Ex-namorada de Augusto afirma que relação entre irmãos Farias era de cumplicidade

13679318204384 Milane Valente foi a primeira a ser ouvida

O julgamento do caso PC Farias foi retomado na manhã desta terça-feira (7) com o depoimento de Milane Valente de Melo ex-namorada de Augusto Farias. Mantendo o depoimento que prestou, Milane afirmou que a relação entre os irmãos Augusto e Paulo César Farias era de amor e admiração.

Questionada pelo juiz Maurício Brêda, Milane disse que namorou  com Augusto durante um ano e que teria ido  poucas vezes a casa de PC. Sobre sua relação com Suzana Marcolino, Milane disse que a conhecia muito pouco.

Ao relatar os momentos em que esteve com Augusto na casa de PC para um jantar na noite do crime, ela contou que Suzana chegou depois de todo mundo e que não se recordava de ter visto discussão entre PC e Suzana.

“O Paulo César era um cavalheiro e tratava todos muito bem, por conta do tempo, não me recordo de ter visto nenhuma briga ou discussão", contou.

A relação de Augusto com Paulo César Farias, segundo Milane, era de cumplicidade. Em seu depoimento, ela afirmou que Augusto considerava o irmão uma referência, apesar dos relatos de que o ex-deputado teria interesse na herança deixada pelo irmão assassinado.

“Foi um choque muito grande para  Augusto, ele ficou muito abalado com a notícia. Quando o Reinaldo ligou para visar sobre a morte do PC, por volta do meio dia, ele quase não acreditou. Augusto admirava Paulo como um pai.  A morte mexeu muito com ele", afirmou.

Sobre a relação de Augusto com Suzana, ela disse que a relação de PC com a namorada não era bem vista pela família e que o irmão de PC achava que Marcolino queria se beneficiar de alguma forma namorando com o empresário. “ Augusto não tinha admiração por Suzana, apenas a tratava bem", afirmou.

Ela também contou que após a  morte de PC,  chegou a receber ligações de ameaça. “Uma voz em espanhol ligava para mim e dizia para ter cuidado, que eu seria a próxima", lembrou.

Após a morte do irmão, Augusto, segundo relatos da namorada á época, ficou  muito nervoso e triste. Houve muito assédio por parte da imprensa, o que acabou, segundo Milane, contribuindo para que Augusto ficasse mais nervoso. “Quando a imprensa começou a apontar ele como mandante do crime, Augusto ficava muito apreensivo. Ele sempre acreditou que aconteceu um homicídio seguido suicídio", relembrou.

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A pedido da PC, Ministério Público vai acompanhar investigações sobre caso Bárbara

1346680557jovem Barbara Regina desapareceu em 1º de setembro

Depois da polêmica que cercou o caso da morte da estudante Bárbara Regina, a direção da Polícia Civil, através do delegado geral, Paulo Cerqueira, participa de uma reunião na manhã desta terça-feira (07), na sede do Ministério Público, com o Procurador Geral, Sérgio Jucá, para pedir o apoio do órgão na fase final e conclusão do inquérito da morte da estudante há oito meses.

O CadaMinuto apurou que a reunião acontece nesta manhã e a pauta principal será o pedido do delegado geral da PC, Paulo Cerqueira, para que o Ministério Público Estadual forme uma comissão de promotores para atuar na fase final e conclusão do inquérito da morte da estudante.

Além da comissão de promotores, outra medida será tomada pelos promotores. Interrogar novamente Tiago Handerson de Oliveira Santos, testemunha que contou o possível envolvimento de Bárbara Regina com Vanessa Ingrid, acusada de várias mortes e que teria ordenado a morte de Bárbara Regina por débitos referentes à prostituição e drogas.

Participaram da reunião o Procurador Geral do Ministério Público, Sérgio Jucá, o Delegado Geral da Polícia DCivil, Paulo Cerqueira e o diretor da Polícia Judiciára Metropolitana, José Carlos Reis.

