Meu filme favorito: "Hope", produção coreana lançada em 2013

47818b65 a4c6 4273 bfc9 49b2660156a6 Hope

Separei esta nova postagem para falar do meu filme favorito: “Hope”. Lançado em 2013, na Coréia do Sul, Hope é o nome americanizado de So-Won, que trata de um caso que assola o mundo inteiro e, principalmente, Alagoas, o estupro de vulnerável.

Um filme que merece ser visto por todos. Ele trata do drama familiar depois que uma criança de apenas oito anos é abusada de forma horrível por um homem. De forma delicada, Hope detalha de forma sensível como a criança (Lee Re), que leva o nome do filme, se vê depois da tragédia e como os pais convivem com esse impacto.

O longa é para quem tem estômago forte. Ele te destrói em alguns momentos, pois você se aproxima tanto da Hope que fica difícil aceitar a agressão contra ela. Os primeiros 30 minutos são devastadores, já o segundo ato é emocionante e o final é recompensador.

O roteiro é muito bem escrito, ele envolve o psicológico de uma criança abusada, o psicológico de uma mãe devastada e o psicológico de um pai revoltado, capaz até de matar o responsável pelo crime animalesco. Mesmo com o sofrimento presente, Hope é aquele tipo de criança que te arranca sorrisos e lágrimas apenas pelo seu olhar. Lee Re facilmente é o destaque do filme por ser uma atriz que sabe o que faz, além de ser encantadora e carismática.

 

Hope (Coréia do Sul, 2013)

 

O amor de um pai por sua filha rompe os problemas pessoais que enfrentam. Dong-Hoon (Kyung-gu Sol), por ser homem, é uma ameaça para Hope e, mesmo assim, a forma como ele recupera a confiança da filha é algo lindo, emocionante. Algo que o mundo precisa aprender, que é mais que um mandamento: amar o próximo seja ele quem for. Assim como o filme apresenta a amizade e a comoção de outros que não tem nada a ver e que não devem nada a Hope, mas que se juntam para ajudar financeiramente a família num momento tão difícil.

E por que se parece tanto com o que passamos no Brasil? Simples, porque é algo que está presente no dia a dia, infelizmente. A injustiça ao ver um pai que não pode fazer nada para salvar a filha do trauma, o sofrimento de uma mãe que cuidou da filha por nove meses dentro de seu ventre e mais alguns anos em suas mãos e a inocência perdida de uma criança que tinha uma vida pela frente, mas que sempre vai ficar olhando para trás, de uma forma ou de outra.

Perfeição, é a definição de “Hope”. Ele está disponível na Netflix, foi dirigido por Lee Joon-ik e o roteiro é de Kim Ji-Hye.

 

Hope (Coréia do Sul, de 2013)

 

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The Walking Dead e o péssimo costume dos episódios maçantes

Ilustração 8724e786 a766 4079 b9e3 9aefe47d3c45 Rei Ezekiel, em The Walking Dead

Após um primeiro episódio incessante, cheio de tensão e mortes, The Walking Dead apresenta mais uma vez a “síndrome do broxa”. Sim, desculpa por essa palavra querido leitor, mas ta ficando chato.

Desde a terceira temporada, quando o Governador ainda estava vivo, TWD apresentou seus primeiros sintomas. E o que seria essa síndrome que percebi e dei nome a ele, é quando você está no ápice, faz um episódio fantástico e, no seguinte, broxa, ou seja, faz um episódio muito, mas muito abaixo mesmo do esperado.

Claro, TWD não é só de ação, tensão e tudo aquilo que a série sabe fazer quando quer. Tem todo aquele drama, os diálogos, as descobertas, enfim. Entretanto, é fato que os fãs ficaram em êxtase com o primeiro episódio da sétima temporada e esperavam muito mais do episódio dois que passou neste domingo, 30.

A começar pelo Morgan, pois basta aparecer em tela que fica tudo monótono, chato e sem graça. Essa ideia de “Eu não mato mais” num mundo de zumbis misturado com o sentimento de idade média, onde não há leis e nem supervisão, não cola, além de ser muito superficial, sem noção. O episódio até que começou bem, com a Carol apagada e cheia de traumas, vendo pessoas vivas no lugar dos zumbis sendo mortas pelos soldados de uma comunidade chamada “O Reino”, mas se perde logo depois até o fim do episódio.

