Josivaldo Ramos

Eleições 2012: Processo contra João Lyra interferirá na eleição em Maceió e União dos Palmares!

Ivan Nunes 1328401525drpaulojlbb2 João Lyra, Beto Baia e Dr. Paulo do PDT

por Paulo Veras

O acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal da denúncia contra o deputado federal João Lyra (PSD) pode interferir diretamente na disputa eleitoral em União dos Palmares. Reduto político do deputado, a cidade é palco do processo segundo o qual cerca de 50 trabalhadores foram encontrados em condições análogas a de escravidão. Segundo o blog do Josivaldo Ramos adiantou na quinta-feira, seis dos dez ministros do Supremo aceitaram a instauração do inquérito pedida pelo Ministério Público Federal.

Em União dos Palmares, João Lyra é o principal fiador da campanha do médico Beto Baía (PSD) à prefeitura da cidade. Beto já foi vice-prefeito e ficou em segundo lugar nas eleições de 2008, quando concorreu com o atual prefeito Areski de Freitas do PTB (antigo partido de Lyra). Em recente entrevista a uma rádio local, Beto Baía reiterou que apesar de negociar com outras lideranças de oposição que o apoiaram na eleição passada, ele não abrirá mão de ser o cabeça de chapa à prefeitura.

Investigado pelo STF por questões trabalhistas em União, João Lyra pode encontrar resistências em entrar de cabeça na disputa da cidade que terá peso forte. Um dia antes do acolhimento da denúncia, a Assessoria do deputado havia divulgado investimentos do porte de R$ 3 milhões na cidade, como estratégia para turbinar a candidatura de Beto. Do outro lado da disputa, o pré-candidato do governo é o ex-governador Manoel Gomes de Barros, figura política de proeminência na região.

O processo também joga uma pá de areia no boato de que João Lyra seria candidato a prefeitura de Maceió. No início de março, o jornal Folha de São Paulo chegou a anunciar que o prefeito paulista Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, estaria marcando uma data para vir a Alagoas lançar a candidatura de Lyra. Em 2010, ele foi eleito deputado federal com 111.104 votos, o equivalente a 7,85% do total.

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STF recebe denúncia contra deputado federal João Lyra

Jonathas Maresia 1304814525joao lyra Deputado João Lyra

por Ascom STF

Por seis votos a quatro, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quinta-feira (29), receber denúncia contra o deputado federal João José Pereira de Lyra (PSD-AL) e contra Antônio José Pereira de Lyra, acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas de submeter à condição análoga à de escravo 56 dos 3.300 trabalhadores de uma empresa de sua propriedade que trabalhavam em lavoura de cana-de-açúcar no município de União dos Palmares, naquele estado. O crime está previsto no artigo 149 do Código Penal (CP).

A decisão, que dá início à ação penal contra os acusados pela Suprema Corte, foi tomada no julgamento do Inquérito (INQ) 3412, relatado pelo ministro Marco Aurélio. O MPF os denunciou por supostamente sujeitarem os trabalhadores, com frequência, a jornada de trabalho superior a 12 horas por dia, inclusive em período noturno, sem respeitar o direito de descanso aos domingos. Denunciou-os, ainda, por não oferecer a eles equipamentos de segurança do trabalho contra os cortadores de cana-de-açúcar.

Da acusação consta também, entre outros, que os operários em questão – conforme relato e autos de infração lavradas pela fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego - seriam mantidos em condições desumanas, com alojamentos precários, sem a devida ventilação. Ademais, as condições sanitárias do local de trabalho não teriam banheiros. Também estariam sujeitos ao consumo de água não filtrada e, no campo, matavam a sede com gelo sem qualquer cuidado de higiene.