Este último, mencionou a parceria entre PC e MP, para finalizar esse inquérito com a prisão de um dos principais envolvidos. “Só sossegaremos quando prendermos o Otávio que pode dar informações importantes para as investigações”, afirma o delegado Carlos Reis.

Sérgio Jucá, por sua vez recebeu a solicitação e prometeu participação incisiva do Ministério Público no caso. "Vamos nos empenhar ao lado da Polícia Civil para que esse crime seja totalmente esclarecido”, afirmou o procurador Sérgio Jucá.

CASO E DEPOIMENTO

A jovem, que desapareceu no dia 1º de setembro do ano passado ao deixar uma boate na Ponta Verde, havia se viciado em cocaína e adquiriu uma dívida com sua aliciadora. Por muito tempo foi pressionada para pagar a quantia, mas não ‘honrava’ o compromisso. Por conta disso, Vanessa Ingrid decidiu matá-la.

E foi com a ajuda de Otávio Cardoso e seu amante Genilson dos Santos, conhecido como ‘Ninho’, que Vanessa Ingrid planejou o assassinato. Otávio é o jovem que foi visto deixando a boate ao lado de Bárbara e serviu como isca para a aliciadora. Segundo relatos da testemunha, Otávio aceitou participar da armadilha – seguida do assassinato – e receberia como pagamento 50 gramas de ‘britch’ (termo usado para cocaína), o que equivale a mil reais em dinheiro.

Na boate, Otávio se aproximou de Bárbara. Os dois beberam e consumiram drogas. Em seguida, o rapaz deixou a casa de shows acompanhado da garota que achava que lucraria com mais um programa. No entanto, ao sair do local, eles entraram num carro onde estavam Vanessa e Ninho.

Os quatro seguiram até Rio Largo, onde esquartejaram e aos poucos foram queimando o corpo da jovem, para não ficar vestígios do assassinato. A princípio, a ideia de Vanessa era matar e enterrar o corpo da garota de programa num cemitério particular, que atualmente está desativado e é localizado numa fazenda em Messias.

A testemunha contou ainda à polícia que, antes de agir, Vanessa Ingrid sempre se consultava com um pai de santo conhecido como Mildert, que mora no Conjunto Benedito Bentes. Era ele quem dava o ‘aval’ para que ela cometesse os assassinatos, apontando se havia riscos para ser descoberta e presa. Em agradecimento no caso de Bárbara Regina, a assassina presenteou o pai de santo com um bode e uma caixa de cerveja, que seriam utilizados para fazer um ‘trabalho’.

REAÇÃO DA FAMÍLIA

Após a coletiva da Polícia Civil, que confirmou o envolvimento de Bárbara Regina com Vanessa Ingrid, com o caso dado como esclarecido, a família da estudante mostrou toda a sua revolta em uma entrevista ao CadaMinuto.

“Essa história não tem fundamento algum. A Bárbara não conhecia essa menina e não andava com gente maloqueira. É muito estranho a Polícia apresentar essa versão dois dias depois da desembargadora cobrar a elucidação do caso”, indagou a avó, Tereza de Jesus.

Tereza ainda foi mais dura ao afirmar que a família e a própria polícia sabem que matou a jovem e criticou a ação do Secretário de Estado de Defesa Social, Dário César. “Nós sabemos quem mandou matar a Bárbara e a Polícia também. A Polícia e o Dário César estão recebendo muito dinheiro para deixar essa pessoa impune. Pode avisar ao Dário César que lá em casa não tem ninguém que come capim não. Eles estão inventando uma história que não fundamento nenhum. A Bárbara só andava como gente da classe média alta, por ser que essas pessoas não prestem, mas ela nunca se envolveu com ninguém da ralé”, finalizou

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Depoimento de Augusto Farias é esperado para segundo dia de julgamento

CadaMinuto 13678670362317 Caso PC: Familiares e amigos dos réus acompanham o julgamento

O julgamento sobre o caso PC Farias será retomando nesta terça-feira (07) com a expectativa do depoimento do irmão da vítima, o ex-deputado federal Augusto Farias, que foi acusado como o mandante dos assassinatos do empresário e de sua namorada Suzana Marcolino. A primeira testemunha nesse segundo de júri popular será a namorada de Augusto, na época do crime, Milane Valente de Melo.