 

Morgan

 

Falando em Carol, até ela ficou chata, mesmo com a esperteza e momentos engraçados dela. O que salvou mesmo foi o Rei Ezekiel e sua tigresa Shiva, onde parece que foram tirados direto das HQs. Simplesmente espetacular e tem muito a apresentar, afinal os telespectadores só viram o lado bacana de Ezekiel.

Por fim, a síndrome do broxa atrapalha muito o andamento da série. O segundo episódio deveria ter sido, no mínimo, interessante, e não monótona e de dar sono. Concorda com a análise, leitor? Comenta e dê sua opinião.

Instagram: @brunolevycos

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Os anos 90 voltaram no cinema; confira as futuras produções

Ilustração 6d359fcb f8e4 4485 92b4 90716035cafb Série dos Power Rangers

Hollywood está em crise e já sabemos disso. Ideias originais estão em falta, geralmente os filmes atuais são basicamente adaptações, remakes e reboots, não que isso seja ruim, porém o local já foi berço de filmes memoráveis até o início dos anos 2000 e, justamente por isso, os anos 90 voltaram.

Como forma de resgatar o público e provocar a nostalgia entre os adultos, as grandes empresas resolveram trazer as grandes produções da época para os dias de hoje, algumas delas pela primeira vez no cinema. O blog vai citar os três mais esperados até o ano 2019 e você, querido leitor, pode conferir aqui.

1. Power Rangers

Uma das maiores franquias de todos os tempos produzida pela empresa Saban Entertainment, composta séries de televisão infanto-juvenisfilmes,histórias em quadrinhos e brinquedos, teve início em 1993 e já possui mais de 22 temporadas com mais de 805 episódios exibidos, além de três longas sendo “Power Rangers: O Filme” (1995) o mais conhecido.

No dia 24 de Março de 2017 será lançado um no filme intitulado apenas de “Power Rangers”. Completamente renovada, a nova franquia vai tratar a aventura de uma forma mais sombria e adulta, puxando mais para a ficção-científica. O primeiro trailer superou as expectativas e o hype dos fãs aumentaram bastante.

Confira a sinopse e o trailer:

“A jornada de cinco adolescentes que devem buscar algo extraordinário quando eles tomam consciência que a sua pequena cidade Angel Grove - e o mundo - estão à beira de sofrer um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, eles irão descobrir que são os únicos que poderão salvar o planeta. Mas para isso, eles devem superar seus problemas pessoais e juntarem sua forças como os Power Rangers, antes que seja tarde demais”

 

 

2. Toy Story 4

Betty e Woody (Toy Story)

 

Mesmo com o emocionante e espetacular final do terceiro filme de Toy Story, a Pixar, que raramente faz continuações, vai trazer o quarto longa da animação, porém não se trata de uma continuação, e sim, quase um spin-off. O filme vai mostrar o relacionamento entre Woody e Betty, a pastora das ovelhas. Muitos fãs odiaram a notícia, por se tratar de uma franquia fechada e que já fez bastante sucesso, mas quem não quer ver Woody, Jessie e Buzz novamente no telão do cinema?

O primeiro Toy Story foi lançado em 1995. O quarto filme tem estreia marcada para 21 de junho de 2019 e ainda não possui trailer e sinopse. Anteriormente, Toy Story 4 estava marcado para 2018, entretanto Os Incríveis 2, também da Pixar, ficou com a data.

3. Mulan

Mulan

 

Mulan não só terá um filme, mas dois, por grandes gigantes do cinema hollywoodiano. A primeira é a Disney, que seguindo a fórmula de sucessos de refilmagens de contos de fada em live-action, deve trazer uma nova abordagem para a animação, no cinema. Produtores de Família do Bagulho, Chris Bender e J.C. Spink comandam a refilmagem. Pela Disney, o filme foi anunciado em 2015, mas ainda não tem cronograma de produção definido.

