“Estou onde sempre estive. Meu candidato a governo é o Rui”, diz Maurício Quintella

Assessoria 94df33d8 de2e 40ad a3c2 c9599108d289 Maurício Quintella

Tem surgido nos bastidores o boato de que o ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR), poderia mudar de lado nas composições para as eleições deste ano. 

Quintella é um dos mais ferrenhos aliados do prefeito Rui Palmeira (PSDB) e tem defendido a candidatura do tucano ao governo do Estado de Alagoas em oposição ao governador Renan Filho (PMDB). 

Como publicado na Coluna Labafero, surgiu, no entanto, a informação de que Quintella teria aberto uma porta de diálogo com Renan Filho, que lhe renderia uma candidatura ao Senado Federal ao lado de Renan Calheiros (PMDB). 

Quintella negou a informação. Segundo ele, a relação com Renan Filho é institucional. “Mantenho uma boa relação institucional com o governador, mas estou onde eu sempre estive. O meu candidato ao governo do Estado é Rui Palmeira”, frisou. 

De acordo com Quintella, o grupo segue unido. O bloco ainda conta com o PP do senador Benedito de Lira, o PROS do deputado estadual Bruno Toledo, o Democratas de José Thomaz Nonô, além de outras legendas. 

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Omar Coêlho confirma possível aliança entre PSL e Podemos; Alfredo Gaspar mantém cautela

Arquivo: Cada Minuto 05abd5fd 3ed9 43ad b1ac 7f333a0a4147 Omar lança será candidato ao governo de AL

Em recente entrevista à Tribuna Independente, o ex-presidente da Ordem dos Advogados de Alagoas, Omar Coêlho (Podemos), confirmou o que adiantei aqui no blog: a articulação para uma aliança entre o Podemos e o PSL. 

Neste caso, Coêlho pode ser o nome para o governo do Estado de Alagoas. O próprio presidente estadual do Podemos em Alagoas, Omar Coêlho, já fala em tom de certeza sobre sua candidatura ao Palácio República dos Palmares. 

Além disso, toca em outro ponto: sentencia a candidatura do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, ao Senado Federal. Não sei o que o procurador disse a Omar Coêlho, mas em recente entrevista a este blogueiro, Gaspar colocou que tem a pretensão de participar do pleito, porém só discutiria o tema em abril. 

Alfredo Gaspar de Mendonça busca a cautela e não quer se antecipar diante dos holofotes. Todavia, Omar Coêlho abriu de vez o jogo e salientou que a dobradinha tem sido planejada, com Gaspar no PSL. 

Omar Coêlho relata ainda que sequer o fato dos dois partidos - Podemos e PSL - terem candidatos à presidência da República é empecilho. De acordo com ele, cada um na chapa - no primeiro turno - vota em quem quer. O PSL em Bolsonaro e o Podemos em Álvaro Dias. 

Simples assim! 

“Se isso vingar realmente, Alfredo vai para o Senado e eu para o Governo”, frisou Omar Coêlho. Não é segredo que o PSL quer compor uma terceira via. O grupo ainda tenta atrair outros partidos, tanto que estão ao lado dos palacianos de Renan Filho (PMDB), quanto os que estão ao lado de Rui Palmeira (PSDB).

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Quem seria a cabeça de uma “terceira via”? PSL e Podemos pensam nisso...

Foto: Reprodução 15e7b0c0 d452 40c6 8599 58bf8cc6841d Henrique Arruda

Nos últimos dias ganhou força a informação de que o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, teria interesse em disputar o Senado Federal. 

O próprio procurador - em entrevista ao CadaMinuto - não descarta a possibilidade, mas diz, oficialmente, que só pensará nisso em abril deste ano, quando se aproxima o prazo final para as decisões e filiações. 

Nos bastidores, no entanto, a informação é de que Alfredo Gaspar já dialoga ativamente com o PSL que, em Alagoas, é comandado pelo médico Henrique Arruda. Por sinal, Arruda pode disputar uma cadeiras da Câmara de Deputados ou da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. 

Todavia, os objetivos do PSL podem ir além. O partido busca diálogo, por exemplo, com o Podemos do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Omar Coêlho. Coêlho poderia - dentro deste cenário - ser um nome a disputar o Palácio República dos Palmares. 