Antes do início da audiência, o ex-deputado concedeu uma entrevista à imprensa e quebrou o silêncio. Augusto, visivelmente nervoso, voltou a afirmar que não teve participação na morte do irmão e garantiu acreditar na inocência dos quatro seguranças, que estão no banco dos réus. “Fui inocentado pelo Supremo, uma Corte respeitada e isenta”, afirmou.  

O irmão de Paulo César Farias, arrolado como testemunha da defesa, afirmou que os delegados Alcides Andrade e Antônio Carlos Lessa, responsáveis pelo segundo inquérito sobre o Caso, o fizeram uma proposta. O ex-deputado disse que caso aceitasse o que foi proposto pelas autoridades policiais, teria seu nome retirado das investigações.

“Os delegados disseram que se eu incriminasse os seguranças meu nome sairia do inquérito”, relatou Augusto.

Primeiros depoimentos no julgamento

A primeira testemunha ouvida pelo juiz Maurício Breda, que preside o júri, foi o jardineiro Leonino Tenório de Carvalho, casado com a também funcionária de PC, Marize Vieira de Carvalho. Em depoimento, Leonino que trabalha há mais de 20 anos para a família Farias, afirmou desconhecer qualquer discussão entre PC Farias e Suzana Marcolino e ressaltou que mantinha contato apenas de trabalho com PC Farias e Suzana.

Leonino foi responsável pela destruição do colchão onde os corpos foram encontrados. Ele disse queimou o colchão do casal por que o local estava com mal cheiro. “Como o colchão já estava fedendo, liguei para o Flávio (funcionário) para saber o que eu deveria fazer com o colchão. Algum tempo depois ele retornou a ligação e me autorizou fazer a limpeza do local e jogar o colchão fora”, afirmou.

No primeiro momento, Leonino afirmou que foi sua a ideia de pôr fogo no colchão e no travesseiro. Após ser questionado por juiz Maurício Breda, Leonino disse que foi a mando de Flávio. Com a queima do colchão do casal, a reconstituição do crime foi feita com o colchão dos filhos de Paulo César Farias, que Leonino afirma ser menor que o colchão do casal.

Segundo ele, os funcionários tentaram abrir a janela com uma tesoura de jardinagem, e sem sucesso forçaram a janela. Ao avistar os corpos, Reinaldo teria pulado a janela e colocado a mão no pescoço de PC Farias. Ao perceber que estava frio, Reinaldo teria falado aos funcionários: “doutor Paulo César está morto”.

De acordo com o depoente, ninguém teria tocado no corpo de Susana. De acordo com Leonino, foi o segurança Reinaldo foi quem ligou para Augusto Farias assim que encontraram o casal morto.

O Garçom

A segunda testemunha a ser ouvida no julgamento do Caso PC Farias foi Genival da Silva França, que trabalhava como garçom do ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor à época do crime. Genival relatou, ao ser indagado pelo juiz Maurício Brêda, situações de quando era funcionário de Paulo César.

Genival confirmou que na noite do dia 22 de junho, antes de PC e Suzana terem sido encontrados mortos, não presenciou nenhuma briga entre o casal. Ele, que hoje trabalha como vigilante, no entanto, afirmou que, em outras situações, se deparou com discussãões entre os dois.

“Não ouvi discussão entre Suzana e doutor Paulo César na noite antes do crime. Mas, uma vez eu notei pelos gestos dele (Paulo César Farias), que eles estavam brigando. Isso aconteceu porque ele disse que tinha acabado o namoro”, revelou Genival. Leia mais.

