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Blogueiro do Cada Minuto

Postado em 01/02/2017 às 09:30 0

Maurício Quintella destaca futuros investimentos em Maceió: viaduto e terminal no Porto


Por Lula Vilar

Foto:Assessoria

Maurício Quintella

De acordo com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR), algumas obras que antes eram consideradas apenas promessas, como o viaduto a ser construído na rotatória da Polícia Rodoviária Federal, no Tabuleiro do Martins, devem sair do papel.

Quintella – que se reuniu recentemente com o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), deu destaque justamente ao viaduto da PRF. Segundo ele, “está em fase de análise”. Em sua fala, o ministro reconhece o quanto é uma promessa que se arrasta, mas avisa que sai da fase de análise para “de uma vez por todas ser licitado”.

Em relação a esta obra, o ministro diz que já repassou para a conta do Governo do Estado o valor de R$ 16,7 milhões. No orçamento deste ano estão previstos mais R$ 45 milhões. O valor estimado do viaduto é de R$ 80 milhões. O edital deve ser publicado em fevereiro e a contratação da empresa é prevista para abril.

Mas, dentre os pontos ressaltados pelo ministro há um de suma importância para o Turismo, não apenas em Maceió, mas em Alagoas: a construção de um terminal de passageiros no Porto de Maceió. Quem conhece a realidade do Porto sabe como é absurda a forma como turistas são recebidos por lá. Trata-se, muitas vezes, de uma estrutura improvisada. Algo inconcebível em uma cidade de potencial turístico.

Que esta obra realmente saia dos sonhos e do papel. De imediato, o ministro diz que o Porto deve receber uma dragagem, que é algo que não é feito desde 1998. Além disto, foi anunciado ações para um arco metropolitano, duplicando todos os acessos à capital alagoana, com obras no Benedito Bentes e na parte do Polo. Aguardemos.

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Postado em 31/01/2017 às 11:47 0

Dia 1º: o fim da Era Calheiros no Senado Federal? O enxadrista sabe dos desafios...


Por Lula Vilar

Foto: Agência Senado/Arquivo

Senador Renan Calheiros

Na quarta-feira, dia 1º, o senador Renan Calheiros (PMDB) se despede de uma cadeira que lhe foi muito útil nos últimos anos, sobretudo em tempos de Lava Jato: a da presidência do Senado Federal. Mas será o fim da Era Calheiros no Senado? Claro que não! Desde 2007, quando conseguiu dar a volta por cima das denúncias contra ele, Calheiros voltou mais forte e se tornou um dos grandes enxadristas da política. Maior do que já era.

Calheiros soube conquistar poder independente do grupo que está no comando da nação. Isto se dá desde Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando – naquele governo – foi ministro da Justiça e um dos responsáveis pelo malfadado Estatuto do Desarmamento. O maior desafio de Renan Calheiros não são as relações políticas de Brasília, pois soube sempre “viajar” com um pé em cada canoa, retirando o pé daquela que vai virar, ainda buscando agradar a gregos e troianos.

Quem duvida disto que se lembre do julgamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Renan foi aliado até o último momento, mesmo mantendo – diante dos holofotes – a postura de isento. Foi peça fundamental para garantir os direitos políticos de Rousseff, desmembrando a Constituição na frente do presidente do Supremo Tribunal Federal. Este é Renan: o homem que dá nó em pingo d’água.

O maior desafio de Renan Calheiros é o tabuleiro político para 2018. Primeiro: lidar com os desdobramentos da Lava Jato para sair ileso. Segundo: lidar com as consequências políticas disto para se reeleger senador.

Agora, na quarta-feira, o provável presidente será Eunício Oliveira (PMDB). Renan Calheiros mantém a incógnita sobre seu futuro. Só descartou – em entrevistas recentes – a possibilidade de voltar ao cargo de ministro da Justiça no governo do presidente Michel Temer (PMDB). Mas, independente do caminho que tome, Renan Calheiros seguirá sendo maior que muitos de seus colegas de Casa. Ainda que não tenha nenhum cargo, este é Renan.

Os passos de Renan Calheiros estão sendo acompanhados pelo Palácio do Planalto. A relação com Temer não é das melhores. De acordo com a imprensa nacional, Calheiros pode ocupar a posição estratégica de presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). É uma cadeira onde poderá negociar com força com o presidente Temer. Todavia, conforme o Correio Braziliense, a possibilidade é remota. Calheiros teria dito que não se sente “atraído” pelo posto.

O fato é que Renan Calheiros nunca move uma peça do xadrez sem pensar em dois ou três movimentos à frente.

Em Alagoas, seu desafio é costurar alianças que garanta a ele – como ocorreu em 2010 – um processo eleitoral confortável e sem muitos adversários. Naquele momento, Calheiros chegava ao processo eleitoral combalido por conta das denúncias envolvendo o nome da jornalista Mônica Veloso e seus “bois de ouro”. Por conta disto, surgiram postulantes à cadeira do peemedebista que apostavam no “novo nome”. O ex-delegado da Polícia Federal, José Pinto de Luna – que havia virado símbolo do combate à corrupção no Estado, devido a Operação Taturana – se lançou como pré-candidato ao Senado pelo PT.

Como, na época, o PT era um puxadinho do PMDB em Alagoas, Pinto de Luna sofreu a rasteira e teve que se contentar com uma candidatura à Câmara de Deputados. Renan sabia que eram apenas duas cadeiras. Logo, teria como rival apenas Heloísa Helena, na época no PSOL. O fato surpresa daquela eleição foi Benedito de Lira (PP), que se elegeu senador em primeiro lugar. Renan foi o segundo.

Não podemos esquecer que Lira foi uma surpresa, pois sequer era visto como ameaça diante dos resultados das pesquisas da época.

Agora, o desafio de Calheiros é maior. Dentro do próprio PMDB, o ministro do Turismo, Marx Beltrão está de olho na vaga. Do outro lado, o senador Benedito de Lira afastou a aposentadoria e vai para a disputa. O ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) também pretende voltar ao Senado Federal. Existe ainda remota possibilidade do ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR) ser candidato.

Quintella, Lira e Vilela são do grupo oposto ao de Renan Calheiros. O principal partido deste grupo é o PSDB que pode lançar Rui Palmeira – atual prefeito de Maceió – ao governo do Estado. Renan, além de se dedicar aos bastidores de Brasília e aos desdobramentos da Lava Jato, também terá que se dedicar e muito ao tabuleiro do xadrez político em Alagoas.

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Postado em 27/01/2017 às 13:15 0

Alagoas: mais homicídios! É o sucesso do Estatuto do Desarmamento!


Por Lula VIlar

Assessoria

Renan Filho

De acordo com os próprios dados do governo de Alagoas – Boletim Anual de Estatística Criminal da Secretaria de Segurança Pública – o número de homicídios registrados no Estado aumentou quando os anos de 2016 e 2015 são comparados.

Ao todo, o Boletim registrou 1875 casos. São 62 corpos a mais que no ano de 2015. Vale lembrar que um dos pontos fortes do governo de Renan Filho (PMDB) era ressaltar a queda dos casos de homicídio. Em 2014 foram registrados 69 mortos a menos que no ano anterior. Por isso todo o otimismo do governo em 2015, com uma série de propagandas sobre o assunto.

