Teotonio Vilela fora do jogo: não é uma novidade para o grupo de Rui Palmeira

Cada Minuto/Arquivo 355a9bd7 ca48 484f acb3 b8942fd50e94 Teotônio Vilela Filho

O fato do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) não participar diretamente do processo eleitoral de 2018 não é uma novidade para o grupo político do prefeito Rui Palmeira (PSDB), muito menos é um acordo com o senador Renan Calheiros (PMDB), do grupo da oposição. 

Era uma situação com a qual o grupo de oposição já contava. 

Ainda que seja menos um nome para Calheiros se preocupar, dentro do grupo do qual o PSDB faz parte já era uma possibilidade, portanto. Tanto é assim que os aliados do prefeito Rui Palmeira, como PP, Democratas, PR e PROS, já contavam com essa possibilidade ao pensar em montar a chapa. 

A saída de Vilela do jogo eleitoral (que foi confirmada por ele mesmo em um comunicado a Rui Palmeira e à imprensa) abre espaço para que outras possibilidades surjam. O ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR), pode ser um dos nomes a disputar o Senado Federal. O senador Benedito de Lira (PP) quer a reeleição. O grupo de Rui Palmeira ainda tenta, por exemplo, atrair o ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB). 

E nos bastidores, sempre houve quem falasse da possibilidade do deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) se lançar nessa disputa. 

Outro detalhe: mesmo com Vilela fora do páreo, Renan Calheiros - que é candidato à reeleição pelo grupo da situação - ainda terá uma das eleições mais difíceis de sua vida. São muitos pretensos candidatos, incluindo a possibilidade do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça se lançar ao cargo pelo PSL. 

Calheiros sempre soube trabalhar no “tapetão” limpando o xadrez para uma candidatura mais confortável. Fez isso em 2010. Agora terá maior dificuldade para fazer. 

A saída de Vilela ajuda Calheiros? Sim. Há uma dobradinha natural em muitos locais do Estado, mesmo quando os dois estão em grupos políticos separados. São lideranças políticas que acabam apoiando ambos. O peemedebista pode aproveitar o vácuo. 

Porém, também abre espaço para outros nomes que podem surgir como uma oposição mais ferrenha a Renan Calheiros, coisa que Vilela jamais faria pelos laços de amizade que possui com o peemedebista. 

São várias as especulações sobre o que pode ter levado Vilela a desistir. Nos bastidores se comenta desde questões como custos de campanha, já que o grupo que acompanha Vilela, é o mesmo que acompanha o deputado federal Pedro Vilela (PSDB) e este tem uma disputa pelo mandato de deputado federal; às questões familiares. 

O fato é que Vilela deixa a disputa estando bem colocado nas pesquisas. Natural que isso gere questionamentos. Em nota à imprensa, o ex-governador não responde a estas especulações. Limita-se a dizer que “estará firme no apoio à candidatura de Rui Palmeira ao governo do Estado de Alagoas”, mesmo sem o prefeito de Maceió ter decidido se será candidato ou não. 

No mais, Vilela coloca: “agradeço imensamente à população da minha Alagoas que me coloca bem situado nas pesquisas de opinião pública como candidato a Senador, assim como todas as manifestações de apoio que tenho recebido de lideranças políticas, nacionais e locais do PSDB e partidos aliados. A todos, muito obrigado. Depois de três mandatos de senador, dois de governador e por várias vezes presidente nacional e estadual do PSDB, continuarei a contribuir com o meu estado como cidadão. Que Deus abençoe a todos nós”.

Vilela poderia externar os motivos. Afinal, seria uma satisfação ao seu eleitor. 
 

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Alfredo Gaspar rebate Veja por insinuar ligação dele com Renan Calheiros

Arquivo: Cada Minuto 75e0f66e 36a5 4f15 a813 d51b163593db Alfredo Gaspar é pré-candidato ao Senado

O procurador-geral de Justiça de Alagoas Alfredo Gaspar de Mendonça - que vem sendo contado como possível candidato ao Senado Federal nas eleições deste ano - divulgou uma nota rebatendo a coluna Radar da Revista Veja. 

A coluna aponta Alfredo Gaspar como um dos rivais do senador Renan Calheiros (MDB) no pleito eleitoral. Todavia, classifica o procurador-geral como “cria” do senador Renan Calheiros, em função de ter assumido o cargo de secretário de Segurança Pública no governo de Renan Filho (MDB). 