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“Não ouvi discussão entre Suzana e o doutor Paulo César na noite antes do crime”, diz ex-garçom

CadaMinuto 13678670557613 Caso PC: promotor Marcos Mousinho

Atualizado às 19h08.

A segunda testemunha a ser ouvida no julgamento do Caso PC Farias, na tarde desta segunda-feira (06), foi Genival da Silva França, que trabalhava como garçom do ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor à época do crime. Genival relatou, ao ser indagado pelo juiz Maurício Brêda, situações de quando era funcionário de Paulo César.

Genival confirmou que na noite do dia 22 de junho, antes de PC e Suzana terem sido encontrados mortos, não presenciou nenhuma briga entre o casal. Ele, que hoje trabalha como vigilante, no entanto, afirmou que, em outras situações, se deparou com discussãões entre os dois.

“Não ouvi discussão entre Suzana e doutor Paulo César na noite antes do crime. Mas, uma vez eu notei pelos gestos dele (Paulo César Farias), que eles estavam brigando. Isso aconteceu porque ele disse que tinha acabado o namoro”, revelou Genival.

O ex-garçom de PC também confirmou ao juiz que uma inglesa, identificada apenas como Zara, e Cláudia Dantas visitavam a residência de Guaxuma e a mansão de Paulo César. Mas, ao ser questionado se o patrão mantinha relacionamentos amorosos com essas mulheres, Genival afirmou que nunca viu nenhum “gesto de namoro”.

Sobre a noite do dia 22 de junho, Genival contou que serviu o jantar para Paulo César, Suzana, Augusto e a namorada dele. Ele disse que colocou a comida na mesa por volta de 23 horas e que, cerca de uma hora e 30 minutos depois, o jantar havia acabado. Genival disse ao juiz que dormiu entre 02 horas e 02h30 ele foi dormir e viu que Paulo César Farias estava acordado escutando música. Ele também afirmou que não escutou os disparos de arma de fogo.

Genival contou também que ele e a empregada da casa, Marize Vieira de Carvalho, viram em uma das paredes da residência a marca de um tiro e que, depois, ela encontrou um projétil enquanto varria. “Saímos e batemos na porta e ninguém abriu no quarto, então fomos bater na janela e a mesma coisa. Aí eu fui e chamei o Reinaldo e arrombamos a janela. O Reinaldo entrou, pegou no pescoço do Paulo César Farias e viu que ele estava morto. O Reinaldo então saiu e depois disso tentou ligar pra umas pessoas, até avisar ao deputado (Augusto Farias), que chegou depois”, contou.

Ministério Público

Após os questionamentos do magistrado, foi a vez do Ministério Público indagar o ex-garçom. O promotor Marcos Mousinho voltou a perguntar a Genival se ele havia presenciado discussões entre PC e Suzana. Genival então confirmou que sim, na ocasião de um jantar e em um churrasco na casa de praia, quando o casal discutiu e Suzana se dirigiu para o mar.

“Dessas duas vezes eu vi. Na primeira vez, eu só vi os gestos. Já da segunda, depois de um telefonema eles brigaram e então ele (PC Farias) mandou eu ir atrás da dona Suzana porque ela poderia querer se afogar”, lembrou o ex-garçom.

Mousinho questionou Genival sobre o porquê de ele ter omitido ao delegado, durante seu depoimento dias depois do crime, que presenciou as discussões. “Eu devo ter esquecido. Tem coisas que a gente esquece, doutor”, disse o ex-garçom.

Mãe de santo

Genival disse, após ter sido questionado pelo juiz, que Paulo César Farias contou que o espírito de Elma Farias (mulher de PC que faleceu) havia “baixado” em Suzana. O ex-garçom disse que o patrão contou que o fato ocorreu algumas vezes, entre elas em uma ocasião quando PC estava preso no Quartel do Corpo de Bombeiros.

“O doutor Paulo César disse que uma vez foi preciso uma mãe de santo para tirar o espírito da dona Suzana. Ele tinha essa mãe de santo. Isso eu nunca vi, o doutor que me falou”, colocou Genival.