O PSL ainda espera resposta do deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) para integrar as suas fileiras. 

O PSL também não descarta conversar com o PROS do deputado estadual Bruno Toledo, pensando também em nomes como o do ex-delegado da Polícia Federal, José Pinto de Luna e Alexandre Toledo. Além disso, ter Bruno Toledo em uma disputa proporcional. 

O nome do empresário Leonardo Dias - que tem sido militante da candidatura de Alfredo Gaspar de Mendonça - também é cogitado para disputar uma cadeira da Assembleia Legislativa. Dias foi candidato a vereador em 2016 pelo PSC. 

Quem pensa no “grupo” é o deputado federal João Henrique Caldas (PSB). Caldas já esteve ao lado de Arruda em 2016. Ambos disputaram juntos à Prefeitura de Maceió. Arruda foi o vice de JHC. 
Mas a possibilidade é remota. Neste caso, JHC seria candidato à reeleição. 

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Lessa reconhece morosidade em nomeação e cargos do PDT no governo, mas nega insatisfação

TV Câmara 0335efb4 9535 430a 8759 0a915f22b5af Ronaldo Lessa, deputado federal PDT/AL

Em entrevista ao jornal Tribuna Independente (matéria assinada pelo jornalista Carlos Victor Costa), o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) reconheceu que há uma morosidade por parte do governo de Renan Filho (PMDB) em nomear os indicados do PDT para compor a gestão estadual. Porém, negou que haja insatisfação. 

Esta semana, devido mudanças no comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) - com a saída de Ricardo Lessa e entrada de Jurandi Boia, ambos do PDT - se falou de uma insatisfação de Ronaldo Lessa com a “parceria” firmada com Renan Filho. 

O deputado federal procurou afastar os boatos. Segundo ele, a aliança segue firme com os peemedebistas e isto terá reflexos no processo eleitoral de 2018. 

Lessa será candidato à reeleição e o PDT deve ter nomes à Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Dificilmente participará de majoritária. 

Segundo Lessa, as conversas sobre insatisfação surgem porque houve demora para nomear os cargos do PDT. Ele cita que o Executivo ainda não nomeou, por exemplo, o chefe de gabinete do novo presidente da ARSAL, Laílson Gomes, que é uma das indicações de seu partido. “As nomeações são muito lentas. Aí dá margem para essas especulações. O acordo está sendo cumprido. Eram duas secretarias, Sedetur e ARSAL. As duas estão com a gente. O que é lento é a nomeação”, explicou Lessa em entrevista ao jornalista Carlos Victor. 

Lessa ainda demonstrou entender o processo burocrático: “ninguém faz uma mudança ligeira, numa questão de prejudicar a maquina publica, então está se ajustando no seu devido tempo. Agora uns e outros veem isso como insatisfação, mas não existe isso. Tanto que o PDT continua contribuindo firme e forte com o governo”.

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Renan Calheiros ainda mantém silêncio sobre condenação de Lula

Reprodução/Vídeo A6b80ffb 207e 4c49 99bd ddda9696e974 Senador Renan Calheiros

O senador Renan Calheiros (PMDB), que vinha sendo um ferrenho defensor do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) em suas redes sociais desde às vésperas do julgamento ainda em primeira instância, optou por não ser tão ágil nas declarações após a manutenção da sentença condenatória (e a ampliação da pena) de Lula pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). 

Por qual razão? 

A última postagem de Renan Calheiros (um vídeo!) é do dia 19 de janeiro. Nela, Calheiros diz que “Lula não pode ser impedido de disputar a presidência da República. Ele tem o direito de ser julgado pelos brasileiros”, como se as urnas fizessem o papel de tribunal diante das graves acusações que substanciam a ação contra Lula. Renan Calheiros agora fará coro ao universo petista de que, conforme a nota do PT, o julgamento foi um golpe arquitetado pela mídia? Pregará também todo apoio a candidatura de Lula já lançada pelo PT. 