Alfredo Gaspar de Mendonça não gostou da insinuação. “Eu tenho uma história de vida pessoal e profissional pautada no respeito ao próximo, tendo dedicado grande parte dos meus anos ao Ministério Público Estadual de Alagoas, mais precisamente a partir de 1996. É nessa instituição que, desde meu ingresso por concurso público (...) tenho atuado incansavelmente no combate à corrupção e ao crime organizado” 

Gaspar rememora ações das quais participou para mostrar que não tem qualquer ligação com o senador do MDB. E frisa que sempre agiu com “independência e sem subserviência a quem quer que seja”. 

“Em janeiro de 2015, assumi a Secretaria Estadual de Segurança Pública, onde, durante 1 ano e três meses, com a equipe formada sem ingerência política, coordenei um trabalho de integração das forças de segurança que resultou na retirada de Alagoas do título desonroso de estado mais violento do Brasil, culminando na maior redução de homicídios proporcional do país, reconhecida pela publicação Atlas da Violência e pelo Ministério da Justiça”, complementa. 

De acordo com o procurador-geral, ele não é adepto de qualquer corrente partidária e assumiu a pasta de Segurança. Pública na atual gestão por “questões técnicas”. “O tempo que permaneci à frente da Secretaria não foi suficiente para firmar laços estreitos com a família Calheiros, diferente do que é afirmado em texto desta coluna. Porém, ressalto o meu respeito a ela, da mesma forma que respeito as demais famílias alagoanas. Por isso não posso aceitar ter sido adjetivado como “cria” e ‘traidor’, já que, enquanto secretário, trabalhei com lealdade àquela gestão e ao povo do meu estado. Com meus pais, aprendi as lições de hombridade e seriedade e, deles, sim, orgulho-me de ser cria”. 

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Para Collor, sua candidatura “preenche vácuo político” e se distancia de “extremismos ideológicos”. Será?

Agência Senado/Arquivo E1deaed7 031a 4f74 a661 a54191cb5eb4 Senador Fernando Collor

Em discurso na tribuna do Senado Federal, o senador e ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello (PTC), não apenas lançou sua candidatura como buscou reapresentar seu próprio “legado” na condução do país no início da década de 1990, antes de ter sido alvo do processo de impeachment e ter que deixar o comando da nação. 

Nesse legado - se olharmos friamente - há erros e acertos. Cada um que tenha a sua avaliação. A minha é de que os erros superam os acertos. 

Existem sim acertos na presidência de Fernando Collor de Mello, como a inserção do país no mercado internacional, como na questão da informática, que deu bases futuras para o desenvolvimento de tecnologia, inclusive na telefonia móvel. Mas há erros cruciais nos planos econômicos, como o poder coercitivo do Estado que foi usado para cima da poupança dos brasileiros, e os casos de corrupção que sempre trazem à memória figuras como Paulo César Farias. 

Collor não desinchou a máquina ou combateu o estamento na dimensão em que fala. Para citar apenas um exemplo: em 1990 o presidente Collor assumiu o governo com uma carga tributária de 23,71% do PIB, entregando o governo em 1992 com uma carga tributária de 24,96% do PIB. Aumento de 5,27% em relação ao ano de 1989. De lá pra cá, só aumento que se confunde com o gigantismo estatal. 

É certo que Collor confrontou interesses e pagou o preço por isso, mas negar que muito da culpa se deve ao próprio Fernando Collor de Mello é tapar o sol com a peneira. Collor faz um esboço auto-elogioso de si mesmo, o que é natural de um pré-candidato, mas também é obrigado a confrontar a História de seus erros e equívocos, inclusive, nos 40 anos de vida pública que cita, e não apenas na passagem da presidência. 

Afinal, nos últimos anos, Collor foi um homem do “estamento burocrático” dentro do Senado Federal, tornando-se crítico apenas no momento confortável. Tentou surfar da onda do petismo em 2010, quando se candidatou ao governo do Estado de Alagoas, e foi derrotado. Vendia-se como homem de confiança do ex-presidente condenado Luis Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), e de Dilma Rousseff (PT). 

Era só elogios a dupla do partido que tem bases em uma ideologia secular: o marxismo, o gramscismo, o materialismo etc.

No segundo turno, ficou ao lado do candidato ao governo e atual deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), abrigando em torno de si a esquerda alagoana e se alinhando à nacional. Foi assim também em 2014 quando se reelegeu ao Senado Federal ao lado do PT e do senador Renan Calheiros (PMDB). 

