Uma Breve Reflexão sobre a Páscoa

F81bff8b e76d 4cb9 9e74 81748d4d4510

Você concorda que o sofrimento, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo merecia de cada um de nós um esforço maior para tornar o mundo em que vivemos melhor?

 

O certo é que fazemos muito pouco para mudar essa triste realidade. Nos preocupamos pouco com os outros. Pensamos em nós e nas nossas tribos. Jesus nos ensinou a pensar no próximo, como a si mesmo. 

 

Estamos muito longe disto! Vamos diminuir essa distância, não somente pregando a palavra, mas a materializando no nosso meio social, por mais difícil que seja e por mais imperfeito que sejamos.

 

Deus nos abençoe a todas e todos!

Feliz Páscoa!!!

 

Minha Carta de Desfiliação ao DEMOCRATAS

Ontem, 30, encaminhei meu pedido de desfiliação ao DEMOCRATAS.

Segue seu inteiro teor:-

 

Estimado Presidente José Thomaz Nonô,

 

Há dez anos ingressei no Democratas, único partido no qual militei até hoje. Quando optei por filiar-me, o fiz em razão da experiência adquirida em seis anos de atuação no Congresso Nacional, lutando em prol da Advocacia Pública. Por conta de uma atuação tida por bem sucedida, vários companheiros daquela caminhada classista entenderam que deveríamos ter um representante no campo da política partidária, para não ficar apenas na mendicância de apoio perante parlamentares, nem sempre obtido.

 

Naquela época, tive a honra e o prazer de conversar com todos os partidos, que abriram espaço para a nossa participação, mas resolvi escolher o Democratas, por nosso bom laço de amizade, por ser seu eleitor e por reconhecer no então PFL o grande responsável pela abertura política, quando da criação da Frente Liberal, fato esse que, a meu ver, foi muito pouco explorado pelo partido, que preferiu ser coadjuvante e deixar o PSDB na condição de protagonista.

 

Quis a generosidade do destino que eu viesse a presidir a OAB/AL por dois mandatos consecutivos (2007/2012), com excelente índice de aprovação atestado pelas pesquisas da época, mas me deixou um pouco afastado da vida partidária, vida esta que me parece ser algo distante da nossa entidade, um partido que não vive ativamente no seio da sociedade, fazendo isso de modo temporário, apenas nos períodos das eleições.

 

Completados meus mandatos, voltei-me para a política partidária, contando com seu considerável incentivo para disputar o cargo de deputado federal ou estadual, o que terminou não acontecendo; tendo havido ainda uma cogitação para o cargo de vice-governador na chapa do senador Benedito de Lira, mudada às vésperas da convenção, na qual fui indicado para disputar a vaga ao Senado Federal.

 

Nesse processo, nem todos os planos pensados se materializam, a exemplo da sua candidatura ao governo, tão esperada por muitos de nós, cuja não-consolidação deu à minha primeira incursão no espaço eleitoral público um ar de solidão e de consequente abandono. Esperava do partido, que se apequena a cada eleição, um mínimo de interesse em ter mais um representante no Senado da República ou, ao menos, uma demonstração robusta e incondicional de solidariedade.

 

Não tive, nem do partido; nem da coligação, o apoio necessário para disputar uma eleição majoritária contra dois oponentes já escolados da política nacional, figuras expressivas e há tempos na vida pública. O que poderia ser uma tragédia, no entanto, graças a Deus e à bondade de milhares de alagoanos (57 mil em Maceió e 80 mil no interior), tive uma votação significativa (137.237 votos), isso sem haver posto um mísero cavalete nas ruas, sem bandeiras e com apenas dez placas, disponibilizadas na última semana de campanha, somadas a alguns cartazes em lona com o candidato Aécio Neves, sem a menor estrutura para colocação, em razão dos altos custos de uma eleição.

 

Percebi, com tristeza, que partido político e coligação, infelizmente, são meios ilusórios de se pensar ideologicamente, pois o que prevalece são interesses financeiros e pessoais. O jogo nocivo de interesses é a tônica que move as peças no tabuleiro político, enquanto fica em último plano o que deveria ser o essencial: a busca do bem comum, conduzida por propostas de valor e factíveis.