PGR

Ao pedir o recebimento da denúncia, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que o fato de a empresa já ter regularizado a situação desses empregados, conforme alegou a defesa, não os isenta de culpa em relação às condições em que foram encontrados os 56 trabalhadores. Até mesmo porque o grupo empresarial controlado por João Lyra emprega, somente naquela fazenda, 3.300 trabalhadores, 17 mil no Estado de Alagoas e um total de 26 mil, somando seus empregados em Minas Gerais.

Portanto, segundo o procurador-geral, o grupo empresarial tem suporte econômico-financeiro e conhecimento da legislação trabalhista, até em função de seu porte e, por conseguinte, ambos os denunciados tinham plena noção do crime que estavam cometendo e devem ser por ele responsabilizados.

Rejeição

O ministro Marco Aurélio, relator do inquérito, votou pela rejeição da denúncia. Ele entendeu que o crime narrado pela acusação é diverso do tipificado pelo artigo 149 do Código Penal, cujo bem jurídico tutelado é a liberdade do ser humano, sob o aspecto ético-social. No mesmo sentido votaram os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello. O primeiro deles disse entender que não houve cerceamento da liberdade dos trabalhadores em virtude de dívida para com seus patrões, conforme previsto na norma em que se fundamenta a denúncia.

Também o ministro Gilmar Mendes sustentou que “o bem jurídico protegido pelo artigo 149 do CP é o da liberdade individual” e que os fatos narrados na denúncia não compreendem a esse tipo penal.
O ministro Celso de Mello também rejeitou a denúncia. Ele disse ter dificuldades em uma imputação a ser demonstrada apenas com a posterior individualização da conduta de ambos. Segundo ele, “não existe causalidade subjetiva a demonstrar liame entre os fatos narrados na denúncia e o comportamento individual de cada um dos acusados”. Mas, segundo ele, o MPF poderá formular nova denúncia, agora individualizando o comportamento dos dois dirigentes da empresa.

Divergência

A ministra Rosa Weber abriu a divergência, votando pelo recebimento da denúncia, no que foi acompanhada pelos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ayres Britto, Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso. A ministra disse entender que os fatos apontados na denúncia afrontam a dignidade da pessoa humana e correspondem ao tipo penal descrito no artigo 149 do CP.

Ao se manifestar no mesmo sentido, o ministro Luiz Fux apoiou-se no princípio da constitucionalidade dos direitos humanos, já que a Constituição Federal é permeada do conceito protetor de tais direitos. Ele entende que os fatos descritos afrontam a dignidade da pessoa humana e colocavam, realmente, os 56 trabalhadores em situação equivalente à de escravos.

Seguindo a mesma linha, a ministra Cármen Lúcia disse que submeter à condição equivalente à de escravo envolve “tudo o que pode ser subsumido ao tipo do artigo 149”. “Considero a denúncia perfeita, cumpridora das exigências legais”, concluiu.

No mesmo sentido se manifestaram os ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso.

FK/AD
 

Ex-presidente de Câmara será ouvido sobre acusação de sequestro

Valderi Melo 1313017579vereador bobo uniao Edvan Correia, o Bobo

por Josivaldo Ramos

Após ser presenteado pela Justiça de Capela com a anulação de todos os atos judiciais da instrução processual que apura o sequestro e cárcere privado de José Eugênio da Silva Filho, vulgo “MARTINEZ”, sequestrado de sua propriedade no município de Capela em 20 de janeiro de 2007, o vereador, ex-presidente da Câmara de Vereadores de União dos Palmares, Edvan Correia dos Santos, o “Bobo”, volta a ser incomodado pela justiça; isto porque encontra-se marcada para amanhã, 29 de março, o reinício da instrução processual, com a realização de uma série de oitiva, inclusive do acusado.

Durante uma audiência realizada em agosto de 2011, o juiz da comarca de Capela, Odilon Raimundo Maciel Marques Luz, detectou que as testemunhas de defesa haviam sido ouvidas, por cartas precatórias, antes mesmo da citação de Thiago Silva de Melo, também acusado pelos crimes. Motivo pelo qual determinou a nulidade de todos os atos praticados até aquele instante e por consequência o reinício da instrução processual.