Collor se dizer agora longe de extremismos e dos projetos de agigantamento do Estado para adotar um discurso liberal é contradizer seu passado mais recente, apesar de no passado mais distante ter realmente defendido tais ideias. Pode até ser que, do ponto de vista pessoal, Collor não concorde com nada disso e tenha outra visão. Mas se suas convicções fossem maior que sua “fome” enquanto “animal político”, teria sido oposição a tudo que vimos nos últimos anos. Não foi! 

O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello, no uso da tribuna do Senado Federal, lançou mais uma vez sua pré-candidatura à presidência da República. Ao resgatar aspectos de sua presidência do passado, ele tenta apontar para o futuro se mostrando como um “liberal”, inclusive se apoiando em análises feitas do economista e pensador Roberto Campos, reconhecido entre liberais e conservadores, do plano de governo apresentado pelo ex-presidente no início da década de 1990. 

Collor buscou defender o que considera o seu “legado” e colocou sua passagem na presidência da República como as bases para a implantação do Plano Real, que trouxe a estabilidade econômica para o país. 

Collor estava tão amalgamado com o passado de tragédias econômicas e inchaços estatais do país que se encontra como investigado na Lava Jato em função do seu nível de influência ao indicar cargos. Se será considerado culpado ou inocente, aí é com a Justiça. 

O senador do pequeno PTC se lança à presidência como se preenchesse um “vácuo político”, utilizando-se de sua própria expressão. Isto é altamente questionável. Em seu discurso, acerta no diagnóstico, ao falar da preocupação com os projetos demasiadamente ideológicos que constroem pós-verdades ao desrespeitar os fatos, mas não seria ele o remédio. Pois o que Collor diz enxergar hoje, já estava posto em muitos momentos nos quais ele tinha acesso à tribuna do Senado para expor o mesmo panorama e se afastar dos radicais. Não fez. 

Acreditou no projeto político e econômico, de matriz heterodoxa, que trouxe o Brasil para a situação de agora? Se não acreditou do ponto de vista pessoal, se comprometeu ao ser aliado dele. 

Não se pode dissociar Collor do lugar onde ele estava, ainda que tenha votado favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Quando Collor fala de extremismos de direita e esquerda e usa o plural, também busca ser uma alternativa à candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). 

Por isso aposta no cansaço das discussões para se vender como alguém que não é nem direita, nem esquerda, mas pautado por uma visão econômica liberal clássica. Todavia, é preciso cobrar mais de Collor, caso ele queira mesmo disputar a presidência. E cobrar mais é cobrar posição sobre pautas urgentes do país, incluindo o campo da moralidade e da segurança pública. 

Não se pode achar que a economia é uma infraestrutura a gerar a superestrutura da sociedade. 

Qual a posição de Collor, por exemplo, em relação ao Estatuto do Desarmamento, em relação à proposta de federalizar a segurança? Qual a posição de Collor em relação ao globalismo? Qual a posição de Collor quanto ao aborto? Ideologia de gênero? E por aí vai. A sociedade brasileira - que Collor cita em seu discurso - como apta a alargar os horizontes de questionamentos demonstra cansaço em função de uma crise de representatividade, em função do estamento burocrático criar um modelo de pseudo-democracia onde o poder emana do povo, mas contra ele é exercido. 

Collor tenta demonizar uma direita e colocá-la no mesmo bolo dos radicalismos, mas uma grande parcela dessa direita cobra justamente a redução do poder coercitivo do Estado, liberdade de mercado, respeito à propriedade privada, às tradições, culturas e religiões diante das ideologias seculares que se apoderam da máquina pública. Isto também é uma questão urgente. O discurso de Collor, apesar de preenchido com citação de filósofo, pensadores e historiadores, é vazio nesse sentido, apoiando-se apenas no passado enquanto fala de futuro. 

Uma passagem do discurso de Collor me chamou a atenção. O ex-presidente diz que “não precisamos de novas condenações para saudar um novo tempo”. Também acho que eleitores não devem terceirizar responsabilidades e esperar apenas da Justiça que retire de campo os maus políticos. É preciso extingui-los pelo voto. Mas precisamos sim que os que fizeram seus atos de corrupção sejam punidos, independente de partido. Independente de azul e vermelho. O que Collor pensa disso? Qual o sentido real de sua frase?