 

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Jatiúca Resort oferece almoço especial para o Dia das Mães

Assessoria 13678729178076

 

Para celebrar esta data tão especial que é o Dia das Mães, não há nada mais agradável do que reunir a família para saborear o que há de melhor na região de Maceió junto com a mulher mais importante da sua vida. Esta é a proposta do Jatiúca Resort para o domingo, dia 12 de maio.

Com um menu completo e pra lá de especial, o Restaurante Canoas, localizado dentro do próprio complexo, se torna a opção ideal tanto para os moradores da região, como para os turistas que estão hospedados no Resort. Esta é a chance de aproveitar um almoço em família, com uma bela vista da Praia de Jatiúca, em um ambiente sofisticado e acolhedor, com um cardápio que mescla as delícias da culinária nordestina com um toque da cozinha internacional.

O cardápio criado pelo gerente de alimentos e bebidas, Régis Casse, oferece diversos tipos de saladas e, como prato principal, haverá opções, entre elas: Medalhões de filé com alcachofra (vinho tinto, molho shoyu, alcachofra e tomates concassées); Salmão com crosta de gergelim (molho bisque, vinho branco, gergelim e queijo parmesão); Rondelli de bacalhau gratinado (massa fresca, bacalhau desfiado, queijo ricota e parmesão), entre outros. No valor já está incluso uma bebida não alcoólica para cada cliente.

E, para a sobremesa, haverá charlotte de mangas com calda de vinho e crepes normandas com mel de abelhas.

Assim como a data, o valor do almoço também é especial: R$ 39,00 para adultos e R$ 23,00 para crianças de 06 até 12 anos.  Não é necessário fazer reservas.

 

Informações de serviço:

Jatiúca Resort (Restaurante Canoas)

End: Rua. Dr. Mário Nunes Vieira, 220 – Mangabeiras – Maceió

Tel: (82) 2122-2000

Site: www.hoteljatiuca.com.br

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Julgamento PC Farias: jardineiro diz que ajudou seguranças a arrombar janela

CadaMinuto 13678669717673 Leonino Tenório Carvalho, caseiro da casa de PC Farias

 

No primeiro dia do julgamento da morte do Paulo César Farias e da namorada Suzana Marcolino, a primeira testemunha ouvida pelo Juiz Maurício Breda foi o jardineiro, Leonino Tenório de Carvalho, casado com a também funcionária Marize Vieira de Carvalho, que por motivos de doenças não pôde comparecer ao Tribunal do Júri.

Em depoimento, Leonino que trabalha para a família há quase 20 anos, disse que no dia do crime só estava ele, a esposa e os seguranças José Geraldo da Silva e Adeildo Costa dos Santos. Na época, Leonino trabalhava de 7h às 17h, e diz não recordar de detalhes no dia do crime. Os seguranças teriam trabalhado às 7h do dia 22/06 às 9h do dia 23/06. Leonino Tenório afirma que além dos acusados, um policial militar também era responsável pela segurança de PC Farias.

O depoente afirmou desconhecer qualquer discussão entre PC Farias e Suzana Marcolino e ressaltou que mantinha contato apenas de trabalho com PC Farias e Suzana. Ao chegar ao local do crime, a esposa de Leonine, Marize teria dito ao garçom que a sala estava desarrumada. Marize teria sido a primeira pessoa a perceber o local do projétil. Leonine afirmou desconhecer mais informações.

Dos irmãos de Paulo César, Luiz Romeiro, Claudio Farias (falecido), Augusto Farias era o que mais comparecia na casa. “Era aquela amizade de irmão mesmo”, afirmou.

Sobre a prisão de PC Farias, Leonine disse que todos ficaram chocados. “Era um homem excelente. Ficou todo mundo arrasado”, disse.

O Crime

Ao observar uma movimentação no primeiro andar, Leonino, foi chamado por Reinaldo Correia de Lima, um dos seguranças, para tentar abrir a janela que dava acesso ao quarto, onde os corpos de PC Farias e Suzana estavam.