A Justiça Pública de Alagoas declarou em 05 de abril de 2010 a morte presumida de José Eugênio da Silva, já que não se tem notícia do paradeiro do corpo do “Martinez”. A partir de então tem-se como data da morte o dia de seu desaparecimento, mediante expedição de atestado de óbito, cuja autorização foi dada pela justiça do município de Capela.
“Bobo”, responde como acusado do crime, junto com seu irmão, Edvar de Souza Santos Filho, o Cabeção, além dos irmãos, também são réus, Cícero Pereira da Silva e Thiago Silva de Melo.

Na defesa dos acusados atua o advogado Welton Roberto, considerado o melhor advogado criminalista em atuação em Alagoas. Durante a primeira instrução processual, pelo twitter, o blog manteve contato com o advogado dos acusados a fim de repercutir o caso e saber qual seria a tese da defesa, além de garantir, através do advogado, espaço para que seus clientes pudessem esclarecer para sociedade o porquê são acusados do crime; em resposta, Dr. Welton Roberto garantiu que seus clientes são inocentes e que possuem álibi suficiente para provar esta inocência.

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Luiz Otávio Gomes processa blogueiros Alexandre Fleming e Mário Júnior!

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por Paulo Veras

Em julho do ano passado os blogueiros Alexandre Fleming e Mário Júnior lançaram um texto em conjunto com sérios questionamentos a conduta do secretário de Planejamento, Orçamento e Desenvolvimento Econômico do Estado de Alagoas Luiz Otávio Gomes. A postagem ainda está no ar e pode ser lida aqui. Ela indagava sobre as relações promíscuas entre o serviço público e o privado em Alagoas. Citava como exemplo o caso do secretário que é sócio de uma empresa de consultoria, a LOG Negócios& Consultoria. No cartel de clientes da LOG estão muitas das empresas que receberam benefícios do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (CONEDES), presidido por Luiz Otávio enquanto secretário.

O questionamento é justo? Sim. Ao assumir a Secretária de Planejamento, Luiz Otávio Gomes trocou a sua posição diante da sociedade. O empresário da iniciativa privada ficou pra trás e deu lugar ao homem público, para o qual os interesses da sociedade estão em primeiro lugar. O homem público, esse símbolo (quase) tão degenerado, tem que prestar contas a população de seus atos e esta tem o direito de cobrar dele atitudes justas. Foi o que fizeram os dois blogueiros que conheço pessoalmente e, acredito, estavam cheios das boas intensões. Luiz Otávio Gomes se negou a explicar quaisquer uma das indagações e ainda ameaçou processá-los na época. As ações foram feitas, embora as notificações só tenham chegado agora. Os dois estão sendo processados civil e criminalmente pelo que escreveram, tornando público uma cobrança da sociedade.

Vale ressaltar que, nos meses seguintes, novos questionamentos cobraram explicações do secretário sobre outros temas. No final de setembro, eu mesmo indaguei sobre a relação entre Luiz Otávio e a Synergy Group, para quem a filha do secretário trabalhou e cujo um dos braços é o audacioso estaleiro Eisa Alagoas (vide Luiz Otávio Gomesconcede benefícios honestos para a Estaleiro Eisa S.A.? Ou: Synergy Group, deEfromovich, contrata Hyde Melo, filha de LOG!). Um mês depois o jornal O Estado de São Paulo fez novas cobranças sobre uma possível negociata para caixa dois realizada junto a diretores do Bando PanAmericano (aqui e aqui). Incólume, Luiz Otávio Gomes não explicou nada e seguiu como uma das figuras mais poderosas do governo de Alagoas.