Que o “Brasil continua sendo uma obra gigantesca” é verdade. Mas isso está até mesmo para além da política, pois depende do resgate da cultura para sairmos da miséria moral e intelectual que demoniza posturas dentro de concepções binárias. Fernando Collor de Mello ao lançar sua pré-candidatura no Senado Federal (o que para mim é incabível e não é o espaço para isso) acertou ao dizer que seu nome será posto ao “julgamento isento” das urnas. 

Talvez por isso a primeira pesquisa ainda aponte um alto índice de rejeição. Não ache Collor que tal índice é apenas em função do passado longínquo, mas também do presente. Não ache Collor que é fruto de injustiças sofridas, pois muito de suas ações são fatos que serão cobrados por eleitores de forma justa. Afinal que “alternativa isenta” é essa que até pouco tempo atrás andava de afagos e carícias com figuras nefastas que viraram símbolo de corrupção no país?

Não são as palavras que definirão o que é a candidatura de Fernando Collor de Mello, mas um conjunto de uma obra de ações, com acertos e erros. Na balança, a sociedade definirá o que pesa mais ao encarar as urnas. 

Se é legítima a candidatura de Collor? Claro que é! Nada o impede de concorrer. Todavia, como o próprio senador diz, ele tem 40 anos de vida pública. Logo, uma biografia. Biografia esta que o colocou ao lado de Luis Inácio Lula da Silva, de Dilma Rousseff, de Renan Calheiros, do PCdoB alagoano, dentre outros. Qual o peso disso? Collor também sentirá. 

Collor diz “Ao Estado o que é do Estado. Ao mercado o que é do mercado”. É, acertou na frase. Mas, como disse acima, são mais muito mais que palavras...

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O débito de R$ 15 milhões do Ipaseal. Viva o Estado!

Thiago Davino/Cada Minuto/Arquivo 14090963777248 Ipaseal

Uma reportagem publicada pela Tribuna Independente, assinada pela jornalista Evellyn Pimentel, traz uma informação de extrema relevância que mostra bem o que acontece, com raríssimas exceções, quando o Estado se mete ao gigantismo. 

Trata-se do Ipaseal Saúde que, segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Alagoas (Seesse-AL), Francisco Lima, deve mais de R$ 15 milhões. 

O Ipaseal Saúde foi reformulado por uma nova lei em março de 2005, no governo de Ronaldo Lessa (PDT), que hoje é deputado federal. De lá pra cá, é bomba atrás de bomba. Mas, segundo o site da instituição o Ipaseal Saúde “se tornou ao longo dos anos um marco para o governo de Alagoas com relação à promoção do bem-estar social para os servidores públicos”. Desconfio que não seja a prática. 

Diz mais: “Atualmente, o IPASEAL SAÚDE é um importante prestador de serviços de assistência à saúde dos servidores públicos de Alagoas, oferecendo um plano de saúde com ALTO PADRÃO DE QUALIDADE no atendimento aos usuários e seus dependentes”. O “alto padrão” foi grifado por mim. Se tornou um plano de Saúde estatal. Se os privados já deixam a desejar, imagina o estatal. 

Na matéria publicada pela Tribuna Independente, me chamou atenção essa declaração do presidente do Sindicato: “Os hospitais e clínicas de Maceió estão prestes a suspender o atendimento do plano Ipaseal Saúde. O plano tem hoje 8 mil associados e desde 2016 que não paga o faturamento completo. Essa dívida gira hoje em torno de R$ 15 milhões. Essas clínicas e laboratórios estão propensas a suspender o atendimento”. 

Se a realidade é essa, eu digo: o plano faliu. Não por acaso, no ano passado, o governo do Estado de Alagoas teve que recorrer aos parlamentares para aprovarem um projeto de lei que não deixasse os usuários na mão. 

O problema sempre cairá no colo dos futuros governos. O presidente do Sindicato diz que foram realizadas reuniões com a atual gestão que se comprometeu a efetuar pagamentos aos prestadores de serviço referente à produção de novembro e dezembro de 2017, mas isso não aconteceu. E ainda há o que ainda mais atrasado. Assim, segue formando uma “bola de neve”. 

Parabéns à Tribuna Independente por tocar nessa ferida. 