Os funcionários tentaram abrir a janela com uma tesoura de jardinagem, e sem sucesso forçaram a janela. Ao avistar os corpos, Reinaldo teria pulado a janela e colocado a mão no pescoço de PC Farias. Ao perceber que estava frio, Reinaldo teria falado aos funcionários: “doutor Paulo César está morto”.

De acordo com o depoente, ninguém teria tocado no corpo de Susana. De acordo com Leonino, foi o segurança Reinaldo foi quem ligou para Augusto Farias assim que encontraram o casal morto. Sobre possíveis ameaças à Paulo César Farias, Leonino afirmou desconhecer o assunto.

Um dia após o crime, Leonino afirmou ao representante do Ministério Público Marcos Mousinho, que os seguranças Geraldo e Adeilton estavam de saída, e apenas aguardavam os outros dois seguranças.

Queima do colchão

Em depoimento, Leonino Carvalho afirmou que queimou o colchão do casal por que o local estava com mal cheiro. “Como o colchão já estava fedendo, liguei para o Flávio (funcionário) para saber o que eu deveria fazer com o colchão. Algum tempo depois ele retornou a ligação e me autorizou fazer a limpeza do local e jogar o colchão fora”, afirmou.

No primeiro momento, Leonino afirmou que foi sua a ideia de pôr fogo no colchão e no travesseiro. Após ser questionado por juiz Maurício Breda, Leonino disse que foi a mando de Flávio. Com a queima do colchão do casal, a reconstituição do crime foi feita com o colchão dos filhos de Paulo César Farias, que Leonino afirma ser menor que o colchão do casal.

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Usuários de Caps recebem certificado de curso de informática

Usuários de seis Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Maceió terão novas oportunidades a partir de agora com a conclusão do curso InfoCaps. A entrega dos certificados aos 16 alunos concluintes do projeto aconteceu na manhã desta segunda-feira (6), no auditório da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).

 

Com uma carga horária de 40 horas, o curso foi realizado entre os meses de novembro de 2012 e fevereiro deste ano, tendo como objetivo promover a reintegração dos usuários. Além de repassar conhecimentos tecnológicos, a atividade pretende também gerar renda e resgatar a cidadania por meio da inclusão no mercado de trabalho.

 

Segundo o gerente de Núcleo de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Berto Gonçalo, a entrega dos certificados é um momento de extrema importância. “Isso é uma quebra de paradigmas. Agora, eles têm potencial para concorrer no mercado de trabalho. O mais importante é mostrar que todo ser humano tem potencial em alguma área”, disse.

 

Ele destacou que as aulas – que abordam tópicos como domínio de teclado e mouse, sistema operacional, internet, editor de texto, planilha eletrônica e Power Point – já foram realizadas em sete Regiões de Saúde. A próxima turma começa no dia 10 de maio, em União dos Palmares, voltada também para os municípios de Murici e São José da Laje.

 

“Queremos reabilitá-los para a convivência com a sociedade e para o trabalho. Nossa prioridade é não só fazê-lo evoluir clinicamente e promover o desenvolvimento psicossocial. Queremos, principalmente, recolocá-los no mercado de trabalho, possibilitando uma maior autonomia e uma melhor qualidade de vida”, acrescentou Berto Gonçalo.

 

Inserção Social – Participante do InfoCaps, Wellington Rafael agradeceu a oportunidade. “Antes, só sabia usar o computador para assistir vídeos, mas, agora, já sei trabalhar com outros programas e aprendi até a fazer planilhas. Isso abriu porta para os usuários e para os funcionários que também participaram. Só tenho a agradecer por tudo e espero que isso se repita”, expôs.

 

Receberam certificados alunos dos Caps AD Everaldo Moreira, Noraci Pedrosa, Capsi, Rostan Silvestre, Casa Verde e Cead. As aulas foram realizadas uma vez por semana, no Laboratório de Ciências da Computação da Uncisal, parceira do programa na cidade. Em outras cidades, a qualificação conta com o apoio também das prefeituras municipais.