Quero lembrar aqui que Luiz Otávio Gomes nunca foi acusado de nada. Sendo suas relações honestas com essas empresas privadas como ele diz, não custaria nada fazer uma defesa pública detalhada do assunto, calando de uma vez por todas as vozes de dúvida sobre sua conduta pública e deixando clara a legalidade de seus atos como homem público para a sociedade. Pelo contrário, ele fez com que essas dúvidas e inquietações contra a sua reputação perdurem até hoje, mesmo tragadas pelo “noticiário do dia seguinte”. Processar os blogueiros não é só uma forma de intimidação a eles e a toda a classe – a qual tenho orgulho de pertencer – mas é também querer calar a sociedade que tem sim o direito de questionar seus gestores sobre o que fazem com o dinheiro PÚBLICO. Se ele não entende como funciona o Estado democrático moderno, que volte para casa...

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Eleições 2012: Fortalecimento de candidaturas muda a dinâmica da disputa em Maceió

por Paulo Veras

Faltando pouco mais de seis meses para as eleições desse ano, o cenário político em Maceió ainda é conturbado pelo excesso de pré-candidatos. Todas as legendas de médio e grande porte estão se colocando a disposição na disputa para ver como o jogo político se desenha, cientes de que os resultados desse ano serão fundamentais para a partida política a ser jogada em 2014. Essa semana, os contornos da cena política se deram, justamente, com o fortalecimento de duas dessas pré-candidaturas.

Primeiro, a do deputado estadual Jeferson Morais (DEM). Essa semana, o Diretório do Partido lançou oficialmente o nome de Morais como postulante a prefeitura da Capital. Duas semanas antes ele já declarava que sua candidatura era “definitiva”. A situação, porém, havia se tornado complicada depois que postagens do blogueiro Bernadino Souto Maior do Cada Minuto opuseram colocações de Jeferson a do presidente estadual do DEM, o vice-governador José Thomas Nonô. O desconforto foi resolvido com a nomeação de Morais para presidir o partido em Maceió.

Já no fim da semana, foi a vez do secretário municipal de Infraestrutura Mozart Amaral. Já empossado presidente municipal do PMDB, Mozart realizou um evento para apresentar a estratégia do partido na cidade para o grande líder da legenda no Estado, o senador Renan Calheiros. Junto com a apreciação de nomes para a vereança, Mozart colocou o próprio nome a disposição do senador. O secretário é apoiado pelo atual prefeito Cícero Almeida (PP) e recebeu sinal verde de Renan, que até então não havia se posicionado quanto a seu candidato.

As duas situações isoladas acabam gerando uma onda que mexe com todo o tabuleiro político porque tencionam diretamente dois lados do processo. No grupo do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), a definição do nome de Jeferson Morais acaba com as esperanças de que o grupo tenha uma candidatura única. Mesmo que o deputado federal Givaldo Carimbão (PSB) abra mão da postulação, o colega Rui Palmeira (PSDB) não o fará.

No grupo de oposição, cuja discussão inicial era reeditar a candidatura do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) como representante das forças do governo federal em Alagoas, o fortalecimento do nome de Mozart Amaral pode resultar num acordo paralelo entre o prefeito Cícero Almeida e o senador Renan Calheiros que inviabilizem a campanha de Lessa. Ainda assim, restariam nomes como do deputado federal Maurício Quintella (PR) e do vereador Galba Novaes (PRB) a provocar a desunião.

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Medida cautelar de monitoramento eletrônico é revogada

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por Josivaldo Ramos - Atualizado às 14:00hs

Na manhã desta sexta-feira, 16, o desembargador Edivaldo Bandeira Rios, em julgamento de pedido de liminar em Habeas Corpus, impetrado na última quarta-feira, 14, pela defesa do advogado e ex-deputado estadual José Maria Cerqueira Tenório, o Zé Maria Tenório, revogou a medida cautelar de monitoramento eletrônico, até então imposta ao ex-deputado, que se encontra em liberdade a cerca de um mês. O ex-paralamentar é acusado de roubo a banco e formação de quadrilha.