 

Ademais, essa noticiada fusão com o PTB é pra mim algo impensável,de impossível aceitação, demonstrando não haver identidade ideológica na questão, mas apenas interesses menores, inconfessáveis e condenáveis.

 

Não quero transformar minha Carta de Desfiliação em um mar de lamentações, muito menos em um manual de como deve ser a política com P maiúsculo. Mas não posso deixar de frisar que sou um idealista, e de reafirmar que continuo acreditando que poderemos mudar essa realidade pautada por atos que revelam pobreza de bons propósitos e de espírito público, o que segue acarretando frustração aos cidadãos e cidadãs de bem deste nosso Brasil.

 

Por acreditar que é possível lutar por um novo tempo, uma nova realidade, peço-lhe formalmente meu desligamento do Democratas, requerendo que sejam tomadas as medidas administrativas cabíveis para a devida baixa de minha ficha de filiação, junto ao TRE/AL, bem como do cargo que ocupo na executiva municipal, para que eu possa definir novos rumos para minha vida política, a fim de seguir lutando contra os “moinhos de vento” que porventura surjam adiante, com a serenidade dos que acreditam que “o caminho se faz ao caminhar”.

 

Agradeço com extremas gratidão e sinceridade a todos os integrantes do Democratas, desde a Dona Rita, com seu cafezinho, até o nosso presidente José Thomaz Nonô.

Cordialmente,

Maceió, 30 de março de 2015.

Omar Coêlho de Mello

Direita ou esquerda?

O brasileiro costuma crucificar seus representantes políticos nos diversos níveis do Legislativo, tal como os do Executivo, por, em sua maioria, não trabalharem em busca de uma melhor condição de vida e oportunidade para todos, mas, essencialmente, para os seus grupamentos partidários.

 

Temos uma extensa lista de partidos políticos, são 32 para ser mais exato, para todos os gostos e espécies, e mais uma penca por vir (outros 41 pedidos de registro estão em andamento). Muito se fala na tal reforma política, como se está tivesse o condão de mudar a nossa triste realidade político-social.

 

Não há dúvida que a primeira grande e mais urgente reforma é a educacional. Essa sim, nos tiraria das trevas para nos alçar aos mais límpidos horizontes. Não atingiremos a maturidade política, senão através de um processo educacional voltado à primazia do saber. Os inúmeros programas educacionais que visavam tirar o Brasil do analfabetismo, formando uma legião de alfabetizados funcionais, não resolveram a questão, porque não transformaram o ser humano em cidadão, mas num arremedo de homem, ou mulher, para ser politicamente correto. 

 

Portanto, a discussão que tem tomado boa parte dos nossos noticiários, à exceção dos escândalos de corrupção, sobre a reforma política deveria ter, em primeiro lugar, a discussão sobre o processo educacional que vem sendo executado no Brasil: inservível e imprestável, para a formação de uma sociedade justa, digna e igualitária.

 

No entanto, a discussão levada a efeito vem no sentido de alterar as regras do sistema eleitoral e de tentar baratear os elevadíssimos custos das campanhas. Muito se houve falar no voto majoritário, proporcional, distrital, distrital misto e nada se sabe com profundidade. O fato é que quem vai fazer a tal reforma são os próprios políticos, que depois serão os primeiros usuários das novas regras para retornarem ao “bem bom”, pouco se preocupando, na sua maioria, em simplificar o processo visando uma maior participação popular.

 

Para confirmar o que estou dizendo, veja o sobrenome da maioria dos novos parlamentares pelo Brasil afora? O sistema eleitoral brasileiro existe para perpetuação das tradicionais famílias políticas, verdadeiras castas. E o que é pior, eles são eleitos utilizando a estrutura do poder, enquanto suas campanhas são financiadas por empresas, públicas e privadas, por serviços já prestados ou que prestarão, sabe-se lá como e para qual fim. Este processo torna a campanha dos “marinheiros de primeira viagem” caríssima e extremamente desproporcional.

 

No meu pensar, superada a questão educacional, premente e prioritária, todos os partidos deveriam ser reagrupados em 7 partidos, ideologicamente definidos: Extrema-Direita, Direita, Centro-Direita, Centro, Centro-Esquerda, Esquerda e Extrema-Esquerda. Quem não encaixar-se numa dessas linhas ideológicas, não se encaixará em nada neste mundo. Nesse contexto, há espaço para albergar os socialistas, comunistas, liberais, neoliberais e assim por diante.