Nos bastidores, dizem que o PT trabalha já com o plano B: amadurecer o nome de Fernando Haddad (PT), que foi prefeito de São Paulo, caso não consiga êxito nos caminhos jurídicos que ainda buscará traçar. Calheiros é o maior aliado de Lula em Alagoas, devido sua projeção local e nacional. Se seguirá ou não na ferrenha defesa, aguardemos... Há quem diga que o senador deve também repensar estratégias. Afinal, tem uma dura eleição pela frente, apesar de aparecer como líder de intenções de votos em muitas pesquisas eleitorais. 

O fato é que as posições públicas de Calheiros sempre são cirúrgicas e apoiadas em uma série de circunstâncias previamente avaliadas. É um enxadrista nato...
 

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Em evento no interior, Renan Filho diz que oposição “dança forró, faz piada” e tem “língua desse tamanho”

Foto: Bruno Levy/CadaMinuto 469a9aad bd55 4be4 bc7a f7051d4aaf73 Governador Renan Filho

Em um evento em Lagoa da Canoa, o governador Renan Filho (PMDB) - que é candidato à reeleição - aproveitou o momento de discurso para atacar a oposição, ainda que sem citar nomes. 

De acordo com o chefe do Executivo, do outro lado estariam aqueles que apenas dançam forró, fazem piada e possuem “a língua desse tamanho”. 

Renan Filho fez um nítido discurso de campanha eleitoral. “Enquanto eles acham que o povo é bobo, nós vamos pagar com trabalho. É isso que nós vamos fazer aqui na Lagoa da Canoa. Porque lá atrás (...) quando disputávamos a eleição, eu uma vez coloquei na televisão para o povo ver: entanto eles se divertem, quem crescia pra baixo feito rabo de cavalo era Alagoas. E agora Alagoas dá exemplo para o Brasil, enquanto Brasil vive sua maior crise econômica do seu período republicano”. 

O governador disse que agora Alagoas tem um “governo sério, capaz e que respeita o povo”. “(É um governo) que diz o seguinte: Alagoas não nasceu para dar errado. Alagoas nasceu para dar certo. Se a gente quiser chegar a um resultado diferente do passado, temos que fazer um novo caminho. E é isso que a gente tem feito”, complementou o governador. 

Renan Filho antecipa o clima eleitoral nos discursos no interior do Estado, pelo visto. Não apenas enaltece as ações do governo, mas ataca os possíveis opositores em referências e indiretas. Seria o “dançar forró” uma referência ao senador Benedito de Lira (PP), por exemplo, já que a “dancinha do Biu” foi um dos motes da campanha de Lira ao senado federal no ano de 2010? 

Atualmente, o principal grupo opositor de Renan Filho é o do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que ainda não definiu se é candidato ao governo. 

Todavia, Palmeira também tem pensado muito em eleição também. 

No recente episódio envolvendo o Tribunal de Contas do Estado e a demora inexplicável para emitir uma certidão, o prefeito acusou - ainda que indiretamente - o Palácio República dos Palmares de tentar prejudicar a Prefeitura de Maceió.

O clima de eleição está cada vez mais presente!  

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Alfredo Gaspar diz que só discute se é candidato em abril: “Não tenho ligação política com ninguém”

Crédito: Ascom MPE Alagoas E21c73a4 8b75 413c 8b9c 19a290524154 Procurador-geral de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça

Em entrevista ao Portal CadaMinuto, o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça - que tem sido cotado para uma candidatura ao Senado Federal - falou sobre o assunto e a possível pretensão de entrar na vida política por meio de cargo eletivo. 

Inclusive, no início desse ano, circulou a informação de que o procurador teria recebido o convite para ser vice do governador Renan Filho (PMDB), na disputa pela reeleição do chefe do Executivo. 

Alfredo Gaspar de Mendonça foi titular da pasta da Segurança Pública no governo de Renan Filho, mas destacou que nunca recebeu convite por parte do peemedebista e que não possui ligação política com qualquer grupo que seja. 

“Faz tempo que não converso com o governador sobre assuntos até mesmo institucionais, como o orçamento, por exemplo. O governador nunca me chamou para ser candidato sequer a vereador quanto mais a vice. Qualquer pessoa que fosse convidada se sentiria lisonjeado. Mas, essa temática de candidatura a vice não passa na minha cabeça e nunca convite sequer parecido foi feito. Nunca tratei com o governador temática relacionada a este tipo de fato”. 