A outra é grande produtora é a Sony, que também possui os direitos da personagem. A refilmagem em live-action foi revelado ao Deadline por Doug Belgrad, ex-executivo da empresa que está utilizando sua companhia, 2.0 Entertaiment, para co-financiar meia dúzia de projetos dos estúdios. O plano é que o filme seja filmado na China e que a maior parte do elenco seja composto por atores do local.

Ambos os longas estão em pré-produção e não têm previsão de estreia.

Várias outras produções e refilmagens de grandes sucessos dos anos 90 estão em pauta. Gostaria que algum filme estivesse na lista? Deixe sua postagem nos comentários.

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Logan promete ser um dos melhores filmes de heróis em 2017

Divulgação 46ef89ab c9f8 40b8 82a8 51b7fd34e055 Pôster de Logan
Logan (Foto: James Mangold)

 

O filme “Logan” só estreia em 2017, mas será facilmente um dos melhores filmes de super-heróis do ano, mesmo com gigantescas produções como Vingadores, Liga da Justiça e Mulher Maravilha. A temática mais simples e o drama são as cartas na manga.

Quem já assistiu o trailer pôde sentir uma prévia e se arrepiar com o que Logan vai trazer. Além disso, aquela trilha “Hurt”, de Jhonny Cash, foi a melhor escolha possível e combina com a adaptação. O trailer começa com Charlies Xavier (Patrick Stewart) perguntando: “Logan, o que você fez?” e com Logan (Hugh Jackman) tremendo as mãos, aparentando ter feito algo muito errado. A música então começa com a frase “I hurt myself today” (Hoje, eu me machuquei), com as imagens das cicatrizes aparentando que seu fator de cura está cada vez mais fraco com o passar do tempo bem ao estilo “Old Man Logan”, obra de Mark Millar que foi lançado em 2008 e teve 6 edições, terminando em 2009.

Old Man Logan, ou Velho Logan, é uma das melhores obras do Wolverine. A trama da HQ se passa cinquenta anos no futuro, onde os super-heróis perderam a batalha contra os vilões e os Estados Unidos são divididos em feudos. Um dos maiores heróis dos Vingadores, o Hulk, vira a casaca e domina todo o oeste do país, justamente onde Logan vive com a mulher e filhos. Ele é obrigado a pagar o aluguel de onde vive e precisa aceitar um trabalho ilegal, tendo que voltar a usas suas garras.

O filme será quase, eu disse QUASE, a mesma coisa. Ele se passa em 2024, no deserto, e Logan tem um objetivo: proteger seu clone, a X-23 (Dafne Keen), e provável substituta de Hugh Jackman no universo X-Men. Porém, um trauma faz com que ele prometa nunca mais usar as garras. No trailer ainda se percebe que Xavier está com Alzheimer, em momentos ele lembra das coisas, em outras esquece. O maior telepata de todos sofre com uma doença neurodegenerativa, ironia, não?

X-23 e Logan (Foto: Reprodução)

O filme também terá a presença de “Caliban”, um mutante capaz de detectar outros mutantes a grandes distâncias. Boyd Holbrook interpreta Donald Pierce. Ele foi noticiado como sendo um dos principais vilões do filme. Nos quadrinhos, Pierce é, na verdade, um ciborgue de alta tecnologia, líder do grupo de caçadores de mutantes conhecido como “Os Carniceiros”, um grupo caçador de mutantes, mas na trama agirão como uma espécie milícia. Aparentemente, é o grupo que está em uma caçada pela X-23, ou seja, eles podem estar trabalhando para Nathaniel Essex, o Sr. Sinistro.

O melhor de tudo é que o filme possuirá as essências de Mad Max e do game The Last of Us, produções aclamadas pela crítica e público. Esses seriam os temperos ideais para uma despedida fenomenal de Hugh Jackman como Wolverine? Seria um dos melhores filmes de super-heróis dos últimos tempos? Deixe seu comentário.

Logan tem estreia marcada para Março de 2017 em todo o país. O elenco principal conta com Hugh Jackman, Patrick Stewart, Boyd Holbrook e Dafne Kenn. A direção é de James Mangold (Wolverine: Imortal).