Naquele momento, este número foi motivo de propaganda positiva para o governo. Agora, o Estado tenta minimizar o aumento de 62 homicídios nas estatísticas. O fato é que Alagoas segue sendo um dos mais violentos estados em um país que bate recorde de homicídios, se aproximando dos 60 mil por ano.

E este é o país em que uma parcela de intelectuais não só apostam no êxito como atestam o sucesso do Estatuto do Desarmamento. Enquanto isto, as armas seguem nas mãos dos bandidos, que estão cada vez com armamento mais potente que sequer é utilizado pelas policias. Mas, o governador Renan Filho acredita que a solução passa apenas pela contratação de mais policiais, como afirmou em entrevista.

Pois, creditou o aumento do número de mortes aos casos do interior, afirmando que na capital diminuiu por esta ter mais policiamento. É claro que o policiamento é essencial à segurança pública, mas a polícia chega quando tudo falhou e, com bandidos cada vez mais armados e uma população cada vez mais desarmada, não será ela a garantir a segurança individual das pessoas nem vai prevenir crimes.

A prevenção inclui diversos fatores que passa sim por Educação e valores, mas passa também pelo respeito ao direito do individuo de portar arma de fogo para garantir a defesa de sua propriedade, estabelecimento e sua vida. Atualmente, os bandidos possuem a certeza de que encontrarão vítimas desarmadas, sem possibilidade de reação, e – em outros casos – podem se armar livremente para agir no tráfico de drogas, por exemplo. É que o Estatuto do Desarmamento não é lei para eles. Somos cordeiros entregues à ação da bandidagem.

E ninguém aqui defende que o armamento civil não tenha regramento. O projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional tem previsão disto. É o “pra hoje”. É hora de abandonar o politicamente correto e dar de cara com a realidade. O Estatuto do Desarmamento não trouxe benefício algum para o cidadão honesto, mas sim para a bandidagem. No mais, é uma falácia dizer que tal Estatuto evitou mortes. É que os “especialistas” adoram torturar estatísticas criando o índice de vidas salvas. Uma balela!

Em Alagoas já se quis até criar o discurso propício para a proibição das armas de brinquedo. Foi uma campanha – do Dia das Crianças – promovida pelo governo de Renan Filho. Por sinal, o pai do governador – o senador Renan Calheiros (PMDB) – é um dos baluartes do desarmamento civil neste país. Ajudou a engavetar a decisão popular proferida no referendo.

O fato é que em Alagoas temos a média de 5,12 assassinatos por dia. É até covardia jogar esta estatística apenas nas costas dos policiais, que não possui a mesma tecnologia do crime e ainda enfrenta uma série de limitações no exercício de sua atividade, desde o discurso politicamente correto que persegue muitos policiais que reagem à altura quando em confronto com a bandidagem até questões técnicas mesmo.

O fato que o governador destacou se dá em relação à capital alagoana. No ano passado, foram 566 homicídios. Neste ano, 529. Ora, se eu minimizo – como se deu na entrevista de Renan Filho ao G1 – os 62 a mais, como posso destacar os 37 a menos na capital? Não faz sentido. Independente do mínimo avanço ou mínimo recuo no número de mortes, o que temos é uma completa sensação de insegurança.

Esta foi a fala do governador ao avaliar os números: "Esse ano, nós tivemos uma redução da violência na capital e uma pequena oscilação no interior do estado, porque tem um efetivo menor no interior. Precisamos contratar mais policiais". Uma declaração tímida. Bem diferente da dada em 2015, quando o chefe do Executivo era todo otimismo: “Estamos fazendo um trabalho integrado com foco e objetivo, por isso estamos tendo resultado. Priorizar a segurança e promover a pacificação da sociedade é muito importante para retirar o Estado dos postos mais violentos do país”.

A questão é que tal oscilação – como apontou agora Renan Filho – é justamente isto: uma oscilação que vai se manter enquanto o país não discutir mais a sério a questão. Por isto é aconselhável a leitura de John Lott, Joyce Lee, Fabrício Rebelo, Bene Barbosa e outros.  Quanto tempo ainda vamos demorar para perceber que nossos “especialistas” em discursos doces e sentimentalismo falharam?

E olhe que estamos falando de um governo que teve ações duras neste quesito e conseguiu sim resultados positivos. Não nego isto. Pois houve uma redução da criminalidade em roubos, assaltos etc. Por menor que seja, é significativo. Já elogiei o governador por isto. Mas é preciso pensar além.

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Postado em 27/01/2017 às 10:54 0

Você odeia o muro de Trump? Mas e o muro de Clinton, de Obama e do México?



AFP

Donald Trump

Basta um passeio pelas redes sociais para encontrar pessoas revoltadas com o muro que o presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), pretende construir na fronteira dos Estados Unidos com o México. É um festival de adjetivos que são relacionados a Trump. Eles vão de racista, xenófobo ao vocábulo nazista com uma celeridade incrível, sem precisar de qualquer argumento ou de definição para o que de fato tais termos significam. Afinal, basta a paixão política para usá-los em tempos onde todo mundo vive em “voz alta”.

Fica parecendo que Trump é o grande mal do mundo que teve essa ideia.

Todavia, se você ama ou odeia o mundo, por coerência, você deveria entender que há uma história por trás do que você tão apressadamente opina. É que o muro já existe! E a história começa por aí.

O muro foi construído pelo ex-presidente Bill Clinton com o objetivo de barrar imigrantes ilegais. Barack Obama – o queridinho do mainstream midiático – deu continuidade ao muro com o mesmo objetivo. Eles, os primeiros a pensar no muro, são do Democratas. Clinton – por sinal – é o esposo de Hillary Clinton, que foi a rival de Trump. Por sinal, o mesmo Democratas que ajudou na fundação da KKK.

Mas estamos diante das coisas que o mainstream finge esquecer. Assim, ao sabor das convicções políticas de muitos jornalistas (e mostrarei isto daqui a pouco), são feitas reportagens tidas como “isentas”, mas com o objetivo primeiro de criar uma narrativa que separe os vilões dos heróis pelas interpretações ideológicas da realidade. Se forem necessários recortes na realidade, eles serão feitos. Tudo tem que caber na ideologia.

E aqui não se trata de elogiar o muro. Particularmente, não gosto da política de erguer muros. Porém, não me dissocio da realidade e isto inclui saber que o governo de Trump não será só isto. Como todo governante, terá acertos e erros. Manda a regra, que os acertos sejam reconhecidos e os erros criticados. O corte de financiamento de ONGs que promoviam o aborto com dinheiro público é um acerto, já que estas são não-governamentais.

Outro ponto que merece ser olhado com bastante crítica – mas sem se dissociar do mundo real – é o protecionismo. Em tese, sou contra o protecionismo por defender o livre-mercado. Mas vejam só: não é interessante que agora entre os que criticam o protecionismo estejam também os críticos do livre-mercado? Filho, se você é contra o livre-mercado como pode ser contra também ao protecionismo? É que alguns são contra ao que sua ideologia manda naquele momento, por isto permitir ganhar terreno e se impor em espaços. São capazes até de refazer a História ao prazer de suas convicções particulares.

Duvidam disso?

Observem o caso da deputada federal Maria do Rosário (PT). Ela fez em suas redes um repúdio ao Muro de Berlim. Afirmou que “sua geração” aplaudiu a queda daquele muro que dividia a Alemanha em duas: a Ocidental (capitalista) e Oriental (socialista). Comparou o Muro de Berlim com o muro de Trump. A senhora petista não leva em conta a realidade distinta e compara o incomparável.