 

O projeto do InfoCaps foi iniciado em 2011 e, a partir dos próximos meses, será iniciada a segunda etapa da iniciativa. Para isso será realizada uma capacitação avançada, onde irão participar os usuários dos Caps de Lagoa da Canoa e Feira Grande.

 
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Projeto inovador visa descontaminar sururu de Alagoas

Apesar de típico do estado alagoano, o sururu é visto com ressalvas pelos seus consumidores. A poluição do local de onde eles são provenientes é motivo de preocupação e leva à baixa credibilidade que esse molusco apresenta diante da sociedade alagoana.Para obter um produto seguro é necessário garantir a eliminação de contaminantes presentes nos locais onde se desenvolvem, além de manuseio higiênico, sobretudo após a retirada das conchas, e refrigeração adequada. Análises do Laboratório de Microbiologia dos Alimentos da Faculdade de Nutrição (Fanut) da Universidade Federal de Alagoas demonstraram que o primeiro desafio pode ser uma realidade.

A proposta surgiu dos técnicos do Instituto Ambiental Brasil Sustentável (Labs), Thiago Trobeta e Mauro Coutinho, que durante o funcionamento inicial da Unidade de Beneficiamento de Ostras, no município de Coruripe, viram a possibilidade de utilizar os mesmos mecanismos no sururu, molusco mais disseminado em Alagoas. “A adaptação da depuradora tem um custo diferenciado. Trata-se de um procedimento experimental e inicial”, relatou Mauro Coutinho.

O projeto da depuradora é da Secretaria de Pesca e Aquicultura de Alagoas. "A implantação da depuradora de moluscos é um investimento de ao menos R$ 400 mil, feito pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, que tem o Iabs como gestor financeiro no Brasil. No momento há um apoio financeiro da Prefeitura de Coruripe e a gestão é feita pelas associações de cultivadores de ostra”, disse Edson Maruta, superintendente de Desenvolvimento da Industrialização e Comércio.

Com a ideia em mãos, o Labs e a Secretaria de Pesca solicitaram a Fanut que o primeiro teste de depuração fosse feito no Laboratório de Microbiologia dos Alimentos. “A gente vem realizando pesquisas com moluscos produzidos e comercializados em Alagoas desde 1992, quando realizamos o primeiro estudo sistemático sobre a qualidade do sururu, através de uma parceria com o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas e a Deutsche Gesellschaft für Technische Zusammenarbeit - GTZ (Agência Alemã de Cooperação Técnica). Na época, constatou-se que a contaminação se dava nas lagoas, primariamente, mas o sururu desconchado apresentava contaminação por coliformes termotolerantes, conhecidos como coliformes fecais, ainda mais alta”, relata Ana Cristina Normande, coordenadora do Laboratório.

Em outra pesquisa realizada com o mesmo molusco, foram feitas análises em vários supermercados “e o produto também apresentava qualidade microbiológica comprometida, independente da refrigeração e da aparência mais higiênica durante a comercialização. Trata-se de uma cadeia de produção complexa, por todas estas questões”, relata Normande.

Em 2007, o molusco pesquisado foi a ostra do mangue, comercializada na praia da Barra de São Miguel por ambulantes, onde ficou constatado, mais uma vez, a qualidade sanitária comprometida dos moluscos de Alagoas. “Desde 2010, o Laboratório vem monitorando as ostras cultivadas no litoral alagoano, em parceria com o SEBRAE-AL e Secretaria de Pesca e Aquicultura, e agora com a depuradora finalmente podemos ser otimistas com relação ao futuro dessa cadeia produtiva”, recorda a coordenadora.

Experiência pioneira

Feito o convite para a experiência pioneira, o Laboratório realizou os primeiros testes. “Após o período de 48 horas de depuração em condições controladas, verificou-se a eliminação de contaminantes microbiológicos, inclusive da bactéria Salmonella, eventualmente presente em moluscos, devido à contaminação das águas de cultivo”, explica Normande.