Na mesma reportagem, o diretor-presidente da autarquia, Ediberto de Omena reconhece a dívida passiva com a rede credenciada e informa que existe um planejamento para a quitação do débito por meio de negociação com os prestadores. A questão é que não é o Ipaseal em si que custeará isso, mas o governo do Estado. O plano por si só não se sustenta e aí outros são chamados a pagar. 

É o que acontece na maioria das vezes que o governo brinca de ser empresário dentro de um mercado: se há prejuízo, todos são chamados a pagar a conta. Vale lembrar que aqui falo de uma autarquia que oferta um serviço de plano de Saúde, na prática. Não estou falando do serviço de Saúde que deve ser prestado pelo Estado. São coisas diferentes. 

E como é que se sabe que o socorro vem de fora? Está na própria nota emitida pelo Ipaseal Saúde: “De acordo com o Decreto 57.404 de 31 de janeiro de 2018, que dispões sobre a execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil do Estado de Alagoas para o exercício financeiro de 2018, os processos de despesas dos exercícios anteriores deverão ser encaminhados à Controladoria Geral do Estado (CGE) para emissão de parecer técnico. Após o parecer da CGE, os processos serão empenhados, liquidados e pagos”. 

Em 2015, na antiga Rádio Globo, quando lá eu tinha um programa e era âncora do Manhãs da Globo, eu já chamava atenção para o assunto e dizia que a situação chegaria ao insuportável, pois do jeito que se encontra é uma bola de neve em busca de paliativos.  
 

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Collor diz que usará a tribuna do Senado para pronunciamento à nação. Ué, essa não é a razão da tribuna?

Foto: Reprodução / Internet 62fb6ed5 6a9a 499c ac1f 0df948a98bbb Senador Fernando Collor

O senador Fernando Collor de Mello (PTC) tem feito um clima de suspense em relação ao seu próximo pronunciamento no Senado Federal, que será amanhã, dia 06, a partir das 14 horas. 

Diz o senador em redes sociais: “Eu vou falar à nação da tribuna do Senado da República”. Ué, mas todo o pronunciamento na tribuna daquela Casa, feito por qualquer senador, não tem este sentido? Dirigir-se à nação. 

O que Collor pretende então na busca de atrair tantos holofotes para sua presença no Senado Federal nesta semana? O “suspense” criado pelo próprio senador entra em cena depois que ele anunciou sua pré-candidatura à presidência da República; e após pesquisas eleitorais trazerem seu nome. 

Será que Collor quer aproveitar o espaço para falar de sua pré-campanha e, mais uma vez, se lançar candidato à presidente da República. Afinal, as regras para o uso da palavra estão postos no Regimento Interno do Senado Federal. 

Trata-se do artigo 14 que disciplina o “uso da palavra” nos cento e vinte minutos que antecedem a Ordem do Dia, podendo o senado usar 10 minutos nas sessões deliberativas e 20 minutos nas sessões não deliberativas. Vale salientar que é “vedado ao orador tratar de assunto estranho à finalidade do dispositivo em que se baseia para a concessão da palavra”. 

Bem, Collor conseguiu criar um clima de suspense...é esperar o que tem a dizer. 

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Aliados de Rui Palmeira acreditam que o prefeito já demorou demais para “bater o martelo”

Foto: Cada Minuto/ Arquivo 8cdecea4 0c90 484f acc5 4dbea765bfdc Rui Palmeira

Os aliados do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), enxergam o tucano como o único nome - dentro do tabuleiro político - com condições de disputar a eleição contra o governador Renan Filho (PMDB), na luta pelo comando do Palácio República dos Palmares. 

Por conta disso, mesmo afirmando o apoio ao prefeito, querem que, o quanto antes, o próprio Rui Palmeira defina sua candidatura e assuma a postura de quem quer de fato disputar o Palácio República dos Palmares. 

Enquanto Rui Palmeira não “bate o martelo” fica difícil organizar a chapa, pois há a questão envolvendo as candidaturas ao Senado Federal, quem seria o vice e até mesmo as estratégias para as proporcionais.

Nas proporcionais, o grupo acredita que pode eleger 10 deputados estaduais, incluindo aqueles que já possuem mandato, como é o caso de Gilvan Barros Filho (PSDB), Chico Holanda (PP), Edival Gaia (PSDB) e Bruno Toledo (PROS). Mas, é muito difícil vender a imagem de um grupo diante da incerteza de se ter ou não a cabeça de chapa. Daí, a dúvida em relação ao prefeito de fato incomoda. 