Quanto a uma possível candidatura neste ano, Alfredo Gaspar de Mendonça diz que somente em abril - “se assim acontecer” - ele deve se encaminhar “em busca de uma escolha partidária”. “Essa é uma temática que só iriei discutir em abril. Meus dias estão sendo ocupados completamente pela agenda do Ministério Público”. 

O procurador-geral de Justiça também falou sobre movimentos que passam a defender a candidatura dele: “como cidadão brasileiro eu tenho notado uma decepção generalizada não apenas com a classe política, mas com integrantes dos poderes constituídos. Tenho visto como a classe política tem se comportado perante as grandes demandas nacionais. Não dá mais para receber esse quantitativo de notícia de desvios de recursos públicos com números que ninguém consegue nem mais acreditar. Sou um cidadão desencantado com a política do meu país. Se há uma alma perdida lembrou do meu nome, eu me sinto honrado. Mas, tomarei o destino e a decisão em relação a isso só em abril. O prazo não permite que se estenda até abril. Até lá a agenda são as demandas do Ministério Público, mas agradeço a essas almas penadas que citam o meu nome: é motivo de orgulho para mim”. 

O procurador também foi indagado - em função de ter sido titular da Segurança Pública - se teria vínculos com o grupo político do senador Renan Calheiros (PMDB). 

“Vou falar de forma objetiva: meu pai, de 20, 30 anos pra cá, sempre esteve ao lado do senador Fernando Collor (PTC). Eu era tachado como alguém ligado ao Collor, que nunca me ligou no aniversário, para perguntar como eu estava, nunca esteve na minha casa, nem eu na casa dele. Era visto como ligado ao Collor até virar secretário de Renan Filho. Aí passaram a me ligar ao Renan Filho. O Alfredo é uma pessoa independente. Eu não tenho ligação política com ninguém. Mas, fui secretário do governador Renan Filho. Assumi e não me arrependo. Tive apoio dele para assumir o cargo de forma técnica. Nunca sentei com o governador para discutir política ou pensar o meu destino político”, explicou. 

“Eu rompi a ligação técnica com o governo. Respeito o governador, como respeito todos os cidadãos alagoanos. Mas, não tenho ligação política com quem quer que seja. Se você fizer uma análise das minhas ações profissionais você vai conseguir desmanchar qualquer ligação política com quem quer que seja. Em ações penais promovidas pelo Ministério Público, acabei entrando em todos grupos políticos. Atuei como investigador principal em processos que mexeram com esse ou aquele agente político”, complementou. 

Nos bastidores se fala de um diálogo de Alfredo Gaspar com o PSL. O procurador reforça que não discute seu destino com partidos ainda. “Tudo será em abril, caso haja essa vontade”. Em breve, publico a entrevista na íntegra. 

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Procurador-geral de Justiça de AL sobre Estatuto do Desarmamento: “desarmou o cidadão de bem e deixou o bandido armado”.

Foto: Davi Soares/Arquivo Da4d116d 4661 4d63 95a3 d11088003828 Alfredo Gaspar de Mendonça

O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça, concedeu - no dia de ontem, 23 - uma entrevista exclusiva ao Portal CadaMinuto, por meio das minhas redes sociais. Alfredo Gaspar falou de vários assuntos, inclusive sobre sua possível candidatura ao Senado Federal neste ano. Como foram muitos temas, ainda farei outros textos sobre o assunto. 

Neste aqui, um ponto que me chamou atenção: ao comentar sua passagem pelo comando da Secretaria de Segurança do Estado de Alagoas e uma vida dedicada ao estudo do tema, Alfredo Gaspar de Mendonça foi certeiro: o Estatuto do Desarmamento não trouxe nada de positivo. “Não resolveu o problema e os índices de morte por arma de fogo só aumentaram. Como dizer que deu certo?”. 

“Há mais de 20 anos eu estou trabalhando na temática (da segurança pública). É difícil para mim dizer que essa não é uma agenda primordial. Para mim, Alfredo, é um ponto principal. O que me deixa inconformado é nós termos um Brasil que há muitos anos, desde que começou a ser pesquisado a evolução dos índices, nunca parou de se tornar uma calamidade. Estamos caminhando para tragédias em cima de tragédias”, salientou.