Primeiro ponto: o Muro de Berlim não visava a imigração ilegal, mas uma separação entre comunistas e capitalistas. Foi erguido por socialistas – que possuem convicções semelhantes a de Rosário – para impedir que as pessoas da Alemanha Oriental fossem ao Ocidente. Antes do Muro de Berlim, três milhões de pessoas cruzaram a fronteira para o lado ocidental em busca de vida melhor. É a História. Maria do Rosário passou a defender o capitalismo de uma hora pra outra?

Segundo ponto: Ainda que sem querer, Maria do Rosário passou a elogiar os republicanos para poder condenar o Muro de Berlim e o muro de Trump. Elogiar os republicanos? Sim. Pois o pedido para que o muro viesse ao chão foi feito pelo presidente Ronald Reagan (republicano), em 1987, quando discursou em frente ao Muro de Berlim. Sua frase entrou para a história: “Sr Gorbachev, derrube este muro”. É que o líder soviético na época era Gorbachev. Rosário está em um partido que ama líderes soviéticos.

O muro de Trump, por mais repudiável que seja, não pertence a esta realidade, nem tem esta perspectiva histórica. Por sinal, o que Maria do Rosário acha hoje do “muro da vergonha” que foi erguido em Brasília durante um Sete de setembro para separar a ex-presidente Dilma, quando esta estava no comando da nação, dos manifestantes que pediam seu impeachment? Já que é para comparar muros sem olhar os contextos, então vamos lá...

Este é um dos exemplos de como a prisão ideológica pode moldar a realidade diante dos interesses momentâneos. É o que Trotsky chamou de “moral elástica”.

No início do texto falei que muito nasce das convicções assumidas de jornalistas que tentam ser isentos. Isto está nos atos falhos, como o de Carolina Cimenti quando disse que 700 milhões de pessoas estavam no protesto contra Trump no dia de sua posse. Ou quando outro jornalista – que não recordo o nome – disse que Trump nunca repudiou o apoio recebido por um líder da KKK. Trump repudia o apoio desde 2015.

Mas isto também se faz presente em outros lugares, como em declarações de jornalistas quando estes estão longe da grande mídia; ao fingirem separar o “profissional” do “pessoal”.

Vejam o caso de Sonia Bridi, que é jornalista. Em sua conta de twitter, Bridi conclamou os brasileiros a pararem de consumir produtos americanos, pois os EUA estavam fazendo bullying com o México. O motivo: o muro de Trump. A jornalista sequer mostra para o seu público que o muro já existe e o primeiro a fazer bullying foi Bill Clinton, que foi seguido por Obama.

Mas Bridi, para fazer o seu protesto, ainda se utilizou de uma invenção oriunda dos EUA: o twitter criado em 2006. Não é lindo? É que a realidade não é tão simplista quanto faz acreditar (ou parece acreditar) Sonia Bridi. Afinal, o mundo deve muitas invenções e produções aos americanos, assim como também deve a outros países. É a globalização que jamais pode ser confundida com globalismo. A este último, Donald Trump se opõe e faz certo ao se opor, ainda que algumas de suas medidas devam sim ser criticadas.

Bridi – em uma visão simplista – ainda separa o heróico México do vilão EUA. Porém, uma pesquisa rápida mostrará a jornalista – e a quem tiver interesse na realidade – que este heróico México também faz uso da “maldita” política dos muros, sendo ele (o México) o vilão da Guatemala. É que há um muro mexicano, conhecido como “muro da vergonha”, que foi construído para conter a imigração ilegal de pessoas da Guatemala e de outros países ali próximos.

O repúdio vale para os EUA, mas não para o México? E o boicote neste caso seria às tequilas ou ao seriado Chaves? Não raro, essa gente que odeia os americanos passa as férias na Disney e ama fazer compras em Nova York. Alguns até já moraram por lá para adquirir experiências que os fizessem melhorar de vida. É sempre algo lindo de se observar. Torço para que mais gente possa fazer tais viagens.

Então, meus amigos, não é que Trump não possa ser criticado. Pode e deve. Afinal, políticos devem ser vigiados e fiscalizados. Não podemos ter político de estimação. Porém, isto não é argumento para se dissociar da realidade e pintar um apocalipse onde ele não existe. Tais pinturas atendem única e exclusivamente a uma guerra cultural ideológica que tem os interesses do globalismo por trás.

É difícil resumir o globalismo em um artigo, ainda mais quando o objetivo deste artigo é outro. Para quem ficou curioso, indico o livro Introdução à Nova Ordem Mundial do escritor brasileiro Alexandre Costa.

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Postado em 25/01/2017 às 14:54 0

Um diálogo com Paulo Memória sobre pichação, grafite e populismo



Tenho um respeito imenso pelo Paulo Memória. Durante a campanha soube tratar a imprensa, divergir, dialogar, sempre se mostrou solicito e nunca se negou a dar suas opiniões sobre os mais variados fatos. Sou testemunha disto. Por isto, acho que ele não vai se incomodar com o fato de eu discordar dele.

Justamente por isto, peço licença para divergir.

Memória disse – em um comentário – lamentar que “no aniversário de São Paulo tenha recebido o extermínio da beleza e da arte POPular”. É um exagero! Quem anda por São Paulo pode observar uma diversidade incrível de manifestações de cultura. A própria Avenida Paulista é isto, com pessoas tocando instrumentos em espaço público. Muitas vezes parei para ouvir. Espero que isto sempre aconteça.

Na última viagem me deparei com dois caras improvisando Pink Floyd em frente ao Conjunto Nacional. Show de bola. Então, “arte POPular” não é pichação. Assim como diferencio a mera pichação do grafite AUTORIZADO.

No mais, a cidade é formada por espaços públicos e privados. Nos públicos, tem que existir normas mínimas de convivência. Entre estas normas, está a questão da poluição visual. E aí não é ser contra o grafite, mas saber que este só pode estar em áreas autorizadas previamente. Se assim for, beleza! Você autorizaria a pichação ou grafitagem do muro da sua casa? Eu não! Se você autoriza, ok!

Tanto é assim que a presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou a Lei de número 12.408/2011 para regulamentar o ato de grafitar, proibindo a comercialização das tintas em embalagens do tipo aerossol a menores de 18 anos. Ela mantém a proibição levando em consideração a responsabilização pelos atos indevidos, o que é correto.

No artigo 4º desta lei é visto o seguinte: “as embalagens dos produtos citados no art. 2o desta Lei deverão conter, de forma legível e destacada, as expressões “PICHAÇÃO É CRIME (ART. 65 DA LEI Nº 9.605/98). PROIBIDA A VENDA A MENORES DE 18 ANOS.” As sanções estão previstas no artigo 72 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.

No artigo 65 desta lei 9.605 se observa o seguinte: “Art. 65. Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano: Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.”


Vejamos os parágrafos. No primeiro: “Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico, arqueológico ou histórico, a pena é de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de detenção e multa”.

Agora, como frisa a lei, “não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de VALORIZAR o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que CONSENTIDA pelo proprietário e, quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado e, no caso de bem público, com a AUTORIZAÇÃO do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional.”

Então, não se trata de “tornar a cidade mais cinzenta, que demonstra claramente a falta de criatividade e de ideias que terão que conviver, pelo menos, nos próximos quatro anos”. Paulo Memória diz que tudo é uma questão de escolha. É verdade. Eu escolho a legislação e aqui parabenizo Dilma Rousseff por ter sancionado, mesmo com todas as críticas que tenho a ela.