Para avaliar se o processo de depuração provocaria alguma alteração no sabor do sururu, a equipe propôs uma experimentação sensorial, o que prontamente foi aceito pela professora Cristina Normande. Sob a coordenação da professora de Gestão da Qualidade dos Alimentos, Thaysa Brandão, também da Fanut, a degustação do sururu depurado realizada no último 19 de abril.

Foram preparadas duas porções de 600g, uma delas (sem depuração e outra depurada. Alunos do curso de Nutrição, representantes do Labs e da Secretaria de Pesca experimentaram as porções de sururu, e sem saber qual delas era a depurada, tiveram que analisá-los com relação aos parâmtros de sabor, aparência e textura. “A sensação daquela textura arenosa, que muitas vezes leva à rejeição do produto também é uma aspecto de qualidade importante”, explica a professora Thaysa Brandão.

O sururu, por filtrar a água em seu organismo, acaba concentrando resíduos sólidos, além de microrganismos que podem ser prejudiciais ao consumidor e parece que a depuração produziu resultados favoráveis”, acrescenta Normande.A experimentação superou as expectativas de todos os envolvidos, que ainda puderam se deliciar com o famosos “sururu de capote”, preparado da forma tradicional, só que utilizando o sururu depurado.

Conforme Maruta, caso seja feito em escala industrial, a depuração do sururu acarretará mais custos, mas ao mesmo tempo agregará valor ao alimento. “O molusco é bastante valorizado fora do país, por ser um produto de alto valor nutritivo, mas é subvalorizado em Alagoas. Temos um produto que é fonte de renda ainda subutilizado”, defende o técnico. A cadeia produtiva em Alagoas envolve cerca de 3 mil famílias nas cidades de Maceió, Coqueiro Seco, Santa Luzia e São Miguel dos Campos.

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Teotonio Vilela reassume cargo de governador de Alagoas

Agência Alagoas 13678665533402 Governador Teotonio Vilela e o deputado Fernando Toledo

O governador Teotonio Vilela Filho reassumiu o cargo nesta segunda-feira (6), depois de uma semana licenciado para se submeter a uma cirurgia de retirada de um cisto no menisco direito. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Fernando Toledo, que esteve no exercício do cargo durante este período, agradeceu a oportunidade do Poder Legislativo comandar o Estado por sete dias.

“Esta é uma iniciativa democrática e ao mesmo transparente do nosso Governo, em compartilhar com outros poderes a chefia do Executivo”, disse o governador Teotonio, ressaltando a agenda positiva do Estado nessa última semana. “O deputado Fernando Toledo deu sequência à entrega de sementes, inaugurou postos de saúde, entregou casas populares, honrou o nosso Governo, honrou Alagoas”, enfatizou.

A agenda do governador Teotonio Vilela nesta tarde será interna, em despachos com secretários de Estado.

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Juíza Sandra Janine Maia é empossada como substituta do TRE/AL

Na tarde desta segunda-feira (06), a juíza Sandra Janine Wanderley Cavalcante Maia, titular do 11º Juizado Cível e Criminal da Capital, tomou posse como desembargadora eleitoral substituta do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL), pela classe dos juízes de Direito. Ela atuará na ausência do desembargador eleitoral Alberto Jorge Correia de Barros Lima, por um biênio.

O termo de posse foi lido pela diretora-geral do TRE/AL, Maria Celina Bravo, e assinado pelo vice-presidente da Corte, desembargador Sebastião Costa Filho. Também prestigiaram a cerimônia o corregedor regional eleitoral, Ivan Vasconcelos Brito Júnior e o desembargador eleitoral Fernando Maciel.

Na mesma oportunidade, o juiz José Cícero Alves da Silva, titular do 12º Juizado Especial Cível e Criminal, foi reconduzido para exercer, por um biênio, as funções de desembargador eleitoral substituto do TRE/AL.

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