Um dos que tem mais pressa é o PP do senador Benedito de Lira, que tenta até juntar o grupo para o anuncio oficial de candidatura, independente de Rui Palmeira estar ou não presente. O grupo também tem pressa para poder percorrer o interior do Estado de Alagoas em eventos com a presença do prefeito tucano. Afinal, creditam a distância nas pesquisas ao fato dele ainda não ser tão conhecido nessas regiões e o governador estar sempre presente por força do cargo que ocupa.  

Do outro lado, o grupo de Renan Filho trabalha com a “certeza” de que Rui Palmeira é candidato e tenta minar de todas as formas as bases do prefeito, buscando diálogos com os partidos que lá estão e até mesmo espalhando boatos de acordos previamente fechados, como foi feito em relação ao ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR). Quintella já negou qualquer acordo com Renan Filho. 

O problema é que Rui Palmeira é um tucano nato. Age com uma frieza e num “tempo” próprio que desafia os relógios do Democratas, PR, PP e PROS. Para estes, já passou do tempo que Rui Palmeira assumir uma posição. 

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Segundo Estadão e IstoÉ, um dos alvos da Pausare é ligado a Renan Calheiros

Crédito: Agência Brasil 6683277c 2127 4d73 bd13 051876192cc7 Renan Calheiros

De acordo com o Estadão e com a Revista IstoÉ, um dos avos da Operação da Polícia Federal, desencadeada na manhã de hoje (A Pausare), que tem como mira um esquema de desvio de recursos previdenciários do Fundo Postalis, o Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos, tem como alvo - em Alagoas - um nome conhecido do senador Renan Calheiros: o empresário Milton Lyra. 

Ele é apontado, conforme os veículos de comunicação, como operador do senador alagoano do PMDB/AL. A operação vai durar 48 horas e está concentrada em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Alagoas. 

O outro alvo é o ex-presidente do Postalis, Alexej Predtechensky. 

Em relação a Milton Lyra, o Estadão destaca que ele é investigado no mesmo inquérito que Renan Calheiros por suposta atuação em investimentos fraudulentos do Postalis. Lyra teria recebido R$ 13, 8 milhões de fundos em que o Postalis é cotista. 

“A partir da análise documental do Relatório de Inteligência Financeira nº 20044, pode-se verificar que Milton Lyra teve movimentação financeira de forma indireta com o Postalis no montante de R$ 13.898.693,85 por meio de recebimento de valores dos Fundos de Investimento da Atlântica Real Sovereign Fundo de Investimento e da Brasil Sovereign II Fundo de Investimento de DI, visto que ambas tem a Postalis como cotista”, consta no pedido de abertura da investigação feito pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Renan Calheiros já foi citado no caso Postalis. Em agosto de 2017, o senador alagoano foi alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal para apurar se ele se beneficiou do esquema. Na época, Calheiros negou irregularidades por meio de sua assessoria de imprensa. Ele disse o seguinte: "Essa é uma história requentada e mais uma acusação do procurador sem provas. O ministro Teori devolveu uma denúncia contra mim considerando-a inepta e outra já foi arquivada. Essa também será porque nunca tive lobista ou operador”. 

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Candidatura de Collor: um brado do cacique ou uma ópera bufa?

Foto: Reprodução / Internet 62fb6ed5 6a9a 499c ac1f 0df948a98bbb Senador Fernando Collor

A candidatura à presidência do senador alagoano Fernando Collor de Mello (PTC) foi cogitada também na primeira pesquisa de intenções de votos do Data Folha, após o próprio Collor ter se lançado na corrida presidencial. 

Collor nada tem a perder. Se realmente for candidato, pode ser derrotado e retornar ao Senado Federal para os próximos quatro anos de mandato. Só então, depois desse período, é que realmente surge uma eleição que de fato mereça seu empenho. Ela será local e Collor precisará de um partido para chamar de seu. 

Fernando Collor de Mello ao se mostrar como alternativa pensa em uma série de circunstâncias, inclusive na pequena sigla onde é a “estrela” e no futuro que envolvem ambos. Aposto nisso. 

Nas intenções de voto - segundo a pesquisa eleitoral - figura com poucos pontos percentuais e tem a segunda maior rejeição. É que ainda ecoam na memória do brasileiro acontecimentos de sua presidência, como a questão envolvendo a poupança. 