“Se pagará um preço muito alto por terem optado por um populismo bem BBB- Barato, burro e brega”, diz Paulo Memória. Todo populismo custa caro. Nisto ele acerta. Mas, qual seria o populismo de fazer valer um código de conduta para a convivência urbana que busca respeitar o patrimônio público e privado?

Que Dória depois crie lá uns muros para os caras pintarem.

Passei por locais de São Paulo recentemente que são sujos justamente por conta de pichações. Outros que possuem grafites até bem desenhados. Mas, ainda assim: os vi em espaços privados. Indaguei a mim mesmo: o proprietário permitiu? Se sim, beleza! Se não, a lei! Nos espaços públicos, a mesma coisa.

Se querem algo fora disto que mudem a lei. Ou será que aqui em Maceió – gestão a qual Paulo Memória apóia – a pichação e o grafite será permitida indistintamente. Poderemos pichar e grafitar qualquer espaço privado ou público em Maceió? Creio que existam normas herdadas dos de convivência urbana, além da própria legislação federal.

Repito: não é nada com o grafite, mas sim a favor da lei. Acho legal até que o poder público possa pensar locais para a exposição de pinturas assim. Dória pode pensar nisto. Mas o mínimo de disciplina é o que nos liberta do caos. Temos leis.

Veja que isto também incomodou a gestão do Município de Maceió: http://www.maceio.al.gov.br/…/apos-revitalizados-espacos-p…/ A Prefeitura de Maceió estava errada ao seu incomodar, meu caro amigo Paulo Memória?

No mais, estes não são os únicos atos da prefeitura de João Dória (PSDB). Ele vai errar e acertar. Nos erros, cacete. Nos acertos, o justo reconhecimento. Transformá-lo em um populista – já nos primeiros dias de gestão – por conta de um ato de sua administração me parece um pouco demais.

Pode-se sim questionar seu apelo às câmeras quando se vestiu de gari etc. Mas isto é algo do marketing político. Eu não gosto, mas não é populismo. É a exploração da imagem dos atos, como faz todo político, incluindo o prefeito Rui Palmeira (PSDB). Quem não lembra até de show para inauguração? Seria populismo?

Por sinal, quando o presidente da Câmara, Kelmann Vieira (PSDB), foi prefeito em exercício soube aproveitar bem os holofotes. Lembram? É da política.

Os erros de Dória devem ser criticados. Mas sem exageros, como fizeram na questão envolvendo o “recolhimento de cobertores de moradores de rua”. Não é isto que o Decreto de 6 de janeiro assinado por Dória diz. Ele fala do recolhimento de bens duráveis como sofás e camas que fazem com que se tenha em via pública uma morada permanente. O Decreto está aqui para quem quiser ver: http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_…/index.asp….

Eis a fala de Dória: "Retirar cobertores seria uma desumanidade. Isso não vai ser feito. É apenas para preservar o direito da GCM [Guarda Civil Metropolitana] para não haver a ilegalidade, mas jamais retirar pertences e cobertores".

Eu que trago este tema. Paulo Memória não entrou nele. Mas, trago para exemplificar o quanto é complicado julgar e atribuir rótulos de forma precipitada, sem buscar com atenção às fontes primárias.

Não custa nada ao prefeito que destine áreas onde possam existir tais trabalhos, pois não os confundo com pichação e vandalismo. Apenas chamo atenção para a legislação.

Quando se é contra uma legislação, que se busque mudar pelos meios democráticos e não impondo vontades.

Em 2015, o CadaMinuto fez uma matéria (http://www.cadaminuto.com.br/…/grafiteiros-de-maceio-contri…) em que mostrava essa possibilidade de convivência com autorização expressa.

Leiam também essa matéria da Gazeta sobre pichações e como incomoda: http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php… e vejam as posturas da nossa administração municipal na época. 


Vejam esta também: http://www.reportersantanadomundau.com.br/apos-revitalizac…/

Em São Paulo, senti tristeza ao ver a pichação na Ponte Estaiada. Uma ponte belíssima que estava toda riscada.

No mais, Dória ainda disse – no dia 5 de janeiro – que pretendia criar um “grafitódromo” na Mooca. Veja que o prefeito diferencia. Ele disse que os pichadores que virarem grafiteiros e se submeterem à lei terão o apoio da prefeitura.

"Vamos ter como tem em Miami uma área da cidade chamada Wynwood, vamos ter essa área aqui provavelmente no bairro da Mooca para que essas pessoas possam expressar a sua arte de uma forma livre, expressiva, com uma área a ser determinada", declaração dele à Folha de São Paulo.

Caro Memória, com todo respeito, espero que entenda a minha discordância e saiba que em momento algum ela é pessoal, pois reitero o respeito que tenho por você e a reciproca quanto aos elogios que me fez um dia são verdadeiras. Apenas acho que há mais o que pensar nesta questão.

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Postado em 24/01/2017 às 17:12 0

JHC critica jogo de “empurra-empurra” entre Prefeitura e Estado envolvendo comunidade da Lagoa


Por Lula Vilar

foto: cortesia

deputado federal JHC (PSB/AL)

O deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), partiu para o ataque. Em suas redes, ele criticou o que considerou ser um jogo de “empurra-empurra” entre a Prefeitura de Maceió e o governo do Estado de Alagoas em relação aos problemas vivenciados pela comunidade da Lagoa Mundaú, na capital alagoana.

De acordo com JHC, governo estadual e municipal “jogam a responsabilidade um para o outro” e enquanto isso “a comunidade que vive à beira da Lagoa Mundaú está sendo atendida por voluntários que tentam minimizar o impacto de falta de políticas públicas no local”.

O parlamentar cobrou uma ação permanente e “não apenas um plano emergencial”. “O que nós já fizemos? Já solicitamos pedidos de informação para que esclareçam suas competências e, com o documento em mãos, a gente faça a cobrança necessária”.

Estou no twitter: @lulavilar

A postagem de JHC se refere a uma matéria do G1 em que mostra a situação dos moradores que receberam um mutirão para combater a praga de bicho-de-pé, infecção causada por pulgas que se alastrou entre os moradores do local, principalmente crianças.

Um dos motivos da situação alarmante é a falta de saneamento básico no local. Problema histórico.

De acordo com a matéria do G1, a Prefeitura informa que existe um projeto de urbanização da orla, mas a área onde fica a comunidade está cedida ao governo do Estado para outro projeto de melhorias. Todavia, a Prefeitura diz prestar serviços como iluminação e limpeza. Em que pese serem serviços importantes, não representa a solução do problema.

Quanto ao governo do Estado, a Secretaria de Infraestrutura informou que não pode fazer o saneamento da região por conta de um projeto de reurbanização da Prefeitura. Eis o jogo do “empurra-empurra” denunciado por JHC.

Com a palavra o prefeito Rui Palmeira (PSDB) e o governador Renan Filho (PMDB). Quem pode ajudar? Tem em vista que o problema é Saúde, estranho é a Prefeitura não ter falado sobre as ações de sua pasta no local. Ainda dá tempo de focar nesta questão, prefeito Rui Palmeira. 