De acordo com Alfredo Gaspar de Mendonça, a saída do processo do regime militar deixou como herança um discurso muito forte de combate às forças de segurança. O que em sua visão é um erro. “Isso se deu por conta do golpe militar. E cada vez mais houve um caminhar para desestruturar as forças de segurança com um discurso de ódio em relação a isso. É como se a reabertura tivesse transferido para as forças de segurança do Estado aquele sentimento que se tinha em relação às figuras da repressão do regime militar. Isso eu notava com muita nitidez quando fui secretário de Segurança Pública”.

“Eu não me preocupo com o politicamente correto. Eu falo o que eu penso. Para mim, bandido é bandido. Homem de bem é homem de bem. Eu seria a favor da pena de morte se os grandes corruptos dessa nação fossem os primeiros a serem executados. E aí, o Brasil pisa em ovos e se você fala algo que não é politicamente correto, cai o mundo todo em cima de você. Falta alguém para dizer: vamos seguir esse caminho. Você acha que no país que mata 60 mil por ano a segurança não pode ser prioridade? Tem que ser”, complementou ainda Alfredo Gaspar. 

Estatuto do Desarmamento

Alfredo Gaspar também criticou o Estatuto do Desarmamento e defendeu o direito do cidadão, dentro de critérios objetivos, ter acesso ao porte de arma e fogo. “Vamos fazer uma retrospectiva rápida. Desde 1997, o Brasil começou a criminalizar a questão do porte de arma. Em 2003, veio o Estatuto do Desarmamento transformando conduta de porte em crime mais grave. Quantas armas nós temos no país? O Brasil não sabe. Mas vou dá um chute perto da realidade: digamos que o Brasil tenha 20 milhões de armas, sendo 10 legais e 10 ilegais. Desses 10 ilegais, 5 milhões estão nas mãos do criminoso. Então, a quem o Estatuto do Desarmamento atingiu? Retiramos as armas das mãos dos que poderiam portar legalmente, mas não desarmamos o criminoso”. 

“O bandido segue tendo acesso fácil às armas. O Estatuto desarmou o cidadão de bem. Além disso, temos que fazer uma perspectiva. Lá em 2003, o Brasil teve em torno de 40 mil mortes. Em 2017, temos mais 60 mil homicídios. Ah, mas a população cresceu. Mas o número de mortes por arma de fogo aumentou proporcionalmente. O Estatuto teve papel preponderante para diminuir o papel de armas de fogo nisso? Não. Por que o Brasil continua numa crescente de apreensão de armas? Quem possui essas armas? E por que o bandido não consegue ser alcançado? O Estatuto do desarmamento falhou e temos que dialogar com o cidadão que não se conforma por não poder ter uma arma porque irá para cadeia, enquanto o bandido entra por uma porta da cadeia, sai por outra e no outro dia está com uma arma novamente”, resumiu. 

O procurador defendeu um estudo em que se possa estabelecer critérios objetivos para garantir o direito ao cidadão. “É isso que defendo. Uma legislação objetiva. Não defendo o liberou geral, mas sim que seja garantido o direito por meio da legislação de forma clara. Portanto, sou a favor de uma nova regulamentação com responsabilidade para que as pessoas de bem sejam contempladas com critérios objetivos e claros”, pontuou. 

Para Alfredo Gaspar, dizer que o Estatuto poupou vidas é uma hipocrisia. “Estamos em uma tragédia. Qualquer marginal que queira uma arma de fogo compra na esquina. Essa é a realidade. Não gosto do discurso fácil. Precisamos de estudo e não de receita fácil”, concluiu. 

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Bate-papo com Alfredo Gaspar: hoje, às 22 horas!

Crédito: Ascom MPE Alagoas E21c73a4 8b75 413c 8b9c 19a290524154 Procurador-geral de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça

Nesta segunda-feira, dia 22, conversarei com o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, às 22 horas. O bate-papo será transmitido pelo Facebook, por meio de live, nas minhas redes sociais e depois a íntegra será disponibilizada aqui no blog. 