Bandeira Rios ressaltou: “Data venia, o fato de os delitos em tela serem reprováveis, não pode servir, por si só, de justificativa idônea para a determinação do monitoramento eletrônico. Tampouco, a simples menção de que a referida medida cautelar suprirá a necessidade de garantia da instrução criminal, coibindo nova prática dos delitos, sem qualquer dado concreto de caso específico a demonstrar que, o Paciente irá atentar contra a conveniência da instrução criminal ou a ordem pública, não pode alicerçar a manutenção da medida cautelar ao Paciente, sob pena de ofensa ao princípio da não culpabilidade”.

Observou ainda: “[...] o Paciente é advogado, inexistindo razoabilidade e proporcionalidade na medida cautelar determinada, não há dúvida de que todas as medidas restritivas de direitos estão sujeitas a esses princípios, que pressupõe a legalidade assim como a legitimidade constitucional da finalidade da medida. Devendo o juiz, todas as vezes que vai determinar o monitoramento eletrônico, analisar o caso concreto e demonstrar a sua pertinência.”

A defesa de Zé Maria Tenório, composta pelos advogado Rodrigo Monteiro, Thiago Sampaio e Diego Duca, acredita que a retirada das tornozeleiras de monitoramento eletrônico deva acontecer ainda hoje, tão logo comunique a decisão ao Centro de Operações Penitenciárias (Copen).

A prisão

Agentes da DEIC (Divisão Especial de Investigação e Capturas), comandados pela delegada Ana Luiza Nogueira, prenderam na tarde de 18 de junho, o advogado José Maria Tenório, quando visitava o irmão, o ex-deputado Francisco Tenório, na Casa de Custódia da Polícia Civil, no bairro do Farol.

Zé Maria foi preso em decorrência de mandado de prisão expedido pelos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital, por roubo a banco e formação de quadrilha, em virtude de representação do GECOC (Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas) do Ministério Público Estadual.

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Justiça nega absolvição sumária para deputado Nelito Gomes

Assessoria ALE 1326289039nelito Nelito Gomes de Barros

por Josivaldo Ramos

O desembargador Edivaldo Bandeira Rios, relator da investigação criminal, que apura crime de receptação e posse de arma de fogo de uso restrito, contra o deputado estadual Manoel Gomes de Barros Filho, o Nelito Gomes de Barros, filho do ex-governador Manoel Gomes de Barros, negou, na última terça-feira, 13, absolvição sumária pleiteada por Nelito Gomes.

O desembargador também marcou para o próximo dia 29 de março, às 9:00 horas, audiência de instrução e julgamento, onde o acusado, bem como as testemunhas devem ser ouvidas.

O Ministério Público Estadual, desde outubro de 2010, requer a condenação de Nelito Gomes de Barros. Em parecer do procurador Sérgio Rocha Cavalcanti Jucá, destaca-se: "Ante o exposto e a unicidade das provas e dos argumentos, uma vez ultrapassadas todas as fases preliminares e recebida a presente denúncia, vem o Ministério Público pugnar pela condenação do denunciado, nos termos do artigo 16 da lei n°. 10.826/2003 e do art. 180, caput, do Código Penal c/c art. 69 do Código Penal. Nestes Termos, Pede e Espera Deferimento. Maceió, 27 de outubro de 2010”.

O pai do Deputado, ex-governador Manoel Gomes de Barros, também já fora processado e condenado por crime de posse de arma de fogo de uso restrito. Decisão da lavra do então juiz da 3ª Vara Criminal de União dos Palmares, Ygor Vieira Figueiredo, decisão contra a qual o ex-governador recorre em segundo instância.