Postado em 24/01/2017 às 14:20 0

Renan nega interferências em nomeação de ministro para STF


Por Lula Vilar

Arquivo

Renan Calheiros (PMDB)

Circulou pelos bastidores informações de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), estaria articulando para ter poder de opinião sobre a indicação do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que ocupará a vaga de Teori Zavascki.

Renan Calheiros foi rápido ao gatilho ao emitir nota oficial para afastar seu nome de especulações. De acordo com o peemedebista, não há participação ou interferência de sua parte.

Em nota, o presidente do Senado disse que a futura nomeação compete exclusivamente ao presidente da República, Michel Temer (PMDB). “O Senado Federal tem a exata compreensão de seu papel nesse processo, que é o de sabatinar e apreciar o nome escolhido pelo presidente da República", frisou.

Ele classificou todas as especulações como inverídicas.

Calheiros é citado em diversos inquéritos da Lava Jato e aguarda o andamento do processo no STF para saber se vai virar réu ou não.

Estou no twitter: @lulavilar


Postado em 24/01/2017 às 13:41 0

Obrigado, Chesterton. Você nos alertou sobre Wells e o perigo da fé demasiada na política


Por Lula Vilar

O escritor Chesterton dedicou parte de sua obra Hereges à análise do pensamento de H.G Wells. No livro de Chesterton se observa, de forma muito clara, as divergências entre os dois homens. Chesterton estava correto! É que o tempo, este senhor da razão da qual não escapamos, provou isto.

Todavia, a leitura de H.G Wells – com um olhar crítico e atento a cada uma de suas afirmações – se faz necessária ao nosso tempo. É que Wells acerta em alguns diagnósticos, como quando, em um de seus ensaios, cria o conceito de “abolição da distância”, ao reconhecer os avanços tecnológicos da humanidade em dois setores especificamente: comunicação e transportes.

Ele próprio reconhece que o avanço não é fruto da “razão articulada”, mas como Mises colocou em suas análises: uma contribuição até involuntária entre os bens produzidos.
Wells mostra, de forma antecipada (em 1928), como o processo de comunicação encurtando distâncias daria às massas uma capacidade de questionamento sobre tudo e todos, incluindo as linhas de moralidade, a própria cultura, as fronteiras das nações, suas conquistas históricas, o orgulho que homem tinha de sua comunidade, bem como a sensação de pertencimento. De fato, isto se esgarça ao ponto de qualquer sinal de patriotismo ou nacionalismo ser visto como ufanismo ou ultranacionalismo. Temos visto isto nas discussões sobre o novo presidente americano Donald Trump.

E dizer isto não é defender protecionismo. Sou contra o protecionismo. Porém, existe um mundo concreto onde as relações humanas se dão e é preciso levá-lo em conta.

H.G Wells mostra um homem perdido na troca das experiências, com mais tempo de reflexão diante do processo evolutivo da tecnologia que facilitava alguns trabalhos e tornava outras tarefas mais cômodas. Ao mesmo tempo, este sentimento promovido pelo progresso se não o distanciasse de suas raízes, abriria espaço para revoltas contra elas diante das “ideias iluminadas”.

Aquilo que antes ficava a cargo das religiões e da moralidade viraria uma tarefa política. Ampliar-se-ia, por exemplo, a noção de política de Aristóteles. Antes, a noção mediava às relações humanas de uma sociedade com base em valores que estavam para além da política. Agora, tais relações poderiam ser postas como fruto da política, uma vez que o homem órfão de sua comunidade poderia ser submetido a um poder maior que dominasse esse encurtamento de distâncias para impor uma agenda.

H.G Wells fala do nascimento do globalismo. Por isto que ele é um autor fundamental para entender o conceito do “socialismo Fabiano”. Aliás, Wells assumia-se assim. Defendia justamente isto. Daí uma das razões de ser alvo das críticas de Chesterton. Não se espantem com o diagnóstico de Wells. Ele estava correto em suas observações. Espantem-se é com as conclusões que ele tira. Ao invés de apontar o mal do esfacelamento e a decadência do homem, como fez Ortega y Gasset em A Rebelião das Massas, ele enxerga tudo isto como o cenário propício para a Nova Ordem Mundial.

Não é preciso dizer que homens como Wells dominaram o debate público. É o que Chesterton mostra em Hereges.

Como já disse, Wells reconhece que estas mudanças que ocorreram no mundo, para a destruição das distâncias, não foi algo articulado, mas benefícios oriundo das liberdades (dentre elas, a econômica). “Essas mudanças não foram trazidas de fora pra o nosso mundo. Nenhum meteoro do espaço sideral atingiu o nosso planeta; não houve nenhum surto esmagador de violência vulcânica nem doenças epidêmicas; o sol não tem nos aquecido em excesso e nem nos lançado numa era glacial. As mudanças têm sido feitas pelos próprios homens. Um número pequeno de pessoas, negligentes no tocante à conseqüência final de seus atos, um homem aqui e um grupo ali, têm feito descobertas e produzido e adotado invenções que mudaram todas as condições de vida social”, diz H.G Wells.

Diz o escritor que apenas “começamos” – por meio de teóricos sociais, incluindo ele mesmo – a perceber que tais mudanças se conectam entre si. Isto nos faz captar a dimensão das consequências. Wells ainda afirma que o progresso foi “estupendo” na eficiência de seus mecanismos e na oferta de substâncias disponíveis ao próprio homem, ampliando suas necessidades e, de forma prática, melhorando a vida de todos, incluindo a escassez do trabalho cansativo para produzir “tudo de material que o homem precisa”.

Mas, tal progresso não sanou as angústias existenciais que são as mesmas da maiêutica socrática, por exemplo. “Cada vez menos seres humanos morrem jovens. Isto mudou a atmosfera social ao nosso redor. A Tragédia das vidas ceifadas e terminadas prematuramente está se afastando da experiência geral. A saúde se torna prevalecente. As dores de dente, de cabeça, o reumatismo, as nevralgias, tosses, gripes e indigestões constantes, que foram tão presentes nas breves vidas de nossos avôs e avós, desvanecem da experiência. Todos podemos viver agora, descobrimos, sem nenhum grande peso de medo, de forma completa e abundante, por tanto tempo quanto permitir o desejo de viver que habita em nós”.

E o íntimo do homem estava preparado para esta vida? Wells responde: “Quando exigimos uma resposta sobre a desgraça e o perigo em nossas mãos, advindos da conquista de poder, obtemos respostas insatisfatórias”. Claro! Tais respostas não surgem da política e muito menos dos bens materiais. Elas surgem do conjunto de valores que o homem carrega para lidar com o poder que alcança e com o status que ocupa. Assim, tanto o bem quanto o mal podem ser potencializados. Por sinal, esta é uma reflexão que Santo Tomás de Aquino faz em seus opúsculos muito antes de H.G Wells e da humanidade ter conquistado tal posição. Aristóteles falou de ATO e POTÊNCIA muito bem. Isto por si só mostra o quanto a transcendência destes valores é real, pois os tempos mudam, mais tais questões não.

É como diz Ortega y Gasset: algo que não se banha no rio do tempo. Wells ao entrar nessa ceara nos oferece o “socialismo Fabiano” em busca do “poder global”. “A banalidade favorita do político que arruma desculpas para as futilidades de seu comportamento é que o “progresso moral não andou lado a lado com o avanço material” (como poderia se não dependia do materialismo que cometeu o erro de enxergar os valores como fruto de uma infraestrutura? Os parênteses aqui é uma reflexão minha e não de Wells)”. Ele ainda segue: “Isso parece satisfazê-lo completamente, mas não e capaz de satisfazer nenhuma outra pessoa inteligente. Ele diz “moral” e deixa a palavra sem explicação”.

