa e da pesquisa espacial até a agricultura e a proteção aos biomas da Amazônia.

A fala de Lula foi precedida por um vídeo enviado por Sarkozy, em que o presidente francês também destacou a relação estratégica e de parceria privilegiada entre as duas nações e fez vários elogios ao colega brasileiro, a quem considerou como uma referência e chamou de amigo pessoal e querido. “O mundo precisa da visão e da audácia de Lula”, disse Sarkozy.

Na platéia estavam diversos empresários brasileiros e franceses e a ministra da Economia da França, Christine Lagarde. Entre os ministros brasileiros, estiveram presentes José Gomes Temporão, da Saúde, Marcio Fortes, das Cidades, e Nelson Jobim, da Defesa.


Postado em 20/11/2010 às 16:32

Obama: 'estamos alcançando o objetivo de romper o ímpeto dos talibãs'


Por Redação

O presidente americano, Barack Obama, considerou neste sábado que a Otan está alcançando seu objetivo de "romper o ímpeto dos talibãs" no Afeganistão, ao término de uma cúpula da Aliança Atlântica em Lisboa.

"Estamos alcançando nosso objetivo de romper o ímpeto dos talibãs", disse Obama.

Os líderes da Otan, que realizaram na sexta-feira e neste sábado uma cúpula em Lisboa, decidiram iniciar no próximo ano a transferência da segurança à polícia e ao Exército afegãos, um processo que deve ser concluído no fim de 2014.

Em um comunicado, os talibãs disseram que a Otan estava "condenada à derrota" no Afeganistão.


Postado em 19/11/2010 às 12:43

Lupi afirma que PDT reivindica Ministério do Trabalho

Ministro admite pressão da legenda, mas diz que decisão está nas mãos de Dilma


Por Redação

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira (19) que o PDT deve continuar com a pasta. Questionado sobre um possível convite da presidente eleita Dilma Rousseff e sobre a pressão exercida pelo partido para ficar com o ministério, Lupi disse que as duas coisas têm fator decisivo.

- Já há uma manifestação quase unânime para que o partido permaneça com o ministério. O PDT reivindica, mas ela [Dilma] é a presidente eleita e tem toda a liberdade para escolher quem quiser pro lugar que quiser.

Lupi admitiu a possibilidade de ficar no ministério, mas reconhece que sua permanência depende de um convite de Dilma.

- Se eu receber o convite e for desejo dela, aceito com o maior prazer.

Aproveitando que não há qualquer mudança em vista na pasta, Lupi adiantou que, na semana que vem, deve se reunir com as centrais sindicais e com outros ministros para discutir o reajuste do salário mínimo. O ministro preferiu não polemizar, mas deixou escapar que prefere ver um aumento maior que o proposto pelo governo.
- O mínimo de R$ 540 é a proposta apresentada pelo Congresso, mas acho que dá para chegarmos num acordo com as centrais. Ganho de salário foi a garantia pelo qual passamos pela crise. É ele o responsável pelo círculo virtuoso da economia que está dando certo e que temos de continuar no próximo governo.

Lupi também disse considerar ter feito um bom trabalho durante o atual governo, com criação de mais de 14 milhões de vagas formais nos últimos oito anos.

- Tenho minha consciência tranquila, mas quem tem que avaliar meu trabalho é a população. Os números estão aí.


Postado em 19/11/2010 às 11:56

Dilma prega em reunião do PT 'clima político de união e compreensão'

Em reunião do diretório do PT, ela chorou ao agradecer à militância.


Por Redação

presidente eleita Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (19) que, passada a campanha eleitoral, o PT precisa ser capaz de criar um "clima político de união e compreensão" depois de uma campanha marcada, segundo ela, por tentativas de se "criar o preconceito e a intolerância".

A presidente eleita fez as afirmações em discurso durante a última reunião de 2010 do Diretório Nacional do PT, em Brasília. Dilma participou como convidada de honra. Ela se emocionou e foi às lágrimas ao relatar o contato com a militância petista durante a campanha eleitoral.

"Temos que ser capazes de criar um clima político de união e compreensão", afirmou, após criticar os adversários na campanha eleitoral por tentarem, segundo ela, "discutir questões que tinham por objetivo criar o preconceito e a intolerância".

“Numa democracia, é assim que se deve comportar: se disputa na eleição e constroi-se a unidade do país no ato de governar. Eu conto com vocês para a construção dessa unidade do Brasil”, declarou.

Antes da fala de Dilma, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, elogiou a performance da então candidata durante a campanha eleitoral. Segundo ele, o resultado da eleição comprovou que "eram falsas" todas as afirmações feitas pelos opositores contra Dilma, "de que ela não seria aceita pelo PT, de que era uma invenção de Lula ou de que seria trucidada pelo principal adversário nos debates".