Em pauta: assuntos que envolvem o Ministério Público Estadual e a possível candidatura de Alfredo Gaspar de Mendonça ao Senado Federal, bem como os diálogos entre ele e o PSL em Alagoas. Durante o papo, farei perguntas de internauta. 

Portanto, entrevista com Alfredo Gaspar de Mendonça, ao vivo, às 22 horas. Conto com vocês. Até lá! 
 

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Collor diz que Lula e Bolsonaro são “extremos”. Por que Lula não era extremista em 2014, Collor?

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O senador Fernando Collor de Mello (PTC) sempre fez questão de ser uma “esfinge” a cada processo eleitoral. Toda vez que é eleição, seu nome surge no tabuleiro como uma figura solitária que pode tomar qualquer destino. Foi assim, por sinal, que retornou ao Senado Federal e derrotou, na época, o franco favorito Ronaldo Lessa (PDT), que hoje é deputado federal. 

Nos discursos, Collor varia entre rompante e as palavras puxadas de cantos recônditos do dicionário. Uma patuscada! Assim, ganha manchetes. Quando não é isto - como ocorreu nos últimos anos - são os fatos do passado, devido a presidência interrompida em meio aos escândalos, ou a Operação Lava Jato, na qual alega inocência. 

Se Collor for candidato à presidência da República, como ele mesmo anuncia, não fugirá a nada disso. Afinal, Collor não fugirá de si mesmo, nem de seu passado. Todavia, quando Fernando Collor de Mello se vende hoje como alternativa, se vende como algo que é difícil crer. Collor está no segundo mandato de senador da República. Onde esteve nesses anos?

Quando se lançou candidato ao governo do Estado de Alagoas, em 2010, se fez como sendo o nome dos ex-presidentes Lula (PT) e Dilma (PT), em Alagoas. Lembram do polêmico jingle que gerou até batalha judicial? Pesquisem no google.  

Mesmo com o PT ao lado do PDT de Ronaldo Lessa, a quem Collor apoiou no segundo turno, Fernando Collor se mostrava com um homem do ex-presidente e da ex-presidente petistas. Teve, por sinal, forte influência nesse governo federal estamentário, só sendo crítico nas proximidades do processo de impeachment de Dilma Rousseff, quando votou pela saída da ex-mandatária do país. 

Na campanha de 2014, quando foi candidato ao Senado Federal, Fernando Collor de Mello teve seu nome utilizado - ainda que indiretamente - pelo PT para atacar Marina Silva (Rede). Para o PT, Collor ali foi sinônimo do “desconfiável”. Mas, aliado da turma, Collor focou em sua candidatura local e assistiu às críticas de maneira passiva. 

Agora, em um cenário nebuloso e bagunçado, em que muitos surgem para concorrer à presidência como “alternativa a tudo que aí se encontra”, Fernando Collor de Mello lança o seu nome como pré-candidato. Pode ser uma patuscada? Pode! Afinal, o pequeno PTC precisaria muito mais do que do nome de Collor para sustentar tal candidatura. 

E vejam só a declaração de Fernando Collor na Gazeta FM de Arapiraca: “Hoje as intenções de voto apontam dois candidatos extremistas. Um deles é o ex-presidente Lula e o outro é o deputado federal Jair Bolsonaro. Mas acredito que muitos brasileiros pensem em não votar nem em um nem em outro. Minha candidatura ainda não está definida, mas não descarto essa possibilidade”. 

Quer dizer que para Collor Lula voltou a ser o Lula de 1989? Onde estava essa visão de Collor quando buscou o apoio de Lula para tentar ser candidato ao governo do Estado de Alagoas? Como Collor muda de posição não é mesmo? Collor agora quer ser a imagem do homem moderado, que nem está em uma “extrema-esquerda” nem em uma “extrema-direita”, seja lá que ele entende por esses termos. 

Collor - com esta declaração - quer se vender como a “ideia oxigenada” que olha para frente. Porém, o problema é o que o prende ao passado. Afinal, o extremismo de Lula não foi alvo de críticas de Collor quando essas pretensões passavam longe e quando ele era aliado da turma. Por fim, o senador do PTC diz que sua candidatura não é definida, mas não descarta a possibilidade. É a frase clássica de quem joga o nome para observar como o tabuleiro se comporta... 

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