É verdade, amigos. Tal palavra nunca terá explicação exata para os interesses meramente políticos, pois será elástica, como disse Trotsky. Daí, tudo se relativiza conforme os interesses de quem se encontra no poder. Mas Wells ao invés de enxergar as tradições, transcendências e costumes como vitais a esta reflexão moral, ele busca aboli-las afirmando que tais são sinônimos de “antagonismos” entre as nações que encurtam distâncias e que isto vai gerar fome e destruição. Ora, as guerras do século XX e as tragédias seculares foram de interesse políticos-materiais, jamais um confronto de tradições, mas imposições. Quer uma hegemonia?

Foram estas imposições – ao contrário do que Wells diz – que nos ensinaram o ódio pelo que não é a minha “ideia iluminada” de mundo perfeito. Não que não existiam conflitos em outros moldes. Claro que existe, pois estamos lidando com a complexidade humana. Mas foi o que Wells exalta que potencializou tal mal ao ponto de termos mais de 100 milhões de mortos em um século, justamente por conta da “razão articulada” propondo projetos totalitários.

Quando H.G Wells diz que “queremos, social e politicamente, um sistema revisado de ideias sobre condutas, uma visão atualizada da vida social e política”, ele fala justamente dos “socialistas Fabianos”. Eles são o nós! Diz que “estamos sendo ludibriados por aqueles que exploram as antigas tradições”. H.G Wells joga fora o bebê com a água suja do banho em seu sonho de mundo perfeito. Ainda bem que tivemos alguns Chestertons pelo meio do caminho...

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Postado em 23/01/2017 às 14:18 0

Concurso no Tribunal de Contas do Estado virou “promessa” e motivo para pedir mais dinheiro


Por Lula Vilar

Crédito: Ascom TCE

Presidente do TCE, Rosa Albuquerque

A atual presidente do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, Rosa Albuquerque, concedeu uma longa entrevista ao jornal Tribuna Independente. Entre vários assuntos abordados, mais uma vez entrou em pauta a realização de um concurso público para o órgão. Só que diferente de Lessa, que havia prometido um, Rosa Albuquerque crava: é praticamente impossível.

Assim que o ex-presidente Otávio Lessa assumiu o cargo, concedeu uma entrevista a este blog. Na época, Lessa também falou sobre concurso público. Diferente de Rosa Albuquerque que disse que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é um empecilho para realização de um concurso público, Lessa assumiu o compromisso.

Eis o que Lessa disse na época: “Nós vamos fazer concurso público. A discussão agora é saber quantos funcionários nós poderemos colocar por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Ou seja: LRF era, naquele momento, um elemento complicador que limitaria a quantidade de vagas, mas não um impeditivo por completo.

O fato é que muitos funcionários do TCE são oriundos de antes da Constituição de 1988. Por isto que Otávio Lessa dizia que o concurso era “necessário”. Eis outra fala dele naquele momento: “Para você ter ideia, no nosso departamento de engenharia, tem um engenheiro para o Estado inteiro. Como é que você pode fiscalizar obras com apenas um profissional fazendo auditorias? É impossível. Precisamos lançar o concurso”.

Otávio Lessa encerrou sua gestão, mas sem concretizar seu plano neste sentido. O fato é que agora Rosa Albuquerque já enxerga a Lei de Responsabilidade Fiscal como um impeditivo e já mandou o recado: vai precisar de mais dinheiro. Segundo ela, o atual duodécimo inviabiliza concurso público. Diz mais: “já recebemos informações que nossa situação está complicada e não devemos conseguir concluir o ano sem uma suplementação”.

Pela LOA, o Tribunal de Contas do Estado de Alagoas terá um duodécimo de R$ 89.807.892.

Parece quem em épocas de crise, todo mundo quer mais um pouco!

Rosa Albuquerque reconheceu deficiências que já haviam sido apontadas por Otávio Lessa na gestão passada: problemas com recursos humanos. Há segundo ela uma carência de pessoal diante do volume que está inatividade. O detalhe é que o Tribunal já passou por discussões passadas sobre a existência de “servidores fantasmas”. Lembram?

Mas Rosa Albuquerque – afirmando que levantamentos ainda estão sendo feitos – versa sobre o problema fiscal gerado pelo pagamento dos inativos que continuam fazendo parte da folha do Tribunal. “Estamos, em virtude disso, praticamente no limite da exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal e isso nos impede de fazer concurso, de ter uma nova oxigenação”, disse ela em entrevista à Tribuna.

“O nosso servidor efetivo é quase que em sua totalidade remanescente de 1988, antes mesmo da Constituição e quem veio antes, já é mais tempo. Temos funcionários preocupados com as novas regras previdenciárias. Antes tinham aqueles que preferiam ficar e tinham a vantagem do abono permanente, pois só ficaria mais cinco anos”, explica ainda. .

Ela finaliza:“A nossa situação é um pouco delicada, se não tivermos uma atitude bastante urgente para resolver essa questão, vai ficar bem difícil pra gente tocar a atividade fim do Tribunal”. Para quem sonha com concurso no TCE ainda não é desta vez. De forma mais urgente, Rosa Albuquerque quer mais dinheiro para o órgão.

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Postado em 19/01/2017 às 11:51 0

Associar conservadorismo ao nazismo é ignorância pura! Critiquem as posturas pelo que elas realmente são, ora bolas!


Por Lula Vilar

Uma das obras citadas neste texto: Os Ditadores de Overy

Na mente do ignorante o que não é esquerda, dentro de um espectro político, torna-se automaticamente de extrema-direita. Tal sujeito sequer reflete que está dentro de uma guerra cultural definida nos termos de teóricos como Antonio Gramsci e Saul Alinsky (quem tiver dúvidas que os leia) que faz questão de colocar de um lado “os pulhas” e do outro o “monopólio das virtudes”.

O ignorante sequer nota que “extremos” estão presentes em todo lugar, formando uma “imaginação totalitária”, que foi muito bem definida pelo escritor e professor brasileiro Francisco Razzo, em sua obra A Imaginação Totalitária.

Lá, percebemos que esta imaginação se faz dentro daquele que acredita ter todas as soluções para os problemas do mundo que envolve a complexidade humana, sendo assim, tudo que discordar de sua visão deve ser combatido e exterminado de uma forma ou de outra, seja fisicamente – como fizeram os atrozes regimes revolucionários do século XX – ou por meio dos assassinatos de reputações.

O idiota útil é o soldado nesta marcha insana a propagar todo tipo de mentira sobre quem quer que seja. Uma destas mentiras é afirmar que toda posição de direita é um extremismo que resulta em mortes e perseguição.

Além de ser uma mentira, é uma completa inversão de realidade que cria uma paralaxe cognitiva (quando as ideias não se encaixam na realidade). Por isto o sujeito – inocente e/ou canalha – faz questão de esquecer-se do stalinismo e seus milhões de mortos, das perseguições com fuzilamentos do regime cubano (professado pelo próprio Che Guevara em reunião da ONU), o comunismo chinês, a situação Coréia do Norte e por aí vai...