 

Outro ponto que precisa ser banido são os altos custos das campanhas. A Justiça Eleitoral deveria orçar os valores máximos de gastos e fiscalizar os candidatos para averiguar se estavam dentro dos padrões estabelecidos. A verdadeira “farra” de cavaletes, bandeiras, carros de som, equipes de apoio, destoam entre os candidatos, tornando o pleito desigual e sem limite financeiro. Hoje, após as denúncias de corrupção, é que temos noção de onde vem tanto dinheiro assim. E não tenho receio de afirmar que não é só com os governistas que esses esquemas atuam. Eles estão em todos os lados.

 

Pois bem, não tenho a intenção de ser o dono da verdade, nem o senhor da razão, apenas esbocei algumas propostas para ampliar o debate, que estou sempre aberto, visando aprimorarmos o diálogo em conjunto.

 

Até a próxima!     

 

Eles mudaram ou Lula lá...

O Brasil passa por um momento de profunda instabilidade política e econômica, fruto de uma ação irresponsável de usurpação da coisa pública, em benefício a um projeto de poder partidário que, supostamente, desviava recursos públicos para o Partido dos Trabalhadores e seus aliados. O escândalo não tem precedentes na história mundial, pelos valores até agora registrados e dizem que a “lesão” ao erário ainda é muito maior.  Faltam investigar o BNDES e avançar nas subsidiárias da Petrobras, pois se a matriz é utilizada, imaginem suas filiais. Deve ser uma grande festa!

 

Constitui-se em verdade o fato de que nunca fui “apaixonado” pelo PT. Em 1994, quando fui convidado a me filiar ao partido para disputar o pleito de 1995, como vice-prefeito da então deputada estadual, hoje, vereadora Heloisa Helena, não aceitei porque Lula não me passava segurança e verdade – características que sempre defendi nas pessoas de bem. O hoje desembargador Tutmés Airan e o querido Thomas Beltrão, os interlocutores, à época, talvez ainda se lembrem disto.

 

Mas, após 8 anos de gestão do PSDB, com pureza d’alma, quando Lula venceu as eleições e começou a cuidar do povo em estado de miséria, sem sombra de dúvidas, gostei. Gostei por que tinha convicção de que os tucanos jamais teriam tanta preocupação com os menos favorecidos e, por um minuto, pensei que esse trabalho de resgatar o povo daquele quadro dantesco, fosse para valer e viesse acoplada com mudanças reais, principalmente com ênfase na questão educacional, única forma de se resgatar o povo do submundo que vive.

 

Agora, voltando ao PT, até o final dos anos 90, mesmo sem sentir-me representado, costumava citá-lo como referência de partido político, que honrava seus princípios e como se conduzia nas críticas aos que estavam no governo. “Ser oposição é ser oposição”, coisa que o PSDB, por exemplo, nunca aprendeu. Diferente do que muito bem fez o Democratas, durante os mandatos de Lula, mas, que infelizmente, acomodou-se na função de ser coadjuvante dos tucanos, perdendo a chance de ser protagonista numa fase fértil e efervescente na política, como essa que atualmente vivemos.

 

Pois bem, essa referência partidária foi se diluindo ao tempo que o PT começou a trair suas bandeiras. A primeira foi à relacionada aos servidores públicos, que de protegidos passaram a vilões. Participei das reformas constitucionais do governo FHC e das do Lula e aqui fixo, exemplificando, as duas reformas da previdência. Todos sabem que quem quebrou a previdência social brasileira não foram os aposentados ou pensionistas, mas os governos que se locupletaram de suas receitas, para todas as formas de ações, por exemplo, a construção de Brasília.

 

No período FHC, conseguíamos dialogar com os parlamentares, eles ouviam as nossas razões e chegávamos a um denominador comum, em muitas das vezes. Em 2002, quando retornei à presidência da Associação Nacional dos Procuradores de Estado (ANAPE), ao tentar dialogar com os deputados e senadores percebi uma mudança estúpida. Cheguei a comentar com diversos amigos como, em um período tão pequeno, menos de uma década, os parlamentares teriam mudado tanto suas formas de agir, deixando a intolerância dominar suas condutas. O tempo passou e somente depois, com as denúncias do então deputado Roberto Jefferson, tomamos conhecimento de que a mudança de comportamento daqueles que deveriam estar representando o povo brasileiro passava pelo apego desmedido, nojento e desonroso ao vil metal: foi assim o Mensalão.