Dilma agradeceu ao PT, aos militantes e dirigentes, aos coordenadores da campanha e aos governadores petistas eleitos presentes ao evento - Jaques Wagner (BA), Agnelo Queiroz (DF), Tião Viana (AP) -, pelo empenho durante a campanha eleitoral.

"Ganhamos juntos esta eleição", afirmou. A presidente eleita disse que deseja "aprofundar" o modelo de desenvolvimento econômico e social implementado no governo Lula. "Minha diferença, minha vantagem quando olho para 2002 [ano em que Luiz Inácio Lula da Silva se elegeu presidente pela primeira vez] é que nós temos uma herança bendita", declarou, em referência indireta à "herança maldita" que Lula costuma dizer que recebeu do governo anterior ao dele, do PSDB.

Dilma disse que o que chamou de "herança bendita" representa um "desafio" porque, segundo afirmou, impõe à nova gestão avançar e buscar novas conquistas no campo social. No discurso, a presidente eleita falou em justiça social e erradicação da miséria. "[A herança bendita] coloca diante de nós a imposição da inovação, de aprofundar o que conquistamos", afirmou.

A presidente eleita fez um agradecimento "especial" aos que chamou de "três porquinhos" - os coordenadores de campanha Antonio Palocci, José Eduardo Dutra e José Eduardo Cardozo. "Acredito que os três porquinhos foram muito bem sucedidos na coordenação da minha campanha. Eu encontrei neles companheiros de todas as horas", declarou.

Dilma também lembrou dos aliados derrotados na eleição e fez um agradecimento a eles.

“Agradeço aos candidatos, os que não se elegeram, porque eles foram decisivos na minha vitória. E quero dizer para eles que nós também temos uma herança, é a herança do Lula ter tentado três vezes. Então, nós temos também a trajetória que é preciso que a gente não desista. E aí, eu quero dizer a eles essa mensagem: nós estamos iniciando uma outra etapa, outras etapas ainda virão."

A presidente eleita encerrou o discurso com uma mensagem para as mulheres. "Eu acho que eu represento a luta de cada uma das militantes aqui presentes, as senadoras, as prefeitas, as deputadas federais. Todas nós representamos milhões de mulheres brasileiras que progressivamente colocarão suas faces, seu voto, a cara, o corpo, brigando por um Brasil melhor. Então, companheiras, agora também é o momento da nossa hora e da nossa vez. Um abraço."


Postado em 19/11/2010 às 08:28

Guerra declarada: "Só saio do PSOL se for expulso"

Membro do partido atribui a vereador vazamento de documentos


Por Redação

Wadson Correia

A confusão continua no diretório do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), após o vazamento de um documento escrito pelo vereador por Maceió, Ricardo Barbosa (PSOL), onde existiam diversas críticas a ex-senadora, Heloísa Helena inclusive o chamando de “demagoga”.

Alexandre Fleming, um dos membros do diretório, acusa o vereador Ricardo Barbosa por toda confusão formada na base do partido. “Foi ele ou um dos assessores que deixou vazar um documento que seria discutido internamente. Isso é ridículo”, frisou.

Fleming acredita que Ricardo Barbosa tenha ficado chateado quando pediu um tempo maior em relação aos outros candidatos, no guia eleitoral da televisão. “O tempo foi igual para todos. Ele achou ruim e não participou das gravações”, disse.

Ainda de acordo com ele, o vereador não teria concordado quando a vereadora Heloisa Helena sugeriu um desconto de 30% dos subsídios dos parlamentares para tentar resolver o impasse com os servidores da Câmara.

No documento que vazou tinha uma frase informando que o PSOL estava falido. “Quero falar a Ricardo quem está falido é ele. Quando saiu candidato a deputado estadual tirou apenas 900 votos. O PSOL está mais vivo do que nunca”, desabafou Fleming.

Que fez questão de informar que é candidato de oposição para enfrentar Ricardo Barbosa nas eleições do diretório municipal, no ano que vem. O jornalista e militante há 6 anos do PSOL Alagoas, Marcelino Freitas Neto, correndo por fora (sendo a terceira via, de consenso no partido) também é pre-candidato a presidência.

Na avaliação do militante, o partido deveria acabar com essas picuinhas e disse-me-disse. "Esse 'arranca-rabo só causa um mal estar nas estruturas internas na legenda. O que deve ser feita é uma discurssão interna, tanto estadual como nacional, para decidir se os parlamentares do partidos devam receber ou não a verba de gabinete, que na verdade é uma verba indenizatória de gastos!", concluiu.
 

O vereador Ricardo Barbosa nega todas as acusações sobre o vazamento do documento que seria discutido internamente no partido. “Garanto que não foi eu e nem meus assessores. Foi alguém que quer me prejudicar politicamente”, se defendeu.

Barbosa atribui que o vazamento aconteceu devido todos os diretórios do estado terem recebido o e-mail com informações sobre o que foi discutido durante uma assembleia realizada com oito dos onze diretórios.