O que estes regimes possuem em comum? O controle total do Estado sobre o indivíduo, exterminando as liberdades individuais, de expressão e até de professar um credo. Lá, todo inimigo é um contra-revolucionário. Sendo assim, um sistema totalmente opresso se apóia em uma causa que julga ser o “monopólio das virtudes”, cria um culto ao líder, e transforma toda e qualquer divergência em extremo perigo, que há de ser combatido com a morte destas pessoas. Qualquer semelhança com o nazismo não é mera coincidência.

Mas como o incauto, o ingênuo e o idiota útil não possuem conhecimento, mas arrota saber mandando os outros estudarem, desconhece isto e é incapaz de fazer comparações absurdas. O canalha faz tudo isso de propósito por ser canalha. Os primeiros são histriônicos frutos da mentalidade revolucionária. Os segundos são maquiavélicos por propagarem a mentira de forma consciente.

Por isto que ao ler a recente matéria do Terra que busca associar o nazismo ao conservadorismo não sei se é burrice, ingenuidade ou canalhice de quem escreveu. Diz o Terra que a Polícia de São Paulo identificou grupos neonazistas. Se forem neonazistas que respondam por isto, por fazerem apologia ao crime e defenderem uma ideologia nefasta. Nosso Código Penal trata do assunto, como também abre o leque para processar esquerdistas que xingam os outros de nazistas e fascistas atribuindo a estes crimes por conta de divergências. Sou favorável aos processos em ambos os casos. Lugar de nazista é na CADEIA!

Porém, a “reportagem” vai além. Por conta própria diz o texto: “Dentre as possíveis causas para essa tendência estão o cenário político no Brasil, o fortalecimento de partidos conservadores e de extrema direita no exterior e a situação de desemprego e instabilidade econômica, segundo policiais e especialistas ouvidos pela BBC Brasil”. Em momento algum as investigações policiais afirmam isto. A conclusão é toda do veículo de comunicação para fazer a associação absurda entre o nazismo e o conservadorismo, colocando este ainda como uma extrema-direita. Conta com a ajuda de uma antropóloga.

Primeiro ponto: um conservador – dentro do espectro político – jamais será de extrema-direita. Ele diverge da esquerda. Por qual razão diverge? Bem, quem se propuser a leitura de Edmund Burke, Russell Kirk, Roger Scruton, Michael Oakeshott e outros perceberá que o conservadorismo é uma postura filosófica antes de ser política.

Ele se apóia na crença de que a Filosofia – como pensadores feito Aristóteles – tem uma função contemplativa para se buscar a verdade e o entendimento do mundo, enxergando a complexidade humana por meio de questionamentos metafísicos, dando a este uma dimensão que o transcende na busca por um sentido.

Sendo assim, o conservador discorda da visão da esquerda em uma premissa básica: não acredita em utopias nem que um aspecto (a economia) venha a definir todo o humano. Não acredita que seja possível que por meio da razão articulada se possa ter fé demasiada que a política (feita por homens com defeitos e virtudes) possa resultar em um paraíso terrestre. Porém, reconhece: é a política um instrumento que pode garantir conquistas e mudanças positivas para a sociedade. Para se garantir isto é preciso respeitar as conquistas tidas no passado, uma escala de valores morais, ter prudência com as mudanças bruscas, desconfiar dos atos revolucionários e guardar certo ceticismo em relação aos “salvadores da pátria”. Quem é conservador de verdade pensa assim.

Portanto, conservador de verdade não cultua líder! Se o faz, precisa repensar seus atos.

Segundo ponto: a postura conservadora – ao avaliar as conquistas que garantiram as liberdades individuais – defende, como faz Bastiat em seu livro A Lei, que o espírito que rege a legislação seja o de garantir a igualdade de todos respeitando as diferenças individuais, reconhecendo que há uma tradição e uma cultura que rege uma comunidade, bem como valores, e que estes não podem ser atropelados por um “ser iluminado”, que acredita ter a fórmula do mundo melhor. Desta forma, uma das conquistas vislumbradas pelo conservador é o que permitiu a evolução do Ocidente, chegando ao Estado Democrático de Direito, o reconhecimento do direito à vida a todo e qualquer cidadão, o direito à propriedade, o respeito à lei e as convenções constituídas por meio de um norte moral.

Daí o conservador em sentido filosófico defender que o Estado não pode ter exageros em seu papel coercitivo ao ponto de se fazer presente em todos os aspectos da vida humana, decidindo inclusive quem podem viver ou morrer por conta de credo, etnia, sexo ou o quer que seja. Tanto é assim que foi Bastiat (autor elogiado entre conservadores) um dos primeiros a defender – dentro da democracia – o sufrágio universal. Tanto que isto faz com que conservadores defendam menos Estado e mais liberdade individual, reconhecendo os aspectos positivos do liberalismo econômico. Apenas há uma divergência com liberais no que diz respeito à visão de liberdade, pois conservadores não a enxergam como um princípio absoluto. Razão pela qual existem – graças a Deus – divergências sadias nos espectros que não são de esquerda e lá, nem tudo é extremo.

Assim como nem toda esquerda é extremista.

Se há dúvidas, leiam os autores que aqui cito. Como diz Groucho Marx, não acreditem em mim, mas nos seus olhos. Mas, o que faz o Terra não permite que o leitor discuta a postura conservadora. Porém, faz a associação imediata incabível. Por que incabível? Ora, quando se defende menos Estado e mais liberdades individuais o que se está defendendo é o completo oposto de qualquer regime totalitário, seja o comunismo, nazismo ou o fascismo. Pois, em todos estes, o Estado se colocava como o controlador de tudo e quem não concordasse era inimigo do Estado. Conservadores defendem justamente o contrário.

Se o cidadão que escreveu a matéria tivesse ao menos lido Terras de Sangue de Timothy Sidney veria um estudo profundo sobre as semelhanças entre as práticas da URSS de Stalin e a Alemanha de Hitler, com os campos de concentração e a condenação de crianças, inclusive. Esta, por sinal, é a parte mais chocante do livro. Mas este não é o único estudo. O historiador Robert Gelatelly também nos oferta o precioso estudo Era da Catástrofe Social em que se debruça sobre a semelhança dos regimes e seus extremismos na crença em estados totalitários.

Se for pouco para a “mente sábia” que associa conservadorismo e nazismo, aconselho Os Ditadores de Richard Overy, onde se mostra inclusive a semelhança entre as pessoas que estavam no comando destes regimes: ambos com Estado fortíssimo, desrespeito às liberdades individuais, desprezo pela vida humana, crença em utopias, controle de imprensa, perseguições, terror e medo. Ocorre isto justamente por terem abandonado princípios como o da prudência que é detalhado por Russell Kirk em A Política da Prudência. É só ler.

Acontece que, no Brasil, a única “direita” aceita é a social-democracia representada pelo PSDB. Porém, a social-democracia tem raízes nas ideologias de esquerda. Quem duvida disto leia o próprio Lênin em “Esquerdismo...”, depois completem a leitura com Gramsci e Robert Service. Deste último, o livro Camaradas mostra a construção destas ideias para a evolução da chamada esquerda democrática. Por isto que nem todo esquerdista é stalinista ou leninista. Com honestidade intelectual, reconheço isto. Pena que a honestidade não é recíproca em muitos casos.

Talvez Camaradas seja a obra mais completa sobre o assunto. A falta de estudo nos leva a escrever aberrações com amplo alcance, como é esta da matéria do Terra.