Confira o trailer:

 

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Dica de série da semana: House of Cards, da Netflix

Reprodução 56e3e6ac 8d61 492d b093 15a4293be89b Claire e Frank Underwood, de House of Cards

Toda quarta-feira, aqui neste blog, darei dicas de séries que vocês podem assistir e com certeza irão curtir cada episódio. A ideia é trazer o mundo das produções das grandes empresas de TV e streaming para a casa de cada leitor.

Para começar, a primeira série em inauguração a este quadro é “House of Cards”. Original da Netflix, House of Cards mostra o mundo fictício dos bastidores da política nos Estados Unidos. A produção possui um elenco de peso com Kevin Spacey e Robin Wright, além de outros grandes nomes. A série já se encontra na quarta temporada e tem previsão para a estreia da quinta no meio de 2017.

Confira a sinopse de House of Cards:

Frank Underwood (Spacey) é um astuto congressista norte-americano que é traído pelo presidente que ele ajudou a eleger. Com a ajuda da esposa, Claire Underwood (Robin Wright), de uma jornalista ambiciosa e de um outro político com problemas com alcoolismo, Underwood inicia um plano para minar adversários políticos e conquistar, em alguns anos, a presidência dos Estados Unidos.

O segredo do sucesso da série é, sem dúvida, o roteiro bem escrito e de uma genialidade incrível. A quebra da quarta parede, quando o ator fala com o fã, de Frank é outro grande trunfo da série. Os diálogos são dignos de filme de Oscar, as reviravoltas e a tensão aumentam a cada temporada, onde o espectador acaba fazendo parte, mesmo que sem querer, de toda a trama.

A fotografia é excelente, bem ao estilo “Poderoso Chefão”, e o enquadramento da câmera é quase que perfeito. Robin Wright é uma atriz de primeiro escalão e em House of Cards representa uma mulher poderosa, independente, forte e que enfrenta até um tsunami de problemas de pé, sem se desequilibrar. Típico da mulher moderna e que é necessária na sociedade. Claire, na verdade, é o pilar do relacionamento com Frank e a catapulta que lança o marido em caminhos mais distantes.

 

 

Falando em relacionamento, Claire e Frank possuem uma relação aberta onde há um único objetivo: o poder. Até chegar lá, eles não medem esforços. Traição política, jogos, falsidade, sujeira e cartas na mesa, House of Cards representa aquilo que na verdade a política é.

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The Walking Dead respira na volta da sétima temporada

Ilustração E9d4530a a1ed 48ae 8ea9 a7624b901da4 Jeffrey Dean Morgan, o Negan de TWD

ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS. LEIA POR SUA CONTA E RISCO

O primeiro episódio da sétima temporada de The Walking Dead estreou no Brasil, simultaneamente com os Estrados Unidos, neste domingo, 23 de outubro, e nos proporcionou o melhor capítulo da série.

TWD voltou a respirar depois do pífio final da sexta temporada. O plot do “quem vai morrer?” virou passado depois de Game of Thrones e Vikings. Ninguém quer esperar mais seis meses para algo que seria tão óbvio: a morte do Glenn (Steve Yeun). Pelo menos 90% dos que acompanham a série sabiam a morte eminente do Glenn, já que nos quadrinhos ele morre praticamente da mesma forma. A surpresa mesmo foi Abraham (Michael Cudlitz) ter sido a primeira vítima, o que fez os fãs do “pastel de flango” respirar aliviado... Por cinco minutos.

Este primeiro episódio deveria ser o último da sexta temporada. Finalizaria de uma forma espetacular e agregaria mais fãs, gerando menos ódio pela série depois dessa falha grotesca da produção.

Destaque mesmo para os grandes astros da série, Rick Grimes (Andrew Lincoln) e Negan (Jeffrey Dean Morgan). Ambos atuaram de forma espetacular. Fizeram com que os fãs ficassem em puro êxtase, sofrendo com calafrios e provocando pressão baixa (ou alta). As cenas foram muito bem gravadas, trazendo flashbacks do que ocorreu enquanto Rick busca sobrevivência em um jogo sádico de Negan.