 

A assunção da presidente Dilma, mais uma vez, me deixou crente de que, apesar de petista, ela seria um diferencial, quando começou caçando todos os corruptos aliados do Lula. Mostrando as vísceras dos aliados do ex-presidente populista, que cinicamente dizia nada saber. Entretanto, no meu modesto entendimento, ela gostaria realmente de combater a corrupção, mas sucumbiu à pressão dos dirigentes do partido e ao “Al Capone” Lula da Silva. Estes são capazes de tudo, não preciso nem falar, os escândalos podem muito bem confirmar.

 

Portanto, defendo as manifestações populares, defendo a continuidade das investigações, defendo a abertura de impeachment, desde que se colham provas no atual governo, e que, para isso, basta aprofundar as investigações. Os caminhos estão abertos, basta querer acessar, ou, então, partir para punir exemplarmente os criminosos, principalmente, o “Rei Sol” petista, o pai do Lulinha, nosso herdeiro dos Rockfeller.

 

A música que comoveu boa parte dos brasileiros dizia: Lula lá!

E eu digo: Lula lá, desde que seja na Papuda!

Será utopia?

Comecei a escrever em 1994, quando assumi, pela primeira vez, aos 33 anos, a presidência da Associação dos Procuradores do Estado de Alagoas (APE/AL). Sempre fazia análise e crítica da triste situação vivenciada por nosso estado e o descompromisso de seus governantes. E tomei gosto. Fiz o mesmo quando presidi a Associação Nacional dos Procuradores de Estado (ANAPE). Naquela época, inclusive, pela natureza dos temas, tive artigos publicados em alguns jornais de circulação nacional, como Correio Brasiliense e Folha de São Paulo.

Mas, foi somente em 2004, que comecei a escrever regularmente em O Jornal. Em 2009, com mais de 140 artigos publicados, então candidato à reeleição na OAB/AL, considerei que seria injusto ter esse diferencial contra meu opositor e desisti de escrever. Venci aquela eleição, porém perdi o ritmo e os desafios da nova gestão me fizeram passar tanto tempo longe desse prazer de expor os meus posicionamentos e as minhas ideias.  

Ao fim do mandato, em 2012, deixei a OAB/AL com uma série de conquistas, entre elas a nova sede em Jacarecica; em seguida voltei à Procuradoria Geral do Estado e ao meu escritório, Marcos Bernardes de Mello Advogados & Associados. Ano passado fui candidato ao Senado Federal, numa experiência única, quando pude vivenciar um lado totalmente desconhecido para mim, que me rendeu 137.237 votos de felicidade, em uma disputa totalmente desigual.  

Vivenciado isso tudo, ao florescer de 2015, bateu-me uma vontade de voltar a escrever sobre aquilo que sempre me incomodou, preferencialmente, a falta de ética, de bons exemplos, de visão e do descaso de muitos de nossos homens públicos. Mas, também, a chance de sugerir, dar ideias e torcer para que nosso povo, nossa Alagoas e o Brasil, passem a ser um lugar melhor para todos.

Agradeço, pois a felicidade que me enche a alma é fruto de poder voltar a escrever, em especial, para o povo alagoano, mas também para o mundo, aqui no Cada Minuto. Agradeço aos jornalistas Carlos Melo e Luis Vilar. E por conseguir manter-se eclético e nem submeter-se as ingerências políticas, tão costumeiramente praticadas em nosso belo e sofrido estado de Alagoas.

Será utopia?

Se for, continuarei a ser um sonhador. Aliás, aos 54 anos, 32 de serviço público, 30 de advocacia, meu espírito continua com o mesmo sentimento de poder transformar a nossa realidade. Sempre ouvi dizer que, com o tempo, a gente cansa de “dar murro em ponta de faca”, mas me parece que uso luva de titânio, pois continuo acreditando que somente lutando contra o mal é que poderemos vencê-lo. Digo isso sem hipocrisia, pois foi assim que aprendi, com meus pais e família.

Começamos hoje essa caminhada e espero, sinceramente, que seja tão boa para você, como será para mim.

Até a próxima.

 

Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com