Não bastasse o passado, Collor - em presente recente - foi personagem carimbado nas investigações da Operação Lava Jato. Se inocente ou culpado, é com a Justiça. Creio que ele mereça todo o amplo direito à defesa e o benefício de certas dúvidas. Mas as acusações, a frota de carros luxuosos sendo fotografada, tudo isso pesa na opinião pública. Isto, sem contar com as posições que teve no Senado Federal antes do impeachment, onde era um dos homens fortes dos governos petistas. 

Era parte do estamento burocrático dos últimos anos e, agora, se vende como alternativa. Ora, Collor não é alternativa alguma. A candidatura que ensaia sequer encontra musculatura, como mostra a pesquisa de intenção de votos do Data Folha, por mais que existam erros na metodologia dessas medições. A candidatura de Collor é uma ópera bufa, utilizando-me do jargão lá do século XVIII. Não porque Collor queira que assim seja, mas pelo conjunto de fatos que a envolvem. 

Mas, é mais um nome a nacionalizar o processo eleitoral em Alagoas. Um Collor e dois Renans. Vai dar muita manchete, podem ter certeza. 

No mais, como disse nas redes sociais, Fernando Collor de Mello é candidato de si mesmo na busca pela sobrevivência futura de manter a tribo do cacique sem índio! Dentro de Alagoas tem densidade eleitoral considerável. Fora de Alagoas, ainda tem fãs e admiradores. Mas, não o suficiente. O ar imperial de Collor o faz ser sempre uma esfinge solitária. Respeitada pelos outros caciques, mas solitária, a definir seus caminhos no jogo eleitoral...

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ALE: é preciso dar conta do projeto que regulamenta o MP de Contas

Foto: Arquivo/Cada Minuto 02f20e26 932f 4748 ab4f 097329e363bb Assembleia Legislativa de Alagoas

Desde o ano de 2014 que se encontra na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, o projeto de lei que regulamenta o funcionamento do Ministério Público de Contas. A Casa de Tavares Bastos já teve tempo de sobra para apreciar a matéria, incluindo a passagem por todas as comissões temáticas cabíveis. 

Porém, a informação é de que a matéria sumiu. Trata-se do Projeto de Lei Complementar de número 51/2014. Na semana passada, o MP de Contas encaminhou ofício para o parlamento estadual querendo saber onde se encontra o PLC. Com a palavra, a Mesa Diretora. 

O sumiço da matéria ficou público após uma reportagem feita pelo jornal Tribuna Independente. Mesmo não sendo o autor do projeto, quem tem cobrado uma posição da Casa tem sido o deputado estadual Bruno Toledo (PROS). 

Diante do caso, é provável que a Casa de Tavares Bastos tenha que reconstituir o projeto para poder apreciá-lo. Agora, sabe-se lá Deus quando será colocado em votação. A matéria garante maior independência do MP de Contas, em função da reformulação torná-lo ordenador de despesas. 

Firmar essa independência em lei é sim importante, até mesmo para que o MP de Contas passe a ser mais cobrado. 

O interessante é como o que não é prioridade da Casa passa a mofar nas “estantes” do esquecimento ou até mesmo somem ao entrarem um “guarda-roupa” com portas abertas para o mundo de “Nárnia”. 

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“Estou onde sempre estive. Meu candidato a governo é o Rui”, diz Maurício Quintella

Assessoria 94df33d8 de2e 40ad a3c2 c9599108d289 Maurício Quintella

Tem surgido nos bastidores o boato de que o ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR), poderia mudar de lado nas composições para as eleições deste ano. 

Quintella é um dos mais ferrenhos aliados do prefeito Rui Palmeira (PSDB) e tem defendido a candidatura do tucano ao governo do Estado de Alagoas em oposição ao governador Renan Filho (PMDB). 

Como publicado na Coluna Labafero, surgiu, no entanto, a informação de que Quintella teria aberto uma porta de diálogo com Renan Filho, que lhe renderia uma candidatura ao Senado Federal ao lado de Renan Calheiros (PMDB). 

Quintella negou a informação. Segundo ele, a relação com Renan Filho é institucional. “Mantenho uma boa relação institucional com o governador, mas estou onde eu sempre estive. O meu candidato ao governo do Estado é Rui Palmeira”, frisou. 

De acordo com Quintella, o grupo segue unido. O bloco ainda conta com o PP do senador Benedito de Lira, o PROS do deputado estadual Bruno Toledo, o Democratas de José Thomaz Nonô, além de outras legendas. 

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