 

Rick Grimes e Negan (Foto: Reprodução)

 

Falando em Negan, ele já se torna claramente o melhor vilão de TWD em apenas duas aparições. Claro, o ator que o interpreta é comprometido, ele encarna aquilo que faz. Jeffrey já tem diversos fandoms em filmes como Watchmen (2009) como Comediante, na série Supernatural (2005-atualmente) atuando como John Winchester, Grey’s Anatomy (2005-atualmente) como Denny Duquette e no longa Batman v Superman: A Origem da Justiça (2016) encarnando Thomas Wayne, o pai do Batman.

Difícil ver algo que ele faça e dê errado. Já Andrew Lincoln fez seu melhor episódio e chegou a seu auge. Sentimos o terror e o medo de Rick. A raiva também esteve presente. O ápice do episódio não foram as mortes de Glenn e Abraham, e sim quando Rick tem que cortar o braço do filho, o Carl (Chandler Riggs). Ali sim percebeu-se o ponto alto do episódio, a sandice de Negan e a aflição de Rick.

The Walking Dead aprendeu com os erros e respira novamente. Promete-se que todos os episódios antes do hiatus sejam assim. Torcemos.

A série é transmitida todos os domingos às 22h30min, horário de Alagoas, pelo Canal Fox, nas TVs por assinatura.

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Elenco é o trunfo de "O Contador"; confira a crítica

Ilustração Ca800cd5 777d 4912 ab6a b494c168f276 O Contador, com Ben Affleck

Um filme que não era tão esperado no Brasil, mas que cativou cada cinéfilo que foi ao cinema assistir: “O Contador”. Poucos esperavam um longa tão bom, já que não houve uma ação de marketing que chamasse tanta atenção do público.

O que realmente chama atenção é o elenco de primeira linha, com Ben Affleck, J. K. Simmons, Anna Kendrick, Jon Bernthal, Jon Lithgow e Jeffrey Tambor. Atores que fazem jus aos seus nomes e que estão no auge de suas carreiras. O diretor Gavin O’Connor não fez tantos filmes conhecidos, talvez “Guerreiro”, de 2011, que não é tão bom assim, mas se superou de uma forma extraordinária e utilizou do melhor de cada ator.

Ben foi novamente um Bruce Wayne, Bernthal foi Justiceiro e J. K. Simmons foi exatamente aquilo que esperávamos do ator que venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante em Wiplash (2014). O filme possui um tom bem sombrio, com uma trilha e um enredo de prender os olhos sem espaço para cochilos.

Christian Wolff (Affleck) é um contador extremamente dedicado, graças à facilidade que tem com números, mas antissocial, já que sofre de Síndrome de Asperger, um tipo de autismo que o indivíduo sofre com ruídos altos e problemas de sensibilidade. O pai (Robert C. Treveiler) do jovem Chris é coronel e lida com a síndrome do filho da forma mais difícil, com treinamento militar e enfrentando a doença de frente para que se acostume com o mundo que o rodeia.

A partir de um escritório de contabilidade, instalado em uma pequena cidade, ele passa a trabalhar para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ao ser contratado para vistoriar os livros contábeis da Living Robotics, criada e gerenciada por Lamar Blackburn (John Lithgow), Wolff logo descobre uma fraude de dezenas de milhões de dólares, o que coloca em risco sua vida e da colega de trabalho Dana Cummings (Anna Kendrick).

O longa provoca tensão, ação, bons diálogos e um final surpreendente. Ele lembra muito os games e os filmes de “Hitman- Agente 47”, e ao mesmo tempo tem uma fotografia excelente ao estilo dos filmes de 007 com Daniel Craig. Nada mais justo ser um sucesso de crítica e de público. O Contador quase não peca em nada, a não ser em flashbacks em excesso do Chris na infância, o que atrapalha um pouco no andamento.

O Contador estreou na quinta-feira, 24, no Brasil e está em cartaz nos shoppings de Maceió e Arapiraca. Com uma produção estimada em 44 milhões de dólares, o filme já arrecadou 58 milhões pelo mundo, com alguns países ainda para estrear.

 

 

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