Mas, vamos a exemplos práticos: Viktor Frankl – que é um pensador caro aos conservadores em sentido filosófico – foi uma das vítimas do nazismo. Deixou como legado Em Busca de Sentido dentre outros relatos onde mostra a crueldade deste estado totalitário. Usa de sua experiência pessoal para ajudar milhões de pessoas a buscarem a voz interior, suas liberdades de consciência e um sentido, como se vê na teoria da Logoterapia e Análise Existencial. Vejam a qualidade dos homens nos quais conservadorismo se apóia. Não é o único! Não podemos esquecer a luta de Thomas Sowell pela clarificação do conceito de liberdade, respeito ao indivíduo, às comunidades e aos seus valores. Isto pode ser visto em Conflito de Visões e Os Intelectuais e A Sociedade.

Olhe que aqui nem citei a contribuição magnânima das obras de Theodore Dalrymple ao criticar o progressismo, como faz em A Vida Na Sarjeta. A leitura de todas estas obras mostrará o quão o Terra foi infeliz.

Mas, vamos deixar os conservadores falar por si mesmos:

Edmund Burke: “Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada”.

Edmund Burke: “É um erro popular muito comum acreditar que aqueles que fazem mais barulho a lamentarem-se a favor do público sejam os mais preocupados com o seu bem-estar”.

Edmund Burke: “Todos os opressores atribuem a frustração dos seus desejos à falta de rigor suficiente. Por isso eles redobram os esforços da sua impotente crueldade”.

Roger Scruton: “O homem que diz que a verdade não existe está pedindo para que você não acredite nele. Então, não acredite”.

Roger Scruton: "O conservadorismo advém de um sentimento que toda pessoa madura compartilha com facilidade: a consciência de que as coisas admiráveis são facilmente destruídas, mas não são facilmente criadas. Isso é verdade, sobretudo, em relação às boas coisas que nos chegam como bens coletivos: paz, liberdade, lei, civilidade, espírito público, a segurança da propriedade e da vida familiar, tudo o que depende da cooperação com os demais, visto não termos meios de obtê-las isoladamente. Em relação a tais coisas, o trabalho de destruição é rápido, fácil e recreativo; o labor da criação é lento, árduo e maçante. Esta é uma das lições do século XX. Também é uma razão pela qual os conservadores sofrem desvantagem quando se trata da opinião pública. Sua posição é verdadeira, mas enfadonha; a de seus oponentes é excitante, mas falsa."

Roger Scruton: “Apenas uma pessoa tem direitos, deveres e obrigações; apenas uma pessoa age por razões além das causas; apenas uma pessoa merece nosso louvor”.

Russell Kirk: “Variedade e diversidade são as características de uma grande civilização”.

Russell Kirk: “Justiça significa que todo homem e toda mulher têm direito ao que lhes é próprio – às coisas que melhor se adaptam à sua própria natureza, às recompensas de sua capacidade e integridade, à sua propriedade e à sua personalidade”.

Estas são apenas algumas dentre tantas frases entre tantas obras. É claro que se pode criticar a postura conservadora. A liberdade é também a defesa de que alguém possa discordar do que o outro pensa e apresentar teses mais variadas, pois tal debate é sadio. Logo, toda postura filosófica ou política pode ser alvo de críticas. Todavia, a honestidade intelectual consiste em criticar algo pelo que ele realmente é. O que se faz na matéria do Terra é criar um espantalho. O pior é que a matéria ainda recorre a uma antropóloga que é tão superficial quanto quem escreve o texto. Por qual razão não buscaram um pensador conservador para também dar a sua visão?

Temos eles no Brasil, como o professor de Filosofia Rodrigo Jungmann, o escritor Aurélio Schommer, o médico estudioso Hélio Angotti, o escritor Fausto Zamboni, o autor aqui citado Francisco Razzo, o cientista político Bruno Garschagen, dentre outros. Muitos estão entre os mais vendidos com suas obras. Como então desconhecê-los?

O que temos é o cenário perfeito para se culpar uma postura sem sequer querer explicá-la. Desonestidade intelectual pura!

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Postado em 18/01/2017 às 12:16 0

Renan Filho veta projeto que permite que policiais exerçam atividade remunerada privada


Por Lula Vilar

foto: Cada Minuto

Renan Filho, governador de Alagoas (PMDB)

O governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), vetou o projeto de lei de número 228/2016 que altera o dispositivo do Estatuto do Pessoal da Polícia Civil de Alagoas permitindo que policiais exercessem atividade remunerada privada.

De acordo com o chefe do Executivo Estadual (em mensagem encaminhada ao presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Dantas (PMDB)), “a proposição que visa permitir que o policial civil exerça atividades remuneradas privadas, modificando o seu regime jurídico de dedicação de decisão exclusiva ao serviço público” padece de vício por inconstitucionalidade formal.

Renan Filho argumenta que o projeto afronta a Constituição Estadual, uma vez que são de iniciativa privada do governo do Estado às leis que disponham sobre o regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis.

Além disto, na visão do governador, há uma violação aos princípios republicanos e da separação de poderes. “Essas, Senhor Presidente, são as razões que me levaram a vetar totalmente o Projeto de Lei nº 228/2016, por inconstitucionalidade formal, as quais submeto à apreciação dos Senhores Membros da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas”.

Este não é o único veto do governador. Ele também vetou “o projeto que institui habitação social, programa social de formação, qualificação e habilitação profissional de condutores de veículos automotores”.

A proposta do parlamento prevê isenção de taxas públicas referentes aos serviços prestados pelo Departamento de Trânsito de Alagoas (Detran/AL) relativos à obtenção, adição e mudanças de categorias das CNHs, bem como à aquisição de autorização para ciclomotores. Mais uma vez é argumentado a inconstitucionalidade e o impacto relevante nas contas do Estado de Alagoas.

Renan Filho afirma que, com isto, se “institui programas e projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual e Plano Plurianual”. Os vetos serão analisados pelo Legislativo.

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Postado em 18/01/2017 às 11:57 0

As denúncias que adormecem no STF: Collor será réu ou não?


Por Lula Vilar

foto: Repórter AL

senador Fernando Collor de Melo

Não raro tenho cobrado aqui a celeridade em relação aos inquéritos – oriundos da Operação Lava Jato – que envolvem o senador Renan Calheiros (PMDB). A impressão é que em alguns casos os inquéritos andam de Ferrari, em outros num fusquinha capenga.

Cobrar isto não é fazer prejulgamento, mas permitir que – em um Estado Democrático de Direitos – as coisas andem com a devida celeridade para que saibamos se tais figuras públicas cometeram ou não crimes, serão condenadas ou absolvidas. São culpadas ou inocentes diante das denúncias feitas e seus indícios.

Mas, é claro que não se trata apenas de Renan Calheiros.

Vejam só o caso do senador Fernando Collor de Mello (PTC). A coluna Radar – de Veja – lembrou muito bem lembrado que a denúncia contra Collor se encontra com Teori Zavascki desde 21 de agosto de 2015. Foi quando foram formalizadas as primeiras acusações.

Ainda não houve análise da denúncia que versa sobre o pagamento de R$ 30,9 milhões em propina. Collor alega inocência. Quem não se lembra das trocas de farpas com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot? Um embate que pareceu novela!

O inquérito original já foi até aditado. Afinal, que se decida se Collor será réu ou não. É o que vale também para o senador Renan Calheiros e todas as demais figuras públicas deste dramalhão que é o maior escândalo de corrupção da República.

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