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Por unanimidade, STJ nega liberdade para Mirella Granconato

Jonathas Maresia - Arquivo 1309347840mirella Mirela dentro da viatura do Tigre


por Josivaldo Ramos

O pedido de Habeas Corpus impetrado junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo advogado Rodrigo Cavalcante Ferro, em favor de Mirella Granconato, acusada, juntamente com seu marido Toni Bandeira, pelo Ministério Público do Estado de Alagoas de serem os mandantes do assassinato da estudante de fisioterapia Giovanna Tenório, morta em junho de 2011, teve seu julgamento final na tarde da última terça-feira, 13, quando integrantes da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negaram, por unanimidade de votos, o pedido de liberdade formulado por Mirella.

No início de fevereiro deste ano, o ministro presidente do STJ, Ari Pargendle, já havia negado o pleito liminar, ressaltando a fundamentação da Justiça de Alagoas no decreto de prisão em desfavor da acusada.

Esta mesma fundamentação também já fora defendida, em outubro de 2011, pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas, que também em decisão unânime, manteve a prisão preventiva de Mirella Granconato.

Para o desembargador Orlando Monteiro Cavalcanti Manso, o decreto de prisão preventiva foi prolatado de forma legal e de acordo com os requisitos necessários, fundamentando a decisão na garantia da ordem pública e aplicação da lei penal.

“É latente que o crime pela qual a paciente está sendo acusada, resultou em grande clamor social no estado de Alagoas, diante do modus operandi praticado para obtenção da consumação do resultado na prática delituosa, como foi constatado em depoimentos e inclusive no laudo pericial constante nos autos”, explicou Orlando Manso.


A decisão do Superior Tribunal de Justiça ainda não foi publicada no Diário Eletrônico, mas já pode ser conferida no site do STJ.

Liberdade de Toni

O TJ-AL, através do desembargador Orlando Manso, concedeu Habeas Corpus, no último dia 12 de março, ao empresário Antônio de Pádua Bandeira, o Toni, suspeito de envolvimento no assassinato da universitária Giovanna Tenório.

Toni já havia sido beneficiado com um Habeas Corpus em agosto de 2011, mas em dezembro do mesmo ano, teve que voltar ao sistema prisional por ter violado a tornozeleira eletrônica que usava como uma das medidas cautelares condicionantes a sua liberdade. Desta feita, Toni não mais precisará usar a tornozeleira eletrônica.

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Sânia Tereza volta a ter pedido de liberdade negado pelo STJ

Assessoria 1299856041sania Prefeita Sania Tereza

por Josivaldo Ramos

Este é o quarto pedido de liberdade impetrado no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, sendo que dois tiveram pedidos de desistências protocolados e homologados pelos ministros relatores, e um terceiro foi julgado prejudicado em virtude de atacar a prisão temporária, quando já havia decreto de prisão preventiva. Em todos foram proferidas decisões monocráticas no sentido de manter a ex-prefeita de Anadia encarcerada.

A mais recente destas decisões é da lavra do ministro Gilson Dipp, da Quinta Turma do STJ, que indeferiu, liminarmente, nesta terça-feira, 13, pedido de habeas corpus impetrado por Raphael Prado de Mores Cunha Celestino.

Contudo, é a decisão do ministro Adilson Vieira Macabu, desembargador convocado do TJ-RJ, a mais contundente afirmação de motivos para manutenção da prisão preventiva contra Sânia Tereza.

Segundo Macabu, ao apreciar um pedido de reconsideração da decisão liminar, existem pelo menos três importantes motivos que justificam a prisão da acusada, sendo estes: "1) a existência de elementos no inquérito que indicam os benefícios políticos que Sânia, Prefeita afastada, alcançou com a morte da vítima, vereador que teria conhecimento de suposto esquema de gestão fraudulenta na prefeitura e que seria o voto decisivo no processo de afastamento da acusada; 2) as quebras de sigilo telefônico e oitiva de testemunhas, que implicaram em "farto arcabouço indiciário técnico produzido pela autoridade policial, aliado a depoimentos bastante lúcidos e coerentes" de modo a incriminar Sânia Tereza; e 3) a existência de depoimento de uma testemunha".