“Com essa questão tecnológica, existiu uma facilitação para que o assunto discutido internamente fosse vazado para imprensa. Temos que parar com isso de ficar discutindo as coisas nos corredores”, disse Barbosa.

Questionado sobre sua permanência no partido, Barbosa foi categórico. “Não vou sair do partido, só se me expulsarem do PSOL. Coisa que não acredito que possa existir, o partido tem um regime militar interno, ou seja, rígido”, falou.

Barbosa demonstrou estar insatisfeito com a vereadora Heloisa Helena e relatou a questão de Heloísa não apoiar o candidato do partido a presidência nacional, Plíno Arruda Sampaio e nem o candidato ao governo Mário Agra.

“Ficamos sem entender, ela [Heloísa] apoiando Marina Silva, ao invés do Plínio. Aqui em Alagoas, não pediu um voto sequer para Mário Agra. Heloisa pediu para que os candidatos da majoritária não pedissem votos para ela no guia eleitoral”, finalizou.

Uma assembleia foi marcada no diretório municipal para o dia 22 desse mês, para existir uma possível conciliação entre os companheiros do partido.


Postado em 19/11/2010 às 03:49

Joaquim Beltrão diz que não foi convidado para reunião sobre estaleiro


Por Redação

Agencia camara

O deputado Federal reeleito, Joaquim Beltrão (PMDB/AL) afirmou em entrevista ao Cadaminuto que a bancada de Alagoas tem participado das discussões sobre a instalação do estaleiro Eisa no município de Coruripe e está unida para fazer o que for preciso para o Estado se desenvolver.

A resposta foi dada após o ex-deputado federal João Caldas dizer que o fato do empreendimento ficar de fora da licitação da Petrobras, que previa a aquisição de 28 sondas de perfuração de petróleo, por conta da falta de licencimento ambiental aconteceu por omissão dos parlamentares alagoanos que atuam em Brasília.

No entanto, o deputado federal reclamou que não foi avisado sobre a reunião que o governador Teotônio Vilela teve com representantes do Ibama e que resultou na autorização para que Instituto do Meio Ambiente (IMA) conceda a licença prévia para realização da obra.

Beltrão voltou a lembrar a importância do empreendimento para o município, informando que a maioria dos deputados federais e os senadores do Estado acompanharam todos os demais encontros para definir os rumos da obra.

“O estaleiro é uma obra vultosa e por ser instalado em Coruripe, de onde sou, torna isso duas vezes mais importante. Terça e quarta eu estava em Brasília com o prefeito do município, Max Beltrão, mas não fui convidado para nenhuma reunião e não tinha como advinhar que seria em Brasília. Acho que certas coisas não devem ser cobradas por meio da imprensa e sim, pessoalmente que é melhor, porque isso é chato. Mas, sem demagogia, não acredito que a bancada tenha ficado de fora das discussões desde que elas começaram”, ressaltou.

Para o segundo mandato, Joaquim Beltrão afirmou que pretende dar continuidade a seu trabalho, fortalecendo a geração de empregos nos municípios. O parlamentar destacou que as ações serão voltadas para a agricultura familiar, pesca e incentivo a pequenas empresas e associações. “Procurarei contribuir para melhorar a situação da distribuição de renda no estado”, pontuou o deputado federal.


Postado em 19/11/2010 às 03:44

Téo e deputados alagoanos falam hoje com Lula sobre "obstáculos" ao Estaleiro


Por Redação

Após a confirmação na noite de ontem por parte da Petrobrás que o Estaleiro Eisa, que será construído em Coruripe, continua participando do leilão para a construção de 28 navios-sonda, o episódio ganha hoje um capítulo político.

O governador Teotônio Vilela Filho, o empresário responsável pela construção do estaleiro, German Efromovich, o senador Benedito de Lira e os deputados Mauricio Quintella e Givaldo Carimbão estarão juntos no Rio de Janeiro hoje para a cerimônia de lançamento do navio Sergio Buarque de Hollanda.

Na conversa que terá com o presidente a comitiva relatará a “epopéia” que foi necessária para que o estaleiro fosse habilitado na concorrência e de acordo com os presentes serão dados os nomes de pessoas e grupos que atrapalharam este processo.

Para participar do leilão da Petrobras, o grupo Sernegy tinha até a noite desta quarta-feira(17) para conseguiu a licença ambiental, o que só foi possível graças a um acordo entre o governador Teotonio Vilela (PSDB) e o presidente nacional do Ibama, Abelardo Bayma Azevedo, que definiu que o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) poderia conceder a licença ambiental para a construção do Estaleiro Eisa em Coruripe.

O fato irritou muito o governador Teotônio Vilela que chegou a dizer na noite de ontem que existem sim vários interesses contra a contra a construção do Estaleiro em Alagoas e que o presidente será informado sobre o que está acontecendo.