Ainda segundo Macabu, a defesa de Sânia Tereza juntou aos autos cópia de depoimento, prestado junto ao Conselho de Disciplina da Polícia Militar de Alagoas, de uma testemunha ocular do crime, que, havia confessado que: "fora forçada a creditar a prática do crime ao acusado Cláudio Magalhães, que por ser primo da acusada, levou esta a uma fantasiosa autoria intelectual". Motivo pelo qual a defesa requereu pedido de reconsideração da decisão liminar, que manteve a prisão de Sânia.

Ressaltou o ministro: “Não foi apenas a questão relativa à testemunha que serviu de base para a decretação da prisão preventiva da paciente, nem para o indeferimento da medida liminar requerida. Como dito pela Desembargadora Vice-Presidente do Tribunal alagoano, e considerado pela decisão de 29.11.11, outros motivos há que justificam a segregação cautelar, relacionados à garantia da ordem pública. Ademais, o depoimento da testemunha, que foi levado em consideração para ordenar a prisão da paciente, foi prestado no inquérito policial que apura os fatos. Por sua vez, o documento trazido aos autos contém declarações feitas pela mesma testemunha, mas em investigação disciplinar no âmbito da polícia militar, uma vez que o suposto executor do crime, parente da paciente, integra os quadros daquela corporação”.

O crime

Luiz Ferreira foi assassinado em 03 de setembro de 2011, na zona rural de Anadia, a cerca de três quilômetros do centro da cidade. O parlamentar foi atingido por disparos de arma de fogo dentro de seu veículo. A maioria dos tiros, de pistola 9 milímetros, atingiu a cabeça do médico.

O crime aconteceu quando o vereador voltava de Maribondo, onde concedeu uma entrevista a uma emissora de rádio da cidade, onde confirmou sua candidatura a prefeito de Anadia.
Sânia Tereza e o marido, Alessander Leal, estão detidos no Sistema Prisional de Alagoas, acusados na autoria intelectual da morte de Ferreira. O policial militar e primo de Sânia, Cláudio Magalhães, é apontado como o autor dos disparos que mataram Ferreira.

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Eleições 2012: Sem abandonar os temas sociais, PSOL apresenta nova perspectiva de atuação para Maceió

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por Paulo Veras

Candidaturas de esquerda são consideradas sempre como mais “sociais”, focadas em discussões sobre saúde, educação e desemprego de forma mais genérica. Para tentar quebrar com esse estigma, Alexandre Fleming, pré-candidato do PSOL à Prefeitura de Maceió, está estudando aspectos técnicos sobre os problemas da cidade. A pauta atual inclui saneamento e drenagem, mas muitos outros temas passarão pela mesa do professor antes de iniciar a campanha em junho.

“O objetivo é mostrar que uma candidatura de esquerda é capaz de desenvolver debate de qualidade, com conhecimento técnico sobre os principais problemas da cidade e, principalmente, apresentar soluções viáveis”, diz Fleming sobre a dedicação aos problemas da cidade. O conhecimento adquirido nesses meses deve ser posto a prova nos debates eleitorais, fundamentais para atingir uma maior parcela do eleitorado.

O candidato socialista não vai abandonar os temas sociais característicos da esquerda, mas vai apresentar uma nova perspectiva de atuação. Fleming defende a existência de uma gestão compartilhada com líderes comunitários e participação popular que de reconhecimento ao povo da cidade nas ações do executivo. “Quero que a população faça um pacto comigo, com o projeto e faça parte desse processo”, arremata.

O presidente do Diretório Municipal do PSOL em Maceió acredita ser o único candidato “de esquerda” na disputa e reclama do tratamento dado a ele pela imprensa, que privilegia campanhas tradicionais. Para um candidato que vende uma esquerda “diferente”, suas reclamações (ainda que justas) são muito típicas do grupo ao qual pertence.

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